Tópicos | Saúde

A cada dia, o número de infectados pelo novo coronavírus aumenta exponencialmente no Estado do Pará. O secretário estadual de Saúde Pública, Alberto Beltrame, afirmou que a população não obedece, como deveria, às medidas de isolamento e distanciamento social, por isso o crescimento do número de contaminados pelo novo coronavírus. “As pessoas relaxaram, estão tranquilas, circulando, e o resultado está aqui”, disse o secretário, diante do quadro diário da Covid-19. Veja vídeo aqui.

O último boletim da Sespa registra 86 casos confirmados, 97 em análise, 1.042 descartados e uma morte. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou, nas redes sociais, alguns casos identificados em vários municípios, como Itaituba, Marabá, Novo Progresso, Altamira, São Geraldo do Araguaia, Goianésia do Pará, Oeiras do Pará e Benevides.

##RECOMENDA##

As autoridades pediram sensatez e responsabilidade à população, e voltaram a orientar para que todos fiquem em casa. Segundo o secretário, é preciso pensar no sistema de saúde que não pode entrar em colapso, senão haverá o risco de não atender com qualidade e segurança, sobretudo os casos mais graves da doença.

“Hoje temos cinco pessoas em internação. Alguns estáveis, e outras ainda entubadas, em ventilação mecânica. As pessoas adoecem e o sistema de saúde não pode adoecer. Sem sobrecarga, os profissionais, a seu tempo e sua forma, irão atender todos que necessitarem. Do contrário, teremos uma triste notícia em breve: passaremos a contar as mortes no Pará”, enfatizou Alberto Beltrame.

Na sexta-feira (3), no comunicado à população, o governador Helder Barbalho chamou a atenção de todos para a seriedade do momento atual. “Todos os dias temos alertado à população que esse processo viral se assemelha a uma montanha, e cabe a nós fazer uma opção: se essa escalada será longa em números, e se ela será duradoura entre nós”, disse o governador, diante do crescimento do número de casos da doença. 

“Feito esse balanço. Quem está relutando em acreditar na gravidade e quem ainda resiste à percepção de que cada um precisa contribuir, eu peço que possamos ter a certeza, finalmente, que o Estado não está livre do Coronavírus”, reiterou Helder Barbalho.

Com informações da Agência Pará.

A Prefeitura do Recife publicou, no Diário Oficial deste sábado (4), três portarias para a convocação de profissionais de saúde aprovados em seleções simplificadas realizadas anteriormente para reforçar o quadro de trabalhadores na frente de combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-COV-2). 

Ao todo, serão 298 médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem auxiliando no enfrentamento ao vírus em diversas unidades de saúde da cidade, como maternidades e upinhas, através da assinatura de contratos de trabalho por tempo determinado. Entre as especialidades inclusas nas convocações, estão clínico geral, enfermeiro SAMU, cirurgião geral e enfermeiro intensivista, entre outros. Para mais detalhes, acesse o Diário Oficial. 

##RECOMENDA##

LeiaJá também

--> Covid-19: PE lança edital de seleção com mais de 100 vagas

--> Mais 40 casos e 4 mortes por Covid-19 em Pernambuco

Durante uma live com representantes de associações de comércio de diversos segmentos na tarde deste sábado (4), o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre medidas do governo para auxílio aos empresários e redução dos impactos da pandemia da covid-19 nos empregos e na economia. Na conversa, que também contou com nove representantes de associações empresariais, Guedes defendeu a manutenção do isolamento social por enquanto, mas também citou possíveis medidas futuras até então não comentadas pelo responsável da pasta da Saúde, o ministro Henrique Mandetta. 

“Hoje conversamos com um amigo na Inglaterra que criou um passaporte de imunidade, coloca à nossa disposição 40 milhões de testes por mês”, disse o ministro, afirmando em seguida que as pessoas que obtiverem resultados negativos passariam a poder circular normalmente, mantendo os doentes e pacientes de grupo de risco sob isolamento. 

##RECOMENDA##

“Nós já estamos nos preparando e pensando lá na frente, temos esse teste em massa que ajuda para quando furar a onda da economia ter esse passaporte. Quem tiver livre continua trabalhando, que são os mais jovens, e os idosos em casa. Lá na frente. Eu repito, estamos em isolamento, como disse o ministro Mandetta”, afirmou Paulo Guedes. 

Ao falar da importância de aliar o isolamento social, necessário nesse momento para conter o avanço da doença, com medidas que mantenham a economia ativa e os empregos dos trabalhadores, o ministro da Economia também deu declarações que contrariam algumas medidas tomadas em municípios e Estados para ajudar a população carente, como a suspensão do pagamento de algumas contas. 

“Se usamos serviços de luz vamos pagar as contas para não ter descontinuidade. Estamos em período de hibernação, teletrabalho, e-commerce, mas temos que manter respirando e oxigenada a economia brasileira. Não podemos cair na tentação do calote. Podemos renegociar o aluguel, mas não podemos desorganizar as redes de pagamento. (...) Economicamente nós temos que estar de mãos dadas. Se pararmos de pagar luz, daqui a pouco falta luz. Se não pagarmos comunicação, daqui a pouco não tem serviço de comunicação. O máximo que pudermos nos manter de mãos dadas do ponto de vista econômicos nós temos que manter a economia funcionando”, disse Guedes. 

A antecipação de feriados para o período de quarentena, sugestão apresentada por um dos representantes de associações comerciais envolvidos no bate-papo com o ministro, foi bem recebida por Paulo Guedes, que reagiu com entusiasmo. “Vamo [sic] trazer os feriados para agora e depois vamos celebrar, vamos gastar dinheiro, sair e celebrar a vida”, disse o ministro. Confira a transmissão:

[@#video#@]

LeiaJá também

--> Páscoa da quarentena: projeção é de queda de vendas

--> Na web, empresários lançam movimento #NãoDemita 

Em meio à crise do coronavírus, o governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu mudanças em sua equipe de Saúde. A subsecretária de Gestão da Atenção Integral da Saúde, a médica Mariana Scardua, foi exonerada do cargo, junto com o seu chefe de gabinete, o advogado Luiz Otávio Mendonça.

Mariana respondia por áreas envolvidas no combate ao coronavírus, como as de gestão de unidades de saúde do Estado, regulação de leitos e protocolos sobre manejo de medicamentos.

##RECOMENDA##

Ela integrava a equipe de saúde desde o início do mandato do governador Wilson Witzel (PSC), em 2019.

Witzel está na linha de frente dos governadores que criticam o presidente Jair Bolsonaro pela política de combate à covid-19.

Pelo levantamento do governo estadual, foram confirmados até agora 1.074 contaminações e 47 óbitos no Rio.

Saber um pouco mais sobre o funcionamento do seu corpo e sobre as doenças que podem derrubá-lo é sempre bom. Com novas notícias sobre o novo Coronavírus batendo na porta dos brasileiros todos os dias e em uma época em que a desinformação é a pior inimiga da prevenção, listamos cinco podcasts sobre saúde para você ouvir no conforto do lar. Assim, dá para saber mais sobre o COVID-19 e outras doenças, sem precisar furar a quarentena voluntária.

Medicina em debate

##RECOMENDA##

O podcast Medicina em Debate, como o próprio nome já diz, fala sobre medicina, saúde e política traduzidas para o dia-a-dia. As discussões são pautadas dentro da área médica e da saúde na nossa sociedade.Os episódios têm em média 60 minutos de duração e é possível ouví-los no Spotify.

Microbiano

De acordo com a própria descrição do programa, a ideia do Microbiando é discutir artigos científicos de ponta em todas as áreas da Microbiologia e Imunologia. Com uma linguagem bem acessível os apresentadores destrincham artigos sem perder o rigor científico e analítico necessário para essa tarefa. Os episódios têm média de 50 minutos ou mais.

DrauzioCast

Podcast do dr. Drauzio Varella, com pequenos áudios sobre diversos assuntos em Saúde como, AIDS e importância de lavar as mãos, além de comentários sobre grandes assuntos em pauta. Há ainda alguns episódios especiais com média de 25 minutos, mas a maioria tem 2 minutos ou menos. É possível ouví-lo no Deezer e no Spotify.

Pausa para saúde

Podcast do Ministério da Saúde, no ar desde 2018. Com quase 100 programas o podcast informa sobre o combate de doenças, como o novo coronavírus, dá dicas de prevenção contra outras enfermidades, entre outros assuntos. Os episódios têm duração de entre 10 e 20 minutos e é possível ouvi-lo no Spotify ou no site do Ministério.

Detetives da saúde

Toda semana, o podcast Detetives da Saúde discute sobre alimentação, atividade física, medicina e tudo o que envolve o bem-estar físico e mental. Produzido pela Revista Saúde), ele reúne especialistas e jornalistas para uma conversa que separa os fatos das fake news. Os episódios tem em média 50 minutos e podem ser ouvidos tanto no Deezer quanto no Spotify.

O Ministério da Saúde evitou fazer estimativas sobre quantos casos de contaminações prevê atualmente em todo o País, dado o ritmo atual de casos registrados diariamente de contaminações e mortes. O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, disse, porém, que não acredita que o Brasil chegue a registrar 100 mil óbitos pelo novo coronavírus.

"Nós não acreditamos que chegue nesse número (de 100 mil mortos). E vamos trabalhar muito para que esse número não aconteça", comentou Gabbardo, durante coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 03, quando o Brasil chega a 9.056 casos confirmados da covid-19. Foram 1.146 novas confirmações nas últimas 24 horas. As mortes pela doença subiram de 299 para 359 óbitos. A atual taxa de letalidade está em 4%.

##RECOMENDA##

Gabbardo respondia a um questionamento da imprensa, que se baseou em uma projeção do próprio Ministério da Saúde, de que cerca de 50% da população brasileira pode ser contaminada pelo vírus nos próximos meses, ou seja, cerca de 107 milhões de brasileiros. Por esse raciocínio, se for tomado como base um grau de letalidade de 0,01% da covid, mais de 100 mil pessoas morreriam da doença.

Gabbardo afirmou que, pelo mesmo raciocínio, a China, com quase 1,5 bilhão de habitantes, teria 750 mil óbitos, quando o país informou ter pouco mais de 3 mil óbitos. O ministro Luiz Henrique Mandetta, no entanto, ponderou que o número da China pode, simplesmente, não refletir a verdade.

"A não ser que o número da China não retrate a realidade", comentou. "Isso daí as academias de ciência do mundo inteiro estão analisando. Seja lá como for, nós daremos o máximo de transparência e o máximo de confiança com nossos dados. Agora, realmente um país com 1,5 bilhão de pessoas falar que perdeu 3 mil pessoas com um vírus que está causando isso, é realmente digno de muitas perguntas."

Na semana passada, um estudo da Imperial College de Londres, instituição que vem fazendo quase em tempo real projeções matemáticas do crescimento da pandemia e avaliações das ações em andamento, havendo uma restrição mais ampla de isolamento no Brasil, e feita de modo rápido, poderiam ocorrer cerca de 44 mil mortes no País. Em um cenário com regras menos rígidas de isolamento, a previsão é de cerca de 627 mil óbitos.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta sexta-feira, 3, que o momento é de estresse e que tem tomado "muito chá de camomila" durante a crise decorrente do novo coronavírus. Ele falou sobre o assunto, em tom bem humorado, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto para falar sobre a situação da covid-19 no Brasil.

Em certo momento, houve uma divergência entre um funcionário da equipe presidencial e um fotógrafo que tentava fazer um registro dos ministros presentes."Está todo mundo muito estressado. Estou tomando muito chá de camomila. Tomem também", disse o ministro após ser interrompido. Em seguida, voltou a fazer as atualizações do Ministério da Saúde.

##RECOMENDA##

Ontem, Mandetta foi criticado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que falta humildade ao ministro da Saúde e que os dois estão "se bicando há algum tempo". Pouco depois, Mandetta reagiu dizendo que só trabalha. "Olha, eu só trabalho. Lavoro, lavoro (trabalho, em italiano)", respondeu ao ser questionado pelo Broadcast Político.

O ministro falou com a reportagem, na noite de quinta-feira, 2, durante reunião com a Confederação Nacional de Medicina (CFM) e outras entidades para tratar sobre o uso da cloroquina para tratamento da covid-19. No dia anterior, Mandetta foi excluído de reunião entre Bolsonaro e um grupo de médicos para discutir o mesmo assunto.

A cloroquina é um dos temas de divergência entre Bolsonaro e Mandetta. Enquanto o presidente defende irrestritamente a aplicação do medicamento, Mandetta pede cautela até que haja comprovação científica da eficácia desse fármaco, normalmente usado para malária. Agora, Mandetta tem dito que estudos sobre cloroquina tem avançado e ampliou o uso para casos graves do novo coronavírus no País.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, resolveu baixar um pouco a expectativa criada em torno da cloroquina, medicação de tratamento de malária que tem sido testada em casos graves de pacientes com covid-19.

Um dia atrás, Mandetta disse que os primeiros testes científicos com uso de cloroquina começam a mostrar resultados positivos e que a "ciência começa a achar o caminho" no combate à doença. Nesta sexta-feira, 03, porém, Mandetta disse que, após uma reunião com médicos especialistas que analisaram um primeiro trabalho científico publicado pelo New England Journal of Medicine, dos Estados Unidos, concluiu que o resultado não é tão promissor.

##RECOMENDA##

"O 'paper' é muito frágil no caso de cloroquina", disse Mandetta, ao se referir ao trabalho científico.

A cloroquina tem sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro como um remédio eficiente para combater a doença. Nesta semana, sem a presença de Mandetta, Bolsonaro se reuniu com um grupo de médicos para sobre o assunto.

Hoje, Mandetta não mencionou a reunião, mas deu seu recado a Bolsonaro e àqueles que estiveram com o presidente. "Estou trabalhando com pouca gente, mas normalmente os 'cabeças brancas' aqueles que têm mais tempo e vivência, não só de sistema, mas de medicina, onde a gente está discutindo algumas possibilidades em tempos de tantas incertezas."

Independentemente disso, Mandetta disse que o Ministério da Saúde vai oferecer aos médicos do País a possibilidade de utilizarem a cloroquina como opção de tratamento não apenas para os casos críticos de pacientes, como tem ocorrido até agora, mas também para aqueles que estão em situação grave.

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta sexta-feira (3), que os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo vão destinar R$ 325 milhões em emendas parlamentares para o combate ao coronavírus no estado. O recurso vai ser utilizado exclusivamente para ações na área de saúde e de combate ao coronavírus.

A autorização para liberação inicial de R$ 82 milhões será publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo neste sábado (4). O restante dos recursos, no total de R$ 243 milhões, será liberado no prazo máximo de dez dias.

##RECOMENDA##

Violência doméstica

Doria anunciou também que a Delegacia Eletrônica começou a registrar casos de violência doméstica em São Paulo. No entanto, o atendimento presencial prossegue normalmente nas 134 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do estado.

Assim como nos demais casos registrados pela delegacia eletrônica, os boletins de violência doméstica passarão por uma triagem e serão encaminhados às DDMs correspondentes à região de cada ocorrência. Nas cidades que não possuem uma DDM, a ocorrência será direcionada à delegacia territorial correspondente à residência da vítima.

Caberá aos delegados e delegadas responsáveis providenciar as diligências e perícias necessárias, assim como entrar em contato com as vítimas.

Decreto municipal

Durante coletiva ao lado do governador, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse ter assinado um decreto que prevê, entre outras medidas, a prorrogação, por 90 dias, das validades das certidões conjuntas negativas de débito; a suspensão, por 60 dias, do envio de débitos inscritos na dívida ativa a tabelionatos de protestos e de letras e títulos; e a suspensão por 30 dias da inscrição em dívida ativa de débitos perante o município.

Segundo o prefeito, a medida prevê diminuir os impactos social e econômico na cidade de São Paulo por causa da crise relacionada à pandemia do coronavírus. De acordo com Covas, a prefeitura estima agora que os impactos econômicos na cidade de São Paulo, com a perda de arrecadação, serão da ordem de R$ 3,6 bilhões.

 

O UnitedHealth Group Brasil, empresa do ramo da saúde, divulgou, nesta sexta-feira (3), um processo seletivo para o preenchimento de 3 mil vagas para os níveis técnico e superior. A oportunidade é para trabalhar nos hospitais da rede localizados no Ceará, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A seleção está ofertando vagas para as funções de médico do trabalho, enfermeiro, técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem, farmacêutico, auxiliar de farmácia, fisioterapeuta e auxiliar clínico. Também há oportunidades para funções administrativas, de recepcionista e assistente de marcação. Os salários não foram revelados.

##RECOMENDA##

Profissionais da área de enfermagem ainda sem experiência podem concorrer, porém é necessário possuir o registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN) para as posições dessa área. Os aprovados trabalharão imediatamente com escalas para os turnos da manhã, tarde e noite.

Além disso, o processo ainda inclui uma série de benefícios para os selecionados. Quem deseja participar pode se inscrever através do site da empresa ou por meio de envio de currículo para o e-mail do UnitedHealth Group Brasil.

