Tópicos | Toddynho

O Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou inquérito para apurar os danos causados a consumidores que ingeriram o achocolatado Toddynho em 15 municípios do Estado. Ao menos 39 pessoas relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir o produto de 200 ml, do lote com numeração L4 32.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre solicitou à Vigilância Sanitária e à empresa Pepsico informações, documentos e laudos sobre os incidentes. O Procon-RS também pediu esclarecimento à PepsiCo.

##RECOMENDA##

A fabricante admitiu que, durante o processo de higienização dos equipamentos na fábrica, "houve uma falha e uma das linhas envasou algumas embalagens de Toddynho com o produto usado para limpeza, à base de água e líquido detergente", impróprio para o consumo. Análise do Laboratório Central do Estado, foi constatado que o pH do produto era de 13,3, alcalino, equivalente ao de produtos de limpeza como soda cáustica e água sanitária.

Para informações sobre como proceder no recall do Toddynho: 0800-703-2222 ou toddynho.com.br.

A empresa PepsiCo, que produz o achocolatado Toddynho, foi autuada pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, após vistoria feita na fábrica da empresa, em Guarulhos. A multa ainda não foi aplicada, pois cabe recurso contra a decisão, mas seu valor pode chegar a R$ 175 mil. A empresa foi autuada por fabricar, embalar, armazenar, expedir, transportar e colocar à venda produtos sem qualidade e segurança, colocando em risco a saúde dos consumidores.

A medida foi tomada depois que ao menos 39 pessoas de 15 municípios do Rio Grande do Sul relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir o produto de 200 ml, do lote com numeração L4 32.

##RECOMENDA##

A empresa confirmou que houve uma falha no procedimento de fabricação que acabou envasando detergente no local do achocolatado (mais informações nesta pág.). Em nota, a empresa explica que a falha ocorreu especificamente no lote produzido no dia 23 de agosto, no intervalo das 5h30 às 6h30, com validade até 19 de fevereiro de 2012.

O produto de limpeza, à base de água e detergente, estava com pH 13,3 - alcalino, similar ao da soda cáustica. Ao detectar o problema, a PepsiCo recolheu, ainda dentro das fábrica, as embalagens que estariam impróprias para o consumo - porém, cerca de 80 delas chegaram ao mercado, restrito ao Rio Grande do Sul. Segundo o Centro Estadual da Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, 23 amostras do produto foram analisadas e foi confirmado um pH impróprio para o consumo humano.

Para contornar o problema, além de recolher as unidades de Toddynho do lote interditado, a PepsiCo colocou um médico à disposição dos consumidores que tiveram contato com o produto e procuraram a empresa por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor. Em nota, a empresa afirma que a maioria das unidades do produto que estavam no mercado já foram recolhidas. Qualquer problema deve ser relatado pelo 0800-703-2222.

Não é a primeira vez que a PepsiCo tem problemas de qualidade na fabricação do Toddynho. Em 2007, a empresa fez o recall da linha Toddynho com T-Nutre, envolvendo os produtos Toddynho Chocolate, Toddynho Fit e os sabores Brigadeiro e Napolitano. Parte dos lotes desses produtos estava com o sabor alterado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Subiu para 22 duas, as vítimas do achocolatado Toddynho. A Vigilância de Saúde do Rio Grande do Sul informou que foi detectado no produto um nível elevado de ph e ainda suspeita de que existam resquícios de produtos de limpeza na sua composição.

O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, nomeadamente em seus artigos 8º.,  9º. e 10, impõe ao fornecedor (o que inclui os fabricantes de produtos), a total e absoluta observância às regras de proteção, cuidado e acompanhamento, dos produtos postos em circulação, o que faz justamente com o objetivo de preservar a saúde e a segurança dos consumidores.

Todavia, prevendo que há possibilidade de que ocorram falhas na linha de produção, e que, por conseguinte, alguns produtos inadequados à segurança dos consumidores sejam postos em circulação, o CDC ainda estabelece que o fornecedor deverá promover o chamado recall (chamamento do produto), retirando o produto de circulação; comunicando o fato às autoridades competentes; sem prejuízo evidentemente do direito à indenização às vítimas de danos decorrentes da inadequação desses produtos.

Portanto, as vítimas do achocolatado Toddynho, muitas delas com lesões na mucosa da boca, provocadas pelo excesso de acidez do produto, fazem jus à indenização pelos danos morais sofridos, além da indenização pelos danos emergentes, compreendendo as despesas com o tratamento das vítimas e até lucros cessantes, caso alguma vítima tenha deixado de perceber rendimento em virtude do acidente de consumo.

Além do direito individual, há de se destacar a importância da intervenção do Procon, das Associações de Defesa do Consumidor e do Ministério Público, na busca de resguardar o interesse individual homogêneo das vítimas ligadas a essa circunstância fática danosa e ainda dos sujeitos difusos, já que não se sabe a quantidade de pessoas (sujeitos indetermináveis) que estão expostas à falta de qualidade do achocolatado em questão. Tudo isso, evidentemente, sem prejuízo das sanções administrativas que compete ao Procon arbitrar, a exemplo de multa ao fabricante do produto, cujo valor pode alcançar o patamar de até três milhões de Ufir.

Após 29 notificações de pessoas registradas até a última terça-feira, relatando problemas como irritações e lesões da mucosa da boca depois de ingestão do achocolatado Toddynho, em Porto Alegre e região metropolitana da capital do Rio Grande do Sul, a fabricante do produto, a Pepsico, admitiu existir falha no envasamento.

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, a falha no envasamento aconteceu apenas em 80 unidades do achocolatado, produzido na unidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a assessoria, o problema ocorreu nas unidades de 200ml do achocolatado do lote com numeração de L4 32 05:30 a 06:30, todos com validade de 19/02/2012.

##RECOMENDA##

Já a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul afirma que alguns dos consumidores que notificaram seus casos informaram terem consumido produtos de outros lotes, que ainda não foram analisados, e orienta quem tem o achocolatado em casa a aguardar que a investigação indique quais os lotes adequados e inadequados ao consumo.

Os casos ocorreram nas cidades de Porto Alegre, com nove, e Gravataí, na região metropolitana da capital gaúcha, com seis. As outras 14 notificações foram feitas em dez municípios de diversas regiões do Estado.

Um dos laudos analisados pelo Laboratório Central (Lacen) divulgado hoje mostra que em um dos lotes, entre os 13 recolhidos, o pH do produto era de 13,3, alcalino, equivalente ao de produtos de limpeza como soda cáustica e água sanitária, e considerado muito alto para alimentos, que tem valores próximos a 7.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou à Vigilância Sanitária de São Paulo uma inspeção imediata na fábrica do achocolatado da marca Toddynho, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. O pedido da Agência foi feito hoje e é resultado da ocorrência de casos de queimaduras na boca de quatro crianças que ingeriram o achocolatado no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, que investiga os casos, os primeiros resultados de análise laboratorial apontam um PH de 13,3, considerado muito alcalino para alimentos. Os desvios de qualidade no composto alimentar sabor chocolate fortificado com vitaminas da marca Toddynho foram encontrados em dois lotes: L4 32 06:08 e L4 32 06:09, com data de validade até 19/02/2012. Como forma de prevenção, a vigilância sanitária gaúcha realizou a interdição cautelar de todos os lotes do alimento no estado.

##RECOMENDA##

A empresa PesiCO, responsável pela produção do Toddynho, informou que houve uma falha durante a fabricação. A empresa declarou que os lotes apontados foram distribuídos exclusivamente para o Rio Grande do Sul.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul emitiu um alerta epidemiológico para todas as Coordenadorias Regionais de Saúde. O Centro de Informações Toxicológicas do Estado também foi notificado do caso. A recomendação para quem possuir em casa os lotes do produto considerados suspeitos é não consumir o alimento.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando