Tópicos | Rebeca Andrade

Aos 23 anos, Rebeca Andrade já tem no currículo um título mundial e um olímpico. A carreira já bem-sucedida vai servir de inspiração para centenas de jovens que vão competir nos Jogos da Juventude, em Aracaju, neste ano. A ginasta foi escolhida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para ser uma das embaixadoras do evento.

"Fiquei muito feliz com o convite do COB. Incentivar o esporte na base, estimular hábitos saudáveis e valores do esporte para jovens e crianças é fundamental não apenas para a formação de atletas, mas também de cidadãos de bem. Ser embaixadora dos Jogos da Juventude é uma honra e minha missão é inspirar essa garotada com mensagens e bons exemplos, assim como fui inspirada por tantos grandes atletas quando eu ainda era uma menina que sonhava em ser atleta", afirmou a atleta, uma das sensações do Brasil na Olimpíada de Tóquio.

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A escolha de Rebeca coincide com a estreia da ginástica artística no programa dos Jogos da Juventude, que voltam a ser disputados neste ano após dois anos, em razão da pandemia de covid-19. Em Aracaju, durante a competição (entre 2 e 17 de setembro), a ginasta vai interagir com atletas da nova geração e deve servir de inspiração para os mais jovens de todas as modalidades.

Rebeca não será a única embaixadora. Nas próximas semanas, o COB deve anunciar outros nomes. Com eles, a entidade espera levar experiência e aprendizados aos atletas mais jovens.

"Para muitos, os Jogos da Juventude são a porta de entrada para o sonho olímpico e nós queremos proporcionar um contato com os grandes ídolos do esporte brasileiro. Queremos que os melhores atletas de até 17 anos do país tenham inspiração e cada vez mais vontade de dar continuidade em suas trajetórias, buscando sempre a excelência para que em alguns anos eles também estejam entre os melhores atletas do mundo", afirmou Kenji Saito, diretor de Desenvolvimento e Ciências do Esporte do COB.

Rebeca Andrade confirmou o favoritismo nesta quinta-feira e avançou à final das barras assimétricas do Troféu Brasil de Ginástica, em Porto Alegre, após conseguir a melhor nota do dia nas eliminatórias. A medalhista olímpica somou 14.667 na avaliação dos juízes e vai em busca de medalha no sábado, quando será disputada a decisão. Jade Barbosa (12.933) e Josiany da Silva (11.700) passaram em segundo e terceiro, respectivamente.

Rebeca está participando de apenas duas provas na competição nacional. Além das barras, está inscrita na trave, prova na qual as classificatórias estão marcadas para sexta-feira. Os dois aparelhos não estão entre as conquistas da paulista nos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde foi ouro no salto e prata no individual geral.

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No Troféu Brasil, ela não competiu no salto para se poupar para outros campeonatos. O caso é o mesmo do solo, prova em que foi quinta colocada na Olimpíada. Já o individual geral não faz parte do quadro do torneio brasileiro, dedicado apenas às disputas por aparelhos.

De qualquer forma, a ginasta costuma ter bom desempenhos nas diferentes subdivisões do esporte. Não à toa, foi vice-campeã das barras assimétricas no ano passado, durante a disputa do Mundial de Ginástica Artística no Japão, depois dos Jogos Olímpicos. Na mesma competição, ficou com o ouro no salto, assim como na Olimpíada.

OUTROS PARTICIPANTES

Em outra disputa desta manhã, João Vieira foi o melhor da classificatória masculina, com nota 13.850, seguido por Caio Souza (13.650) e Gabriel Barbosa (13.600). A prova também teve a participação de Diogo Soares, finalista do individual geral em Tóquio, que passou em quinto. Arthur Zanetti foi outro a competir no solo, avançando à final com o oitavo lugar. Preocupado em poupar o ombro, ele ficou de fora da disputa das argolas, na qual a melhor nota foi de Caio Souza.

Já Arthur Nory, medalhista de bronze no solo no Rio, em 2016, e campeão mundial da barra fixa em 2019, ficou em sexto na classificatória do cavalo com alças, que teve um empate entre Paulo Castilho e Felipe Machado, ambos com 13.300 no primeiro lugar.

As fotos em suas redes sociais mostram a realização de um sonho de infância: conhecer os famosos parques da Disney nos Estados Unidos. A ginasta Rebeca Andrade conseguiu, aos 22 anos, ter a alegria de visitar os lugares que faziam parte de sua imaginação desde pequena. Ela foi para lá de férias, após a sensação de dever cumprido na temporada mais vitoriosa de sua carreira, que incluiu os títulos olímpico e mundial no currículo. Nos rosto ainda de menina, seus feitos são de gente grande, a ponto de receber cumprimentos de Simone Biles e também da lenda Nadia Comaneci.

Se antes dos Jogos de Tóquio, Rebeca era conhecida apenas pelos amantes da modalidade e por especialistas, depois de conquistar uma medalha de ouro e uma de prata no Japão, a menina de gestos precisos e limpos retornou ao Brasil como celebridade e teve sua vida transformada. Participou de programas de televisão e eventos dos mais diversos, multiplicou o número de patrocinadores e parceiros, viu crescer a quantidade de seguidores nas redes e se tornou um dos maiores nomes do esporte no Brasil na atualidade. Seu rosto está por aí, como naquelas telas colocadas em muitos elevadores de prédios que exibem notícias e propagandas. Rebeca virou uma estrela.

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A atleta nasceu em Guarulhos, na Grande São Paulo, e iniciou na ginástica artística aos 4 anos. Sua tia trabalhava no ginásio e contou para a menina que estava tendo um processo seletivo para novas ginastas. "Eu fui lá e fiz as coisas que pediam com muita facilidade. Isso acabou chamando a atenção deles e passei nessa peneira", contou.

De família humilde, desde o começo precisou batalhar para se manter no esporte, por causa das dificuldades financeiras dos pais. A mãe trabalhava como diarista e muitas vezes ia a pé para o serviço para deixar o dinheiro da condução para a filha poder treinar. Segundo Francisco Porath Neto, técnico da atleta, a ginasta sempre mostrou força para vencer os desafios.

"A chave é não ter desistido em nenhum momento. No primeiro obstáculo, que achávamos enorme, não desistimos, depois veio um maior ainda, mas continuamos persistindo. Se for contar desde o começo, os obstáculos eram enormes. Falta de estrutura, a gente teve de sair de onde estávamos e a Rebeca teve de ir com a gente. Até chegar em uma estrutura que temos hoje do Comitê Olímpico, demorou um certo tempo. Muitas atletas desistem e não passam dessa etapa", revela o treinador.

A mãe se virava para manter a família de sete filhos, e para conseguir que Rebeca treinasse. Deixou a menina morar com a tia, com o técnico, com a coordenadora e ainda com outras atletas. Dona Rosa confessa que recebeu muitas críticas por isso, mas sempre manteve a cabeça aberta para deixar a filha seguir seus sonhos.

O talento de Rebeca era evidente, mas as lesões atrapalharam bastante. Ela foi submetida a três cirurgias no joelho direito, a última delas extremamente complicada. Até por isso, a ginasta reforçou a importância do trabalho emocional. "Precisa ter a cabeça muito boa, pois ficar longe da ginástica é muito difícil. Uma cirurgia dessas são oito meses para voltar", diz porque passou por isso.

Dessa forma, o adiamento dos Jogos de Tóquio por causa da pandemia de covid-19 foi uma boa notícia para Rebeca, que pôde treinar mais e se recuperar das lesões. "O adiamento foi muito bom, pois se a Olimpíada fosse em 2020 seria muito arriscado." Se nos Jogos do Rio, quando tinha apenas 17 anos, ela ficou na 11ª posição no individual geral e viu Simone Biles, dos Estados Unidos, fazer história, em Tóquio ela chegou saudável para brilhar.

A brasileira conquistou a medalha de prata no individual geral, prova que reúne todos os aparelhos e premia as ginastas mais completas da competição. Depois, ganhou a medalha de ouro no salto, com uma exibição que encantou os juízes no Japão. "Eu tive muitas pessoas para me ajudar e sei que existem muitos talentos por aí que também precisam de ajuda", disse.

O ano será decisivo para a ginasta brasileiro se preparar já de olho nos Jogos de Paris. A fase de descanso e de aproveitar a vida por causa de suas conquistas dará lugar a uma rotina de treino e provas que ela já conhece bem. E sabe que tudo valerá a pena.

Os dois pódios olímpicos projetaram Rebeca Andrade para o mundo. Depois ela conquistou a medalha de ouro no salto e a de prata nas barras assimétricas no Mundial de Ginástica Artística no Japão também. Mais recentemente, foi eleita a Melhor Atleta do Ano no Prêmio Brasil Olímpico. Renovou com seu clube, o Flamengo, até os Jogos de Paris, em 2024, e atingiu a marca de 12 patrocinadores ao mesmo tempo. Somente os atletas de elite conseguem esse feito.

Com um ano histórico para ela e para a ginástica artística do Brasil, Rebeca já começa a fazer planos para o futuro. Em outubro haverá o Mundial em Liverpool, na Inglaterra. Lá ela pretende se consolidar como um dos grandes nomes da modalidade no cenário mundial. Talvez tenha como rival a americana Simone Biles, que desistiu de competir em Tóquio porque estava desgastada mentalnente. E enquanto se prepara, vai aproveitando para colher os frutos de toda dedicação que teve até agora.

O canoísta Isaquias Queiroz e a ginasta Rebeca Andrade conquistaram o prêmio de Melhor Atleta do Ano nesta terça-feira (7), em cerimônia realizada no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, estado do Sergipe. Os dois atletas, campeões olímpicos nos Jogos de Tóquio, foram eleitos por um júri especializado e superaram outros grandes nomes do esporte na temporada.

Com mais um título no currículo, Isaquias Queiroz se tornou o maior vencedor do Prêmio Brasil Olímpico (PBO). Esta foi a quarta vez que ele ganhou como Melhor Atleta do Ano, deixando para trás Cesar Cielo (natação), que ganhou três vezes. Já Rebeca foi eleita pela primeira vez na carreira, mas não pôde participar da festa porque está de férias e já tinha programado uma viagem com bastante antecedência.

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"Honramos a bandeira do Brasil", disse Isaquias. "Agora meu foco é buscar outra medalha nos Jogos de Paris, em 2024. Muita gente fala que Paris é logo ali, mas não é bem isso. Tem muito sofrimento até lá, muito treino para chegar bem na Olimpíada. O objetivo é chegar à minha sexta medalha olímpica", continuou, contando com os pódios na prova de C2 500m e C1 1.000m.

Ele fez questão de participar da premiação, que foi realizada pela primeira vez no Nordeste, e festejou um ano de sucesso. Na Olimpíada, ele bateu na trave na prova do C2 1.000m na canoagem velocidade, ao lado de Jacky Godmann, mas se recuperou depois ao ganhar seu primeiro ouro olímpico, vencendo com folga a prova de C1 1.000m.

O canoísta também aproveitou para reclamar do tratamento dado pelo governo da Bahia. "Eu vi que em São Paulo a Ana Marcela foi homenageada, o Arthur Nory também, mas não recebi uma carta sequer. Claro que a população me valorizou, e isso foi legal. Espero que um dia isso mude, pois as pessoas precisam de apoio", comentou, reforçando sua alegria de ver tantos medalhistas do Nordeste e um evento em sua região.

Isaquias superou na votação dos especialistas outros dois campeões olímpicos de Tóquio: Hebert Conceição (boxe) e Italo Ferreira (surfe). Já Rebeca levou a melhor diante de outras duas medalhistas no Japão: Ana Marcela Cunha, que foi ouro na maratona aquática, e Rayssa Leal, que ganhou a prata no skate.

Isaquias e Rebeca ainda foram premiados junto com os atletas mais votados nas 51 modalidades, além dos técnicos que tiveram um ótimo trabalho: André Jardine (futebol), nas modalidades coletivas; Fernando Possenti (maratona aquática), Francisco Porath (ginástica artística), Javier Torres (vela), Lauro Souza Jr. (canoagem velocidade) e Mateus Alves (boxe), nas individuais. Eles receberam os troféus de Melhores Treinadores do Ano.

"Estar aqui é muito legal, pois as lembranças voltam e fico um pouco nostálgico. Enxergo o futuro com muita coisa boa por vir e ganhar aquela medalha de ouro foi um sentimento único. Sempre vem um filme na cabeça", comentou Jardine, que é funcionário da CBF e foi premiado como técnico dos esportes coletivos. Ele também se mostrou feliz por ver Tite, técnico da seleção principal, utilizando jogadores que estiveram em Tóquio.

Já na tradicional votação de Atleta da Torcida, na qual competiram dez mulheres e dez homens, Fê Garay, do vôlei, desbancou os outros concorrentes na preferência dos fãs e levou a melhor em votação apertada diante do surfista Italo Ferreira. Ambos fizeram campanhas em suas redes sociais, mas a campeã olímpica de Londres-2012 e medalhista de prata nos Jogos de Tóquio ganhou no final e teve 41,52% das escolhas. Foram mais de 400 mil votos, um recorde na história do prêmio. "Eu estou muito feliz por receber esse troféu", disse Fê Garay.

O PBO é organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 1999 e no ano passado não foi realizado por causa da pandemia de covid-19. Desta vez, comemorou a ótima campanha nos Jogos de Tóquio, quando o Time Brasil teve sua melhor participação da história, e também homenageou grandes nomes do esporte nacional e os jovens que fizeram bonito recentemente no Pan-Americano Júnior, em Cali.

A cerimônia teve ainda uma homenagem importante. Janeth dos Santos Arcain, uma das maiores jogadoras de basquete da história, recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva. Além disso, quatro ídolos do esportes tiveram a cerimônia de entrada no Hall da Fama: Magic Paula (basquete), Sebastián Cuattrin (canoagem velocidade), Adhemar Ferreira da Silva (atletismo, in memoriam) e Tetsuo Okamoto (natação, in memoriam). "É um reconhecimento individual, mas que reflete toda história de uma geração vencedora", afirmou Paula.

Primeira brasileira a conquistar duas medalhas numa mesma edição da Olimpíada, Rebeca Andrade será a responsável por dar a bandeirada final no GP de São Paulo de Fórmula 1, no dia 14 deste mês, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. O convite da organização é uma homenagem pelas conquistas recentes da ginasta.