O Ministério da Saúde voltou a considerar nesta sexta-feira, 3, que o primeiro caso da covid-19 no Brasil ocorreu no fim de fevereiro, em vez de no dia 23 de janeiro.

A mudança se deu por uma alteração no registro de um óbito em Minas Gerais, apontado ontem como a chegada da doença no País. Em nota, a pasta disse que a data de começo de sintomas da paciente, na verdade, foi em 25 de março.

##RECOMENDA##

Com a mudança, o primeiro caso volta a ser o de um homem em São Paulo, anunciado em 26 de fevereiro pelo governo federal.

O Ministério da Saúde disse que foi informado nesta sexta pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais sobre mudança em dados sobre a investigação do óbito que havia sido apontado como o primeiro do país.

"O Ministério da Saúde foi comunicado pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais nesta sexta-feira, 3, sobre a conclusão de investigação do possível primeiro caso de covid-19 no Brasil. A informação de início dos sintomas foi alterada de 23/1/2020 para 25/3/2020. Os dados no sistema de notificação estão sendo atualizados", diz nota da pasta.

Pernambuco confirmou, nesta sexta-feira (3), a décima morte pelo novo coronavírus no estado. Trata-se de uma mulher de 51 anos, residente do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Ela era fumante e já tinha procurado unidades de saúde por problemas respiratórios.

A paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipojuca em 31 de março. Ela chegou a ser entubada, mas não resistiu.

##RECOMENDA##

Nas últimas 24 horas, também foram confirmados mais 30 casos da Covid-19. Com isso, Pernambuco tem 136 casos confirmados. O número expressivo de confirmações em um dia se deve, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), à ampliação em 120% das testagens na rede pública. 

A secretaria destaca também que laboratórios privados que realizam a testagem, tanto de casos leves quanto de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (Srag), voltaram a ter capacidade de testagem e passaram a informar sobre os resultados. Nesses casos, o Lacen-PE analisa a metodologia e protocolos utilizados e, estando em conformidade com as normas técnicas, passa a validar os resultados.

Dos 30 novos confirmados, 17 são do sexo masculino e 13 do feminino, com idade entre 18 e 93 anos, além de um bebê de um mês. A criança, do sexo masculino, apresentou sintomas de gripe e foi levada ao Imip, no Recife, na última segunda-feira (30). Ela foi encaminhada nesta manhã ao Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e apresenta bom estado de saúde. A mãe do menino não apresenta sintomas e o pai está em isolamento domiciliar. 

Os casos em Pernambuco estão distribuídos por 14 municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, São Lourenço da Mata, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Petrolina, Ipubi, Aliança e Goiana, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros estados e países. No momento, 45 pacientes estão internados, sendo 19 em UTI/UCI e 26 em leitos de isolamento. Outros 64 estão em isolamento domiciliar e 17 já se recuperaram da doença.

O Instituto Federal do Pará (IFPA) criou uma rede de cooperação com o objetivo de combater a disseminação da covid-19. O grupo do Campus Belém começou a produzir um protótipo de viseiras de proteção em impressoras 3D para doar aos hospitais da capital paraense, além disso, o tempo de produção é de 50 a 60 minutos para cada viseira.

O material oferece proteção total ao rosto e ajuda a não propagar o contágio de doenças transmissíveis pela saliva e fluidos nasais, como é o caso do novo coronavírus. A ação faz parte do plano de ação desenvolvido pelo Grupo Especial de Prevenção a Covid-19 do IFPA. 

##RECOMENDA##

De acordo com a professora Helena Cunha, coordenadora do grupo, a iniciativa é importante para suprir uma carência das unidades de saúde. “Os hospitais não estavam preparados com estoques de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), por exemplo, a viseira protetora facial”. 

A docente ainda ressalta a importância dos equipamentos, que seguirão os requisitos legais e as normas de segurança do Ministério da Saúde. “Ele é usado tanto em procedimentos de intubação, como nos atendimentos gerais”, destacou. De acordo com a profissional, o objetivo principal é proteger a região dos olhos contra gotículas, além de ajudar a prolongar a vida útil das máscaras.

Quando o confinamento terminar, é quase inevitável que ganhemos alguns quilos a mais, dizem os especialistas, embora também acreditem que estar em casa seja uma oportunidade de ouro para começar a cozinhar.

"Não sei se sairemos melhores dessa experiência, mas ficaremos mais gordos", alerta a nutricionista Béatrice de Reynal, para quem é necessário agir sem demora... comendo menos.

##RECOMENDA##

"Todos vamos passar por isso", acrescenta Julian Mercier, consultor de culinária em esporte e saúde. "Mesmo eu, costumo recorrer ao chocolate em vez de uma maçã. Isso pode nos fazer mal", comenta.

O estilo de vida sedentário, a atividade física reduzida a quase nada e a proximidade com a geladeira e suas tentações são um coquetel explosivo para a silhueta, uma situação sem precedentes em um período tão longo.

"Nós já tínhamos medo de uma escassez [por causa do consumo desenfreado] durante a Guerra do Golfo, ou nos períodos em que as pessoas ficavam em casa após atentados, mas as pessoas tinham que ir trabalhar. Agora, temos uma parte da população que não trabalha e não se move", ressalta o diretor do Centro de Pesquisa Francês para Estudo e Observação das Condições de Vida (Credoc), Pascale Hébel.

- Comer menos -

A questão do ganho de peso é principalmente matemática: na ausência de quase qualquer atividade física, um adulto gasta de 200 a 400 a menos calorias por dia, diz a nutricionista Jennifer Aubert. Daí a necessidade de reduzir porções e continuar em movimento.

O período atual também cria muito estresse - medo da morte e da doença, problemas financeiros -, e a comida serve como refúgio. E, "passando tanto tempo em casa, é fácil comer mais do que deveria", diz a Fundação Britânica de Nutrição.

As condições de vida, o isolamento e o confinamento familiar também afetam a maneira como comemos.

"Para quem tem filhos, para evitar preocupações, é mais fácil fazer macarrão à bolonhesa, que todo mundo gosta, em vez de lutar para fazê-los comer espinafre", diz Mercier.

Outro parâmetro é o fato de que nem todo mundo cozinha, explica Hébel, além da falta de um bom espaço para cozinhar em algumas casas.

Daí uma tendência já observada em recorrer a pratos preparados, que desapareceram das lojas no início do confinamento, imediatamente após o macarrão e o arroz.

Que recomendações os especialistas dão para evitar peso extra na balança? Todos concordam: organizar o dia e os horários das refeições para evitar comer a qualquer hora, fazer atividade física e cozinhar o máximo possível.

- Comida caseira -

O contexto também pode ajudar, afirma Jennifer Aubert. "Você não pode sair, por isso há menos brechas e também mais tempo para praticar esportes em casa", acrescenta.

Como resultado, muitos perdem peso desde o início do confinamento, assegura.

Para o chef confeiteiro francês Cyril Lignac, que organiza durante o confinamento um programa muito popular na televisão - o "Tous en cuisine" -, esse período de confinamento também é uma oportunidade de "comer de forma saudável e equilibrada".

"Entre todas as filmagens em que como doces, os restaurantes em que provo pratos, ou a preparação de meus bolos, aproveito a oportunidade para cozinhar em casa e comer levemente, sem muito açúcar", admite à AFP.

"Entendo que nos sentimos à vontade em casa: assistimos à televisão, lemos livros e gostamos de comer alguma coisa, principalmente eu. Mas gosto muito da ideia de fazer as coisas em casa (...) Esse período é uma oportunidade para ensinar crianças e adolescentes a cozinhar coisas simples", insiste.

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (2) que detectou registro do primeiro caso de novo coronavírus no Brasil em 23 de janeiro. Antes, a pasta considerava um diagnóstico divulgado em 26 de fevereiro como sendo a chegada da doença no País.

O ministério não deu detalhes sobre a primeira infecção no Brasil. "Havia circulação inicial de casos (da covid-19) já no final de janeiro de 2019", disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, em entrevista no Palácio do Planalto sobre o balanço da pandemia no Brasil.

##RECOMENDA##

Oliveira explicou que o paciente foi identificado a partir da análise de internações passadas por síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O País registra forte alta de hospitalizações por este tipo de doença em 2020, indicando subnotificação de casos da covid-19.

Na semana que se encerrou em 21 de março (12ª semana epidemiológica), o País teve 7771 hospitalizações por SRAG, que podem incluir casos da covid-19, contra 1061 no mesmo intervalo do ano anterior. Em 2020, o aumento de internações deste tipo é de 197%.

O secretário de Vigilância em Saúde disse que esta descoberta de casos anteriores é normal. Ele lembrou o surto de zika, em 2014, quando no ano seguinte descobriram um novo "primeiro caso" no País.

O Ministério da Saúde ampliou o alcance da campanha de vacinação contra a gripe influenza, que teve início no dia 23 de março, com o atendimento de idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde.

Agora, a partir do dia 16 de abril, na segunda fase de vacinação, serão atendidos caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários, além de profissionais do sistema prisional, detentos e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, que estejam detidos e sob medidas socioeducativas. Essa fase inclui ainda os profissionais de forças de segurança e salvamento e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

##RECOMENDA##

A terceira etapa da vacinação da gripe, que começa em 9 de maio, vai atender professores de escolas públicas e privadas, além de gestantes, mães em fase de pós-parto, pessoas com deficiência, adultos de 55 a 59 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos e povos indígenas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ação será realizada em postos de saúde de todas as regiões do País, ao mesmo tempo.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disparou duras críticas contra o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), por causa de uma ação judicial movida pela autarquia para impedir a convocação de seus médicos para atuarem em outros locais do País.

O Ministério da Saúde emitiu uma portaria para cadastrar profissionais de saúde de diversas áreas que estejam dispostos a serem chamados para atuar em diferentes áreas do Brasil, conforme o avanço da covid-19. O Cremerj, no entanto, disse Mandetta, já achou que se tratava de uma convocação e entrou na Justiça para ter o direito de não ter seus médicos convocados.

##RECOMENDA##

"Primeiro, quero dizer que isso não existe. Médico enfrenta a situação. Segundo, que a lei prevê a requisição de bens e serviços. Se tiver necessidade, a gente vai requisitar. Terceiro, eu lembro bem quando teve uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Eu era secretário de outro Estado, mas coordenei a ida de médicos de outros Estados para ajudarem no Rio de Janeiro a enfrentar a epidemia de dengue", disse Mandetta.

O Rio registra nesta quinta-feira 992 casos de contaminação no Estado, além de 41 mortes pelo coronavírus. É o segundo maior foco de contaminação e morte em todo o País, só atrás de São Paulo.

"Esse ano, um dos Estados que mais podem ter dificuldade de enfrentar a epidemia é o Rio de Janeiro. Quero deixar muito claro que essa não é a posição dos médicos brasileiros", disse Mandetta, visivelmente irritado com a decisão da Cremerj. tSe o Rio de Janeiro precisar, se o Cremerj precisar dos médicos brasileiros, pode solicitar. Eu tenho certeza que os médicos de outros Estados saberão atender o Rio de Janeiro. Não há necessidade de fazer ação judicial. Fica aqui a minha observação", comentou o ministro.

Apesar de destacar que se trata apenas de um cadastro, Mandetta voltou a frisar que o governo federal pode, por lei, convocar o apoio de profissionais do Estado. "Se tiver necessidade, nós iremos convocar sim. Mas por enquanto, não há. Por enquanto, queremos um cadastro para saber quem são aqueles que têm disponibilidade. E não só médicos, mas também enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas", disse. "Por que não ir ajudar o outro Estado? Por que não trabalhar? Por que não salvar vidas? Abrimos um cadastro de profissionais de saúde para que, se for necessário, fazer um chamamento de médicos para atenderem em determinadas regiões."

Ficar em casa continua sendo a melhor forma para evitar a propagação do novo coronavírus. Em tempos de pandemia, o isolamento social passou a brotar atividades que ninguém jamais acharia que um dia teria a chance de realizar. Uma das ações que está acontencendo em diversos lares são as aventuras gastronômicas. 

Na cozinha, as pessoas estão se arriscando na elaboração de receitas bastante suculentas. Mas antes de se jogar literalmente no universo de sabores, vale lembrar que seguir os passos de uma alimentação correta deve ter uma atenção redobrada. Comer de todo jeito não é uma maneira correta para saciar o desejo de meter literalmente o pé na jaca. 

##RECOMENDA##

De acordo com Fernanda Mossumez, ingerir qualquer tipo de alimento é um risco à sáude. Para a médica nutróloga, "o isolamento social limita não só a possibilidade de fazermos exercícios, mas também as atividades diárias de ir e vir, o que, certamente, interfere no peso". Ela alerta também que a imunidade pode ser afetada com o hábito da alimentação irregular durante a quarentena.

Outro detalhe importante que merece ser debatido é a dieta por conta própria. Buscar meios para emagrecer não deve ser adotada sem a orientação de um especialista. Fernanda alerta que "é preciso se alimentar corretamente, manter a hidratação e praticar exercícios físicos, mesmo que dentro de casa". 

Doces, por exemplo, devem ser consumidos em pequenas quantidades, já que a dispensa oferece opções práticas para quem não deseja perder tempo na cozinha. Segundo Fernanda, investir em frutas frescas e chás, além de muita água, viabiliza um cotidiano saudável e sem culpa.

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou um novo processo seletivo, destinado à contratação de profissionais para atuarem na categoria de residência na área de saúde, nas modalidades uniprofissional e multiprofissional. As inscrições devem ser realizadas no período de 16 de junho a 5 de agosto, através do site da banca organizadora do certame.

A taxa para participação é de R$ 290,00, já a remuneração oferecida é no valor de R$ 3.330,43. A relação dos candidatos inscritos no processo seletivo será divulgada no site da Fuvest e no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 18 de agosto, juntamente com o local de prova. 

##RECOMENDA##

Para participar da seleção é necessário que os candidatos tenham concluído ou venham a concluir até o dia 1º de março de 2021, bacharelado em um dos seguintes cursos: Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Física/Física Médica, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Saúde Pública/Saúde Coletiva, Serviço Social e Terapia Ocupacional. Além disso, é preciso que os aprovados estejam  desvinculados de quaisquer Programas da Universidade de São Paulo e de Programas de Bolsas Governamentais para Residências em Área Profissional da Saúde de quaisquer instituições que, por ventura, ainda estejam cadastrados.

O processo de seleção será composto por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório,  e dissertativa, de caráter classificatório, prevista para ser aplicada no dia 30 de agosto. A prova objetiva contará com 40 questões de 

múltipla escolha, já a dissertativa constará de uma situação ou problema de caso da profissão que o candidato pretende exercer. Caso selecionado, o concorrente deve realizar a segunda etapa da seleção, que será feita por análise curricular.  

Para mais informações, consulte o edital de abertura das inscrições.

A proliferação do novo coronavírus no Rio de Janeiro já afastou cerca de 30 médicos e 100 enfermeiros. Os profissionais tiveram de deixar os postos de atendimento por suspeita ou após serem confirmados com a covid-19. A classe aponta dificuldades no sistema de saúde e alega que o principal motivo para o contágio é a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.

De acordo com o diretor do Conselho Regional de Enfermagem, Glauber Amâncio, desde o início da pandemia os sindicatos dos profissionais de saúde estão recebendo várias denúncias. O autor do levantamento também reforçou que as informações serão encaminhadas ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e Vigilância Sanitária.

##RECOMENDA##

O diretor sintetizou os pedidos e elencou as principais reclamações. Os itens que estão em falta na rede de saúde do Estado são: sabão, máscaras N95, papel toalha e máscaras cirúrgicas. Outra denúncia refere-se aos EPIs foram dos padrões. Tanto que profissionais do Hospital Salgado Filho, no bairro do Méier, na Zona Norte, foram flagrados utilizando sacos plásticos como capotes cirúrgicos para continuar atendendo à população.

"O Conselho Regional de Enfermagem já recebeu 127 denúncias de profissionais de enfermagem, em sua grande maioria sobre a falta do EPI (...) em relação à exposição pela falta do EPI, nós temos 15 mil profissionais de enfermagem expostos e 4 mil profissionais médicos expostos", apontou Amâncio ao G1.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que deu início a distribuição de cinco mil máscaras nessa quarta-feira (1º). O material é advindo de doações do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) e Federação das Indústrias do Estado do RJ (Firjan). Também foi anunciada a compra de 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas, 150 mil máscaras de proteção, 300 mil óculos de proteção e 600 mil aventais, além gorros cirúrgicos e luvas de proteção.

Situação se repete com a PM

A policiais militares também apontaram inconformidades nos esforços do Estado para prevenção do novo coronavírus. A categoria afirma que compartilha objetos entre os agentes, como as próprias armas de fogo, e não recebe orientações sobre o uso. Itens importantes como álcool em gel, luvas e máscaras também estariam em falta.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que fechou contrato para compra de 60 mil unidades de máscaras PFF2/95. O primeiro lote, com cinco mil itens, foi entregue na quarta-feira (1º). Os demais lotes serão distribuídos a cada dois dias. Também foram comprados 50 mil litros de álcool 70% para a limpeza de viaturas e 900 mil embalagens de álcool em gel.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando