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A forte tempestade que atingiu o Rio Grande do Sul na noite de terça-feira deixou uma pessoa morta e causou estragos em diversos pontos do Estado. Na manhã de quarta-feira (17), a Defesa Civil do Estado confirmou que, em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, um homem morreu após a queda de uma marquise.

"De terça (16) para quarta, ao menos 29 municípios reportaram danos e ocorrências à Defesa Civil estadual em decorrência das chuvas intensas, fortes ventos, granizo e descargas elétricas. Os municípios seguem apurando a extensão dos danos", afirmou a Defesa Civil.

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), lamentou a morte em Cachoeirinha e disse que o monitoramento segue em todo o Estado. "Foram mais de 500 chamados para o Corpo de Bombeiros e, infelizmente, tivemos uma morte, além de pessoas feridas na região. Hospitais também foram bastante afetados pelas chuvas intensas. Vamos colocar todo o esforço necessário para poder atender todas as necessidades", disse o governador, também por meio das redes sociais.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, segundo a prefeitura, o impacto incluiu quedas de árvores, alagamentos, falta de luz e diversos hospitais alagados, alguns destelhados e temporariamente inutilizáveis, inclusive UTIs. Não houve registros de feridos.

Por volta das 22 horas de terça, quando a chuva chegou à região, cerca de 20 bairros ficaram sem energia, o que afetou casas de bombas de drenagem e estações de abastecimento.

A prefeitura comunicou falta de energia elétrica nas estações de bombeamento de Água Bruta (Ebabs) São João e Moinhos de Vento e informou não haver previsão de reabastecimento, 51 bairros foram atingidos pelo desabastecimento.

A CEEE-Equatorial, responsável pela distribuição de energia no Rio Grande do Sul, não havia divulgado informações sobre número de imóveis afetados até a noite de ontem.

O Metsul informou que locais como o Aeroporto Salgado Filho registraram ventos de 89 km/h, assim como o Jardim Botânico. Em Canoas, na base aérea, o vento chegou a 107 km/h. Segundo a instituição, uma hora de chuva atingiu metade da média histórica de precipitação de janeiro inteiro na cidade, que é de 120,7 mm.

Até a manhã de ontem, a Defesa Civil registrou 30 ocorrências desde o início do temporal para destelhamentos e quedas de árvore sobre residências, 36 vias que ficaram alagadas, 27 postes que cederam e 150 árvores caíram, muitas sobre carros. A Empresa Pública de Transporte e Circulação, que gerencia a mobilidade urbana da capital gaúcha, registrou 21 ocorrências devido às chuvas, sendo sete com bloqueio total da via por acúmulo de água e seis por queda de árvore.

Algumas ruas registraram água a 60 cm de altura, impedindo a passagem de veículos - uma delas era a saída da Avenida Castelo Branco.

Hospitais

A Secretaria Municipal de Saúde informou que pelo menos 12 unidades, entre hospitais, unidades de pronto atendimento e institutos médicos, foram atingidos pelas chuvas da madrugada de ontem.

Em Porto Alegre, um dos mais afetados foi o Hospital São Lucas da PUC, que teve o telhado arrancado. O teto de desabou sobre dois leitos de UTI e pacientes de enfermaria foram remanejados.

A emergência e o Centro de Diagnóstico por Imagem do hospital também ficaram alagados e dez leitos do Sistema Único de Saúde estão temporariamente inutilizados. Segundo a secretaria, cirurgias devem ser restringidas ou suspensas nos próximos dias até o restabelecimento do local.

Em outros locais, como o Hospital de Pronto Socorro, o problema foi o retorno da rede de esgoto dentro da unidade, e no auditório do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, a ventania quebrou vidros. Ambos também registram pontos de alagamentos.

Outras cidades e regiões do Rio Grande do Sul também foram afetados pelas chuvas, incluindo rodovias espalhadas pelo Estado. Segundo Comando Rodoviário da Brigada Militar, ao menos quatro estradas estaduais tiveram bloqueio total, enquanto outras seis apresentaram bloqueios parciais.

A BR-448, próximo à Arena do Grêmio, teve queda de uma estrutura metálica que provocou a interrupção trânsito. Em rodovias como a ERS-420, em Aratiba, e ERS-431, em São Valentim do Sul, a pista cedeu. Algumas outras tiveram erosão e quedas de árvores.

Dentre as cidades afetadas pelos fortes ventos e a chuva intensa, estão Santa Maria, São Vicente do Sul, Uruguaiana, São Gabriel e Dom Pedrito que tiveram desabamentos em estradas, destelhamento de residências e hospitais.

Alerta

Ontem, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para tempestade de "grande perigo" que poderia atingir quase todo o Estado de Santa Catarina e o trecho mais ao norte do Rio Grande do Sul a partir da tarde até o final da manhã de hoje.

Segundo o Inmet, pode chover mais de 100 milímetros por dia nessa região, que também pode ter ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. "Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário", previa ontem o instituto.

Devem ser afetadas a região metropolitana de Florianópolis, o Vale do Itajaí, o oeste, o norte e o sul de Santa Catarina, a região metropolitana de Porto Alegre, o centro-ocidental, o noroeste, o nordeste e o sudoeste do Rio Grande do Sul.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma explosão atingiu uma torre em um condomínio no bairro Rubem Berta, Zona Norte de Porto Alegre, na madrugada desta quinta-feira (4). À ocasião, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil realizavam a evacuação do local devido a um vazamento de gás. Nove pessoas ficaram feridas na ocorrência, incluindo dois militares. As vítimas receberam atendimento médico, mas o estado de saúde delas não foi informado. A região do condomínio encontra-se interditada.  

Imagens do acidente mostram que, com a explosão, parte da parede externa de um dos apartamentos desabou. Relatos de vizinhos e internautas informam que o estrondo foi tão forte que pôde ser ouvido nos bairros próximos, e as vidraças das torres vizinhas se quebraram no momento da explosão. A Defesa Civil de Porto Alegre realiza vistoria para avaliar a situação do imóvel, já que há risco de desabamento de todo o prédio. 

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"Como o GLP [gás liquefeito de petróleo] tem um alto grau de explosividade, houve um colapso na estrutura. Como a explosão foi no terceiro andar, rompeu a estrutura do quarto e do segundo andar também. Então, por questão de precaução e prevenção, nós estamos com todos os moradores para fora dos prédios, dos apartamentos, aguardando o laudo para verificação das estruturas do prédio", explicou a capitã Rafaela Amim, do Corpo de Bombeiros Militar, em entrevista à Rádio Gaúcha, pouco do ocorrido. 

A construtora Tenda emitiu uma nota lamentando o incidente e se colocou à disposição para esclarecimentos. A empresa informou que um perito contratado realizará uma inspeção no local. O condomínio é composto por cerca de 440 apartamentos distribuídos em 22 blocos, tendo 20 apartamentos cada. Pouco mais da metade está ocupada atualmente.  

Segundo a Defesa Civil, a explosão afetou a torre 10, e os moradores das torres 10 e 11 devem ser encaminhados para albergues. A liberação das demais torres ainda não tem previsão. 

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O cirurgião João Couto Neto, suspeito de erros médicos que teriam causado a morte de 42 pacientes e lesões em outros 114, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foi preso nesta quinta-feira, 14, em um hospital de Caçapava, no interior de São Paulo. Couto teve a prisão preventiva decretada após ser acusado pela Polícia Civil de homicídio doloso (com intenção de matar) em três inquéritos, em novembro. A defesa considera a prisão descabida e vai entrar com habeas corpus para que ele responda em liberdade.

Mesmo estando sob investigação, em fevereiro deste ano, Couto Neto conseguiu registro no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Segundo o órgão, o pedido de registro não poderia ser negado na ocasião, pois ele não estava totalmente impedido de exercer a Medicina, mas com restrição parcial. No Sul, o médico foi proibido de realizar cirurgias por 120 dias, mas o prazo já expirou. Mesmo assim, ele atuava em atendimentos não cirúrgicos.

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De acordo com a Polícia Civil, os três primeiros indiciamentos do profissional decorreram das mortes de dois homens e de uma mulher. Segundo a investigação, Couto realizava cirurgias de hérnia, vesícula e refluxo, mas vários procedimentos teriam sido realizados sem autorização dos pacientes.

Em um dos casos, uma paciente que se apresentou para a retirada de hérnia teria sido submetida a outro procedimento. Em outro caso, de endometriose, o médico teria deixado de retirar o útero da paciente, embora tivesse cobrado o plano de saúde pelo procedimento.

Uma ação da polícia realizada em dezembro do ano passado apurou outros casos em que, supostamente, o médico teria sido responsável por falhas que resultaram em mortes ou sequelas em pacientes. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no hospital em que ele atendia, em Novo Hamburgo, e no seu apartamento. Houve a apreensão de documentos, celulares e computadores. O material ainda é analisado pela investigação.

O defensor do médico, advogado Brunno de Lia Pires, disse que a prisão preventiva não tem base legal. "Qualquer jurista vê que essa prisão não tem qualquer fundamento. Prisão preventiva é quando há risco de fuga ou ameaça a testemunhas, o que não existe. Ele sequer foi impedido de exercer a Medicina. Essa medida decretada tem claro caráter intimidatório contra o médico. Vamos entrar com habeas corpus o mais breve possível", disse. "Estamos aguardando que o inquérito seja concluído e apresentado ao Ministério Público para, então, havendo denúncia e sendo recebida pelo juiz, apresentarmos a defesa prévia do médico."

Um menino de oito anos foi flagrado dirigindo o carro da mãe, em uma área perto da própria casa, no bairro de Nova Santa Marta, Zona Oeste de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O caso aconteceu nessa segunda-feira (11) e sofreu intervenção da Brigada Militar (BM), que foi acionada até o local e resgatou o condutor. Aos militares, o menino disse que estava a caminho da escola, mas ficou sem combustível e acabou subindo com o carro em uma calçada. 

A brigada acionou o Conselho Tutelar e o menino foi conduzido a uma unidade do órgão, tendo se encontrado com os pais pouco tempo depois. O veículo, um Prisma na cor preta, estava no nome da mãe da criança e foi recolhido ao guincho, por estar com o licenciamento vencido.  

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De acordo com a polícia, a mãe deve ser investigada pelo crime de entregar veículo automotor a pessoa não habilitada, presente no Código de Trânsito. O menino mora com os pais e três irmãos, mas ninguém na casa o viu sair com o veículo. A criança receberá acompanhamento. 

 

As fortes chuvas entre ontem, 17, e a madrugada deste sábado, 18, fizeram com que o Rio Taquari, no município de Lajeado, ultrapassasse a cota de inundação. Conforme a prefeitura, o nível do rio subiu 44 centímetros em apenas uma hora, chegando a 23m92cm. A região foi uma das mais atingidas pelo ciclone que destruiu várias cidades gaúchas em setembro e deixou 51 mortos.

Diante disso, 172 pessoas foram removidas de suas casas e direcionadas ao Parque do Imigrante. Algumas ruas da cidade foram inundadas e o parque de diversões, recém-instalado, também ficou completamente alagado.

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Na cidade de Muçum, também no Vale do Taquari, o Rio Taquari subiu 5,34m em sete horas. Pelas redes sociais, o prefeito Mateus Trojan alertou a população sobre a elevação do nível do rio. "Mais uma vez sofremos com as enchentes, e eu quero alertar a população que, embora estejamos tendo uma tendência de estabilidade da elevação do nível do rio, considerando as últimas horas, é importante que a gente entenda que ainda tem muita água por vir, porque nós tivemos chuvas elevadas nas regiões mais altas e estamos apresentando vazões elevadas, crescentes nas barragens", disse.

Roca Sales também sofre as consequências das novas enchentes do Rio Taquari. Conforme a Defesa Civil local, o nível do rio tem subido cerca de 50cm por hora, e 50 famílias já foram retiradas das áreas de risco. Na área rural da cidade, a rodovia ERS 129 está interditada por causa da queda de barreiras.

Em Taquara, a prefeitura atua para remover famílias de áreas de risco em pelo menos três bairros. Já em Gramado, na Serra gaúcha, diversas ruas ficaram alagadas e uma casa desabou, deixando três feridos.

Em Antônio Prado, um homem desapareceu após seu automóvel ser levado pela correnteza do Rio das Antas na ERS 437. Outros dois homens que estavam no veículo conseguiram se salvar e registram a ocorrência no Corpo de Bombeiros. Mergulhadores da guarnição de Porto Alegre se deslocaram para as buscas.

Uma pastelaria localizada no município de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, denunciou nas redes sociais um caso de racismo cometido por uma pessoa que fez um pedido no estabelecimento, na última terça-feira (14). Na nota da comanda, a cliente enviou uma “observação”, pedindo que a comida fosse entregue especificamente por uma pessoa branca. 

“Última vez veio um motoboy negro peço a gentileza que mande um branco não gosto de pessoas assim encostando na minha comida”, diz a observação completa enviada ao estabelecimento. O “motoboy” citado na mensagem é Gabriel Fernandes da Cunha, dono do local, e que realiza entregas nos dias de maior movimento. 

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