Tópicos | Violência

A violência dentro de casa aumentou 17% na Região Metropolitana do Recife (RMR) em 2021. De acordo com relatório anual produzido pelo Instituto Fogo Cruzado, no ano passado 247 pessoas foram baleadas. Em 2020, houve registro de 212 vítimas, sendo 172 mortas e 40 feridas. Conforme o documento, em média, a cada três dias, duas pessoas foram baleadas dentro de casa. Das 247 baleadas, 192 morreram.

O Instituto lembra que na pandemia de Covid-19, além do uso de máscara e da vacinação, os especialistas recomendam evitar aglomerações e, sempre que possível, permanecer em casa para evitar a disseminação da doença. No entanto, no caso do Grande Recife, a violência armada é um problema e atinge pessoas dentro de suas residências.

##RECOMENDA##

Na visão do Fogo Cruzado, os tiros disparados no interior das casas em 2021 tiveram, quase sempre, alvo determinado. Entre eles, somente quatro vítimas foram atingidas por balas perdidas na residência.

Para a coordenadora do instituto em Pernambuco, Edna Jatobá, esses crimes continuam, as pessoas não vão parar de matar por causa da pandemia e, agora, passam a procurar as vítimas dentro de casa. Ela acrescentou que mesmo com mapeamento diário, números assustam. A coordenadora fez uma comparação com o Rio de Janeiro, onde a violência também é alta e estampada na imprensa com frequência. Observou que o número não chega nem à metade dos dados referentes à região metropolitana do Recife.

“Isso evidencia o crescimento da violência, dos crimes de proximidade, que são aqueles em que a motivação pode ser dívida, feminicídio e outros, que estão aumentando em Pernambuco. Uma coisa é o crime cometido nas ruas, outra é quando acontece na casa do vizinho. Em plena pandemia, as pessoas evitaram sair às ruas para se proteger do vírus. Infelizmente, a violência foi parar dentro de casa”, disse.

Segundo o relatório, a violência armada provoca vítimas também entre jovens e idosos: 14 adolescentes, entre 12 e 17 anos, foram baleados no Grande Recife quando estavam dentro de casa e nove eram idosos com 60 anos ou mais.

Recife concentrou a maior parte das vítimas na região metropolitana, 74. Em seguida estão os municípios de Cabo de Santo Agostinho (42), Jaboatão dos Guararapes (36), Olinda (20) e Paulista (18).

Fogo Cruzado

O instituto utiliza tecnologia para produzir e divulgar dados abertos e colaborativos sobre violência armada. A intenção é fortalecer a democracia, por meio da transformação social e da preservação da vida. O laboratório de dados da instituição produz mais de 20 indicadores inéditos sobre violência nas regiões metropolitanas do Rio e Recife. A previsão é que em breve as análises sejam estendidas a outras cidades brasileiras.

Por meio de aplicativo de celular, o Fogo Cruzado recebe e disponibiliza informações sobre tiroteios, verificadas em tempo real, que estão no único banco de dados aberto sobre violência armada da América Latina. Os dados podem ser acessados gratuitamente. 

Pernambuco

Em resposta à Agência Brasil, a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, responsável pela segurança pública no estado, disse desconhecer a metodologia e a base de dados da pesquisa, mas que as estatísticas oficiais indicam queda de um ano para outro. Conforme a pasta, em 2021 houve 506 homicídios com uso de arma de fogo praticados dentro de residências, enquanto em 2020 foram 567 casos. “Ou seja, em 2021 houve redução de 10,7% em relação ao ano anterior. É importante ressaltar que 70% dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) estão associados ao tráfico de drogas e a disputas entre grupos criminosos rivais, constituindo a motivação mais frequente”, informou em nota.

De acordo com a secretaria, as forças de segurança pública do estado têm trabalhado de “forma incansável para reduzir a criminalidade, o que se verifica com a diminuição dos índices de homicídio”. Segundo a pasta, considerando toda a série de estatísticas da SDS, iniciada em 2004, no ano passado foram registradas as menores taxas de CVLI da história em Pernambuco. Os dados indicam que 3.370 homicídios notificados em 2021 corresponderam a 33,85 por 100 mil habitantes. Essa relação supera o resultado de 2013, que até agora era o mais baixo, com 34,13 por 100 mil habitantes.

A Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas (SPVD) do estado informou à Agência Brasil que a pasta foi criada em janeiro de 2019, com a função de definir medidas preventivas que resultem na redução da violência e na implementação de políticas sobre drogas. O foco do trabalho é nos territórios onde a ocorrência de crimes violentos é maior, e, a partir daí, identificar a “população sob vulnerabilidade social, que costuma ser vítima ou autora de ações ilegais”.

As informações são consolidadas na plataforma de acompanhamento dos indicadores de segurança pública e ocorrências policiais Pacto pela Vida, que funciona há 15 anos. Em 2021, a plataforma registrou as menores taxas de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) e crimes violentos patrimoniais (CVPs), desde que os delitos passaram a fazer parte das estatísticas do estado.

Três dias depois de ocupar com policiais militares e civis as comunidades do Jacarezinho, na zona norte carioca, e da Muzema, na zona oeste, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), anunciou R$ 500 milhões em investimentos no programa Cidade Integrada.

O dinheiro, explicou Castro, vai para obras, ações sociais e iniciativas econômicas nessas áreas. É mais uma tentativa de quebrar o domínio de traficantes e milicianos sobre áreas carentes. Ao detalhar o projeto, Castro afirmou, na manhã deste sábado, 22, que o programa não é parecido com o das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

##RECOMENDA##

Inicialmente, o plano contempla apenas seis comunidades. Segundo o governador, nenhuma outra favela será ocupada enquanto o programa não estiver integralmente implantado no Jacarezinho e na Muzema. Essas duas comunidades foram escolhidas para dar início ao programa por serem dominadas, respectivamente, pelo tráfico e pela milícia. São seis eixos de ação, nas áreas sociais, de infraestrutura, de governança, de economia, transparência e segurança.

"Enquanto o programa não estiver devidamente implantado nessas comunidades, não há (nem) sequer prazo para as próximas", afirmou o Castro, que é pré-candidato ao governo do Estado. "Só vamos pensar nas próximas quando estas estiverem funcionando plenamente."

O governador explicou que os R$ 500 milhões já estão previstos no orçamento das secretarias envolvidas no programa. Serão apenas remanejados. A ideia do novo programa, explicou, é ajudar a população carente e enfraquecer as atividades econômicas atualmente dominadas por traficantes e milicianos.

"A principal coisa desse programa não é a segurança pública", explicou Castro, que fez questão de diferenciar o projeto do das UPPs. Elas foram lançadas pelo governador Sérgio Cabral Filho - que está preso - e fracassaram. "Esse programa tem muito pouco a ver com a UPP. Não é um programa de pacificação. Depois de muita análise, muita conversa, percebemos que essa ideia de pacificação traz mais prejuízo na execução do que benefícios."

