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O atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid e da Espanha, participou de uma entrevista no canal ESPN Brasil, na qual comentou sobre diversos momentos da carreira. O atleta, que nasceu no Brasil mas é naturalizado espanhol, falou sobre a escolha de defender a seleção do país europeu e também sobre um momento pitoresco: quando fez um tratamento com placenta de égua para jogar a final da Liga dos Campeões da Europa em 2014.

"Esse tratamento foi verdadeiro, enquanto me aplicavam as descargas elétricas na perna o médico fumou dois cigarros. Foi difícil e muito doloroso. Tanto que logo a seguir corri e não sentia qualquer tipo de dor. Foram duas horas de sessões antes de voltar ao hotel. Para mim, naquela época, não havia mais nada para além da final da Liga dos Campeões. Não pensei em mais nada. Nem no Mundial nem na temporada seguinte, só no jogo de Lisboa", relatou o centroavante.

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"Foi um dos momentos mais tristes da minha carreira. Antes de entrar em campo dei um salto e notei logo uma cãibra. Não conseguia acreditar. Tentei aguentar, mas não consegui continuar e antes dos 10 minutos tive de sair. Preferia não ter jogado e dar o meu lugar a outro colega", completou Diego Costa. Na partida, o Atlético de Madrid saiu na frente, mas o Real Madrid empatou nos acréscimos do segundo tempo e fez três gols na prorrogação.

O jogador também falou sobre o processo que o levou a jogar pela seleção espanhola e não pela brasileira, deixando claro que tem uma certa mágoa com o técnico Felipão. Diego Costa foi chamado para dois amistosos, contra Itália e Rússia em 2013, e ficou fora das convocações seguintes. Na sequência, escolheu atuar pela Espanha.

"Aí depois do amistoso contra a Rússia ele falou que me convocaria de novo porque eu tinha tido poucos minutos. Não sei se foi só para passar a mão na minha cabeça... Depois tiveram outros amistosos. E machucou o Hulk, machucou o Fred e o Felipão não me convocava. Fiquei quieto, né? Teve a Copa das Confederações, não me convocou", continuou Diego Costa.

"Surgiu a possibilidade da Espanha, eu aceitei. Como você vai dizer não? Aí quando saiu que eu aceitei, começaram a dizer que o Felipão me queria... Pô, não me ligou uma vez, como é que ele quer? Aí foi falar no Jornal Nacional que eu dei as costas para o sonho de milhões de brasileiros? Pelo amor de Deus, como é que vou dar as costas? Por que não fala que não me procurou? Por que não fala que não me convocou antes?", questionou Diego Costa, que disputou as Copas de 2014 e 2018 pela seleção espanhola.

Aos 71 anos e afastado do futebol desde setembro de 2019, o técnico Luiz Felipe Scolari garantiu que ainda não pensa em aposentadoria e voltará ao trabalho melhor do que estava. Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, o treinador campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002 fez uma análise sobre a carreira e voltou a lamentar que carrega uma grande carga de responsabilidade pela derrota da equipe nacional na Copa de 2014.

Felipão está sem trabalhar desde a saída do Palmeiras, embora tenha recebido outras propostas desde então. A última delas foi do Colo-Colo. Dirigentes do time chileno viajaram ao Brasil para negociar com o treinador. Porém, não houve acordo. O técnico não demonstra estar apressado para encontrar algum emprego e passou os últimos meses observando jogos.

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"Eu tenho assistido o Campeonato Inglês e os jogos no Brasil. Tenho tempo para examinar os jogos, times e os gols que foram marcados. Eu voltarei melhor do que eu estava antes", disse Felipão.

A entrevista foi feita antes da pandemia do novo coronavírus e o treinador contou que aproveitava o tempo livre para passar dois meses na praia. "É a primeira vez que consegui fazer isso em 50 anos", completou.

Felipão voltou a lamentar na entrevista ter sido rotulado no Brasil como o principal culpado pela derrota por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal da Copa de 2014. "Eu era a pessoa mais associada ao desastre. Sou até hoje. Sou aquele que levou a maior parte da culpa. Quando o Brasil ganhou em 2002, eu não era o grande herói. Todos eram heróis", afirmou.

O técnico atribuiu a derrota ao excesso de erros do Brasil naquele jogo no Mineirão. "Os erros aconteceram e eles foram esplendidamente aproveitados pela Alemanha. Isso foi um desastre em termos de imagem, especialmente aqui no Brasil", comentou. "Foi uma grande bomba, o maior desastre que a seleção já sofreu, provavelmente. Em 1950, eles perderam (para o Uruguai), foi um desastre, mas foi só 2 a 1", comparou.

Ao analisar a carreira, Felipão disse que a experiência como professor de educação física em escolas o ajudou demais a criar um estilo de trabalho. "Eu sabia da minha influência em fazer as pessoas crescerem, jogarem melhor e ser melhores pessoas nas vidas deles", afirmou. "Tudo isso que vivi como treinador, eu tinha aprendido na escola como professor", acrescentou.

Questionado sobre a saída do Palmeiras, que foi marcada por críticas e protestos de membros de torcidas organizadas, Felipão disse que não sentiu medo dessas manifestações. "Você não pode ficar assustado de pessoas que são fortes quando estão em grupo, mas não são o mesmo quando estão sozinhas", afirmou.

O técnico Luiz Felipe Scolari será homenageado com o título de cidadão paulistano na próxima terça-feira, em sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa foi proposta pelo vereador Reis (PT) em agosto do ano passado, quando o técnico comandava o Palmeiras, reconhecendo a sua "trajetória e importância para o país".

Em entrevista ao Estado, o vereador contou que a ideia surgiu quando a seleção brasileira sagrou-se pentacampeã mundial em 2002, no comando de Felipão, "mas o projeto só foi construído quando ele estava no Palmeiras, que é o meu time. Em um jogo, alguns palmeirenses me cobraram sobre o título", comenta.

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Em sua justificativa o petista ressalta momentos marcantes do técnico no clube. "Felipão se reencontrou com o Palmeiras. O treinador deu uma nova cara ao time e colocou o 'Verdão' na liderança isolada do Brasileirão 2018", menciona.

A homenagem deveria acontecer com Felipão no Palmeiras, mas o técnico não resistiu à pressão pela eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores e foi demitido no início de setembro. Em sua terceira passagem pelo clube, o treinador acumulou cinco eliminações em torneios mata-mata. Sua grande conquista neste período foi o Brasileirão de 2018. Ao todo, foram 76 jogos, com 46 vitórias, 21 empates e nove derrotas.

"O título está pronto e queremos que o Felipão esteja aqui para receber mesmo ele não estando no clube. É o técnico com mais resultados positivos pelo Palmeiras. Estamos conversando com ele e confirmamos a sua presença na sessão", afirma o vereador, que destaca em sua lista os títulos conquistados ao longo da carreira do técnico, entre eles os campeonatos Gaúcho, Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e a Copa do Mundo.

Já de acordo com a Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal, o homenageado "apresenta um longo histórico de importantes conquistas esportivas, marcou o seu nome na história do futebol internacional e brasileiro. Portanto, o parecer é favorável para a Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa".

A sessão na Câmara Municipal de São Paulo para homenagear Felipão está marcada para as 19h da próxima terça-feira no Salão Nobre do local.

Candidato de oposição na eleição para a presidência do Boca Juniors, José Beraldi promete agitar o futebol sul-americano caso seja eleito no clube argentino. Ele promete tentar a contratação de Paolo Guerrero, do Internacional, e vários outros nomes de peso, como Felipe Melo, do Palmeiras, Daniel Alves, do São Paulo, e Cavani, do Paris Saint-Germain, todos sul-americanos. Ele sonha também com o técnico Luiz Felipe Scolari.

"Se eu for presidente do Boca, gostaria de trazer o Felipe Melo. E, se estivesse agora como presidente, Daniel Alves não me escapava. Outro que gostaria de ter é Paolo Guerrero", afirmou o candidato, em entrevista à Rádio Mitre, da Argentina. Ele faz campanha pesada para as eleições no clube, e adota um estilo de trabalhar com medalhões.

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Beraldi disse, em outras entrevistas para veículos locais do país, que ouviu de Cavani, Torreira e Godín que o trio uruguaio gostaria de defender o Boca. "Cavani me disse que quer vir para o Boca. O mesmo me disseram Torreira e Godín", disse o ex-dirigente, que chegou a comandar o futebol do clube na época em que Mauricio Macri, atual presidente da Argentina, era o mandatário no Boca Juniors.

Beraldi disse que pode buscar um nome de peso até para a comissão técnica. Ele afirmou que o atual técnico Gustavo Alfaro só irá se manter no cargo caso tenha bons resultados. "Os resultados mandam. Se Alfaro ganhar o título, ele continua. Caso contrário, tenho em mente trazer o Luiz Felipe Scolari", projetou.

A eleição para presidente do Boca Juniors acontece no dia 7 de dezembro. O atual presidente, Daniel Angelici, não poderá concorrer e aposta suas fichas e Christian Gribaudo.

A troca de Luiz Felipe Scolari por Mano Menezes segue uma tendência de instabilidade no comando do Palmeiras. Nos últimos dez anos, o clube chega aos 16 treinadores diferentes e quatro interinos. Nem mesmo nomes consagrados no futebol brasileiro como Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho conseguiram dar continuidade em seus trabalhos. Apenas em duas temporadas neste período um mesmo profissional iniciou e terminou um ano completo no clube: o próprio Felipão, em 2011, e Gilson Kleina, em 2013.

Há dez anos, Vanderlei Luxemburgo começou a temporada 2009 ainda prestigiado pelo título de campeão paulista de 2008. Ele deixou o comando da equipe após barrar o atacante Keirrison, que estava em negociação com o Barcelona. A atitude foi vista pela diretoria como uma quebra de hierarquia. Para seu lugar, Jorginho Cantinflas assumiu de forma interina e acabou colocando o Palmeiras na liderança do Brasileirão. Mas uma "oportunidade de mercado apareceu" e Muricy Ramalho foi contratado.

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A escolha acabou não surtindo o resultado esperado e nem a vaga na Libertadores veio naquele ano. No começo o tricampeão brasileiro pelo São Paulo (2006, 2007 e 2008) acabou caindo e um dos anos mais confusos no clube em relação aos técnicos começava.

Antônio Carlos Zago e Jorge Parraga tiveram curtas passagens até Felipão acertar seu primeiro retorno ao time. De sua contratação até a queda, em 2012, foram vários altos e baixos. O ápice foi o título da Copa do Brasil de 2012, no entanto, a equipe acabou tento um desempenho muito abaixo no Brasileirão. Narciso ainda comandou o time o time por um jogo antes de Gilson Kleina ser contratado, mas a queda para a segunda divisão foi inevitável.

Responsável por recolocar o Palmeiras na elite, Kleina foi demitido em maio de 2014. Alberto Valentim ficou no posto de forma interina até o anúncio de Ricardo Gareca. O argentino, campeão nacional em seu país com o Vélez em três oportunidades, durou apenas 13 partidas. Dorival Júnior terminou como o técnico naquele ano.

ERA ALEXANDRE MATTOS - A chegada do diretor de futebol Alexandre Mattos marcou um momento de grandes investimentos em contratações e também de rotatividade no comando técnico. Oswaldo de Oliveira foi o escolhido para iniciar essa nova fase vitoriosa do Palmeiras, mas foi trocado rapidamente por Marcelo Oliveira. Bicampeão com o Cruzeiro ao lado do dirigente, o mineiro conseguiu faturar o título da Copa do Brasil em 2015. Mesmo assim, uma forte pressão por resultados derrubou o técnico em 2016.

Na sequência, Cuca chega para conduzir o time alviverde ao título do Campeonato Brasileiro. No fim campanha, de forma surpreendente, o treinador dá um tempo na carreira por questões pessoais.

Pensando em renovação, uma oportunidade foi dada para Eduardo Baptista, que vinha de bom trabalho no Sport. Mas 23 jogos depois, ele acabou caindo e Cuca retornou. Apesar da grande expectativa, o campeão brasileiro não conseguiu repetir a trajetória de sucesso e acabou caindo.

Assim como aconteceu na última passagem de Felipão, os questionamentos por um bom futebol fizeram o clube a apostar em um treinador com proposta mais ofensiva. Foi com esse intuito que Roger Machado chegou no começo de 2018. Mas a derrota para o Corinthians na final do Campeonato Paulista e o começo ruim no Brasileirão acabaram resultando em sua demissão. Na época, Alexandre Mattos fez questão de dizer que o treinador não iria sair.

"Temos confiança total no trabalho, os números são bons. Obviamente queríamos ser campeões paulistas, infelizmente não fomos. Queríamos estar melhor no Campeonato Brasileiro, talvez com três ou quatro pontos a mais. Agora tem que correr atrás, temos que fazer passagem de tabela superior", afirmou o dirigente para a Fox Sports.

Sua saída deu início à terceira passagem de Felipão ao clube. Campeão brasileiro em 2018, o veterano perdeu prestígio no clube principalmente pela queda de rendimento após a Copa América. Eliminado da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, ele deu lugar a Mano Menezes.

Confira a lista de técnicos do Palmeiras nos últimos 10 anos:

2009 - Vanderlei Luxemburgo

2009 - Jorginho - interino

2009/2010 - Muricy Ramalho

2010 - Antônio Carlos Zago

2010 - Parraga

2010/2012 - Luiz Felipe Scolari

2012 - Murtosa - interino

2012 - Narciso - interino

2012/2014 - Gilson Kleina

2014 - Alberto Valentim - interino

2014 - Ricardo Gareca

2014 - Alberto Valentim - interino

2014 - Dorival Júnior

2015 - Oswaldo de Oliveira

2015 - Alberto Valentim - interino

2015/2016 - Marcelo Oliveira

2016 - Alberto Valentim - interino

2016 - Cuca

2017 - Eduardo Baptista

2017 - Cuca

2017 - Alberto Valentim - interino

2018 - Roger Machado

2018 - Luiz Felipe Scolari

2019 - Mano Menezes

O presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras, Seraphim Del Grande, criticou nesta segunda-feira a decisão do presidente do clube, Mauricio Galiotte, de demitir o técnico Luiz Felipe Scolari e abrir negociação com Mano Menezes. Em áudio gravado pelo aplicativo WhatsApp e recebido pelo Estado, o dirigente pede a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos e avalia que a troca no comando da equipe pode prejudicar politicamente a atual gestão.

"Sem dúvida, se vier o Mano Menezes, seria o caos para nós. Eu espero que o Mauricio (presidente) não faça essa burrice, que se fizer a burrice é o enterro do resto do mandato dele", disse Del Grande no áudio, antes de o Palmeiras anunciar oficialmente a contratação de Mano nesta terça-feira. "Eu acho que nem era o momento de mandar o Felipão embora, devia mandar o Alexandre Mattos embora, e não ele. Ele deveria continuar mais uns dois meses para ver como ia o time. Mas infelizmente o problema do Palmeiras é o Alexandre Mattos", comentou em outro trecho da gravação.

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Questionado pelo Estado nesta terça-feira, Del Grande confirmou a veracidade do áudio. "Eu tenho minha opinião. Não tenho nada a esconder", disse Del Grande por telefone à reportagem. Na opinião do presidente do Conselho Deliberativo, a opção de trazer Mano Menezes não é benéfica, pois o treinador não desfruta de prestígio no clube. "O Palmeiras está precisando agora de tranquilidade. A vinda do Mano, pela repercussão que tem, vai manter a pressão em cima do clube. Do que o Palmeiras menos precisa agora é de pressão", comentou.

Del Grande é um aliado político importante na gestão de Galiotte. O presidente do Conselho Deliberativo esteve ao lado do mandatário do clube em pautas importantes, como uma do ano passado, na articulação para conseguir a mudança no estatuto para alterar o tempo de gestão do presidente de dois para três anos. Del Grande se reelegeu em março deste ano para a presidência do CD, inclusive com apoio do próprio Galiotte. Ele tem voz ativa e é respeitado o clube.

Nas redes sociais, a torcida palmeirense demonstrou reprovação na noite de segunda-feira à informação das conversas iniciais entre o clube e Mano Menezes. A campanha contrária ganhou força nas redes sociais. Segundo Del Grande, nos bastidores do Palmeiras também há resistência à escolha. "Eu não estou levando em consideração o trabalho dele, mas sim vir a pressão e continuar com um clima bélico no Palmeiras. Já há muita rejeição sobre ele no clube", disse.

Mano Menezes é o novo técnico do Palmeiras. O treinador gaúcho de 57 anos aceitou a proposta do clube e será o substituto de Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. O acerto já é oficial e o contrato será até o fim de 2021. O novo comandante assumirá o cargo nos próximos dias com a missão de fazer o reagir no Campeonato Brasileiro após sete rodadas consecutivas sem vitória. A estreia dele está marcada para sábado, contra o Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia.

A diretoria agiu rápido para buscar negociar com Mano Menezes. Poucas horas depois de demitir Felipão na noite de segunda-feira, o Palmeiras abriu negociação com o substituto. O novo treinador palmeirense estava sem clube desde o começo de agosto, quando deixou o Cruzeiro e encerrou uma passagem de três anos. Pela equipe mineira, foi duas vezes campeão da Copa do Brasil.

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Fora o desafio de reerguer o Palmeiras, Mano terá de vencer também a desconfiança da torcida. Identificado com o rival, o Corinthians, onde teve duas passagens, o técnico vai trabalhar agora no maior rival do clube alvinegro. Mano também teve trabalhos em clubes do interior gaúcho, assim como no Grêmio, Flamengo e no Shandong Luneng, da China.

Curiosamente, a mudança de comando no Palmeiras repete o cenário de anos atrás na seleção brasileira. No fim de 2012, Mano deixou o comando da equipe após duas temporadas e foi substituído exatamente por Felipão. Desta vez, agora na equipe alviverde, o processo se inverte e é o treinador campeão da Copa de 2002 quem deixa o cargo para a chegada do colega.

"Será uma honra dirigir a Sociedade Esportiva Palmeiras. Minha trajetória vem ao encontro do que pensa o clube e sua imensa torcida. O respeito construído como adversário agora nos torna parceiros. Estilo de jogo se constrói com um grupo de jogadores qualificados e isso certamente temos. As conquistas serão resultado do somatório dessas forças. Os adversários devem ser os outros. Para seguir conquistando vamos em frente. Que assim seja", afirmou Mano ao site oficial do clube.

O técnico deve desembarcar em São Paulo nos próximos dias para assinar o vínculo e comandar o time. Além de Mano, passam a fazer parte da comissão técnica o auxiliar Sidnei Lobo e o preparador físico Eduardo Silva (o Dudu). O clube ainda não confirmou a data da apresentação oficial do novo treinador.

Luiz Felipe Scolari está fora do Palmeiras. O técnico não resistiu a mais um mau resultado na temporada, a derrota por 3 x 0 para o Flamengo, no domingo passado, pelo Campeonato Brasileiro.

O time ainda não anunciou o substituto. Nessa passagem pelo clube, a terceira em sua carreira, Felipão foi campeão brasileiro de 2018.

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A diretoria do Palmeiras convocou nesta quinta-feira uma entrevista coletiva de última hora para a Academia de Futebol, em São Paulo. Apesar de o encontro com os jornalistas não estar programado, o diretor de futebol Alexandre Mattos e o técnico Luiz Felipe Scolari garantiram que não haverá mudança no comando da equipe após a queda na Copa Libertadores e defenderam o planejamento realizado para o clube nesta temporada.

"O Felipe é o nosso treinador. Tem contrato conosco. Não passou na cabeça dele nem na nossa de fazer alguma troca. Nós vamos prosseguir", disse Mattos ao abrir a entrevista. O dirigente pediu desculpas à torcida pela derrota por 2 a 1 diante do Grêmio, na última terça-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e classificou o revés como um dos resultados mais difíceis que já teve na carreira. "Sem dúvida alguma foi a derrota mais dolorosa de todas. Eu sou profissional de vestir a camisa e amo minha profissão e estar no Palmeiras", comentou.

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O dirigente, ao lado de Felipão, evitou citar erros no planejamento da equipe para a temporada e cobrou foco na disputa do restante do Campeonato Brasileiro. "Nosso objetivo é ser protagonista. Só um consegue ser campeão. Óbvio que você foca nas competições. Quando não ganha é porque faltou alguma coisa. Temos de aprender e melhorar para o ano que vem para ser protagonista e, quem sabe, ser campeão" afirmou Mattos.

O diretor do Palmeiras pediu para a torcida ter paciência com a utilização de alguns dos reforços trazidos para 2019. Jogadores como Matheus Fernandes e Arthur Cabral chegaram à equipe em janeiro e não tiveram sequência no time na temporada. Na opinião do dirigente, o clube apostou em jovens, como esses atletas, para prepará-los para as temporadas seguintes.

Para Mattos, o Palmeiras recebe cobranças excessivas da torcida e de parte da imprensa. "Estamos pensando no projeto de presente e futuro, mas agora vem a falta de paciência. A grande maioria dos críticos diz que nós temos o melhor elenco do Brasil, mas agora na hora de perder ninguém presta. Nós respeitamos o manifesto do torcedor. Eu tenho respeito por eles todos, sou bem recebido nas ruas e nas organizadas e vou continuar respeitando", comentou.

Por fim, o diretor de futebol rebateu as acusações recebidas pela torcida organizada Mancha Alviverde. Em nota no Facebook, a agremiação criticou a gestão de Mattos e apontou possíveis irregularidades financeiras. "Tenho respeito muito grande pelos que conheço e sei quem até escreveu a nota. O sofrimento fica mais pela família que viu tudo aquilo, mas minha vida é limpa. Estou aqui porque minha vida é limpa e mantenho caráter. É a família que sofre ao ler aquilo", disse.

O técnico Luiz Felipe Scolari disse que o Palmeiras "pagou caro pelos erros" na queda para o Grêmio nas quartas de final da Copa Libertadores. Após vencer o duelo de ida por 1 a 0 em Porto Alegre, o time alviverde abriu o placar nesta terça-feira, mas levou a virada por 2 a 1 e foi eliminado, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Foi a terceira queda do Palmeiras em torneios mata-mata neste ano, após já ter sido eliminado na semifinal do Campeonato Paulista e nas quartas de final da Copa do Brasil. O time agora só disputa o Brasileirão, realizado em pontos corridos.

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Para Felipão, a equipe precisa evoluir na disputa de mata-mata. "Posso dizer que nós pagamos caro pelos nossos erros do primeiro tempo, tanto na parte ofensiva quanto na defensiva. Criamos oportunidades, mas não conseguimos fazer nosso segundo gol. Pagamos por erros que cometemos e que sabíamos, que tínhamos estudados", declarou.

"Por alguma razão, não estávamos no lugar certo. Pagamos com a desclassificação após uma situação interessante para nós, saímos vencendo e depois levamos o gol. Vamos buscar corrigir para que no futuro não aconteça como aconteceu, principalmente em jogos de mata-mata", afirmou o treinador, em entrevista coletiva após a partida no Pacaembu.

O Palmeiras é o atual campeão brasileiro e conquistou pela última vez um torneio mata-mata em 2015, com a Copa do Brasil. Para 2020, Felipão já busca evoluir o "espírito copeiro" de sua equipe, mas alertou que jogadores e dirigentes também precisam querer.

"Temos lições ano a ano. Temos a lição do Cruzeiro no ano passado (eliminação na semifinal da Copa do Brasil), do Inter neste ano na Copa do Brasil e agora mais essa. Ou aprendemos ou vamos ser derrotados em competições disputadas desta forma. Cabe a nós, técnicos, dirigentes e jogadores, entendermos que precisamos disso e buscarmos uma situação melhor", disse Felipão.

"O Grêmio teve quatro chances vivas de gol, aproveitou duas oportunidades em erros que tínhamos consciência. E nós que criamos, não aproveitamos. Temos que tirar essa lição, de equipe altamente copeiras, como Grêmio, Boca Juniors (ARG) e outras, para aprendermos a nos portar ano que vem nas outras competições. É uma questão que temos de evoluir no nosso grupo, e cada um tem que querer", acrescentou o treinador.

Após o fim da partida no Pacaembu, parte dos torcedores chamaram o time de "sem vergonha" e afirmaram que o Campeonato Brasileiro "virou obrigação". O treinador evitou falar sobre a manifestação dos torcedores e traçou planos para o próximo jogo contra o Flamengo, no domingo.

"Sobre os torcedores, não vou falar nada. Sobre a minha equipe, vou tentar corrigir algumas coisas para que a gente possa ter um jogo normal contra o Flamengo e seguir em frente no Brasileiro em condições de disputar o título", declarou.

O Palmeiras é o terceiro colocado do Campeonato Brasileiro, com três pontos a menos do que Flamengo e Santos. A equipe alviverde, porém, disputou uma partida a menos do que os adversários. Na próxima rodada, o time visita o Flamengo no domingo, às 16h, no Maracanã.

O técnico Luiz Felipe Scolari não demonstrou incômodo com o quarto jogo sem vitórias no Campeonato Brasileiro e afirmou que o Palmeiras está em ascensão nos últimos três jogos. Antes da parada do calendário para a disputa da Copa América, o time liderava com 25 pontos, cinco à frente do Santos e com aproveitamento de 92% dos pontos disputados.

O campeonato retornou, mas o Palmeiras ainda não venceu: empates contra São Paulo, Vasco e Corinthians (todos por 1 a 1) e derrota para o Ceará (2 a 0). Pelas oitavas de final da Copa Libertadores, o time empatou contra o Godoy Cruz (2 a 2) e goleou (4 a 0) o clube argentino no jogo de volta, no estádio Allianz Parque.

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"Entendo que vocês têm razão em algumas colocações, mas nos últimos três jogos eu discordo. Melhoramos novamente, temos a mesma identidade, embora cometendo um erro que não cometíamos, que era a bola aérea e marcação. Estamos tomando gols que não eram normais antes da Copa América. Mas nos últimos três jogos voltamos a ter posicionamento, imposição física e parte técnica bem organizada. Enfrentamos equipes de boa qualidade. Acho que voltamos a adquirir nosso sistema e qualidade que tínhamos", opinou o treinador.

Felipão explicou ainda que seria difícil manter o nível de rendimento e aproveitamento de pontos conquistados antes da parada para a Copa América. "(Antes da Copa América) Estávamos muito bons. Tropeçamos na Copa do Brasil (eliminado pelo Internacional) e passou a ser bom. Depois da Copa América, dá para dizer que somos razoáveis. Não atingimos o mesmo índice. Temos condições de fazer de novo. É tranquilidade. Calma, temos que trabalhar. Não entendo como algumas pessoas não conseguem entender isso. Mas se já produziu, pode produzir mais".

Em tom otimista, o treinador disse ainda que o Palmeiras vai recuperar o bom futebol apresentado antes da parada do Brasileirão. Segundo colocado com 28 pontos, está quatro atrás do líder Santos. "Se tivermos esse foco continuado, como foi antes da Copa América, nós vamos continuar muito bem e progredir ainda mais. Eu vejo esse progresso e acho que vamos melhorar ainda mais para os jogos futuros".

O clima, pelo menos no lado de fora, não foi nada bom neste sábado na Academia de Futebol, o centro de treinamento do Palmeiras, localizado na zona oeste de São Paulo. No último dia de preparação do time alviverde antes do clássico contra o Corinthians, que será neste domingo (4), na casa do rival, pelo Campeonato Brasileiro, torcedores de uma organizada fizeram protesto na porta do local enquanto Felipão trabalhava em campo com os jogadores.

A manifestação da torcida foi pacífica, sem qualquer ocorrência de violência, mas o tom do protesto foi de ameaça. Os palmeirenses que foram ao local protestaram contra o técnico Felipão e a diretoria. Eles também ressaltaram a importância do clássico deste domingo, que será disputado na Arena Corinthians e é válido pela 13.ª rodada do Brasileirão.

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Uma das faixas colocadas na entrada da Academia de Futebol dizia: "Ninguém morreu ainda". Outras afirmavam que o "clássico vale vida" e questionava "Felipão dono do Verdão?". Torcedores também cantaram músicas contra o treinador do Palmeiras e alguns jogadores.

"Felipão, vai se f***, se não ganhar amanhã, é vc quem vai morrer" foi um dos gritos da torcida organizada no protesto deste sábado. Uma carta divulgada pela Mancha Verde critica Felipão e o planejamento da diretoria comandada pelo presidente Mauricio Galiotte e pelo diretor de futebol Alexandre Mattos. As contratações de Ricardo Goulart, Carlos Eduardo e Henrique Dourado causaram reclamações.

Após a eliminação contra o Internacional, há cerca de 10 dias, em Porto Alegre, nas quartas de final da Copa do Brasil, Felipão minimizou a derrota afirmando que ninguém havia morrido. Antes deste sábado, a torcida organizada do Palmeiras já havia protestado em Fortaleza, antes da partida contra o Ceará, e em Mendoza, na Argentina, antes do primeiro jogo contra o Godoy Cruz, pelas oitavas da Copa Libertadores.

Mesmo após uma goleada por 4 a 0 do Palmeiras sobre o Godoy Cruz, Luiz Felipe Scolari foi para a entrevista coletiva nesta terça-feira (30) com a cara de poucos amigos. O treinador distribuiu respostas ríspidas e falou um absurdo ao tentar fazer piada.

Ao comentar sobre a contratação do atacante Luiz Adriano, confirmada nesta terça-feira, disse: "O Mattos, presidente e Cícero sabem. Eles vão mexer com os nomes que eu der. Até porque o avião pode cair amanhã e matar todo mundo. Se morrer alguns, até vou soltar foguete", afirmou.

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Ao perceber que havia pisado na bola, tentou corrigir. "Não jogadores... Vocês não entenderam a piada. O Luiz Adriano nos dá opções. Ele é um jogador que joga como 9, 7 ou 11. Ele pode jogar centralizado, como dois pontas de lança, velocidade para cair dos lados. É isso que a contratação pode nos dar no futuro. É mais um que será bem-vindo", afirmou.

Felipão também evitou comentar sobre a arbitragem do jogo desta terça-feira. O Palmeiras saiu na frente graças a um pênalti polêmico assinalado com a ajuda do VAR. Raphael Veiga cobrou e abriu o caminho para a goleada. Borja, Gustavo Scarpa e Dudu fecharam a conta. "Não posso dizer nada. Não digo nada sobre isso. Vocês são os entendidos, falem", afirmou.

O Palmeiras agora aguarda pelo vencedor do duelo entre Grêmio e Libertad para conhecer o próximo adversário. O time gaúcho venceu o jogo de ida por 2 a 0. A volta, no Paraguai, acontece nesta quinta-feira. O clube alviverde se prepara agora para o clássico contra o Corinthians, neste domingo, na Arena Corinthians, pela 13.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras conta com a experiência do técnico Luiz Felipe Scolari em competições de mata-mata para reagir na temporada e passar pelo Godoy Cruz. Dono de 22 títulos na carreira em torneios nesse formato, o treinador espera resgatar a fama de "copeiro" nas oitavas de final da Copa Libertadores.

Desde a chegada ao clube, em agosto do ano passado, o treinador conseguiu se dar muito melhor nos pontos corridos do que em confrontos eliminatórios. No primeiro formato, ele acumula cerca de 79% de aproveitamento, índice impulsionado, é claro, pelo título do Campeonato Brasileiro do ano passado e pela longa invencibilidade. Da recém-encerrada série invicta de 33 jogos no torneio nacional, em 32 Felipão estava no comando (no jogo restante, o interino Wesley Carvalho dirigiu a equipe).

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Por outro lado, quando se trata de confrontos mata-mata, o treinador não se tão deu bem no comando do Palmeiras. O aproveitamento cai para 57%. A queda na Copa do Brasil para o Internacional foi a decepção mais recente, assim como a torcida também lamentou a eliminação nos pênaltis na semifinal do Campeonato Paulista para o São Paulo. Em 2018, caiu para o Boca nas semifinais da Libertadores.

Nos dois casos recentes, o time encarou a insatisfação alviverde nos dias seguintes. Na sexta-feira, torcedores foram ao hotel do time em Fortaleza para arremessar pipocas e cobrar o elenco. Já após a queda no Estadual, o ônibus do time foi atingido por pedras e garrafas quando entrava no Allianz Parque para disputar uma partida pela Libertadores, dias depois.

Felipão admitiu a preocupação da equipe estar abalada para o jogo contra o Godoy Cruz. "Vou ter que trabalhar bem o aspecto psicológico. Vi um jogo em que estivemos mais nervosos que o comum, alguns jogadores até mais experientes, vendo que não iam ganhar o jogo, se irritando com adversário", comentou o treinador.

No ano passado, o treinador teve bons resultados no mata-mata da Libertadores, antes de encarar o Boca. Fora de casa, conseguiu vitórias por 2 a 0 contra Cerro Porteño e Colo-Colo pelas oitavas e quartas de final, respectivamente.

A parada dos campeonatos para a disputa da Copa América não fez bem ao Palmeiras. Desde a volta das competições, a equipe foi eliminada da Copa do Brasil pelo Internacional, empatou o clássico contra o São Paulo e perdeu para o Ceará. Agora, o time alviverde se prepara para enfrentar o argentino Godoy Cruz pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

O técnico Luiz Felipe Scolari disse que o Palmeiras precisa ter "frieza" e "calma" para se reabilitar. O jogo contra o Godoy Cruz será realizado na terça-feira, em Mendoza, na Argentina.

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"Não me lembro qual ano, mas teve uma parada e que quem estava na frente teve dificuldades, e é o nosso caso agora. Só que nós temos que resolver isso em dois dias. Temos quer ter frieza, calma com os jogadores, não mudar as características. Isso é do dia a dia de trabalho. Claro que tem uma expectativa de melhorar no próximo jogo, temos um mata-mata. É conversar e ter calma, porque sem calma vamos jogar tudo que fizemos fora", avaliou o treinador.

"Agora, nesses dois dias, é tentar corrigir para colocar nos eixos para o jogo (contra o Godoy Cruz). Com tempo, mais na frente, se começar a colocar dúvidas vamos deixar o time maluco. Não é assim", acrescentou Felipão.

Após a derrota para o Ceará, o Palmeiras segue diretamente para a Argentina. A equipe enfrenta uma maratona de jogos fora de casa: antes, já tinha jogado contra o Internacional em Porto Alegre, na última quarta-feira.

O Palmeiras, apesar do revés, segue como líder do Brasileirão, com 26 pontos conquistados. Pela Copa Libertadores, os duelos das oitavas de final serão realizados nesta terça-feira, na Argentina, e no dia 30 de julho, no Allianz Parque.

O técnico Luiz Felipe Scolari, como era de se esperar, demonstrou total impaciência na entrevista coletiva depois da eliminação do Palmeiras na Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (17). Ríspido em quase todas as respostas, ele admitiu que o Internacional foi melhor em campo e mereceu a vaga para as semifinais do torneio.

Ele também evitou lamentar muito a queda precoce no torneio mata-mata, após a derrota por 1 a 0 no tempo normal e por 5 a 4 nas penalidades. "Ninguém morreu. Não tem nada. Perdemos uma competição. Outros perdem, outros ganham, alguém vai ganhar. Não tem que crucificar A ou B, temos que jogar futebol com a mesma qualidade que nós temos. Em determinados momentos, alguém pode ser superior. Vamos conversar e pronto", disse.

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Para o treinador, o time alviverde vacilou especialmente no primeiro tempo, quando deixou o Internacional controlar a partida. "Não estávamos encurtando. Não conseguimos fazer uma marcação para apertar. Não ganhamos uma dividida no primeiro tempo. Esses detalhes fizeram com que o Internacional crescesse. No segundo tempo equilibrou, foi para os pênaltis e pronto", opinou.

Ao ser questionado sobre os motivos da classificação do Inter, se mostrou irritado. "Porque jogou melhor, teve mais qualidade. Quem vai te responder vai ser o Odair (Hellmann). Posso te responder sobre a minha equipe, que teve menos qualidade que o Internacional. Aí eu converso com a minha equipe para ver os erros que aconteceram, para não cometer em outros jogos."

O Palmeiras volta a campo no sábado, quando visitará o Ceará pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alviverde lidera a competição com 26 pontos, três a mais do que o Santos, o segundo colocado. Para a partida, Felipão ainda não informou se poupará titulares.

No último sábado (6), a música popular brasileira ficou de luto com a morte de João Gilberto, considerado o pai da Bossa Nova. Entre as homenagens que repercutiram na internet, uma em especial causou confusão no programa "Mais Você" nesta segunda-feira (8).

Enquanto iniciava o programa matinal da Globo, Ana Maria Braga lamentou a "morte" de Gilberto Gil, cometendo a gafe ao vivo ao trocar o nome de João Gilberto. Após o erro, a apresentadora foi rapidamente corrigida pelo Louro José, personagem do Tom Veiga.

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Além de trocar os nomes dos artistas, Ana Maria Braga errou novamente. Ela fez a internet vibrar ao parabenizar Felipão pela vitória do Brasil na Copa América, mas só que na verdade o atual técnico da seleção é o Tite. Os usuários do Twitter não deixaram barato e tiraram sarro da situação. "Ana Maria Braga dando parabéns ao Felipão pelo título da seleção brasileira. Foi a melhor coisa para começar o dia", comentou um dos internautas.

O técnico Luiz Felipe Scolari não se importou com o gol de pênalti sofrido na vitória do Palmeiras por 2 a 1, neste domingo (2), sobre a Chapecoense, na Arena Condá. O gol marcado por Everaldo encerrou uma invencibilidade da defesa palmeirense, que não sofria gols há seis jogos, levando em consideração as partidas pelo Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa do Brasil.

O Palmeiras ainda tem a melhor defesa do Brasileirão. Após sete rodadas, o time sofreu apenas dois gols. O outro foi marcado pelo CSA, no empate por 1 a 1, ainda na segunda rodada.

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"Graças a Deus que levou o gol. Isso tudo enche o saco. Se não iria ficar todo jogo essa história de não toma gol, não toma gol. Tome gol, faça gol e acabou o assunto. Se não tomar, ótimo. Se tomar, tem de fazer os gols. Isso é importante. Perder, não. Tomar, pode tomar, desde que faça os gols e a gente consiga as vitórias", analisou.

O treinador reconheceu que o jogo não foi tecnicamente brilhante, com muitas chances de gols, mas destacou que poucos times conseguem tirar pontos da Chapecoense na Arena Condá.

"Aqui é complicado ganhar. Ninguém jogou bonito, foi um jogo guerreado. A equipe precisava se comportar dessa forma aqui para vencer. Só vencemos aqui no ano passado, antes não tínhamos vencido. Se não tivesse esse espírito, não teríamos vencido. A cidade está de parabéns. Vou torcer para Chapecó ficar na elite do futebol", comentou.

O meia Zé Rafael, responsável pela assistência a Dudu no lance do primeiro gol, também destacou a dificuldade de somar pontos no estádio do adversário catarinense. "Todo mundo que vem jogar aqui sofre. É muito difícil levar ponto da Chapecoense. Fomos uma equipe muito sólida. Levamos um gol de pênalti. Temos sido uma equipe muito competitiva e isso vem fazendo a diferença".

O jogador também destacou o entrosamento com Dudu. Para Zé Rafael, as constantes escalações da dupla entre os titulares está contribuindo para o bom futebol apresentado.

"Acho que agora estou participando mais (dos jogos). A gente vai conhecendo as características dos companheiros, entrosando cada vez mais, seja com o Dudu ou com outros jogadores. Tenho dado o melhor. Todo o pessoal tem dado o melhor, por isso estamos de parabéns com um bom nível durante as partidas", analisou.

São 27 jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, cerca de 73% de aproveitamento no ano, vitória de goleada em clássico no último clássico e, para melhorar, agora começa a competição na qual o treinador é um grande especialista. O Palmeiras, do técnico Luiz Felipe Scolari, tem várias credenciais a favor para largar como favorito às 19h15 desta quarta-feira (22), quando enfrenta o Sampaio Corrêa, em São Luís (MA), pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

O confronto entre o atual campeão brasileiro e um rival que está na Série C tem como personagem o técnico Felipão. O treinador com mais títulos na Copa do Brasil, quatro taças (1991, 1994, 1998 e 2012), inicia a caminhada no estádio Castelão, local marcante na carreira. Em novembro de 2001, na primeira passagem pela seleção brasileira, a equipe derrotou a Venezuela por 3 a 0 e garantiu vaga na Copa do Mundo no ano seguinte, que viria a ganhar - a última que o Brasil foi campeão.

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"Voltar a São Luís me traz ótimas lembranças. Estávamos formando o grupo que iria para a Copa. Guardo os momentos vividos em São Luís com carinho. O povo do Maranhão foi muito participativo naquele dia no Castelão", relembra Scolari.

Aos 70 anos, Felipão vai participar pela 13ª vez da Copa do Brasil e conta com um retrospecto positivo para não ser surpreendido por uma possível zebra, como o Sampaio Corrêa. O técnico tem um aproveitamento de 67% nas partidas. Nas 12 vezes anteriores em que disputou o torneio nacional, em sete ele foi pelo menos semifinalista e em uma foi vice-campeão.

"Sabemos que em jogos assim os outros times têm uma motivação maior por jogarem contra o Palmeiras. O Felipão já passou algumas coisas para a gente e passará mais outras para analisarmos sobre a disputa", explicou o meia Hyoran.

Para iniciar a jornada de oito partidas em busca do título, o Palmeiras de Felipão deve ter em campo uma formação modificada. Como o clube está preocupado com o desgaste dos jogadores, decidiu diminuir a sequência de viagens. Depois da partida em São Luís, em vez do elenco retornar a São Paulo, embarca diretamente para Brasília, onde no sábado enfrentará o Botafogo, pelo Brasileirão.

Os dois times se reencontram na próxima semana, no Allianz Parque, para o jogo de volta. Assim como o Palmeiras, o Sampaio Corrêa estreia só agora, já nas oitavas de final, por ter sido campeão no ano passado da Copa do Nordeste.

DE OLHO NA BILHETERIA - A dificuldade de enfrentar o atual campeão brasileiro com seu elenco badalado faz o Sampaio Corrêa ter como uma das suas principais expectativas para a Copa do Brasil lucrar com bilheteria. A expectativa do clube de São Luís é poder arrecadar com o jogo diante do Palmeiras o suficiente para cobrir mais de um mês da folha de pagamento, que é de cerca de R$ 450 mil.

Os preços das entradas variam de R$ 30 a R$ 90. A diretoria espera ter casa cheia e contar com a presença de 40 mil torcedores. Se passar pelo Palmeiras é uma missão difícil, pelo menos sua presença nas oitavas de final já ajudou bastante o clube. A CBF paga de premiação R$ 2,5 milhões para quem disputa esta fase da competição.

"Sabemos a força que a torcida do Sampaio tem quando comparece em peso ao Castelão. Contamos com esse apoio, porque será um jogo muito difícil, e o Castelão lotado nos dará um combustível a mais", pediu o volante e capitão Diones.

O time vem de um rebaixamento da Série B para a Série C, além de ter ficado fora da final do Estadual e ter sido eliminado ainda na primeira fase da Copa do Nordeste. Um alento é ter começado bem na Série C, com duas vitórias e dois empates nas quatro primeiras rodadas.

Nas Copas do Brasil de 2014 e 2015, o time também enfrentou o Palmeiras. Presente nesses confrontos, o meia Cleitinho sonha com uma zebra. "O Sampaio também é grande, e se torna ainda mais forte quando o torcedor joga junto", afirmou.

O técnico Luiz Felipe Scolari já adiantou que vai continuar o rodízio na equipe do Palmeiras. Após a vitória sobre o Internacional por 1 a 0, no último sábado, o treinador disse que fará alterações em ao menos "duas ou três peças", para encarar o San Lorenzo, pela Copa Libertadores. A partida será na próxima quarta-feira, às 21h30, no Allianz Parque, e marca o encerramento da fase de grupos da Libertadores.

"Já posso adiantar que vou mudar dois ou três jogadores, porque já estamos classificados (na Libertadores), vamos jogar só pelo primeiro lugar do grupo, e tenho que pensar na sequência do Brasileiro", explicou Felipão.

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Uma das mudanças certas será no ataque. Autor do gol que garantiu a vitória na última rodada do Brasileirão, Deyverson será poupado. "Eu acredito mais nele (Deyverson) em determinadas situações do que nos outros. Agora, para quarta-feira, provavelmente eu vou colocar um outro centroavante, porque no domingo contra o Atlético-MG a gente tem que ter um cuidado. Depois de uma sequência de jogos, dar uma recuperação. É que para determinados jogos o Deyverson tem um papel muito importante, por isso a gente tem mantido."

Sem poder contar com os lesionados Ricardo Goulart e Willian, o técnico deve optar por Arthur Cabral ou Borja, recuperado do problema no joelho que o afastou dos últimos compromissos do time alviverde, para o setor ofensivo.

O capitão Bruno Henrique reforçou a importância de garantir a primeira colocação do Grupo F. Hoje o Palmeiras soma 12 pontos, enquanto os argentinos estão com 10. "A gente sabe da importância de terminar a Libertadores na primeira colocação, de buscar o máximo de número de pontos possível para no decorrer do campeonato disputar o segundo jogo em casa", afirmou.

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