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Durante a 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o professor de biologia Arthur Costa defendeu que o cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) prejudica estudantes dos estados mais pobres do Brasil. O tema foi discutido em uma palestra chamada “O Enem como uma bola de ferro nos pés do Brasil pobre”, na qual o professor apresentou dados sobre a migração de estudantes entre estados de diferentes regiões, facilitada pela adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 

Em entrevista ao LeiaJá, Arthur explicou que a discussão a respeito do tema começou através da percepção, por meio de dados de aprovação do curso onde trabalha e de declarações de estudantes, de uma mudança no fluxo de êxodo de estudantes entre estados para cursar graduação. Além disso, também era perceptível o aumento do número de relatos sobre vagas ociosas nas universidades públicas de Pernambuco. O professor contou que a chegada de estudantes de estados do Sul e Sudeste do Brasil nas universidades nordestinas se intensificou com a adesão ao Sisu.

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“Se historicamente nos últimos 20, 30 anos, estados nordestinos como Pernambuco, Ceará e Bahia exportavam estudantes, por que agora nós estamos importando?”, questionou o professor, que também expôs um outro movimento de estudantes, entre estados da mesma região, como reação ao aumento do número de estudantes de outros locais que não conseguem ser aprovados na região onde vivem devido à ocupação de vagas por alunos de longe. “Sempre aprovamos muitos alunos em universidades locais e regionais, mas ao longo do ano a aprovação cresceu, mas com cada vez menos estudantes na universidade federal de pernambuco. Há mais de cinco anos que, todo ano, a gente coloca alguém de medicina na Universidade Federal do Acre. Poderia ser algo pra gente comemorar, mas não, estamos predando a vaga de uma instituição”, afirmou Arthur, explicando um movimento que ele chamou de “dança das cadeiras” de estudantes.  

O movimento de alunos recifenses indo para universidades do interior e "tomando" as vagas de quem vive na região também foi apontado pelo professor como frequente e negativo. “Como é que a Universidade do Vale do São Francisco vai servir às pessoas que vivem no Vale do São Francisco? Ela vai servir a Recife? Está errado! Por mais que essa vaga possa servir a um filho meu, não é legal”, disse o professor. 

Arthur explica que há coisas positivas na mobilidade de estudantes, como o amadurecimento do aluno que se muda e o intercâmbio cultural, mas que essa movimentação em massa de estudantes traz consigo um problema: a ociosidade de vagas deixadas por estudantes que desistem de seus cursos. Esse fenômeno, segundo o professor, começou a ser percebido através do relato de ex-alunos da instituição onde trabalha. “Eles dizem ‘na minha sala tem oito cadeiras vazias’, é o paulista que se matricula e não vem, ou desiste porque não aguenta o tranco de ser muito jovem e estar longe da família. Eles dizem que tem oito, dez, quinze cadeiras vagas em medicina, isso nunca aconteceu”, afirmou ele. 

Há também, segundo Arthur, uma movimentação de estudantes entre cursos, com a intenção de acalmar a família que cobra uma aprovação.”Há o cara de medicina que não passa, mas pelo Sisu ocupa uma vaga de direito para dar uma justificativa em casa, esse é um dos motivos de ter muito remanejamento no curso”, disse o professor.

Adesão integral ao Sisu e ociosidade de vagas

Perguntado sobre os motivos dessa facilidade que os estudantes de estados mais ricos têm para ocupar vagas em universidades de regiões pobres do país, Arthur explicou que o cronograma do Enem, juntamente com a adesão de universidades do Norte e Nordeste ao Sisu como única forma de ingresso, dá mais tempo de estudo a alunos do Sul e Sudeste que ainda têm muitas universidades estaduais com outros vestibulares. 

“O estudante daqui só estuda até novembro pois o único caminho é o Enem, e só descobre que reprovou em fevereiro, tem 9 meses de estudo para tentar de novo. Os alunos do sul e sudeste têm vestibulares até janeiro, estudam 11 meses e meio, às vezes até os 12 meses do ano e levam vantagem por isso, a dinâmica de calendário favorece esses caras”, afirmou o professor. 

Quando esses alunos desistem de suas vagas, elas ficam ociosas e geram custos em vão para a universidade e o poder público, “a universidade gasta dinheiro e a cadeira está lá vazia”, nas palavras do professor. Além da distância da família e imaturidade, Arthur cita a falta de políticas de assistência e permanência estudantil como a principal razão para a desistência de vagas até em cursos muito concorridos, dentro da lógica do Sisu. 

“O governo diz ‘vem, a vaga é tua’ mas para permanecer aqui você tem que se virar. O Enem é uma ótima porta para entrar na universidade, mas não para ficar pois não existe uma política para que o aluno permaneça”, afirmou o professor Arthur. Para ajudar a solucionar o problema, ele cita primeiro, como medida emergencial, o exemplo de algumas universidades que, apesar de terem entrado no Sisu integralmente, reservam vagas para estudantes que cursaram o Ensino Médio em escolas da região onde está a instituição, seja a rede pública ou privada. 

“Uma coisa muito boa que Caruaru, Mossoró e algumas outras universidades fizeram foi criar uma cláusula de barreira, uma cota regionalizada, dando 5, 10, até 15% para alunos da região. Esse é o ponto inicial, Depois disso, a discussão é muito mais ampla”, afirmou Arthur, que defende a adoção de medidas de apoio aos estudantes como estratégia de longo prazo para reduzir o número de vagas ociosas.

“Criar uma casa do estudante digna, um restaurante universitário digno, um núcleo de apoio psicológico e psiquiátrico” através das verbas universitárias e do aproveitamento não somente da estrutura física mas também do capital humano das universidades, através dos seus departamentos, é o caminho defendido pelo professor. “A universidade forma pessoas e tem pessoas formadas lá dentro, ela tem assistente social, tem fisioterapeuta, médico, dentista, psicólogo, advogado, historiador, existe uma série de departamentos que podem gerar uma assistência para esse estudante”, explicou ele.

“Eu sou professor de biologia e me debruço sobre esses dados, o que o departamento de estatística da universidade fornece sobre isso? Aparentemente nada. O departamento de estatística deveria tratar esses dados, é um prato cheio para fazer uma tese de mestrado, uma dissertação de doutorado, um TCC de graduação, mas a universidade faz de conta que isso não existe. A universidade é muito grande, pode ser muito maior e precisa entender-se, ver-se dessa maneira. A universidade é incrível!”, afirmou Arthur. 

O professor explica que a necessidade de implementar essas medidas parte do custo envolvido para estudantes que vivem longe de casa e suas famílias, que passam a ter que se sustentar em duas localidades. “Se a família tiver dinheiro para bancar o estudante e botar ele para morar na Avenida Boa Viagem, tudo bem. Mas muitos não têm condições, precisam de uma casa do estudante para morar e não tem uma que comporte todos que precisam. Tem ex-aluno meu que só conseguiu arrumar um lugar para morar em Abreu e Lima, uma criatura que faz medicina e só conseguiu viver longe porque a grana não dava”, contou o professor.  

Recursos para estrutura e serviços

No que diz respeito ao financiamento de políticas públicas e ajustes estruturais que proporcionem as medidas de assistência de que os alunos necessitam, Arthur explica que não é possível fazer educação e produzir conhecimento sem financiamento, seja ele público ou privado. Questionado sobre as possíveis consequências da política de encolhimento orçamentário das universidades públicas promovidas pelo Ministério da Educação, Arthur afirma que é necessário haver uma alternativa para manter e ampliar os serviços educacionais se as verbas para a educação forem cortadas. 

“Pode ser uma política de governo diminuir o dinheiro da universidade, o que eu discordo é dizer que vai cortar e não dar nenhum outro plano de financiamento. Pode ser a ideia do governo privatizar, ele tem que ser claro. Se vai contingenciar, seria obrigação criar uma alternativa, porque simplesmente que acabou é sucatear. O sucateamento da educação nunca levou canto nenhum a nada, eles [governantes] não fazem isso na casa deles”, disse o professor. 

Apesar do cenário pessimista e das políticas de gestão de verbas, cortes e contingenciamento pelo qual as universidades vêm passando, o professor Arthur permanece acreditando na força das universidades para vencer os problemas. “Aparentemente há uma tentativa de encolher a universidade, mas ela é muito maior do que pessoas, maior que ministros, governos. A universidade é grande do ponto de vista temporal, um dos maiores patrimônios da nossa sociedade, ela vai conseguir resistir, superar e passar por isso”, disse ele. 

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Honrando com o compromisso de levar conteúdos exclusivos, interativos, dinâmicos e de qualidade para os estudantes que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Vai Cair no Enem irá promover, no próximo sábado (26), mais um aulão da série de aulões gratuitos realizados pela plataformas de estudos, em parceria com o LeiaJá.

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26/10: UNINASSAU Recife (Graças, bloco C) - Clique aqui e se inscreva de forma gratuita

O projeto multimídia levará, das 8h às 12h, conteúdos exclusivos ministrados pelas professoras Cristiane Pantoja (filosofia e sociologia), Thaís Almeida (história), Josicleide Guilhermino (redação e Linguagens) e Tereza Albuquerque (redação e Linguagens). O evento será realizado na UNINASSAU Graças, localizada na Zona Norte do Recife.

Grandes nomes da educação

Um série de professores renomados puderam acompanhar o Vai Cair no Enem durante os aulões. Com o objetivo de levar as melhores explicações para o Enem 2019, os docentes contam com vasta experiência de atuação no mercado educacional, além de educadores da nova geração.

André Luiz (biologia), Diogo Xavier (Linguagens e redação), Felipe Rodrigues (literatura e redação), Sandro Curió (matemática), Everaldo Chaves (história), Valter Júnior (química), Ricardo Rocha (matemática), Berg Figueiredo (química), Dionísio Sá (matemática), José Carlos Mardock (história), Francisco Coutinho (química) e Eduardo Pereira (redação) e Carla Grimeldi (Linguagens  e redação) foram alguns dos professores que que compareceram aos aulões.

O Vai Cair No Enem conta com o patrocínio da UNINASSAU, além do apoio da UNIVERITAS e da UNAMA, instituições de ensino mantidas pelo grupo Ser Educacional. Confira dicas exclusivas no nosso Instagram, YouTube e no site vaicairnoenem.com.

O aulão do Vai Cair No Enem, na UNIVERITAS, no Rio de Janeiro, recebeu o professor de história Everaldo Chaves. Abordando a Revolta da Vacina (1904), na época da República Velha, o professor conectou o assunto a conceitos de democracia, fazendo referência, ainda, à Revolta da Chibata.

Com muita interação, o professor explorou os motivos que resultaram na Revolta da Vacina e a reforma urbana e sanitária promovida pelo presidente Rodrigues Alves, com o apoio e expertise do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, que precisou enfrentar surtos de febre amarela, peste bubônica e varíola. 

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A transmissão do evento está sendo realizada pelo Instagram (@vaicairnoenem) e canal do Youtube (youtube.com/vaicairnoenem) do Vai Cair No Enem. A apostila da aula de história está disponível online. Confira a transmissão abaixo:

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A menos de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é comum que os feras se dediquem a revisar o conteúdo que foi estudado ao longo do ano letivo. Com um calendário apertado e simulados para realizar, o Vai Cair no Enem, em parceria com o LeiaJá, preparou um quiz de gramática para que os estudantes testem seu conhecimentos, com a ajuda dos professores Felipe Rodrigues e Pâmela Soares. 

O Enem será realizado nos dias 3 e 10 de novembro e os locais em que as provas serão realizadas já estão disponíveis no site do Inep

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Uma das cidades mais belas do mundo é palco, neste sábado (19), de mais um aulão gratuito do projeto multimídia Vai Cair No Enem. A partir das 8h, o Rio de Janeiro recebe os professores André Luiz (biologia), Everaldo Chaves (história), Vitor Ricci (física), Sandro Curió (matemática) e Vinícius Oliveira (redação); os educadores selecionaram dicas essenciais para os candidatos que vão encarar, nos dias 3 e 10 de novembro, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio.

Em aulas dinâmicas e interativas, os professores explicam, com exclusividade direto da UNIVERITAS, temas frequentemente abordados no Enem. “Vou mostrar os principais assuntos de biologia. Com certeza, será um grande evento”, comentou o professor André Luiz. Todas as aulas serão transmitidas, em parceria com o LeiaJá, pelo Instagram @vaicairnoenem e youtube.com/vaicairnoenem. Veja, a seguir, os temas escolhidos por cada convidado:

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De acordo com o editor do LeiaJá Nathan Santos, os seguidores do Vai Cair No Enem contarão com um aulão especial. “Posso considerar especial porque é um evento que reúne grandes professores. Sandro Curió, por exemplo, professor de matemática, tem um projeto com mais de 100 mil seguidores no Instagram, além da vasta experiência dos demais educadores”, destacou o jornalista.

Estudantes interessados em participar do encontro podem se inscrever de maneira gratuita. A UNIVERITAS fica na Rua Marquês de Abrantes, 55, bairro do Flamengo, no Rio.

Confira a transmissão ao vivo no vídeo abaixo:

No próximo domingo (20), será realizado o evento “Arena Enem”, evento voltado para estudantes que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos dias 3 e 10 de novembro. Além de aulões ministrados por professores de todas as áreas do conhecimento cobradas pelo Enem, o evento também promove atividades para entretenimento e relaxamento dos participantes. Os ingressos custam R$ 35 e podem ser adquiridos através do Sympla.

O ‘Arena Enem’ será realizado no Estádio dos Aflitos, localizado na Avenida Rosa e Silva, nº 1086, a partir das 12h. Na estrutura do evento, haverá espaço de relaxamento, salão de beleza, barbearia, DJ’s, praça de alimentação e estúdio de gravação para os participantes tirarem fotos. 

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As aulas serão ministradas ao longo do dia pelo professor de biologia Ramon Gadelha; Rodrigo Morato, de geografia; Ricardo Berardo e Marconi Sousa, de matemática; Tereza Albuquerque, de linguagens; Mitchel Estevão, de história; Salviano Feitoza, de Filosofia e Sociologia; Heron Andrade, de química e Carlos Japwwa, de Física.

Também estão programadas as participações do psicólogo comportamental Marcos Strider, falando sobre mentalidade positiva; do comediante Carlos Santos; do cantor Rafa Mesquita; do apresentador Artur Tigre e o professor André Maia, do TrilogiaBio, trazendo alguns de seus animais, como serpentes e corujas.

Bruno Downey tem 31 anos e é um dos organizadores do evento e afirma que o evento tem por objetivo preparar os alunos tanto técnica quanto mentalmente para as provas. “Teremos uma das melhores equipes de professores do estado e convidados que vão atuar na preparação emocional dos estudantes. Esperamos que os alunos tenham um domingo super especial e se divirtam aprendendo”, disse ele. A maior novidade desta, que é a segunda edição, de acordo com Bruno, é a localização. “Ano passado foi na Arena Pernambuco, agora será no Estádio dos Aflitos, que é bem mais perto para os alunos”, afirma o organizador. 

O professor Ramon Gadelha, que faz parte da equipe de educadores que conduzirá o evento, afirmou que a segunda edição do Arena Enem será marcante e fornecerá suporte para os estudantes que farão as provas em novembro. “Esse é mais um evento que vai ficar marcado no calendário de Pernambuco. Vai ser muito legal, com muitas atrações e professores experientes para dar todo o apoio [ao estudante] nessa reta final”, disse ele. 

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Uma das disciplinas mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a física. A matéria, para muitos estudantes, também é uma das mais difíceis, mas nesta semana, no programa Vai Cair No Enem, os feras têm a oportunidade de acabar com suas dúvidas.

Abordando óptica, um dos assuntos mais relevantes da física, o professor Carlos Júnior conduz uma aula dinâmica. Veja todos os detalhes no vídeo a seguir:

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Os estudantes também podem acompanhar o Instagram @vaicairnoenem. Nele, são publicados, diariamente, conteúdos sobre o Exame, tais como dicas rápidas, aulas exclusivas, notícias, questões, enquetes, entre outros.

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--> Confira mais notícias no site do Vai Cair No Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nessa quarta-feira (16), os Cartões de Confirmação de Inscrição dos candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano. Em 24 horas, quase metade dos inscritos já havia consultado os locais de prova, a maioria deles moradores da região Nordeste.

Dos 5,1 milhões de candidatos com inscrição válida, 2.487.765 já acessaram seus cartões, o que representa 48,7% do total. O documento contém, além das datas e locais de prova, dados pessoais, confirmação de atendimento especial para quem solicitou e a prova estrangeira escolhida.

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Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Sergipe, Ceará e Bahia, no Nordeste, são os Estados onde mais pessoas visualizaram o cartão. Já os locais que menos consultaram foram Amazonas, Amapá, Distrito Federal e Roraima.

Uma das recomendações que o Inep faz para os participantes, faltando poucos dias para realização do primeiro dia de prova, é consultar o local e saber como vai chegar até lá, para evitar atrasos imprevistos e acabar perdendo o Enem. As provas do Exame serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.  

Até às 19h desta quarta-feira (16), cerca de 2 milhões de estudantes já haviam consultado seus locais de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Isso significa que 39% dos 5,1 milhões de inscritos acessaram seus cartões de confirmação de inscrição no primeiro dia de consulta. Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. 

Os participantes do Enem podem ter acesso aos cartões através da página do participante ou do aplicativo ENEM-INEP, disponível para download em aparelhos com os sistemas operacionais Android e IOS. Estudantes que precisem comprovar sua participação no exame podem expedir uma declaração, que também está disponível na Página do Participante.

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O documento é personalizado, deve ser levado nos dois dias de prova e entregue ao aplicador do exame na porta da sala. As declarações para o primeiro dia de provas já estão disponíveis e o Inep não fornece essas declarações após a aplicação do certame.

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De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), mais de um milhão de candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já visualizaram os locais onde vão fazer as provas, marcadas para os dias 03 e 10 de novembro.

O Cartão de Confirmação de Inscrição foi liberado para consulta às 09:30 desta quarta-feira(16) e já contabilizou mais de 1.019.292 acessos. Além do site do Inep, os candidatos podem ter acesso ao local de prova também pelo aplicativo do Enem, disponível nas lojas de aplicativos dos smartphones.

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O documento traz o local, o horário e dias das provas, bem como informações pessoais do participante, como cpf, inscrição, língua estrangeira escolhida, nome social, caso tenho optado, entre outros dados.  

Mais de 5 milhões de pessoas se inscreveram no Enem em 2019. Para acessar o cartão de inscrição clique aqui.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou um vídeo para ajudar os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 a recuperar a senha e a cadastrar um novo e-mail, se for necessário, para terem acesso à Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. Cerca de 5,1 milhões de estudantes estão inscritos no Enem 2019.

Todos os inscritos precisarão dessas informações para acessar, por exemplo, o local onde farão as provas, que será divulgado amanhã (16), e o resultado do exame.

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Para recuperar a senha criada na hora da inscrição, basta acessar a Página do Participante e seguir as instruções que aparecerão na tela, de selecionar figuras e informar o CPF (Cadastro de Pessoa Física). Logo em seguida, quem não tiver a senha em mãos deverá clicar na opção Esqueci Minha Senha, que aparecerá no canto inferior direito.

Senha

O candidato poderá selecionar a opção de enviar a senha para o e-mail cadastrado também na hora da inscrição ou de fornecer um novo e-mail. Caso faça a segunda opção, deverá informar uma série de dados solicitados. Se algum dado fornecido estiver incorreto e o participante não conseguir prosseguir, basta reiniciar o processo.

Para entrar em contato com o Ministério da Educação (MEC), é possível usar o autoatendimento ou entrar em contato pelo  0800-616161.

O Enem 2019 será realizado em 1.727 municípios brasileiros. Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior.

Os estudantes podem, ainda, concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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O Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quarta-feira (16), os locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes poderão conferir onde realizarão as questões de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, matemática e redação por meio do Cartão de Inscrição, disponibilizado na página do participante, na internet.

Além do site, os feras também poderão conferir as informações sobre os locais de prova por meio do aplicativo do Enem disponibilizado nas lojas virtuais da Google Play e Apple Store. No documento de candidatura, estão disponíveis o número de inscrição do candidato e local de prova, com endereço e número da sala. 

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Com 180 questões divididas em quatro áreas do conhecimento, o Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro, em todo o Brasil. Para ajudar os feras durante todo o processo de preparação para o Exame, o Vai Cair no Enem, produzido em parceria com o LeiaJá, traz conteúdos exclusivos sobre assuntos cobrados na prova. Aulas dinâmicas e exclusivas podem ser conferidas no Instagram @vaicairnoenem e no youtube.com/vaicairnoenem.

A redação é uma das etapas mais temidas para o candidato que irá realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), visto que ela avalia o texto dissertativo-argumentativo em cinco competências que o participante deve dominar.

A primeira consiste no candidato demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Já na segunda, ele deve compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema. Na terceira, o aluno deve selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Na quarta, deve demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e na quinta e última, é necessário elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado. 

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Tantas competências podem fazer com que o fera considere quase impossível conseguir tirar a nota máxima na redação do Exame, no entanto, o professor de linguagens e redação Vinícius Oliveira de Lima (@profviniciusoliveira), que é o único docente do Brasil com redação nota mil no Manual do Enem, revelou ao LeiaJá cinco dicas importantes para que os candidatos alcancem o feito. Confira:

Repertório nas áreas de conhecimento

É importante que o estudante demonstre repertório nas áreas de conhecimento apresentando dados, fatos e alusões históricas. “Escrever uma redação sem mostrar conhecimento é um problema, pois a segunda competência avalia a capacidade que o aluno tem de demonstrar o conhecimento que possui”, declara Oliveira. 

Para o estudante que não tem um repertório e encontra dificuldade para construir um texto, o docente dá uma orientação importante. “O candidato pode utilizar ideias que sirvam para diversos temas, como por exemplo, as dos contratualistas da filosofia: John Locke, Thomas Hobbes e Jean Jacques Rousseau”, explica. Os três contratualistas falam sobre assuntos como contrato social, vida em sociedade, problemas sociais, conflitos sociais.

Utilizar palavras que possuem juízo de valor

De acordo com Oliveira, os candidatos possuem muita dificuldade em opinar sobre um determinado tema, principalmente se ele for relacionado ao meio ambiente, o que não é bom. “Uma forma simples do aluno garantir que está sendo argumentativo é utilizar algumas palavras com juízo de valor, como indiferente, negligente, impróprio, inadequado.”, comenta. Ainda segundo o professor, estas palavras expressam opinião e forçam o aluno a ser argumentativo. 

Utilizar conectivos nos parágrafos

De acordo com Oliveira, caso o estudante não utilize conectivos no topo dos parágrafos, perde 40 pontos na quarta competência na correção da prova.  “Pode parecer bobo, mas os candidatos esquecem que deve haver conectivo no início do parágrafo, declara.

Durante a introdução, o candidato não tem como colocar conectivos, no entanto, é necessário que coloque nos parágrafos que vierem a seguir, por isso o professor indica quais termos podem ser utilizados. “No segundo parágrafo, ele pode começar com ‘a princípio ou em primeiro plano’, já no terceiro, pode ser ‘de outra parte ou ademais’ e na conclusão, ele pode utilizar ‘assim’ ou ‘portanto’”, explica.

Introdução com antecipação argumentativa e retomada

Na introdução, o aluno deve dar uma dica de quais serão os argumentos trazidos ao longo do texto para que ele se torne organizado. “Vão ser dois argumentos que devem ser trabalhados ao decorrer do desenvolvimento, o que não deixa o texto previsível, mas organizado”, fala o professor.

Ainda para manter a organização, o estudante pode apostar na retomada, que é quando o escritor da redação expõe uma ideia na introdução e ela aparece outras vezes no texto. “Quando o aluno coloca uma ideia no início da introdução, ela tem que ser retomada na conclusão.”, expõe Oliveira.

Proposta de intervenção com detalhamento

É na conclusão que o participante deve desenvolver uma proposta de intervenção, na qual, de acordo com o professor, é necessário que sejam utilizadas palavras como forma de detalhamento desta proposta. “Se o candidato utilizar termos como ‘com urgência’ e ‘com prioridade’, estará mostrando o modo em que a ação será feita e isso já serve como detalhamento.”, fala.

Veja na íntegra a redação do professor Vinícius Oliveira de Lima, que alcançou nota mil no Enem edição 2016:

Tolerância na prática 

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe. 

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial , como disserta Gilberto Freyre em “Casa-grande e Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande , cuja religião oficial era católica , e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhes deram aparência cristã , conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve , pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença. 

De outra parte , o sociólogo Zygmunt Bauman defende , na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós – modernidade , e , consequentemente , parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil , onde , apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é desconstruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo. 

Urge , portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de desconstruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover as ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.

Quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderá contar com mais um incentivo nessa reta final. O Circuito Enem trará uma programação inteira voltada para o exame e a UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Salvador irá ofertar rodas de conversa, palestras, além de espaços lúdicos com dicas para se dar bem na prova. As atividades acontecem de 19 a 26 de outubro, no espaço Futuro e no Palco Orienta, no estacionamento do Shopping Bela Vista. 

Na programação das palestras educativas, os temas abordados serão: Constituições brasileiras e seus contextos históricos, Redação competente e criativa, A história do Enem: desvendando questões históricas, Inteligência Emocional, Técnicas para turbinar os estudos, entre outros. “Nosso maior objetivo é levar o conhecimento de forma leve, prática e dinâmica, para que toda a tensão pré-Enem seja desmistificada e que todos possam ter um bom rendimento na prova”, explicou a reitora da UNINASSAU Salvador, Cecília Queiroz.

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O evento receberá profissionais renomados do mercado como o letrista, professor de Português em curso pré-vestibular, Jorge Portugal; o advogado, docente da UNINASSAU e membro da Rede Internacional de Excelência Jurídica, Jarleno Júnior; a docente de História, Carolina Ledoux; a tricampeã brasileira de canoagem, Nayara Falcão; o coordenador do curso de Educação Física da UNINASSAU, Rodrigo Brandão; o professor de Química, Luiz Amorim; a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude de Salvador, Rogéria Santos; entre outros.

No espaço Futuro, os visitantes irão conferir um ambiente descontraído, com pufs, vídeos, e tablets, tudo isso com conteúdos exclusivos sobre o Enem. O Circuito Enem tem entrada gratuita e seu horário é de acordo com o funcionamento do Shopping.

*Da Assessoria de Comunicação

O programa desta terça-feira (15) do Vai Cair no Enem já está no ar. Nesta edição, a digital influencer recebe o professor Diogo Didier, que discute quais temas de redação podem ser cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio. A aula especial traz também explicações e detalhadas sobre as apostas cotadas para uma das provas mais importantes do Enem.

O Vai Cair no Enem é produzido em parceria com o LeiaJá e conta com o apoio da UNINASSAU. Confira o vídeo abaixo do aulão exclusivo.

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A dura realidade enfrentada por profissionais do ensino no Brasil, que envolve violência, baixa remuneração e altos índices de adoecimento mental, vem fazendo a quantidade de jovens interessados na carreira de professor cair. Dados levantados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2018 apontaram que o número de jovens com 15 anos que querem seguir a carreira de professor no Brasil é de apenas 2,4%, contra 7,5% registrados 10 anos antes. 

Em meio a um cenário tão desanimador, bons professores que estão atentos às necessidades de seus alunos podem ser importantes para inspirar crianças, adolescentes e jovens que consideram levar a vida ajudando outras pessoas a construir conhecimento. Foi o que aconteceu com Josicleide Guilhermino, hoje com 30 anos, que decidiu ser professora de língua portuguesa ainda na adolescência, em grande parte por causa do apoio de sua professora, Fátima, como era conhecida por Guilhermino. 

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O início de tudo

Maria de Fátima de Oliveira Silva tem 53 anos de idade e 26 de carreira. Josicleide estudava na Escola Estadual Maciel Pinheiro, no Recife, e foi aluna de Fátima nos anos de ensino médio. Ela explicou que sua decisão por seguir a mesma carreira que sua mentora começou como uma forma de enfrentar a realidade em que vivia. Sua professora foi uma importante aliada nesse processo. 

“[A decisão de ser professora veio] Inicialmente como um meio de rebeldia ao sistema. Quando se é adolescente, a gente acha que pode mudar o mundo de forma abrupta e, na minha cabeça, ainda imatura, lá pelos 15, 16 anos. Entrei no ensino médio sem muita perspectiva de futuro, realidade comum na escola pública e na comunidade periférica de onde vim”, conta Josicleide, que também sofria com uma auto-estima muito baixa devido à baixa renda de sua família e ao bullying que sofreu.  

“Meu timbre de voz sempre foi muito grave, o que contrastava com meu tipo físico, franzino, então recebia muitos apelidos. Eu implorava a Deus na hora da chamada pra professora me olhar e assim eu não ter que usar a voz para responder à chamada. No Ensino Médio me deparei com uma professora que fez diferença porque me notou”. A professora em questão era Fátima. 

“Eu tive outros professores igualmente bons, mas a professora Fátima me mostrou uma outra perspectiva da carreira docente. Ela não deixava de criticar os aspectos negativos, em termos de salários, condições de trabalho, mas ainda mantinha nos olhos e acreditava no que fazia. Me incentivava a ler; escrever e isso derrubou uma barreira que eu havia construído em torno de mim. Minha autoestima ia sendo trabalhada porque eu me sentia importante. Ela dizia que eu tinha potencial e de tanto me dizer, eu passei a acreditar também” contou Josicleide. 

Conforme os anos passaram no ensino médio, a certeza de que queria ser professora também, inspirada por Fátima, cresceu e se concretizou na jovem estudante. “Eu queria fazer o que ela fazia: dar aulas e ir além, fazer diferença na vida dos alunos, principalmente da rede pública, mostrando que era possível sonhar”, contou a, hoje, professora. 

O caminho que a conduziria à realização de seu sonho, no entanto, tinha ainda outra dificuldade: o vestibular. “Faltava uma boa base. Muitos conteúdos, de diversas disciplinas não pude ver por motivos diversos: falta de professor, material didático... Tentei três anos”, explicou Josicleide. Após seu ingresso na universidade, a aluna acabou se distanciando da professora que havia lhe apoiado e inspirado, mas os caminhos delas terminaram se cruzando outra vez. 

“Nos reencontramos na universidade: eu cursando Letras e ela fazendo uma pós-graduação. Criamos um vínculo de amizade que perdura até hoje e atualmente fazemos parte de um ‘clube do livro’. Ela usa meu vigor e eu a vasta experiência dela”, afirmou Josicleide, de modo bem humorado e sorridente. 

A aluna destaque entre os demais

De acordo com Fátima, que construiu toda a sua carreira em escolas públicas, é aposentada por um de seus vínculos empregatícios com o Estado de Pernambuco e há dez anos trabalha na Escola Estadual Pintor Lauro Villares, no bairro dos Torrões, no Recife, o empenho de Josicleide, junto à sua bagagem de conhecimentos e senso crítico a tornaram uma aluna de destaque, diferente da maior parte da sua turma. 

“Ela estudou comigo na Escola Estadual Maciel Pinheiro em 2006. Na escola pública, infelizmente é um percentual pequeno de alunos de destaque; às vezes você encontra pedrinhas preciosas e tentamos fazer com que eles prosperem. Josicleide tinha dificuldades financeiras e na família, a mãe dividia cadernos para os filhos poderem estudar. A maioria das famílias não dão valor à educação e muitos alunos não têm interesse porque nunca viram ninguém prosperar por meio dela”, explicou Fátima. 

A professora salientou que sua ex-aluna estudava em dois turnos e também fazia estágio, sendo uma menina jovem e cheia de objetivos. O senso crítico de Josicleide, característica importante e muito valorizada por Fátima, também não passou despercebido. “Sempre tento fazer meus alunos serem críticos, entender que a opressão não vai durar para sempre e buscar quebrar isso. Falava a Josicleide e falo aos demais que eles têm que entender a linguagem do opressor para lutar contra ele e estudar para que sejam cidadãos críticos em suas profissões. Mesmo no ensino médio, o aluno geralmente não fala e se posiciona em sala, mas Josicleide tinha apoio da família dando estímulo para a educação transformar a vida dela. Eu via que essa menina ia prosperar em qualquer que fosse a área”, contou a professora.

Durante um aulão realizado apenas por mulheres pelos Caras de Pau do Vestibular, cursinho preparatório para provas de vestibulares em que a professora Josicleide Guilhermino trabalha, em setembro, a docente relata como sua relação com sua ex-professora proporcionou que ela estivesse mudando a vida de jovens nas salas de aula atualmente. Confira abaixo o vídeo.

O papel da professora contra o bullying

Perguntada sobre como conseguiu ajudar Josicleide a superar as agressões promovidas por outros alunos, Fátima explica que ao detectar uma situação de bullying, a primeira atitude para auxiliar a vítima é ajudá-la a reencontrar sua auto-estima e conversar com o agressor para que ele aprenda a exercitar a empatia. 

“Primeiro você mostra que de perto ninguém é normal e tenta estimular os bons sentimentos do aluno mostrando o que essa pessoa tem de melhor. Em Josicleide, era a capacidade intelectual. Quando ela não estava na sala, eu pegava grupos de alunos para mostrar que temos que cultivar respeito e não fazer ao outro o que você não quer para si, explicou Fátima. 

No entanto, ela ressalta que às vezes não são apenas outros estudantes que causam problemas à auto-estima de um aluno. “Quando Josicleide sofria isso e dizia que ia ser professora, alguns professores disseram: 'meus pêsames você vai ser pobre para o resto da vida' e ela ficava triste. Eu tentava dar todo o afeto, carinho, abraçar essa aluna”, lembra a docente. 

Uma carreira de sonhos

Hoje, tendo como colega de profissão e amiga aquela que um dia foi sua aluna, Fátima segue dando apoio para que Josicleide não pare e siga se especializando, apesar das dificuldades, em busca de seus sonhos. 

“Ela quer fazer mestrado, fico incentivando que faça, ela tem muitas condições de ser uma excelente professora também na universidade. Cada vez mais os estudantes querem menos ser professores, mas ela ama muito o que faz. Josicleide é um orgulho para mim, eu sou uma pessoa realizada por ter tido esses alunos que valorizaram a educação, pois meu sonho como professora é ver reduzir a desigualdade social”, explicou Fátima.

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Quando o estudante resolve cursar medicina passa a encarar uma rotina que envolve muitas horas de estudo, já que a formação é uma das mais concorridas tantos nas instituições públicas quanto nas particulares. De acordo com Ministério da Educação (MEC), a formação foi a mais procurada na segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2019.

De forma teórica, as disciplinas como biologia, química, física, matemática e redação possuem peso para os candidatos que irão fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e desejam utilizar a nota para ingressar na graduação de medicina. O LeiaJá conversou com professores que revelaram estratégias indispensáveis para os participantes fazerem uma boa prova. Confira:

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Biologia

A prova de biologia é muito importante, pois o conteúdo é relacionado ao que o aluno de medicina irá estudar em sua graduação. Segundo o professor Fernando Beltrão, a atitude do participante é o principal ponto na hora da prova. “Quase todas as questões abrem com um texto, gráfico, tabela e depois vem um enunciado, seguido das alternativas. O estudante deve primeiro ler o enunciado, depois ler o texto, gráfico ou tabela e por último ler as alternativas”, conta. 

Se o candidato possuir dúvidas entre duas alternativas, na qual uma é a correta e a outra a ‘distratora’, o professor indica que ele deve reler o enunciado. “O aluno deve reler a pergunta e fazer um remendo para entender o que o Exame está querendo saber dele naquele ponto”, fala. Segundo o docente, também é importante que o participante domine assuntos como fisiologia humana, evolução, ecologia e genética.

Química

De acordo com o professor de química Berg Figueiredo, o ponto importante é que o Enem trabalha todas as provas com a Teoria de Resposta ao Item (TRI), no qual o Exame busca a coerência dos acertos e não a quantidade. “Não é estratégico o aluno acertar uma questão difícil e errar uma fácil, porque não é coerente”, esclarece.

Para os candidatos que não sabem como identificar o nível de dificuldade das questões, o professor explica: “As que envolvem gráficos e teóricas são mais fáceis do que questões de cálculos, pois nas teóricas se perde apenas o tempo da leitura, diferente das de cálculo que exigem que o aluno leia o que está sendo perguntado, interprete e faça o cálculo”, fala o docente. 

Por fim, Figueiredo resume que na prova de química o fera deve seguir uma estratégia montada em três pilares. “Primeiro o estudante deve identificar quais são as questões teóricas, depois solucionar as que contém imagem e, por último, fazer as de cálculo”, conclui.

Física 

O professor de física Hugo Souza comenta que durante a prova, os participantes devem primeiro identificar o conteúdo que está sendo pedido, entender os conceitos básicos que permeiam a questão e procurar um padrão de resolução. “A maioria das questões do Enem segue um padrão de resolução que já apareceu em edições anteriores", comenta.

Sobre os assuntos que devem ser dominados, o docente explica que o aluno deve saber sobre ondulatória e eletrodinâmica. “Nesta reta final, o fera deve revisar a parte de equação fundamental da onda, fenômenos ondulatórios, acústica, circuitos elétricos, energia elétrica e potência elétrica", orienta.

Matemática 

Na prova de matemática o fera, além de estar atento à TRI, deve dominar assuntos que figuram entre as questões mais trabalhosas. “Logaritmo e progressão geométrica, por exemplo, devem estar frescos na cabeça do fera, pois por mais que apareçam em poucas questões por edição, costumam valer mais pontos que as demais”, explica o professor de matemática Yago Henrique Silva.

Segundo o docente, é importante que o aluno faça resolução de questões antes da prova. “O Enem é uma repetição, então se o estudante resolveu as provas anteriores e tem conhecimento do conteúdo, na hora do Exame ele tem que procurar palavras-chave sobre área, volume ou outros conteúdos que ele já viu”, explica. 

Além disso, o professor indica que o candidato deve se aprofundar não só na contextualização das questões, mas também nas propriedades e operações matemáticas, visto que a seleção promete ser mais conteudista.

Redação 

Para o professor de redação Diogo Xavier, o fera, antes do Exame, deve ler com atenção a Cartilha de Redação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “O manual traz exemplos de redações notal mil, com os comentários da banca a respeito dos pontos fortes e dos erros", declara.

Diogo também conta que para medicina, o ideal é que o candidato tire uma nota acima de 900.0, portanto a redação deve apresentar uma introdução contextualizada com música, série, filme, citação, fato histórico ou até mesmo dados numéricos.

Já na argumentação, os parágrafos de desenvolvimento devem trazer opiniões bem delimitadas e fatos para comprovar. “O aluno deve trazer um problema, causa, consequências, aspectos negativos ou positivos, juízos de valor e utilizar uma notícia, estatística, fato histórico, citação ou exemplos de conhecimento geral para comprovar”, explica.

Na conclusão, o aluno deve apresentar, ao menos, uma proposta de intervenção bem construída e relacionada ao problema que foi discutido. “O candidato deve esclarecer quem fará, o que será feito e o propósito pelo qual será feito.”, conta.

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Estudantes oriundos de escolas públicas, com idade de 18 a 21 anos, poderão utilizar notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ter a Carteira Nacional de Habilitação (CHN). Essa é uma das propostas do Projeto CNH Social, aprovado nessa quinta-feira (10) pela Assembleia Legislativa de Goiás.

O objetivo da iniciativa é qualificar e habilitar cidadãos de baixa renda para propiciar acesso gratuito à primeira Carteira Nacional de Habilitação. A isenção contemplará taxas do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), bem como de aulas teóricas e práticas.  

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“A segunda e definitiva votação no plenário da Casa definiu o fim da tramitação da proposta no legislativo. Com um maciço apoio da base aliada, o projeto, enviado pelo governador Ronaldo Caiado e proposto pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), foi aprovado pelos 33 deputados estaduais presentes no plenário nesta tarde”, detalhou o Detran-GO.

O projeto, caso seja aprovado, será dividido em três categorias: Estudantil, Rural e Urbana. No que diz respeito à modalidade Estudantil, cuja intenção é selecionar os candidatos por meio das notas obtidas no Enem, as vagas deverão ser preenchidas conforme o desempenho dos estudantes no Exame.

Cidadãos com mais de 21 anos poderão ser beneficiados com o CNH Social Rural. Eles devem ter, no mínimo, o ensino fundamental, bem como precisam ter desempenhado atividade rural e comprovar declaração de aptidão do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf – pessoa física).

Na categoria Urbana, o projeto prevê beneficiar “inscritos no Cadastro Único dos programas sociais governamentais”. Além disso, “as vagas serão destinadas a quem preencher os critérios sociais, for maior de 21 anos e tiver o ensino fundamental”. Outra exigência é que os candidatos não tenham sido condenados judicialmente nas esferas cível ou criminal e que não tenham renda familiar maior que dois salários mínimos.

O projeto seguirá agora para o Poder Executivo. A previsão é que seja sancionado pelo governador de Goiás Ronaldo Caiado. Havendo a aprovação, deverão ser beneficiadas, a princípio, 8 mil pessoas.

Nos dias 28 e 31 de outubro, a Faculdade UNINASSAU João Pessoa realiza o I RelaxaEnem – Como anda seu emocional para o Enem?. Evento terá oficinas que buscam oferecer ao aluno do ensino médio orientações de como ele pode controlar a ansiedade no dia do exame. As oficinas acontecem no laboratório de pilates, localizado no 10 º andar da Instituição, às 14h (28/10) e às 10h (31/10).

Nas oficinas, serão realizados exercícios com respiração e treinos de controle de ansiedade, aplicados pelo grupo de extensão “Enem sem Estresse”, que já funciona nas escolas de ensino médio da cidade.

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Para o coordenador do curso de Psicologia da UNINASSAU João Pessoa, Sócrates Pereira, as oficinas são fundamentadas nas técnicas cognitivo-comportamental, oferecendo conhecimento e formas de como lidar e controlar a ansiedade. “Para os alunos que irão enfrentar momentos de avaliações e provas, as oficinas são de extrema importância e ajuda”, afirmou.  

A entrada é gratuita, e as vagas são limitadas. Os interessados em participar podem fazer a inscrição no site de extensão da Instituição.

Serviço

I RelaxaEnem – Como anda seu emocional para o Enem?

Datas: 28 (às 14h) e 31 (às 10h) de outubro

Inscrições: extensao.uninassau.edu.br

O filme Coringa foi lançado no Brasil no último dia 3 de outubro e, desde então, já levou mais 1,6 milhão de espectadores ao cinema, segundo dados da consultoria Comscore. Na dramaturgia, Arthur Fleck, interpretado pelo ator Joaquin Phoenix, é um palhaço com problemas psicológicos que sonha em se tornar um grande comediante. No entanto, ao decorrer da trama, acaba se tornando um vilão.

Para o professor de história Luiz Neto, o filme traz situações que envolvem filosofia, sociologia e psicanálise. Para ajudar quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Vai Cair no Enem, em parceria com o LeiaJá, traz uma aula especial sobre como o filme pode estar realicionado com as questões de Ciências Humanas do Exame.

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