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Um iceberg se desprendeu da Antártida e a navegação próxima ao continente está em risco, de acordo com cientistas nesta quarta-feira (12). As informações são da Reuters.

Prestes a se desprender há alguns meses, o iceberg de um trilhão de toneladas mede 5.800 quilômetros quadrados. Um professor da Universidade de Swansea, Adrian Luckman, afirma que é difícil prever o futuro do iceberg, mas é provável que ele se separe em fragmentos". 

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Ainda assim o gelo aumenta os riscos ambientais, uma vez que o derretimento acelera o deslocamento de geleiras continentais e aumenta a altura das águas em nível global. Apresenta, ainda, risco para as embarcações, principalmente os navios de turismo, uma vez que a península é o principal destino dos que saem da América do Sul. 

Um pedaço de iceberg de 5 mil quilômetros quadrados está para se desprender de uma plataforma de gelo na Antártida.

O fato é resultado de uma fenda que se abriu na geleira em 2010 e que atualmente passa dos 130 quilômetros de extensão. A fissura entre a plataforma de gelo e o iceberg, chamado de Larsen C, já possui 100 metros de largura e 500 de profundidade.

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Pesquisadores do Levantamento Antártico Britânico (BAS) e do Projeto Midas – parceria entre as Universidades de Swansea e Aberystwyth, no País de Gales – vêm monitorando a situação da plataforma de gelo desde 1994 e preveem que o derretimento de Larsen C significará um aumento de 10 centímetros de altura nos oceanos do mundo. “Seu derretimento é preocupante porque acelera o deslocamento de geleiras continentais para o litoral antártico, o que poderia afetar seriamente a altura das águas globais”, explicou Adrian Luckman, um dos líderes do Projeto Midas. 

Para os especialistas, a plataforma irá seguir os exemplos de suas irmãs, Larsen A e B. A primeira e menor das três, soltou-se da plataforma em 1995 e já derreteu completamente. A segunda perdeu um fragmento grande no ano de 2002 e, desde então, foi derretendo rapidamente. A previsão dos especialistas é de que o derretimento completo de Larsen C ocorrerá até 2020.

Um grupo de cientistas argentinos comprovou que só faltam uns 20 quilômetros para que uma massa de gelo 30 vezes maior que a cidade de Buenos Aires se desprenda da Antártida para o mar, informaram hoje (21) fontes oficiais. As informações são da agência de notícias alemã DPA.

Os cientistas do Instituto Antártico Argentino (IAA) sobrevoaram a geleira denominada Barreira Larsen C, para registrar e analisar l evolução da fratura, indicou um informe realizado pelo Ministério da Defesa da Argentina.

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Segundo as estimativas do IAA, a superfície que se desprenderá tem uns 5.900 quilômetros quadrados. O desprendimento de enormes massas de gelo alterará o nível da água do mar que as circunda, disseram os cientistas.

Preocupação

O fenômeno é seguido "com preocupação" pelos especialistas, que mencionaram a possibilidade de que a fratura e sua progressão esteja vinculada "às mudanças climáticas globais, ainda que não haja conclusões" a respeito, disseram.

A camada de gelo se encontra a uns 500 quilômetros ao sul da Base Marambio da Argentina na Antártida. Os cientistas argentinos sobrevoaram a zona durante mais de cinco horas e atravessaram o Círculo Polar Antártico.

Em fevereiro passado a glacióloga Daniela Jansen, do Instituto Alfred-Wegener de Investigação Polar e Marinha sediado em Bremerhaven (Alemanha), recordou que em 2002 outro iceberg se desprendeu da barreira Larsen C e esta "continua quebrando-se".

Longo percurso

"Quanto mais gelo se funde na água, mais aumenta o nivel do mar", agregou Jansen. Ela explicou que o novo iceberg gogamte poderá  deslocar-se por milhares de  quilômetros e percorrer a península Antártica, primeiro para o norte e depois rumo ao leste.

“É provável que a massa de gelo termine derretendo-se antes de chegar às Ilhas Geórgias do Sul, 1.400 quilômetros a leste da costa argentina, indicou Jansen.

Da Agência DPA

Cientistas verificaram que um dos maiores icebergs do mundo, localizado na Antártida, pode se desprender a qualquer momento. Uma rachadura na plataforma de gelo Larsen C cresceu e agora apenas 20 km de gelo seguram o bloco de 5 mil km².

As plataformas de gelo da Antártida são as porções que flutuam sobre a água, de acordo com a Nasa. A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. 

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Segundo a BBC, os cientistas já acompanham a rachadura por muitos anos. Ela começou a ser observada mais atentamente após colapsos das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002. Já em 2016, os pesquisadores alertaram que a rachadura em Larsen C aumentava rapidamente.

No final do ano, entretanto, o ritmo da rachadura cresceu e avançou 18 km em duas semanas. "Se o iceberg não se desprender nos próximos meses, ficarei espantado", disse à reportagem da BBC Adria Luckman, responsável pela pesquisa.

Para os estudiosos, a causa do fenômeno não é climático, mas geográfico. Acredita-se que o aquecimento global tenha acelerado a provável ruptura do iceberg. 

Conforme a Nasa, como o iceberg vai flutuar, não contribuirá diretamente com o aumento do nível do mar. Novas rupturas podem ocorrer, entretanto, e geleiras que forem ao mar e derreter aumentarão diretamente o nível do mar.

Mais de 100 anos após o trágico incidente que matou mais de 1,5 mil pessoas em 1912, uma nova teoria diz que o Titanic não afundou apenas por ter colidido em um iceberg, mas sim porque um incêndio controlado enfraqueceu a estrutura da embarcação.

Segundo o jornalista Senan Molony, que dedica sua vida ao estudo do naufrágio, um incêndio no interior do navio começou três semanas antes de sua viagem inaugural, mais precisamente, enquanto estava no estaleiro de Belfast, na Irlanda.

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Como o fogo era passível de controle e os donos da embarcação não queriam assustar os passageiros - ou atrasar a viagem do navio que "não afunda" -, eles ocultaram a informação e determinaram que nenhum funcionário falasse sobre o problema.

Para evitar que as pessoas vissem o que estava acontecendo, no dia do embarque em Southampton, na Inglaterra, o Titanic foi colocado do lado "intacto" no porto, deixando a marca das chamas para o lado do mar. Molony e os demais investigadores de sua equipe se baseiam em imagens inéditas da embarcação para comprovar sua teoria.

Em entrevista ao jornal "The Independent", o jornalista afirma que "o fogo era conhecido, mas foi minimizado. Por isso, ele nunca deveria ter ido para o mar". "Temos especialistas em metalurgia que afirmam que quando se atinge uma determinada temperatura contra o aço, ele se torna mais frágil, reduzindo sua resistência em até 75%", destaca.

Por isso, quando o Titanic colidiu com um iceberg, seu casco estava fraco e não aguentou o impacto. "A investigação oficial sobre o Titanic definiu o naufrágio como um ato de Deus. Mas, isso não é uma simples história de um iceberg e um afundamento, mas uma tempestade perfeita de fatores extraordinários ocorridos ao mesmo tempo: o fogo, o gelo e uma negligência criminosa", acrescentou.

Molony diz ainda que, mesmo se não houvesse a colisão no dia 14 de abril, o navio teria dificuldades para chegar a Nova York em decorrência de "fortes explosões" que ocorreriam em seu interior. 

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