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O Governo de Pernambuco anunciou hoje, através do Diário Oficial, a nomeação de 283 novos profissionais de saúde de diversas especialidades. Esses profissionais, aprovados no concurso público da Secretaria de Saúde (SES-PE), ocuparão cargos como Analista em Saúde, Assistente em Saúde e Fiscal em Vigilância da SES-PE, contribuindo para reforçar a rede estadual. Com a adição desses profissionais, a expectativa é ampliar a assistência à população e fortalecer unidades de saúde em todo o estado.

“O cuidado com a vida dos pernambucanos e pernambucanas é prioridade máxima do nosso governo, por isso estamos nomeando todos esses profissionais. Com mais servidores atuando no atendimento à população, podemos melhorar o serviço nos nossos hospitais e seguir caminhando para que ninguém do Estado sofra com a falta de acesso à saúde pública”, destacou a governadora Raquel Lyra.

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As especialidades abrangem enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, biomédicos, psicólogos, sanitaristas, técnicos em saúde bucal, técnicos em radiologia, técnicos de laboratório e nutricionistas.

Essas nomeações têm o objetivo de manter e aprimorar o atendimento oferecido pela SES-PE, contribuindo para o planejamento de longo prazo do estado na renovação de seus quadros de servidores. Essa iniciativa representa mais uma etapa no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo parte dos esforços para qualificar o serviço de saúde em Pernambuco.

Segundo a secretária de Saúde do estado, Zilda Cavalcanti, a chegada desses profissionais é crucial para fortalecer ainda mais a rede de assistência, promovendo melhorias significativas no setor. “É mais uma ação de valorização da saúde pública. Recebemos com boas-vindas esses profissionais nomeados pela governadora Raquel Lyra e contamos com eles para melhorar a nossa cobertura de assistência”, pontuou.

Grande parte dos brasileiros com esquema vacinal incompleto continua com medos associados à covid-19, mostra levantamento feito com 1.840 adultos, de 18 a 59 anos de idade, que tomaram até três doses das vacinas contra a doença. De acordo com a pesquisa “Covid-19 hoje: por que a população não vacinada ainda hesita em se proteger?”, o surgimento de novas variantes é o principal medo manifestado pelos entrevistados (48% das respostas). O medo é mais acentuado nas mulheres (28%) e nos mais jovens de 18 a 24 anos (28%). O menor percentual está entre os mais velhos, de 45 a 59 anos (19%), no Rio de Janeiro (15%).

Vinte por cento do total dos entrevistados acreditam que o “pior já passou”, mas consideram que as vacinas podem proteger caso haja nova onda de covid-19. Somente 15% afirmam que a pandemia já terminou e que não têm medo de se contaminar.

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O levantamento de âmbito nacional, feito em 106 cidades, com recortes no Pará, na Bahia, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Distrito Federal, foi coordenado pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) a pedido da Pfizer. Ele inclui pessoas que não completaram o esquema vacinal contra a covid-19 até o momento, ou seja, não tomaram todas as doses recomendadas para sua faixa etária. Os resultados contemplam dois subgrupos na amostra, envolvendo pessoas com filhos e sem filhos, buscando diferentes percepções sobre vacinação de adultos e crianças.

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Alexandre Naime Barbosa, a preocupação em relação às variantes do SARS-CoV2 é legítima. Isso se explica porque o vírus tem o potencial de sofrer mutações com alta frequência, o que geralmente acontece quando é transmitido de uma pessoa para outra, dando origem a uma variante do vírus original. Segundo Naime Barbosa, algumas variantes se disseminam mais rapidamente do que outras, o que pode levar ao aumento de casos e agravamentos ligados à doença. “Essa é uma situação preocupante, especialmente em períodos de maior aglomeração de pessoas, o que inclui as festividades de fim de ano”, destacou o infectologista.

Importância

A sondagem revela que mesmo quem não está com o esquema vacinal completo acredita que as vacinas contra a covid-19 são importantes para proteger os adultos (86%) e as crianças (82%) e também são seguras para adultos (78%) e crianças (75%). Somente 7% das pessoas não confiam nas vacinas contra a doença, consideram que elas são pouco ou nada importantes e, inclusive, as classificam como inseguras em algum nível para os adultos.

Na avaliação da diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, a imunização continua a ser a principal forma de prevenção contra casos graves de covid-19, contribuindo para reduzir o risco de morte e o número de hospitalizações. “Não podemos esquecer que mais de 700 mil pessoas morreram no Brasil por causa da doença até o momento e que, desde o início das campanhas de vacinação, a mortalidade começou a diminuir drasticamente na população em geral”. Adriana destacou que apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado o fim da emergência de saúde pública para a covid-19, é importante que se mantenha a prevenção, tendo em vista que a doença segue causando internações e óbitos, com mais de 13 mil mortes apenas neste ano.

Um eventual retorno da pandemia ou aumento de casos constituiria o principal fator para levar os adultos a completar a carteira vacinal (25% das respostas), seguido do tempo disponível (14%) e da obrigatoriedade (11%). Confiança na eficácia ou segurança das vacinas aparece em quarto lugar, junto com dificuldade de acesso (7% cada). Por outro lado, 20% garantem que nada os levaria a completar o esquema vacinal. De modo geral, os consultados que rejeitam completar o ciclo vacinal contra covid-19 são menos instruídos, têm menor renda familiar e pertencem ao sexo masculino.

Entretanto, 72% dos entrevistados disseram que vão se vacinar imediatamente, caso surja nova onda da doença. De acordo com a pesquisa, 45% das pessoas com esquema vacinal incompleto têm consciência de que não estão totalmente protegidas. Trinta e dois por cento afirmam não ter conseguido tomar todas as doses e 13% explicaram que, “como a pandemia acabou”, deixaram de se preocupar com isso.

Crianças

Cerca de metade da amostra tem filhos com mais de seis meses até 17 anos ou é responsável por alguém nessa faixa etária. Em relação à vacinação infantil, revelaram que a maioria dos filhos (59%) tomou pelo menos uma dose da vacina contra covid-19. Entre os principais motivos para não completar o esquema vacinal dos filhos estão o medo de possíveis reações que a vacina poderia causar, como febre alta, calafrios, entre outros efeitos (20%), e a falta de motivação (10% não veem necessidade de vaciná-los).

Outros 65% discordam, em algum grau, da ideia de que as crianças não desenvolveriam a forma grave da covid-19 e, por isso, não precisariam ser vacinadas. Trinta e nove por cento dos pais e mães não chegaram a conversar com o pediatra antes de tomar a decisão de vacinar ou não o filho. Esse percentual cai para 32% entre bebês de 6 meses a 2 anos, passando para 36% na faixa de 3 a 4 anos, 38% no grupo de 5 a 11 anos e alcançando 48% no recorte para jovens de 12 a 17 anos. Somente 2% disseram que o pediatra recomendou não dar a vacina.

Fontes de informação

A imprensa, incluindo televisão, rádio, jornal e revistas, é considerada a principal fonte de informação sobre o tema por 43% dos entrevistados, seguida dos postos de saúde (30%, em especial das classes D e E); das redes sociais (26%), englobando facebook, youtube, instagram, X (antigo Twitter) e Tik Tok (a maior parte com perfil jovem, de 18 a 24 anos); sites e portais de notícias, mais concentrado em um perfil de ensino superior (25%).

Já 67% das pessoas classificaram as informações disponíveis sobre a vacina contra a covid-19 nos diversos meios de comunicação como muito fáceis ou de fácil entendimento, mas duas em cada três pessoas com o ciclo vacinal incompleto contra a doença acreditam em pelo menos uma das fake news (notícias falsas) mais comuns sobre o tema: 70% dos entrevistados relatam essa influência da desinformação em alguma proporção.

De acordo com os entrevistados, as fake news que mais confundem as pessoas são aquelas que dizem que vacinas contra a covid-19 são experimentais (34%), causam casos graves de miocardite, trombose, fibromialgia e Alzheimer (16%), que o surgimento de novas variantes da covid-19 comprova que as vacinas não funcionam (13%), que vacinas contra a covid-19 são mais perigosas do que o próprio vírus (13%), pessoas que tiveram covid-19 não precisam se vacinar contra a doença (8%), que a vacina de RNA (molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo) mensageiro contra a covid-19 modifica o DNA dos seres humanos (4%), e a vacina contra a covid-19 tem chip e inteligência artificial para controlar a população (3%).

Em sentido contrário, 28% das pessoas com o esquema vacinal incompleto não acreditam em nenhuma das fake news investigadas na sondagem. A taxa sobe para 37% entre pessoas com maior escolaridade (ensino superior completo), atingindo 46% no recorte para o Distrito Federal. 

Diante da identificação de duas novas sublinhagens do vírus da covid-19 no país, o Ministério da Saúde passou a recomendar uma nova dose da vacina bivalente para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de seis meses.

“Seguimos atentos ao cenário epidemiológico da covid-19. Com a identificação de duas novas sublinhagens no país, a JN.1 e JG.3, decidimos antecipar para grupos prioritários uma nova dose da vacina bivalente. A vacinação é essencial para nossa proteção”, twitou a ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

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“Sempre trabalhamos para que estejam disponíveis as vacinas mais atualizadas, seguras e eficazes aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Em especial para pessoas em grupos de risco ou com sintomas gripais, recomenda-se maior proteção, como o uso de máscara em locais fechados e evitar aglomerações.”

Antiviral

A pasta destacou ainda que o antiviral nirmatrelvir/ritonavir está disponível na rede pública para o tratamento da infecção por covid-19 em idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, logo que os sintomas aparecerem e houver a confirmação de teste positivo.

Subvariantes

De acordo com o ministério, a subvariante JN.1, inicialmente detectada no Ceará, vem ganhando proporção global e já corresponde a 3,2% dos registros em todo o mundo. Já a sublinhagem JG.3, também identificada no Ceará, está sendo monitorada em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Goiás.

“O Ministério da Saúde segue alinhado com todas as evidências científicas, com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais atualizadas para o enfrentamento da covid-19, incluindo o planejamento para vacinação em 2024, que já está em andamento.”

“A pasta garante que o SUS [Sistema Único de Saúde] sempre terá disponível as vacinas mais atualizadas, seguras e eficazes aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu parecer favorável ao registro da Arexvy, vacina da empresa GlaxoSmith Kline contra a bronquiolite. Trata-se do primeiro imunizante que protege pessoas idosas do vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da doença. A previsão é que ele chegue ao mercado brasileiro por volta de junho de 2024 - primeiramente na rede privada.

A aprovação do registro da vacina é classificada como um marco importante por especialistas. O registro do imunizante foi enquadrado como prioridade, pois atua contra uma condição considerada debilitante. A vacina será aplicada de forma intramuscular e em dose única nas pessoas com mais de 60 anos de idade.

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A bronquiolite é uma inflamação aguda dos bronquíolos pulmonares terminais, ou seja, das ramificações mais finas que servem para conduzir o ar para dentro dos pulmões. O VSR é o principal responsável pelos casos de bronquiolite e de pneumonia em crianças pequenas e idosos.

Segundo Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o VSR sempre esteve muito associado aos quadros de bronquiolite na infância, mas observa-se também grande impacto na população idosa. "É mais frequente entre as crianças, mas tende a ter letalidade maior entre idosos", reforça Flávia.

Prevalência

O VSR é o terceiro vírus mais prevalente em infecções respiratórias em idosos, e o responsável por quadros de exacerbações de patologias respiratórias crônicas, com taxas de morbidade e mortalidade que podem ser maiores que as causadas pelo influenza nesta população. "Uma meta-análise recente estimou que 5,2 milhões de casos de VSR ocorreram em países de alta renda entre adultos com idade acima de 60 anos em 2019, levando a 470 mil hospitalizações e 33 mil mortes hospitalares", afirma Melissa Palmieri, consultora de vacinas da Alliança Saúde, grupo de referência em diagnóstico de saúde no País.

Segundo ela, a aprovação pela Anvisa é a primeira fase para que a vacina possa ser comercializada no Brasil. "O próximo passo será solicitar o registro de preços junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e, uma vez aprovado o preço, a empresa fabricante poderá começar a distribuição do produto no Brasil. Ainda não há estimativa do valor de aplicação na rede privada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir do dia 6 de dezembro, a Biblioteca Monteiro Lobato em Guarulhos (SP) receberá a mostra fotográfica gratuita “Mulheres Lutando contra o Câncer”, do projeto Guerreiras. A iniciativa é do Centro Oncológico Mogi das Cruzes, com o objetivo de humanizar o enfrentamento do câncer de mama, prevenção e diagnóstico precoce.

A abertura ocorrerá às 11h na biblioteca, onde haverá uma apresentação do projeto, com o diretor do Centro Oncológico, Álvaro Otávio Isaias Rodrigues. A exibição ficará em cartaz até o dia 8 de março de 2024, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

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Guerreiras é um ensaio fotográfico com 11 mulheres em tratamento contra o câncer. A inspiração para o projeto foi a mitologia do grupo feminino “Amazonas”. Uma das lendas diz que amazonas retiravam uma de suas mamas para manusearem melhor o arco e a flecha. Já no mundo real, as guerreiras realizam a mastectomia (retirada total ou parcial da mama) para vencerem a luta contra o câncer.

