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Sem Copa do Nordeste, sem Série, e com pouquíssimos jogos a disputar. A derrota do Santa Cruz para o Altos, nesse domingo (7), trouxe à tona a temporada mais obscura da Cobra Coral no século – quiçá, de todos os tempos. Na melhor das hipóteses, caso chegue à final do Campeonato Pernambucano, serão 15 partidas disputadas em 2024.

Caso o Tricolor seja eliminado na primeira fase, serão apenas 10 jogos, com o calendário do futebol profissional se encerrando em fevereiro. A estreia no Estadual, diga-se, acontece nesta quinta-feira (11), quando o Santa recebe o Maguary, no Arruda, pela rodada inaugural. Já a última rodada da primeira fase do Pernambucano será disputada no dia 24 de janeiro.

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De 2001 para cá, o ano que mais se aproxima deste limbo sem jogos foi em 2008. Na ocasião, após o primeiro rebaixamento à Série D do Campeonato Brasileiro, a equipe passou 157 dias sem atuar em competições nacionais, com a torcida tendo que se contentar na disputa da extinta Copa Pernambuco. Mesmo assim, o número de partidas foi bem superior ao máximo atingível este ano: 26.

O roteiro seguiu em 2009, quando a Cobra Coral chegou a colocar mais de 60 mil pessoas no Arruda em jogo da Copa Pernambuco, mas fracassou na Série D e não conseguiu o acesso. A partir daí, os vexames dentro das quatro linhas foram ganhando mais e mais capítulos, até 2016, quando o Tricolor retornou à Série A, além de ter conquistado o inédito título da Copa do Nordeste.

Neste mesmo ano, o desempenho nas quatro linhas voltou a entrar em declínio, e os porões do futebol brasileiro estavam abertos para o Santa Cruz novamente. O retorno à Série D só viria em 2021, após quase conseguir o acesso na temporada anterior.

Se aquele que pensava que disputar a Quarta Divisão seria o fundo do poço, 2024 chegou para provar o contrário. Sem vagas na Copa do Brasil e na Série D, o Mais Querido agora tem apenas o Campeonato Pernambucano em seu enxuto calendário.

Jogos do Santa por temporada desde o início do século:

2001: 78 jogos

Rebaixamento à Série B

Último jogo - 02/12 Guarani 1 x 2 Santa Cruz

2002: 69 jogos

Eliminação na Série B

Último jogo - 26/11 Criciúma 3 x 0 Santa Cruz

2003: 56 jogos

Eliminação na Série B

Último jogo - 25/10 Palmeiras 2 x 0 Santa Cruz

2004: 54 jogos

Eliminação na Série B

Último jogo - 30/10 - Brasiliense 1 x 1 Santa Cruz

2005: 56 jogos

Acesso à Série A

Último jogo: 26/11 Santa Cruz 2 x 1 Portuguesa

2006: 62 jogos

Rebaixamento à Série B

Último jogo - 03/12 - Santos 3 x 1 Santa Cruz

2007: 58 jogos

Rebaixamento à Série C

Último jogo - 24/11 Santa Cruz 2 x 3 Coritiba

2008: 26 jogos

Eliminação na Série C

Último jogo - 06/09 Salgueiro 2 x 2 Santa Cruz

2009: 30 jogos

Eliminação na Série D

Último jogo: 09/08 Santa Cruz 2 x 2 CSA

2010: 52 jogos

Eliminação na Copa do Nordeste

Último jogo - 05/10 Bahia 4 x 1 Santa Cruz

2011: 45 jogos

Acesso à Série C

Último jogo - 20/11 Santa Cruz 0 x 2 Tupi

2012: 46 jogos

Eliminação na Série C

Último jogo - 28/10 Águia 1 x 0 Santa Cruz

2013: 53 jogos

Título da Série C

Último jogo - 01/12  Santa Cruz 2 x 1 Sampaio Corrêa

2014: 68 jogos

Eliminação na Série B

Último jogo - 29/11 Atlético-GO 2 x 3 Santa Cruz

2015: 52 jogos

Acesso à Série A

Último jogo - 28/11 Santa Cruz 3 x 1 Vitória

2016: 73 jogos

Títulos do Pernambucano e do Nordestão, mas rebaixamento à Série B

Último jogo - 11/12 São Paulo 5 x 0 Santa Cruz

2017: 64 jogos

Rebaixamento à Série C

Último jogo - 21/11 Santa Cruz 5 x 2 Juventude

2018: 40 jogos

Eliminação na Série C

Último jogo - 26/08 Operário-PR 3 x 0 Santa Cruz

2019: 44 jogos

Eliminação na Série C

Último jogo - 24/08 Náutico 3 x 1 Santa Cruz

2020: 44 jogos

Eliminação na Série C

Último jogo - 26/12 Ituano 1 x 2 Santa Cruz

2021: 45 jogos

Rebaixamento à Série D

Último jogo - 19/10 Santa Cruz 3 (2) x (4) 3 Floresta

2022: 29 jogos

Eliminação da Série D

Último jogo - 14/08 Tocantinópolis 1x0 Santa Cruz

2023: 39 jogos

Eliminação na Série D, sem calendário nacional para 2024

Último jogo - 23/07 Iguatu 1 x 0 Santa Cruz

O Náutico vive um espécia de invasão gringa neste século. De 2001 para cá, ao todo 27 “forasteiros” passaram pela Rosa e Silva para vestir a camisa vermelha e branca. O último deles é o colombiano Ray Vanegas, anunciado nessa terça-feira (12) como mais novo reforço do Timbu para a temporada de 2024.

O pioneiro entre os sul-americanos foi o uruguaio Claudio Milar, que defendeu o Alvirrubro entre 1999 e 2001, e também tem passagem marcante pelo Santa Cruz. Ele faleceu em 2009, após um trágico acidente rodoviário envolvendo seu clube na época, o Brasil-RS. Milar foi velado no Estádio Bento de Freitas, em Pelotas.

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A lista (confira os nomes na íntegra abaixo) também contempla o paraguaio José Ortigoza, campeão Pernambucano pelo Náutico em 2018. Na ocasião, o Timbu venceu o Central por 2 x 1 na Arena de Pernambuco e levantou o caneco do Estadual. Ortigoza, inclusive, margou um dos gols dos campeões. Aquele time também contava com outro paraguaio, o volante Jorge Jiménez.

Além deles, a relação conta com outros nomes de “peso”. É o caso do uruguaio Beto Acosta, que marcou época ao se tornar o vice-artilheiro da Série A do Campeonato Brasileiro de 2007. À época, balançou as redes 19 vezes e terminou o certame atrás apens de Josiel, do Paraná, que fez um gol a mais.

Náutico em 2024

Na temporada de 2024, a equipe do técnico Allan Aal contará com pelo menos dois estrangeiros. Além de Vanegas, o Alvirrubro também acertou a contratação do uruguaio Leandro Barcia, que atualmente joga no Defensor-URU. Barcia será anunciado após o término do vínculo com seu antigo clube.

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A lista de gringos do Náutico no século:

2001: Milar (URU)

2002: Liberman (ARG)

2007: Acosta (URU) e Escalona (CHI)

2008: Laborde (COL)

2009: Acosta (URU), Daniel González (CHI) e Mariano Torres (ARG)

2012: Andrés Romero (ARG) e Breitner (VEN)

2013: Morales (ARG), Peña (VEN) e Olivera (URU)

2014: Cañete (ARG), Gastón (URU) e Risso (URU)

2015: Gastón (URU)

2016: Gastón (URU)

2018: Jiménez (PAR) e Ortigoza (PAR)

2019: Jiménez (PAR) e Cisneros (URU)

2020: Brítez (PAR), Bustamante (BOL) e Paiva (PAR)

2021: Bustamante (BOL), Colmán (PAR), Murillo (EQU) e Paiva (PAR)

2022: Richard Franco (PAR)

2023: Gauto (PAR) e Villero (COL)

2024: Ray Vanegas (COL) e Leandro Barcia (URU)

 

O designer de moda britânico Gareth Pugh retira inspirações dos figurinos reais de séculos passados. Um dos desfiles que marcou essas inspirações foi o de estreia em Paris, na temporada de Verão 2009, em que as golas salientes e folhadas remetem claramente aos trajes da monarquia. E desde então, suas roupas são uma mistura da monarquia com o contemporâneo. 

Em antecipação da exposição inaugurada no Palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica, o site Dazed Digital foi visitar o estúdio do designer em Paris e entrevistar Gareth para saber como surgiu a sua paixão pelos primeiros trajes de poder. “As pessoas, às vezes, podem ser um pouco preguiçosas quando olham para os quadros e focam só no rosto. Esta exposição coloca muito mais ênfase no acontecer do pescoço para baixo, e enquanto designer de moda isso me interessa muito mais. Estes vestidos cumpriam uma função e são tão importantes quanto os quadros – eram a linguagem das pessoas e de como elas se comunicavam de uma forma não verbal”, explicou Pugh. 

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As exposições exploram a grandiosidade dos trajes monarcas e da corte britânica entre os séculos 16 e 17 por meio dos retratos feitos na época, pertencentes ao acervo real. Na época, a realeza e a corte eram os “trendsetters” para o resto da população, ou seja, eram os criadores de conteúdo, modelos a serem admirados pelo povo. Além de uma referência de status, a moda era central à vida no palácio e definia o estilo de quem o cercava.

A mostra junta mais de 60 peças, entre elas, pinturas, desenhos, jóias e roupas, traçando uma linha do tempo da evolução da moda nesse período e de mensagens que eram transmitidas.  

 

 

O barco "Endurance", do explorador anglo-irlandês Ernest Shackleton, foi localizado no Mar de Wedell, na Antártica, mais de um século depois de um dos naufrágios mais famosos da história - anunciaram os líderes de uma expedição nesta quarta-feira (9).

O "Endurance" foi encontrado a uma profundidade de 3.008 metros e a seis quilômetros do local do naufrágio.

"Estamos impressionados com nossa sorte por conseguirmos localizar e captar imagens do 'Endurance'", declarou o diretor da missão de exploração, Mensun Bound.

"É o melhor barco de madeira naufragado que já vi: está erguido, orgulhoso do fundo do mar, intacto e em um estado de preservação brilhante", relatou o explorador.

"Você pode até ver o 'Endurance' na popa", completou.

Organizada pela Falklands Maritime Heritage Trust, a expedição de busca incluiu quase 100 pessoas. Zarpou da África do Sul em 5 de fevereiro com a esperança de encontrar os destroços.

Há mais de um século, Shackleton tentou cruzar a Antártica, em uma travessia de 2.900 quilômetros através do continente gelado, do Mar de Weddell ao Mar de Roos, passando pelo Polo Sul.

Em janeiro de 1915, porém, o navio ficou preso no bloco de gelo no Mar de Weddell. O barco permaneceu encalhado por meses e, finalmente, foi perfurado pelo gelo e afundou.

A expedição se tornou, então, uma missão de sobrevivência da tripulação, que acampou durante meses e acabou se refugiando na inóspita ilha Elefante.

Shackleton partiu em busca de ajuda com alguns companheiros, em um precário bote, até as ilhas Geórgia do Sul, no Atlântico sul, retornou e conseguiu resgatar com vida toda tripulação. A expedição é recordada até hoje como uma viagem heroica.

A expedição que localizou o "Endurance" usou tecnologia de última geração, como drones submarinos, para explorar a região, descrita pelo próprio Shackleton como a "pior parte do pior mar do mundo".

A data desta terça-feira marca o último palíndromo da década. Lidos no formato brasileiro, de trás para frente, a ordem 22/02/2022 não se altera. Alguns dicionários chamam o evento de capicua.

O termo de origem grega vem da junção das palavras palin (repetição, sentido inverso, novamente) e dromo (caminho, curso). Frases como "socorram-me subi no ônibus em Marrocos" e a palavra "osso" são exemplos conhecidos.

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Antes desta terça (22), o último palíndromo ou capicua com datas ocorreu no dia 2 de fevereiro de 2020 (02/02/2020). O próximo será na outra década, no dia 3 de fevereiro de 2030 (03/02/2030).

Até o fim do século, 21 casos vão ocorrer, sempre nos meses de fevereiro. O último será em ano bissexto, no dia 29 de fevereiro de 2092 (29/02/2092).

A italiana Emma Morano, última sobrevivente conhecida do século XIX e decana da humanidade, cuja dieta alimentar a base de ovos é comentada em todo o mundo, celebra nesta terça-feira 117 anos em seu pequeno apartamento de Verbania, norte da Itália.

Morano nasceu em 29 de novembro de 1899, seu primeiro amor faleceu durante a I Guerra Mundial, se separou de um marido violento pouco antes da II Guerra Mundial e trabalhou até os 75 anos em uma fábrica de bolsas.

Ela seguiu o conselho que recebeu de um médico quando tinha 20 anos e se alimentou durante quase um século a base de três ovos diários, dois crus e um cozido, com um pouco de carne e poucas frutas ou verduras.

Emma Morano adora biscoitos e doces, mas em uma entrevista à AFP no fim de outubro afirmou que não sabia se provaria o bolo em seu aniversário: o que ela comeu ao completar 116 anos não caiu bem.

"As pessoas vêm. Não convido ninguém, mas elas vêm. Da América, da Suíça, da Áustria, de Turim, de Milão... Vêm de todas as partes para me ver!", disse.

Muito independente, ela conservou sua autonomia até os 115 anos, apesar de não deixar seu apartamento de dois quartos há 20 anos. Ela permanece na cama há um ano e precisa de uma auxiliar de enfermagem em tempo integral.

Seu espírito permanece alerta, mas ela escuta pouco, fala com dificuldades, mal consegue assistir a televisão e passa grande parte do dia dormindo.

Na quarta-feira, alguns familiares e jornalistas, assim como a prefeita de Verbania, Silvia Marchionini, devem visitar Emma em seu apartamento.

Na data será apresentada, em sua homenagem, uma "viagem musical através de três séculos" no teatro da cidade. Também será lançada uma biografia em tom de romance, "A mulher que viu três séculos", de Renè Papas.

O maior diamante descoberto em um século, pesando 1.111 quilates, foi extraído em Botswana - disse nesta quinta-feira a empresa de mineração Lucara, com sede no Canadá.

A pedra incolor, tão grande quanto uma bola de tênis, "mede 65 mm X 56 mm X 40 mm", informou a empresa Lucana, sediada em Vancouver, na província canadense da Colúmbia Britânica.

Trata-se do "segundo maior diamante descoberto" e do "maior diamante descoberto em mais de um século", segundo um comunicado da empresa.

A pedra "magnífica" foi encontrada na mina de Karowe, no centro-oeste de Botswana, explorada pela companhia canadense.

O maior diamante do mundo é o Cullinan, de 3.106 quilates, encontrado na África do Sul em 1905. Ele foi fracionado em vários outras pedras enormes, e as principais ornam o cetro da majestade britânica e a coroa imperial que fazem parte dos tesouros da Coroa Britânica - especialmente guardados na Torre de Londres.

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"Enquanto o diamante não for inteiramente analisado, será impossível determinar seu valor", declarou à AFP um especialista em mineração, Kieron Hodgson. "Mas o que é certo é que ele tem o potencial para ser um diamante muito caro (...). Seu valor dependerá das possíveis inclusões, sua reação quando for lapidado, sua forma ótima e sua cor final", explicou.

Nesta quinta-feira, às 9h30 9de Brasília), as ações da Lucara tinham uma valorização de 34% na Bolsa de Estocolmo, onde são cotadas, a 14,15 coroas suecas (6 reais).

Botswana é o segundo maior produtor de diamantes do mundo, depois da Rússia.

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