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Uma comitiva liderada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viaja amanhã para a Bahia, com o objetivo de acompanhar as operações que o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, do Ministério da Defesa, está coordenando para garantir a manutenção da lei e da ordem durante a greve da Polícia Militar do Estado. Integram o grupo a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki; e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, também estará nessa missão.

Em nota, o Ministério da Justiça destaca que além dos 2,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, estão sendo enviados cerca de 450 policiais da Força Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça. A chegada dos militares e policiais tem como objetivo garantir segurança da população e coibir eventuais ações criminosas. O governador Jaques Wagner, o comandante da 6ª Região Militar, general G. Dias, e o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, receberão a comitiva na Base Aérea de Salvador, às 10 horas deste sábado.

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A Secretaria de Segurança Pública da Bahia registrou 13 homicídios em Salvador, entre a meia-noite e as 6h30 desta sexta-feira, 3. Os casos, mais que o triplo da média diária de assassinatos registrados na cidade no ano passado (4,2), ocorreram durante a paralisação parcial da Polícia Militar no Estado, iniciada na terça-feira, mas, segundo a SSP, os casos não têm relação direta com o movimento grevista. Entre os casos, foi registrada uma chacina, no bairro de Engomadeira, que deixou três homens mortos e um ferido - atingido por um tiro no pé. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

Entre os casos também está o assassinato de um percussionista do Olodum, Denilton Cerqueira, de 34 anos. Segundo relatos, ele teria sido abordado por dois homens quando chegou em casa, no bairro da Mata Escura, em sua moto. Os homens teriam roubado o veículo e atirado em seguida no músico, que não resistiu aos ferimentos.

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Por causa da greve da PM, o governador Jaques Wagner decidiu fazer um pronunciamento, na rede estadual de rádio e TV, às 20 horas. Segundo nota distribuída pela assessoria do governo, Wagner "reafirmará, com veemência, que o governo da Bahia está adotando todas as providências no sentido de assegurar o pleno estado de direito democrático, a segurança e a tranquilidade da população".

O governador Jaques Wagner fala nesta sexta-feira, às 20h, em cadeia regional de rádio e TV, sobre a situação da segurança pública no Estado da Bahia.

O anúncio será feito em razão da paralisação parcial da Polícia Militar iniciada na tarde de terça-feira, 31, pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), uma das entidades que representam a classe. Devido a greve, comércios de Salvador estão sendo saqueados por criminosos.

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Hoje, o governador coordena as ações que vêm sendo tomadas pela Secretaria de Segurança Pública para por fim ao movimento da Polícia Militar.

Os cerca de dois mil filiados à Aspra, de um total de 32 mil PMs e bombeiros da Bahia, decidiram paralisar as atividades para cobrar a incorporação de gratificações aos salários e a regulamentação para o pagamento de adicionais.

Quatro policiais militares foram presos em Macaé, no Rio, na sexta-feira, 2, acusados de torturar um adolescente de 17 anos no início de novembro. Contra eles havia um mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da Vara Criminal da Comarca daquele município.

Marcelo Alves de Menezes, Igor Silva Pacheco, Daniel da Silva Lopes e Claudecir Mello dos Santos Junior eram lotados no 32º BPM. Eles foram transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP).

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Os soldados Jason Ferreira Paschoalino e Jonas David Rosa, da Polícia Militar mineira, vão ser levados a júri popular pelos assassinatos de tio e sobrinho no Aglomerado do Cafezal, na região centro-sul de Belo Horizonte. Após as mortes, os militares afirmaram que as vítimas teriam aberto fogo contra a guarnição, mas a Polícia Civil constatou que a versão era uma farsa.

As mortes levaram a comunidade a fazer uma série de protestos, inclusive com incêndios em vários ônibus, e a confrontos com as forças de segurança do Estado, que tentaram ocupar a favela para impedir as manifestações. O crime ocorreu em 19 de fevereiro. Na ocasião, os militares alegaram que o auxiliar de enfermagem Renilson Veriano da Silva, de 39 anos, e seu sobrinho, o dançarino Jeferson Coelho da Silva, de 17, estavam com um grupo de traficantes que, usando fardas da PM, atirou nos policiais, que reagiram.

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No local, foram apreendidos dois revólveres com numeração raspadas, além dos uniformes da Polícia Militar. As investigações do caso revelaram que a cena foi forjada e a Justiça decretou a prisão de Rosa e Pachoalino, além de outro soldado e um cabo da PM. Na instrução do processo, os advogados dos réus mantiveram a alegação de "legítima defesa", mas o juiz Guilherme Queiroz Lacerda, sumariante do I Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, concordou com a denúncia do Ministério Público, para quem as vítimas foram executadas "sem qualquer razão útil ou necessária".

O magistrado determinou que os policiais sejam levados a júri e que aguardem o julgamento presos "sem qualquer tipo de regalia", porque, segundo o juiz, a liberdade dos acusados representaria "inequívoco e justificado temor para as testemunhas" do processo. O julgamento ainda não tem data para ocorrer.

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