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Quando o assunto é celular na sala de aula, não é difícil perceber uma divisão de opiniões, ao mesmo tempo em que diariamente são lançadas ferramentas tecnológicas voltadas para o ensino, não apenas com o celular como também em outras plataformas e dispositivos. Para o professor de literatura, gramática e redação Isaac Melo, já passou - muito - da hora de implementar uma mudança de perspectiva sobre a tecnologia na mão dos estudantes, a fim de que as escolas não se tornem ambientes chatos e anacrônicos para jovens nascidos em uma era digital. 

O assunto foi tema de uma palestra realizada na 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco na manhã desta quinta-feira (10). Isaac argumenta que a internet surgiu como uma arma de comunicação de guerra, mas à medida que industrialização e globalização avançaram, levando as tecnologias de comunicação online para o cotidiano das pessoas com outros usos, a educação não poderia ficar à margem desse processo. 

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Questionado sobre como o debate a respeito da integração da tecnologia ao ensino e estudo se iniciou no Brasil, o professor explicou que, a princípio, o tema começou a ser falado sem debate algum, pois a primeira postura diante da presença de celulares nas aulas foi a de veto. "O Brasil já começa proibindo por várias razões. A primeira é que a tecnologia num primeiro momento não é pensada para a educação. Quando a educação vai percebendo que não vai dar conta de dominar a tecnologia, começam a perceber que tem que tomar uma atitude em relação a ela. O mais fácil e simplista é proibir", explicou Isaac.

Essa tentativa de banir os celulares de sala de aula, conta o professor, chegou a virar até projeto de lei. Isaac é contrário à postura tanto por enxergar o potencial educativo que a integração dos celulares pode proporcionar quanto por entender que tentar manter jovens que estão imersos em uma sociedade conectada apartados dessa lógica no momento de aprender gera prejuízos, além de não ser mais possível. 

"Como é que a tecnologia cada vez mais presente na vida da gente, com dados estatísticos mostrando que jovens de 15 a 29 anos passam 12 horas por dia conectados ao celular, isso vai, claro, fazer parte da formação dessa pessoa desde a menor idade. Quando o celular está na mão, a educação também precisa estar, sob pena de a gente ter uma formação perigosa moral e intelectual dessa pessoa", defendeu o professor que também destaca a importância da alfabetização digital.   

O primeiro motivo que o professor Isaac enxerga como causador desse problema é a formação dos professores não incluir a integração de ferramentas digitais no ensino desde o princípio. Para ele, isso faz com que profissionais ensinados a dar aula em uma lógica de educação tradicional tenham resistência ou dificuldades de mudar de parâmetro. "Eu, por exemplo, fui formado para gramática, para questão de vestibular e em provas no papel, então tudo direciona o professor para pensar em de forma tradicional. Tive que aprender com colegas, trabalhando em um local de grande engajamento tecnológico", contou o professor.

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Esse comportamento, na opinião de Isaac, leva a uma perda de possibilidades em sala. "No livro tem muita coisa, tem uma imagem, trinta, quarenta, mas a internet tem milhões. 'Vamos ver um depoimento de uma pessoa que mora no RS', eu abro a internet coloco uma reportagem com uma pessoa de lá e o aluno ouve a voz dela, posso trabalhar variação linguística", explicou ele.

Os profissionais e escolas que preferem vetar os celulares, segundo o professor, muitas vezes o fazem pela dificuldade de controlar o seu uso e garantir que os aparelhos não virem instrumentos de distração com estudantes acessando outros conteúdos ou "batendo papo". Nesse sentido, Isaac afirma que o problema se resolve através do processo formativo e do apoio das famílias.

Perguntado sobre como a integração entre tecnologia e ferramentas tradicionais de ensino podem se mesclar com sucesso em sala de aula, Isaac citou como exemplo a experiência do curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares no qual ele trabalha. "Temos uma plataforma onde o aluno acessa a redação corrigida, notas, pode assistir a aula gravada depois quando quiser e exercícios online ou presenciais”, contou ele. 

Para o professor Isaac, uma possível solução a longo prazo para a falta de integração entre tecnologia e formas tradicionais de ensino passa pela inserção de matérias ligadas ao ensino com tecnologia nos cursos de graduação que formam professores, como pedagogia e as licenciaturas, fazendo os professores enxergarem celulares e outros equipamentos como aliados e não inimigos do ensino. 

“Seria extremamente importante ensinar na faculdade como criar aplicativos, conhecer sites, perfis de redes sociais com bons conteúdos e ferramentas de celulares. Sem isso, a educação mais uma vez se tornará chata e antiquada. Quando a gente percebe o aluno torcendo para que o terceiro ano acabe, que as férias cheguem, que a aula termine, é porque a escola virou um saco”, sustenta o professor. 

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Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a questão da saúde mental e combater o preconceito relacionado à saúde psicológica, a Federação Mundial de Saúde Mental instituiu o dia 10 de outubro como o Dia Mundial da Saúde Mental, em 1992. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada quarenta segundos, uma pessoa morre por suicídio. No Brasil, 9,3 % da população convive com o transtorno de ansiedade.

Diante destes fatos, o professor de redação Diogo Didier, acredita que saúde mental pode ser tema da redação da edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  “É uma discussão super interessante e o mais esperado é que caia algo ligado ao suicídio, pela questão do viés juvenil, além da depressão, que é um mal que acomete a sociedade. Já a ansiedade, pode cair também como um outro ponto correlato.”, explica o docente.

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De acordo com Felipe Rodrigues, professor de linguagens e redação, na presença desse tema na prova, é muito importante que, primeiramente, o aluno tenha consciência dos problemas e das consequências trazidas pelas doenças relacionadas à saúde mental. “A depressão, por exemplo, é uma doença que pode levar o indivíduo a uma consequência drástica, que é a morte”, declara o docente.

A estrutura da redação

Para uma boa introdução, Didier conta que o ideal é que o aluno comece como, em suas palavras, "o Enem gosta": com uma alusão histórica. “Para não ficar tão comum, o fera pode ligar história e literatura em um único enunciado ao citar, por exemplo, a segunda geração do romantismo e o byronismo, que está ligado ao mal do século”, explica.

“Na argumentação é importante que o aluno fale sobre determinados problemas relacionados à saúde mental, mas que foque em apenas um, para não fugir do seu argumento”, declara Rodrigues sobre como o fera deve realizar o desenvolvimento da redação, além de alertar sobre a importância dele não deixar de falar sobre o Sistema Público de Saúde (SUS). 

Segundo Diogo Didier, a argumentação é a parte que mais interessa para a banca, já que é nela que o candidato mostra seus conhecimentos para o corretor. Por isso, ele deve ser inovador. “Colocar estudos ligados à análise do suicídio, depressão e ansiedade é uma boa alternativa, além de citar obras literárias também.”, comenta.

Já sobre a proposta de intervenção, o professor Felipe Rodrigues conta que é o ideal é que ela esteja presente na conclusão, para que, assim, não tome o espaço da argumentação. No entanto, ressalta que o estudante não pode esquecer a estrutura do texto. “É importante que o aluno fale sobre criar uma proposta de intervenção em que o assunto seja trabalhado dentro do ambiente escolar, com oficinas e gincanas, por exemplo, mas ele também não pode esquecer que precisa fechar a conclusão dos problemas que já foram pontuados.”, esclarece.

Após a divulgação da Cartilha de Redação 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nesta quinta-feira (10), o professor Digo Xavier fez uma observação que pode ajudar os candidatos. Para o educador, neste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela organização do Enem, deu indicativos mais claros de como deverá ser a proposta de intervenção, assim como as competências avaliadas.

“Este ano eles deram mais pistas sobre as competências avaliadas. Especialmente a proposta de Intervenção, veio mais explicado o que é esperado dela”, opina o professor de redação. A produção textual será cobrada em 3 de novembro, primeiro dia do processo seletivo.

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Diogo Xavier explanou, com exclusividade para o LeiaJá, as pistas da Cartilha de Redação 2019. “Primeiro, detalham que é necessário não só dar uma sugestão ou dizer que o que já existe é insuficiente. É preciso indicar a ação, concreta e relacionada ao que foi discutido, que deve ser feita por um agente. É necessário dizer, também, o meio para se colocar isso em prática e, por fim, dizer o resultado que se espera com essa intervenção”, explicou Xavier.

De acordo com o educador, os candidatos precisam evitar determinados tipos de intervenções. “O candidato deve estar atento para evitar intervenções que envolvam censura prévia ou perda de direitos / liberdades em caráter puramente preventivos, pois sugerir algo contra os Direitos Humanos pode zerar essa competência. Já são 200 pontos a menos”, alerta Xavier.

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulga cinco competências exigidas dos estudantes que fazem a prova de redação. A entidade explica quais são as habilidades que os alunos devem demonstrar em seus textos, cada uma valendo 200 pontos. A divulgação da correção dos textos também tem por objetivo dar transparência e mostrar objetividade na correção. 

No entanto, a correção é frequentemente questionada por estudantes e professores de língua portuguesa devido a uma insatisfação com o detalhamento dos critérios de correção, diante de notas apontadas por algumas pessoas como discrepantes para textos de qualidade igual ou semelhante. Para candidatos e docentes, essa percepção cria não somente insatisfação, mas também suspeita sobre a possibilidade da prevalência da subjetividade dos corretores dos textos. 

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Durante a 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em Olinda, o professor de redação, gramática e literatura Isaac Melo realizou uma palestra sobre o tema e concedeu uma entrevista ao LeiaJá. Questionado sobre como é feita a correção das redações, ele explicou que os textos são corrigidos por dois professores que não se conhecem nem sabem a nota que o outro atribuiu ao estudante. 

Havendo discrepância maior que 100 pontos na nota global ou que 80 pontos em uma ou mais competências, a redação passa para um terceiro avaliador que também não tem informações a respeito das notas atribuídas pelos demais. Se ainda assim as diferenças continuam grandes, uma banca formada por três professores avalia o texto e decide a nota do estudante. “O problema é que a maioria das redações morre, ou aparenta morrer, na primeira correção, por dois corretores”, afirmou o professor.

Para o professor Isaac, o texto que descreve as competências que os alunos devem ter não são bem detalhados e deixam lacunas interpretativas, gerando subjetividade e deixando a decisão de quantos pontos atribuir em cada competência para o avaliador, sem clareza quanto aos motivos quando a correção é divulgada. 

"Por exemplo: demonstrar domínio da norma culta e da língua portuguesa. Se você for lá na competência 1 não descreve a quantidade de erros. Erro reincidente, o que seria isso? Eu erro uma vírgula, erro mais uma, perco quarenta pontos se eu errar uma terceira eu reincidir de novo e perco mais 40 ou somente se eu errar mais vezes?", questiona o professor.  

Isaac também explicou, durante sua fala na Bienal do Livro, que o Inep paga aos professores que realizam a correção não por dia de trabalho, mas por texto corrigido. Na opinião dele, essa maneira de operar cria uma ânsia por corrigir o maior número possível de textos por dia e reduz a qualidade da avaliação devido ao cansaço mental e visual.

Por fim, um dos problemas que o professor aponta como sendo de maior gravidade é o treinamento dos corretores das redações e os critérios seguidos por eles não serem de conhecimento público. Para a convocatória do Inep podem se inscrever profissionais formados em letras, língua portuguesa ou linquística. 

“A partir daí é um processo de treinamento online, ele precisa corrigir várias redações online para mostrar que sabe. Existe um processo interno que o Inep não divulga”, explicou Isaac.

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A relação da família com a escola, o cursinho pré-vestibular e o tratamento dado ao estudante exercem influências no emocional do aluno que vai fazer o Enem e pode impactar a nota da redação. O professor Isaac Melo, que se dedica ao ensino de literatura, gramática e redação em escolas e cursos preparatórios, defende essa ideia e, nesta segunda-feira (7), concedeu uma entrevista ao LeiaJá após realizar uma palestra sobre o tema durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.

Isaac explicou que tanto as cobranças excessivas quanto a omissão por parte da família no processo de construção de aprendizagem do estudante que está sonhando com uma vaga no ensino superior são posturas negativas que prejudicam o processo de aprendizagem de escrita do aluno. A pressão para que o estudante escolha um curso que a família considera de prestígio e alto retorno financeiro é um exemplo de conduta a ser evitada pelas famílias, disse o professor. 

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A necessidade de chegar junto dos educadores e dos estudantes para entender como a prova de redação se estrutura e quais estão sendo as dificuldades do filho, buscar ajudar o aluno a ampliar sua visão de mundo e conhecimento, por outro lado, são condutas estimuladas pelo professor Isaac. Ele afirma que os pais devem buscar conversar com os filhos sobre notícias, levantar debates com eles e entender junto aos professores em quais competências da redação o estudante tem mais dificuldade e como corrigir os erros, por exemplo.

Porém, é preciso atenção para não adotar uma postura de rigidez excessiva com o estudante e terminar criando um ambiente de ansiedade, estresse e cobrança demais que, no lugar de melhorar o desempenho, tanto pode levar a uma queda de rendimento quanto ao adoecimento mental do aluno. Isaac lembra que “ninguém nasce um Machado de Assis” pois a escrita é um processo de construção e aprendizado de longo prazo e constante, que exige dedicação, esforço e atenção.

Para auxiliar bem os filhos, ele recomenda que os pais não somente o estimulem desde cedo mas também entendam que é preciso haver equilíbrio entre momentos de esforço e lazer para uma vida saudável, ou podem surgir problemas como estresse, depressão e ansiedade, muitas vezes vistos pelos pais como uma fase passageira ou como “frescura”. O professor lembra que além de uma queda de rendimento na prova e adoecimento físico e mental, essa postura da família pode até levar os filhos a se tornarem futuros profissionais bem-sucedidos, porém nada realizados e infelizes. 

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Dentre as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro, está a redação, que equivale a uma fração importante da nota final do candidato. A produção textual dos alunos é avaliada e recebe nota, de 0 a 1000, de acordo com cinco competências, valendo 200 pontos, cada.

Em uma palestra realizada neste sábado (5), na XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em Olinda, o professor de biologia Arthur Costa questionou o modelo atual de avaliação da redação. Segundo ele, que também faz orientações pedagógicas relacionadas ao Sistema Seriado de Avaliação (SSA), da Universidade de Pernambuco (UPE), a correção feita por dois corretores pode gerar consequências desastrosas na classificação dos alunos no vestibular. 

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“O objetivo [da palestra] é mostrar o tamanho da influência de erros cometidos por corretores que não sabem matemática pode causar”, disse o educador. “Eu acredito que um passo importante seria a opção ‘apto’ e ‘inapto’, como forma de avaliação [...] O TRI [Teoria de Resposta ao Item] consegue avaliar os estudantes, nas provas objetivas, de forma justa, o que não acontece com a redação”, acrescentou.

Para o professor, a importância dada à redação não condiz com a forma que ela é avaliada, já que os corretores podem errar a nota atribuída ao texto por não saber matemática. “Um aluno que foi prejudicado na correção, que poderia ficar no primeiro lugar do vestibular de medicina, pode até ficar fora da lista de aprovados”, disse. 

Ainda de acordo com Arthur Costa, a palestra pretende estimular nos estudantes a reflexão sobre como a prova é realizada. “Quando a gente entende a regra do jogo, a gente joga bem”, disse, se referindo a entender o que as competências da redação solicitam de quem produziu o texto. “O conceito ‘apto’ ou ‘inapto’ diminuiria essa distância de nota  entre as avaliações das provas objetivas e da redação”, concluiu. 

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Uma das dúvidas estudantes que estão concentrados em escrever uma boa redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ser realizado nos dias 3 e 10 de novembro, é sobre o uso de citações contendo trechos bíblicos para ajudar na argumentação do tema proposto. O questionamento surge, pois, há uma linha tênue entre fundamentação religiosa e uma simples citação de uma passagem da bíblia.

De acordo com a cartilha do participante desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), reflexões religiosas no texto não despontuam o candidato, desde que ele as use de maneira totalmente articulada com o tema.

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O professor de redação Diogo Didier, complementa dizendo que nada é proibido na redação. O aluno pode usar de várias possibilidades, desde que deixe suas ideias organizadas e bem fundamentadas.

Pode, mas há ressalvas

“Primeiro que o tema tem que estar muito ligado a isso. Há um tempo, por exemplo, o tema foi sobre intolerância religiosa. Então, coube, sim, citar algum trecho bíblico sobre igualdade, respeito e tolerância para esse sentido. Mas em outras discussões pode não ser relevante, pois, fico pensando, por exemplo, quem é o leitor. Se ele é cristão, se não é, e qual é a percepção que ele tem da religiosidade”, acrescenta Didier.

Outro ponto trazido pelo docente é o risco da dissertação se tornar tendenciosa, porque não se sabe qual a intenção do participante em introduzir uma citação bíblica em um determinado assunto. “Nem sempre o aluno que utiliza esse tipo de ferramenta faz uso dela apenas como uma mera citação ou como apenas um repertório cultural para apresentar. Muito alunos podem usar essa citação de cunho bíblico e exaltar a questão bíblica e terminar se perdendo na argumentação”, alerta.

Se for usar, faça paralelos

Ainda na opinião do professor, outra dica para quem costuma ou cogita escrever alguma parte da bíblia é complementar com outras abordagens religiosas, como o alcorão (livro sagrado do Islã) ou de outras religiões para que não fique centrado apenas na bíblia. "Isso, claro, de forma curta e bem precisa para não se alongar e perder pontos na redação", pondera.

A professora de redação Mariana Pestana também concorda que não há mal em citar algum trecho bíblico, mas, assim como Diogo Didier, ela diz que que deve escrito com cautela para que que a abordagem não se torne uma "verdade absoluta" do redator. "Assim como outros livros, o candidato que quiser utilizar a Bíblia deve entender que no propósito da redação, é um livro como qualquer outro, formador de opinião e que tem sua influência dentro da sociedade. A grande falha que há ao trazer uma citação da bíblia é deixar o texto taxativo e tendencioso" complementa.

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O programa especial do Vai Cair No Enem desta semana está no ar. A influencer digital Thaliane Pereira recebe o professor de Linguagens e redação Diogo Xavier. Nesta edição, destrinchamos os principais pontos do tema ‘variação linguística’: o jeito que você fala pode cair no Exame Nacional do Ensino Médio?

Direto das ruas histórias de Salvador, o Vai Cair No Enem, em parceria com o LeiaJá, exibe uma aula dinâmica e cheia de dicas que contribuem bastante para a preparação dos candidatos. Confira, a seguir, o programa desta semana:

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Todas as terças-feiras, a partir das 16h30, o Vai Cair No Enem exibe suas edições especiais no Instagram, bem como aqui no LeiaJá e no youtube.com/vaicairnoenem. Thaliane Pereira sempre aborda um tema que mistura assuntos da prova com o cotidiano.

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Um mar de questionamentos invadiu as salas de aula nos últimos dias. Após a declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, enfatizando que a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não terá questões de cunho ideológico, professores e estudantes passaram a se perguntar como deverão ser as questões da edição 2019 do processo seletivo?

“Não vai cair ideologia, a gente quer saber de conhecimento científico, técnico, de capacidade de leitura, de fazer contas, de conhecimentos objetivos”, afirmou o ministro da Educação. Muito além das questões objetivas, a declaração do Weintraub tem um peso significante para a redação, considerada um dos momentos mais importantes do Enem. Como é possível escrever um texto dissertativo-argumentativo sem ideologia?

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Em participação na live do Vai Cair No Enem produzida pelo LeiaJá, o professor de redação Diogo Xavier analisou a declaração do ministro. Para Diogo, toda redação tem aspectos ideológicos e, dessa forma, é impossível construir um texto sem incluir ideologias.

Xavier, em sua análise, afirmou que os candidatos podem sim citar pensadores ideológicos em seu texto, apesar da afirmação do ministro da Educação, desde que estejam em conformidade com o tema proposto. O professor alerta, porém, que é necessário ter equilíbrio no texto e evitar o que ele chama de “panfletário”.

“Você tem que argumentar seguindo um contexto ideológico que o próprio candidato vai levar. Use, mas não seja panfletário. Use de maneira consciente, com argumentação formal. Panfletário vai simplesmente atacar, levantar uma bandeira. Mas se ele argumentar que tal decisão, de tal governo, ou de governos em geral, pode prejudicar a sociedade de tal forma, ele está argumentando”, esclarece o professor de redação. Confira, no vídeo a seguir, os comentários de Xavier e de outros professores sobre como deverão ser as questões do Enem 2019:

Na manhã deste sábado (28), estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) puderam assistir ao aulão promovido pelo Vai Cair no Enem, sediado na UNINASSAU Pituba, em Salvador, na Bahia. As disciplinas abordadas foram química, redação e linguagens.

A apresentação ficou a cargo do jornalista Nathan Santos e da influencer Thaliane Pereira. Os professores convidados foram Valter Júnior e Luís Krause, ambos de química, Carla Grimaldi de linguagens e Diogo Xavier de redação. 

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A primeira aula de química, comandada por Valter Júnior, teve paródias e um experimento com elementos químicos que geraram fogo. Valter Júnior fez referências à cultura baiana para ajudar na compreensão dos estudantes.

Em seguida, os feras ficaram com uma aula de linguagens cheia de significados. A professora Carla Grimaldi falou da importância dos dialetos e do uso das charges, além de reforçar a leitura e a interpretação de texto. 

A penúltima aula, também de química, foi ministrada por Luís Krause, que destrinchou assuntos ligados a hidrocarbonetos. O docente ainda opinou sobre a abordagem da prova deste ano, a qual ele acredita que deve ser valorizado o conteudismo, mas sem perder a contextualização. 

Por último, Diogo Xavier deu dicas para uma boa redação, usando de elementos que ajudam na introdução, desenvolvimento e conlusão. Para o docente, temas que estejam relacionados ao governo de uma forma negativa, não deverão ser pautadas na redação.

Para ter acesso às apostilas com os assuntos abordados baixe nos links abaixo:

Química

Química

Redação

O próximo aulão será no dia 19 de outubro, na  UNIVERITAS do Rio de Janeiro. Clique aqui para realizar a sua inscrição

E no dia 26 de outbro será o último aulão do Vai Cair no Enem. O evento será realizado na UNINASSAU Recife. Clique aqui e se inscreva de forma gratuita.

A disciplina de redação foi a última do aulão do Vai Cair no Enem que esteve, neste sábado (28), em Salvador, na Bahia. O professor Diogo Xavier deu diversas dicas de introdução, desenvolvimento e conclusão para os estudantes que querem alcançar a tão sonhada nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio. 

Letra legível e como abordar o tema proposto para o texto dissertativo-argumentativo foram duas das instruções dadas pelo docente, que enfatizou a importância do foco no assunto principal. "Na introdução deve estar explícito o tema", recomendou o Xavier. 

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Os estudantes presentes puderam tirar dúvidas sobre a construção da problematização da redação como o uso das citações. Diogo Xavier aproveitou para orientar os alunos que estão apreensivos com a redação, que leiam e se situem com o texto que vai ser oferecido como base e já o contextualize na introdução para depois escrever a tese no desenvolvimento.

Sobre o tema da redação deste ano, Diogo acredita que assuntos que comprometem o governo, como a questão ambiental, não caírão no Enem. Por outro lado, o educador aposta como possíveis temas a criminalidade juventil e saúde física ou mental. 

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O Vai Cair no Enem está exibindo ao vivo, na manhã deste sábado (28), o quarto Aulão pelo Brasil que desta vez está na UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Salvador-BA. A transmissão é realizada simultaneamente no perfil do Instagram e no Youtube.

Participam do aulão os professores convidados Valter Júnior (química), Carla Grimaldi (Linguagens), Luiz Krause (química) e Diogo Xavier (redação). Confira ao vivo:

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Os próximos aulões serão realizados nas cidades do Rio de Janeiro e Recife. Clique nos links abaixo para se inscrever.

19/10: UNIVERITAS Rio de Janeiro - Clique aqui

26/10: UNINASSAU Recife (Graças, Bloco B) - Clique aqui 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade (PPL) será realizado nos dias 10 e 11 de dezembro. Na edição anterior, quase 30 mil detentos compareceram às provas cujo resultado pode propiciar ingresso em instituições de ensino de nível superior. 

A reportagem do LeiaJá esteve no Presídio de Igarassu (PIG), na Região Metropolitana do Recife, onde acompanhamos presos que almejam participar do Enem. Cerca de mil reeducandos da unidade prisional devem ser inscritos para o Enem PPL. 

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Além de acreditarem em notas altas nas áreas de Humanas, Matemática e Natureza, muitos detentos arriscam palpites para o tema da redação do Enem 2019. De acordo com o professor de redação Moacir José da Silva, que atua com reeducandos no PIG, há um sério problema de produção textual entre eles, porém, o próprio docente realiza atividades que tentam diminuir os buracos educacionais da população carcerária. 

“Primeiro que você encontra um ambiente totalmente diferente de uma escola fora do presídio. O espaço fica limitado aqui, você não tem condições de fazer uma aula de campo, até mesmo para você trazer alguns recursos, porque muita coisa não pode entrar na unidade. Temos uma disparidade muito grande em relação à faixa etária. Existem alunos que estão sem estudar há 20 anos. A maioria tem muita dificuldade na produção textual. No caso dos alunos que têm perfil de ensino médio, eles se saem bem, mas é uma quantidade pequena”, descreve o professor de redação. 

Moacir traça estratégias para diminuir as dificuldades pedagógicas dos alunos. “Geralmente trago vídeos, a gente faz debates em sala de aula, trago textos recentes que estão sendo debatidos na sociedade. Escuto as opiniões de cada um e a partir dos debates lançamos temas”, explica o docente. 

Entre as apostas de muitos reeducandos, a Amazônia pode nortear uma temática da redação. O professor discorda: “Acho que o tema da Amazônia é recente e é muito polêmico. Ainda apostaria em algo que tenha mais relação com o sistema, como o processo de ressocialização”, justica o professor. Confira, a seguir, as apostas dos reeducandos para o tema da redação: 

O calendário é exato. Estamos a 41 dias de um dos momentos mais importantes para o cenário educacional do País. Nos dias 3 e 10 de novembro, são esperados mais de 5 milhões de estudantes na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerado hoje o principal canal de acesso ao ensino superior. Até lá, no entanto, as mentes dos candidatos são tomadas por um mar de sensações, sendo o principal delas a ansiedade, além de um questionamento claro: o que e como estudar nesta reta final? 

Ter a resposta correta para esse questionamento por ser o primeiro passo para uma estratégia de estudos inteligente. Entre os professores, é quase unanimidade o fato de que os feras precisam realizar exercícios de provas anteriores. Soma-se a isso a seleção de assuntos apontados como essenciais para o Exame, que apesar do tempo curto até a aplicação do processo seletivo, ainda podem ser revisados. Em entrevista ao LeiaJá, professores colaboradores do projeto multimídia Vai Cair No Enem revelaram, com exclusividade, quais temas devem ser priorizados neste momento. 

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  História, sociologia e filosofia 

  De acordo com a professora Thais Almeida, nesta fase final de preparação para o Enem 2019, uma série de tópicos ainda pode ser estudada pelos candidatos. Resumos e resoluções de questões das últimas edições da prova são atividades que, segundo a educadora, contribuem para o aprendizado dos participantes. 

  Em história do Brasil, Thais escolheu os seguintes assuntos para serem priorizados: escravidão nas Américas, estrutura socioecômica colonial, crise do segundo reinado, primeira república e Era Vargas. Já em história geral, o aluno precisa revisar "revolução industrial, pós Primeira Guerra Mundial e pós Segunda Guerra Mundial, crises econômicas, políticas e problemas sociais". 

  Outra disciplina cobrada no Enem é a sociologia. Para ter um bom desempenho em Humanas, o candidato deve, a 41 dias do Exame, intensificar a leitura de alguns temas. Democracias, mundo do trabalho, racismo, pensadores clássicos da sociologia: Durkhein, Webber e Marx. Essas são as pautas indicadas pela professora. 

  Filosofia, área importante para a formação crítica dos estudantes, merece a atenção dos candidatos. Segundo Thais Almeida, os pontos que carecem de revisão são escolas helenísticas, filosofia moderna: empiristas versus racionalistas, contratualistas e existencialismo sartreano. 

  Português e redação 

  O professor de Linguagens Diogo Xavier destacou, em entrevista ao LeiaJá, quais assuntos os candidatos devem priorizar nesta fase final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio. Focar nessas pautas faz com que o estudante valorize seu tempo de estudos e não reserve atenção para assuntos que não são cobrados com frequência na prova. 

  "É importante revisar algumas regras básicas de regência, concordância, crase, acentuação e usos da vírgula. São os erros mais comuns na redação. Escrever novos textos é o principal procedimento, mas também é bom rever alguns mais antigos, entender os erros e, se possível, reescrever”, orienta o educador, focando na preparação para a redação. 

 Xavier ainda indica que os candidatos devem revisar, para a prova de Linguagens, elementos da comunicação e funções, além de literatura dos séculos XIX e XX, e variação linguística. “É importante entrar mais na prática do que na teoria, no caso resolver questões, principalmente interpretação, que mais pesa em Linguagens”, finaliza. 

 Geografia e atualidades 

 Espaço agrário brasileiro e relação do Brasil com o agronegócio. Essas são pautas iniciais que o professor Hedmu França indica para que os estudantes revisem. O professor de geografia também destaca impactos ambientais e questões do clima, como o aquecimento global, elevação da temperatura e do nível do mar. 

 Outro tema relevante é água. “Estude recursos hídricos, uso da água e até o desperdício”. França aumenta sua lista de revisão com aspectos físicos, biomas, formações geomorfológicas e uso do solo. “Não perca a oportunidade de dar uma olhada em aspectos populacionais e urbanização. Como cresce a população? De que forma têm sido os números de filhos e a expectativa de vida? Estude também imigração”, acrescenta. 

 No que diz respeito a atualidades, o professor pede que os feras leiam sobre o presidente Donald Trump e os Estados Unidos, bem como sobre a relação dos americanos com o Brasil, China e Oriente Médio. “Não deixe de ver sempre o papel da ONU e os órgãos que estão inseridos nos fluxos de informação do mundo”, indica o docente de geografia.  

 Matemática 

 Um dos momentos mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio é a prova de matemática. O professor Daniel França também selecionou pautas que precisam da atenção dos candidatos. “Indico revisar aqueles assuntos de fácil entendimento: razão, proporção, escalas é regra de três simples, além de assuntos ligados a crescimento percentual, diminuição percentual, densidade, grandezas diretamente e inversamente proporcional”, destaca o professor. 

 Tópicos de aritmética básicos como progressão aritmética, noções de estatística (média moda e mediana), noções de probabilidade e gráficos são pontos que também merecem atenção. “Já em geometria, geometria plana é a bola da vez: semelhança triangular, áreas, relações trigonométricas”, crava o educador de matemática. 

 Química  

 Josinaldo Lins, professor de química, a pedido do LeiaJá, elencou temas da matéria que devem ser revisados pelos candidatos. “Em química geral estude estrutura atômica, tabela periódica e ligações químicas (intra e intermoleculares); em inorgânica revise reações químicas, compostos inorgânicos, reações orgânicas e estequiometria; já em físico-química estude equilíbrio químico, eletroquímica e radioatividade; na parte de orgânica, estude funções orgânicas, isomeria, propriedades dos compostos orgânicos e reações orgânicas”, orienta Lins. 

 Física 

 Com exclusividade para o LeiaJá, o professor de física Carlos Júnior fez uma lista em tópicos com os assuntos que devem ser revisados a 41 dias do Enem. “Os tópicos de física estão rigorosamente associados à frequência de questões no Exame”, comenta o docente. Confira a lista:  

 Mecânica 

 Estudo dos movimentos 

Análise gráfica 

Leis de Newton 

Trabalho, energia e potência mecânica 

Energia- aplicações e fontes 

Hidrostática 

 Eletricidade 

Domínio de elementos elétricos (Resistor,Gerador e Receptor) 

Instrumentos de medição 

Análise de circuitos 

Eletromagnetismo 

Ondulatória 

Fenômenos ondulatórios 

Acústica 

Efeito Doppler 

 Termologia 

Calorimetria 

Termodinâmica 

 Óptica 

 Espelhos (plano e esférico gaussiano) 

Refração e suas aplicações 

 Literatura 

 De acordo com o professor de literatura Felipe Rodrigues, ainda há tempo para que estudantes leiam pontos literários que, geralmente, são cobrados no Enem. “É válido que os alunos revisem algumas escolas literárias, autores e características que essas escolas podem trazer. É importante que eles escolham uma questão literária por dia para estudar: barroco, romantismo, parnasianismo, simbolismo e arcadismo. O aluno também não deve deixar de estudar o modernismo brasileiro e focar na Semana de Arte Moderna. “É relevante também analisa os aspectos da literatura contemporânea, além de vanguardas europeias. Dá tempo sim de estudar”, salienta Rodrigues.  

 Biologia 

O professor André Luiz Vitorino acredita que dois temas, nesta reta final, precisam ser priorizados. “Nestes 41 dias, resolva muitos exercícios, principalmente dos dois assuntos mais importantes: ecologia e citologia”, alerta o professor de biologia. 

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O aulão do Vai Cair no Enem em Fortaleza foi finalizado com as dicas de redação do professor Felipe Rodrigues. Durante toda a manhã deste sábado (21), os estudantes que vão fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio tiveram a oportunidade também de revisar conteúdos de matemática, biologia e história.

Foram muitas dúvidas respondidas pelo professor Felipe Rodrigues. Contudo, a mais recorrente era em relação à conclusão do texto da redação. O docente expôs aos participantes suas percepções como avaliador e fez diversas sugestões de como eles podem proceder para conquistar uma boa nota.

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A principal delas: “Não encham o texto com coisas de fora, eu quero ver vocês falando”, voltado às citações na prova. O docente fez questão reiterar a necessidade de demonstrar repertório sociocultural por meio de dados, fontes oficiais e autores renomados, sem exagerar. Uma preocupação repassada na ocasião por Rodrigues é o fato de na intervenção final os candidatos sugerirem a criação de novas leis. Segundo ele nessa hora é preciso cautela, até para saber se a legislação de fato é inexistente. A sugestão dele é trocar a ideia de criar por ‘fiscalizar, aumentar o rigor ou maior transparência’.

Outra orientação fundamental do professor no aulão foi a manifestação política e ideológica no texto. Para ele, a redação não é o espaço para isso, onde o ponto de vista crítico precisa estar baseado em algo ou alguém e não nas nossas percepções pessoais.

Por fim, a hora mais aguardada: a aposta para o tema da redação do Enem 2019. Felipe Rodrigues disse acredita que podem aparecer temas de concordância geral, como questões de saúde e ambientais. Em saúde ele acredita na cobrança de temática relacionada à saúde mental, com males como depressão, ansiedade; já para o viés ambiental o professor discorda que os problemas da Amazônia possam vir este ano, no entanto deixou a sugestões para utilizar o assunto como exemplo. Com este tema ele acha mesmo que o lixo, seja o convencional ou o eletrônico, podem aparecer.

Perdeu alguma aula de hoje? Confira o vídeo completo

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No dia 29 de setembro o aulão do Vai Cair no Enem chega a Salvador na Bahia. Para se inscrever basta clicar aqui. É gratuito.

Os caminhos para chegar a uma redação nota 1000 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) envolvem uma série de competências explícitas ao longo do texto. Um recurso usado para legitimar a bagagem cultural e argumentativa dos candidatos é a citação. No entanto, são necessários cuidado e atenção para não acabar cometendo um erro de autoria ou não entender o significado ou contexto da frase utilizada.

Existem dois tipos de citação: a direta e a indireta

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Na citação direta é obrigatório uso das frases entre aspas da maneira exatamente como ela foi dita, escrita, cantada. Por exemplo, segundo Jean-Jacques Rousseau, "A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos".

Já na indireta o candidato pode dar sua interpretação para a frase, sem fugir do sentido que ela emite. Por exemplo: ‘Para o filósofo Jean-Jacques Rousseau na tomada de decisões, é preciso que a vontade geral seja levada em consideração para ser aplicada a todos os indivíduos’.

A citação é um dos recursos de enriquecimento da dissertação, mas não pode haver exagero. Muitos candidatos chegam à prova com a frase na cabeça, dispostos a utilizá-las de qualquer maneira, independente do tema. Os corretores do texto não veem esse tipo de atitude com bons olhos. “A gente penaliza muito quando essa citação é forçada”, disse a professora de redação Fernanda Bérgamo.  

Já para o professor Eduardo Pereira, que esteve com Fernanda Bérgamo em uma live do Vai Cair No Enem sobre redação, o fera precisa mostrar que é o protagonista. “Às vezes eu percebo que alguns alunos estão preocupados em colocar citação e é tanta citação que acaba a voz do aluno sumindo. Parece que é uma redação de outra pessoa. O protagonista da redação é o aluno”, lembrou o docente.

Os candidatos precisam também ponderar a inserção de citações na conclusão da redação do Enem. O espaço é dedicado para que o avaliador entenda qual a proposta de intervenção. O conselho da professora Fernanda Bérgamo é não utilizar as aspas de ninguém nesta etapa. “Encerrar a redação com citação não é bem vista por banca nenhuma, porque a gente quer que a sua voz encerre o texto”, orientou a professora.

A citação dentro da redação transmite repertório sociocultural, interdisciplinar e que o estudante está sintonizado com os temas da atualidade e sabe associar a pensadores que dedicaram a vida aos estudos daquele tema. Entretanto, é preciso bom senso, certeza sobre o que está escrevendo e parcimônia na utilização.

Veja o trecho do vídeo no qual o professor Eduardo Pereira e a professora Fernanda Bérgamo falam sobre citação na redação do Enem:

Para abordar a prova de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Espaço Primer Isoladas irá realizar um aulão gratuito no Recife. O evento acontece no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da cidade, no dia 28 de setembro, às 14h30.

O aulão terá como tema "Trabalho: da revolução industrial à uberização" e os interessados podem realizar inscrições no local do evento. Ao total, são disponibilizadas 100 vagas. 

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A aula irá abordar aspectos como o trabalho e suas visões na história, precarização do emprego, o trabalho como instância de vida, entre outros temas. O encontro contará com a participação do professor de filosofia e sociologia Salviano Feitoza e do docente de história Paulo Chaves.

Também comandam o evento a professora de redação e linguagens Tereza Albuquerque e o professor Fernando Vieira, que ensina geografia.

Serviço

Aulão "Trabalho: da revolução industrial à uberização"

Endereço: R. Padre Carapuceiro, 968 - sala 1701 - Boa Viagem, Recife - PE, 51020-280

Data: 28 de setembro

Horário: 14h30

Entrada: gratuita

A manhã deste sábado (24) foi especial para dezenas de estudantes que sonham em chegar à universidade por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles acompanharam o primeiro de uma série de aulões do projeto Vai Cair No Enem, que em parceria com o LeiaJá compartilha conteúdos educativos focados na preparação para a prova. Olinda-PE, cidade história, foi escolhida como o palco de abertura dos encontros.

Não pode acompanhar? CONFIRA O AULÃO COMPLETO

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Os professores José Carlos Mardock (história), Francisco Coutinho (química), João Pedro Holanda (sociologia e filosofia) e Eduardo Pereira (redação) comandaram explicações ricas em conteúdos diante de um auditório lotado. O aulão foi realizado na UNINASSAU, instituição de ensino apoiadora do Vai Cair No Enem. Confira, no vídeo a seguir, momentos marcantes do aulão:

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A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o grande peso que pode definir a aprovação do candidato e, consequentemente, a entrada no ensino superior. Entre um dos grandes desafios de escrever um texto que contemple as diversas exigências da organizadora do Enem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), está a escrita de uma boa conclusão.

O edital do Enem indica que o candidato deve abranger, em seu texto, cinco competências. São elas: demonstrar domínio na modalidade formal de escrita da Língua Portuguesa; compreender a proposta da redação e aplicar os conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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Porém, a proposta de intervenção e última etapa do texto pode ser um desafio, já que exige do estudante poder de síntese. Para ajudar quem busca entender como fazer uma boa conclusão, a reportagem do LeiaJá entrevistou os professores de redação Eduardo Pereira e Felipe Rodrigues e listou os sete passos essenciais para a construção de um bom desfecho do texto, garantidor de nota mil. Confira abaixo.

1)  Focar na estrutura dissertativa-argumentativa

É importante que o estudante tenha em mente o tipo de texto cobrado pelo Exame Nacional do Ensino Médio. “Essa estrutura é a obrigação de fazer um fechamento textual, assim como reiterar os elementos do texto e chegar numa proposta de fechamento”, explica Felipe Rodrigues. 

2) Criar uma proposta de intervenção

“A criação de uma proposta de intervenção é, basicamente, o estudante explicar quem é que faz, o que é feito, como fazer e para quem vai ser feito”, explica Rodrigues. Já o professor Eduardo Pereira salienta que é necessário o estudante saber bem a ação a ser realizada para atenuar o problema imposto no desenvolvimento. “A depender da ação, os agentes vão variar. Por exemplo, se é uma ação que envolve transporte público, vai dizer respeito às prefeituras municipais, mas se porventura envolver BRs [rodovias federais], aí já entra Ministério dos Transportes e Governo Federal. Aí é importante que o aluno entenda as três esferas: federal, estadual e municipal e como o Estado atua em cada uma delas. O Estado é apenas um dos agentes possíveis, não é o único”, diz.

3) Retomar a tese na conclusão

Para uma boa conclusão, segundo o professor Felipe Rodrigues, é essencial que o estudante retome a tese. A dica, inclusive, faz parte das competências exigidas pelo Inep no edital do Enem. “O aluno vai voltar falando dessas teses, que geralmente são duas, e aí ele vai na conclusão dizendo que todas as teses são realistas, são verdades. Só tem que ter cuidado porque essa tese não pode ser óbvia”, aconselha o docente.

4) Interligar a proposta de conclusão às duas teses

A proposta de conclusão deve concatenar as duas teses. “Essas teses têm que ser resolutas, mas não precisam ser resolvidas por completo. Entretanto, as propostas, pelo menos iniciais, têm que ser verdadeiras, acontecer. Que a criação da proposta obrigatória aconteça de verdade”, aconselha o professor Rodrigues. Já o docente Eduardo Pereira também aconselha a firmeza nos argumentos conclusivos. “A proposta deve ser factível. Se for uma proposta de sonho, utópica, não vai funcionar”, garante.

5) Fechamento textual

Felipe Rodrigues aconselha que a conclusão tenha uma espécie de “arremate” final e marque o desfecho do texto. Essa finalização pode ser, segundo o docente, com um filósofo e uma frase marcante. “Esse fechamento, por exemplo, pode ser dado com a alusão a um filósofo ou uma rápida paráfrase de um livro para dizer assim: ‘olha, acabou aqui, eu ‘tô’ filosofando e o texto finalizou’. Esse fechamento é super importante porque tem gente que  só joga a proposta de intervenção na conclusão e esquece do tipo dissertativo-argumentativo, que exige essa finalização.

 6) Leitura e criatividade

Dois pontos essenciais para a construção de um bom texto para o professor Felipe Rodrigues são a prática da leitura e a estimulação da criatividade. “Acho que ser criativo é essencial”, arremata. 

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A redação é uma das etapas fundamentais e mais temidas pelo candidato que participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, este ano, acontece nos dias 3 e 10 de novembro, ambos no domingo. O texto, que possui grande peso na correção da prova, deve ser dissertativo-argumentativo e ter até trinta linhas. Já o título fica à critério do fera que pode criá-lo ou não, mas como saber se vale ou não vale a pena inserir um título na redação?

Para o professor de redação, Diogo Xavier, o título serve como um cartão de visita para o leitor. “Ele pode dar um impacto positivo, aguçar a curiosidade afetando, mesmo que minimamente, o estado de espírito do corretor”, explica mostrando a importância que ele tem para o texto.

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Um bom título deve estar bem relacionado ao que foi discutido no desenvolvimento dos argumentos e não somente ao tema. Por isso, o mais aconselhável é que o candidato crie o título após o rascunho estar finalizado. Segundo Diogo, o estudante pode capturar um trecho do texto ou fazer uma paráfrase,, além de "brincar" com elementos referenciados, como filósofos ou trechos de música e colocar como título.

“Uma redação nota mil, por exemplo, sobre o tema ‘Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil’, citou Hobbes para argumentar sobre a necessidade de implementar leis para evitar o caos no trânsito. O título foi ‘O homem do lobo ao volante’, fazendo referência à frase ‘O homem é o lobo do homem’ que é a frase mais conhecida do filósofo”, comenta o professor sobre a redação de um candidato que tirou nota máxima na edição do Enem 2013.

Se o candidato não possuir uma boa ideia para o título, o ideal é que não o faça, já que o efeito pode ser contrário e provocar um impacto negativo gerando, assim, um início de leitura pessimista. “O texto deve estar muito bom para quebrar esta impressão inicial e, como o Enem possibilita que o autor opte por colocar ou não um título, é melhor não colocar”, explica Diogo Xavier.

Para a professora de redação, Tereza Albuquerque, o título da redação só seria recomendado, caso fosse um critério exigido pelo exame. “Além de consumir o tempo de prova do estudante, o título também o faz perder a quantidade de linhas da redação”, alerta.

Tereza também aconselha sobre como o candidato deve se portar durante o processo. “O aluno, ao realizar a prova, deve ser cirúrgico e direto”, explica a profissional.

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