"Eu saí do meu corpo e voltei quando recebi o convite. Um sinal de respeito, uma homenagem às minhas vitórias. Eu nem consigo achar palavras para descrever o que estou sentindo. Nunca pensei que tivesse tantas oportunidades. Eu sempre lutei muito para me colocar como mulher e pela comunidade preta e usar bem esse 'poder' que o esporte me deu. Estou muito feliz", comentou a atleta de 22 anos.

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A honra de dar a bandeirada final num GP de Fórmula 1 é concedida para poucos no circuito. Em São Paulo, estrelas do porte de Pelé e Gisele Bündchen já tiveram a oportunidade. O Rei do Futebol, por sinal, viveu uma das situações mais curiosas da corrida paulista ao esquecer de dar a bandeirada para o alemão Michael Schumacher na prova disputada em 2002.

Neste ano será a vez de Rebeca, que vai assistir a uma corrida da F-1 pela primeira vez num autódromo. "Quero fazer direito, quero fazer bonito", já avisou a ginasta, fã declarada de Ayrton Senna, apesar de não ter acompanhado a carreira do tricampeão de F-1 - ela nasceu cinco anos depois da morte do piloto.

"As coisas que ele fez, como se portava, como pensava. Eu me espelhei muito nele. Há duas frases dele que eu gosto bastante: ‘Se você quiser ser bem-sucedido, tem que ter dedicação total. Buscar seu último limite e dar o seu melhor. É uma coisa que eu faço todos os dias porque é meu trabalho e porque eu quero inspirar outras pessoas. Mas também faço muito por mim", disse a atleta.

"A outra é: 'Seja você quem for, qual for a sua posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força e muita determinação e sempre faça tudo com muita força e muita fé em deus, que algum dia você vai chegar lá'. Eu me identifico muito com isso."

Rebeca vive o melhor ano de sua vida. Além de conquistar o ouro no salto e a prata no individual geral na Olimpíada de Tóquio, ela fez história também ao se tornar a primeira brasileira a conquistar duas medalhas em um Mundial de Ginástica (ouro no salto e prata nas barras assimétricas), em Kitakyushu, no Japão, no mês passado.

Um dia após fazer história ao conquistar uma medalha de ouro no salto e uma de prata nas barras assimétricas no Mundial de Ginástica, Rebeca Andrade disputou a final da trave neste domingo, em Kitakyushu, no Japão, e terminou em sexto lugar, com 12,500 pontos. Após cair logo no início da apresentação, ela conseguiu se recuperar, mas a queda tirou suas chances de brigar por mais uma medalha.

Além da brasileira, outras cinco de um total de nove finalistas sofreram quedas, e as três que não caíram formaram o pódio. A japonesa Urara Ashikawa fez 14,200 pontos e levou o ouro para casa, enquanto a alemã Pauline Schäfer ficou com a prata, ao somar 13,800, e a japonesa Mai Murakimi teve 13,733 de pontuação para ganhar o bronze.

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Mesmo sem estar entre as três primeiras colocadas na trave, Rebeca ficou satisfeita, até porque não era apontada como favorita. De qualquer forma, teve a melhor colocação de uma brasileira no aparelho em disputas de mundiais, igualando o feito de Flávia Saraiva, sexta colocada na edição de Stuttgart, em 2019.

"Na ginástica, tudo pode acontecer, tanto o acerto excepcional, quanto o erro que a gente não quer. Mas a gente tem que seguir com a cabeça firme, seguir com a série segura, porque faz muita diferença. Mesmo com queda, você pode terminar em uma colocação boa. Terminei em sexto, e estou muito feliz. Em um aparelho que tenho mais insegurança e consegui pegar a final, consegui me apresentar bem. Estou bem feliz com tudo que fiz aqui, inclusive a série da final da trave", disse Rebeca em entrevista ao canal SporTV.

Assim, a ginasta de 22 anos deixa o Japão, onde já havia feito história ao conquistar duas medalhas na Olimpíada, consagrada como um dos maiores nomes do esporte brasileiro na atualidade. A medalha de ouro conquistada no sábado, na disputa do salto, foi a primeira dela em um Mundial. Depois, quando conquistou a prata nas barras paralelas, tornou-se a primeira brasileira a conseguir duas medalhas no mesmo Mundial.

Neste domingo, o Brasil também foi reapresentado por Caio Souza, que participou da final das paralelas. Ele fez 14,566 pontos e se despediu da disputa com a sétima colocação. A prova teve Hu Xuwei em primeiro lugar e Shi Cong em segundo, ambos chineses, seguidos pelo filipino Carlos Yulo.

A brasileira Rebeca Andrade fez história na manhã deste sábado ao conquistar a medalha de ouro na modalidade salto e a prata nas barras assimétricas durante a disputa do Mundial de Ginástica Artística no Japão. Com isso, ela se torna a primeira brasileira a garantir duas medalhas na competição e a segunda a conquistar o ouro em um Campeonato Mundial - a primeira foi Daiane dos Santos, em 2003.

Em suas duas apresentações no salto, Rebeca tirou as notas 15,133 e 14,800, atingindo uma média de 14,966. A segunda colocada foi a italiana Asia D'Amato, que conseguiu uma média de 14,083. Em terceiro lugar, a russa Angelina Melnikova conquistou o bronze, com 13,966, após ter ficado com o ouro no individual geral na sexta-feira, 22.

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Nas barras assimétricas, Rebeca conquistou a nota 14,633, ficando atrás da chinesa Wei Xiaoyuan, com 14,733. O bronze foi para a também chinesa Luo Rui, com 14,633. A medalha de prata na modalidade tem grande valor para a brasileira, pois, segundo ela, é uma prova de seu amadurecimento e a realização de um sonho.

"Fiquei muito feliz com a minha paralela, que todo mundo sabe que é meu aparelho favorito", comentou a ginasta em entrevista ao canal SporTV. "Infelizmente não consegui fazer minha série completa, mas ela foi muito limpa. Isso me dá muito orgulho, mostra como amadureci, como tenho controle sobre meu corpo, sobre minha mente, quando acontece alguma coisa diferente. Isso é muito importante para o atleta. Estou muito feliz, porque era meu sonho ser medalhista da paralela", completou.

Em julho, Rebeca conquistou duas medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, um ouro no salto e uma prata no individual geral. Mesmo com o grande desempenho na Olimpíada, ela nunca havia conquistado medalhas na disputa do Mundial, pois passou por de uma série de problemas físicos. Foram três cirurgias no joelho direito, num intervalo de quatro anos.

Agora com duas novas medalhas no currículo, a ginasta pode somar mais uma. Isso porque ela volta a competir na madruga do domingo, às 5h (no horário de Brasília), desta vez disputando na trave para encerrar a já grandiosa participação no Mundial. O brasileiro Caio Souza também tem chance de medalhas, nas barras paralelas.

Quase três meses após brilhar na Olimpíada, Rebeca Andrade pode fazer história novamente no Japão. Além de buscar sua primeira medalha em Mundiais, em Kitakyushu, a ginasta pode se tornar a primeira atleta brasileira a subir ao pódio duas vezes numa mesma edição do evento, que só perde em importância para os Jogos Olímpicos.

O feito poderá ser obtido na madrugada deste sábado, a começar pela final do salto, às 4h45, pelo horário de Brasília. Ela avançara à decisão de sua principal prova na primeira colocação, com média de 14,800. Rebeca competirá com a confiança de quem foi campeã olímpica no salto na capital japonesa. "Na final, preciso estar tão concentrada como estive hoje", disse a ginasta, na terça, após superar a fase classificatória.

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Menos de duas horas depois de saltar na final, Rebeca também brigará por vaga no pódio nas barras assimétricas, a partir das 6h25. Mesmo sem ser favorita, ela obteve a melhor média na classificação, com 15,100. Se confirmar o bom momento na prova e também subir ao pódio nesta prova, fará história mais uma vez na ginástica brasileira, tornando-se a primeira a obter duas medalhas num mesmo Mundial. "Se vier, vai ser incrível. Vou ficar muito feliz de colocar o meu nome na história mais uma vez", projetou a atleta de 22 anos.

Rebeca já havia brilhado na competição ao se tornar a primeira brasileira classificada para três finais. A terceira será na trave, na manhã de domingo. Com a média de 13,400, ela ficou com a oitava e última vaga para esta decisão de medalha.

As finais são importantes para Rebeca pelo significado especial que um Mundial tem em sua trajetória. Consagrada na Olimpíada, ela ainda busca a primeira medalha nesta competição. Esta lacuna em seu currículo tem ligação direta com os seguidos problemas físicos que enfrentou nos últimos anos.

As três cirurgias no joelho direito, num intervalo de quatro anos, tiraram de Rebeca a chance de brilhar em três edições do Mundial. Em 2015, em Glasgow, faria sua estreia como ginasta da categoria adulta. Mas a lesão, faltando poucos meses para o evento, acabou com seus planos. Na época, já era cotada para o pódio.

A história se repetiu em Montreal, dois anos depois, e em Stuttgart, em 2019. No Mundial no Canadá, ela se machucou durante o aquecimento para o treino de pódio, já no local da competição. Há dois anos, nova lesão, no Campeonato Brasileiro, impediu sua participação no evento. E ainda colocou em risco sua participação em Tóquio. O "descanso" propiciado pela pandemia de covid-19 acabou acelerando sua recuperação.

Na Olimpíada, ela brilhou com duas medalhas, outro feito histórico. Rebeca foi a primeira atleta brasileira a conquistar dois pódios numa única edição dos Jogos. Além do ouro no salto, levou a prata no individual geral, quando encantou o mundo com seu "Baile de Favela" na prova do solo.

Em Kitakyushu, a ginasta optou pela cautela, em razão do desgaste físico dos últimos anos, e decidiu não competir tanto no solo quanto no individual geral. A meta é retomar estas duas provas em 2022, visando os Jogos de Paris-2024.

REPRESENTANTE NO MASCULINO - O Brasil também terá um ginasta nas finais. Caio Souza vai disputar a decisão do individual geral na manhã desta sexta-feira, a partir das 6 horas, e das barras paralelas, no domingo, no mesmo horário.

Após terminar a Olimpíada de Tóquio-2020 como a primeira ginasta brasileira a ser campeã olímpica e a primeira atleta do Brasil a ganhar duas medalhas em uma mesma edição dos Jogos, Rebeca Andrade segue quebrando recordes no Japão. Com 100% de aproveitamento, a atleta garantiu nesta terça-feira (19) vaga em três finais no Mundial de ginástica artística, que está acontecendo na cidade de Kitakyushu.

Rebeca Andrade se classificou para as finais do salto (14,800 de média) e das barras assimétricas (15,100) na liderança. Ela ainda arrancou o oitavo e último posto na decisão da trave, com 13,400 pontos. No sábado (23), às 4h45 (de Brasília), a campeã olímpica vai buscar a sua primeira medalha em um Mundial, no salto, e depois disputa a final das barras. No domingo, tenta um pódio na trave.

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A brasileira começou no salto sobre a mesa. Rebeca Andrade apresentou um Cheng (Yurchenko com meia volta, seguido de uma pirueta e meia para frente), que recebeu nota 14,900. O segundo salto foi um Yurchenko com dupla pirueta, com ótima execução no ar, recebendo 14,700 pontos. Na média, conseguiu 14,800 e terminou em primeiro lugar no aparelho.

"Meu salto foi melhor que no treino de pódio. Eu estava me sentindo melhor mesmo. Com um pouco mais de tempo, acho que consegui sentir melhor o aparelho e ter um controle melhor na hora. Consegui sentir o meu corpo. Foi muito bom", avaliou a campeã olímpica em entrevista coletiva após o dia de competição.

Nas barras assimétricas, Rebeca Andrade conseguiu fazer a sua série completa com todas as conexões e execução excelente, conseguindo 15,100 pontos, para assumir a liderança. Já na trave, passou pelo aparelho sem quedas. Apesar de perder algumas conexões, tirou 13,400 pontos, terminando em oitavo lugar, empatada com a japonesa Murakami Mai, com as mesmas notas de dificuldade (5.6) e execução (7.8). Por isso, serão nove ginastas na final.

Sobre sua série nas paralelas, Rebeca Andrade brincou que tirar um 15 no aparelho era um sonho. "É uma série considerada difícil. Eu falava com o Chico (treinador) e brincava que a gente tinha que tirar um 15 e pegar final". A ginasta também comentou que tem onde melhorar na trave, após ter alguns desequilíbrios durante a série.

"Estou muito feliz porque treinei muito e consegui fazer tudo que me preparei. Estou muito animada para as finais", finalizou Rebeca Andrade, que já havia anunciado que não se apresentaria no solo, assim ficando fora também do páreo do individual geral, prova em que é a atual vice-campeã olímpica. Por ser um aparelho que exige bastante dos joelhos, a ginasta optou por se preservar de olho na caminhada até os Jogos Olímpicos de Paris-2024, na França.

Nesta terça-feira, às 21h20 (de Brasília), outros dois brasileiros entrarão em ação em Kitakyushu. Arthur Nory (barra fixa) e Caio Souza (individual geral) disputam as classificatórias masculinas em busca de vagas nas finais.

O Brasil inicia a caminhada no Mundial de Ginástica Artística de Kitakyushu (Japão), a partir das 21h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (18), tentando ampliar o seu número de conquistas no evento. Desde o ano de 2001 a seleção brasileira já alcançou 14 medalhas.

Os representantes brasileiros (Arthur Nory, Caio Souza e Rebeca Andrade) já entraram em ação neste final de semana, realizando o treino de pódio no Kitakyushu City Gimnasium.

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Enquanto Caio Souza compete no individual geral, Arthur Nory tem como meta chegar à final da barra fixa (aparelho no qual é campeão mundial). “Ele [Nory] está focado aqui no Mundial, treinando muito bem. Ginástica é momento. É acertar a série e passar para a final. O foco agora é a classificatória. Na final, teremos os oito mais bem classificados, e que vença o melhor”, declarou o técnico Marcos Goto.

Se liga no recado da Rebeca 
É AMANHÃ! O Campeonato Mundial de Kitakyushu começa efetivamente nessa segunda-feira para o nosso Brasil! E já começa com a nossa campeã olímpica em ação!

— Confederação Brasileira de Ginástica (@cbginastica) October 17, 2021

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Entre os brasileiros, quem começa a competir primeiro é Rebeca Andrade, a partir das 23h15 de segunda. A campeã olímpica se envolverá nas disputas do salto sobre a mesa, paralelas assimétricas e trave.

 

Depois de um ano de isolamento e muitas sessões de treinamento virtual, 2021 está repleto de emoções na ginástica artística. Com as recordações da excepcional campanha brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 ainda muito vivas, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) já se prepara para enviar a delegação nacional para o Mundial de Kitakyushu, também no Japão, entre os dias 18 e 24 de outubro.

Os desafios de 2021 são muito peculiares. A última vez em que houve um calendário com Jogos Olímpicos e Mundial no mesmo ano foi em 1996. No feminino, a representante do País será Rebeca Andrade. "No Mundial de Kitakyushu, que será voltado às especialistas, optamos por enviar apenas a Rebeca, tendo por base o que observamos nas avaliações virtuais", afirmou o coordenador da seleção de ginástica artística feminina, Francisco Porath Neto.

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Devido à necessidade de aclimatação, a delegação brasileira vai viajar rumo a Doha, no Catar, antes de seguir para o Japão. Assim, um dia depois do encerramento do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, que será realizado a partir da próxima quarta-feira até 3 de outubro, em Aracaju, a equipe viajará para o Oriente Médio.

A princípio, Rebeca Andrade será inscrita nos quatro aparelhos, mas esse plano inicial pode ser modificado. "Tudo vai depender da evolução dela em Doha. Lá é que vamos decidir quais aparelhos a Rebeca fará. Nosso objetivo é inscrevê-la apenas nos aparelhos nos quais esteja competitiva para chegar às finais", assinalou Porath.

Os representantes do Brasil na ginástica artística masculina serão Arthur Nory, Caio Souza e Luís Porto. Como explica o coordenador da seleção masculina, Marcos Goto, as avaliações dos ginastas também foram realizadas de forma online.

"Realizamos dois dias de testes (entre os últimos dias 14 e 16) e levamos em consideração, para a convocação, as melhores notas de partida e final. Escolhemos os três atletas com melhores condições para representar o Brasil neste momento", disse Goto, que, assim como Porath, vai decidir em quais aparelhos inscreverá os atletas com base nas observações feitas em Doha.

Sonia Abrão fez novamente  a ‘jurada’ e deu sua opinião sobre os participantes e jurados do Super Dança dos Famosos, no último domingo (29). Em seu perfil no Instagram, a jornalista avaliou a performance dos artistas durante a final do programa e ainda teceu comentários sobre quem estava julgando os números. Sonia não gostou muito do julgamento da ginasta Rebeca Andrade e deu "medalha de latão” para ela. 

Em sua postagem, Sonia Abrão falou sobre a campeã do programa, Paolla Oliveira, e demais competidores, como Rodrigo Simas e Dandara Mariana, para quem estava torcendo. “DANDARA MARIANA dança melhor que PAOLLA OLIVEIRA, mas domingo não foi seu dia! Deu azar com 9.9, nota injusta da REBECA ANDRADE, e escorregou no samba, depois de uma valsa linda. Torci por ela, mas ficou em 3º. É aceitar que dói menos”. 

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Pegando o gancho, a jornalista aproveitou para criticar Rebeca em seu papel de jurada e lhe deu até uma ‘medalha’. “depois de derrubar DANDARA MARIANA com 9.9, passou a dar 10 pra todo mundo, pra tentar compensar a mancada! Não entendeu que ginástica olímpica é uma coisa e dança é outra! Como jurada, medalha de latão”.

Foram anos de dedicação até a tão sonhada glória olímpica. Agora, Rebeca Andrade começa a colher os frutos desse trabalho. Primeira atleta do Brasil a conquistar uma medalha de ouro e outra de prata em uma única edição dos Jogos, a ginasta de 22 anos recebeu uma homenagem do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Centro de Treinamento da Ginástica Artística (CTGA), localizado no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro: um painel com sua foto estampada dentro da arena.

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"Desde quando colocaram os painéis dos outros atletas aqui, eu queria ter uma foto minha também. Era um sonho muito grande, até maior que as medalhas. Porque eu sabia que precisava conquistar uma medalha olímpica ou no Mundial para ter uma foto aqui. Vai ser impossível esquecer tudo o que aconteceu em Tóquio, mas é sempre bom lembrar desses momentos", celebrou Rebeca.

"É uma homenagem justíssima porque a Rebeca inspirou a todos nos Jogos de Tóquio com sua história e seu exemplo. Eu me emocionei muito com o desempenho dela e fiquei imaginando a festa Brasil afora com essas conquistas. Tenho certeza que esse painel vai estimular muitos outros atletas que passam aqui pelo CT no dia a dia", disse o diretor geral do COB, Rogério Sampaio.

Iniciativa criada pelo COB em 2018, os painéis no CT de Ginástica Artística são uma forma de reconhecer e valorizar os atletas da modalidade que já conquistaram medalhas olímpicas ou em Mundiais.

Rebeca é a sétima ginasta a receber tal homenagem, juntando-se a Arthur Nory, Arthur Zanetti, Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Diego Hypolito e Jade Barbosa. A campeã olímpica, por sinal, escolheu a dedo onde sua imagem deveria ficar, entre os quadros de duas referências na modalidade.

"Escolhi a foto e o lugar que ela ficasse, ao lado da Daiane e do Zanetti. Ela me inspira até hoje pela atleta e pessoa que é. E admiro muito o Zanetti por tudo o que ele fez para conquistar a medalha dele. E a foto é linda. Apesar de ser uma pose simples, ela mostra tanta coisa: tem uma beleza, uma firmeza e uma certeza do que eu estava fazendo. Queria deixar essa imagem marcada para sempre no CT", revelou a ginasta.

Sem pausa nos treinos após os Jogos de Tóquio-2020, Rebeca Andrade estará de volta ao Japão em dois meses. A campeã olímpica disputa o Mundial de Ginástica Artística, entre os dias 18 e 24 de outubro, na cidade de Kitakyushu.

"Só tenho medo de barata". Essa é uma das confissões da ginasta Rebeca Andrade, grande destaque da campanha brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A campeã olímpica do salto e prata no individual geral aceitou o desafio de falar sobre temas pessoais, da sua vida cotidiana, e que formam uma espécie de "lado B' da dona das primeiras medalhas da ginástica feminina na história olímpica e porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de encerramento.

Rebeca se destaca pelas coisas que diz, de uma maneira espontânea, natural, sem respostas ensaiadas, sem fugir de perguntas delicadas, mas também pela forma como diz essas coisas. Para atender ao Estadão, ela foi para um dos banheiros do ginásio onde estava acompanhando a competição de ginástica rítmica, na semana passada, na reta final da Olimpíada. Queria ficar longe do barulho e prestar atenção nas perguntas.

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Foi assim, com o celular equilibrado na pia, que ela falou sobre discriminação racial - ela não viveu, mas seus irmãos, sim -, das duas horas na frente do espelho antes de uma apresentação de ginástica e da paixão por pizza, sua comida favorita. Seja ela de qualquer sabor.

A heroína olímpica voltou nesta quarta-feira (11) ao Brasil. Por causa dos inúmeros compromissos, ela ainda não sabe onde vai guardar suas medalhas. Mas promete mostrar para quem quiser vê-las.

Onde você pretende guardar as medalhas de ouro e prata que ganhou na Olimpíada?

Ainda não sei. Sei que vou ter de levar as medalhas para vários lugares e mostrar para várias pessoas. Mas já sei que meus collants vão ficar num quadro na parede da minha casa. Várias fotos minhas. Eu vou cuidar muito delas. São muito especiais. Não vou deixar à mostra. Mas, quem pedir, eu vou deixar ver. É uma conquista de todo mundo. As pessoas estão amando isso.

Em várias entrevistas, você citou a importância da sua mãe na sua carreira. Faz quanto tempo que você não se encontra com ela?

Tem muito tempo. Antes de ir para Doha, eu encontrei minha mãe e minhas sobrinhas. Acho que não fico um tempo com eles desde o Natal do ano passado.

O que ela vai fazer para você quando você voltar?

Gosto quando ela faz frango, arroz e feijão. Qualquer coisa que ela faça fica boa. Tempero de mãe é especial. Acho que ela vai fazer o que eu pedir.

Qual é a comida que você mais gosta?

Gosto de pizza. Adoro. Eu posso comer tudo. O atleta pode comer tudo, mas é preciso saber comer. Durante a semana, eu busco a melhor alimentação porque é o que meu corpo precisa. Não dá para comer pizza todo dia.

A ex-ginasta Daiane dos Santos ficou emocionada com suas conquistas, pois disse que duas negras - ela e agora você - ganharam as primeiras medalhas de ouro do Brasil na ginástica. Ela no Mundial e você na Olimpíada. Você já foi discriminada por ser negra?

Na cara, olho no olho, nunca aconteceu. Mas a gente não sabe o que as pessoas falam por trás. Não tenho vivência. Mas meus irmãos já passaram por isso. Então é como se tivesse acontecido comigo. É complicado você não conseguir andar num shopping porque acham que você vai fazer alguma coisa. Ou trocarem de rua porque você está andando.

Nunca houve na ginástica?

Não. Eu saí cedo de casa. Tive uma infância boa, subindo em árvores, jogando bolinha de gude, brincava com os meninos e as meninas. Eu pude aproveitar bastante. Na ginástica, tudo sempre foi bem descontraído. Para crianças. Eu aproveitei mesmo. A adolescência foi mais centrada, mas consegui aproveitar. Sempre estive com pessoas da minha idade. Tinha troca. Agora sou uma mulher adulta, posso fazer minhas coisas, respondo pelos meus atos. Todas as fases foram bem aproveitadas. Graças a Deus, nunca vivencie, mas sei que existe.

O que aconteceu com seus irmãos? Você estava junto?

Uma vez, minha mãe estava numa pracinha com meus irmãos em Guarulhos. Meu irmão pediu para tomar um banho de Cândida (marca de água sanitária). Ele falou que queria ser igual a ela, com a pele mais clara, branca. Ela disse que a cor dele era linda e que aquilo não era um problema. Minha mãe sempre lidou bem com isso. Mas acho que já aconteceu com todos os meus irmãos. Eu fui a que menos vivenciei isso. Hoje, eu sei que eles não falavam tudo o que acontecia.

Por que?

Eles não falavam porque eu era mais nova e também porque eles achavam que ia prejudicar meu rendimento. Eles sabiam que eu ia ficar chateada. Eles sempre foram muito respeitosos e sempre entenderam a importância da ginástica para mim, Mas nunca mentiram. Nossa família é muito unida.

Você disse que já era uma adolescente focada. Você escolheu uma carreira difícil. Você sente muitas dores?

Sim. Nossa. E como sinto! Muita dor!

Seu joelho dói, aquele que sofreu as três cirurgias?

Hoje, ele não dói todos os dias. Quando o treino fica mais intenso, ele acaba doendo mais. Quando o treino não é tão puxado, dá para levar tranquilamente. O Chico me conhece, acompanhou o meu processo. Ele respeita bastante. Se é um dia em que não estou me sentindo bem, eu falo: 'Chico, eu estou com muita dor'. Aí, a gente não faz, diminui ou muda o treinamento. Meu problema não é fazer a ginástica. Meus problemas são as dores que eu tenho, as lesões e tudo o mais. A gente consegue conciliar bem. Ele me escuta. Quando está doendo e eu preciso fazer, não tem jeito. A gente passa por cima da dor e vai.

Como suportar essa dor?

Eu tenho a cabeça forte. Eu trabalho há muito tempo com minha psicóloga e meu lado psicológico está muito bom. Quando a gente tem de diminuir, é só por dor física mesmo.

Ainda sobre seu lado emocional e psicológico: você tem medo de alguma coisa?

Só de alguém da minha família morrer.

E de coisas do cotidiano?

Qualquer pessoa que está num lugar muito alto vai ficar com medo, se olhar para baixo. Acho que eu tenho um pouquinho de medo de barata. Prefiro ver um rato a uma barata. Ela corre, entra embaixo das coisas. Você não sabe se ela vai passar em você...eca!

Você demora muito se arrumar? Você é vaidosa?

Mais ou menos. Estou na média. Gosto de estar bonita, mas sem estar exagerada.

Como é ser mais ou menos vaidosa?

A gente não precisa ficar se emperequetando todo dia para ir treinar. Não vou colocar a melhor roupa para ir ao mercado. Não vou. Quando vou fazer alguma coisa diferente, eu gosto de arrumar o cabelo, passar maquiagem, colocar um colar, uma roupa legal. Não gosto de andar esculhambada, mas não vou usar roupa de festa para fazer compras no mercado.

Você mesma se arruma antes das competições? Demora?

Sou eu mesma. Quando era criança, minha treinadora fazia meu cabelo e me maquiava, mas aprendi e faço há anos. Sou eu que faço tudo, me maquio, prendo meu cabelo. Começo duas horas antes. Nesse tempo, aproveito para escutar música, conversar com as pessoas, fazer minhas orações e meus agradecimentos. Vou curtindo o momento antes de sair."

Você falou com a Simone Biles nos Jogos de Tóquio?

Só quando eu fui assistir ao masculino. Eu passei e dei "oi, meninas" e já fui andando. Não tive oportunidade de falar muito. Eu só falei com as meninas que estavam competindo comigo. Eu fiquei feliz com a competição dela na trave. Eu fiquei feliz por ela ter se colocado em primeiro lugar. Não podemos fazer tudo a todo custo.

Você consegue ter momentos de lazer e se desligar da ginástica?

É difícil ter hora vaga, mas não podemos viver só de ginástica. Perto de uma competição, é só ginástica. Só penso nisso. No final de semana, eu gosto de ir à praia, ver um filme, cantar, dançar. Sempre faço essas coisas. Isso é tranquilo. Durante a semana, é difícil sair por causa do cansaço.

Você falou de filmes e cinema: de que tipo você gosta?

Eu gosto de filmes de terror.

Terror?!?

Eu adoro. Gosto de filmes pesados, como Invocação do Mal ou A morte te dá parabéns. Imagina? Eu moro sozinha. Eu assisto essas coisas à noite e depois eu fico pensando: 'Meu Deus, será que o demônio vai me pegar?'. Aí, eu começo a falar: "Deus, eu escolho Deus'. Só aí eu vou dormir. Eu fico com medo, mas não deixo de assistir".

No último domingo (8), aconteceram os últimos compromissos do calendário de eventos da Olimpíada Tóquio 2020. Durante toda a edição, diversos atletas foram destaque, seja pela atuação acima da média ou pelas histórias de superação que os fizeram estar presentes na competição. Por conta disso, o LeiaJá selecionou os cinco melhores momentos da Olimpíada Tóquio 2020, que já estão marcados na história da competição.

De Guarulhos para o mundo

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A atleta guarulhense Rebeca Andrade foi uma das grandes sensações nesta edição da Olimpíada e mostrou não apenas ao Brasil, mas também para o mundo por quais motivos ela está entre as melhores ginastas. Após encantar os jurados e o público com sua performance baseada no hit “Baile de Favela”, na modalidade ginástica de solo, Rebeca recebeu a medalha de prata. Já a medalha de ouro, veio após sua performance na modalidade salto. Apesar de seu alto rendimento no esporte, antes de estar na competição, Rebeca precisou enfrentar três cirurgias no joelho e chegou a pensar em desistir do esporte.

Medalhista olímpico depois de quase 10 anos

O brasileiro Bruno Fratus participou pela terceira vez dos Jogos Olímpicos e representou o Brasil na modalidade 50 metros livre de natação. Em 2012, em Londres, Fratus chegou próximo do pódio, mas ficou apenas em 4° lugar. Já em 2016, quando as Olimpíadas aconteceram no Rio de Janeiro, o atleta não conseguiu melhorar seu desempenho e obteve a 6ª colocação, fato que gerou polêmica e se tornou meme, quando a jornalista questionou o atleta se o mesmo estava chateado com o resultado. “Não, estou ‘felizão’, fiquei em sexto”, respondeu ironicamente o atleta. Cinco anos depois, em Tóquio, Fratus realizou o terceiro melhor desempenho e finalmente conquistou a medalha de bronze.

Darlan Romani no arremesso de peso

Este foi um dos atletas que conquistaram o coração e o respeito dos brasileiros, sem ao menos ter ganhado uma medalha. Em Tóquio, Romani realizou sua melhor campanha e ficou a apenas 59 centímetros de conquistar a medalha de bronze, conquistando o 4° lugar no ranking final da modalidade arremesso de peso. Carismático, pediu para mandar um beijo para sua filha e esposa ao vivo e também viralizou na internet e nas redes sociais por conta dos vídeos que mostravam o atleta treinando em um terreno baldio próximo de sua residência. Por conta dessas condições de treino, Romani foi um campeão apenas por estar entre os melhores.

Saúde mental no esporte

A edição de Tóquio 2020 ficou marcada pelo ocorrido com a jovem norte-americana Simone Biles. Ao anunciar que iria desistir das finais em que estava classificada, a ginasta declarou que estava passando por momentos conturbados e precisava cuidar de sua saúde mental para continuar no esporte. O acontecimento com a atleta de 24 anos levantou uma bandeira e trouxe a questão à tona, sobre como atletas sofrem pressão psicológica por estar competindo em alto nível, e até onde vai o limite de um competidor. Nas redes sociais, diversos espectadores dos Jogos Olímpicos e atletas mostraram apoio à Simone.

Trio brasileiro na final de skate park

Na última semana da realização dos Jogos Olímpicos, os brasileiros Luiz Francisco, Pedro Barros e Pedro Quintas foram classificados para a fase final da modalidade skate park. E assim, o Brasil conseguiu provar que é um dos países responsáveis por produzir a elite do skate mundial, já que nas modalidades anteriores, no skate street, Kelvin Hoefler e Rayssa Leal “A Fadinha”, conquistaram a medalha de prata em suas respectivas finais. Apesar do trio na final, apenas Pedro Barros conseguiu ficar entre os três melhores e levou para casa a medalha de prata. Já Luiz Francisco ficou em 4° lugar e Pedro Quintas na 8ª colocação.

 

 

A ginasta Rebeca Andrade foi surpreendida por uma homenagem feita por um fã. Em comemoração ao desempenho da atleta durante as Olimpíadas de Tóquio, Alessandro Silva resolveu registrar na pele toda a admiração por Rebeca.

Nas redes sociais, ele compartilhou a tatuagem com o rosto da ginasta com a seguinte legenda " Não tem como não gostar dela, difícil demais ficar longe. Agora, posso dizer que estou perto". Ao ter conhecimento da homenagem, Rebeca Andrade também usou as redes sociais para falar sobre o assunto e agradecer a Alessandro. Compartilhando a imagem da tatuagem nos stories, a atleta escreveu "Gente, estou sem palavras".

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A imagem repercutiu bastante e surpreendeu Alessandro Silva. "Eu estou muito feliz pela repercussão que isso deu, não fiz para ganhar seguidores e nem fama, fiz porque eu gosto muito da Rebeca, mesmo, tenho um carinho muito grande. Ela é uma pessoa incrível, estou muito feliz mesmo, ela também está muito feliz. O que me deixa mais grato é que ela está muito feliz", escreveu no Instagram.

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Rebeca Andrade será a porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com isso, a ginasta permanece na capital japonesa até o fim do evento, não retornando ao País com o restante da equipe da Ginástica Artística, nesta quarta-feira (4). Seu treinador, Francisco Porath, também continua no Japão.

Rebeca, de 22 anos, encantou o Brasil ao conquistar o ouro no salto e a prata no individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A carismática ginasta também disputou a prova de solo ao som de "Baile de Favela", mas terminou na quinta colocação.

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Rebeca se tornou a primeira atleta mulher brasileira a conquistar duas medalhas em uma mesma edição de Jogos, além de ter conquistado as duas primeiras medalhas da história na ginástica feminina na competição.

Rebeca é natural de Guarulhos, segunda maior cidade do estado de São Paulo, e precisou superar uma série de obstáculos antes de se tornar a primeira atleta mulher brasileira a conquistar duas medalhas numa mesma edição da Olimpíada. Começou cedo, aos nove anos, no esporte, e contou com o sacrifício da mãe, dona Rosa, que cuidava de outros oito filhos em uma casa simples de um cômodo, para conseguir treinar. Ao longo de sua caminhada, sofreu três lesões graves no joelho.

A brasileira Rebeca Andrade estava radiante após conquistar mais uma medalha nos Jogos de Tóquio-2020, sua primeira de ouro. Ela foi a melhor no salto na ginástica artística e confessou que se preparou bastante para a disputa, mas procurou omitir detalhes de sua apresentação. Sob os olhares de Simone Biles, ela se tornou campeã olímpica.

"Eu tentei usar todas as cartas que tinha. Usei dupla e meia, que muita gente achava que não conseguiria porque era uma chegada cega, ou por causa do meu joelho, mas estava preparada. A mesma coisa com o Cheng, pois estava treinada. Eu não coloco na internet, mas podia fazer. E acho bom assim porque é importante surpreender", disse.

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A ginasta se tornou a primeira mulher do Brasil a ganhar mais de uma medalha na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Ela nem sabia do feito logo após a cerimônia de pódio. "Me sinto muito orgulhosa, pois consegui representar a força da mulher. É com muito esforço e trabalho que conquistei isso", afirmou.

Ela sabe que sua vida mudou nos últimos dias, com a medalha de prata no individual geral, e deve mudar mais ainda com este ouro. "Nas redes sociais está bombando. Mas na minha cabeça eu sou a mesma de quando saí do Brasil, com foco em tudo que importa. É muito legal que está todo mundo torcendo por mim, gente que eu nem conheço. Mas ainda tem amanhã mais uma disputa e vou dar 110% de mim", avisou.

Ela tem a chance de conquistar mais uma medalha no Japão, pois disputa nesta segunda-feira (2) as finais do solo, quando vai apresentar seu "Baile de Favela", que já teve ótima aceitação na fase classificatória e também na final do individual geral. "Dei tudo de mim neste aparelho que até saí do solo", disse, rindo. "Isso é esporte e vai vencer o melhor. O resultado é consequência".

Rebeca Andrade continua fazendo história nos Jogos de Tóquio. Neste domingo, ela se tornou a primeira mulher do Brasil a conquistar dois pódios na mesma edição da Olimpíada. A atleta da ginástica artística ganhou a medalha de ouro no salto nos Jogos de Tóquio. Antes, já havia conquistado a prata no individual geral.

A façanha dela veio com dois ótimos saltos, um de 15,166 e outro de 15,000, alcançando a média de 15,083. Sua principal adversária, Jade Carey, dos Estados Unidos, foi mal no primeiro salto e ficou fora da briga por medalha.

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O pódio foi completado por Mykayla Skinner, dos Estados Unidos, que ficou com a prata com 14,916 de média, e a sul-coreana Seojeong Yeo, que ganhou o bronze ao fazer 14,733.

Esta é a sexta medalha da ginástica artística brasileira na história olímpica, a segunda de Rebeca. As outras quatro foram de homens: Arthur Zanetti nas argolas (ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016), e a dobradinha no solo dos Jogos do Rio com Diego Hypólito (prata) e Arthur Nory (bronze).

Aos 22 anos, Rebeca vai se firmando como a maior ginasta do País na atualidade e tem chance ainda de conquistar mais uma medalha no Japão, pois disputa nesta segunda, às 5h57, as finais do solo, quando vai apresentar seu "Baile de Favela", que já teve ótima aceitação na fase classificatória e também na final do individual geral.

O sucesso poderia até ter chegado um pouco antes não fossem as lesões na carreira da atleta. Só para se ter uma ideia, ela já foi submetida a três cirurgias para reparar o ligamento cruzado anterior no joelho direito. "Eu cheguei a pensar em desistir, mas as pessoas sempre me incentivaram a continuar", disse.

A história da ginasta de Guarulhos é de superação. A primeira delas é por se manter no esporte mesmo diante de todas as dificuldades na vida, como falta de dinheiro até para se locomover ao ginásio onde treinava. De família humilde, foi uma lutadora desde o começo, quando iniciou aos 4 anos na modalidade.

Com força, talento e explosão, ela tem chamado atenção dos especialistas da modalidade e inclusive recebeu elogios da lenda Nadia Comaneci após ser prata no individual geral. Com a ausência de Simone Biles, que tem evitado competir para cuidar de sua saúde mental, Rebeca está nos holofotes da modalidade e já acumula dois pódios em Tóquio.

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Outros resultados -- Ainda neste domingo, na disputa do solo masculino, Artem Dolgopyat, de Israel, ficou com a medalha de ouro em uma disputa emocionante com o espanhol Rayderley Zapata. Ambos tiraram 14,933, mas o israelense levou a melhor no desempate. O bronze ficou com Ruoteng Xiao, da China.

A ginasta Rebeca Andrade, vice-campeã olímpica nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 no individual geral, vai atrás de outra medalha no domingo, às 5h45 (horário de Brasília). Ela compete na prova de salto e, se depender do desempenho que já teve nesta edição da Olimpíada neste aparelho, tem tudo para levar mais uma medalha.

Na fase de qualificação Rebeca fez 15,100 no salto, ficando atrás apenas de duas atletas dos Estados Unidos: Simone Biles (15,183) e Jade Carey (15,166). Foi aí que ela se classificou com a terceira melhor pontuação. Já na final do individual geral, ela conseguiu a maior nota no salto, com 15,300, superando Jade Carey que anotou 15,200.

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Para a final, é possível que Biles não participe, e aí ela daria lugar para Mykayla Skinner. Já Sunisa Lee, campeã olímpica no individual geral, não está na disputa. Até por isso, a expectativa de novo pódio para Rebeca é grande, pois a diferença dela para as outras competidoras, com exceção das atletas dos EUA, é bem grande.

"Eu preciso aproveitar este momento e não deixar essa chance passar", afirmou Rebeca, que ainda vai disputar a final do solo, marcada para segunda-feira, às 5h45 (horário de Brasília). Este é outro aparelho que ela tem chance de subir ao pódio e com isso igualaria Isaquias Queiroz, da canoagem velocidade, que nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 ganhou três medalhas para o Brasil.

Segundo Francisco Porath Neto, o Chico, treinador de Rebeca e técnico da seleção feminina desde 2014, eles ainda vão avaliar o que a atleta vai fazer na prova de salto. "Eu até perguntei para ela se agora estava com mais vontade ainda de outra medalha. Queremos buscar mais um pódio e vamos pensar a melhor estratégia", disse Chico.

Uma opção seria aumentar a nota de dificuldade do salto, mas poderia correr o risco de falhar um pouco na execução, ou se tenta algo um pouco mais simples para fazer a execução com mais segurança. De qualquer forma, qualquer que seja a escolha, Rebeca tem condições de fazer um ótimo papel.

Para o treinador, o pódio conquistado nos Jogos de Tóquio vai ajudar a ginasta nas próximas disputas. "Primeiro precisávamos fechar o individual geral. Eu queria muito essa medalha para que tirasse um pouco do peso nas costas dela. A Rebeca tem um salto excelente e agora temos mais tranquilidade para se preparar para esta disputa", avisou.

O bom momento da ginasta coroa uma história de superação que começou na recuperação da terceira cirurgia que teve no joelho direito para reparar o ligamento cruzado anterior, uma das lesões mais sérias que ocorrem em atletas de alto nível. Foi por causa de lesões que ela perdeu eventos importantes, como Mundiais e os Jogos Pan-Americanos de Lima-2019

"Eu tenho cinco cirurgias em um joelho, pois fazia fibrose e eu tinha de tirar, pois não conseguia dobrar a perna totalmente. E isso que sou jovem. Então tive muitas oportunidades de desistir, mas eu não desisti e estou aqui com a minha medalha de prata", comentou a atleta de 22 anos.

Rebeca conta que aproveitou a pandemia de covid-19 para se conhecer melhor e também para recuperar seu corpo da última lesão. "A pandemia foi incrível para mim, tanto para minha operação quanto para o meu psicológico. Eu pude me cuidar, me conhecer melhor, saber o que era bom, o que era ruim. Eu me conectei comigo mesma, e hoje a gente vê o resultado disso."

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