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A Justiça do Rio de Janeiro aceitou na quinta-feira, 13, o pedido de recuperação judicial do Grupo Petrópolis, dono das marcas de cerveja Itaipava, Crystal e Petra. A empresa soma dívidas estimadas em R$ 4,2 bilhões em março, e havia feito o pedido de recuperação à Justiça em 27 de março. Com a decisão da juíza Elisabete Franco Longobardi, da 5.ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, ficam suspensas todas as ações ou execuções contra a companhia.

Com 24 mil empregos diretos e 100 mil indiretos estimados, o grupo alegou atravessar uma crise de liquidez que já perdurava um ano e meio.

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A empresa afirmou ter registrado uma "drástica redução de receita" no período, "em razão da grande queda no volume das vendas", de acordo com a defesa realizada pelo escritório Salomão, Kaiuca, Abrahão, Raposo e Cotta Advogados.

Também disse ter sido impactada pelo "aumento incessante da taxa Selic, utilizada sucessivamente pelo Banco Central como principal ferramenta de política monetária para combate a inflação".

"Diante do atual nível de endividamento do Grupo Petrópolis e mantidos os spreads das operações atuais, o aumento da Selic/CDI gera um impacto de aproximadamente R$ 395 milhões por ano no fluxo de caixa", afirmou a empresa.

No fim de março, a Justiça havia concedido ao grupo uma tutela cautelar de urgência que determinava a liberação dos recursos da empresa pelo Banco Santander, Fundo Siena, Daycoval, BMG e Sofisa. A decisão também nomeava como administradores judiciais o escritório de advocacia Zveiter e a empresa Preserva-Ação, do advogado Bruno Rezende.

O Grupo Petrópolis detém participação de 13% no mercado de cervejas do País. Segundo a petição em que pediu recuperação judicial, a empresa vendeu no ano passado 24,1 milhões de hectolitros de bebidas, representando uma queda de 23% na comparação com 2020. Essa redução significou um recuo de 17% na receita bruta do período.

A companhia também acusou os concorrentes da adotarem um "planejamento tributário abusivo", condenado pela Receita Federal, para conseguir não repassar o aumento de custos dos últimos dois anos ao consumidor final. O Grupo Petrópolis, de acordo com sua defesa, não adotou a mesma prática e precisou reduzir as margens para continuar competitiva, o que também a teria prejudicado.

Por isso, a empresa afirmava que as medidas solicitadas no pedido de recuperação judicial eram urgentes para evitar "iminente estrangulamento do fluxo de caixa" diante do vencimento de dívidas financeiras.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou nessa segunda-feira (13), a suspensão de duas ações penais contra o empresário Walter Faria, do Grupo Petrópolis, derivadas da 62ª fase da Operação Lava Jato. A decisão se deu no âmbito de um pedido da defesa para extensão dos efeitos do despacho que beneficiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anulou as provas produzidas contra o petista no acordo de leniência celebrado entre a empreiteira Odebrecht e o Ministério Público Federal.

Em seu despacho, Lewandowski registrou que tanto o requerimento de medidas cautelares do Ministério Público Federal, quanto a decisão que deflagrou a chamada Operação Rock City, em julho de 2019, "fizeram amplo e irrestrito uso" do acordo de leniência da Odebrecht e dos elementos de prova oriundos de tal pacto.

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A suspensão determinada pelo ministro do STF se deu em caráter cautelar e atinge uma ação que tramita junto à 6ª Vara Federal de São Paulo e outra que corre perante à 13ª Vara Federal de Curitiba. Lewandowski pediu informações a ambos os juízos.

"Nessa linha de raciocínio, vislumbro, então, que estão presentes não apenas a plausibilidade do direito invocado pelo requerente, como também o perigo de dano ao seu status libertatis, hipóteses que autorizam a tutela de urgência requerida na inicial, inclusive no bojo de ações reclamatórias, segundo autorizam reiterados precedentes desta Suprema Corte", escreveu o ministro em seu despacho.

O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, abriu ação penal contra o empresário Walter Faria e outros 21 investigados que mantêm ligações com o Grupo Petrópolis, a Odebrecht e o Antígua Overseas Bank por 642 atos de lavagem de dinheiro. O esquema teria movimentado, entre 2006 e 2014, cerca de R$ 1,1 bilhão em valores atualizados. O magistrado não acolheu a denúncia contra Nelson de Oliveira. A decisão foi tomada na quarta-feira, dia 26.

