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No Irã, um atleta da luta olímpica foi condenado à pena de morte. Acusado de assassinar um homem durante uma briga em 2015, o lutador Mehdi Ali Hosseini, 29 anos, será enforcado conforme as leis vigentes no país.

De acordo com a reportagem do jornal espanhol Marca, a própria família do atleta iraniano não acredita que Hosseini fique livre do enforcamento. No entanto, o atual vice-presidente da Federação Iraniana de Luta Livre e campeão olímpico de luta greco-romana em Londres-2012, Hamid Surian, entrou com pedido de perdão ao acusado junto às autoridades do país. Outras instituições internacionais, como a União Nacional pela Democracia no Irã e a Global Athlete, que reúne esportistas de todo o planeta, registraram apelo para que o país não participe mais de competições oficiais em órgãos como o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a União Mundial de Sanções da Luta Livre (UWW).

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Este não é o primeiro caso de um atleta da luta olímpica punido com a pena de morte no país. Em setembro, o lutador Navid Afkari, 27 anos, foi condenado por matar um agente de segurança com golpes de faca durante protestos contra o governo iraniano em 2018, e acabou executado por enforcamento. O líder supremo da república islâmica, aiatolá Ali Khamenei, não ouviu o pedido de clemência de outras autoridades internacionais. Segundo a Anistia Internacional, só em 2019, o Irã cumpriu 260 sentenças de condenados à morte pela prática de crimes.

O assassinato de um menino de 12 anos, cometido por uma mulher de 39 anos, abalou os moradores da cidade mineira de Rubim (a 760 km de Belo Horizonte), na região do Vale do Jequtinhonha. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o jovem Kaíque Júnior Moreira Silva vendia salgados nos bairros do município e foi esfaqueado após uma discussão originada da cobrança de R$ 1 a uma cliente que havia comprado pastéis comercializados pelo adolescente.

De acordo com a polícia, o jovem percebeu que, após concluir a venda, a quantia paga pela cliente não pagava o valor dos produtos. Ao tentar cobrar o restante, a mulher não concordou com a abordagem e retornou para casa. Quando Kaíque decidiu ir embora do local, a agressora, armada de uma faca, golpeou o menino na região das costas. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.

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Já a acusada tentou se refugiar na residência em que mora com os filhos, mas foi presa em flagrante. Na casa, a Polícia Civil apreendeu outras quatro facas e a arma usada no crime. Na delegacia da cidade de Almenara (a 724 km da capital), a acusada alegou que esfaqueou o jovem em legítima defesa, após ele tentar agredí-la.

Uma mulher, identificada apenas como Bianca, foi esquartejada após ter compartilhado fotos de biquíni em seu perfil no Twitter, no último sábado (2). 

O suspeito de ter cometido o assassinato é o seu ex-namorado. O Catraca Livre aponta que o corpo da vítima teria sido esquartejado na Comunidade Kelsons, Rio de Janeiro. 

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Por conta dessa barbárie, a #justicapelabianca está entre os assuntos mais comentados do Twitter. São várias pessoas indignadas com o crime pedindo para que a Justiça seja feita e o criminoso seja preso.  

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Uma mulher morreu depois de ser baleada dentro de um apartamento na zona sul de São Paulo na noite de sábado, 2. Segundo relatos, ainda conflitantes, o autor dos disparos seria o ex-marido ou namorado da vítima. Ele também feriu o pai da mulher com tiros na região do abdômen e no rosto. Mãe e irmão da mulher também estão feridos. De acordo com a PM, o homem teria fugido do local em um Uno branco. O nome da vítima, de acordo com a polícia, era Amanda. Ela seria estudante.

De acordo com a PM, o pai da vítima informou que o crime teria ocorrido após uma discussão entre a filha dele e o suspeito. O pai dela teria sido atingido ao tentar separar uma briga entre eles.

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Os feridos foram encaminhados para o Pronto-Socorro do Hospital da Pedreira, Hospital de Piraporinha e Hospital Saboya. O caso foi registrado no 98° DP - Jardim Miriam.

Feminicídio

O País teve pelo menos outros 7 casos de feminicídio no período das festas de final de ano.

Na véspera de Natal, a juíza Viviane Vieira do Amaral, de 45 anos, foi assassinada na Barra da Tijuca, no Rio, pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, de 53 anos, com 16 facadas. O crime foi cometido na frente das três filhas, que têm entre 7 e 9 anos. O assassino foi preso em flagrante.

Na noite de quinta-feira (24), véspera de Natal, um sargento reformado da Polícia Militar, que não teve seu nome divulgado, efetuou dois disparos de arma de fogo contra a esposa, uma mulher de 45 anos, segundo a Polícia Civil, no bairro do Alto do Mandu, Zona Norte do Recife. A vítima morreu na hora e a prisão em flagrante foi realizada na manhã desta sexta-feira (25). 

O perito Bernando Benevides, que esteve no local do crime, disse ao portal G1 que o crime foi cometido no quarto de casal, quando os dois já haviam se recolhido após a ceia. Ainda de acordo com o perito, membros da família do sargento reformado que moram no térreo da casa ouviram os disparos e foram verificar o que estava ocorrendo, mas não puderam socorrer a vítima pois já era tarde. 

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De acordo com a PM, policiais militares do 11° BPM foram acionados durante a madrugada para averiguar uma tentativa de homicídio e lá chegando, constataram que “um sargento reformado da PM, havia efetuado dois disparos de arma de fogo contra sua companheira, que veio a óbito no local”.

Diante dos fatos, o militar foi conduzido ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil onde foi autuado em flagrante delito pelo crime de feminicídio. Em seguida, o autor do crime foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) e posteriormente encaminhado para o BPCHOQUE, onde aguarda audiência de Custódia. 

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Assassino confesso da socialite Ângela Diniz, Raul Fernando do Amaral Street, conhecido como Doca Street, morreu nesta sexta-feira, aos 86 anos. A informação é do jornal O Globo, que acrescenta ainda que a causa da morte teria sido uma parada cardíaca.

O assassinato de Ângela Diniz, que completará 44 anos no próximo dia 30, aconteceu em uma casa de veraneio na Praia dos Ossos, em Búzios, na Região dos Lagos. Naquele dia, a socialite havia decidido encerrar o relacionamento com Doca. Inconformado, ele foi até o carro, pegou uma arma e atirou quatro vezes contra o rosto dela.

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O julgamento do caso aconteceu apenas em 1979. Doca Street foi representado pelo renomado advogado Evandro Lins e Silva, que usou como tese de defesa a "legítima defesa da honra". Para convencer o júri, afirmou que Ângela Diniz era uma "mulher fatal", capaz de levar qualquer homem à loucura.

Doca Street acabou condenado a apenas dois anos de prisão, que pôde responder em liberdade. A sentença branda, contudo, mobilizou o movimento feminista. Graças aos protestos, Doca Street foi levado novamente a julgamento em 1981. Dessa vez, foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio. Ele cumpriu apenas quatro em regime fechado. Depois, progrediu para o semiaberto e acabou solto em 1987.

O nome de Doca voltou à tona este ano com o lançamento do podcast Praia dos Ossos, da Rádio Novelo, que recontou a história de Ângela e do crime em oito episódios.

Um estudo divulgado nesta quarta-feira, 9, pela Rede de Observatórios da Segurança comprova que a letalidade policial é muito maior entre os negros. Dados levantados em cinco Estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco - apontam que a população negra é a que mais morre pela polícia, seja em números absolutos ou proporcionalmente. Chamou a atenção dos pesquisadores a diferença gritante em alguns casos, o que para eles deixa claro que há racismo institucionalizado.

O número que mais impressionou foi o da Bahia, onde 97% dos 650 mortos pela polícia no ano passado eram negros. Em Pernambuco, esse dado também foi alarmante, chegando a 93%. "Hoje não dá mais para dizer que tem viés racial. A gente tem que dizer o nome exato que isso tem. Tem que dizer que existe racismo por parte do Estado", afirma Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

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A pesquisadora ressalta que os números dizem respeito apenas a mortes ocorridas em intervenções da polícia. "Esse tipo de problema de violência é muito específico. Não estamos falando de crimes contra patrimônio, de homicídios ocorridos em brigas de facções. Estamos falando de um agente da lei que produziu uma morte, sem considerar se depois foi julgado como legítima defesa ou não", pontua Silvia. "Estamos olhando a cor dessas mortes, patrocinadas pelo Estado, seja contra um criminoso ou uma vítima inocente."

No Rio de Janeiro, apesar de 51% da população ser negra, os mortos por policiais nesse grupo de pessoas chegou a 86% em 2019 - em números gerais, o total de mortes em intervenções da polícia foi o maior em três décadas. Em São Paulo, por sua vez, 64% dos mortos pela polícia no ano passado eram negros.

Outro dado que alarmou os pesquisadores foi encontrado no Ceará: segundo a pesquisa, em 77% dos casos as vítimas não tiveram sequer sua cor notificada. Entre as que tiveram, 87% eram negras.

"Quando um agente público não preenche um dado, como sexo da vítima, idade ou grau de escolaridade, por exemplo, você até entende que isso pode demandar algum tipo de trabalho, de levantamento. Mas não informar a cor da vítima? É uma combinação de indiferença, de desleixo e, muito mais grave, de racismo por parte de agentes do Estado", afirma Silvia.

Todos os dados que embasaram a pesquisa foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, e comparados com o censo do IBGE. Sobre isso, a Rede de Observatórios da Segurança lamenta a dificuldade em conseguir os números oficiais.

"É quase que uma batalha que temos que travar com cada secretaria de Segurança. Apesar de a gente ter Lei da Transparência, as Leis de Acesso à Informação, está mais difícil agora do que há dois ou três anos. É muito mais fácil conseguir dados de outros crimes do que os da violência policial. Parece que há uma orientação para não divulgarem", comenta Silvia Ramos.

O governo do Rio disse à reportagem que a política de segurança é baseada em inteligência e tecnologia das polícias. "A atuação das polícias tem sempre, como princípio, a preservação das vidas. Os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) comprovam isso: de janeiro a outubro de 2020 houve uma queda de 30,8% nas mortes por intervenção de agentes do Estado em relação ao mesmo período de 2019", informou o governo, que acrescentou que todas as mortes praticadas ou não por agentes do Estado são apuradas com rigor.

A Secretaria da Segurança de São Paulo disse não conhecer a metodologia da pesquisa e esclareceu que o compromisso das forças de segurança do Estado é "com a vida, razão pela qual medidas para a redução de mortes são permanentemente estudadas e implementadas pela pasta". "A quantidade de pessoas mortas em confronto com policiais militares em serviço vem caindo de maneira consistente no Estado de São Paulo", acrescentou a pasta, que detalhou que outubro foi o quinto mês de queda consecutiva do indicador. As mortes cometidas por policiais são "rigorosamente investigadas", apontou a secretaria.

"A Secretaria da Segurança Pública da Bahia ressalta que as ações policiais são realizadas após levantamentos de inteligência e observação da mancha criminal. A SSP destaca ainda que todos casos que resultam em mortes são apurados pela Corregedoria e, existindo indício de ausência de confronto, os policiais são afastados, investigados e punidos, caso se comprove a atuação delituosa."

A reportagem também entrou em contato com as secretarias de Segurança dos Estados de Ceará e Pernambuco, e pediu um posicionamento sobre os dados de cada um deles, mas ainda havia obtido retorno até a publicação desta matéria.

A viúva de John Lennon, Yoko Ono, aproveitou nesta terça-feira (8) o 40º aniversário do assassinato do músico lendário para pedir um maior controle das armas.

"A morte de um ente querido é uma experiência que deixa uma forte marca", tuitou a artista de 87 anos, que ainda vive no edifício Dakota, em Manhattan, às portas do qual Lennon foi vítima de um disparo.

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"Depois de 40 anos, Sean, Julian e eu ainda sentimos saudades dele. 'Imagine all the people living life in peace'", acrescentou, citando um verso da canção 'Imagine', de 1971, que escreveu junto com Lennon e que se tornou o single mais vendido da carreira solo do ex-Beatle.

Ono, que presenciou o assassinato do marido de perto, também postou uma imagem dos óculos destruídos e ensanguentados de Lennon, com a seguinte legenda: "Mais de 1.436.000 pessoas morreram por armas de fogo nos Estados Unidos desde que John Lennon foi assassinado a tiros em 8 de dezembro de 1980".

Após o assassinato, Ono se dedicou a preservar a memória de Lennon, financiando a construção do memorial Strawberry Fields de Nova York, local de peregrinação para os seguidores do ex-Beatle de todo o mundo.

Na manhã desta terça-feira, um santuário com flores, fotos e uma pequena árvore apareceram no mosaico "Imagine" localizado no memorial do Central Park.

Em seu tuíte para relembrar a morte do esposo, Ono incluiu várias hashtags, como #guncontrol (controle de armas) e #end gun violence (fim da violência com armas).

Julian, de 57 anos, o filho mais velho de Lennon, prestou homenagem ao pai, postando uma foto no Twitter, com a mensagem "As Time Goes By..." (Com o passar do tempo, canção do filme Casablanca).

O assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes completa mil dias nesta terça-feira (8). Os dois, que estavam em um carro, foram executados a tiros na região central do Rio de Janeiro no dia 14 de março de 2018.

Na ocasião, Marielle voltava de um evento na Lapa, chamado Jovens Negras Movendo as Estruturas, quando teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros. Uma assessora da parlamentar, que também estava no automóvel, sobreviveu aos ataques.

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Dois acusados de envolvimento com milícias, o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, estão presos como principais suspeitos de ser os autores materiais da execução, mas as investigações ainda não chegaram nos mandantes do crime.

De acordo com as investigações, Lessa seria o autor dos disparos, enquanto Queiroz teria sido o motorista do Cobalt prata que perseguiu o veículo onde estava Marielle e Anderson.

Apesar da pandemia do novo coronavírus, a data não passará em branco. Movimentos Sociais, partidos políticos e organizações não-governamentais deverão fazer ao longo desta terça-feira (8) eventos virtuais pela morte da ex-vereadora.

Marielle foi eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016. Ela estava no primeiro mandato como parlamentar. Natural da favela da Maré, a ex-vereadora tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em administração pública e militava no tema de direitos humanos.

Quase três anos depois do assassinato da ex-vereadora, as famílias de Marielle e Anderson pedem a solução do caso.

Da Ansa

O policial federal Renato Rewai Paraná e Silva, de 41 anos, foi morto na madrugada deste domingo, 6, em uma adega localizada no bairro de São Mateus, na zona leste da cidade de São Paulo. O agente da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor) foi alvejado por quatro disparos, segundo boletim de ocorrência registrado pouco antes das seis horas da manhã na 49ª DP.

Os policiais que atenderam a ocorrência relataram que, ao questionarem as pessoas que estavam no local, foram informados que houve uma discussão entre o policial e o dono da Adega Empório.

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Segundo registro da Polícia Militar, o agente teria se desentendido por causa do preço de bebida.

Silva teria sacado uma glock 0.9 mm e então "um terceiro, não identificado, sacou um revólver calibre 38 e efetuou os disparos contra a vítima".

O agente chegou a ser levado para o hospital Santa Marcelina de Itaquera, mas lá foi declarada sua morte. O dono do estabelecimento foi levado à delegacia para prestar informações.

Um policial militar que estava de folga foi morto a tiros na tarde de sábado, 5, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O cabo Douglas Constantino, de 37 anos, foi atingido quando estava em um estabelecimento comercial e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe do 20ºBPM (Mesquita) estava realizando patrulhamento quando foi abordada por um motorista, que informou estar transportando uma pessoa ferida ao hospital. Os policiais, então, auxiliaram no socorro, quando constataram se tratar do cabo Constantino.

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De acordo com relatos de testemunhas, o PM foi atingido por homens armados no bairro Corumbá, em Nova Iguaçu. A arma de Constantino foi roubada após o ataque. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso.

Nova York, 8 de dezembro de 1980, pouco antes das 23h00. John Lennon e sua esposa Yoko Ono voltavam para casa após uma sessão de gravação, quando um homem aparece na frente do prédio e atira no músico cinco vezes.

Gravemente ferido, Lennon é levado às pressas para um hospital no banco de trás de um carro da polícia. Mas ele havia perdido muito sangue e "não tinha chances de sobreviver", explicou um médico.

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"O ex-Beatle John Lennon foi assassinado na segunda-feira em frente à sua casa em Nova York": o primeiro despacho daquela noite deu início a uma ampla cobertura da AFP sobre o trágico assassinato de um artista cuja popularidade era planetária.

O assassino, preso no local do crime, se chama Mark Chapman, tem 25 anos e diz que não resistiu às "vozes" que o levaram a matar Lennon.

Horas antes de passar ao ato, Chapman havia se juntado a outros fãs na frente da casa do cantor, que autografou para ele uma cópia de "Double Fantasy", seu novo disco.

Aos 40 anos, o músico britânico voltava à ribalta após vários anos de silêncio. Mas ninguém o havia esquecido, mesmo 10 anos após o fim dos Beatles, conforme os arquivos da AFP revelam sobre as homenagens prestadas.

- "Grande tragédia" -

É uma "grande tragédia", afirmou o então presidente eleito dos Estados Unidos, Ronald Reagan, logo após o anúncio da morte do músico, enquanto milhares de pessoas se reuniam próximo ao Central Park, em frente ao prestigioso "Dakota Building" onde residia Lennon com Yoko Ono e seu filho Sean.

Apesar dos anos de silêncio, John Lennon - que causou escândalo anos antes ao comparar a popularidade dos Beatles com a de Jesus - recebeu homenagens massivas.

Em 14 de dezembro, entre 100.000 e 200.000 pessoas enfrentaram o frio no Central Park, a dois passos da cena do crime, para prestar homenagem ao artista.

Em Miami, Los Angeles, Chicago, Seattle ou Boston, dezenas de milhares de admiradores se reuniram "em parques, praças, estacionamentos ou no anfiteatro natural de Red Rocks, nas Montanhas Rochosas, onde os Beatles deram um show em 1964".

Centenas de rádios americanas transmitiram incessantemente a música dos Beatles durante um dia inteiro e observaram os dez minutos de silêncio desejados pela viúva do músico.

- Até Moscou -

"É preciso voltar à trágica morte de John Kennedy ou do pastor Martin Luther King na década de 1960 para encontrar tamanha comoção com a morte de uma personalidade", disse a AFP naquele dia.

No Reino Unido, o impacto foi enorme. Em Liverpool, cidade natal do músico pacifista, "cerca de 20.000 pessoas cantaram juntas 'Give Peace a Chance'" ao final de um concerto organizado em sua homenagem em 14 de dezembro.

Como nos dias da Beatlemania, os fãs choravam e desmaiavam. "John Lennon não está morto. Enquanto sua música viver, ele não morrerá", disse o ex-empresário do grupo, diante da multidão enlutada.

As homenagens chegaram a Moscou, onde a polícia teve que intervir para dispersar centenas de jovens reunidos perto da universidade, carregando retratos de Lennon.

A União Soviética não ficou de fora do fenômeno dos Beatles, o grupo pop do século, cujos álbuns importados eram vendidos no mercado negro.

Décadas após sua morte, algumas das relíquias de John Lennon ainda estão sendo vendidas a preços elevados em leilões.

O piano com o qual compôs "Imagine" foi vendido em 2000 em Londres por 2,45 milhões de euros (2,95 milhões de dólares) e uma de suas guitarras por mais de 2 milhões de dólares (1,66 milhões de euros) nos Estados Unidos em 2015.

Alguns nostálgicos também não hesitaram em pagar 137.500 libras (152.000 euros, US$ 182.000) por um par de seus famosos óculos de sol redondos e até US$ 35.000 no Texas em 2016 por uma mecha de seu cabelo.

O policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva, 24 anos, foi desligado da PM do Rio Grande do Sul após ser preso em flagrante pela morte de Beto Freitas, 40 anos. A vítima foi espancada até a morte no Carrefour de Porto Alegre e o PM, que fazia a segurança do local é um dos acusados.

No dia do assassinato de Beto, Giovane estava de folga e fazia um "bico" na unidade do Carrefour pela primeira vez. A decisão do desligamento de Silva ocorreu na última quinta-feira (3) - ele está preso desde o dia 19 de novembro.

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Segundo a Folha de São Paulo, o órgão considerou que ele cometeu transgressão disciplinar grave.

Os advogados de defesa do PM afirmaram que o desligamento já era esperado e, no momento, o maior problema é que ele foi transferido paga uma prisão comum "onde a sua integridade física não fica garantida", revelam.

Beto Freitas morreu após ser asfixiado por quase quatro minutos. O PM Silva e o segurança Magno Braz são apontados como principais responsáveis pelo assassinato.

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Um homem, de 54 anos, morreu carbonizado após colidir com o carro em uma árvore na PR-281, em Salto do Lontra, município do Paraná. De acordo com a Polícia Militar (PM), ele tem 54 anos e é suspeito de assassinar a companheira, de 25, momentos antes do acidente desse domingo (29).

Testemunhas informaram que o homem discutia com a companheira em uma casa noturna na cidade vizinha de Realeza, quando atirou contra ela. A PM estima que, pelo menos, dois disparos foram efetuados.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas a vítima morreu no local. A polícia destaca que teve conhecimento do acidente enquanto atendia a mulher.

A velocidade do veículo ainda não foi assinalada, mas após a colisão, o carro foi destruído pelas chamas. Os corpos do casal foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) do município de Francisco Beltrão, localizado na mesma região.

O policial militar temporário Giovane Gaspar prestou depoimento à Polícia Civil gaúcha nesta sexta-feira (27) sobre o assassinato de João Alberto Freitas, o Beto, homem negro morto após ser espancado por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre. Gaspar é o homem que aparece nas imagens desferindo diversos socos contra a vítima. Em seu depoimento, ele alegou que não teve intenção de matar Beto, afirmando que tentava apenas conter a vítima. Durante a oitiva, que durou cerca de quatro horas, Gaspar negou qualquer motivação racista para as agressões.

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul comunicou nesta sexta o desligamento de Gaspar da corporação, mas ainda há prazo para que ele recorra da decisão. A defesa do policial também pretende apresentar um pedido de liberdade.

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Gaspar prestou depoimento no quartel da Brigada, onde está preso. Segundo a delegada Roberta Bertoldo, responsável pelas investigações, o segurança escutou no rádio que era preciso apoio no caixa 25, onde estaria Beto. Chegando ao local, Gaspar alegou que viu Beto com uma "cara brava" olhando para uma fiscal. O segurança também contou que perguntou a Beto se tinha algum problema e ouviu a resposta de que estava tudo certo.

Logo após o breve diálogo, Beto teria começado a caminhar rumo à saída. Gaspar contou à polícia que decidiu seguir Beto pois temia uma ocorrência mais grave. O segurança garantiu que não houve troca de palavras entre eles no caminho. Quando chegaram na portaria, Beto desferiu um soco contra Gaspar, que reagiu imediatamente com vários golpes contra o rosto do cliente, enquanto o seu colega Magno Braz Borges, também segurança do mercado, segurava as mãos da vítima.

De acordo com a delegada, o segurança disse ter ficado assustado com a força física de Beto. Ele também admitiu todas as agressões, mas negou qualquer intenção de matar. No depoimento, disse que, ao ver Beto desacordado, ele e o colega acreditavam que era apenas um desmaio. Sobre a participação da fiscal Adriana Alves Dutra, também presa, o segurança deu poucos detalhes e afirmou que não recebeu qualquer ordem, embora ela fosse sua superior naquele momento.

Sem vínculo com a empresa

Em relação ao vínculo empregatício, a defesa de Gaspar apresentou um nova versão. Segundo os advogados, o segurança não tinha qualquer vínculo com a Vector, empresa terceirizada contratada para fazer a segurança do Carrefour. O Grupo Vector já declarou que ele era registrado.

De acordo com os advogados David Leal e Raiza Hoffmeister, Gaspar teria sido contratado informalmente para cobrir as folgas de um amigo, quem faria o pagamento pelo trabalho. A própria Vector reconheceu Gaspar como um de seus funcionários, anunciando inclusive a sua demissão por justa causa.

Desligado da Brigada Militar

Nesta sexta-feira, Gaspar foi comunicado oficialmente de seu desligamento da Brigada Militar. A decisão foi tomada pelo comando da corporação na quinta-feira, 26. Gaspar ingressou na Brigada em 2018, na condição de Policial Militar Temporário. Ele tem três dias para entrar com recurso contra a decisão.

O Carrefour anunciou nesta sexta que segue em contato com a família de João Beto. A empresa afirmou que, enquanto as negociações seguem, a rede varejista oferecerá dois apoios imediatos: ajuda emergencial à família da vítima, com assistente social para dar apoio psicológico à viúva, Milena Borges, à filha mais velha, Thaís, de 22 anos, e à ex-mulher de João Alberto, com a qual ele teve outros três filhos.

"O Carrefour sabe que nada trará a vida do senhor João Alberto de volta, mas espera poder ajudar a família neste momento de dor irreparável. E continua avançando para implementar as medidas que ajudarão a contribuir para o combate à discriminação racial no Brasil", diz trecho da nota.

O comunicado ainda ressalta que "como ponto inicial da transformação radial de seu modelo de segurança", a empresa está em processo de contratação de pessoas para a loja Passo D'Areia em até uma semana. Outras duas unidades da rede na cidade de Porto Alegre também vão passar por mudanças.

Um cientista nuclear iraniano descrito como o guru do programa nuclear iraniano foi baleado na rua em uma cidade perto de Teerã.

Mohsen Fakhrizadeh foi emboscado na cidade de Absard, 70 km a leste de Teerã. Quatro agressores abriram fogo depois que testemunhas ouviram uma explosão. Os esforços para tentar salvar Fakhrizadeh falharam e seu guarda-costas também foram feridos.

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O Ministério da Defesa iraniano confirmou a morte de Fakhrizadeh em um comunicado. "Durante o confronto entre sua equipe de segurança e os terroristas, Mohsen Fakhrizadeh ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital", disse o comunicado.

"Infelizmente, a equipe médica não conseguiu reanimá-lo e, há poucos minutos, esse importante cientista, após anos de esforço e luta, atingiu um alto grau de martírio."

Fakhrizadeh foi identificado pelo primeiro-ministro de Israel em uma apresentação pública em 2018 como o diretor do projeto de armas nucleares do Irã. "Lembrem-se desse nome, Fakhrizadeh", disse Binyamin Netanyahu durante a apresentação.

Na época, ele acusou o Irã de esconder e expandir seu conhecimento sobre armas nucleares, dizendo que a inteligência israelense havia obtido informações sobre um depósito de meia tonelada de material nuclear do país.

O ataque foi confirmado pela TV estatal iraniana, mas depois negado pela Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) antes de ser confirmado pelo ministério da Defesa.

Fotos do suposto local do ataque também apareceram nos sites de notícias iranianos. As forças de segurança bloquearam a avenida onde ocorreu o ataque. Um porta-voz dos militares israelenses disse: "Não comentamos sobre notícias na mídia estrangeira". O gabinete do primeiro-ministro de Israel disse que não comentaria "sobre tais relatos".

Os relatos confusos da mídia iraniana refletem as altas tensões dentro do país, em meio a relatos de que a inteligência israelense e o serviço secreto receberam luz verde para organizar ataques a instalações nucleares iranianas antes que Donald Trump deixe a Casa Branca.

O ataque acontece uma semana depois de uma visita do secretário de Estados americano, Mike Pompeo, a Israel, e de uma não confirmada e histórica viagem do premiê israelense Binyamin Netanyahu a Arábia Saudita.

Muitas autoridades iranianas acreditam que Trump, em conjunto com Israel e a Arábia Saudita, está determinado a enfraquecer ou antagonizar o Irã antes da transferência do poder nos EUA em 20 de janeiro.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, disse que está disposto a se juntar novamente ao acordo nuclear com o Irã e suspender algumas sanções econômicas, desde que o Irã volte a cumprir o acordo, especialmente sobre seus estoques excedentes de urânio enriquecido.

Israel e a Arábia Saudita querem que os EUA permaneçam fora do acordo e continuem com uma política de sanções econômicas.

Fakhrizadeh está em uma lista de nomes de autoridades que sofreram sanções dos EUA, e era considerado o principal detentor do conhecimento iraniano sobre o programa nuclear do país.

Brigadeiro-general do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e professor de física na Universidade Imam Hussein, que forma integrantes da Guarda Revolucionária, Fakhrizadeh era considerado um homem envolto em mistério.

Até abril de 2018, nenhuma fotografia dele estava disponível publicamente e, após a morte de vários outros cientistas nucleares, uma camada adicional de sigilo e segurança foi colocada em torno dele, em um esforço para protegê-lo contra assassinos do serviço secreto de Israel.

Ele assumiu o comando do Centro de Pesquisa de Física do Irã em 1988 e, em seguida, tornou-se chefe de pesquisa do Instituto de Física Aplicada, de onde o programa secreto de pesquisa nuclear do Irã foi conduzido.

Ele nunca havia sido entrevistado por um membro da AIEA, órgão de vigilância nuclear da ONU, mas foi citado em seus relatórios. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Dalva Maria de Oliveira, 57 anos, foi assassinada pelo próprio filho, Bruno Rodrigues Pereira, 24 anos após lhe negar dinheiro. O crime aconteceu na noite dessa quarta-feira (25), no bairro de Babu, em Cariacica, no Espírito Santo. As informações são da TV Gazeta.

Segundo a emissora, Bruno é viciado em drogas e fugiu do local após o crime. Dalva chegou a ser socorrida para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, mas não sobreviveu.

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De acordo com a Polícia Civil, Bruno chegou à residência da família exigindo R$ 500, mas Dalva se recusou a dar o valor. Revoltado, o rapaz esfaqueou a mãe, no braço e pescoço, e o marido dela, Eudes Mendonça de 74 anos, que foi atingido no rosto.

Um dos suspeitos do latrocínio do policial militar alagoano Johnson Bulhões foi preso preventivamente no domingo (22), informou a Polícia Civil de Pernambuco nesta quarta-feira (25). O homem, de 23 anos, teria efetuado o disparo que matou o soldado, de 27, diante da esposa grávida na última sexta (20), em Porto de Galinhas, Litoral Sul do estado.

O suspeito de pilotar a moto usada no crime foi encontrado na noite do sábado (21), no município de São José da Coroa Grande, também no Litoral Sul de Pernambuco. Ele prestou esclarecimentos e foi liberado, aponta a polícia. A Polícia Militar (PM) acrescenta que o rapaz indicou onde havia escondido o veículo, que foi localizado na cidade onde ocorreu a investida.

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Johnson era lotado no batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv) de Alagoas e reagiu ao assalto cometido pela dupla. Após a execução diante da esposa, grávida de três meses, ainda foi levada a arma, encontrada posteriormente pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). A arma utilizada para cometer o assalto segue desaparecida.

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta terça-feira, 24, a fiscal do Carrefour Adriana Alves por envolvimento na morte de João Alberto Silveira de Freitas, ocorrida na noite da última quinta-feira, 19, nas dependências do supermercado. Com mandado de prisão expedido pela Justiça, ela se apresentou ao Palácio da Polícia na companhia de seu advogado. Durante as agressões, a fiscal ameaçou uma testemunha que gravou o espancamento.

No vídeo, a funcionária de camisa branca, calça preta e crachá pede para a testemunha interromper a gravação. "Não faz isso, não faz isso senão vou te queimar na loja", disse. Em nota, o Carrefour confirmou que ela foi afastada do cargo. "Está presa temporariamente pelo prazo de 30 dias para que possa esclarecer todas as circunstâncias", confirmou a delegada responsável pelo caso Roberta Bertoldo.

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A delegada Roberta afirmou que Adriana tinha autonomia sobre os seguranças para impedir as agressões. "O Departamento de Homicídios entende, a partir das imagens que foram captadas e dos testemunhos colhidos, que Adriana tinha sim o poder, naquele momento, de cessar as agressões, a partir do fato de ser ali superior imediata dos indivíduos que exerciam a segurança", explicou a delegada.

Além dela, já foram presos os dois seguranças Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, que foram flagrados espancado Freitas até a morte. A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois. A Polícia Civil já tinha adiantado que outras pessoas, flagradas na cena do crime, estavam sendo investigadas para apurar se houve omissão de socorro.

"Estamos tentando identificar a conduta de cada um deles para ver se houve conduta omissiva. Além disso, buscamos elucidar a motivação do crime e estabelecer uma dinâmica dos fatos", afirmou a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor.

Na sexta-feira, vence o prazo de dez dias para conclusão do inquérito. A Polícia Civil pode pedir prorrogação por mais 15 dias para concluir investigação. Um dia depois do crime, na sexta-feira, a investigação informou que o laudo preliminar do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou a asfixia como causa da morte.

Polícia amplia investigações

A Polícia Civil ampliou as investigações e busca esclarecer se houve omissão de socorro das demais pessoas que assistiram aos dois seguranças brancos espancarem até a morte João Alberto Silveira Freitas.

Enquanto João Beto, como era conhecido, era agredido, outras pessoas acompanhavam o crime. Uma delas é uma fiscal do Carrefour, que ameaçou uma testemunha que gravou o espancamento. Além dela, um outro funcionário do mercado também tem a conduta investigada. Outros possíveis envolvidos também podem ser implicados, afirmou a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor.

Além disso, a delegada Roberta Bertoldo, responsável pela investigação, pediu autorização da Justiça para ouvir os seguranças presos. "Pretendemos ouvir os dois. O inquérito será concluído somente quando concluirmos esta etapa e tivermos o laudo pericial", afirmou. A dupla vai responder por homicídio triplamente qualificado. O inquérito também apura o crime de injúria racial.

O advogado David Leal assegurou que o cliente dele, Giovane, que é policial militar temporário, prestará todos os esclarecimentos. Na quinta-feira, 19, quando foram detidos, os vigias ficaram em silêncio. Na segunda, 23, Leal confirmou que Silva estava fazendo um "bico" no dia da agressão, sem vínculo trabalhista. O Grupo Vector, responsável pela fiscalização do hipermercado, refutou a informação. A reportagem não conseguiu contato com o defensor de Magno Braz Borges.

Preso após matar João Alberto Freitas, de 40 anos, o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, trabalhava pela 1ª vez como segurança terceirizado do Carrefour no dia do crime. Ele foi contratado para suprir a falta de outro vigia, em jornada de 12 horas. Silva e o outro segurança foram filmados durante o espancamento e afastados do Carrefour. A empresa informou ontem ter afastado também a funcionária de blusa branca, que aparece no vídeo com cenas da agressão e não interfere.

"Aquele tinha sido o primeiro dia dele (Silva) no mercado e o pior, faltava apenas uma hora para ele ir embora. Na verdade, ele foi contratado por um outro colega, que iria realizar o pagamento do serviço diretamente para ele", disse o advogado do PM temporário, David Leal.

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Embora seja vedada atuação de PMs no horário de folga, Silva aceitou o serviço para ampliar a renda familiar, afirmou o advogado. "Ele viu que o bico não servia para ele, mas quis complementar a renda. Ficou com receio de aceitar o trabalho, que acaba sendo mal visto. Ele estudava para concurso e tinha o sonho de ser policial rodoviário federal. Foi no primeiro dia que ocorreu aquela grande fatalidade", disse.

Ele afirma que Silva não tinha vínculo empregatício com o Grupo Vector, empresa responsável pela fiscalização na unidade do Carrefour. Já o Grupo Vector disse que ele havia sido contratado no dia 19, estava devidamente registrado e teve o vínculo rescindido no dia seguinte ao assassinato.

Leal diz que o caso é uma "fatalidade" e diverge da prisão em flagrante. Os dois seguranças vão responder por homicídio triplamente qualificado - por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Na noite de quinta, eles ficaram em silêncio durante a detenção. "Houve homicídio culposo, provavelmente, pela pressão exercida quando ele foi imobilizado. Meu cliente atuou para conter a agressão. Não teve nenhum cunho racial."

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do outro vigia, Magno Braz Borges. O Carrefour não informou a identidade da outra funcionária afastada. A Polícia Civil já havia dito que pode investigar as outras pessoas vistas na cena do crime por omissão de socorro.

"Já ouvimos mais de vinte pessoas no inquérito e vamos seguir realizando as diligências. ", disse Roberta Bertoldo, a delegada responsável pelo caso. A investigação tem prazo de 10 dias para concluir o inquérito a partir da instauração. Caso contrário, os trabalhos podem ser estendidos por mais 15 dias.

Reabertura

A loja do Carrefour onde João Alberto foi morto reabriu ontem em Porto Alegre, após três dias fechada. No local, era possível ver rastros da manifestação de sexta, em que houve invasão e depredação do estabelecimento. Lojistas e frequentadores do supermercado relatam que já flagraram excessos dos vigilantes.

Pichações, cartazes e flores em homenagem à vítima eram visíveis nas grades do Carrefour. Na parte interna, o clima era de tensão; funcionários com semblante preocupado trocavam poucas palavras e o movimento era bastante abaixo do normal. Ênio Dagoberto de Lima, de 67, é ambulante monta sua barraca com chapéus e camisetas na parte externa da loja. Segundo ele, o comportamento agressivo dos seguranças já era perceptível. "Sempre tinha umas mulheres que vendiam macela (planta). Eu vi vezes em que esses dois seguranças colocaram elas para rua com as crianças e tudo", diz.

Em nota, o Carrefour disse dar assistência aos lojistas. Para as lojas com avarias, disse estar em contato com os responsáveis para avaliar medidas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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