Tópicos | Muamar Kadafi

Um homem alegando ser o ex-porta-voz de Muamar Kadafi divulgou uma gravação de áudio negando que tenha sido capturado e dizendo que está fora da Líbia.

As gravações deste sábado postadas na página de Moussa Ibrahim no Facebook negam a afirmação do governo de que teria sido preso nos arredores da cidade de Bani Walid.

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O Ministério do Primeiro-ministro divulgou, em comunicado, que Ibrahim, que se tornou o rosto internacional do regime nos meses finais, havia sido capturado quando tentava sair de Bani Walid. O áudio não estava disponível para verificação. As informações são da Associated Press.

O chefe de Estado da Líbia, Mohammed Megaryef, disse, neste sábado, que nem todas as áreas do país foram libertadas, em um discurso para celebrar o primeiro ano de morte do ditador Muamar Kadafi. "A campanha para libertar o país não foi totalmente finalizada", disse Megaryef, que preside a Assembleia Nacional.

Ele apontou a cidade de Bani Walid, palco de embates recentes, uma das áreas de domínio durante o regime de Kadafi.

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Megaryef fez uma avaliação sombria sobre o período posterior ao ditador. Ele cita "atrasos e negligência" na formação do exército e da força policial, e o fracasso em desarmar e integrar antigos rebeldes.

Ele também citou que atrasos na reforma e reativação do Judiciário prejudicaram a reconciliação nacional. "A situação criou um estado de descontentamento e tensão entre diferentes segmentos da sociedade e contribuiu para espalhar o caos, a desordem, a corrupção e enfraqueceu o desempenho de diversas agências do governo", disse Megaryef. As informações são da Dow Jones.

O parlamento líbio aprovou um voto de não-confiança contra o recém-eleito primeiro-ministro do país, Mustafa Abushagur, removendo-o do cargo. Abushagur tinha até este domingo (7) para formar um gabinete, mas sua lista inicial de ministros foi criticada por não apresentar diversidade suficiente.

Abushagur foi o primeiro premiê eleito no país após a queda de Muamar Kadafi, no ano passado. A moção de não-confiança foi aprovada pelo Congresso Nacional Geral com 125 votos a favor E 44 contra. As informações são da Associated Press.

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O filho do ex-governante líbio Muamar Kadafi, Seif al-islam Kadafi, que chegou a ser considerado herdeiro político do seu falecido pai, deverá ser julgado na Líbia, o que desafia o Tribunal Penal Internacional (TPI), que queria julgá-lo na Holanda. Seif al-Islam, de 40 anos e arquiteto de formação, está detido na cidade líbia de Zintan desde o ano passado, quando foi capturado pelos insurgentes que derrubaram o regime de Muamar Kadafi. Existe uma ordem de captura, emitida pelo TPI em meados de 2011, contra Seif al-Islam.

Ahmed al-Jehani, representante líbio no Tribunal de Haia, disse que o julgamento de Seif al-Islam Kadafi começará no próximo mês. Um possível lugar para o julgamento é a cidade de Zintan, onde Seif Kadafi está detido. O TPI quer que Seif seja julgado na Holanda sob acusações de crimes de guerra cometidos durante a guerra civil na Líbia.

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As informações são da Associated Press.

Líderes tribais e comandantes de milícias declararam como semiautônoma a região do Leste da Líbia, conhecida como Barca (Cirenaica), em uma medida unilateral e não reconhecida pelo governo central líbio de Tripoli. Políticos e líderes tribais disseram em Benghazi que a região, rica em petróleo, terá seu próprio Parlamento, polícia, tribunais e capital - a própria cidade de Benghazi. Políticos contrários à medida, em Tripoli, temem que esse seja o primeiro passo para a desintegração territorial da Líbia após a queda de Muamar Kadafi no ano passado.

O território de Barca cobre quase metade da Líbia, do Mediterrâneo até as fronteiras com o Chade e o Sudão no sul e o Egito no leste. Correspondente aproximadamente à província italiana da Cirenaica, entre 1911 e 1943, quando a Líbia foi colônia da Itália e também à província de Barca (barqa, em árabe) que existiu entre 1951 e 1969, quando a Líbia foi uma monarquia.

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O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, sediado na capital Tripoli, expressou várias vezes sua oposição à criação de um Leste da Líbia semiautônomo, alertando que isso poderá levar à desintegração do país magrebino de 6 milhões de habitantes. "Isso é muito perigoso. Esse é um chamado manifesto para a fragmentação. Nós o rejeitamos totalmente", disse Fathi Baja, chefe do comitê político do CNT em Tripoli. "Nós somos contra as divisões e contra qualquer medida que atinja a unidade do povo líbio", disse.

A declaração feita em Benghazi coloca em evidência a fragilidade do governo do CNT líbio, que em grande parte tem sido incapaz de estabelecer sua autoridade sobre o país desde a queda de Kadafi em agosto e a morte do ex-governante em outubro. Na realidade, o CNT possui pouca autoridade até mesmo em Tripoli, onde milícias foram criadas durante a guerra civil e estabeleceram poderes locais nos bairros.

O primeiro-ministro do governo interino do CNT, Abdel-Karim el-Kib, reconheceu na segunda-feira que o governo não consegue firmar sua autoridade. "O governo não faz o seu trabalho. Minha avaliação do seu desempenho não é boa", disse el-Kib, em entrevista à televisão líbia. "Os passos que tomamos são lentos". O CNT pediu a realização de eleições em junho para escolher um Parlamento de 200 membros, o qual nomeará um primeiro-ministro que formará um novo governo para escrever uma nova Constituição.

A conferência que ocorre nesta terça-feira em Benghazi também ilustrou uma das fraquezas fundamentais da Líbia pós-Kadafi - a falta de instituições políticas. Durante seus quase 42 anos no poder, Kadafi impediu que qualquer outro poder político tivesse força e concentrou todo o poder nas mãos. Como resultado, desde a queda do governo Kadafi em agosto, quando Tripoli foi tomada, cidades, vilarejos e tribos ao redor da Líbia tomaram a autoridade nas próprias mãos, agindo como querem.

O poder local em alguns centros - às vezes, competindo entre si - rejeitou e frequentemente derrubou as tentativas do CNT de estabelecer qualquer controle nacional. A declaração de semi autonomia feita hoje tem como objetivo criar um sistema político federal, antes mesmo que ele seja criado pelo CNT ou pelo conjunto da população.

As informações são da Associated Press.

Combatentes leais ao falecido governante líbio Muamar Kadafi entraram em confrontos com as forças do governo da Líbia na cidade de Bani Walid, informaram moradores nesta segunda-feira. Os combates começaram quando soldados do novo governo detiveram um partidário de Kadafi, o que revoltou ex-soldados do governante morto no ano passado, disse o morador Moussa al-Warfali. Pelo menos quatro soldados do novo governo líbio foram mortos, confirmou um porta-voz da brigada revolucionária (o novo governo) em Bani Walid. A cidade fica 140 quilômetros ao sudeste da capital Tripoli e foi uma das últimas a serem tomadas pelos insurgentes que derrubaram Kadafi em outubro do ano passado.

Mahmoud al-Warfali, porta-voz das brigadas, disse que as tropas do novo governo foram atacadas por cerca de 150 partidários de Kadafi, que levantaram a bandeira verde do falecido governante no portão norte de Bani Walid e passaram a perseguir membros da brigada pela cidade. "Eles são remanescentes das forças de Kadafi que tentaram retomar o controle da cidade", disse Mahmoud al-Warfali. Segundo ele, os partidários de Kadafi não conseguiram tomar o prédio do governo e foram rechaçados.

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As informações são da Associated Press.

Um tribunal parisiense condenou nesta quinta-feira (15) o terrorista nascido na Venezuela, Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido pelo apelido "Carlos o Chacal", à prisão perpétua - por ter organizado quatro atentados mortíferos na França na década de 1980. Chacal, de 62 anos, já cumpre pena de prisão perpétua na França por ter matado dois agentes secretos franceses em 1975.

Chacal voltou novamente aos tribunais no mês passado, para ser julgado por ter instigado quatro atentados na França em 1982 e 1983, os quais mataram 11 pessoas e deixaram 140 feridos. O tribunal afirma que Chacal é responsável pelos quatro ataques e o sentenciou à prisão perpétua. Ele poderá recorrer da sentença em 18 anos. O advogado de Chacal afirmou que ele é vítima de uma conspiração política. Segundo ele, a promotoria francesa usou arquivos de países que pertenceram ao bloco comunista para ajudar nas acusações. Em seu apelo final, Chacal leu um texto em homenagem ao ex-governante líbio Muamar Kadafi, morto em outubro. "Esse homem (Kadafi) fez mais do que todos os revolucionários. Vida longa à revolução!", disse Chacal.

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As informações são da Associated Press.

O primeiro-ministro interino da Líbia, Abdurrahim el-Kib, anunciou nesta terça-feira a formação de um governo de transição que comandará o país magrebino até que ocorram eleições parlamentares em 2012. El-Kib anunciou seu gabinete na noite de hoje em Tripoli, fixando um período para a transição após a libertação ter sido declarada em 23 de outubro, com a derrota total de Muamar Kadafi. El-Kib disse que no final de junho de 2012, os líbios elegerão um Congresso nacional que terá 200 parlamentares.

As informações são da Associated Press.

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O governo da França quer que o ex-chefe da inteligência (espionagem) da Líbia, Abdullah al-Senoussi, seja julgado em um tribunal francês por causa de um atentado contra um avião civil da empresa de passageiros Unión de Transports Aériens (UTA) há mais de duas décadas. Al-Senoussi, que comandou a espionagem de Muamar Kadafi durante vários anos, foi julgado à revelia na França e condenado em 1999 pela explosão de um jato da UTA no Níger, em 1989, ataque que matou todas as 170 pessoas a bordo do avião - incluídos 54 cidadãos franceses.

Combatentes do governo interino líbio capturaram Senoussi no domingo no sul da Líbia. O porta-voz da chancelaria francesa, Bernard Valero, disse na segunda-feira que a França está em negociações com "as autoridades competentes" para garantir que Senoussi seja levado aos tribunais para responder pelo atentado de 1989. Senoussi, ex-cunhado de Kadafi, também é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

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As informações são da Associated Press.

O governo do Irã elogiou nesta sexta-feira a morte de Muamar Kadafi e disse esperar que o desaparecimento do ex-governante líbio leve a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a encerrar sua intervenção no país magrebino, informa a agência France Presse (AFP).

"O destino inevitável de todos os ditadores e opressores que não respeitam os direitos dos seus povos é a destruição", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast. "A República Islâmica do Irã saúda essa grande vitória e congratula o povo islâmico líbio e o Conselho Nacional de Transição", disse Mehmanparast.

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O regime iraniano, inimigo de longa data de Kadafi, apoiou a insurgência contra o ex-governante. Embora não tenha reconhecido formalmente o Conselho Nacional em Benghazi, o Irã enviou ajuda humanitária e manifestou apoio aos insurgentes. Ao mesmo tempo, contudo, o regime iraniano criticou a operação da Otan, autorizada pelas Nações Unidas.

As informações são da Dow Jones.

O Vaticano anunciou nesta quinta-feira que considera o governo interino da Líbia como governante legítimo do país do Magreb, agora que o ex-governante Muamar Kadafi foi morto. O escritório de imprensa do Vaticano disse em comunicado que a morte de Kadafi finaliza uma luta "longa e trágica" para derrubar um regime "cruel e opressivo". O escritório de imprensa do Vaticano disse que a chancelaria da Santa Sé estava em contato com políticos do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia na Embaixada líbia para o Vaticano em Roma e também com representantes do CNT na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

As informações são da Associated Press.

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Familiares das vítimas do atentado de Lockerbie, quando terroristas supostamente a soldo do regime de Muamar Kadafi explodiram um Boeing 747 sobre a Escócia em 1988, se disseram aliviados com a morte do ex-governante líbio. Nesta quinta-feira, Kadafi foi acusado de ser o mentor da explosão do avião da Pan American, que matou todos os 259 passageiros e tripulantes a bordo, bem como 11 escoceses na cidade de Lockerbie, atingidos por destroços da aeronave.

A norte-americana Susan Cohen, que perdeu sua filha de 20 anos em 1988, disse que o mundo será um lugar melhor sem Kadafi. Ela disse esperar que Kadafi tenha deixado provas do envolvimento líbio no atentado. Muitas das vítimas de Lockerbie eram norte-americanos e ingleses que viajavam de Londres a Nova York. Em Londres, o primeiro-ministro britânico David Cameron disse que "hoje é um dia para lembrar todas as vítimas de Kadafi".

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As informações são da Associated Press.

Os líbios começaram a derrubar com escavadeiras os muros que cercavam o complexo presidencial de Muamar Kadafi em Trípoli, conhecido como Bab al-Aziziya. Segundo Ahmad Ghargory, comandante da brigada revolucionária, as forças estavam ocupadas com a guerra, mas agora é hora de "derrubar esse símbolo da tirania".

Ele afirmou que a área será transformada em um parque público. O complexo foi visto por muito tempo como coração simbólico do regime de Kadafi. O local, uma espécie de fortaleza, foi um dos principais alvos dos ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante os meses que antecederam a queda do ditador líbio, no fim de agosto.

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Rebeldes líbios invadiram a área após dias de fortes confrontos pelo controle da capital. As informações são da Associated Press.

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