A denúncia foi oferecida pela Lava Jato em Curitiba em 13 de dezembro de 2019. A peça é resultado da 62ª fase da operação, denominada "Rock City", deflagrada em 31 de julho do mesmo ano, para apurar o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado pela Odebrecht de contratos com a Petrobras.

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A denúncia foi rejeitada em prol de Nelson de Oliveira, parcialmente aceita em face de Wladimir Teles de Oliveira e de Marcio Roberto Alves do Nascimento e totalmente aceita em relação aos outros 20 denunciados. Os acusados têm dez dias para apresentar defesa no processo.

O caso

As investigações apontam que Faria, do Grupo Petrópolis, "atuou em larga escala na lavagem de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de propinas". Ele também teria "atuado no pagamento de subornos decorrentes do contrato da sonda Petrobras 10.000".

Em contrapartida, Faria teria recebido "altas somas no exterior e uma série de negócios jurídicos fraudulentos no Brasil", diz o Ministério Público Federal.

A Lava Jato acusa a Odebrecht de repassar o dinheiro ilícito diretamente a contas no exterior relacionadas à empreiteira e ao grupo Petrópolis. Para isso, teria usado "camadas de contas estrangeiras em nome de diferentes offshores".

A Procuradoria diz. "Essa estratégia envolveu também a utilização de complexa estrutura financeira de contas no exterior relacionadas às atividades do grupo Petrópolis. De acordo com documentação encaminhada pela Suíça, foram identificadas 38 offshores distintas com contas bancárias no EFG Bank de Lugano, controladas por Faria. Mais da metade dessas contas permaneciam ativas até setembro de 2018."

A Procuradoria pedia a abertura de ação contra Nelson de Oliveira. Ele seria o representante da conta Headliner Limited, cujo beneficiário econômico seria Walter Faria. A conta teria recebido valores para benefício de Walter Faria entre 30 de outubro de 2007 e 1º de setembro de 2008.

Mas a defesa apresentou documentos que comprovam a desvinculação de Oliveira da conta em abril de 2006. Assim, o magistrado federal não abriu ação contra ele.

Defesas

A reportagem entrou em contato com o Grupo Petrópolis, a Odebrecht e o Antígua Overseas Bank. O espaço está aberto para posicionamento do banco e das empresas - bem como dos demais citados.

Com o cargo de presidente vago desde que o seu fundador, Walter Faria, foi preso há quatro meses acusado de corrupção por lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, o Grupo Petrópolis, dono da cerveja Itaipava, tem buscado empréstimos de bancos estrangeiros e fundos de investimento especializados em empresas em dificuldades para financiar sua expansão.

Faria se entregou no dia 5 de agosto à Justiça de Curitiba, após cinco dias foragido - pesam sobre ele e a empresa acusações de lavagem de dinheiro. A companhia teria destinado, entre 2006 e 2014, R$ 329 milhões à Odebrecht para que a empreiteira repassasse os valores adiante em forma de propina. O empresário, apontado como um dos 20 brasileiros mais ricos no início deste ano pela revista Forbes, teve também bloqueados seus bens, avaliados em R$ 1,3 bilhão.

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Terceira maior cervejaria do País, com faturamento líquido de R$ 9,6 bilhões em 2018 e 14% de participação de mercado - contra de 61% da Ambev e 20% da Heineken, segundo dados Nielsen obtidos pelo Estado -, a Petrópolis é há anos considerada um ativo problemático, embora o negócio seja gerador de caixa. De um lado, a empresa atrai interesse de concorrentes e de grupos estrangeiros por causa de seu crescimento. De outro, os investidores se preocupam com os intrincados problemas judiciais do grupo.

A prisão de Faria fez a companhia passar a ser considerada um ativo "tóxico" pelos eventuais interessados em comprar a cervejaria, como as rivais Heineken e Femsa, engarrafadora da Coca-Cola. Fundos estrangeiros também teriam interesse na cervejaria. "Depois de toda a consolidação do setor, é raro encontrar um ativo relevante de cerveja disponível em um mercado como o Brasil. É esse o ponto de atração da Petrópolis", diz um empresário do setor de bebidas.

Procurada, a Petrópolis afirma que a venda do controle do negócio ou a busca de um sócio estão totalmente descartadas. E diz que os projetos empresariais e de marketing seguem em seu ritmo normal.

O grupo deve inaugurar no ano que vem sua sétima fábrica, que está sendo construída em Uberaba (MG). Tem planos de construir outras duas novas unidades - uma no Sul e outra no Norte do País. Desde 2018, no entanto, a empresa vem buscando recursos para financiar seu crescimento. Recorreu à gestora americana Farallon para um empréstimo de R$ 1,2 bilhão. O fundo costuma ir ao resgate de ativos em situação de estresse. Ao lado da gigante Mubadala, de Abu Dabi, comprou uma concessão de rodovias que pertencia à Odebrecht. A Petrópolis também negociou uma linha de crédito com o banco alemão LBBW. Procurados, Farallon e LBBW não retornaram aos pedidos de entrevista.

Questionada sobre sua estratégia de financiamento, a cervejaria não comentou.

Liderança

Apesar de Walter Faria estar na prisão há 120 dias, o discurso do Grupo Petrópolis é de que a empresa está relativamente blindada da crise. A filha do fundador, Giulia, está interinamente à frente da companhia, amparada por cinco executivos da empresa.

A meta da defesa do empresário é reverter a prisão preventiva antes do recesso judicial de dezembro, apurou o Estado com fontes a par do assunto. A equipe legal de Faria inclui os advogados Paulo Campoi e Cleber Lopes, sócio do escritório Lopes & Versiani. O ex-ministro do STJ Paulo Gallotti se juntou recentemente ao time. Procurados, os advogados não retornaram aos pedidos de entrevista.

A ascensão do empresário Walter Faria, 64 anos, tinha tudo para ser uma dessas trajetórias de empreendedorismo que inspiram pessoas ao mostrar que é possível criar um negócio do zero no Brasil. A história de superação do fundador do Grupo Petrópolis, no entanto, vem acompanhada de uma dose de desconfiança do mercado, em função de suspeitas que vão de sonegação fiscal à operação de esquemas de corrupção e recebimento de recursos no exterior. Faria completa quatro meses de prisão na próxima quinta-feira, dia 5. Os problemas com a Justiça, porém, não são recentes. Em 2005, o empresário já havia ficado dez dias detido, no âmbito da Operação Cevada.

Embora a companhia repita que não tem intenção de buscar um comprador ou um sócio - a reportagem apurou que a equipe fiel a Faria aguarda com ansiedade o retorno do fundador -, outros grupos já começam a se posicionar caso o empresário permaneça mais tempo na cadeia e a situação do negócio se deteriore.

Entre os potenciais compradores estão a Heineken, a Femsa (engarrafadora da Coca-Cola) e o fundo Farallon, que investe em ativos em dificuldades na América Latina e já fez um empréstimo de R$ 1,2 bilhão à Petrópolis.

Conforme quatro fontes consultadas pelo Estado, os potenciais compradores têm algo em comum: só estão dispostos a comprar 100% do negócio para se blindarem de eventuais problemas com a Justiça que uma sociedade com o empresário poderia acarretar. Procurados, Heineken, Femsa e Farallon não comentaram. O grupo SABMiller, antes de se associar à gigante ABInBev, chegou a avaliar a aquisição da Petrópolis, mas o negócio não foi adiante.

De porta em porta

Um veículo que simboliza a origem humilde de Faria é exibido na recepção da sede do grupo liderado pelo empresário desde 1998. Fontes próximas ao empresário contam que, ainda adolescente, ele vendia produtos em uma carroça para ajudar no sustento da família. Antes de virar dono de cervejaria, ele trabalhou na indústria de algodão e também foi distribuidor da marca Schincariol.

Mesmo quem conhece e defende o empresário admite que o crescimento do grupo cervejeiro foi ancorado em um estilo muito particular de gestão. Até cerca de uma década atrás, a estrutura da Petrópolis tinha composição basicamente familiar. Vários parentes de Walter Faria integravam o corpo de diretores da companhia até que uma briga causou uma cisão que excluiu seus sobrinhos, Vanuê e Cleber Faria, da sociedade da Petrópolis.

A ala "dissidente" criou então o grupo Irmãos Faria e comprou a Cervejaria Imperial, que hoje tem cerca de 1,5% do mercado brasileiro de cerveja.

Isso levou a uma parcial profissionalização da gestão. Segundo uma fonte, porém, todos os que são autorizados a dar as cartas dentro do grupo têm em comum a fidelidade ao "patrão". Apesar da dificuldade de financiamento que levou a Petrópolis a recorrer ao fundo Farallon, a empresa garante que a vida segue "normal".

Essa busca por uma rede de confiança se reflete também na estratégia de defesa do empresário no atual processo. Um dos advogados de Faria é Paulo Campoi, que já defendeu a Congregação Cristã do Brasil. A opção faz sentido. Pessoas próximas a Faria dizem que ele é evangélico praticante.

Investimentos em marketing

Apontada pelo mercado cervejeiro como um negócio gerador de caixa, o Grupo Petrópolis avançou em participação de mercado, a despeito das acusações que pesam sobre a companhia e seu principal acionista.

Embora seu principal carro-chefe, a Itaipava, tenha perdido fôlego, a participação de mercado do grupo atingiu 14,3% no acumulado de janeiro a setembro de 2019, ante 13,8% de fatia no mesmo período do ano passado, segundo dados Nielsen obtidos pelo 'Estado'. Uma das âncoras do resultado foi a marca Petra, que hoje tem quase 2% do mercado brasileiro. Na mesma comparação, a Heineken ganhou participação de mercado (chegando a 20,3%), enquanto a Ambev viu sua fatia encolher, mas ainda assim é a líder isolada, com 61,3%.

A companhia tem apostado pesado em marketing. A Itaipava é a única cerveja a manter um camarote próprio no Sambódromo do Rio de Janeiro. Recentemente, a Petra também assumiu o patrocínio do cinema Belas Artes, em São Paulo, que antes ficara a cargo de bancos como HSBC e Caixa Econômica Federal.

O grupo informou, por meio de sua assessoria, que os projetos de marketing estão seguindo normalmente o planejamento traçado, com especial atenção à merca Petra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal (PF) investiga o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais pelo Grupo Petrópolis, na 62ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (31). De acordo com a PF, o grupo também teria auxiliado a empreiteira Odebrecht a pagar valores ilícitos, por meio da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior.

A operação denominada Rock City é realizada em cooperação com o Ministério Público Federal e a Receita Federal. A 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, responsável pela força-tarefa, expediu um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. Eles estão sendo cumpridos em 15 municípios nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

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Um dos executivos da Odebrecht, em colaboração premiada, afirmou que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014, o que resultou em dívida não contabilizada pela empreiteira com o grupo investigado, no valor de R$ 120 milhões. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

A suspeita da força-tarefa da Lava Jato é que offshores relacionadas à empreiteira realizavam – no exterior – transferências de valores para offshores do Grupo Petrópolis, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.

Também foi apurado que um dos executivos do Petrópolis utilizou o programa de repatriação de recursos do exterior de 2017 para trazer R$ 1,3 bilhão ao Brasil. Contudo, de acordo com a PF, há indícios de que essa movimentação tenha sido irregular e que os recursos seriam provenientes da prática de “caixa dois” na empresa.

Para a PF, o esquema desenvolvido com o Grupo Petrópolis é uma das engrenagens do aparato montado pela Odebrecht para movimentar valores ilícitos.

O nome da operação traduzido para o português é "Cidade de Pedra”, significado que remete ao nome do grupo investigado.

A Polícia Federal e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta sexta-feira, 22, a Operação Caixa 3, que investiga "indícios de gestão fraudulenta em operações de crédito firmadas entre o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Grupo Petrópolis". A investigação também mira desvio dos recursos obtidos pelo grupo empresarial para pagamento de despesas de campanhas eleitorais via empreiteira Odebrecht.

A Operação Caixa 3 tem origem em revelações de delatores da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. A operação mobiliza 72 policiais federais e 10 auditores da Controladoria para cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão nos Estados do Ceará, Rio, Bahia, Pernambuco e São Paulo.

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Os contratos do BNB de Fortaleza com a cervejaria compreendem o montante de, aproximadamente, R$ 827 milhões. O desvio pode chegar a R$ 600 milhões, segundo análise preliminar.

O esquema caixa 3, segundo a PF, ficou caracterizado pela triangulação Banco do Nordeste, cervejaria e empreiteira culminando em doação oculta para as eleições de 2014.

A investigação teve início com a delação de executivos da Odebrecht. A empreiteira decidiu colaborar com as investigações e fechou acordo envolvendo 78 executivos do grupo.

O objetivo da Operação Caixa 3, segundo a Controladoria, "é a obtenção de provas sobre a ocorrência de má-fé e dolo, por parte de funcionários do BNB, na concessão e acompanhamento dos financiamentos investigados".

As transações do BNB e o grupo empresarial foram submetidas a uma auditoria da Controladoria. A investigação mostra que as fraudes teriam ocorrido por meio de operações de crédito para a construção de duas fábricas de bebida na Bahia e em Pernambuco.

Um ex-executivo da Odebrecht revelou aos investigadores da Lava Jato que houve um conluio da empreiteira com a cervejaria. Parte do dinheiro liberado pelo BNB para o Grupo Petrópolis foi desviada para financiamento de campanhas eleitorais em 2014, segundo a investigação.

A auditoria da CGU apontou irregularidades na avaliação, concessão e acompanhamento das operações de crédito do BNB sob exame, financiadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

"Dentre as constatações, está a substituição da garantia fiança bancária (avaliada com rating AA) por hipoteca de parque industrial (avaliada com rating B) autorizada pela direção e posteriormente aprovada pelo Conselho de Administração do banco após parecer técnico favorável - em desacordo com os normativos internos e de complicance da estatal", destaca a CGU, em nota.

Defesas

Em nota de esclarecimento, o Banco do Nordeste destacou que o financiamento para a Cervejaria Petrópolis da Bahia, em 2013, "foi objeto de auditoria, inclusive com vista à avaliação de eventual conduta funcional, tendo sido seu resultado compartilhado com os órgãos de fiscalização e controle".

"Dentre as constatações da Auditoria, o Banco destaca que:

1) O Banco do Nordeste recebeu de boa-fé documento lavrado pelo cartório pertinente, que comprovava a desoneração do bem objeto da troca de garantia;

2) Posteriormente, identificado o equívoco por parte do cartório, o Banco adotou as medidas para regularização da insuficiência da garantia apresentada;

3) Com relação à avaliação de risco, a análise baseou-se nos procedimentos dispostos em norma, considerando os documentos disponíveis e admitidos como suficientes;

4) O procedimento de análise de substituição de garantia foi realizado conforme normas e alçadas decisórias pertinentes."

Segundo o BNB, "em relação a eventos que extrapolam os processos internos do Banco, não há como a Instituição se manifestar".

"As prestações referentes ao financiamento estão sendo pagas no prazo estipulado e os empreendimentos se encontram em situação de absoluta normalidade."

O Grupo Petrópolis afirma que está à disposição para qualquer esclarecimento, a fim de auxiliar nas investigações e elucidar os fatos.

Conquistar o mercado e driblar a crise econômica que o Brasil vem enfrentando são algumas das principais barreiras das organizações nos últimos anos. No cenário cervejeiro, essa realidade é ainda mais latente, uma vez que, há registros de queda na produção do produto.

De acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, no primeiro semestre de 2016, o País registrou a redução de 2,2% na produção. Essa queda mostra que as dificuldades econômicas persistem desde 2014, que apresentou o decréscimo de 2% até o ano seguinte, 2015. Com essa perspectiva, arriscar com planejamento e estudo de mercado na expansão é uma das soluções para a conquista de novas regiões.

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O Grupo Petrópolis apostou nessa estratégia para expandir o seu negócio no País e está tendo resultados que driblam a crise, na unidade do Estado de Pernambuco, no município de Itapissuma. De acordo com o gerente regional da Itaipava do Estado, Everaldo Miranda, a empresa teve um aumento da produção. “De 2015 para 2016, considerando os meses de julho, a empresa registrou o aumento de 10% no envase”, aponta o gestor.

Em entrevista ao Portal LeiaJá, Miranda relata que, o acréscimo da produção, que vai na contramão da crise, é resultado de um pensamento criativo. “Temos em nossa essência que, através das dificuldades, podemos ultrapassar desafios. Para isso, trabalhamos a motivação dos nossos funcionários e investimos na expansão de mercado”, conta.

Mesmo com essa perspectiva, o gerente da unidade de Pernambuco relata que a escolha do Estado não foi à toa. “A região possui água em qualidade e quantidade e, além disso, tivemos uma excelente abertura do Estado e do município para a instalação da nova fábrica, sendo um dos fatores decisivos para a escolha”, lembra.  

Em Pernambuco desde 2014, mas com inauguração oficial em 2015, a fábrica produz por hora 62 mil garrafas e 126 mil latinhas de cerveja para cobrir as regiões Norte e Nordeste do País, chegando a atender, por exemplo, os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Amazonas. O Grupo Petrópolis emprega diretamente 700 pessoas no Estado.         

Brasil - O panorama apresentado, no mês de julho de 2016, pela Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, aponta que o Estado de Pernambuco é o segundo colocado na produção da bebida no País, perdendo apenas para o Sudeste. Conforme o share de produção, o Sudeste continua liderando em todo País, com 53,8%; seguido pelo Nordeste, 23,2%, e o Sul com 12,3%. Já as quatro maiores fabricantes da bebida são Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e HEINEKEN Brasil, que respondem por cerca de 96% do mercado. 

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Beber cerveja vai muito além de encher e esvaziar copos com o líquido dourado, para aqueles que realmente apreciam a bebida. Para esses apreciadores, o Grupo Petrópolis - fabricante da Itaipava e Crystal - abre as portas de sua fábrica para um Beer Tour. A visita dá a oportunidade dos consumidores verem de perto como os produtos são fabricados desde a chegada de ingredientes até o resultado final. Em Pernambuco, a unidade do grupo fica localizada em Itapissuma e recebe os visitantes, gratuitamente, de terça à quinta-feira. 

Recepcionados por um guia cervejeiro, os visitantes recebem, ainda na entrada da fábrica, informações e equipamentos de segurança para poderem passear pela unidade sem problemas. Os participantes acompanham desde o descarregamento das matérias primas até o envase, etapa em que as garrafas já são rotuladas e encaixotadas. A visita dura cerca de duas horas e, ao final, o público é levado o bar para degustarem o chopp Itaipava. 

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O propósito do passeio é, além de mostrar aos consumidores todo o processo de fabricação das bebidas, compartilhar detalhes sobre os produtos e marcas do grupo. Para participar é necessário ser maior de 18 anos e fazer um agendamento prévio através do telefone (81) 99393-9291 ou e-mail ynascimento@grupopetropolis.com.br.

Serviço

Beer Tour 

Terça a quinta | 9h às 11h30 e 14h às 16h30

Grupo Petrópolis - Fábrica de Itapissuma (BR 101, s/n - Itapissuma)

Gratuito

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Após nominar escolas, estradas, praças e ter o rosto tatuado por um dos prefeitos pernambucanos, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) será homenageado desta vez pelo Grupo Petrópolis. Eles estão lançando uma edição limitada de cervejas da marca Itaipava com uma foto do rosto de Campos e a frase “Não vamos desistir do Brasil”, que ficou marcada como parte do último discurso do então presidenciável. 

De acordo com o Grupo, a edição especial será comercializada a partir do mês de agosto. O mês marca os 50 anos de nascimento de Campos, no dia 10, e o um ano da sua morte, no dia 13. O ex-governador de Pernambuco faleceu durante um acidente aéreo em Santos, quando estava em plena campanha presidencial.

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“Nesse momento, atendendo a uma ideia de pessoas próximas a ele, o Grupo desenvolveu uma lata especial de Itaipava, com tiragem limitada, que homenageia o ex-governador”, pontuou o Grupo Petrópolis, em nota. Campos foi um dos articuladores para a instalação de uma fábrica da Itaipava em Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife (RMR). 

Com 185 mil metros quadrados de área construída, o que equivale a 26 campos de futebol oficiais da FIFA, o Grupo Petrópolis inaugurou nesta sexta-feira (17), a segunda fábrica Itaipava na Região Nordeste. Localizada na cidade de Itapissuma, a 45 km de Recife, a unidade tem capacidade para produzir 600 milhões de litros de cerveja por ano e promete criar 1.000 empregos diretos. A solenidade foi prestigiada por diversas autoridades políticas, entre prefeito, governador e até o ex-presidente Lula (PT).

Com a quarta inauguração realizada hoje, a unidade com investimento de R$ 600 milhões entre infraestrutura, contratação, treinamento de pessoal e a operacionalização inicial, passará a operar com 100% da produção.

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Abrindo o discurso, antes mesmo de iniciar o evento, o presidente do grupo, Walter Farias, enalteceu o ex-governador, Eduardo Campos. Posteriormente, após toque do Hino Nacional Brasileiro, o empreendedor, falou sobre a inauguração. “Primeiro agradeço a Deus por está aqui. É um dia de festa (...). Dizem que o dinheiro não é bom, se não fosse bom ninguém trabalhava”, brincou, enfatizando a recepção tida dos pernambucanos na cidade.

A criação do empreendimento foi oficializada em agosto de 2012 com a assinatura do protocolo de intenção. A primeira fabricação da cerveja no local ocorreu em abril do ano passado na presença do ex-governador Eduardo Campos. Um pouco antes, em março do mesmo ano, as garrafas de 600 ml de Itaipava começaram a ser envasadas e em maio de 2014, foi iniciado o envase da cerveja Itaipava em latas de 350 ml, desta vez, com o prestígio do então governado de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB).

Grupo Petrópolis - O Grupo Petrópolis é o segundo no ranking das cervejarias do Brasil com capital 100% nacional. Atualmente é dono das marcas de cerveja Crystal, Lokal, Itaipava, Black Princess, Petra e Weltenburger, dos energéticos TNT Energy Drink e Magneto, do isotônico Ironage, das vodkas Blue Spirit Ice e Nordka e da água Petra.

Com sete fábricas em operação, o grupo utiliza uma tecnologia alemã, desenvolvida pela fornecedora Krones AG para produzir o produto. A nova unidade em Itapissuma possibilita o aproveitamento de recursos, ou seja, com os equipamentos disponíveis, é possível, por exemplo, atingir a meta de 3,3 litros de uso de água para cada litro de cerveja, proporção só alcançada por fábricas internacionais de ponta do setor.

Em todo o Nordeste são 49 centros de distribuição ativos atendendo os  estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Pernambuco. A fábrica também buscar atender padrões de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental com uso de equipamentos menos agressivos ao meio ambiente como a utilização possível de luz solar, iluminação de LED, utilização de gás natural e a recuperação das emissões (calor) das chaminés das caldeiras para o próprio processo de geração de vapor.

Famosos – Além de políticos, alguns famosos também compareceram ao evento, como o empresário Roberto Justus e a modelo e garota propaganda da Itaipava, Aline Riscado.

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O polo de bebidas que está sendo construído no município de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife (RMR), ficará pronto em abril do próximo ano. A data de inauguração da fábrica foi confirmada por empresários do grupo Petrópolis, durante encontro realizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, nesta sexta-feira (12).

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni Monteiro, o empreendimento vai gerar, após a inauguração, mil postos de trabalho diretos. “Estes empregos levam mais renda e qualidade de vida para a população do município e seu entorno. É o desenvolvimento se espraiando pelo Litoral Norte”, afirmou.

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O anúncio da implantação da fábrica foi feito em agosto de 2012, pelo governador Eduardo Campos.  A planta tem investimento inicial de R$ 600 milhões, valor que envolve as fases de infraestrutura, contratação e treinamento de pessoal, e operacionalização inicial da unidade. A capacidade de produção será de 6 milhões de hectolitros de cerveja/ano, podendo ser ampliada.

Com informações da assessoria

Após ser oficializado o naming rights da Arena Pernambuco, recebendo o nome da cervejaria Itaipava, o grupo Petrópolis, segundo maior do setor no país comprovou o interesse pelo futebol. Nesta segunda-feira (20), confirmou mais uma arena no Nordeste, visto que, no mês passado o nome da Arena Fonte Nova, na Bahia também ganhou essa novidade.

A Itaipava Arena Pernambuco, que será sede de jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, é a segunda arena a assinar um contrato de naming right com a marca – a primeira foi a Itaipava Arena Fonte Nova, na Bahia. Para ter o privilégio, o Grupo Petrópolis investirá R$ 10 milhões por ano, por 10 anos – mesmo valor negociado com o estádio baiano. O contrato concede à Itaipava e TNT Energy Drink o direito de comercialização de energéticos e cerveja sem álcool com exclusividade em todos os bares e restaurantes do equipamento, além de possibilitar várias ações de marketing planejadas pela empresa com os torcedores.

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Segundo Douglas Costa, diretor de mercado do Grupo Petrópolis, o fato mostra o comprometimento da companhia em apoiar o futebol. “Na condição de empresa 100% brasileira, queremos contribuir para profissionalizar a gestão dentro do esporte mais popular do país. O modelo das novas arenas incentiva uma gestão moderna e eficiente, assim como favorece um tratamento diferenciado aos torcedores”, afirmou. “Mesmo para os objetivos da marca na região, o investimento será eficiente apenas se o estádio for bem aproveitado, o que beneficia diretamente o futebol nordestino. Por isso estamos fazendo esses investimentos”, concluiu.

Outro fator destacado por Costa é o fato da Itaipava Arena Pernambuco ser uma estrutura multiuso. “Reconhecemos a importância de Pernambuco e sua vocação para eventos de grande porte e seu potencial turístico. Colocar uma estrutura a serviço de grandes eventos culturais vai favorecer ainda mais o desenvolvimento da região e sua inserção na agenda dos grandes acontecimentos mundiais e impulsionar o turismo”, assegurou.

O Grupo Petrópolis está construindo uma fábrica em Itapissuma, a 45 km de Recife, que será inaugurada em 2014. Com investimentos calculados em R$ 1,1 bilhão, serão gerados 500 empregos diretos e 3 mil indiretos após inauguração da unidade fabril pernambucana. “Estamos dispostos a fazer mais do que oferecer nossos produtos. Queremos contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região direcionando nossos investimentos para o país”, comentou Costa.

Primeira aparição

O primeiro jogo profissional sediado no estádio acontece no próximo dia 22 de maio com um amistoso entre Náutico, clube pernambucano que passará a mandar seus jogos na arena a partir de julho, e Sporting Lisboa, um dos times mais tradicionais de Portugal, responsável por revelar Cristiano Ronaldo para o futebol mundial.

Com informações da assessoria 

O estado de Pernambuco receberá mais um grande empreendimento industrial. Além da fabrica da Fiat e da Ambev, agora é a vez do Grupo Petrópolis, um dos maiores do setor cervejeiro do país, se instalar no Estado. A segunda unidade do Grupo no nordeste será construída no município de Itapissuma, Litoral Norte de Pernambuco.

O anúncio oficial do projeto foi feito nessa sexta-feira (24), no salão de eventos do Centro de Convenções de Pernambuco, sede provisória do governo estadual. Estiveram presentes o governador Eduardo Campo, o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, o diretor de mercado da empresa, Douglas Costa, além de diversas autoridades políticas e do Diretor do Grupo Newcomm, Roberto Justus, responsável pela comunicação publicitária da cervejaria. 

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De acordo com Walter Faria, a construção da fábrica demandará o investimento de R$ 600 milhões, envolvendo as fases de infraestrutura, contratação, treinamento de pessoal e operacionalização. A capacidade de produção do empreendimento será de 6 milhões de hectolitros de cerveja/ano, com a possibilidade de ser ampliada. Inicialmente, somente dois produtos serão desenvolvimentos em Itapussuma, mas há previsão da chegada de mais marcas.

Para o diretor de mercado Douglas Costa, o grande potencial de crescimento da região nordeste fez com que o grupo se interessasse por Pernambuco. “Nós estamos assumindo o compromisso de gerar empregos, traremos divisas ao Estado e ao nordeste como um todo e os melhores produtos para os nossos consumidores”, afirmou. 

O governador Eduardo Campos comemorou a chegada da nova fábrica e afirmou que o empreendido gerará novos empregos. “Quando estiver funcionando a fábrica possibilitará cerca de 500 novos empregos industriais. E durante a construção, será algo em torno de 700 a 800 pessoas trabalhando”.  A previsão é de que a nova fábica esteja funcionando em dezembro de 2013. 

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