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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu início, nesta segunda-feira (7), à segunda etapa de qualificação dos futuros elaboradores e revisores de itens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Participaram do curso a distância os classificados na chamada pública do edital de número 69, de 17 de dezembro de 2020. A autarquia alerta, porém, que a prova de 2021 usará questões que já existem no Banco Nacional de Itens (BC-BNI).

Como o Enem 2021 usará quesitos já existentes no BC-BNI, os elaboradores e revisores que estiveram na capacitação de hoje só deverão produzir questões em outra ocasião e para provas das próximas edições do Exame Nacional. Ao todo, o curso tem duração de 40 horas e apresenta aos futuros produtores os procedimentos técnicos exigidos na criação dos itens.

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“Os professores aprovados na capacitação irão compor o Banco de Colaboradores do Banco Nacional de Itens (BC-BNI) para atuar na elaboração e na revisão pedagógica de itens do Enem dos próximos anos. Os novos colaboradores serão responsáveis por desenvolver questões das seguintes áreas: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; além de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias”, detalhou o Inep.

Sobre as provas do Enem 2021, elas serão realizadas, em suas versões impressa e digital, nos dias 21 e 28 de novembro deste ano. As inscrições terão início no dia 30 de junho, por meio da Página do Participante.

Polêmicas a respeito da elaboração das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) envolveram especulações sobre a interferência do Governo Federal no conteúdo das provas. Diante desse cenário e poucas certezas, muitos estudantes levantam questionamentos sobre como o Enem é pensado e se é possível haver interferência política nesse processo.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há um banco de questões, chamado Banco Nacional de Itens (BNI), que é constantemente alimentado todos os anos. Assim, de acordo com as informações do Inep, o Enem de um ano pode ter questões que foram elaboradas há mais tempo. 

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As alternativas, ainda segundo informações do Inep, o processo se inicia com a publicação de editais de credenciamento de colaboradores, que podem ser professores ou instituições de ensino. Os credenciados são selecionados pelo Instituto e passam a participar da elaboração de questões. 

O coordenador-geral de Exames para Certificação do Inep, Eduardo Carvalho Sousa, afirmou que os selecionados para elaborar questões passam por um procedimento de capacitação. “Os colaboradores tomam conhecimento dos critérios estabelecidos no Guia de Elaboração e Revisão de Itens e das matrizes de competências e habilidades das suas respectivas áreas de conhecimento”, disse ele.

As questões também passam por um procedimento prévio para receber a aprovação e entrar no Banco Nacional de Itens em uma etapa chamada “pré-teste”. Um conjunto de questões é exposto a grupo de pessoas com características similares às do público-alvo do Enem para estimar de parâmetros como a dificuldade e probabilidade de acerto. Após os testes, as questões que estão de acordo com os requisitos do Inep são reincorporadas ao BNI e disponibilizadas para a montagem de provas futuras.

Para montar a prova, há critérios levados em consideração como a diversidade de temas e autores, além de ampla cobertura das matrizes de competências e habilidades nas questões. Também é um objetivo do Inep, ao escolher as questões de cada exame, deixar o número de questões fáceis, médias e difíceis na prova. 

Após a seleção, a prova é revisada e diagramada para chegar às versões finais, pois anualmente são feitas três provas: o Enem realizado pela maioria dos estudantes, o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) e uma terceira, chamada de prova de emergência.

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