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A Polícia Civil está investigando um possível homicídio ocorrido na noite de sexta-feira (11) em Caruaru, no Agreste do Estado. O corpo da vítima, a professora Jodeilma Maria dos Santos, de 46 anos, foi encontrado em um terreno baldio no dia seguinte. O principal suspeito do crime é o namorado da professora.

A suspeita da Polícia Civil é que Jodeilma faleceu por esganadura. Foram encontradas marcas de violência no pescoço da vítima.

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As investigações seguem sob sigilo. Segundo informações, o companheiro da professora confessou o crime e foi preso. Ele teria informado que o crime ocorreu após um desentendimento entre os dois.

 

Um homem foi capturado dentro de um táxi em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, na noite do domingo (13). O suspeito portava uma espingarda calibre 12 e duas munições do mesmo calibre.

Segundo a Polícia Militar (PM), a abordagem ocorreu após denúncia. O suspeito era um dos ocupantes do táxi, que trafegava na altura do bairro Areia Branca. Também foi apreendida uma quantia em dinheiro.

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O detido foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil. No Sertão, a PM também recebe denúncias por WhatsApp, no número (87) 988770741.

 

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Uma mulher foi presa nesse domingo (13), por envolvimento na morte da missionária Dorothy Stang. Luana de Cássia Castro Silva foi capturada no povoado de Itamirim, em Rosário, no Norte do Maranhão. Um homem também foi preso por tentar impedir a prisão.

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Ela estava sendo monitorada há cerca de quatro meses. De acordo com as autoridades, durante este período ela se mudou diversas vezes. No momento da autuação, Luana estava em um festejo no povoado, onde recebeu voz de prisão por dois mandados de prisão abertos nas comarcas de Belém, no Pará, e em Açailândia, no Maranhão.

Um homem, identificado como Carlos Magno, tentou agredir os policiais para impedir a prisão de Luana. Pela atitude, ele também seguiu para a delegacia do município, onde a dupla está à disposição da Justiça.

A missionária norte-americana chegou ao Brasil em 1966 e lutava por direitos agrários em áreas de assentamento do Incra contra a ação de fazendeiros do Pará. Em 12 de fevereiro de 2005, Dorothy foi assassinada com seis tiros pelo pistoleiro Rayfran Sales, em Anapu, no sudoeste do Estado. O assassino está preso, mas pelo duplo homicídio de um casal em 2014.

Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão, apontados como os mandantes do crime, foram condenados a 30 anos de prisão. Ambos cumprem a pena em regime semiaberto, segundo o G1. 

Um analista antiterrorista da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos (DIA) foi preso por vazar informações secretas para jornalistas, informaram as autoridades nesta quarta-feira (9).

Henry Kyle Frese, de 30 anos, originário de Alexandria, estado da Virgínia, foi preso quando chegou ao trabalho e agora enfrenta duas acusações por revelar informações sigilosas de defesa, afirmou o vice-procurador-geral encarregado de questões de segurança nacional, John Demers.

"Frese foi surpreendido com as mãos na massa, revelando informações confidenciais de segurança nacional para benefício pessoal", disse Demers.

O Departamento de Justiça não divulgou o conteúdo das informações supostamente vazadas por Frese, informando apenas que se referia aos "sistemas de armas de um país estrangeiro".

A identidade dos dois jornalistas que receberam a informação confidencial do DIA também não foi revelada.

Ao que parece, Frese teve um relacionamento íntimo com um dos jornalistas, segundo acusação apresentada num tribunal do estado de Virgínia.

Frese trabalhou com funcionário terceirizado do DIA entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018, quando foi efetivado no departamento, passando a ter acesso a informações confidenciais, segundo as autoridades.

Em abril ou maio do ano passado, Frese supostamente teve acesso a um relatório de inteligência "não relacionado com suas obrigações no trabalho em várias ocasiões" e transmitiu essa informação a um jornalista, de acordo com a acusação.

O telefone celular de Frese estava sendo monitorado e ele foi detido no mês passado quando repassava informação secreta a um dos jornalistas, acrescentou.

Nas férias, ao invés de viajar para conhecer novos lugares, uma mulher britânica, identificada como Mary Hardiman, 54 anos, prefere gastar o seu dinheiro e empenhar o seu tempo livre para encontrar assassinos que estão no corredor da morte. Ela afirma já ter gasto 8 mil euros (mais de R$ 36 mil) voando para os Estados Unidos, país onde encontra-se com os presos.

Mary, que trabalha como conselheira, salienta que toda a sua ação é com o apoio de seus familiares. Ao site Mirror, a mulher aponta: "Trata-se de esquecer os crimes e descobrir quem realmente são as pessoas". Tudo começou há quatro anos, quando a Hardiman resolveu começar a escrever cartas para esses homens que já estão à espera da morte. 

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Na entrevista concedida ao Mirror, a conselheira classifica que é muito fácil julgar os prisioneiros "apenas por seus crimes, mas se levássemos todo mundo ao seu maior erro, ninguém seria visto como perfeito", salienta. Mary acredita que a sua ação é uma forma de dar aos condenados uma chance de ter uma "conversa normal, sem julgamento", pontua.

A 1.ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou que o Hospital das Clínicas envie informações detalhadas sobre os procedimentos de internação e o estado clínico do procurador da Fazenda Nacional, Matheus Carneiro Assunção, preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado contra a juíza federal Louise Filgueiras, na última quinta-feira, 3. Por determinação judicial, ele foi internado na instituição. Também foi aberto incidente de insanidade mental.

A decisão é da juíza federal Andréia Costa Moruzzi.

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Ela estipulou as seguintes medidas cautelares com relação a Matheus Assunção: monitoramento eletrônico, com a colocação da tornozeleira "em momento oportuno" - após o recebimento das informações médicas solicitadas ao HC; suspensão do exercício da função como procurador da Fazenda Nacional, com a devolução da carteira funcional; entrega do passaporte; e o recolhimento de eventual porte de arma, com a suspensão do respectivo registro, caso haja autorização em nome do investigado.

A carteira, o passaporte e eventual porte de armas deverão ser entregues em Juízo, no prazo de 48 horas, pelo curador nomeado.

No final da tarde de quinta, 3, o procurador invadiu o gabinete de Louise, no 21.º andar do prédio-sede do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3), na Avenida Paulista. Munido de uma faca, ele golpeou o pescoço da magistrada. Também atirou uma jarra de vidro sobre Louise, que sofreu ferimentos leves.

Em sua decisão, Andréia Costa Moruzzi ainda fixou obrigações a serem cumpridas pela equipe médica responsável pelo custodiado, por meio de seu curador.

Andréia determinou o envio de um ofício ao Instituto de Psiquiatria do HC "para que informe se há uma equipe médica e de enfermaria permanente na ala psiquiátrica, quais pessoas estão autorizadas a acompanhar o procurador e que medidas foram adotadas para assegurar que ele não saia do estabelecimento médico sem autorização judicial".

O chefe da equipe médica deverá enviar relatórios à juíza, a cada cinco dias, sobre o estado de saúde mental do procurador, "constando a necessidade e as razões da manutenção da internação". Também deverá ser remetida à Justiça cópia do prontuário médico e do projeto terapêutico.

A equipe médica deverá enviar cronograma de exames a serem realizados e comunicar à Justiça a previsão de alta médica, "quando e se houver", com antecedência mínima de 24 horas.

Na decisão, a juíza determina ainda que, caso o procurador seja colocado em liberdade, ainda que condicionada, ficará proibido de ingressar nas dependências da Justiça Federal, incluindo as instalações do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, dos Fóruns Criminal e Previdenciário, Cível, Execuções Fiscais e do Juizado Especial Federal de São Paulo.

No caso do Fórum Criminal, será permitida a entrada do procurador "apenas para atos judiciais aos quais for intimado no processo".

A juíza atendeu ao pedido do Ministério Público Federal e nomeou um perito para exame de insanidade mental que será realizado posteriormente, "atendendo as condições clínicas do custodiado".

Um vigilante penitenciário temporário foi preso em Goiás por suspeita de entrar em cadeia com drogas e repassá-las a presos. Douglas de Paula Miranda, de 37 anos, foi flagrado por câmeras de segurança entrando com o pacote de entorpecente.

O caso aconteceu na cadeia de Piracanjuba, no sul de Goiás. O suspeito foi detido no sábado (5) quando chegava para trabalhar no presídio.

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A investigação havia começado há cerca de 15 dias, após uma quantidade de drogas ser encontrada com um detento da unidade. Um vídeo anexado ao inquérito mostra Douglas deixando a droga no banheiro de uma sala de aula.

"Depois, apuramos que um detento, chamado de 'Cela Livre', que ajuda nos serviços da unidade e tem acesso ao local, pega a droga e a distribui para outros presos", explica o delegado Leylton Barros, responsável pelo caso.

No momento em que foi abordado, o vigilante também estava com uma arma calibre 365 e munição, sem qualquer registro. O suspeito ficou em silêncio durante o depoimento.

Para a juíza federal Louise Filgueiras, o ataque que sofreu do procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção, apesar de ter razões "insondáveis", tinha como alvo a magistratura. Golpeada com uma faca em seu gabinete no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, em São Paulo, na quinta-feira (3), a magistrada avalia que o atentado pode ser resultado de uma "mistura explosiva" entre "polarização" e um contexto de "tentativas claras de intimidação" da magistratura.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Louise relembrou momentos de horror que viveu naquela tarde e disse acreditar que o procurador pretendia atacar um magistrado qualquer. Contido por seguranças, Assunção afirmou que "queria fazer protesto". Depois do ataque à juíza, o procurador tentou se matar. Ele foi autuado na Polícia Federal por tentativa de homicídio, mas teve sua prisão transformada em preventiva por causa de dúvidas sobre sua integridade mental. O procurador será encaminhado para internação provisória no Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Segundo Louise, o atentado afeta não só os magistrados, mas toda a sociedade - e, por isso, não pode ser "perdoado ou desculpado".

Após alguns dias do atentado de que foi vítima, como a senhora se sente?

Me sinto bem, só um pouco cansada, mas sem traumas.

O que muda na sua rotina?

Não pretendo mudar minha rotina, mas acho que a situação deixou claro que é preciso repensar a questão dos cuidados com a segurança nos fóruns.

Como foi o ataque?

Foi uma estocada no pescoço, na região da carótida, pelas costas. Eu estava sentada de costas para a porta, virada para a janela, lendo uma minuta de voto e não o vi nem ouvi entrar. Senti uma pressão forte no pescoço e ao me virar ele me atirou uma jarra de água, que se espatifou sobre a mesa. Eu gritei e, logo em seguida, os servidores do gabinete entraram, um servidor o imobilizou e a segurança logo chegou.

A senhora acredita que ele agiu premeditadamente ou invadiu seu gabinete por acaso?

Acredito que foi premeditado, pois ele trouxe a faca consigo (não é uma faca simples de cozinha, era maior e mais pontuda) e foi a dois outros gabinetes antes em busca de uma oportunidade. Acho que me atacou porque encontrou as portas abertas e todos concentrados no trabalho, e acreditou que era a melhor oportunidade. Tanto que aguardou alguns minutos no corredor, sentado. Sabemos, porque uma servidora chegou a vê-lo ali, mas achou que se tratava de advogado que aguardava para despachar. Acho que o ataque não foi dirigido a mim, especificamente. Ele pretendia atacar um magistrado qualquer, em forma de protesto. Pelo que se apurou até agora, foi um ataque contra a magistratura, não foi pessoal.

O que ele dizia quando a esfaqueou?

Ele não disse uma palavra. Apenas indagado pelo agente de segurança se estava sob efeito de álcool, depois de dominado, sorriu ironicamente e disse: "Álcool?". Nada mais.

O alvo era a magistratura? Por quê?

Sim, tudo leva a crer que o alvo era a magistratura, pois, pelo que se apurou até agora, o agente não tinha nenhuma relação comigo ou com qualquer processo que eu tenha julgado. As razões são insondáveis, pois parece até um ato de loucura. Segundo teria declarado após a prisão, pretendia fazer um protesto. De qualquer forma, o ato foi praticado em um contexto de tentativas claras de intimidação, que vêm tomando força atualmente, intimidações que visam a nos tornar mais vulneráveis a pressões e a interesses escusos, como a recentemente aprovada Lei do Abuso de Autoridade (que endurece a punição a juízes, promotores e policiais por abuso de autoridade). Por outro lado, vivemos tempos de muita polarização, as pessoas estão ficando doentes de ódio, intolerância e mesmo de indignação. Isso tudo faz uma mistura muito explosiva, que pode resultar em atos de violência como esse.

A senhora perdoa o agressor?

Pessoalmente, perdoo e lamento muito que um jovem procurador da Fazenda Nacional, carreira que muito respeito, inclusive exercida pelo meu falecido pai por muitos anos, tenha praticado ato de tamanha gravidade e tenha assim se prejudicado tanto. Mas não cabe a mim perdoar um atentado praticado contra a magistratura, pois afeta todos os juízes diretamente, e atinge também a sociedade, que necessita de um Judiciário firme e independente, razão pela qual entendo que não pode ser tolerado ou desculpado, de maneira alguma.

Houve falha na segurança do prédio do TRF-3?

Ele não foi revistado por ser procurador da Fazenda Nacional. Há uma norma que dispensa essa revista. Não houve falha nos procedimentos normais de segurança.

Seu agressor deve ficar preso ou sob tratamento?

Acho que isso é uma questão para a perícia técnica. Não me cabe emitir juízo sobre isso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após quatro meses de investigação, um homem acusado de ter jogado ácido em cinco pessoas na zona sul de Porto Alegre foi preso em Curitiba na sexta-feira, 4. Além do mandado de prisão contra Wanderlei da Silva Camargo Júnior, de 48 anos, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo dois no Paraná e outro no Rio Grande do Sul.

Na residência do suspeito foram apreendidos materiais que serão encaminhados à perícia para análise química e equipamentos de informática.

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"O preso também é suspeito de, alguns dias após os ataques, ter jogado uma carta em um pátio de residência incitando outras pessoas a praticarem o mesmo crime", afirmou a delegada Adriana Regina da Costa.

Conforme a investigação policial, Camargo Júnior teria alugado três veículos em Porto Alegre para realizar os crimes.

A motivação do delito ainda não foi esclarecida pela polícia, mas informalmente o suspeito teria relatado à investigação que o objetivo da ação era convencer a ex-companheira a viver com ele no Paraná, mostrando que Porto Alegre não seria uma capital segura para viver.

Camargo Júnior será transferido para o Presídio Central de Porto Alegre, onde aguardará o julgamento.

Relembre o caso

Em junho, quatro mulheres e um adolescente de 17 anos sofreram queimaduras no rosto e no pescoço após serem atacados por um homem que jogou ácido nas vítimas, na zona sul de Porto Alegre.

Uma das vítimas relatou à reportagem que transitava a pé pela Rua Santa Flora, no bairro Nonoai, quando foi atingida por um líquido no rosto. O autor, segundo ela, era um homem que estava em uma bicicleta.

"Eu estava voltando do trabalho, eram quase 23 horas, quando senti um homem se aproximando de mim em uma bicicleta. Na hora pensei que ia ser assaltada, mas ele passou por mim jogou um líquido no meu rosto e, a partir daí, só senti minha pele arder, queimar", contou Bruna Machado Maia. "Parecia que estava derretendo tudo."

Além do rosto, Bruna sofreu queimaduras no ombro esquerdo.

A vítima, após ser atendida no Posto de Saúde da Vila Cruzeiro, registrou a queixa na delegacia. Na mesma semana, entre os dias 19 e 20 de junho, mais outras três mulheres e um adolescente sofreram queimaduras.

O "modus operandi" do autor, porém, foi diferente: o criminoso passou de carro e atirou o líquido nas vítimas pela janela.

Um homem foi preso, no último domingo (6), por violência doméstica em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O suspeito usava um simulacro de arma de fogo para ameaçar a companheira.

A vítima pediu ajuda a uma equipe da Polícia Militar (PM). Uma viatura da Patrulha Maria da Penha, com apoio da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) foi até a residência do casal e efetuou a prisão do suspeito.

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Segundo informações, a mulher contou que era agredida pelo suspeito e ameaçada com uma arma de fogo. O policiamento fez buscas na casa e encontrou um simulacro de arma de fogo.

Vítima e acusado foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais.

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante Kaue Henrique Gueiros Hermann pelo homicídio de sua mãe. O suspeito havia informado à polícia que a genitora cometeu suicídio. O crime ocorreu na última terça-feira (1°).

De acordo com a corporação, a investigação e o laudo tanatoscópico requisitado ao Instituto de Medicina Legal (IML) identificaram que a mulher foi vítima de um homicídio por estrangulamento e que Kaue havia forjado uma cena de suicídio.

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A prisão foi realizada por equipe da Delegacia de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. O caso será detalhado em coletiva de imprensa.

 

O procurador Matheus Carneiro Assunção, preso por tentar matar a facadas a juíza federal Louise Filgueiras na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), será encaminhado para internação provisória no Hospital das Clínicas de São Paulo. A decisão foi determinada neste sábado, 5, pelo juiz federal de plantão Fernando Toledo Carneiro, que atendeu pedido da defesa.

O servidor ficará aos cuidados da equipe de psiquiatria do Hospital das Clínicas, sem a presença de agentes da Polícia Federal. A unidade, no entanto, fica proibida de liberar Assunção sem autorização judicial.

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Inicialmente, o procurador seria transferido para cumprir prisão preventiva no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico "Dr. Arnaldo Amado Ferreira", em Taubaté (SP), diante do "risco significativo" de que Assunção cometa suicídio, segundo argumentou a juíza Andréia Moruzzi, da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Logo após a tentativa de homicídio na última quinta-feira, 3, o procurador tentou se matar.

A ação também motivou a magistrada a deferir pedido de instauração de incidente de insanidade mental, que irá avaliar o grau de discernimento de Assunção na última quinta.

Assunção atacou a juíza federal Louise Filgueiras com uma faca, golpeando-a no pescoço, e jogou uma jarra de vidro contra a magistrada, que sofreu ferimentos leves. O procurador foi imobilizado por servidores do TRF-3, a Polícia Federal foi acionada e Assunção foi preso em flagrante. A juíza Louise substituía o desembargador federal Paulo Fontes, ocupando o gabinete do 21º andar do TRF-3, quando foi atacada.

Depois de contido, o procurador afirmou que "queria fazer protesto". Na Polícia Federal ele ficou em silêncio.

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta-feira (3) após tentar matar a juíza federal Louise Filgueiras, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A informação foi revelada pela revista eletrônica Consultor Jurídico (Conjur) e confirmada pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O TRF-3 tem jurisdição em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sua sede fica na Avenida Paulista.

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Assunção atacou a magistrada com uma faca, golpeando-a no pescoço, e deixando ferimentos leves. Às 20h, a reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da Corte, que afirmou não saber de nada.

Ele invadiu o gabinete da magistrada, que atua em substituição ao desembargador Paulo Fontes, que está em período de férias. O agressor, segundo testemunha, atingiu a juíza próximo à jugular. Depois de contido, o procurador afirmou que "queria fazer protesto".

Assunção foi primeiro ao gabinete do desembargador Fábio Prieto de Souza, no 22º andar da Corte, mas ele não estava no local, já que participava de uma sessão.

Ele, então, desceu correndo pelas escadas e, no 21º andar, invadiu o gabinete da juíza. Inicialmente, ele atirou uma jarra de vidro em direção à magistrada. Depois, a golpeou com a faca.

O procurador da Fazenda Nacional foi detido e levado pela Polícia Federal.

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio, autorizou o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) a deixar o presídio de Bangu 8, onde cumpre pena desde 2016. O magistrado atendeu pedido da defesa e Cabral será transferido para a Unidade Prisional da PM em Niterói, onde o também ex-governador Luiz Fernando Pezão está aprisionado desde novembro de 2018.

Em pedido a Bretas, a defesa de Cabral alegou "comportamento carcerário exemplar" e o risco que o ex-governador enfrenta por "desagradar inúmeras pessoas, inclusive dentro da própria unidade prisional" por confessar delitos durante sua gestão.

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Sérgio Cabral já está condenado a 233 anos e onze meses de prisão. Ele governou o Rio por dois mandatos, entre 2007 e 2014. Pezão foi seu vice e assumiu o governo quando Cabral renunciou, em abril de 2014, para concorrer ao Senado, mas acabou desistindo.

Em novembro de 2016, o ex-governador foi preso na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, por ordem do juiz Bretas.

Sufocado por tantas condenações, e réu em outras ações ainda em curso, Cabral decidiu mudar a estratégia de defesa e passou a confessar ilícitos em seus mandatos no Palácio Guanabara.

Em audiência com Bretas, em fevereiro deste ano, Cabral declarou. "Apego ao poder e ao dinheiro é um vício."

Os advogados de Cabral também pediram que ele não seja transferido no "xadrez" da viatura devido à "nova postura adotada pelo acusado".

Em sua decisão, Bretas ressalta ser "notório" que o ex-governador tenha adotado uma postura colaborativa com as investigações e que tal ação "pode gerar certas animosidades dentro do ambiente carcerário".

"Não obstante não haja certeza quanto à existência de riscos/ameaças à integridade física do requerente, entendo que a suspeita de eventuais riscos à segurança do preso, aliado ao temor relatado pelo acusado e a sua nova postura, são suficientes para justificar a transferência para outra unidade prisional", pondera o juiz da Lava Jato Rio.

Alegando coerência com decisões semelhantes, em especial no caso de Luiz Fernando Pezão, que ao ser preso foi levado para a Unidade Prisional da PM ao invés de outro presídio, Bretas decretou a transferência de Cabral para o mesmo endereço.

O juiz também afirmou não ter oposição ao deslocamento de Cabral em "local diverso do 'xadrez' da viatura policial", mas deixou a decisão final por conta da Polícia Federal, que deverá "avaliar e decidir a respeito do local mais adequado do transporte do preso".

A edição do meio dia do telejornal da TV Globo no Paraná mostrou ao vivo a prisão de um suspeito de roubo. O entrevistado, capitão Gonçalves, interrompeu a reportagem para imobilizar o suposto ladrão.

O policial estava em frente a um colégio da Polícia Militar, onde daria a entrevista sobre o período das inscrições escolares. No entanto, uma mulher gritou que havia sido roubada por um ciclista. Imediatamente, o capitão Gonçalves parte para cima do suspeito e os dois rolam pelo chão em luta corporal.

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"Apesar de estar trabalhando na área de ensino, não posso deixar passar a função principal que é a segurança pública. Sou policial durante 24 horas", disse o PM ao G1.

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Dona da bicicleta - Segundo o G1, uma telespectadora do telejornal reconheceu sua bicicleta ao ver a prisão ao vivo e foi até o local da entrevista para recuperar seu bem.

Ensaboado - O suspeito, que deu o maior trabalho para ser imobilizado ao vivo, foi levado para a delegacia e chegou a fugir quando policiais registravam o boletim de ocorrência. No entanto, a polícia conseguiu recapturá-lo minutos depois.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que a prisão do supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Lava Jato, Marco Aurélio da Silva Canal, revelou a existência de uma “organização criminosa” na Receita Federal. Contudo, o magistrado acredita que isso não pode macular a respeitabilidade da instituição. 

Marco Aurélio é suspeito de comandar um esquema de extorsão a investigados da própria força-tarefa. Ele e mais 10 pessoas foram presas nessa quarta-feira (2). 

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O auditor fiscal foi um dos responsáveis por uma apuração da receita Federal sobre movimentações suspeitas de 133 contribuintes, entre eles Gilmar Mendes e a esposa dele, Guiomar Mendes. Os dois tiveram informações vazadas, apesar do procedimento seguir em sigilo. 

O ministro do STF usou o Twitter para falar sobre a prisão do funcionário da Receita. “A prisão de Marco Aurélio Canal, supervisor da Equipe Especial de Programação da Lava-Jato, revelou uma organização criminosa na Receita Federal. A RF é uma das entidades mais honradas do país, tendo sido chefiada por grandes nomes como Francisco Dornelles e Everardo Maciel”, escreveu.

“A respeitabilidade da RF não pode e nem será atingida pela ação de transgressores isolados. É o momento de se reinstitucionalizar a Administração Tributária, aprimorando-se os mecanismos de cooperação e combate ao crime a partir do inegociável respeito à lei”, acrescentou Gilmar.

A operação dessa quarta, segundo a Polícia Federal, não tem ligação com a investigação envolvendo o ministro do STF. Em entrevista em junho, Gilmar Mendes já havia questionado as ações de Marco Aurélio Canal. 

"Eu sei que houve abuso por parte da Receita, e a Receita sabe que houve abuso nesse caso. Mas tenho curiosidade de saber quem mandou a Receita fazer (a investigação) . O que se sabe é que quem coordenou essa operação é um sujeito de nome Marco Aurélio da Silva Canal, que é chefe de programação da Lava Jato do Rio de Janeiro. Portanto, isso explica um pouco esse tipo de operação e o baixo nível. Às vezes, querem atingir fazendo esse tipo de coisa. Estão incomodados com o quê? Com algum habeas corpus que eu tenha concedido na Lava Jato?", indagou na ocasião. 

Está preso o suspeito de estuprar e matar a jovem mãe Aline Dantas, de 19 anos, que desapareceu no dia 8 de setembro, após sair de casa para comprar fraldas para seu bebê, em Alumínio, cidade do interior de São Paulo. O porteiro desempregado Heronildo Martins de Vasconcelos, de 45, que mora na mesma cidade, foi preso em casa, nesta quarta-feira (2), pela equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, que investiga o crime. Vasconcelos nega as acusações, mas teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

Conforme a polícia, ele não conhecia a vítima ou sua família e a escolheu por acaso. Os exames indicaram que a Aline foi estuprada antes de ser morta. Ela resistiu ao ataque e lutou com o agressor, conforme indicaram marcas nos braços.

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Exames de DNA mostraram que resíduos de esperma encontrados na vítima eram compatíveis com material colhido do suspeito. Também deu positivo o exame feito com pedaços de pele colhidos sob as unhas de Aline. Vasconcelos já tinha passagem na polícia por tentativa de estupro, em 2012.

Aline saiu para comprar fraldas para a filha de 1 ano e 9 meses e não voltou para casa, na região do bairro Pedágio. Imagens de câmeras mostram a jovem caminhando em direção a uma farmácia, no interior do estabelecimento e voltando para casa.

Uma das gravações mostra um homem seguindo a jovem quando ela decidiu cortar caminho por uma trilha, em um trecho de mata. Segundo a polícia, esse homem seria Vasconcelos.

Na manhã seguinte ao ataque, ele foi a um velório, furtou uma garrafa de álcool gel e voltou ao local do crime para incinerar o corpo, encontrado parcialmente queimado.

A família deu queixa do desaparecimento da jovem, e as buscas foram iniciadas no mesmo dia. Além da polícia, que usou cães farejadores, vizinhos e moradores se mobilizaram. O corpo foi encontrado três dias depois, em meio à mata.

A polícia ouviu 30 pessoas e analisou mais de 100 horas de imagens recolhidas em câmeras de vigilância e monitoramento. Também foram colhidas amostras para exames de DNA de quatro suspeitos, entre eles o homem preso.

Vasconcelos vai responder pelos crimes de estupro e homicídio qualificado. Até a manhã desta quinta-feira, 3, o suspeito não tinha constituído advogado para sua defesa e, por isso, a reportagem não conseguiu contato.

Depois que um médico denunciou maus-tratos sofridos por idosos de um asilo, a Polícia Civil identificou que um homem de 72 anos e uma jovem de 23 anos, que tem paralisia cerebral, foram vítimas de estupro na Casa Acolhendo Vidas, localizada em Santa Luzia, Minas Gerais. Outros 76 idosos do local foram vítimas de agressão e tortura - tudo cometido pelos proprietários e funcionários da casa.

As investigações apontam que, de todas as vítimas, 18 perderam a vida. Pelos crimes, quatro pessoas da família da proprietária do asilo e de um cuidador foram indiciados pela polícia. Foram presos também a própria dona da Casa Acolhendo Vidas, Elizabeth Lopes Ferreira, 47 anos, as filhas Poliana Lopes Ferreira, 27 anos, e Patrícia Lopes Ferreira, 21 anos, além de Paulo Lopes Ferreira, 53 anos, marido de Elizabeth.

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De acordo com o Correio Brasiliense, a jovem que tinha os membros superiores e inferiores paralisados era a que mais sofria com as agressões e os abusos. Uma das internas contou à polícia que durante à noite a vítima gritava muito devido aos abusos. 

Elizabeth era quem estuprava o idoso que, no início dos abusos, tinha 70 anos. Ele era obrigado a fazer sexo oral na proprietária do asilo, além de outros atos libidinosos. Por falta dos devidos cuidados, muitos idosos acabaram morrendo. A polícia divulga que, como castigo, muitos ficavam sem água e comida até três dias.

Dois policiais militares foram presos no bairro do Passarinho, em Olinda, e em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Já havia mandados de prisão expedidos contra a dupla, antes de armas e fardamentos serem apreendidos na última sexta-feira (30). A Polícia Civil revelou informações do caso nesta quarta-feira (2).

Na casa de Hildebrando Felix da Silva Souza, em Olinda, foram apreendidas uma farda da Polícia Federal, uma pistola calibre .45, uma carabina .38 e munições de diversos calibres. O PM vai responder por posse ilegal de arma de fogo.

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Já na residência de Alexandre José Guedes, em Jaboatão dos Guararapes, foram apreendidas uma pistola calibre .40, 11 munições do mesmo calibre e um aparelho celular.

Para não prejudicar o avanço do inquérito, a Polícia Civil optou em não revelar a motivação para a expedição e cumprimentos dos mandados contra os militares. Nem para onde a dupla foi encaminhada.

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Detentos do Presídio de Itaquitinga, Mata Norte de Pernambuco, denunciam que estão passando fome na unidade. Em vídeo enviado ao LeiaJá por familiares dos presos, eles afirmam que pela manhã os custodiados comem apenas um pão e meio com café, o almoço demora para ser servido - e quando entregue vem na maioria das vezes azedo e até com ‘bichos’. Pedindo por uma melhor atenção do Estado, os presos afirmam que estão em greve de fome.

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Uma das esposas que denunciam os descasos afirma que a situação do Presídio de Itaquitinga é de superlotação e que muitos presos estão “desmaiando de fome”. "Só para você ter noção, o meu marido pesava 110 quilos quando entrou lá. Agora se ele estiver pesando 60 quilos é muito", aponta a mulher.

No vídeo, o porta-voz dos presos aponta as dificuldades: "A situação de 'nós' é muita fome e muita opressão. Já faz três dias que estamos em greve de fome e o governo não se comove com a nossa situação. A gente não tem regalia nenhuma". 

Uma outra esposa diz que é preocupante a situação e que há 15 dias o seu marido foi colocado numa sala com um arqui-inimigo, o que resultou numa briga onde o seu esposo precisou receber atendimentos médicos. "Como é que o Estado quer ressocializar os presos se não dão assistência para isso? O governo diz que gasta mais de R$ 2 mil por preso, mas isso em Itaquitinga não funciona. O que a gente quer é uma assistência médica e comida porque fome ninguém aguenta passar", revela. 

Resposta da Secretaria Executiva de Ressocialização

A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informa que não há restrição de direitos aos detentos da Penitenciária de Itaquitinga (PIT), na Mata Norte. Em conformidade com a Lei de Execução Penal, os presos são assistidos materialmente como todas as outras unidades prisionais do Estado, inclusive, com a oferta de quatro refeições diárias com valor médio de 2.200 calorias.

A avaliação nutricional mostrou que 96,6% da população da PIT está com o peso dentro ou acima da normalidade. A Seres esclarece que a unidade recolhe detentos do regime fechado e sua estrutura foi concebida para o regime de segurança máxima. A Seres informa também que revistas são realizadas rotineiramente.

179 milhões gastos com alimentação

Em julho deste ano, o LeiaJá fez uma matéria onde mostra que Pernambuco gastou, entre 2016 e 2018, quase R$ 179 milhões com alimentação para manter os 32.781 presos em regime fechado, nas 23 unidades prisionais do estado. Os valores referentes à verba destinada ao fornecimento de alimentos foram obtidos pelo LeiaJá por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em 2019, até maio, o custo foi de R$ 16.881.184. Apesar da verba para financiar as refeições dos detentos, familiares dos presidiários custodiados em Pernambuco acusam a gestão estadual de maus-tratos, principalmente pelas péssimas condições das três refeições servidas diariamente e, muitas vezes, pela insuficiência da comida.

A unidade prisional de Itaquitinga foi inaugurada em julho de 2018. Na época do lançamento, o secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Pedro Eurico, classificou a unidade prisional como "modelo a ser seguido".

Após um ano de funcionamento, Itaquitinga já apresentava uma série de problemas, principalmente com a alimentação servida aos presos - denúncia recorrente. De acordo com os familiares, por determinação da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) não é permitido entrar com comida na unidade prisional. Nem mesmo para o visitante. Todos devem comer do que é servido aos presos.

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