O projeto foi criado para mostrar as pacientes que a doença não é o fim, mas sim o começo da luta e da autotransformação, para sua versão guerreira para vencer as adversidades do tratamento.

Serviço - Exposição Projeto Guerreiras

Data: 6 de dezembro de 2023 a 8 de março de 2024

Horário de funcionamento: 9h às 17h

Local: Biblioteca Monteiro Lobato

Endereço: Rua João Gonçalves, número 439 - Centro de Guarulhos/SP

Classificação Etária: Livre 

Entrada gratuita

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (4), o registro de uma vacina indicada para a prevenção da doença do trato respiratório inferior causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Trata-se do principal vírus causador de bronquiolite. O imunizante aprovado é registrado como Arexvy, produzido pela empresa GlaxoSmith Kline.

A vacina foi aprovada pela Anvisa para uso em adultos com 60 anos de idade ou mais. Ela é aplicada de forma intramuscular, em dose única. Ainda de acordo com a agência, a tecnologia utilizada para a vacina é de proteína recombinante, quando uma substância semelhante à presente na superfície do vírus é fabricada na indústria e utilizada para estimular a geração de anticorpos, responsáveis pela imunidade.

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"O pedido de registro do medicamento foi enquadrado como prioritário, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 204/2017, por se tratar de condição séria debilitante. Além disso, é uma doença de grande impacto público, principalmente pela faixa etária atingida, que possui grande índice de hospitalizações causadas por infecção pelo VSR", destacou a Anvisa, em nota.

O verão tropical brasileiro representa, para muitas pessoas, dias de praia e de festas, sendo comum que aconteçam viagens para outras cidades e estados. No entanto, uma consequência do calor elevado, juntamente com aglomerações em ambientes fechados, é a proliferação de vírus e bactérias, e a contaminação das pessoas. 

Para entender mais sobre as doenças comuns do verão, o LeiaJá conversou com Claudilson Bastos, médico infectologista e professor universitário, que explicou os principais quadros de saúde que podem acometer às pessoas durante o verão. 

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Diarreias e gastroenterites infecciosas são alguns dos exemplos dados pelo médico, assim como algumas bactérias comuns nos períodos mais quentes do ano. Os problemas no trato gástrico e intestinal podem ocorrer devido à má conservação dos alimentos, principalmente em lugares onde as temperaturas aumentam vertiginosamente no verão. “O fato de você conservar a comida num lugar não apropriado, como por exemplo, fora da geladeira, exposto”, explicou. 

Outra doença comum nesse período do ano, e até bastante conhecida pela população, é a dengue, ainda uma das arboviroses que mais contamina as pessoas no Brasil. Segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, 2022 registrou um total de 1.450.270 contaminados com a doença em todo o país. Em comparação, foram 174.517 casos de Chikungunya e 9.204 de Zika. 

Para além das arboviroses, Bastos pontuou que as aglomerações durante o verão também podem ser vetor de contaminação de outras doenças, muitas delas possíveis de ser prevenidas por meio da vacinação. “As pessoas que não estão se vacinando, infelizmente, e aí o vírus tem uma vantagem, que é a capacidade de sofrer mutações e variantes. Então, com isso, se você não é vacinado, e se você tem uma aglomeração e por maior tempo, o vírus tem maior oportunidade para ele sofrer mutações, porque passa de uma pessoa para outra”, comentou o médico. 

O especialista em doenças infectocontagiosas ressalta ainda os riscos de problemas na pele, como as micoses. Ele explica que no verão, as academias aumentam o número de pessoas matriculadas, e o uso de máquinas com pouca higienização pode ser porta de entrada para algumas bactérias ou fungos na pele. “Se perdeu um pouco [o costume de] limpar com álcool. Antigamente, até um tempo atrás, as pessoas limpavam. Não sei se em todas as academias, dependendo da academia, [existe material para] limpar, com papel e álcool”, aconselhou. 

Por fim, ele ainda aponta os riscos de doenças de pele na praia ou em banheiros públicos. “É bom relatar que as mulheres têm mais risco de infecção urinária, por exemplo, ao usar banheiros públicos. Elas podem ter contato nos assentos, e isso pode transmitir infecções. As mulheres já são mais propensas a contrair infecções urinárias, pela própria anatomia”, concluiu. 

Para evitar transmissões e infecções, no geral, em especial no verão, o médico indica alguns cuidados básicos, como a manutenção da higiene pessoal, como o hábito de lavar as mãos, evitar aglomerações, e sobre alimentos conservados, observar o que estiver à disposição para comer, além do uso de equipamentos de proteção individual, como a máscara, se for necessário. 

 

Preta Gil passou por uma nova cirurgia no tratamento contra um câncer no intestino. O objetivo do procedimento, realizado nessa quinta (30),  foi reverter uma ostomia temporária, reconectando o intestino da cantora.

Há cerca de três meses, Preta realizou a retirada de um tumor na região abdominal. Com isso, passou a utilizar uma bolsa de ileostomia para eliminação das fezes. Na última quinta (30), a cantora foi internada no Hospital Srio-Libanês, na zona sul de São Paulo, para retirar a bolsa. Após o procedimento, ela foi levada para a UTI.

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Pelas redes sociais, a assessoria da artista tranquilizou os fãs confirmando o sucesso do procedimento. 

 

 

A Prefeitura do Recife cria banco de talentos permanente para seleção de profissionais para atuação na gestão de serviços de saúde no município. O quantitativo de vagas não foi informado, mas, os interessados podem se inscrever através do site da iniciativa. Para a seletiva, o candidato deve ter nível superior e experiência em gestão. O processo seletivo contará com etapas de avaliação curricular, envio de um breve vídeo, formulário de avaliação por competências e entrevista.

"Analisaremos, ao todo, cerca de 15 competências. Os interessados que possuírem pós-graduação, experiência em gestão, em áreas como saúde pública/coletiva, políticas públicas, administração, finanças e recursos humanos, entre outras, têm boas chances de trabalhar conosco", explica a secretária-executiva de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Recife, Andreza Barkokebas.

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A remuneração ofertada no seletiva varia entre R$4.688 e R$7.820,  com carga horária de 40 horas semanais. "Buscamos gestores não apenas para as Unidades de Saúde da Família, mas também para a administração de Centros de Apoio Psicossocial (Caps), unidades de média e alta complexidade e Nível Central”, destaca a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o país vem registrando queda nos casos de HIV/aids, mas não entre homens de 15 a 29 anos. Nesta faixa, o índice tem aumentado, chegando, em 2021, a 53,3% dos infectados de 25 a 29 anos. Os números da pasta também registram crescimento dos casos de sífilis em homens, mulheres e gestantes.

No mês em que se realiza a campanha Dezembro Vermelho, iniciativa de conscientização para a importância da prevenção contra o vírus HIV/aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que, se não tratadas, essas infecções podem causar lesões nos órgãos genitais, infertilidade, doenças neurológicas e cardiovasculares e até câncer como o de útero e de pênis.

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Ao longo do mês de dezembro, a sociedade médica esclarece as principais dúvidas envolvendo as ISTs por meio de live, posts e vídeos em seu perfil nas redes sociais (@portaldaurologia).

Vacinação

Apesar de o SUS oferecer a vacinação contra o HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da segunda dose está em 27,7% entre os meninos. Já entre as meninas, a cobertura é maior, atingindo 54,3%, mas ainda longe dos 95% recomendados.

Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da SBU e uma das responsáveis pela campanha, disse que os urologistas têm percebido que o uso dos preservativos nas relações sexuais tem decaído muito nos últimos anos, enquanto a transmissão das ISTs segue em alta.

“Outra grande preocupação é que muitas dessas infecções estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, em várias partes do mundo. Por essas razões, decidimos que temos que voltar a falar mais sobre o assunto, alertar e instruir a população e os agentes de saúde, e este é o terceiro ano consecutivo que adotamos o Dezembro Vermelho, mês já tradicional de conscientização sobre a aids, como o mês dedicado à temática de todas as ISTs”, disse a médica, em nota.

Sintomas

As ISTs podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Entre as mais comuns estão herpes genital, sífilis, HPV, HIV/aids, cancro mole, hepatites B e C, gonorreia, clamídia, doença inflamatória pélvica, linfogranuloma venéreo e tricomoníase.

Algumas ISTs, em seu estágio inicial, são silenciosas, não apresentando sinais ou sintomas, ou os sintomas iniciais podem desaparecer espontaneamente, dando a falsa impressão de que a doença foi curada, o que pode atrasar o tratamento e agravar as complicações e as consequências, que podem ser infertilidade, câncer e até mesmo a morte.

Entre os sintomas mais comuns estão: feridas, corrimento, verrugas, dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas.

O uso do preservativo (masculino ou feminino) continua sendo a melhor forma de prevenção, além da vacinação contra ISTs como HPV e hepatite.

Estatísticas de HIV/aids

Dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2022 do Ministério da Saúde apontam que o número de infectados vem caindo, exceto entre os homens de 15 a 29 anos. De acordo ainda com o boletim, a quantidade de infectados pelo HIV em 2021 era maior entre os homens de 25 a 29 anos (53,3%). Nas mulheres, o maior índice foi registrado entre 40 e 44 anos (18,4%).

Somente em 2021, foram contabilizadas 28.967 infecções pelo vírus em pessoas com idade entre 15 e 39 anos, sendo 22.699 entre os homens e 6.268 entre as mulheres.

Na análise do número de casos em geral, a maior quantidade nos últimos anos vem sendo registrada entre o sexo masculino.

Segundo Karin Anzolch, na época que eclodiu a aids, e por vários anos depois, muitas pessoas se assustaram e de fato passaram a adotar e a exigir o uso do preservativo, bem como começaram a ter mais cuidado na escolha de parceiros. Entretanto, com o tempo, muitas pessoas se descuidaram e passaram a banalizar os riscos de contágio, o que não só as deixaram novamente expostas ao HIV, mas a todas as outras ISTs que são altamente prevalentes.

Outro ponto importante de salientar, de acordo com a médica, é que, embora as pessoas que vivem com HIV hoje em dia disponham de tratamentos eficazes que não somente prolongam, mas também oferecem uma boa qualidade de vida, não se pode esquecer que, para isso, elas precisam tomar regular e constantemente medicações e ter uma rotina bem rígida de cuidados, exames e controles médicos, já que ainda se trata de uma doença incurável.

“Agora imagine um jovem, iniciando a sua vida, contraindo uma doença dessas e já tendo que conviver com esse ônus, influenciando todo o seu presente e futuro. E é o que está ocorrendo, infelizmente, sobretudo entre o público jovem masculino, em que se verificou um aumento na incidência da doença. Isso é resultado de uma série de razões, mas sem dúvida a exposição durante a prática de sexo desprotegido, bem como o consumo de drogas injetáveis, estão entre os principais fatores”, afirmou a médica.

Desde o início da epidemia de aids (1980) até 2021, foram notificados no Brasil 371.744 óbitos devido à doença. A maior proporção desses óbitos ocorreu no Sudeste (56,6%), seguido das regiões Sul (17,9%), Nordeste (14,5%), Norte (5,6%) e Centro-Oeste (5,4%).

Estatísticas de sífilis

Segundo o Boletim Epidemiológico Sífilis 2023, do Ministério da Saúde, de 2012 a 2022, foram notificados no país 1.237.027 casos de sífilis adquirida, 537.401 casos de sífilis em gestantes, 238.387 casos de sífilis congênita e 2.153 óbitos por sífilis congênita. Houve aumento na taxa de detecção de sífilis adquirida de 2012 a 2022, exceto em 2020, provavelmente em decorrência da pandemia de covid-19.

O boletim também indica aumento em casos e taxa de detecção de gestantes com sífilis, de 2012 a 2022. A Região Sudeste é a campeã, com 248.741 casos registrados, seguida do Nordeste, com 112.073.

“A sífilis se manifesta inicialmente como uma lesão na pele, no local onde foi feita a inoculação por contato direto com a lesão de uma pessoa infectada (sífilis primária). Mesmo sem tratamento, essa lesão inicial cicatriza espontaneamente, dando a falsa impressão de que a lesão não era ‘nada de grave’, mas a pessoa continua infectada e a doença continua evoluindo, podendo provocar a morte do paciente”, destacou Alfredo Canalini, presidente da SBU.

Na opinião do vice-presidente da SBU, Roni de Carvalho Fernandes, para combater a sífilis no Brasil, algumas medidas poderiam ser adotadas, como educação e conscientização, acesso facilitado a testes e tratamentos, melhorias no sistema de saúde, ampliação do pré-natal e fortalecimento da vigilância epidemiológica.

“É importante ressaltar que a adoção dessas medidas deve ser feita de forma integrada e contínua, visando à prevenção, detecção e tratamento adequado da sífilis para reduzir sua incidência e impacto no Brasil”, recomenda Fernandes.

Vacinação contra o HPV

O papilomavírus humano (HPV) é responsável por cerca de 50% dos cânceres, entre os quais colo de útero, ânus, vulva, vagina, orofaringe e pênis. E a vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir o contágio.

A SBU realiza anualmente, em setembro, a campanha #Vemprouro, de conscientização da saúde do adolescente masculino, e aproveita para chamar a atenção sobre a importância da imunização.

Segundo a médica Karin, o índice de vacinação ainda está muito aquém do ideal, especialmente entre os meninos. Além dos cânceres, o HPV também pode ocasionar verrugas genitais de demorado e difícil tratamento, que estigmatizam a pessoa e levam a consequências nos relacionamentos e risco de transmissão.

“Pessoas com imunossupressão, nas quais se incluem os transplantados e pessoas que vivem com HIV, têm riscos ainda maiores, e a faixa etária para vacinação gratuita nesse grupo e para as pessoas vítimas de violência sexual foi estendida para até 45 anos. Temos trabalhado muito a vacinação do HPV, justamente por todas essas questões, mas especialmente entre os adolescentes masculinos, um público que ainda não está sendo suficientemente motivado ou direcionado para receber esse benefício”, sinaliza Karin.

Como o HPV é uma doença na maioria das vezes assintomática e com remissão espontânea em até dois anos, muitas pessoas não descobrem ter o vírus e o transmitem a seus parceiros. Por isso a importância do incentivo à vacinação. A vacina está disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos (além de pessoas imunossuprimidas), mas a cobertura ainda não chega nem próxima da meta recomendada de 95%.

Entre as consequências do HPV estão os cânceres de colo de útero e de pênis. Em 2021, foram registradas mais de 6 mil mortes de mulheres devido ao câncer de colo de útero, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. E a estimativa é que surjam mais de 17 mil novos casos em 2023.

Com relação ao câncer de pênis, de 2007 a 2022, foram realizadas no SUS 7.790 amputações de pênis decorrentes de tumores malignos, o equivalente a uma média de 486 procedimentos por ano. Em relação ao número de mortalidade em decorrência da doença, é registrada uma média de 400 por ano.

Nesta sexta-feira (1º), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia se coloca em consulta pública a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil.

Desde 2009, resolução da entidade proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. 

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Com a publicação da pauta da reunião, na última quarta-feira (22), a Anvisa informou ter recebido diversos pedidos de manifestação oral e de acesso às dependências da agência por representantes do setor regulado, de entidades civis e pela população em geral para acompanhar a deliberação. 

Estão previstas ainda manifestações públicas em frente à sede da Anvisa, em Brasília, por entidades interessadas na matéria. “A diretoria colegiada decidiu que a citada reunião pública será conduzida sem a presença de representantes do setor regulado, de entidades civis e da população em geral, com o objetivo de resguardar a normalidade da sua realização.”  

O debate será transmitido por meio do canal oficial da Anvisa no YouTube. Interessados podem enviar manifestações orais para conhecimento dos diretores conforme instruções disponíveis. O material será publicado no site da agência e reproduzidos durante a reunião.  

Relatório

No ano passado, a diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular desse tipo de produto, como o aumento das ações de fiscalização e a realização de campanhas educativas. 

O documento configura uma espécie de etapa de diagnóstico e estudo, com informações e dados sobre os prováveis efeitos de uma regulação, servindo para verificar impacto, propor cenários para atuação e subsidiar a tomada de decisão. O relatório, portanto, consolida todas as evidências coletadas pela equipe técnica da Anvisa. 

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, os dispositivos podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado. 

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propileno glicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, dentre outros. 

“A comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa nº 46, de 28 de agosto de 2009. Essa decisão se baseou no princípio da precaução, devido à inexistência de dados científicos que comprovassem as alegações atribuídas a esses produtos.” 

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer. 

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas, centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

“O cigarro eletrônico em forma de pen drive e com USB entrega nicotina na forma de ‘sal de nicotina’, algo que se assemelha à estrutura natural da nicotina encontrada nas folhas de tabaco, facilitando sua inalação por períodos maiores, sem ocasionar desconforto ao usuário”, destacou a AMB. 

“Cada pod do cigarro eletrônico no formato de pen drive contêm 0,7 mililitro (ml) de e-líquido com nicotina, possibilitando 200 tragadas, similar, portanto, ao número de tragadas de um fumante de 20 cigarros convencionais. Ou seja, pode-se afirmar que vaporizar um pen drive equivale a fumar 20 cigarros (um maço).” 

Ainda de acordo com a entidade, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, aumenta a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga. 

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.  

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil. 

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico. 

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada. 

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). 

A juíza substituta Kismara Brustolin, do Tribunal Regional do Trabalho da 12º Região (TRT-12), de Santa Catarina, que gritou com uma testemunha que não a chamou de "Excelência" durante depoimento na Vara de Trabalho de Xanxerê, pediu afastamento para tratamento de saúde por transtorno bipolar. O pedido foi concedido e é válido por 15 dias, segundo o tribunal.

Antes, o TRT-12 já havia informado que apura os fatos envolvendo a juíza e que ela ficaria afastada até o fim do procedimento interno. "A suspensão da realização de audiências deverá ser mantida até a conclusão do procedimento apuratório de irregularidade ou eventual verificação de incapacidade da magistrada, com o seu integral afastamento médico", informou o tribunal.

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Kismara Brustolin será alvo de uma investigação interna e de outra, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para apurar irregularidades na sua conduta.

De acordo com o jornal O Globo, não é a primeira vez que a magistrada é afastada dos serviços no tribunal por questões médicas. A publicação diz que a juíza vem de uma série de afastamentos para tratamento de saúde. De 2014 a 2021, segundo o jornal, Brustolin apresentou atestados frequentes, de 30 dias cada um, em média, por doença de transtorno bipolar. Foram, em média, três atestados de 30 dias por ano, durante oito anos. Desde janeiro de 2022, porém, havia o diagnóstico de estabilização da doença.

A investigação sobre Kismara Brustolin foi aberta após viralizar nas redes sociais a gravação na qual a magistrada grita com um homem, que prestava depoimento como testemunha. Irritada, a juíza desconsidera o depoimento.

Kismara Brustolin, juíza que gritou com testemunha em SC, ganha R$ 33 mil por mês

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Vídeo da audiência mostra a juíza exaltada. Ela exige da testemunha tratamento reverencial. "Eu chamei sua atenção. O senhor tem que responder assim: 'O que a senhora deseja, Excelência?' Responda, por favor."

O homem demonstra não ter entendido o que aconteceu. Em seguida, a magistrada adverte: "O senhor não é obrigado, mas se o senhor não disser isso o seu depoimento termina por aqui e será totalmente desconsiderado", avisa. Ela o chama de 'bocudo'.

Em seguida, Kismara Brustolin determina que a testemunha seja removida da audiência virtual. Ela afirma ao advogado: "Eu desconsiderei o depoimento desta testemunha porque faltou com a educação. Se o senhor quer registrar os protestos eu aceito e, depois, o senhor pode recorrer, fica no seu direito. Ele (testemunha) não cumpriu com a urbanidade e a educação."

O Estadão também pediu um posicionamento da magistrada via assessoria de imprensa do TRT, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Preta Gil usou as redes sociais para contar uma novidade. A cantora passará por um procedimento para retirar a bolsa de ileostomia. Compartilhando uns cliques, nesta quinta-feira (30), Preta fez uma reflexão sobre o uso do item. "Tirei essa foto ontem, não estava sol, mas eu quis deixar registrado uma última foto com a minha bolsinha de ileostomia, ela que tanto me ajudou nesses últimos três meses e meio. Sou grata demais por ter tido a oportunidade de usá-la enquanto meu corpo cicatrizava", iniciou ela.

"No começo foi bem difícil, mas quando eu entendi que ela tinha salvo a minha vida, eu mudei minha relação com ela, e sim, viramos melhores amigas, e a batizei de Angel. Nesses 3 meses eu conheci um mundo que não conhecia, o mundo dos ostomizados, onde entrei em contato com muita gente que já passou ou estava passando pelo mesmo que eu, e percebi o quão estigmatizado era esse assunto, quanto preconceito, quanta desinformação existe", completou.

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Ainda na postagem, a artista ressaltou que é uma mulher que nunca precisou se esconder do que é: "A vida, mais uma vez, me mostrou que minha existência é sobre representatividade, que sim, meu corpo, minha luta, minhas vitórias inspiram e podem colaborar pra uma transformação coletiva".

Agradacendo os cuidados dos médicos e o apoio das pessoas na internet, Preta ganhou uma chuva de mensagens carinhosas na publicação. No Instagram, o conteúdo reuniu comentários de Luana Piovani, Carolina Dieckmann, Cleo, Heloisa Périsse, Mônica Martelli, Thaynara OG, entre outras famosas.

Veja a postagem de Preta Gil:

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Na tarde desta quarta-feira (29), no Instagram, Ana Furtado fez uma postagem especial. A atriz e apresentadora gravou um vídeo com o médico Fernando Maluf para dizer que está totalmente curada do câncer de mama. "É um baita de um prazer, uma alegria, dizer que a Aninha - chamo ela de Aninha porque é minha amiga, não é só minha paciente - ela depois de cinco anos de tratamento está absolutamente curada", disse o oncologista.

"Os exames estão completamente negativos, mostram uma pessoa de 20 e poucos anos, saudável, que agora vai fazer um seguimento anual", completou. Maluf ressaltou que a esposa de Boninho está bastante saudável.

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Emocionada com as palavras do profissional, Ana declarou: "Obrigada por tudo o que você fez por mim na minha jornada, na nossa jornada. Te amo". A postagem dela reuniu mensagens dos seguidores e de algumas famosas como Fernanda Rodrigues, Astrid Fontenelle e Thais Fersoza. Ana Furtado foi diagnosticada com um tumor em 2018. Ela encerrou o tratamento em setembro deste ano.

Veja a publicação de Ana Furtado:

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Para incentivar a doação de sangue e facilitar a captação de doadores, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo Hemovida. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros, especialmente no período de férias e festas de fim de ano.

"Os instrumentos digitais reforçam o papel do cidadão como protagonista da sua saúde", defende Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital. "O aplicativo Hemovida estimula a doação de sangue voluntária, um ato de amor que salva vidas", acrescenta.

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Conforme ela, a plataforma é gratuita e tem potencial de ser uma ponte entre os hemocentros da rede pública de saúde e os possíveis doadores. "O aplicativo desempenha um importante papel na disseminação de informações sobre a doação de sangue e campanhas em andamento."

Confira como o aplicativo funciona:

Carteira do doador: carteirinha virtual com informações de saúde, tipo sanguíneo e a data da última doação. Fornece um registro pessoal e útil em situações de emergência;

Minhas doações: histórico completo de doações, incluindo as realizadas, canceladas e agendadas. Há opção de fazer autodeclaração de doação de sangue para manter um registro do compromisso com a causa;

Serviços hemoterápicos: localização da rede de saúde mais próxima, possibilitando identificar onde doar e receber informações sobre os serviços disponíveis em cada unidade;

Convidar amigos: promoção da doação de sangue entre amigos e familiares, permitindo compartilhar experiências nas redes sociais e incentivar outras pessoas a se tornarem doadoras;

Regras para doar sangue: informações detalhadas sobre como e quem pode doar, bem como os cuidados necessários no dia da doação. Garante que os doadores estejam bem-informados e preparados;

Campanhas: alertas sobre campanhas regionais e nacionais de doação de sangue, permitindo que as pessoas se envolvam em iniciativas de manutenção dos estoques de sangue nos níveis adequados;

Avaliar doação: perspectiva sobre a experiência de doação, avaliação do estabelecimento, dos profissionais e satisfação geral. Contribui para a melhoria contínua do processo de doação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doação é 100% voluntária, um ato de amor solidário que pode fazer a diferença na vida de quem precisa. "O sangue doado é utilizado nos atendimentos de urgências, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doença falciforme e talassemias, por exemplo, além de doenças oncológicas variadas que frequentemente necessitam de transfusão", acrescenta a pasta.

Entre janeiro e setembro de 2022 foram coletadas 2.340.048 bolsas de sangue (com 450 a 500 ml cada). Este ano, no mesmo período, a coleta ficou em 2.452.425, o que representa aumento de 112.377 bolsas.

Aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue, o que representa 14 pessoas a cada mil habitantes. "Embora o porcentual esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha constantemente para aumentar esse índice", reforça a pasta.

Quem pode doar sangue?

- Pessoas de 16 a 69 anos;

- Para os menores (entre 16 e 18 anos), é necessário o consentimento dos responsáveis;

- Entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos;

- É preciso pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde;

- O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum;

- No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

O papa Francisco presidiu a audiência semanal nesta quarta-feira (29), apesar da gripe que o obrigou a cancelar a viagem para a COP28 de Dubai, e pediu para um auxiliar ler o texto em seu lugar durante a cerimônia.

O pontífice argentino, de 86 anos, parecia cansado e com dificuldades para respirar durante a audiência no Vaticano. "Com esta gripe, ainda não estou bem", declarou aos fiéis.

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Com um quadro gripal desde o fim de semana e seguindo o conselho dos médicos, Francisco cancelou na terça-feira a viagem à reunião de cúpula anual do clima, a COP28, que acontecerá em Dubai a partir de quinta-feira.

O pontífice, que na juventude foi submetido a uma ablação parcial do pulmão, deveria discursar no sábado na COP28. Ele ficaria nos Emirados Árabes Unidos de sexta-feira a domingo.

No final da audiência desta quarta-feira, Francisco pediu o fim das guerras de Gaza e da Ucrânia, com uma voz muito frágil. Alguns minutos depois, no entanto, pareceu mais animado ao assistir uma apresentação circense com acrobatas.

Francisco, que nos últimos anos sofreu vários problemas de saúde e em junho foi submetido a uma cirurgia no intestino, cancelou as audiências de sábado passado devido ao que o Vaticano chamou de "leve estado gripal".

O pontífice passou por uma tomografia que "descartou o risco de complicações pulmonares". O Vaticano informou que Francisco estava recebendo antibióticos por via intravenosa.

O estado de saúde do papa Francisco, que apresentou um quadro gripal no fim de semana, é "bom e estável", anunciou nesta segunda-feira o Vaticano, que confirmou o encontro do pontífice que está agendado com o presidente do Paraguai.

"O estado de saúde do papa é bom e estável, não tem febre e sua condição respiratória melhorou claramente", afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, em um comunicado.

"A radiografia descartou uma pneumonia, mas mostrou uma inflamação pulmonar que estava provocando dificuldades respiratórias. Para aumentar a eficácia da terapia, o tratamento com antibióticos está sendo administrado por via intravenosa", acrescenta a nota.

O papa argentino, de 86 anos, pretende viajar na sexta-feira para Dubai, onde acontecerá a reunião anual do clima, a COP28.

O "leve estado gripal" do pontífice o obrigou a cancelar as audiências previstas para a manhã de sábado.

No domingo, ele pronunciou a bênção do Angelus de sua residência, e não da janela do palácio apostólico diante da Praça de São Pedro do Vaticano.

Francisco transformou a defesa do meio ambiente em uma das causas de seu papado e deve discursar na COP28 de Dubai em 2 de dezembro.

O papa deve apresentar um apelo aos países para que reduzam drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

Antes da viagem, "vários compromissos importantes previstos para os próximos dias foram adiados (...) para facilitar a convalescença do papa", enquanto "outros, de caráter institucional ou mais suportáveis em seu atual estado de saúde, foram mantidos", explicou Matteo Bruni.

O papa deve receber nesta segunda-feira o presidente do Paraguai, Santiago Peña.

O estado de saúde de Francisco piorou nos últimos meses, o que o obriga a utilizar uma cadeira de rodas em seus deslocamentos, ao mesmo tempo que prosseguem as especulações sobre uma renúncia ao cargo, como fez o seu antecessor Bento XVI.

O líder da Igreja Católica foi submetido a uma cirurgia no intestino em 2021 e foi hospitalizado em duas ocasiões este ano, uma delas para outra operação.

A mudança climática é uma ameaça multidimensional e crescente para a saúde humana, a ponto de a COP28, que começa na quinta-feira, ser a primeira a dedicar um dia inteiro a esse tema.

"Para evitar efeitos catastróficos na saúde e prevenir milhões de mortes", é necessário limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC, o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, defende a Organização Mundial de Saúde, uníssona ao lado de outros especialistas em saúde e organizações ambientais.

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Ao invés disso, o planeta se encaminha para um aquecimento de 2,5ºC a 2,9ºC até 2100, segundo a ONU.

São os mais vulneráveis e desfavorecidos, como as crianças, mulheres, idosos, migrantes e habitantes dos países menos desenvolvidos, os que estão expostos de maneira mais drástica e perigosa, segundo os especialistas.

- Ondas de calor -

O ano de 2023 perfila-se como o mais quente já registrado.

As ondas de calor mais frequentes e intensas prometem testar de maneira crescente o corpo humano.

Em 2022, os habitantes da Terra estiveram expostos, em média, a 86 dias de temperaturas potencialmente mortais.

Os mais vulneráveis pagam o preço mais alto. Por exemplo, o número de pessoas com mais de 65 anos que morreram devido ao calor aumentou 85% entre 1991-2000 e 2013-2022, segundo um relatório de referência publicado pela revista médica The Lancet nesta semana.

Somente na Europa, o calor teria causado mais de 70.000 mortes no verão passado, segundo pesquisadores que esta semana revisaram para cima a estimativa prévia de 62.000 vítimas.

Quase cinco vezes mais pessoas podem morrer no mundo devido ao calor extremo até 2050, segundo a "contagem regressiva" da The Lancet.

As secas mais frequentes também expõem milhões de pessoas à fome. Com um aquecimento de 2ºC até 2100, cerca de 520 milhões de pessoas a mais estariam em situação de insegurança alimentar moderada ou grave até meados deste século.

E outros eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações ou incêndios, causam mortes e doenças.

- Poluição atmosférica -

Cerca de 99% da população mundial respira um ar cuja poluição supera os limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde.

Acentuada pela mudança climática, a poluição atmosférica aumenta o risco de doenças respiratórias, acidentes cardiovasculares, diabetes ou câncer, ou, segundo alguns especialistas, tem efeitos comparáveis, e até mesmo superiores, aos do tabaco e do álcool.

A presença de gases, metais pesados, partículas e poeira, derivados principalmente das energias fósseis, no ar podem atravessar a barreira pulmonar e entrar no sangue.

O efeito mais prejudicial para a saúde está relacionado a uma exposição a longo prazo, em particular durante os picos de contaminação, quando aumentam as infecções respiratórias e as alergias.

Mais de quatro milhões de mortes prematuras, segundo a OMS, ocorrem todos os anos pela poluição.

Segundo a The Lancet, essas mortes prematuras, no entanto, diminuíram quase 16% desde 2005, graças principalmente a um menor consumo de carvão.

- Doenças infecciosas -

Ao alterar a temperatura e as chuvas, a mudança climática também agrava as doenças infecciosas e parasitárias.

Isso deve-se principalmente a novas áreas de propagação de mosquitos, aves e mamíferos envolvidos em epidemias causadas por vírus (dengue, chikungunya, zika , vírus do Nilo Ocidental...), bactérias (peste, doença de Lyma...), animais ou parasitas (malária).

A transmissão da dengue pode aumentar 36% com um aquecimento global de 2ºC até 2100, segundo o relatório da The Lancet. E com o aquecimento dos oceanos, mais áreas costeiras tornam-se propícias para a transmissão da bactéria vibrio, responsável pela cólera.

As tempestades ou enchentes também podem deixar água parada, propícias para a reprodução de mosquitos, enquanto as ondas de calor aumentam as infecções transmitidas pela água.

- Saúde mental -

Ansiedade, depressão ou estresse pós-traumático: a mudança climática também representa um risco para a saúde mental, especialmente em pessoas com transtornos psicológicos, segundo os especialistas.

Às consequências diretas de catástrofes naturais ou ondas de calor se somam efeitos indiretos, como a ecoansiedade, especialmente em adultos jovens.

Em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado neste sábado (25), o LeiaJá conversou com dois doadores que falaram sobre a importância desse ato voluntário que ajuda a salvar a vida de centenas de pessoas. Além disso, a reportagem descobriu ações que estão sendo realizadas pela Fundação de Hemoterapia e Hematologia de Pernambuco (Hemope) em homenagem e agradecimento aos doadores pelo serviço ofertado à sociedade.

Comemorações e alertas

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Mesmo a data funcionando como um dia em que parabeniza pessoas que procuram os hemocentros para fazerem suas doações, ainda serve como um alerta para que mais cidadãos doem. As fundações de hemoterapia e hematologia espalhadas por todo o Brasil ainda enfrentam estoques críticos de sangue.

Segundo o Ministério da Saúde, apenas 1,8% da população brasileira é doadora. O índice está dentro do intervalo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que varia de 1 a 3%. Ainda assim, não é suficiente para atender a demanda do país.

Pensando em enfrentar esse problema e incentivar a doação, a Fundação Hemope vem realizando, desde a última segunda-feira (20), a campanha "Parabéns doador! Sua doação voluntária merece toda gratidão e comemoração", que vem promovendo a entrega de certificados para os doadores e apresentações musicais. Neste sábado (25), o músico Wagner Do Sax encerrará as homenagens na recepção do hemocentro Recife, localizado no bairro das Graças, a partir das 9h.

Durante as homenagens, o Hemope promoveu uma coleta externa de doação de sangue, no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Em entrevista ao LeiaJá, o doador Nelson Imbert Baptista, de 55 anos, defendeu a importância de ações como essas. Ele, que é doador do estado do Rio de Janeiro, revelou para a reportagem o dia em que decidiu somar nessa luta de salvar vidas.

"Sempre ouvimos as pessoas falarem que gostariam de ajudar o próximo mas não têm condições financeiras para isso. Tenho sangue O- e 5 anos atrás uma pessoa implorava por este tipo de sangue nas redes sociais. E aí veio a reflexão: por que não doar algo que é de graça e que ajudará tanta gente? Não seria um egoísmo não atender as pessoas que tem suas saúdes debilitadas com algo que eu tenho de sobra ?  Assim nasceu o espírito doador em mim", disse.

Nelson deu até dicas de como conseguir enfrentar o medo de doar, algo que é tão temido por pessoas ainda optam em não serem doadoras. "Eu encaro como um exame de rotina . Olha para o lado oposto e fico no celular e quando vejo já acabou pois o processo é muito rápido. Sigo as recomendações que são passadas a todos os doadores: no dia  anterior uma boa noite de sono, hidratação, zero bebida alcoólica e alimentação saudável, inclusive minutos antes do procedimento. Nunca tive nenhum efeito colateral em todos esses anos".

O doador disse se sentir muito "agradecido por estar do lado de quem pode doar e não dos que precisam receber".

"Fico muito feliz pois sei que meu ato irá ajudar muita gente que está em vulnerabilidades no momento. A doação de sangue não traz nenhum malefício a saúde do doador, pelo contrário, você renova uma parte do seu sangue a cada doação. Então eu peço a todos que gozam de uma excelente saúde que reflitam sobre a possibilidade de doar. Vai lá e tente uma vez e veja como se sente antes de se tornar um doador. As vezes doamos porque um pai, mãe ou filho nosso precisam. Mas lembrem-se que aqueles irmãos desconhecidos que estão no leito de hospital, são pai, mãe ou filho de alguém", pontuou.

Compartilhando da mesma opinião, o doador Victor Moreno, de 29 anos, que também reside no Rio de Janeiro, afirmou que "doar não dói e é muito rápido". "Não há o que temer. Doar sangue salva vidas. Minha dica é tentar se distrair com outras coisas. O ato da doação dura menos de 10 minutos".

Victor, que começou a ser doador aos 18 anos em uma campanha na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará, ressaltou que os estoques de sangue estão baixos e que apenas "uma doação pode salvar mais de uma pessoa". "Doar sangue é uma ato de amor. Doe sangue. Doe vida".

Como doar?

Para ser um doador é preciso, primeiramente, cumprir requisitos. É importante ter boas condições de saúde, e ter entre 16 e 69 anos, pesando no mínimo 50 quilos. No dia anterior da doação, é necessário descansar e se alimentar bem. Além disso, a frequência das doações também é controlada, para homens é estabelecido um intervalo de 60 dias entre uma doação e outra, e para as mulheres o prazo é de 90 dias. 

Veja alguns requisistos:

- Caso esteja resfriado, a recomendação é de que se espere sete dias após o fim dos sintomas para doar o sangue;

- Mulheres que acabaram de ter filhos estão liberadas para a doação 90 dias após o parto normal e 180 dias em caso de cirurgia cesariana:

- Mulheres que estão amamentando devem esperar 12 meses para doarem sangue;

- Doadores e doadoras que tenham feito tatuagens ou pigmentações definitivas devem aguardar um ano;

- Algumas vacinas inabilitam a doação por determinado período. A vacina da gripe deve ter intervalo de 48 horas antes da coleta de sangue. Já as vacinas contra a covid-19 variam de 48 horas a sete dias, a depender do fabricante.

 

 

 

O consumo excessivo de antibióticos reduz sua eficácia e aumenta a resistência a estes medicamentos, um fenômeno que pode ser responsável por 10 milhões de mortes anuais no mundo até 2050, advertiu nesta quinta-feira o braço europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Embora a RAM, a resistência aos antimicrobianos [uma categoria que inclui os antibióticos], seja um fenômeno natural, o desenvolvimento e a propagação das superbactérias são acelerados pelo uso abusivo de antimicrobianos, o que complica o tratamento eficaz das infecções", indica a OMS Europa, que engloba 53 países e se estende até a Ásia Central.

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"Todos os países de nossa região tramitam normativas para prevenir o uso abusivo de antibióticos (...) A aplicação destas normas permitiria resolver a maioria dos problemas relacionados ao consumo abusivo de antibióticos", destacou Robb Butler, responsável pela divisão de doenças contagiosas.

A agência de saúde da ONU, com sede em Genebra, estima que se não houver uma intervenção imediata contra a resistência aos antimicrobianos poderá haver até 10 milhões de mortes por ano até 2050.

A principal preocupação das autoridades são as más práticas na hora de receitar antibióticos.

Um estudo realizado em 14 países da região, situados no leste da Europa e Ásia Central, mostra que as razões invocadas para o uso de antibióticos correspondem em 24% a casos de resfriado, seguidos de sintomas gripais (16%), dor de garganta (21%) e tosse (18%).

"Esta situação é preocupante, porque estes sintomas frequentemente são relacionados a vírus contra os quais os antibióticos não são eficazes", destaca o comunicado da OMS Europa.

O estudo foi realizado na Albânia, Armênia, Azerbaijão, Belarus, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Montenegro, Macedônia do Norte, Moldávia, Tajiquistão, Turquia e Uzbequistão.

Um terço das cerca de 8.200 pessoas entrevistadas disse ter usado antibióticos sem receita médica, de acordo com outra sondagem.

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