Segundo Castro, o Cidade Integrada é de "retomada do território e entrega desse território a quem ele de fato pertence, que é o povo dessas comunidades."

Algumas ações já começam neste mês. Entre elas, estão o pagamento de um auxílio mensal de R$ 300 para duas mil jovens mães e a distribuição de vouchers para moradores comprarem botijões de gás com fornecedores legalizados. Hoje, quem domina esse mercado são milicianos.

Linhas de financiamento

Também começarão a legalização de imóveis na Muzema. A comunidade é controlada por uma milícia. A quadrilha domina o mercado imobiliário local com negócios ilegais. Eles incluem invasão de áreas de mata e construção de prédios sem licença.

Serão abertas ainda linhas de financiamento no valor total de R$ 30 milhões aos moradores. A meta neste caso é estimular a economia local e atacar a agiotagem.

"Muitos criminosos se utilizam da fragilidade da população para práticas de domínio social através da agiotagem", explicou Castro. "Uma das principais atividades exploradas pelas milícias é o ágio no botijão de gás. Um botijão de R$ 80 custa até R$120 na favela", ressaltou.

Estão previstos também a ampliação de equipamentos públicos, como hospital, batalhão da Policia Militar. O governo também pretende implantar áreas de lazer, centros de assistência ao cidadão e mercado produtor. Serão criados ainda conselhos comunitários integrados por membros do governo e representantes da população para debater as demandas dos moradores.

O projeto contempla obras de saneamento até dentro das residências. O objetivo é que, até o fim do ano, não haja nenhuma casa sem banheiro, segundo Castro.

Embora o Cidade Integrada comece no último ano do governo e a apenas nove meses das próximas eleições, Cláudio Castro garantiu que não se trata de um programa eleitoreiro. Frisou que é um programa de estado.

"Não é um programa simples, mas também não é algo mirabolante, ninguém está tentando inventar a roda", concluiu. "E é criado para ser um programa de estado, não de governo, e vem sendo pensado desde abril do ano passado", finalizou.

O sequestro-relâmpago de homens que marcam encontros por aplicativos de relacionamento é um crime que está se tornando cada vez mais comum em São Paulo. Só em janeiro, ao menos três casos e uma tentativa frustrada foram registrados na zona norte da capital. Os encontros amorosos são armadilhas para a ação dos bandidos.

Os criminosos criam perfis falsos em sites de namoro com fotos e informações de mulheres atraentes para chamar a atenção das vítimas. Durante a paquera virtual, os sequestradores - os verdadeiros donos do perfil - mostram interesse na conversa, mas disfarçadamente tentam descobrir a condição financeira da vítima. No encontro presencial, os bandidos aparecem e fazem o sequestro-relâmpago. A vítima é forçada a fazer transferências bancárias, via PIX (meio de pagamento instantâneo), pagamentos de boletos, saques e a usar cartões de crédito para compras.

##RECOMENDA##

No último domingo, 16, o golpe terminou com a morte do comerciante Alex Kim Shin. O homem de 31 anos foi abordado por dois ladrões quando chegava para um suposto encontro agendado por um aplicativo de relacionamentos na Vila Brasilândia, zona norte. Alex tentou fugir com seu Jeep Renegade, mas foi atingido por um disparo na região da nuca. Ele perdeu o controle do carro, que bateu na fachada de um comércio, na Rua Paulo Garcia Aquiline. A vítima foi levada para o hospital do Mandaqui, também na zona norte, mas não resistiu ao ferimento. Os criminosos fugiram sem levar nada.

Na semana anterior, dois crimes quase idênticos foram registrados na rua Eduardo Coimbra, um bolsão de uma rua sem saída, na Cohab Taipas, também zona norte. No dia 10, um biomédico de 49 anos estacionou o Audi A4 prata para aguardar a suposta paquera. Fora do carro, ele tenta fazer uma ligação, como mostram as imagens das câmeras de monitoramento. Dois criminosos se aproximam às 19h55. Segundo a vítima, um deles estava armado. Os ladrões não conseguiram usar os cartões, mas levaram o veículo e deixaram a vítima em uma trilha deserta.

Especialistas afirmam que os casos registrados em janeiro confirmam uma tendência de alta dos últimos três meses. "Percebemos o aumento desses casos dessa natureza pelos registros das ocorrências nos últimos três ou quatro meses. Aumentou bastante", afirma o delegado Ronaldo Sayeg, titular da Divisão de Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas.

No início de dezembro, o mesmo roteiro de medo e terror foi vivido por um empresário de 54 anos que se encantou com uma jovem bonita, loira, de cabelos compridos e que dizia ter 25 anos. Eles se tornaram amigos nas redes sociais em quase um mês de bate-papo virtual. No dia do encontro, no início de dezembro, ele esperou um pouco, dentro do Nissan March preto, mas a moça não chegou. Três homens, um deles armado, fizeram o sequestro, perto da avenida Escola Politécnica, na zona oeste.

Os bandidos foram agressivos, fizeram ameaças e vendaram o refém. O grupo circulou pela região com o carro, realizando diversas transferências via Pix e empréstimos bancários em nome da vítima. Ele chegou a ser levado para um cativeiro perto da Favela São Remo, também na zona oeste. O homem foi liberado com um prejuízo de R$ 100 mil. "Desde a implementação do PIX, as quadrilhas estão praticando crimes como o de extorsão. Com a facilidade de transferência de valores altos, os criminosos elaboram formas de fisgar mais vítimas e mudam o modus operandi de tempos em tempos. Agora são os falsos encontros", avalia o criminalista Demetrios Kovelis.

Essa modalidade de crime é segura para os criminosos, opinam os especialistas. "Antes dos aplicativos de relacionamento, os criminosos subjugavam as vítimas na rua. Agora, o criminoso atrai a vítima por meio de um perfil falso", alerta Sayeg. "A vítima se torna uma presa fácil porque os criminosos não aparecem, são fantasmas. Há muita segurança para os marginais", completa o advogado criminalista José Beraldo, que estima em 50% o aumento do número de casos nos boletins de ocorrência.

Esses crimes estão inseridos no contexto da pandemia. Mesmo com a flexibilização das regras de isolamento, as pessoas ainda estão carentes de festas e relacionamentos, como explica a psicóloga Adriana Severine. "Os sites de relacionamento vieram para ficar. Neste momento de nova alta de casos de covid, eles são uma forma segura de paquera - e todo mundo paquera", diz a psicóloga. "Na hora do encontro, vale pedir o nome completo, CPF e pesquisar sobre a pessoa", alerta.

Responsabilização

Especialistas em Direito Digital afirmam que as plataformas não têm responsabilidade nos crimes nos encontros na vida real. O advogado Luiz Augusto D'Urso, professor de Direito Digital no MBA da FGV, aponta uma exceção. "Caso o perfil falso esteja se passando por alguém, a vítima solicite reiteradamente a exclusão para a plataforma e esta, por sua vez, nada faz, pode haver responsabilização", diz o especialista.

O advogado Matheus Falivene, professor de pós-graduação da PUC-Campinas e especializado em Direito Penal Econômico, vai além. "As plataformas têm de criar mecanismos de compliance para verificar a identidade de quem se inscreve", diz o especialista.

As plataformas avançam neste sentido. O site Happn informa que envia regularmente mensagens e para os usuários checarem se os perfis têm um selo azul, que é um certificado que indica a veracidade da foto. A Bumble permite que o usuário peça uma verificação por foto do perfil da pessoa com quem gostaria de conversar. A solicitação deve ser atendida em 24 horas por meio de uma selfie. "A ferramenta de verificação por foto adiciona uma camada extra de segurança e confiança", explica a diretora Martha Agricola.

Além da verificação por foto e do selo azul, o Tinder criou uma ferramenta que permite que os membros pesquisem apenas os perfis já verificados pela plataforma. Além disso, quando um usuário é banido do Tinder, ele perde acesso às outras plataformas do grupo, como OkCupid.

Cuidados na hora do encontro

- Antes do encontro, faça uma chamada de vídeo e compare a imagem com o perfil. O vídeo tem de ser nítido, de perto, capaz de identificar a pessoa.

- Compartilhe informações do perfil da paquera com os amigos e avise sobre o encontro presencial.

- Marque o primeiro encontro em um local público. Evite residências.

- Não abuse drogas e bebidas e respeite seus limites.

- Verifique a identidade da pessoa (nome completo, RG, CPF), procure fotos e elementos que indiquem que ela é de verdade.

- Se você se sentir desconfortável ou se sua intuição disser que há algo, peça ajuda ou vá embora.

- Não tenha pressa. Dê tempo ao tempo e conheça a pessoa antes de aceitar o encontro pessoal.

Uma médica plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Tabajara, em Olinda, recebeu uma coroa de flores como ameaça. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) denuncia a rotina de insegurança nas unidades do Estado e o aumento de agressões contra os profissionais na pandemia. 

Um boletim de ocorrência sobre o caso de ameaça foi registrado no dia 7 de outubro de 2021. Para controlar casos de violência verbal e física, o sindicato pede que a atuação de policiais militares se intensifique em rondas nos locais.

##RECOMENDA##

O diretor do Simepe Rodrigo Rosas explicou que a UPA da Cidade Tabajara é mantida por uma média de três plantonistas e que o quadro é insuficiente para atender ao aumento substancial de pacientes decorrentes do surto de doenças respiratórias. 

A oferta inadequada de profissionais faz com que a unidade seja reconhecida como uma das mais inseguras para os médicos na Região Metropolitana do Recife (RMR).

"Olinda já tem um problema crônico e nessa pandemia é que piorou mesmo. Sempre foi uma UPA que deu muito trabalho", descreveu.

As denúncias contra pacientes e acompanhantes aumentaram nos meses de novembro de dezembro do ano passado, verificou a assessoria do Simepe. Recentemente uma paciente agrediu uma médica na UPA dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, e um caso semelhante foi registrado na policlínica Amaury de Medeiros, área Central da capital.

Há cerca de dois meses, representantes do Simepe levaram as queixas ao secretário de Saúde André Longo. Conforme a categoria, o gestor prometeu solicitar que a Secretaria de Defesa Social (SDS) aumentasse o patrulhamento nas UPAs e priorizasse os atendimentos pelo 190 provenientes das unidades.

Também foi sinalizado o aumento da disponibilização de recursos para que as Organizações Sociais responsáveis pelas UPAs contratassem mais profissionais. Ainda de acordo com o sindicato, o quadro foi ampliado nas UPAs dos Torrões e da Caxangá.  

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como 'Capitã Cloroquina' acionou o Supremo Tribunal Federal mais uma vez contra a cúpula da CPI da Covid, imputando suposta violação de sigilo funcional ao presidente do colegiado, Omar Aziz, o vice, Randolfe Rodrigues, e o relator, Renan Calheiros.

A aliada do presidente Jair Bolsonaro ainda acusa os parlamentares de violência psicológica contra a mulher, dizendo que foi vítima de 'discriminação' e 'perseguição' por defender o 'tratamento precoce' - uso de medicamentos sem comprovação científica contra a covid-19.

##RECOMENDA##

A petição pela capitã cloroquina foi apresentada ao STF na última sexta-feira, 7. A vice-presidente da corte Rosa Weber, que analisa casos urgentes durante o plantão judiciário, determinou que os autos sejam encaminhados, após o fim do recesso, ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, a relatora do processo.

Ao atribuir suposta violação de sigilo funcional aos senadores que integravam a cúpula da CPI, Pinheiro cita a divulgação de um conteúdo de seu e-mail em que sugeria a autoridades de Portugal a adoção do chamado 'tratamento precoce'.

Na petição ao Supremo, os advogados de Pinheiro buscam ainda rebater as imputações feitas a médica no relatório final da CPI da Covid. A 'capitã cloroquina' foi acusada pelos senadores dos crimes de epidemia, prevaricação e crime contra a humanidade. A aliada de Bolsonaro nega as acusações e diz que as imputações tiveram como objetivo 'desacreditá-la como médica perante a sociedade brasileira'.

COM A PALAVRA, O SENADOR RANDOLFE RODRIGUES

"É um típico caso em que a ré quer se colocar na condição de vítima. Ré é ré. Vitimas são os 20 milhões de brasileiros que foram utilizados como cobaia por ela e seus asseclas no Ministério da Saúde. Outra coisa é que pelo menos também para isso a CPI serviu. Para membros de um governo machista lembrarem que existe direitos das mulheres. eu saúdo a conversão dela para esse lado".

COM A PALAVRA, OS SENADORES

Até a publicação desta matéria, a reportagem buscou contato com os senadores, sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

 Na primeira semana do ano, sete pessoas foram baleadas dentro de casa na Região Metropolitana do Recife (RMR). O levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que quatro vítimas morreram.

Jaboatão dos Guararapes foi o município mais perigoso conforme o recorte. Quatro dos sete baleados estavam na cidade, dentre eles uma mãe e um adolescente de 13 anos, computado como o primeiro menor baleado na região em 2021.

No 1º domingo do ano (2), Italo Rodrigo Maximiliano de Sousa, de 27 anos, foi assassinado após a casa na Rua Augusto Reinaldo, no Curado II, em Jaboatão dos Guararapes, ser invadida. No mesmo dia, Rômulo José Maranhão Xavier de Queiroz, de 37, foi baleado dentro de casa na Rua da Linha, em Águas Compridas, Olinda, e socorrido com vida ao Hospital Getúlio Vargas.

No dia seguinte (3), o corretor de imóveis Breno da Silva Ferreira, 43, foi morto dentro de uma casa de veraneio em Carne de Vaca, cidade de Goiana. Na quarta (5), uma mulher de 31 anos foi baleada no rosto e o filho, de 13, atingido de raspão no braço após ter a casa invadida em Jaboatão. As vítimas não foram identificadas.

Ainda na quarta, Esdras Brito Marques, de 20, foi morto a tiros na própria residência na Rua Itinga, no Engenho Maranguape, em Paulista.

Na quinta (6), um motoboy de 20 anos foi surpreendido com tiros durante uma entrega na Rua Jaqueira, em Marcos Freire, em Jaboatão. Ele fugiu para tentar se proteger na casa do cliente, mas foi perseguido e executado.

O último monitoramento da plataforma Fogo Cruzado, divulgado nesta terça-feira (4), mostra uma crescente no registro de violência armada no bairro da Cohab, na Zona Sul do Recife. Apenas em dezembro de 2021, foram seis tiroteios e seis vítimas desses eventos, sendo cinco mortes e um ferido. O número é seis vezes maior que o registrado no mesmo mês de 2020, quando houve um tiroteio e uma vítima fatal. De acordo com o instituto, foram todos casos de homicídios ou tentativas de homicídio. 

Além da Cohab, outros cinco bairros se destacaram pelo aumento desse tipo de violência. São eles Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes (cinco tiroteios e cinco mortes); Pina, no Recife (cinco tiroteios, quatro mortos e um ferido); Ponte dos Carvalhos, em Cabo de Santo Agostinho (cinco tiroteios, dois mortos e dois feridos); e Ibura, no Recife (quatro tiroteios e quatro mortos). 

##RECOMENDA##

Os números apontam para uma característica da Região Metropolitana do Recife, segundo a diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, Cecília Olliveira. “Diferente do Rio de Janeiro, onde balas perdidas e tiroteios durante ações policiais e disputas entre grupos armados fazem mais vítimas, o que se presencia no Grande Recife é uma dinâmica de tiro ao alvo, de alvos certeiros. Isso nos mostra que, na maioria dos casos, os crimes parecem ser premeditados”, esclareceu. 

Em dezembro, a Região Metropolitana do Recife acumulou 149 tiroteios, segundo o Instituto Fogo Cruzado. Esse número é 10% maior do que o registrado no mesmo mês de 2020, quando houve 136 tiroteios/disparos. Apesar do aumento no número de tiroteios e disparos, houve queda entre os baleados. Foram 149 vítimas neste mês que passou (destas, 106 mortas e 43 feridas), contra 163 em dezembro de 2020 (sendo 107 mortas e 56 feridas). Apesar da diminuição, houve, em média, cinco pessoas baleadas por dia em dezembro. 

O dia 5 do mês foi o mais impactado pela violência armada, concentrando 15 tiroteios, 10 mortos e seis feridos. Houve mortos em 71% (106) dos 149 tiroteios/disparos de arma de fogo ocorridos na Região Metropolitana do Recife em dezembro. Em 27% (40) houve feridos. Somente em 4% dos casos (6) não houve vítimas. 

Entre os municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife, os cinco mais afetados pela violência armada foram Recife (62 tiroteios, 45 mortos e 19 feridos), Jaboatão dos Guararapes (19 tiroteios, 14 mortos e cinco feridos), Cabo de Santo Agostinho (15 tiroteios, 10 mortos e quatro feridos), Paulista (15 tiroteios, oito mortos e cinco feridos) e Olinda (12 tiroteios, nove mortos e três feridos). 

O perfil da violência 

Dos 106 mortos por arma de fogo na Região Metropolitana do Recife em dezembro, 105 (99%) eram homens e uma (1%) era mulher; Entre os 43 feridos, 39 deles (91%) eram homens e quatro (9%) eram mulheres. 

Não houve casos de homicídios múltiplos, quando há dois ou mais mortos civis em uma mesma situação, na Região Metropolitana do Recife em dezembro de 2021. No mesmo período de 2020, houve seis casos com 16 mortos no total (todos homens). 

Em dezembro, 12 adolescentes (com idade entre 12 anos e 17 anos) e três idosos (com idade a partir de 60 anos) foram baleados no Grande Recife: destes, 10 adolescentes e dois idosos morreram. No mesmo período de 2020, houve cinco adolescentes e um idoso baleados: destes, quatro adolescentes e um idoso morreram. 

 

A pesquisa do Instituto Sonho Grande, realizada a partir da análise de informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e divulgada em dezembro, constatou que estudantes matriculados em escolas públicas de ensino médio integral (EMI) têm menos episódios de violência comparados com o ensino médio regular.

O estudo, que avaliou a perspectiva dos gestores e professores em relação ao assunto, verificou que o índice de violência geral chega a ser 8,6% menor e o índice de violência velada 13,5% inferior quando comparado com escolas que não são integrais. Dentro de violência geral foram incluídas: violência explícita, com atentados à vida, roubos e agressões físicas, e a violência velada, que diz respeito às ameaças, ao consumo de drogas e à presença de armas.

##RECOMENDA##

A pesquisa reforça que a violência é um problema sistêmico no Brasil. Dados do Atlas da Violência (Ipea 2020) mostraram que a situação é ainda mais preocupante entre os jovens, sendo o homicídio a principal causa de morte entre pessoas de 15 e 29 anos. Nessa mesma faixa etária, em 2018, 30.873 vidas foram perdidas sendo a grande maioria de negros. “Um ambiente escolar violento traz consequências negativas, como maiores taxas de absenteísmo, abandono e evasão, rotatividade entre professores e gestores, mais dificuldade de concentração e piores níveis de aprendizado e desempenho acadêmico”, registrou o documento do Instituto Sonho Grande.

O estudo comparou escolas parecidas em várias dimensões (como infraestrutura, número de estudantes, desempenho no Ideb), com a principal diferença sendo o tipo de ensino ofertado. Também buscou observar se existe distinção no nível de violência entre as escolas que aumentam a carga horária com atividades complementares e aquelas que ampliam a jornada escolar para conseguir implementar um modelo pedagógico de ensino integral.

Outros dados constatados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/ IBGE) revelaram que a proporção de estudantes que faltaram às aulas por se sentirem inseguros dentro da escola passou de 5,5% em 2009 para 9,5% em 2015. Para os gestores, a violência, medo e insegurança fazem parte da rotina. 46,3% desses profissionais registraram a ocorrência de eventos violentos no ambiente escolar, entre eles atentados à vida, roubos com uso de violência ou mesmo ameaças a profissionais por algum estudante.

Ampliação da carga horária e qualidade da educação  x redução da violência escolar

A pesquisa constatou que investir num modelo educacional que promove maior aprendizado, que foca no desenvolvimento socioemocional e na melhoria na relação entre os indivíduos da escola, como o modelo do Ensino Médio Integral, tende a diminuir que os jovens se envolvam em episódios de violência dentro das escolas.

O estudo levou em consideração grande parte da literatura sobre os impactos de curto prazo da educação na violência que se preocupa mais com a quantidade de horas que os jovens passam na escola do que com a qualidade desse tempo. Os resultados do estudo foram na contramão dessa literatura apontando que é mais importante avaliar como o tempo adicional é utilizado, e não apenas ampliar a carga horária, para obter redução na violência.

No Brasil, já são cerca de 3720 escolas no modelo e 778 mil estudantes. Entre os trabalhos realizados pelo EMI estão: tutoria, nivelamento, protagonismo juvenil - com a criação de clubes juvenis e líderes de turma - acolhimento, além de componentes curriculares específicos, como orientação de estudos e práticas experimentais, que promovem a formação completa do estudante, junto às disciplinas tradicionais já previstas.

Apesar de apresentar crescimento exponencial no último IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e média nacional do IDEB de 4.7 pontos, enquanto a média nacional foi de 3.7 pontos, o modelo, que é uma proposta pedagógica multidimensional e moderna, ainda é pouco conhecido.

O papa Francisco exortou, neste sábado (1º), o mundo a "arregaçar as mangas" pela paz em sua mensagem de Ano Novo, na qual pediu aos fiéis que sejam positivos e trabalhem para construir uma sociedade melhor.

Por ocasião do 55º Dia Mundial da Paz, o líder dos 1,3 bilhão de católicos do mundo dedicou seu discurso do Angelus a encorajar o fim da violência e disse à multidão reunida na Praça de São Pedro para manter a paz em seus pensamentos.

"Vamos voltar para casa pensando em paz, paz, paz. Precisamos de paz", disse o papa após a oração do Angelus.

Sob um céu ensolarado, Francisco, que completou 85 anos no dia 17 de dezembro, lembrou aos fiéis que a paz exige "gestos concretos", como perdoar os outros e promover a justiça.

"E também precisa de um olhar positivo: que olhemos sempre, na Igreja como na sociedade, não o mal que nos divide, mas o bem que pode nos unir!", disse da janela do Palácio Apostólico.

"Não adianta se abater e reclamar, mas arregaçar as mangas para construir a paz", declarou.

Mais cedo, durante a missa na Basílica de São Pedro em homenagem à Virgem Maria, Francisco fez uma homilia na qual chamou a violência contra as mulheres de um insulto a Deus.

"A Igreja é mãe, a Igreja é mulher", estimou. "Enquanto as mães dão vida e as mulheres salvam o mundo, devemos todos trabalhar para promover as mães e proteger as mulheres", declarou.

"Quanta violência existe contra a mulher! Chega! Machucar uma mulher é ultrajar a Deus, que tirou a humanidade de uma mulher", assegurou.

Em mensagem divulgada em 21 de dezembro pelo Vaticano por ocasião do Dia Mundial da Paz, o papa recomendou "três caminhos para construir uma paz duradoura", o diálogo entre as gerações, a educação e o trabalho, "essenciais para a elaboração de um pacto social, sem o qual qualquer projeto de paz é inconsistente".

O texto sublinhava que o orçamento destinado à educação foi reduzido "sensivelmente" nestes últimos anos no mundo ao contrário dos gastos militares que ultrapassaram "o nível do fim da guerra fria".

O papa retomou estes temas neste sábado após o Angelus, referindo-se aos "tempos incertos e difíceis devido à pandemia".

"São muitos os que têm medo do futuro e estão sobrecarregados com as situações sociais, os problemas pessoais, os perigos da crise ecológica, as injustiças e os desequilíbrios da economia planetária", afirmou.

"Ao olhar para Maria com seu filho nos braços, penso em jovens mães e seus filhos que estão fugindo das guerras e da fome ou que estão esperando em campos de refugiados".

Na véspera do Ano Novo, Francisco não presidiu as Vésperas na Basílica de São Pedro, conforme programado, e, em vez disso, cedeu o serviço ao decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re.

Dois homens jovens que foram esfaqueados na noite dessa sexta-feira (31) na praia de Copacabana, já foram liberados e passam bem, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, 111 pessoas foram atendidas nos três postos médicos montados na orla para a festa de passagem de ano na noite de ontem.

A maioria dos atendimentos foi de pequenos traumas (pancadas, cortes, etc) ou de pessoas que passaram mal devido à excessiva ingestão de bebidas alcoólicas, informou a secretaria.

##RECOMENDA##

Onze pacientes com quadros mais graves precisaram ser transferidos para hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede, entre eles os dois homens esfaqueados na noite de ontem em meio a um arrastão na orla de Copacabana. Eles foram removidos para os hospitais municipais Souza Aguiar e Miguel Couto, receberam os cuidados indicados e já tiveram alta.

Além dos atendimentos médicos, do meio-dia às 17h, as estruturas funcionaram como postos de vacinação contra a Covid-19. Ao todo, 370 pessoas foram imunizadas com a primeira, a segunda ou a dose de reforço, conforme o esquema vacinal prévio de cada um.

Um homem de 31 anos foi baleado na noite desta terça-feira (28), dentro do quarto de um motel, na PE-218, no município de Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, de acordo com o G1. A vítima era cliente do estabelecimento e fazia uso de um quarto comum, acompanhado de uma mulher, quando foi abordado pelo dono do local.

Após ouvir um barulho alto, o proprietário teria aberto a janela de cobrança e perguntado o que havia ocorrido. Em seguida, invadiu o quarto e efetuou o disparo.

##RECOMENDA##

O casal foi expulso do estabelecimento. De imediato, o homem ferido foi socorrido a um hospital local; o tiro foi de raspão. O dono do estabelecimento fugiu e ainda não foi encontrado. O LeiaJá procurou a Polícia Civil para dar mais detalhes do caso, mas ainda não houve retorno.

Quase 30 afegãs protestaram nesta terça-feira (28) em Cabul, capital do Afeganistão, para exigir respeito a seus direitos e o fim dos "assassinatos" de integrantes do antigo governo, mas a manifestação foi rapidamente interrompida pelo Talibã.

"Eu quero dizer ao mundo, falar ao Talibã para parar de matar. Queremos liberdade, queremos justiça, queremos direitos humanos, declarou a manifestante Nayera Koahistani à AFP.

"Pela milésima vez, queremos que este grupo interrompa a máquina criminosa. Ex-militares e ex-funcionários do governo estão diretamente ameaçados", afirmou Laila Basam, outra manifestante.

As jovens, reunidas perto de uma grande mesquita no centro da capital afegã, conseguiram caminhar por centenas de metros aos gritos de "Justiça" antes da interrupção do protesto.

Os combatentes talibãs também anunciaram a detenção por alguns minutos de vários jornalistas que cobriam o protesto e confiscaram suas câmeras - as imagens foram apagadas.

A convocação do protesto, nas redes sociais, citava os "misteriosos assassinatos de jovens, em particular os ex-militares do país".

A ONU e as ONGs Anistia Internacional e Human Rights Watch citam denúncias confiáveis sobre a execução sumária ou desaparecimento forçado de mais de 100 ex-policiais e agentes de inteligência desde que o Talibã retomou o poder em agosto.

Outra manifestação em Cabul nesta terça-feira pediu o respeito aos direitos das mulheres a estudar e trabalhar.

O regime Talibã proibiu os protestos no Afeganistão, exceto nas raras ocasiões em que as demandas estão a seu favor.

Em busca de reconhecimento internacional, o grupo islamita se comprometeu a governar com menos violência que durante seu primeiro regime (1996-2001), mas as mulheres continuam excluídas em grande medida da administração pública e do acesso ao ensino médio.

No domingo, o Talibã anunciou que as mulheres que desejam viajar por longas distâncias devem ser acompanhadas por um homem de sua família.

Um homem de 37 anos foi espancado até a morte na madrugada do domingo (19), em Araripina, Sertão de Pernambuco. O homicídio ocorreu no bairro Alto da Boa Vista. De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava na companhia de um conhecido, com quem iniciou uma discussão que desenvolveu para as agressões. Relatos de moradores apontam que Jackson Gomes da Silva foi atingido no tórax por golpes de uma muleta que ele mesmo carregava.

A vítima chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a polícia, o suspeito foi agredido por populares e posteriormente, preso em sua residência e conduzido para a delegacia para os procedimentos cabíveis.

##RECOMENDA##

O caso foi registrado pela Delegacia de Polícia Civil de Araripina, através da 200ª Circunscrição municipal. Um inquérito policial foi instaurado para apurar mais informações sobre o caso, bem como a motivação do crime e o que dizem as testemunhas.

A 16ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca) investiga o suposto sequestro que teria ocorrido neste sábado (18) de um homem no estacionamento do Village Mall, shopping de luxo localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. O caso circulou nas redes sociais. Os relatos afirmam que um jovem que estava em um carro da marca Jeep foi abordado na noite do sábado por cinco homens no estacionamento do shopping. Ele teria gritado por socorro. Testemunhas supostamente procuraram um segurança.

Procurado, o shopping informou que identificou uma abordagem suspeita em seu estacionamento, no final da tarde de sábado. "A equipe de segurança foi rapidamente acionada e identificou que a ação não se tratava de uma tentativa de sequestro", sustentou.

##RECOMENDA##

O shopping informou ainda que está em contato com a polícia para mais esclarecimentos. Nenhum familiar da possível vítima teria, até a publicação desta matéria, procurado a delegacia para dar queixa sobre desaparecimento.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (16) mais uma fase ostensiva das investigações sobre o ataque de criminosos fortemente armados a agências bancárias de Araçatuba, no interior de São Paulo. Um efetivo de 90 policiais federais, com o apoio da Polícia Militar, cumpre 16 mandados de prisão e 21 ordens de busca e apreensão.

As diligências são realizadas nas cidades de Araçatuba, São Paulo, Osasco, Santo André, Guarulhos, Monte Mor e em Foz do Iguaçu (PR). As ações foram autorizadas pelo juízo da 1ª Vara Federal de Araçatuba.

##RECOMENDA##

Os investigadores informaram ainda que, com base na análise genética de material coletado no local do crime, foi possível identificar um dos autores dos crimes investigados. Com base em tal análise, a PF pediu a prisão do suspeito, que, segundo os investigadores, já era apontado como líder de organização criminosa especializada em roubos a carros-fortes.

A prisão foi decretada pela 1ª Vara Federal de Araçatuba e o mandado cumprido na última quinta-feira, dia 9, no estabelecimento prisional em que o investigado já se encontrava detido. A Polícia Federal diz que, após a prática do roubo, o homem foi preso pela prática de outro crime.

Além das diligências realizadas na manhã desta quinta, a corporação indica que já cumpriu 53 mandados de buscas e apreensão e prendeu 17 pessoas no âmbito das apurações sobre o roubo em Araçatuba.

Os ataques investigados aconteceram no dia 30 de agosto, quando ao menos 20 homens invadiram a cidade do interior paulista, incendiaram veículos e explodiram duas agências bancárias, atacando uma terceira. Os criminosos aterrorizaram a população espalhando 100 quilos de explosivos pelas ruas. O valor roubado dos bancos não foi divulgado.

Nesta semana completam-se 50 anos desde que “Laranja Mecânica” (1971) chegou aos cinemas de todo o mundo. Esta é uma das obras mais aclamados do cineasta Stanley Kubrick (1928 – 1999), e até hoje é alvo de polêmicas por apresentar conceitos deturpados de “ultraviolência” e sexo explícito. É importante lembrar que por conta da temática do filme, Kubrick recebeu diversas ameaças de morte, juntamente com sua família, motivo que o fez retirar o longa-metragem de circulação no Reino Unido.

De acordo com o crítico de cinema Efrem Pedroza, “Laranja Mecânica” traz consigo críticas sociais pertinentes e atuais, assim como a própria violência extrema, que até então era pouco explorada em filmes de drama e suspense, e essa temática se funde à uma particular estética narrativa, que tornou o filme uma obra muito à frente de sua época. "Atemporalidade é o que define esta obra”, ressalta o crítico de cinema.

##RECOMENDA##

 Kubrick faz uma sátira social na qual reflete sobre os malefícios do condicionamento psicológico nas mãos de um governo ditatorial, que tem a oportunidade de formatar as mentes dos cidadãos. “Quantos e quantos governos tentam ‘apagar’ ou distrair um povo daquilo que é verdade e que faz algo tornando a própria sociedade cada vez mais doente e incapaz”, reflete Pedroza.

Segundo o crítico, o filme ilustra de forma didática as leis universais do comportamento. “Não somente o campo da psicologia é explorado e exposto, como sociedade em seu contexto. Vários outros filmes utilizaram técnicas cinematográficas semelhantes à ‘Laranja Mecânica’ como: ‘A Boy and His Dog’ [1975], ‘THX 1138’ (1971) e ‘Westworld’ [2016 – 2018]”, expõe.

Nada disso seria possível se não fosse pelo astro Malcolm McDowell, que interpretou o protagonista Alex DeLarge. Segundo Pedroza, o personagem principal é um psicopata que se tornou  icônico junto à audiência "pela forma de agir, com estilo, inteligência, charme, enfim, uma lista infinita de adjetivos que o torna únicos. O ‘copo de leite’ ilustra bem isso”, reconhece.

Justamente por conta da temática, outros países também tiveram limitações quanto à exibição do filme, assim como no Brasil, e muito se deve ao momento histórico que havia na época: a ditadura. “Muitos tiveram de assistir em países vizinhos, como no Uruguai. Mais tarde, o filme foi liberado, mas com tarjas pretas nas cenas de nudez, além da classificação 18 anos. Em suma, cinema é arte, comunica, informa, gera debates e opiniões. Toda sociedade que é privada disso sofre consequências”, finaliza.

 

 

Viih Tube estreou na literatura com o livro ‘Cancelada’ no qual aborda a cultura do cancelamento e faz revelações sobre sua vida pessoal. Uma delas, deixou o público atônito. A ex-sister foi estuprada aos 16 anos de idade e guardou o trauma da violência em segredo até hoje, pois se sentia culpada e envergonhada pelo ocorrido. 

No livro, Viih aborda o assunto e conta como sofreu a violência sexual em sua adolescência. Ela diz que, durante uma viagem, conheceu um rapaz e acabou se envolvendo com ele. Durante um momento de intimidade, o jovem - que não teve a identidade revelada - forçou uma relação com a ex-sister mesmo tendo sido recusado por ela.

##RECOMENDA##

Em um trecho da publicação, Tube relata: “Disse "não" diversas vezes, mas não foi suficiente. Fui estuprada. Mesmo sabendo que tentei evitar, me culpava por não ter feito nada além de empurrá-lo. A culpa do estupro é sempre do estuprador, nunca da vítima. Naquela época, não tinha consciência de que não precisava me envergonhar. É o tipo de coisa que a gente não esquece”. 

A ex-BBB conta, também, que não denunciou o rapaz por acreditar que não teria como provar o crime mas que, até hoje, tenta evitá-lo e afastar outras mulheres dele. Segundo ela, ambos convivem no mesmo meio social até os dias atuais. “Até hoje, sou obrigada a conviver com o homem que me estuprou, porque trabalhamos no mesmo meio, o que me dá calafrios”.

A economista Maria Eduarda Marques de Carvalho declarou que era estuprada constantemente pelo ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico. Nesse domingo (12), em entrevista ao Fantástico, ela fez revelações sobre episódios de agressão durante os 25 anos ao lado do gestor.

A primeira agressão ocorreu antes mesmo do casamento, lembra Maria Eduarda, que reatava a relação pelo comportamento gentil de Pedro, que costumava mandar flores como pedido de desculpas. "Tava dentro da minha casa e ele me pega pela cabeça, pelo pescoço, puxa meu cabelo, mete minha cabeça no armário do quarto e eu caio desfalecida", recordou.

##RECOMENDA##

"Ele falava alguma coisa, eu não respondia e na hora ele virava a mão e me dava um murro, me chutava violentamente", descreveu. 

LeiaJá também: 1ª esposa de Pedro Eurico chama Eduarda de 'terrorista'

Dentre as violências físicas e psicológicas, que resultaram em nove boletins de ocorrência nos últimos 10 anos, ela conta que também era forçada a ter relações sexuais e chegou a ser cuspida pelo ex-marido.

"Me puxava violentamente, tirava minha roupa violentamente. Eu fazia 'eu não quero agora' e ele dizia que dava mais vontade. Eu chorava durante o ato", contou.

De acordo com a economista, todas as queixas eram retiradas por pressão de Pedro, que chegava em casa com documentos prontos para serem assinados e encaminhados à delegacia. 

"Ele dizia que não ia me deixar em paz, que podia matar um filho meu ou então que ia acontecer um acidente comigo que ia parecer um acaso", indicou.

A separação veio em fevereiro, quando ela deixou a casa que dividia com o ex-secretário e foi morar com a mãe. Em seguida, se mudou para um apartamento, o qual Pedro teria tentado invadir, segundo ela, em novembro. 

O fato resultou na última denúncia e na exposição do caso, segundo Maria Eduarda, por não suportar mais a "insistência doentia" de Pedro.

Ele se pronunciou em um vídeo e disse que os relatos da ex-esposa se tratam de uma manipulação para destruir sua imagem pública construída nos últimos 40 anos. "Tudo isso tem início em uma ação de divórcio onde se discute bens". Pedro se colocou à disposição da Justiça para esclarecer as denúncias.

A Polícia Civil já assumiu o caso e indiciou o gestor por lesão corporal, estupro consumado e tentado, violência psicológica, perseguição e descumprimento de medida protetiva.

A economista rebate a explicação de Pedro e garante que já tinha casa própria e independência financeira antes da união.

LeiaJá também



---> Lideranças políticas pedem apuração contra Pedro Eurico



---> Ex-secretário Pedro Eurico é indiciado pela Polícia Civil



---> Gleide Ângelo promete monitorar inquérito de Pedro Eurico

Nos primeiros seis meses deste ano, quatro mulheres foram mortas por dia no Brasil por um atual ou ex-parceiro, totalizando 666 vítimas de feminicídio de janeiro a junho, de acordo com dados de um levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno, acredita que a violência de gênero tem ‘proporções epidêmicas’ mas foi ‘naturalizada socialmente’.

Os casos de estupro em geral e de vulnerável, com vítimas mulheres, aumentaram 8,3% no País no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2020, quando houve subnotificação pela pandemia. No ano passado, 24.664 mulheres foram vítimas de estupro, passando para 26.709 neste ano. Em 2021, janeiro foi o mês com maior número de registros: 4.774 casos.

##RECOMENDA##

O levantamento realizado pelo Fórum foi divulgado em primeira mão pelo portal G1 e confirmado pela reportagem do Estadão. "Estamos falando de formas de violência que foram naturalizadas socialmente. A violência de gênero também tem proporções epidêmicas, mas faz tão parte do nosso cotidiano que ostenta números alarmantes todos os dias", observa.

Os números podem ser ainda maiores, pois nem todos os crimes cometidos contra mulheres por atuais ou ex-parceiros são registrados como feminicídio. No caso de estupro em geral e de vulnerável, a subnotificação já era tema importante na análise dos dados, mas a falta de acesso aos órgãos para realizar a denúncia durante a pandemia pode ter contribuído para uma piora no cenário.

"Em casos de violência sexual, precisa do exame de corpo de delito, então estamos falando de um registro que exige a presença da vítima", aponta Bueno. Para a diretora, se não houver mecanismos para mensurá-la de forma adequada, o País não será capaz de preparar os serviços públicos para atender a totalidade das vítimas.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, realizado pelo Fórum e divulgado em julho, aponta que os crimes sexuais apresentam ‘altíssima subnotificação‘ e a falta de pesquisas periódicas de vitimização tornam ‘ainda mais difícil sua mensuração’.

"Estudos que especulam as hipóteses sobre as razões de tal fato tem ganhado espaço. Fala-se em aspectos como uma construção coletiva de pactos que ocultam e silenciam estes crimes, a assim chamada cultura do estupro, somada ao compartilhamento de práticas de masculinidade violentas que perpassam essas ações", diz trecho do texto sobre os dados de violência sexual no País.

A pesquisa ‘Percepções da população brasileira sobre feminicídio’, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, divulgada em novembro deste ano, mostrou que para nove em cada dez brasileiros, o local de maior risco de assassinato para as mulheres é dentro de casa, por um atual ou ex-parceiro. Ela apontou, ainda, que 57% dos brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo atual ou ex, o que equivale a 91,2 milhões de pessoas.

Em entrevista ao Estadão, a especialista avalia as consequências da subnotificação no enfrentamento da violência contra a mulher, como reverter esse cenário nos próximos meses e criar mecanismos para que as denúncias sejam realizadas e as vítimas, acolhidas.

Os dados mostram um aumento real ou apenas a diminuição da subnotificação?

 

Tem duas análises diferentes. Quando falamos de violência sexual, especialmente de estupro, é difícil precisar se estamos falando de aumento real ou diminuição da notificação, em especial porque a gente sabe que a subnotificação cresceu no ano passado - não só para crimes de gênero, mas para várias modalidades. A queda não necessariamente significa que teve redução da violência sexual. Sobre o crescimento de 8,3% nos casos de estupro neste ano, posso dizer que o dado do ano passado não era real. O dado deste ano é principalmente um aumento da notificação. Em casos de violência sexual, precisa do exame de corpo de delito, então estamos falando de um registro que exige a presença da vítima.

Quais eram os espaços que deixaram de ser acessados durante a pandemia para as mulheres denunciarem crimes de violência sexual?

 

Os recursos financeiros que existiam para as políticas para as mulheres desapareceram. Se você não tem dinheiro para financiar o equipamento público de acolhimento, isso já está restrito. E isso dentro do contexto de pandemia, em que os serviços de saúde, que são porta de entrada para essas mulheres, estavam sobrecarregados pela crise sanitária. Tiveram casas-abrigo que foram desativadas para receber pessoas em situação de rua, isso é fundamental, mas a questão é que não deveríamos ter que escolher entre duas crises: a sanitária e a de enfrentamento da violência de gênero. A violência de gênero também tem proporções epidêmicas, mas faz tão parte do nosso cotidiano que ostenta números alarmantes todos os dias.

O que a subnotificação causa em termos de políticas públicas e de enfrentamento da violência contra as mulheres?

 

Um problemão. Se a gente não sabe exatamente o tamanho do problema, como a gente vai preparar os equipamentos públicos para atender essas vítimas? O que conseguimos medir do feminicídio hoje no Brasil é o que ocorre a partir de violência doméstica. A violência sexual, em geral, ocorre dentro de casa contra crianças e adolescentes. No ano passado, mais de 60% das vítimas de violência sexual era vulneráveis. A gente está falando de formas de violência que acontecem no espaço privado. Se a gente quer ter mecanismos para acolher as vítimas, punir os autores dos crimes e criar ferramentas de prevenção, a gente precisa saber qual o tamanho do serviço necessário para fazer o atendimento.

Falamos de violências que são endêmicas, que fazem parte do nosso cotidiano. A sociedade condenar essas formas de violência é algo bastante recente pra gente, foram séculos em que isso era aceitável até do ponto de vista legal. Há 30 anos era comum um feminicida ser absolvido em um Tribunal do Júri por legítima defesa da honra. Estamos falando de formas de violência que foram naturalizadas socialmente. Se a gente não tiver mecanismos para mensurá-las de forma adequada, não somos capazes de preparar os serviços públicos para atender a totalidade das vítimas.

Há casos que não são registrados como feminicídio. É comum? Por que isso ocorre?

 

Sim, é comum. No último Anuário, vimos que, olhando para os assassinatos que não eram feminicídio, 15% tinham como autores o parceiro ex-parceiro da vítima. Pode ser que um feminicídio entre na estatística como homicídio doloso. Existe por erros, por inexperiência. Além disso, falamos de uma estatística que vai até junho desse ano, então tem inquéritos que ainda estão em aberto e ainda não foram concluídos. Esse número necessariamente vai crescer, seja porque casos serão reclassificados depois da investigação ou revisados.

Em média, 35% dos assassinatos de mulheres são registrados como feminicídio. Nos estados que qualificam de forma adequada, que têm protocolos específicos de investigação baseada em gênero e que treinaram suas polícias civis, o número pode ser até um pouco maior. Em compensação, quando falamos, por exemplo, do Ceará, só 8% dos casos são lançados como feminicídio. Para se ter uma ideia, no Ceará, no ano passado, houve pouco mais de 300 casos de homicídio de mulheres e só 8% de feminicídio. Existe um preconceito por parte da Polícia Civil. É um estado que sofre muito com crime organizado, então se ela vítima se relacionava com pessoas de facções, eles atribuem que ela morreu em decorrência do tráfico.

Como reverter a subnotificação no segundo semestre?

 

A gente precisa, principalmente, de campanhas. Fortalecer campanhas e serviços para incentivar a mulher a denunciar. Tem o componente do poder público de fortalecer políticas públicas de prevenção e acolhimento e tem o componente de sociedade civil organizada e empresas que podem fazer para fortalecer suas políticas. Elas precisam ser acolhidas e, para isso, precisam denunciar. É importante que pessoas do ciclo de convivência saibam que ela está sofrendo violência, senão fica difícil resgatá-la desse ciclo. A denúncia só faz sentido se ela for acolhida.

O jogo de quarta-feira entre Benfica e Dínamo de Kiev, da Ucrânia, que terminou com a classificação do time português às oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa após a vitória por 2 a 0, ficou marcado pela violência fora do estádio da Luz, em Lisboa, entre torcedores das duas equipas. Ao todo, 54 pessoas foram detidas - todas elas da torcida ucraniana -, sendo que 13 delas tiveram que receber assistência médica.

A polícia da capital portuguesa teve de disparar tiros para o ar para dispersar os grupos em conflito. Laura Bicheiro, subcomissária da Polícia de Segurança Pública (PSP), narrou os contornos da violência junto ao estádio da Luz.

##RECOMENDA##

"Pelas 19h30 (horário local), no exterior do estádio, apareceu uma situação de desordem entre torcedores do Benfica e do Dínamo de Kiev e houve necessidade de a polícia se deslocar até ao local rapidamente e fazer cessar esses confrontos. Desta situação temos a registrar 54 detenções, sendo que 12 dos detidos foram assistidos pelo INEM e transportados para a unidade hospitalar por elementos da polícia. Reportamos situações como dificuldades respiratórias e pequenos traumas", explicou Laura Bicheiro.

Durante os distúrbios houve arremesso de pedras, garrafas e tochas, inclusive contra as forças de segurança. A PSP destacou para o local unidades especiais para controlar os torcedores e teve mesmo de recorrer a disparos para o ar.

Entretanto, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP emitiu nesta quinta-feira uma nota oficial para informar que os detidos são suspeitos "do crime de participação em rixa" e vão comparecer a um tribunal na capital portuguesa.

O comunicado fala ainda em "17 disparos de arma de fogo para o ar", para controlar os confrontos e efetuar as detenções, e esclarece que os 54 detidos são "alegados torcedores do clube visitante", embora ainda prossigam "diligências para identificar outros envolvidos, que não foi possível deter no local". A PSP acredita que o confronto tenha sido previamente combinado.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando