Tópicos | França

Viseiras de proteção, máscaras, peças para respiradores, material de intubação, entre outros. Os hospitais de Paris estão embarcando na produção dos equipamentos que lhes faltam em impressoras 3D.

A partir desta quarta-feira, o projeto "3D COVID" permitirá "produzir uma grande quantidade de dispositivos médicos para atender às demandas de equipamentos sem precedentes neste período de epidemia", explicam os hospitais parisienses (AP-HP) em um comunicado à imprensa.

No parque anexo ao hospital de Cochin, no sul da capital francesa, cerca de sessenta impressoras 3D cuspirão os materiais solicitados pelos profissionais da saúde, de acordo com um dispositivo previamente homologado e validado por um comitê científico. Procedimentos acelerados, porém sólidos, insistem os AP-HP.

Válvulas, material de intubação, respiradores, bombas de seringas e máscaras serão desenvolvidos com os principais fabricantes franceses e sua produção começará o mais rápido possível.

A região de Paris é a mais afetada na França, com 2.700 pacientes infectados com coronavírus em terapia intensiva.

"Dependendo do tipo de equipamento e de sua complexidade, conseguiremos fazer de 300 objetos por dia a 3.000 por semana", disse o Dr. Roman Khonsari, cirurgião maxilofacial por trás do projeto.

Em razão da sua especialidade, o médico sempre se interessou pela tecnologia da impressão 3D, usada para planejar suas operações e em intervenções reparadoras. Em novembro passado, ele abriu um laboratório de pesquisa, com o apoio financeiro da fundação Gueules cassées, criada durante a Primeira Guerra Mundial.

Este projeto dos AP-HP se beneficia do financiamento do grupo de luxo Kering e da experiência de uma jovem empresa francesa, Bone3D, especializada em impressão 3D médica.

Três de seus engenheiros vão se revezar 24 horas por dia para monitorar a produção.

O projeto saiu do papel em dez dias, mobilizando cerca de cinquenta médicos, engenheiros, desenvolvedores e empresários do setor privado.

Os procedimentos de homologação foram acelerados para responder à emergência, enquanto alguns equipamentos sofrem escassez crônica desde o início da epidemia e outros acabam devido ao fluxo de pacientes.

Alguns modelos de viseiras de proteção produzidos por impressoras 3D já foram oferecidos aos médicos.

"Mas, mesmo em tempos de crise, não podemos permitir o menor defeito - os materiais não podem soltar durante a intervenção", lembra Khonsari.

O local de produção começará a liberar peças simples para dispositivos de sucção, máscaras de reanimação, quantidades de óculos de proteção e até maçanetas para abrir as portas com o antebraço, sem tocá-las.

"Ainda existem equipamentos que não podemos produzir em 3D, como jalecos, por exemplo. Mas para três quartos é possível", diz o cirurgião.

Muitos profissionais da saúde reclamam na França da falta de equipamento disponível diante da epidemia de coronavírus.

Várias empresas adaptaram sua produção com urgência, como um fabricante de tecidos náuticos no oeste da França, reconvertido para a produção de viseiras protetoras.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (31) iniciativas para aumentar a produção de máscaras e respiradores, em meio a crescentes críticas por conta da escassez destes produtos vitais em plena epidemia de coronavírus.

"Nossa prioridade hoje é fabricar mais na França e na Europa", afirmou o presidente francês, que planeja uma produção de "mais de 10 milhões de máscaras por semana" até o fim de abril e alcançar uma "independência plena" para o final do ano.

Macron anunciou também que grandes grupos industriais criaram um consórcio para fabricar "de agora até meados de maio 10.000 respiradores" para os hospitais franceses saturados de doentes graves pelo coronavírus.

Também destacou que 4 bilhões de euros serão destinados à agência nacional de saúde pública para financiar os pedidos "de medicamentos, respiradores e máscaras".

A França ultrapassou 3.000 mortos em hospitais devido ao coronavírus na segunda-feira e há quase 21.000 pessoas hospitalizadas pela doença, de acordo com dados oficiais.

A França registrou neste sábado 319 novas mortes nas últimas 24 horas, elevando o número de mortes do Covid-19 para 2.314, segundo dados do governo.

Segundo o último balanço, o número de infectados confirmados aumentou para 37.575, dos quais 17.620 estão hospitalizados (+1.888) e 4.273 em terapia intensiva, 486 a mais pessoas em um único dia.

Outros 6.624 pacientes puderam voltar para casa nas últimas 24 horas após superar a pneumonia.

O número de mortes anunciadas corresponde apenas àquelas que sucumbiram ao coronavírus nos hospitais; portanto, o número real de mortes por pandemia é desconhecido, o que já deixou mais de 20.000 mortes na Europa.

Segundo o diretor geral de Saúde, a letalidade do vírus foi de 6% na França na semana passada.

Segundo dados publicados neste sábado, as regiões com as pessoas mais hospitalizadas são Paris e seu entorno (Ile de France), com 6.523, delas 1.570 em terapia intensiva; o Grande Leste (3.525, sendo 756 em terapia intensiva) e Auvergne- Ródano-Alpes (1.904, dos quais 432 em terapia intensiva).

O primeiro-ministro Edouard Philippe alertou os franceses que "os primeiros 15 dias de abril serão ainda mais difíceis do que os 15 que acabaram de passar" na luta contra a pandemia ", que apenas começou.

"A França espera ver "os primeiros impactos" do confinamento "no final da próxima semana", disse Arnaud Fontanet, virologista do instituto Pasteur e membro do Conselho Científico instalado pelo governo.

"Para estimar o impacto dessas medidas de confinamento no indicador principal, que é o número de casos diários de internações intensiva, levará um tempo", disse em entrevista coletiva com o primeiro-ministro.

Com as medidas adotadas - luvas, máscaras, distância social, confinamento -, o objetivo é reduzir de 3 para "menos de 1" o "número básico de reprodução" do vírus, ou seja, o número de pessoas infectadas por um paciente. "Se um paciente infectar menos de uma pessoa, a epidemia diminuirá", disse o professor Fontanet.

O ministro da Saúde, Olivier Veran, informou que o país encomendou "mais de um bilhão" de máscaras da China para lidar com a epidemia de Covid-19.

"Um transporte aéreo estreito e intenso foi estabelecido entre a França e a China para facilitar a entrada de máscaras em nosso território", disse o ministro durante uma conferência de imprensa, na qual lembrou que o país precisa de 40 milhões de máscaras por semana.

O novo coronavírus matou 299 pessoas nas últimas 24 horas na França, elevando o balanço total de óbitos a 1.995 desde o início da epidemia, anunciaram nesta sexta-feira (27) fontes sanitárias.

Segundo o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon, 15.732 pacientes estão hospitalizados, dos quais 3.787 em UTI.

##RECOMENDA##

Isso representa um aumento no fluxo de chegada de 412 pessoas em um único dia.

Diante da enxurrada de casos de coronavírus, o governo francês decidiu nesta sexta estender por mais duas semanas, até 15 de abril no mínimo o confinamento em todo o país.

"Ainda estamos no começo da onda epidêmica", justificou o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciando que "com o aval" do presidente Emmanuel Macron, o período de confinamento se renovará "por outras duas semanas adicionais, a partir da próxima terça-feira, isto é, até a quarta-feira, 15 de abril".

"Este período poderá, evidentemente, ser prorrogado se a situação sanitária exigir", acrescentou Philippe, após um conselho de ministros.

O coronavírus causou a morte de 1.331 pessoas em hospitais na França desde o início da epidemia, um saldo multiplicado por cinco em uma semana, informou o diretor geral de Saúde, Jérôme Salomon, nesta quarta-feira.

Além disso, 2.827 pacientes estão sendo reanimadas nesta quarta-feira.

Os números representam um aumento de 231 mortes e 311 novos pacientes em reanimação em comparação à véspera, de um total de 11.539 pacientes hospitalizados (+1.363), segundo Salomon.

"Temos uma epidemia nacional que está crescendo rapidamente", afirmou.

Considerando os quase 3.000 pacientes em reanimação "é um número considerável, excepcional em tão pouco tempo e devido a uma única doença", acrescentou.

Na região de Paris, há "grande tensão", segundo Salomon, apesar dos "esforços consideráveis para abrir centenas de leitos de reanimação após dobrar" o número de leitos disponíveis.

Segundo o responsável, "a crise será longa, os próximos dias serão particularmente difíceis".

O julgamento de 14 pessoas acusadas de terem ajudado os jihadistas que cometeram os atentados de janeiro de 2015 em Paris, incluindo o ataque contra a revista semanal "Charlie Hebdo", foi adiado, devido à crise do novo coronavírus, anunciou a Justiça francesa nesta quarta-feira.

"Não é possível reunir o tribunal, todas as partes, as testemunhas e os juristas", considerou o juiz que conduziria o julgamento, marcado para 4 de maio.

##RECOMENDA##

Dezessete pessoas foram assassinadas em uma série de ataques ocorridos durante três dias em Paris e seus arredores, em janeiro de 2015. Os atentados começaram com o massacre de 12 pessoas na redação da revista satírica semanal Charlie Hebdo, pelos irmãos Cherif e Said Kouachi, em 7 de janeiro.

Nos dias seguintes, um terceiro terrorista, Amedy Coulibaly, matou a tiros uma jovem policial, antes de assassinar quatro pessoas em um supermercado judeu.

Os três terroristas, que haviam jurado lealdade a grupos jihadistas, foram mortos pela polícia. Suspeita-se de que os 14 réus tenham lhes oferecido ajuda logística.

Nem a pandemia de covid-19, nem a determinação para que os cidadãos franceses fiquem isolados em casa impediu que o um maratonista amador suspendesse os treinamentos. Por cerca de seis horas, ele fez cumpriu a “prova” na varanda do seu apartamento, localizado em Balma. O vídeo do treinamento repercutiu nas redes sociais.

Elisha Nochomovitz, de 32 anos, trabalha em um restaurante na cidade, mas sua paixão realmente é correr. "Meu único prazer é correr, não importa a hora", garantiu à CNN.

##RECOMENDA##

Sem acesso aos locais ideais de treinamento, como parques ou vias públicas, recorreu a varanda de sete metros de comprimento para manter a forma. Durante 6 horas e 48 minutos, Elisha calcula que deu 3 mil voltas no cômodo e percorreu a distância de 42 quilômetros e 195 metros.

Confira

[@#video#@]

A França entrou nesta terça-feira (24) em "estado de emergência sanitária" durante dois meses, um regime que permite o confinamento e outras medidas restritivas das liberdades. O Parlamento aprovou no domingo (22) um texto "para combater a epidemia de COVID-19", que foi publicado nesta terça-feira no Diário Oficial.

O texto prevê o novo regime de "estado de emergência sanitária", seguindo o modelo do estado de emergência previsto por uma lei de 1955, e ativado depois dos atentados de novembro de 2015 em Paris, que provocaram 130 mortes.

Os deputados da oposição criticaram as restrições "amplas" das liberdades e o "poder colossal" concedido ao governo no combate ao novo coronavírus, que já provocou 860 mortes na França. O novo regime de exceção inclui medidas que limitam as liberdades de deslocamento, de reunião e de empreendimento.

A violação das normas de confinamento pode ser punida com multa de 135 euros, que passa a 1.500 euros em caso de reincidência nos 15 dias e a 3.700 euros e ao máximo de seis meses de prisão na hipótese de quatro violações em 30 dias.

Na semana passada, o presidente Emmanuel Macron determinou que os deslocamentos devem ser reduzidos consideravelmente durante ao menos 15 dias para limitar ao máximo os contatos e lutar contra a propagação do coronavírus.

A França ordenou o fechamento de mercados ao ar livre nesta segunda-feira e limitou as saídas para os cidadãos fazerem exercícios físicos, com o objetivo de conter a propagação do coronavírus no país, que já causou 860 mortes no país.

A partir desta terça-feira, os mercados ao ar livre são proibidos em toda a França, exceto em "alguns municípios" onde são "o único meio de alimentação", disse o primeiro-ministro Edouard Philippe em entrevista à rede TF1.

Quanto às saídas para fazer exercícios físicos, que os franceses podem realizar nas ruas apesar do confinamento em vigor desde a última terça-feira, o primeiro-ministro indicou que eles poderão continuar fazendo isso "dentro de um raio de um quilômetro em torno da casa, durante um hora, sozinho e uma vez por dia.

"A multa para quem não cumprir as regras de confinamento, atualmente 135 euros, também será mais severa. Irá subir para 1.500 euros em caso de reincidência se as infrações forem cometidas em um período de 15 dias.

No caso de quatro infrações no mesmo mês, elas serão punidas com uma multa de até 3.700 euros e seis meses de prisão.

Essas novas restrições respondem ao chamado de um grande número de médicos na França que exigem medidas mais severas há vários dias para interromper o Covid-19, que continua avançando na França, com 186 mortes nas últimas 24 horas.

O primeiro-ministro também apontou que o confinamento quase total imposto na terça-feira passada em todo o país pode durar "mais algumas semanas", sem especificar quantas.

A Itália, o país mais casos e mortes mundo, prolongou e reforçou suas medidas de contenção. A Espanha, em estado de emergência, também prolongou o confinamento por mais 15 dias.

Na China, onde a epidemia apareceu, o isolamento da província de Wuhan terá durado cerca de 60 dias.

No momento, Philippe se recusou a impor um toque de recolher geral ao país, como países como Chile ou Arábia Saudita já fizeram, mas apontou que em algumas partes do território "pode acontecer que precisemos tomar medidas mais rígidas de contenção".

A França, o terceiro país europeu mais afetado pelo coronavírus, depois da Itália e da Espanha, soma 860 mortes e mais de 2.000 infecções.

Esse balanço, no entanto, leva apenas em consideração os pacientes mortos nos hospitais, e não aqueles que morreram em casas de idosos ou em suas casas.

A pandemia do novo coronavírus deixou até este sábado (21) 562 mortos na França (112 nas últimas 24 horas) e 6.172 doentes hospitalizados, 1.525 deles em reanimação, anunciou neste sábado o Ministério da Saúde.

Em 24 horas, o número de pessoas hospitalizadas aumentou em 946 e o número de casos graves submetidos a reanimação em mais de 220.

"Estamos evoluindo rapidamente para uma epidemia generalizada no território" afirmou a Direção Geral de Saúde (DGS), que solicitou "respeitar estritamente as instruções de confinamento e as medidas" como lavar as mãos e o distanciamento social.

Segundo a DGS, "são feitos mais de 4.000 testes a cada dia" e desde o começo da epidemia "já foram realizados mais de 60.000 testes".

A França, com mais de 13.000 contágios, é um dos países mais afetados da Europa pela pandemia da Covid-19, onde o saldo mais trágico está na Itália, com 4.825 mortos e cerca de 53.600 infectados.

As autoridades de saúde francesas anunciaram nesta quarta-feira (18) que mais 89 pessoas morreram nas últimas 24 horas por causa do novo coronavírus no país, o que aumenta o número total de mortos para 264 pessoas na França.

Até o momento, há 9.134 casos confirmados de Covid-19 no país, informou o diretor-geral de Saúde no país, Jérôme Salomon, o que significa que o número de infectados em um dia duplicou.

A França entrou em um confinamento quase total a partir do meio-dia da última terça, por ordens do presidente Emmanuel Macron, no qual estão proibidos todos os deslocamentos não essenciais.

Entre os infectados, 921 pacientes estão em reanimação, em estado grave e a metade tem menos de 60 anos, indicou o Ministério da Saúde.

A China enviou nesta quarta-feira (18) um milhão de máscaras para a França, a fim de combater a pandemia de Covid-19, numa época em que os países europeus enfrentam uma escassez, informou a agência oficial chinesa Xinhua.

O lote de um milhão de máscaras foi enviado por avião, via Bélgica. Trata-se de doações de duas organizações beneficentes chinesas destinadas à França para combater a disseminação do novo coronavírus, detalhou a agência.

Por seu lado, a gigante chinesa do comércio na internet, Alibaba, anunciou em comunicado a chegada na Bélgica de um avião de carga com máscaras para vários países europeus. O grupo não divulgou números.

No mês passado, a França enviou 17 toneladas de equipamentos médicos para Wuhan, cidade chinesa onde o vírus apareceu em dezembro, que incluíam roupas de proteção, máscaras, luvas e desinfetantes, segundo o Ministério das Relações Exteriores francês.

A China, onde mais de 80.000 contaminações e 3.237 mortes foram registradas desde dezembro, registrou uma forte diminuição nos casos de Covid-19 nas últimas semanas.

Pequim, acusada de ter reagido tarde ao surto, já enviou especialistas e equipamentos à Itália, o país da Europa mais afetado pela pandemia.

O grupo açucareiro francês Tereos e o de bebidas alcóolicas Pernod-Ricard anunciaram nesta quarta-feira (18) que produzirão álcool em gel para ajudar a aliviar a escassez deste produto na França, devido à pandemia do coronavírus.

Tereos, o segundo maior produtor de açúcar do mundo e um dos líderes na produção de álcool, começará a fabricar o álcool em gel em cinco de suas fábricas, informou o grupo em comunicado.

Essas fábricas “possuem o conhecimento técnico necessário para a fabricação de álcool farmacêutico e capacidades significativas que fazem da Tereos o primeiro produtor de álcool na França”, destacou o grupo, que pretende assim “contribuir para a solidariedade nacional”.

A produção, que pode chegar a 11.000 litros por semana, será disponibilizada gratuitamente às agências de saúde, que passam por situações muito críticas em um momento de grande demanda devido à epidemia de coronavírus, informou o grupo.

Por sua parte, o grupo de bebidas Pernod-Ricard anunciou que disponibilizará ao laboratório Cooper, que abastece todas as farmácias da França, “estoques de álcool puro para permitir a fabricação de álcool em gel”, a fim de evitar a escassez.

No resto do mundo, outras empresas da Pernod-Ricard, número dois do mundo em vinhos e bebidas, adotaram medidas semelhantes, principalmente na Suécia (Absolut Vodka), Irlanda (Destiladores Irlandeses), Espanha (Pernod Ricard Espanha) e Estados Unidos (várias destilarias).

A Airbus anunciou nesta terça-feira (17)a suspensão de sua produção na França e Espanha durante quatro dias, o tempo necessário para instaurar as "condições estritas" de segurança para garantir a saúde de seus funcionários ante a epidemia de coronavírus.

"Isto dará tempo suficiente para aplicar as medidas de higiene, distância e limpeza, e garantir assim a segurança e a saúde dos funcionários em um momento em que a população deve permanecer confinada", afirma a fabricante europeia de aviões em um comunicado.

A Airbus explicou que dará "prioridade ao trabalho de casa na medida do possível".

Os franceses deram as costas para as urnas neste domingo (15), no primeiro turno das eleições municipais, realizadas em um contexto inédito, em um país quase paralisado pela pandemia do novo coronavírus.

Entre os cerca de 48 milhões de eleitores convocados a eleger seus prefeitos, apenas metade compareceu às urnas, segundo as primeiras estimativas. Uma pesquisa apontou que 39% das pessoas que faltaram o fizeram por medo do novo coronavírus.

Este novo recorde é "absolutamente inacreditável", estimou o diretor do instituto de pesquisas Ipsos, Brice Teinturier. A abstenção foi quase 20 pontos maior do que nas eleições municipais anteriores, em 2014.

A cifra recorde traz dúvidas se o segundo turno será mantido daqui a uma semana, principalmente devido à velocidade imprevisível da pandemia. A França, terceiro foco na Europa, registrou nas últimas 24 horas mais de 900 novos infectados e 36 novas mortes, elevando o total a 5.400 infectados e 127 mortos.

Segundo o constitucionalista Didier Maus, se o segundo turno for adiado, os resultados do primeiro turno serão anulados. "É um problema legal", explica Anne Jadot, professora de Ciência Política na Universidade de Lorraine. "Há um forte risco de disputa eleitoral."

- Anne Hidalgo consegue primeiro lugar em Paris -

Apesar do fechamento das escolas, restaurantes, museus, cafés e lojas, a França decidiu manter as eleições deste domingo. "Temos que garantir a continuidade da vida democrática e das instituições", disse o presidente, Emmanuel Macron, que garantiu ter tomado a decisão após consultar cientistas, que consideraram que "não há nada que impeça os franceses, mesmo os mais vulneráveis, de ir às urnas".

Antes de entrar em uma das 35 mil seções eleitorais do país, os eleitores puderam higienizar as mãos. Todos os cidadãos receberam a recomendação de levar a própria caneta até a cabine.

Os eleitores tiveram que manter uma distância de segurança de um metro entre si durante cada etapa da votação. Os mesários receberam álcool e luvas de proteção.

Em Paris, joia da coroa das eleições municipais francesas, a atual prefeita, a franco-espanhola Anne Hidalgo, liderou o primeiro turno, com 30% dos votos, segundo as primeiras estimativas. O premier Edouard Philippe, candidato na cidade portuária de Le Havre, seu reduto eleitoral, também ficou em primeiro, com 43,60% dos votos, segundo resultados definitivos. Uma derrota no segundo turno poderá colocar em risco seu cargo na liderança do Executivo.

A França decidiu nesta sexta-feira (13) proibir qualquer reunião ou evento que reúna mais de 100 pessoas, com o objetivo de frear a disseminação do coronavírus.

“A ideia é garantir que possamos frear a progressão e circulação do vírus”, afirmou o primeiro-ministro Edouard Philippe, que garantiu que a medida será aplicada imediatamente e em todo o país.

O maior evento de séries da França, a ser realizado no final do mês, foi cancelado devido à disseminação do coronavírus, enquanto os organizadores do Festival de Cannes, programado para maio, indicaram não excluir seu cancelamento.

O Séries Mania reúne anualmente, sobretudo na cidade de Lille (norte), cerca de 80.000 visitantes e mais de 3.000 profissionais do setor, de acordo com seus organizadores.

##RECOMENDA##

"Devido à proibição de reuniões de mais de 1.000 pessoas e às inúmeras restrições que se aplicam aos deslocamentos dos nossos participantes franceses e internacionais, decidimos cancelar o evento", agendado entre 20 e 28 de março, explicou nesta quarta-feira (11) o presidente do festival, Rodolphe Belmer.

A França proibiu no domingo, salvo em situações excepcionais, congregações que excedam mil pessoas para tentar impedir a propagação do novo coronavírus, cujo balanço oficial no país é de 33 mortos e 1.784 infectados.

Já os organizadores do Festival de Cannes se mostraram otimistas na terça-feira sobre a realização do evento entre os dias 12 e 23 de maio, mas não excluíram um eventual cancelamento.

"Estamos razoavelmente otimistas, confiantes em que a epidemia atingirá o pico no final de março e que respiraremos um pouco em abril", disse o presidente do Festival, Pierre Lescure, ao jornal francês "Le Figaro". "Mas somos conscientes. Se não for possível, cancelaremos", enfatizou.

Todos os anos, cerca de 40.000 pessoas são credenciadas para o Festival de Cannes e para o mercado de filmes que é organizado paralelamente. Nesta época do ano, a pequena cidade da Côte d'Azur francesa triplica sua população para 74.000 habitantes.

Este ano, o cineasta americano Spike Lee foi nomeado presidente do júri. A seleção de filmes em competição para a Palma de Ouro deverá ser anunciada em 16 de abril em Paris.

A revista especializada Variety revelou na terça-feira que o Festival de Cannes se recusou a assinar recentemente um seguro de cancelamento cobrindo as epidemias.

"Eles propuseram nos cobrir apenas cerca de dois milhões de euros, enquanto nosso orçamento chega a 32 milhões", afirmou Lescure.

"Não está acontecendo nada, já que temos reservas", acrescentou o presidente, citando a existência de um fundo de doações que lhes permitiria lidar com "pelo menos um ano sem renda".

Como em muitos outros países atingidos pelo novo coronavírus, os cancelamentos de eventos culturais estão se multiplicando na França.

Em Cannes, o Mip TV, o segundo maior evento profissional de televisão do mundo, agendado para acontecer de 30 de março a 2 de abril, também foi cancelado.

O museu do Louvre anunciou nesta segunda-feira que restringirá seu acesso, enquanto a Filarmônica de Paris cancelou todos os seus shows, depois que a França proibiu as reuniões de mais de 1.000 pessoas devido ao coronavírus.

O governo francês estabeleceu no domingo novas medidas para tentar conter a propagação do COVID-19. Até agora, congregações de mais de 5.000 pessoas haviam sido banidas.

##RECOMENDA##

A direção do Louvre, o museu mais visitado do mundo, decidiu restringir o acesso a quem tiver comprado um ingresso on-line ou que tenha entrada gratuita, como menores de 18 anos, pessoas com deficiência e professores franceses.

O museu fechou dois dias e meio no início do mês, porque sua equipe decidiu não trabalhar para se proteger do risco de coronavírus.

Por sua vez, a Filarmônica anulou todos os seus shows, uma decisão que provavelmente também será adotada por outros grandes salões franceses nas próximas horas.

A França é o segundo país da Europa mais afetado pelo coronavírus, depois da Itália, com 1.126 pessoas infectadas e 19 mortas desde o final de janeiro.

Uma terceira pessoa faleceu na França em decorrência do novo coronavírus, informou nesta segunda-feira (2) uma fonte próxima ao caso. Segundo fontes concordantes, a vítima é um octogenário que residia em Crépy-en-Valois (norte), cidade onde trabalhava outra vítima do coronavírus que morreu na quarta-feira (26).

Com a morte de um turista chinês, a França soma três vítimas fatais, de um total de 130 casos declarados desde o início da epidemia, o que faz do país um novo foco de contaminação na Europa.

As autoridades decidiram proibir reuniões em locais fechados de mais de 5.000 pessoas, o que levou ao cancelamento de eventos como o Salão da Agricultura ou o Salão do Livro, ambos em Paris.

Por outro lado, o museu do Louvre, na capital, está fechado desde domingo devido à decisão de seus funcionários de não trabalhar em razão do risco representado pelo coronavírus.

O governo alertou que o crescimento econômico poderá cair para 0,9% em 2020, uma previsão 0,3 ponto percentual inferior em relação à previsão de novembro.

O museu do Louvre em Paris permanecia fechado nesta segunda-feira (2) até novo aviso, depois que seus funcionários, preocupados com a epidemia de coronavírus, exercitaram pelo segundo dia consecutivo o direito de não comparecer ao trabalho.

Os trabalhadores do museu mais visitado do mundo, que recebeu 9,6 milhões de visitantes em 2019, votaram por unanimidade em assembleia geral para exercer esse direito, disse à AFP Christian Galani, funcionário do Louvre e representante do sindicato.

Já no domingo o museu ficou fechado durante todo o dia por causa do "perigo sério e iminente" para a "vida ou saúde" dos funcionários.

A França anunciou no sábado o cancelamento de todas os eventos de mais de 5.000 pessoas em locais fechados.

O país se tornou um novo foco de contaminação do novo coronavírus na Europa, com 130 casos confirmados e duas mortes desde o final de janeiro.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando