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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou uma nota, nesta segunda-feira (30), sobre os locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. O pronunciamento foi realizado após candidatos realizarem reclamações relacionadas à distância entre os locais de aplicação e suas residências.

Segundo no Inep, os inscritos não serão prejudicados pela designação de locais de prova distantes de sua residência. As normas do instituto preveem alocação no raio máximo de 30 quilômetros do domicílio informado na inscrição. "O Cebraspe, instituição vencedora da licitação para a aplicação do Enem em 2023, já foi acionado para que sejam rigorosamente cumpridos todos os requisitos acordados", comunicou o Inep.

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Ainda de acordo com o Inep, os estudantes alocados a uma distância maior que 30 quilômetros poderão realizar a prova na reaplicação, 12 e 13 de dezembro, em locais que serão divulgados posteriormente.

O Inep ainda afirma que disponibilizará, na Página do Participante, uma aba específica para que inscritos interessados na nova aplicação submetam seus pedidos de reaplicação para análise. O sistema receberá as informações no período de 13 a 17 de novembro.

"O Inep identificou, em sua base de dados, que os casos são restritos a um universo aproximado de 1% dos inscritos – em torno de 50 mil – e estão concentrados, majoritariamente, em grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília", disse o Inep sobre os estudantes que foram alocados para realizar a prova em distâncias superiores a 30 quilômetros.

"Não há casos de inscritos alocados em município distinto daquele indicado pelo próprio participante no ato da inscrição para o Enem 2023. Nesse contexto, a cidade escolhida para fazer a prova não poderá ser alterada", finalizou o Instituto, na nota.

Um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Esta é a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deverá ser feita no próximo domingo (5) pelos 3,9 milhões de candidatos inscritos para as provas deste ano.

Gabaritar a redação não é tarefa simples, é preciso seguir à risca o que é exigido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mas também não é impossível. Ana Alice Azevedo, de Niterói (RJ), e Luiz Santos, de Manaus (AM), obtiveram a tão sonhada nota mil no Enem 2022. Eles contam como se prepararam para essa prova e qual foi o diferencial dos textos que escreveram e que mereceram a nota máxima.

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“Saí da prova sabendo que tinha feito um bom texto, que tinha feito um bom trabalho. Eu estava bem feliz com o texto que tinha feito, estava esperando um bom resultado, mas não estava esperando a nota mil. Realmente foi algo bem surpreendente”, diz Santos, que é atualmente aluno de engenharia da computação na Universidade de São Paulo (USP).

O estudante, que cursou o ensino médio na Escola IDAAM, em Manaus, não apenas fez uma boa prova, como a redação que escreveu no Enem 2022 está na Cartilha do participante, do Inep, disponibilizada para quem vai fazer o Enem 2023. A cartilha traz orientações específicas para a prova da redação.

O tema da redação em 2022 foi Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. No total, dos 2,3 milhões que fizeram a prova, apenas 32 tiraram a nota mil, segundo dados do Inep. Para falar sobre o tema, Santos citou a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), a Constituição Federal de 1988 e ainda a série Aruanas, que aborda as dificuldades enfrentadas por mulheres que lutam contra esquemas criminosos na Amazônia.

Como solução para o problema, parte exigida pelo Inep, ele propõe que o governo federal promova o enrijecimento de punições e o fortalecimento da fiscalização das práticas ilegais nos ecossistemas e garanta a continuidade dos conhecimentos socioculturais com o incentivo à demarcação dos territórios e à atualização da legislação vigente.

Segundo Santos, conhecer e seguir as regras do exame foi um dos fatores que fez com que ele tirasse boa nota. “Acredito que meu texto tenha seguido todos os requisitos que o Inep cobra para a redação atingir a nota mil. Ter, no mínimo, duas propostas de intervenção, bem colocadas, bem desenvolvidas, explicando como vai fazer, quem vai fazer, por meio do que e com qual objetivo. Dois parágrafos de desenvolvimento, com repertório sociocultural, bem escritos e com introdução sucinta. Acredito que esse conjunto de coisas foi o diferencial da redação”, diz o estudante.

Uma redação por semana

Para a estudante Ana Alice Azevedo, ex-aluna do PB Cursos, em Niterói, o diferencial para um bom desempenho foi a prática constante. Ela escrevia uma redação por semana para se preparar para a prova. “O diferencial foi a prática constante. Como eu fazia muita redação, já sabia na hora como fazer. O tema não foi uma surpresa muito grande, já tinha feito uma redação com tema parecido [durante os estudos], sabia como prosseguir”, diz. Foram três anos de cursinho até que conseguiu a aprovação que queria, no curso de medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Outro diferencial para a redação é o bom texto, o domínio da língua portuguesa. De acordo com a estudante, a prática constante também ajuda nesse quesito. Além disso, leituras e buscas por referências, tanto na literatura, quanto no cinema, na legislação. “A prática regular ajuda a ter a estrutura consolidada e regras quea  redação exige consolidadas. Além disso, a bagagem cultural, o repertório para usar no texto, acaba diferenciando a redação. Ler muitos livros e estar atualizado sobre as notícias”.

Orientações do Inep

A cartilha do participante traz mais detalhes de como deve ser a estrutura da redação, além dos exemplos comentados de redações que obtiveram a nota máxima. “Com base na situação-problema, você deverá expressar sua opinião, ou seja, apresentar um ponto de vista. Para isso, inicie o texto apresentando seu ponto de vista, desenvolva justificativas para comprovar esse ponto de vista e elabore conclusão que dê um fechamento à discussão proposta no texto, compondo o processo argumentativo”, explica.

Outra orientação do Inep é ler atentamente o que a prova está pedindo. “Para alcançar bom desempenho na prova de redação do Enem, você deve, antes de escrever seu texto, fazer uma leitura cuidadosa da proposta apresentada, dos textos motivadores e das instruções, a fim de que possa compreender perfeitamente o que está sendo solicitado”, diz a cartilha. A prova de redação do Enem conta com textos que contextualizam o assunto sobre o qual se deve escrever. Os textos, no entanto, devem apenas servir de apoio. Caso o participante copie esses textos, ele poderá zerar a redação.

Segundo o Inep, o texto deve estar estruturado da seguinte forma:

- apresentação clara do ponto de vista e seleção dos argumentos que o sustentam;

- encadeamento das ideias, de modo que cada parágrafo apresente informações coerentes com o que foi apresentado anteriormente, sem repetições desnecessárias ou saltos temáticos (mudanças abruptas sobre o que está sendo discutido);

- desenvolvimento dessas ideias por meio da explicitação, explicação ou exemplificação de informações, fatos e opiniões, de modo a justificar, para o leitor, o ponto de vista escolhido.

Ao final, estudante deve apresentar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Ao elaborar a proposta, o Inep propõe que as seguintes questões sejam respondidas:

1. O que é possível apresentar como solução para o problema?

2. Quem deve executá-la?

3. Como viabilizar essa solução?

4. Qual efeito ela pode alcançar?

5. Que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta?

Enem 2023

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia, além da redação, os participantes responderão questões objetivas de linguagens e de ciências humanas. No segundo dia de prova resolverão questões objetivas, de matemática e ciências da natureza.

As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Inep. 

Com 25 anos de aplicação, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que terá provas nos dias 5 e 12 de novembro, tem transformado o acesso às instituições de ensino superior e também os cursinhos preparatórios do país.. Alguns desses cursinhos passaram a se preocupar com a adaptação para receber alunos indígenas e quilombolas. .

Um desses cursinhos é o Colmeia, concebido na Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira, interior de São Paulo, em 2010. No final do ano passado, a iniciativa, idealizada pela professora Josely Rimoli, conseguiu ser elevada de patamar e se tornou um programa da universidade, o que pressupõe maior apoio institucional.

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O Colmeia tem aulas à noite e incorporou a modalidade online em 2019. São 17 professores, entre graduandos e pós-graduandos da Unicamp, que dão aulas de linguagem, exatas, biologia e ciências humanas.

Em entrevista concedida à Agência Brasil, a Josely Rimoli destacou que a atuação da equipe do cursinho pré-vestibular não deve parar no ensino, e sim se estender ao acompanhamento do aluno aprovado quando ingressa no ensino superior. O objetivo do Colmeia, portanto, é oferecer o suporte necessário e garantir que o estudante está se integrando bem na comunidade acadêmica e, mais, que tem condições de se manter até o final do curso, inclusive financeiramente. Assim, pode-se dizer que pensa na efetividade de ações de permanência estudantil.

Além disso, para falar de igual para igual, respeitando o chamado "lugar de fala", reivindicado por pessoas que fazem parte de grupos minorizados, como os indígenas e quilombolas, o Colmeia permite que os alunos conversem com alguém de perfil parecido, na hora de receber orientações e acolhimento, algo a que dedicam um dia da semana. Um estudante indígena dialoga com um instrutor também indígena, mesmo cuidado com que se trata a parcela quilombola das turmas, formadas, ainda, por adolescentes da Fundação Casa, mulheres e ribeirinhos.

Ensino básico e acesso à internet

Josely pontua que as falhas deixadas pelas escolas em que os alunos do cursinho estudaram vêm, com frequência, à tona, como ocorreria com qualquer estudante, independentemente de se pertencem ou não a grupos minorizados. Por isso, a equipe de professores entendeu que era preciso ajudá-los a fixar os conteúdos em vésperas de provas.

"A gente compreende que é importante dar acesso, contribuir para que acessem o ensino superior. É um direito à educação. E, uma vez que entraram [na instituição de ensino], precisam ter apoio à permanência", declara a coordenadora do Colmeia, que também é responsável pela acolhida de candidatos indígenas que passam no vestibular da Unicamp.

Josely conta que um levantamento organizado pelo programa recentemente revelou que 83% dos alunos inscritos estudam pelo celular, o que faz com que a atenção se volte para o acesso à internet, geralmente obtida por meio de pacotes de dados e que se esgota rapidamente, à medida que vão assistindo às aulas. "Um quilombola do Vale do Ribeira atravessava o rio, à noite, em uma canoa, sozinho, para pegar sinal. É uma batalha por vez ou várias ao mesmo tempo", diz a professora universitária.

Pertencimento

No caso do curso Jenipapo Urucum, da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), as estudantes que assistem às aulas e são mulheres e meninas indígenas, muitas vezes, até mesmo o aparelho celular é compartilhado com outros membros de suas famílias, não sendo de uso exclusivo delas, o que marca mais um grau de dificuldade de acesso. Como as alunas não podem prescindir dos aparelhos eletrônicos, as organizadoras do cursinho se mantêm constantemente mobilizadas para conseguir doações de tablets, computadores e celulares.

Conforme verificou o Instituto Semesp, o contingente de estudantes indígenas, no ano de 2021, era de pouco mais de 46 mil pessoas, o equivalente a 0,5% do total de alunos do ensino superior, proporção que ainda pode melhorar. A entidade também descobriu que o gênero feminino predomina entre os alunos indígenas, correspondendo a 55,6%.

Aluna do Jenipapo Urucum, a jovem Suziany Kanindé, de 18 anos, vive na zona rural de Aratuba (CE) e estuda em uma escola indígena. Ela descobriu o cursinho através de seu pai, que viu um post de divulgação no Instagram.

Suziany planeja estudar psicologia em Fortaleza, tanto por se identificar com a área como por ver que há uma lacuna de profissionais desse campo no atendimento ao seu povo, conciliando, assim, os estudos com a vontade de manter intacto ao máximo o convívio com os familiares. Como vantagem do caráter singular do cursinho indígena, ela cita a oportunidade de conhecer o modo de viver de outros povos originários.

"São diferentes povos, de todo o Brasil. Então, é uma chance de conhecer outras pessoas, cultura, tradições", observa ela, que utiliza um tablet para ver as aulas, ministradas à noite, no contraturno da escola, e já reconhece avanços no desempenho em língua portuguesa e ciências da natureza, com o auxílio dos professores do cursinho, que são indígenas e não indígenas.

Perguntada sobre como espera que seja sua adaptação na universidade, Suziany exterioriza certa apreensão. "A gente conversa, dentro do cursinho, sobre a realidade dentro da universidade. No cursinho, a gente está entre a gente. Já na universidade, é outra realidade. A gente encontra uma série de dificuldades, quando vai para fora, sai da zona de conforto", afirma ela, que também atua no Museu Indígena Kanindé.

Política de cotas

A jovem pataxó hã-hã-hãe Narrary Lucília, de 18 anos, também foi aluna do Jenipapo Urucum e chegou até ele pela sua mãe, que é monitora do cursinho, além de ter sido aluna, em outro momento. Para Narrary, que agora reduziu a frequência às aulas, depois de começar a cursar nutrição em uma faculdade particular, com bolsa integral, também é fundamental a sensação de pertencimento que a turma gera. "A maioria das pessoas que está nas universidades não é indígena. Acho esse projeto muito bonito. Algum professor, às vezes, inicia a aula colocando um vídeo de algum ritual, as alunas se juntam e, quando há duas de um mesmo povo, cantavam juntas. E conhecer também as culturas das meninas", afirma.

Para Narrary, um dos fatores em que o governo acertaria, em termos de ampliação da presença de indígenas no ensino superior, seria a aposta no ensino básico, junto com políticas afirmativas, ou seja, cotas que permitam um maior acesso a eles. "As escolas indígenas são muito precárias. Às vezes, há poucos indígenas fazendo a prova do Enem porque não se sentem capazes. O ensino na aldeia não é tão bom assim e acaba que muitas pessoas achavam que os indígenas eram atrasados. Por causa disso, acabam sem querer estudar, por não se sentirem capazes. É por isso que não têm tanta representatividade [nas instituições de ensino superior]", resume ela.

“O compromisso vai ser determinante para o sucesso de vocês”. Assim começou Everaldo Chaves, professor de história, que trouxe uma reflexão para os vestibulandos que participaram do Aulão do Vai Cair no Enem, na Uninassau de Boa Viagem. Ele afirmou que o exame não é uma prova “conteudista” e sim analítica.

Diego ainda ajudou os alunos a identificar as questões mais fáceis do Enem, que é por onde os alunos devem começar. O professor recomenda o uso da “CETA”, observar a citação, ver as dicas do enunciado, ler o texto da questão e marcar a alternativa. Se não tiver dica na nesses quatro pontos, então significa que essa é uma questão difícil, que deve ser deixada para o final.

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Chaves ainda revisou conteúdos sobre patrimônio histórico e resolveu questões com os alunos, colocando em prática o uso da “CETA”.

 

O professor de linguagem e redação, Diego Xavier, chegou com tudo no aulão deste sábado (28). Ele começou a aula relembrando as funções da linguagem, um tópico que é considerado simples, e enfatizou a importância de abordar as questões mais fáceis no início, pois isso ajuda a solidificar nosso conhecimento, além de poupar nosso tempo resolvendo as questões que levam uma resolução mais rápida. 

Diego ainda resolveu questões sobre o tema e frisou que é interessante conhecermos e sabermos empregar de acordo com o contexto as diversas variedades linguísticas, além de respeitar as variedades e não apenas trocá-la pela norma padrão.

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Na primeira aula do aulão da Uninassau em parceria com o VaiCairNoEnem, realizado na unidade Boa Viagem, neste sábado (28), o professor de química Berg Figueiredo ressaltou a importância de os alunos reconhecerem o exame como uma prova estratégica.  

Com uma didática enérgica e dinâmica, Figueiredo trouxe paródias musicais, revisou os principais assuntos que são frequentemente abordados no exame do Enem, como métodos de separação de misturas, cinética química, oxidação-redução e eletroquímica. Além disso, de forma colaborativa, o professor e os alunos resolveram questões, proporcionando uma experiência de aprendizado interativa e eficaz para essa reta final. 

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Antes de finalizar a aula Berg motivou os estudantes a persistirem e continuarem com fé, pois segundo ele: “Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, então não deixe de sonhar!”.

Terminam nesta sexta-feira (27) as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob Medida Socioeducativa que Inclua Privação de Liberdade (Enem PPL). O processo deve ser solicitado ao responsável pedagógico de cada unidade prisional ou socioeducativa. As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro e a divulgação do resultado ocorrerá no dia 16 de janeiro.

Hoje também é a data limite para que órgãos de administração prisional e socioeducativa que desejam participar do Enem PPL 2023 indiquem as unidades para a aplicação da prova. A solicitação deve ser feita pelo e-mail do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para efetivar a participação, é preciso firmar um termo de compromisso junto ao instituto, indicando um responsável pedagógico.

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Aplicado desde 2010, o Enem PPL avalia o desempenho do participante que concluiu o ensino médio. A partir de critérios utilizados pelo Ministério da Educação, o exame permite o acesso ao ensino superior por meio de programas como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Depois de reclamações de candidatos inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano quanto à distância entre seus endereços e o local em que a prova será aplicada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, informou em nota que "está analisando a definição dos locais das provas realizada pelo Cebraspe, instituição vencedora do processo licitatório para aplicação do Enem em 2023".

O Inep informou ainda que "adotará as medidas necessárias para que todos os participantes inscritos façam as provas desta edição de acordo com as previsões estabelecidas nos normativos que regulam a aplicação do exame".

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O exame ocorre nos dias 5 e 12 de novembro. Os locais em que as provas serão aplicadas foram divulgados na terça-feira (24) e geraram muitas reclamações nas redes sociais.

Candidatos dizem que terão de fazer a prova em escolas muito distantes de casa ou do local apontado como ponto de partida. Há casos em que a distância é de quase 50 quilômetros, percurso que exigiria mais de duas horas de deslocamento.

Há relatos, por exemplo, de estudantes que moram na região da Vila Mariana, zona sul de São Paulo, e terão de fazer a prova em Taboão da Serra, município na região metropolitana.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Cartão de Confirmação traz informações sobre o número de inscrição, data, hora e local das provas.

Neste ano, mais de 3,9 milhões de pessoas estão inscritas no exame. As provas funcionam como o maior vestibular para as universidades públicas e privadas do País.

Cronograma:

- Data das provas: 05 e 12/11/2023;

- Divulgação dos Gabaritos: 24/11/2023;

- Resultados: 16/01/2024.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta sexta-feira (27), o quantitativo de atendimento especializado durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. De acordo com órgão, foram aprovados 38.101 solicitações. Além disso, ainda segundo a pasta, serão atendidos 70.411 pedidos de recursos de acessibilidade. 

O levantamento mostra que tempo adicional foi o recurso mais requerido pelos participantes, com 18.173 solicitações aprovadas. Em seguida, estão o auxílio para leitura, com 10.271, a correção diferenciada, com 8.703; o auxílio para transcrição, com 7.507; e a sala de fácil acesso, com 6.449 pedidos. 

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Já entre os atendimentos especializados, as solicitações de pessoas com déficit de atenção teve o maior número de pedidos aprovados, 13.686, seguido pelo número de inscritos com baixa visão, que totalizaram 6.504. 

Atendimentos especializados 

Autismo - 6.044 

Baixa visão - 6.504 

Cegueira - 577 

Deficiência auditiva -113 

Deficiência física - 5.173 

Deficiência intelectual (mental) - 3.073 

Déficit de atenção - 13.686 

Discalculia - 471 

Dislexia - 1.135 

Surdez - 64 

Surdocegueira - 7 

Visão monocular - 1.254 

Recursos de acessibilidade solicitado

Aparelho auditivo ou implante coclear - 1.363 

Apoio para a perna e pé  - 1.825 

Auxílio para leitura - 10.721 

Auxílio para transcrição - 7.507 

Calculadora - 767 

Cartão-Resposta ampliado - 4.292 

Computador - 1 

Correção diferenciada - 8.703 

Guia-intérprete - 6 

Leitor de Tela -120 

Leitura labial - 670 

Leitura Tátil - 4 

Material específico - 1 

Mesa e cadeira (sem braços) - 638 

Mesa para cadeira de rodas - 1.431 

Protetor auricular - 2 

Prova ampliada - 5.194 

Prova em braile - 181 

Prova superampliada -  996 

Sala de fácil acesso - 6.449 

Sala especial individual - 4 

Sala reservada para acompanhantes - 1 

Tadoma - 3 

Tempo adicional -18.173 

Tradutor-intérprete em libras - 718 

Videoprova em Libras - 641 

Enem 2023

A aplicação o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 está prevista para os dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia, os candidatos responderão questões de Linguagens (artes, educação física, português, literatura e língua estrangeira) e Ciências Humanas, que conta com as disciplinas de filosofia, história, sociologia e geografia, além de uma redação. Já no segundo domingo, o certame contará com 80 quesitos de matemática e Ciências da Natureza, prova composta por biologia, física e química.

“Eu passei duas semanas de muito nervosismo na espera do resultado e, por fim, estava lá meu nome, uma mistura de felicidade e ansiedade que nada pode descrever”. Foi um longo processo, que envolveu desde o preparo, a inscrição e o levantamento de documentos para a obtenção de visto para que a estudante Giulia Borim pudesse finalmente ingressar na Universidade de Coimbra, em Portugal, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas, segundo ela, todo o planejamento valeu a pena.

“Pode ter certeza que vale muito a pena. Viver essa experiência, independentemente da ansiedade, foi uma das melhores escolhas que fiz. Depois de muitos e muitos documentos, chega o grande dia de viajar e começar a aventura mais louca e incrível de todas”, conta a estudante, que está no terceiro ano do curso de engenharia civil na universidade portuguesa. 

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Localizada na cidade de Coimbra, em Portugal, a universidade é a instituição de ensino superior mais antiga do país e uma das mais prestigiadas da Europa. Em 2013, foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foi também a primeira universidade estrangeira a firmar convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para o uso das notas do Enem no processo seletivo. Atualmente essa lista conta com 51 universidades portuguesas. A relação completa está disponível na página do Inep

Cada uma delas tem uma exigência específica em relação à nota que deve ser obtida nas provas e em relação aos requisitos necessários para os novos alunos. O estudante deve se informar o que é necessário para ingressar na universidade que deseja. O ensino não é gratuito, mas é possível buscar bolsas de estudo para ajudar nos custos. 

Quem passou e está passando pela experiência de estudar fora recomenda: é importante planejar e se preparar para as provas, para obter bom desempenho. 

Giulia é de Campinas (SP) e cursou o terceiro ano do ensino médio em meio à pandemia. “Isso dificultou muitas coisas, porém consegui conciliar tudo e estudar em casa sozinha mesmo. Devido à minha condição financeira na época, não pude pagar cursinho, então achei no Youtube um cursinho gratuito, de professores da cidade de São Carlos (SP), que queriam ajudar os alunos na pandemia e me inscrevi. Fui aceita e estudei por um ano inteiro todos os dias - dias de semana e fins de semana -, fazendo resumos e assistindo às aulas do cursinho. Minha média diária de estudo era de 11 horas nos dias de semana”, conta a estudante. 

Uma estratégia usada por ela foi colar post-its nos locais onde mais ia na casa, com as fórmulas, datas e informações importantes. “Ou seja, sempre que ia à cozinha fazer um café,eu lia as datas das guerras, por exemplo”.

Ela também recomenda cuidado com o corpo.  “Além de estudar, também considero muito importante cuidar da mente e do corpo, eu treinava todos os dias uma hora, dentro de casa mesmo, com vídeos do Youtube também, alternando entre dança, musculação, entre outros. Ter esse escape me ajudou muito, se você tem algum hobby, não o abandone pelo Enem, ele vai te ajudar, acredite”.  

Um sonho realizado

Para o estudante Mateus Nishiyama, estudar fora do país era um sonho. “Sempre tive muto interesse de abrir esses horizontes, de descobrir um lugar novo, cultura nova, ter essa experiência de morar e estudar fora do país”. Nishiyama nasceu no Japão e viveu no país até os 4 anos de idade. Como a família é metade brasileira, ele mudou-se para Aquidauana (MS), onde estudou até ser aprovado na Universidade de Coimbra, no curso de relações internacionais.  

Assim como Giulia Borim, Nishiyama fez o Enem em meio à pandemia, em 2021. Ele também buscou, na internet, a complementação para os estudos. Cursou o ensino médio no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul e, para se preparar para o Enem, buscou um curso de redação, prova que considera o diferencial no Enem. Apesar de toda a ansiedade no preparo, ele conta que a vontade de estudar fora foi o que o motivou. “De certo modo, é um combustível para ajudar nesse caminho, que nem sempre é fácil, sempre tem esse momento de ansiedade, de dúvida”, diz. 

Ele também recomenda muito planejamento. “Seja o planejamento com o estudo, seja do que quer fazer, seja o planejamento financeiro para quando for mudar. Tudo parte de um planejamento e isso é muito importante para que consiga se colocar na realidade a respeito das oportunidades e possibilidades. O que quer fazer, o que pode fazer e quais são as suas opções. Acho que isso é muito importante, principalmente quando vai mudar para outro país.  Saber, de forma mais prática, qual custo de vida para se mudar, quais as opções de curso, quais os documentos que preciso”.

Os estudantes contam que tiveram muito apoio da universidade em todas as dúvidas no processo seletivo e também no processo de adaptação, quando chegaram em Coimbra.

Planejamento 

Estudar fora do país, de acordo com a especialista em estudos internacionais da Fundação Estudar, Beatriz Alvarenga, exige um planejamento de longo prazo. “Meu sonho é que um aluno do 9ª ano soubesse que pode pensar em fazer graduação fora. Não precisa decidir para qual universidade quer ir, mas precisa saber que há essa possibilidade”.

Beatriz explica que muitas das instituições de ensino, sobretudo as de língua inglesa, analisam uma série de aspectos do aluno na hora da admissão na graduação. Contam, por exemplo, as atividades extra classe que ele realizou ao longo do período escolar, se ganhou ou não algum prêmio. As notas no Enem, naquelas que aceitam o exame, e o desempenho em todo o ensino médio são apenas alguns dos aspectos analisados. Assim, quanto antes o estudante começar a se preparar, mais chances tem de ser aceito.

Além disso, como as universidades são pagas, é preciso um planejamento financeiro, além de dominar o idioma. “Primeiro, saber que essa possiblidade existe, entender as possibilidades concretamente, quanto custa para onde quero ir, qual idioma, se não tiver indo para Portugal. O dinheiro necessário, quanto custa? Se não tenho, existem bolsas?”, diz Alvarenga. É preciso também levar em consideração aspectos emocionais: “Tem o desafio do autoconhecimento, que a gente não trabalha como deveria. Entender para onde quer ir e entender que é onde vai morar pelo próximos três, quatro anos. Isso é fundamental para a saúde mental enquanto tiver fazendo graduação”.

Ela explica que o convênio das universidades portuguesas com o Inep ajuda na hora da seleção. Além de a língua não ser uma barreira, o processo seletivo tende a ser mais simples, considerando basicamente o desempenho no Enem. A questão do custo, no entanto, ainda é uma barreira, já que Portugal não tem a oferta de bolsas como uma política, assim como o governo brasileiro. O estudante precisa então verificar se a universidade na qual deseja estudar oferece bolsas ou buscar bolsas por conta própria.

A Fundação Estudar está com dois processos seletivos abertos, o programa Líderes Estudar e o Tech Fellow, voltado para a área de tecnologia. As inscrições podem ser feitas até abril de 2024, e o estudante precisa ser aprovado até maio na instituição que deseja cursar. As bolsas chegam a até 95% dos custos. “Ainda assim, não é de graça. Depende de o jovem encontrar bolsas externas, não é simples encontrar para fazer graduação”, diz.

Além das universidades que têm convênio com o Inep, outras instituições no mundo aceitam o Enem como parte do processo seletivo. São elas:

Na Irlanda, a University College Dublin e o National College of Ireland

No Reino Unido, a Universidade de Kingston, a Universidade de Glasgow e a de Birkbeck.

Nos Estados Unidos, a New York University e a Northeastern University.

No Canadá, a Universidade de Toronto.

 

O vestibular é o processo de ingresso no ensino superior mais comum no Brasil. Seja por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou processos seletivos próprios, as instituições aplicam provas que nivelam os estudantes e permitem - ou não - o acesso à graduação.

Porém, essa prática, comum no Brasil, não acontece em outros países. Em locais da América do Sul e Europa, o processo de ingresso é diferenciado. O LeiaJá preparou uma lista com países em que o vestibular não é utilizado como processo seletivo para cursos superiores. Confira:

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Argentina: No país não há vestibular e tem sido rota de vários brasileiros que buscam cursar medicina. Mas é preciso ficar atento, já que é necessário dominar o idioma espanhol e o candidato precisa fazer um curso que nivela os estudantes. 

Bolívia: Outra grande rota de brasileiros que querem cursar medicina, atraídos principalmente pela grande oferta de vagas e o preço acessível. 

França: Esse é mais um país que não tem vestibular, o acesso ao ensino superior é garantido a todos e estudantes brasileiros podem estudar lá. Mas, para isso, é preciso falar francês e o candidato passará por uma análise de histórico escolar, diploma e motivação para estudar na França.

Itália: O país é mais um que garante acesso universal ao ensino superior, precisando apenas ter concluído o ensino médio e apresentar o diploma. Nos cursos mais concorridos, como medicina, são feitos testes de admissão por causa da alta procura. Contudo, esses testes são feitos de forma oral. 

Paraguai: O sistema paraguaio é bem parecido com o argentino, tendo acesso universal e cursos de nivelação, além dos baixos preços. Contudo, no Paraguai há menos vagas disponíveis.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado nos dias 5 e 12 de novembro. Com a data tão próxima, a reta final da preparação para a prova traz muita tensão para os estudantes que vão fazer o Enem. Nesse momento, os alunos costumam revisar tudo que aprenderam durante o ano po meio de aulões.

Nesta quinta-feira (26), de forma descontraída, os estudantes do Colégio Imaculado Coração de Maria, em Olinda participaram de um aulão musical, idealizado pelo professor Berg Figueiredo.

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Auditório do Colégio Imaculado Coração de Maria. Júlio Gomes/LeiaJá

A iniciativa visa trazer os conteúdos que mais caem no Enem de uma forma mais dinâmica. “Para muitos, as disciplinas de química, física, matemática, são matérias chatas. Para quebrar essa visão do aluno e tentar trazer o conhecimento de uma forma mais bacana esse aulão vai ser musical”, conta o professor Berg.

Berg Figueiredo, um dos idealizadores do aulão musical. (Foto: Júlio Gomes/LeiaJá)

O aulão musical, conta com paródias autorais dos professores, que utilizam hits musicais que os alunos conhecem para facilitar o processo de aprendizagem nessa forma mais divertida. “A gente tenta pegar as músicas mais tocadas, retirar a letra, continuar com a melodia e botar algum assunto relevante para o Enem”, é o que diz o professor de matemática Alberto Cezar, sobre a construção das paródias.

Professor Alberto Cezar, também conhecido pelos alunos como Chupeta. (Foto:Júlio Gomes/LeiaJá)

Como já utilizam a voz diariamente, os professores acabam preparados para a apresentação. “Nesse ponto é mais com carinho e com a coragem mesmo. A gente faz alguns exercícios vocais para a sala de aula, pela prática do dia a dia a gente tem a voz aí um pouco aquecida para o canto”, conta Berg Figueiredo, que garante tomar muita água para manter a voz sempre em dia. 

Professores Berg Figueiredo à esquerda e Juan Tavares à direita. (Foto: Júlio Gomes/LeiaJá)

Os professores saem de suas roupas mais formais no aulão e se vestem como cantores, quebrando um pouco da ideia de mestre e aluno e os estudantes se divertem na apresentação. “Acho muito legal os aulões assim, acabo me divertindo mais, é interativo. Grava mais na memória, a gente aprende mais o assunto”, conta Alana Martins, estudante do 3° ano.

“[O aulão] Foge do comum, que é só ficar sentado vendo o professor falar, assim engaja muito mais você, é muito mais divertido”, aponta Maria Eduarda Santos, aluna do 2º que vai fazer o Enem como treineira. Já Lucas Silva, estudante do 3º ano, fala da importância de aulões mais divertidos. “Nessa reta final está todo mundo nervoso para prova, essa maneira de dar o aulão ajuda bastante na hora do exame e também para a gente pegar o assunto de uma forma bem dinâmica”. 

A pouco mais de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, o momento é de realizar questões. A prova, que será aplicada nos dias 5 e 12 de novembro, contará com 180 questões, sendo 90 de Ciências Humanas e Linguagens e outras 90 divididas entre Ciências da Natureza e Redação.

Para ajudar os estudantes que estão se preparando para a prova, o LeiaJá trouxe uma lista com todas as provas do Enem desde 2009. Faça o download abaixo:

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2009

Dia 1

Caderno azul 

Gabarito

Dia 2

Caderno azul

Gabarito

2010

Dia 1

Caderno amarelo com gabarito

Dia 2

Caderno amarelo com gabarito

2011

Dia 1

Caderno branco

gabarito 

Dia 2

Caderno cinza

gabarito

2012

Dia 1

Caderno rosa

Gabarito

Dia 2

Caderno rosa 

Gabarito 

2013

Dia 1

Caderno amarelo com gabarito

Dia 2

Caderno amarelo 

Gabarito 

2014

Dia 1

Caderno azul

Gabarito

Dia 2

Caderno azul 

Gabarito

2015

Dia 1

Caderno branco

Gabarito

Dia 2

Caderno cinza

Gabarito

2016

Dia 1

Caderno rosa

Gabarito

Dia 2

Caderno rosa

Gabarito 

2017

Dia 1

Caderno azul

Gabarito

Dia 2

Caderno azul

Gabarito

2018

Dia 1

Caderno amarelo 

Gabarito 

Dia 2

Caderno amarelo

Gabarito 

2019

Dia 1

Caderno rosa

Gabarito 

Dia 2

Caderno rosa

Gabarito

2020

Dia 1

Caderno azul

Gabarito 

Dia 2

Caderno azul

Gabarito 

2021

Dia 1

Caderno amarelo

Gabarito

Dia 2

Caderno amarelo

Gabarito

2022

Dia 1

Caderno branco

Gabarito

Dia 2

Caderno cinza

Gabarito 

A Declaração de Comparecimento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um documento que serve para comprovar que o participante esteve presente no dia da prova. Ela é utilizada para quem precisar abonar a falta no trabalho, por exemplo. No entanto, para que tenha validade, precisa ser assinada pelo chefe da sala no dia e local do exame. Neste ano, o exame será realizado nos dias 5 e 12 de novembro.

"Apresentar ao chefe de sala na porta da sala, nos dois dias de aplicação, a Declaração de Comparecimento impressa, caso necessite comprovar sua presença no exame", conforme consta no edital deste ano, que recebeu mais de 3,9 milhões de inscrições.

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De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o documento, que deve ser impresso pelo candidato, fica disponível, por dia de aplicação, na Página do Participante, mediante informação de CPF e senha. Geralmente, a pessoa pode acessá-lo alguns dias antes do dia do exame.

Antes de entrar na sala de provas, o documento deve ser guardado em envelope porta-objetos.

O Inep também reforça, por meio do edital, que não disponibilizará a Declaração de Comparecimento e o Cartão de Confirmação da Inscrição após a aplicação de cada dia de prova.

Na terça-feira, 24, o Inep divulgou os locais onde o candidato irá realizar o Enem deste ano. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Cartão de Confirmação traz informações sobre o número de inscrição, data, hora e local das provas. Acesse aqui a Página do Participante para realizar a consulta.

A aplicação do Enem 2023 seguirá o horário de Brasília:

- Abertura dos portões - 12h;

- Fechamento dos portões - 13h;

- Início das provas - 13h30;

- Término das provas 1º dia - 19h.

- Término das provas 2º dia - 18h30.

No primeiro dia, os candidatos realizam as provas de linguagens (40 questões de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol), ciências humanas (45 questões) - além da redação. A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração.

No segundo dia, os participantes fazem as avaliações de ciências da natureza (45 questões) e matemática (45 questões). A aplicação terá 5 horas de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

Cronograma:

- Data das provas: 5 e 12/11/2023;

- Divulgação dos Gabaritos: 24/11/2023;

- Resultados: 16/01/2024.

Candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 já podem consultar os locais de provas nesta terça-feira (24), através da Página do Participante, espaço em que também os estudantes podem acessar e baixar o Cartão de Confirmação, que contém as informações, além do endereço de realização da avaliação, dos inscritos.

A consulta do local de prova do Enem 2023, por meio da Página do Participante, é realizada com login e senha cadastrados no ato de inscrição. Após isso, deve-se clicar, no menu lateral, na opção "Aplicação" e, em seguida, no chat, ir para "Local de Prova".

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Esqueci a senha

Para ter acesso às informações cadastrais do Enem 2023, o participante deve utilizar o login único de acesso à plataforma gov.br. Em caso de esquecimento da senha, o estudante pode recuperá-la. Para a recuperação da senha ou da chave eletrônica, os inscritos devem acessar a página acesso.gov.br, digitar o CPF para fazer a verificação e clicar em “Avançar”. Em seguida, é necessário clicar “Esqueci minha senha”.

Além dessa plataforma, o procedimento também pode ser feito por aplicativo Meu gov.br, de bancos credenciados, do Internet Banking de bancos conveniados, por e-mail ou por mensagem de texto (SMS). Nesses casos, os candidatos devem selecionar uma das opções para gerar uma nova chave eletrônica para o login.

Enem 2023

A aplicação o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 está prevista para os dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia, os candidatos responderão questões de Linguagens (artes, educação física, português, literatura e língua estrangeira) e Ciências Humanas, que conta com as disciplinas de filosofia, história, sociologia e geografia,  além de uma redação. Já no segundo domingo, o certame contará com 80 quesitos de matemática e Ciências da Natureza, prova composta por biologia, física e química.

Estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 aguardam a divulgação dos locais de provas. De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), a liberação está prevista para esta terça-feira (24), através da Página do Participante. Enquanto aguardam, candidatos usam o bom-humor para acessar o Cartão de Confirmação do Enem 2023 e geram memes na web. Confira: 

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Após um período de espera, estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 poderão consultar os locais de provas nesta terça-feira (24), por meio da Página do Participante. A informação foi divulgada, no último sábado (21), pelo ministro da Educação Camilo Santana (PT), através das redes sociais.

"Atenção, você que está inscrito e inscrita para fazer o Enem 2023! Chegou a hora de saber o seu local de prova. A partir desta terça-feira, dia 24, cada um dos mais de 3,9 milhões de inscritos já pode consultar, na Página do Participante, o endereço e sala onde vai fazer o Enem", escreveu o responsável pela pasta.

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Enem 2023

A aplicação o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 está prevista para os dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia, os candidatos responderão questões de Linguagens (artes, educação física, português, literatura e língua estrangeira) e Ciências Humanas, que conta com as disciplinas de filosofia, história, sociologia e geografia,  além de uma redação. Já no segundo domingo, o certame contará com 80 quesitos de matemática e Ciências da Natureza, prova composta por biologia, física e química.

Pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa têm até sexta-feira (27) para efetivar a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob Medida Socioeducativa que Inclua Privação de Liberdade (Enem PPL). A inscrição deve ser solicitada ao responsável pedagógico de cada unidade prisional ou socioeducativa. As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro, e a divulgação do resultado no dia 16 de janeiro de 2024.

Aplicado desde 2010, o Enem PPL avalia o desempenho do participante que concluiu o ensino médio e, a partir de critérios utilizados pelo Ministério da Educação (MEC), permite o acesso ao ensino superior por meio de programas como Sisu, ProUni e Fies.

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O dia 27 também é a data limite para que os órgãos de administração prisional e socioeducativa que desejam participar do Enem PPL 2023 indiquem as unidades para a aplicação da prova. A solicitação deve ser feita pelo e-mail do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para efetivar a participação, os órgãos de administração prisional e socioeducativa devem firmar um termo de compromisso junto ao Inep, indicando o responsável pedagógico que terá várias funções nas etapas do exame.

Entre as funções do responsável pedagógico, estão o acesso ao sistema de inscrição e a divulgação das informações sobre o exame aos participantes, inclusive informando ao Inep se o participante precisa de atendimento especializado ou tratamento por nome social e anexar a documentação comprobatória no sistema do exame.

O Inep informou que são disponibilizados atendimentos para participantes com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista e discalculia. Gestantes, lactantes, idosos e/ou pessoas com outra condição específica também podem solicitar atendimento.

“O tratamento pelo nome social é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. O responsável pedagógico deverá apresentar documentos que comprovem a condição que motiva o pedido, como cópia digitalizada, frente e verso, de um dos documentos de identificação oficiais com foto, válido, conforme previsto no edital do exame”, informou o instituto.

Caberá ainda ao responsável determinar a sala de provas dos candidatos; transferir participantes entre as unidades, quando necessário, dentro do prazo previsto; excluir participantes que tiverem sua liberdade decretada. Além disso, será responsável pela participação dos candidatos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e em outros programas de acesso à educação superior, se for o caso.

No primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 5 de novembro, os candidatos resolverão questões de linguagens, ciências humanas e farão a prova de redação. A redação é a única parte discursiva do exame e não zerar essa prova é requisito para participar de processos seletivos para vagas no ensino superior. A duas semanas para o exame, professores de escolas públicas contam como estão preparando os alunos e dão dicas para quem fará as provas este ano. 

“Eu costumo dizer que o Enem é o pagamento, como se fosse a prestação de conta do discente com seus responsáveis e com a escola, de tudo que estudou tanto no ensino fundamental quanto médio”, define o professor de Língua Portuguesa do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM), José Félix da Costa Filho. 

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A professora de língua portuguesa e redação, Bruna Ribeiro, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Escritor Paulo Cavalcanti, em Olinda (PE), concorda. “Estamos sempre tranquilizando muito os estudantes. Na verdade, eles vão consolidar nessa prova tudo que sabem. Não é nada novo, que possa causar medo ou travá-los, eles são muito capazes de realizar essa prova e a passar por essa etapa da vida estudantil”, diz.  

Escrita e vivência

O Ceti Gilberto Mestrinho está localizado na periferia da capital do Amazonas. Buscando aliar vivências práticas ao aprendizado, a escola promove visitas e cursos para os estudantes em teatros, museus e órgão públicos na cidade. Essas visitas e vivências acabam se transformando em texto nas aulas de Filho, que aproveita para cobrar as competências exigidas no Enem. “Os estudantes vão a campo e, ao retornar, fazem o registro escrito de tudo, a partir dessa narrativa de experimentação”, explica.  

Outra estratégia da rede de ensino é envolver as famílias no aprendizado desde cedo: “Os alunos têm a prática da produção textual com ajuda da família desde as séries iniciais do ensino fundamental. Contam, não só com a comunidade escolar, mas com a família. Aqui temos o apoio, a família está presente quando solicitada. As temáticas são discutidas e produzidas na sala de aula semanalmente”, afirma.

Na prova de redação do Enem, os estudantes precisam escrever um texto dissertativo-argumentativo. No texto devem defender um ponto de vista – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Além disso, os candidatos precisam elaborar uma proposta de intervenção social para o problema, apresentado no desenvolvimento do texto, que respeite os direitos humanos. 

O texto produzido é avaliado por pelo menos dois professores graduados em letras ou linguística, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Essa é a única prova que uma nota de zero a mil. Caso tire zero, o candidato é eliminado de processos seletivos que utilizam a nota do exame para selecionar estudantes para vagas no ensino superior. Os temas abordados na redação são de ordem social, científica, cultural ou política. 

Sobre os temas cobrados, Filho diz que sempre são de relevância nacional. Podem ser temas que se referem a determinada região, como a Amazônia, onde a própria escola está inserida, mas sempre são assuntos com relevância nacional. “O que temos para 2023 é o grande desafio, o grande paradigma. Eu ainda aposto na questão climática e na questão ambiental, tendo em vista que temos também a desinformação tecnológica.  Desenvolvemos tanta tecnologia que hoje estamos desinformados”.  

Reforço da prática  

A estratégia de Bruna Ribeiro é aumentar a prática nessa reta final. Para se preparar para a prova, a professora recomenda treino constante. “Nessa reta final, estamos buscando muito a prática, diante de tudo que estudamos durante o ano letivo. Nessa reta final, a gente indica que alunos pratiquem, que coloquem todas essas ideias e o repertorio do que estudou ao longo do ano e que fiquem tranquilos”.

Outra dica para um bom texto é a leitura de notícias, para estar informado sobre questões atuais. Livros e cinema também trazem repertório para os textos dos estudantes. Além  disso, é importante conhecer legislações-chave, como a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Sobre os temas cobrados na prova, a professora diz que eles buscam que os estudantes sejam capazes de refletir sobre a realidade do país e questões da atualidade. Segundo ela, os assuntos costumam ser importantes não apenas para a prova, mas “para a vida, enquanto cidadãos e para a formação para o mercado de trabalho e para a sociedade”, diz. Entre os assuntos estão, por exemplo, O trabalho na construção da dignidade humana (2010) e Caminhos para combater o racismo no Brasil (2016).  

“Na minha opinião, os assuntos abordados na prova são muito pertinentes, são temas sociais que não são inventados. São propostos de acordo com a realidade do país. Então, com certeza, buscam que o aluno esteja sempre antenado, por dentro de políticas públicas, e atento às lutas das minorias e à  busca por uma sociedade mais igualitária, justa e inclusiva”, diz.  

Enem 2023

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Também podem ser usadas para vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Para ajudar os estudantes a se prepararem para a prova de redação, o Inep disponibiliza a Cartilha do Participante com informações sobre a Matriz de Referência da prova de redação. Além disso, a cartilha traz amostras comentadas de redações que receberam pontuação máxima, mil pontos, no Enem 2022. 

Chat GPT, Google Bard, LuzIA são algumas das ferramentas de inteligência artificial (IA) que ganham cada vez mais espaço no dia a dia, nos estudos e nas salas de aula. No preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), elas podem ser aliadas, mas é preciso tomar alguns cuidados e, principalmente, checar as informações obtidas.   

A Agência Brasil conversou com o professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas e Computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Cláudio Miceli para entender como funcionam essas ferramentas, quais são as limitações que possuem e em quais situações podem contribuir com os estudos para a provas do Enem. 

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Ferramentas de inteligência artificial estão disponíveis para o uso de forma gratuita, basta criar uma conta, inserindo alguns dados pessoais. O usuário faz perguntas e as respostas aparecem instantaneamente na tela. Uma solução rápida e fácil. O problema é quando esse mecanismo dá respostas que não são verdadeiras. O uso dessas novas tecnologias demanda também novas habilidades de quem está na frente da tela.  

“A questão é: ela não está ali para substituir o docente, substituir o professor, substitui um cursinho ou um livro. É uma ferramenta extra”, defende Miceli.

O professor compara essas ferramentas ao próprio Google. “O Chat GPT é o novo Google? Porque o Google, quando foi lançado, a gente também teve essa discussão, inclusive me lembro, eu era adolescente, o Google me foi apresentado como uma ferramenta de encontrar trabalho pronto. O Google é hoje a ferramenta que todo mundo usa e que é onipresente. Ela não invalidou o nosso conhecimento, mas a gente aprendeu a lidar com ela. A gente ainda tem que aprender a lidar com o Chat GPT”, diz.  

Miceli destaca dois grupos de inteligência artificial com as quais, provavelmente, o estudante se depara. O primeiro é o das plataformas de inteligência artificial de predição e, o segundo, das IAs generativas, entre as quais está o Chat GPT, uma das ferramentas mais populares de IA, criado pela empresa norte-americana Open IA.  

As plataformas de IA preditivas são muito usadas em sistemas de aprendizado por reforço. Um exemplo é identificar os pontos fortes e os pontos fracos do estudante. Os alunos respondem questões e, a partir das respostas, o programa identifica quais as maiores dificuldades. A partir daí, a ferramenta pode propor questões que podem ajudar o estudante a aprender aquele conteúdo que ainda está defasado. “Isso é muito comum, várias páginas para concurso usam isso”, diz Miceli. “É um uso bem tradicional dessa IA e que já vem antes da IA generativa. A gente já vinha utilizando isso, só não era muito falado. É um uso muito legal e que funciona”, diz.  

IAs generativas e o Chat GPT

As IAs generativas são mais atuais e vêm ganhando cada vez mais espaço. Essas IAs funcionam com grandes bases de dados e, a partir delas, constroem textos usando a probabilidade. “Digamos que eu pergunte: o que é IA? Ele vai buscar, dentro da grande base de textos, todos os textos que falam de IA. Ele vai começar a construir o texto assim: ‘IA é. E vai buscar nas bases de texto qual a próxima palavra, qual o próximo conjunto de texto mais provável a aparecer dado esse conjunto de palavras-chave”, exemplifica, Miceli.  

Como as inteligências artificiais buscam as respostas que darão aos usuários em bases de dados, essas respostas dependerão da qualidade dessas bases de dados. “Um elemento de IA é tão bom quanto os dados que ele tem. Então, quando a gente fala de dados enviesados, quando a gente fala em dados incorretos, se alimenta a base dados com esses elementos, você pode ter resposta errada, com coisas que são muito atualizadas”, explica o professor. Os usuários muitas vezes não têm acesso às bases de dados e não sabem em que as ferramentas de IA estão se baseando.  

Estudar unicamente por essas ferramentas é, portanto, arriscado e exige cuidados. “Confiar cegamente como se fosse o oráculo da verdade é o problema. Mas, como guia de estudos, como um começo, é muito interessante”, diz Miceli. “Quando o aluno trabalha, ele tem que ser obrigado a se confrontar com mais de uma fonte. Isso o obriga simplesmente a não aceitar aquela resposta como a única verdade do universo. A questão é justamente isso, obrigar o aluno a pensar”, acrescenta. 

Enem 2023

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além de aplicar para vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Inep. 

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