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Uma equipe de arqueólogos encontrou fragmentos de ovos de avestruz de mais de 4.000 anos no sul de Israel, anunciou a Autoridade de Antiguidades do país nesta quinta-feira, assinalando que a descoberta ajudará a entender melhor como viviam os nômades do deserto.

Os fragmentos, exumados no deserto de Negev, fronteira com o Egito, apresentam um estado de conservação "excepcional", destacou o órgão. Arqueólogos os encontraram perto de uma fogueira que fazia parte de um acampamento usado por nômades "desde os tempos pré-históricos", informou Lauren Davis, diretora de escavação da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Os avestruzes selvagens desapareceram da região no século XIX, observou a Autoridade de Antiguidades, e os ovos encontrados podem fornecer pistas sobre a vida dos nômades da antiguidade, que deixaram poucos vestígios duradouros, por causa do seu estilo de vida.

Os ovos serão examinados para calcular sua data. Especialistas estimam que eles podem ter entre 4.000 e 7.500 anos. Serão reconstituídos "como um quebra-cabeça", com a esperança de descobrir a que espécie pertencem, e "para que, exatamente, eles eram usados".

Uma cabeça estucada representativa do jovem deus do milho, com mais de 1.300 anos de antiguidade, foi descoberta nas ruínas maias do complexo arqueológico de Palenque, no estado de Chiapas, sudeste do México, reportou o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) estatal.

A obra representa "a mais importante divindade do panorama dos deuses maias", ressaltou o INAH em um comunicado.

Esta escultura tem 45 cm de comprimento por 16 cm de largura, respectivamente, e 22 cm de altura, e no local da descoberta estava com uma orientação leste-oeste, "o que simbolizaria o nascimento da planta do milho com os primeiros raios de sol".

A descoberta ocorreu em 2021 durante outro projeto de exploração nestas ruínas.

"Dentro de um receptáculo semiquadrado formado por três paredes e sob uma camada de terra solta emergiram o nariz e a boca semiaberta da divindade", detalhou o INAH.

Trata-se do "eixo de uma rica oferenda que se dispôs sobre um reservatório de piso e paredes estucadas de quase um metro de largura por três metros de comprimento, aproximadamente, para emular a entrada deste deus ao inframundo em um ambiente aquático", acrescentou.

Também mostra como os maias desta região reviviam a paisagem mítico sobre o nascimento, a morte e a ressurreição do deus do milho.

A peça pertence "ao período tardio da civilização maia, entre os anos 700 e 850 da nossa era, ou seja, "permaneceu oculta por cerca de 1.300 anos", concluiu o INAH.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Nacional de San Marcos (UNMSM), encontraram uma múmia na parte debaixo de uma praça em uma região do Peru, chamada Cajamarquilla, que fica localizada a aproximadamente 25 quilômetros da capital, Lima.

De acordo com os arqueólogos envolvidos na descoberta, o corpo é provavelmente de um jovem que tinha entre 25 e 30 anos de idade e, ao que tudo indica, a múmia tem entre  800 e 1.200 anos. Vale lembrar que no momento da descoberta o corpo estava com as mãos cobrindo o rosto.

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Segundo os responsáveis pelo estudo, este posicionamento físico da múmia indica um antigo costume funerário, que foi adotado no país séculos atrás.

Além disso, foi constatado que a múmia se trata de uma pessoa de alto escalão, já que no corredor dos escombros  foram encontrados diversos vestígios de carne de lhama, que teriam sido oferecidos ao falecido, provavelmente como parte do ritual de seu funeral. 

 

 

Os restos mortais de oito pessoas, com aproximadamente 800 anos de idade e enterrados com alimentos e instrumentos musicais em uma mesma câmara funerária, foram encontrados ao sul de Lima, no Peru, durante a instalação de dutos de gás natural, informou nesta quarta-feira (22) uma pesquisadora.

"Encontramos os restos de oito habitantes do povo de Chilca, de 800 anos de idade, enterrados como fardos funerários", disse à AFP Cecilia Camargo, arqueóloga contratada pela empresa de distribuição de gás natural Cálidda.

Os oito fardos de adultos e crianças estavam envolvidos com cordas vegetais e tecidos de cor marrom, sepultados no que seria parte de um cemitério pré-hispânico.

Em volta dos fardos havia oferendas de alimentos e instrumentos musicais de sopro, como conchas de moluscos, pratos de comida com diversos tipos de milho, e dois tipos de flauta.

"Alguns dos corpos tinham conchas na cabeça e 'chuspas', pequenas bolsas em que se guarda cal para o 'chacchado' (mastigar) da folha de coca", relatou Camargo.

"É uma sepultura bem elaborada. É uma descoberta importante que nos dá mais informações sobre a história pré-hispânica de Chilca", acrescentou a pesquisadora.

Os especialistas acreditam que esses corpos faziam parte de um cemitério pré-hispânico em Chilca, uma localidade litorânea situada 60 quilômetros ao sul da capital Lima.

A descoberta foi apresentada hoje, mas ocorreu há cerca de uma semana, quando funcionários da empresa de gás instalavam tubulações nas ruas de Chilca.

Esta não é a primeira vez que fardos funerários são descobertos em Chilca. Em 2018, a mesma empresa Cálidda encontrou 30 fardos em duas câmaras funerárias.

A lei peruana determina que as empresas que realizam escavações, como a Cálidda, contem com serviços de arqueólogos, pois são frequentes as descobertas de vestígios pré-colombianos no subsolo da costa peruana.

De acordo com as pesquisas acadêmicas, em Chilca se instalaram os primeiros habitantes desta parte da costa peruana. Em 1960, foram encontrados restos de 3.750 anos, como sepulturas e cabanas que formavam uma aldeia, com paredes de junco e cobertas com esteiras e grama.

Os fardos funerários e utensílios encontrados serão entregues ao Ministério da Cultura, que determinará onde ficarão expostos.

Uma nova espécie de homem primitivo, recentemente descoberta em Israel, questiona a ideia de que o homem de Neandertal surgiu na Europa antes de migrar para o sul - afirmam os cientistas.

Escavações arqueológicas perto da cidade de Ramla, no centro de Israel, por uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriram vestígios pré-históricos que não correspondem a qualquer espécie já conhecida de Homo, incluindo os humanos modernos (Homo sapiens).

Em um estudo publicado na revista Science, antropólogos e arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, liderados por Yossi Zaidner, batizaram a descoberta como "Homo Nesher Ramla", devido ao local em que os vestígios foram encontrados.

Os ossos teriam entre 120.000 e 140.000 anos e compartilham traços comuns com os Neandertal, sobretudo, dentes e mandíbula, e com outros tipos de homens pré-históricos, principalmente no crânio, indicaram os cientistas em um comunicado.

"Ao mesmo tempo, este tipo de Homo é muito diferente dos humanos modernos, com uma estrutura de crânio completamente diferente, sem queixo e com dentes muito grandes", explicam.

Além dos restos humanos, a escavação encontrou, a oito metros de profundidade, uma grande quantidade de ossos de animais e de ferramentas de pedra.

"As descobertas arqueológicas associadas com fósseis humanos mostram que o Homo Nesher Ramla tinha técnicas avançadas de produção de ferramentas feitas com pedra e, possivelmente, interagiu com o Homo sapiens local", disse Zaidner.

De acordo com o especialista, a descoberta é "particularmente espetacular, porque mostra que havia diversos tipos de Homo que viviam no mesmo lugar, no mesmo momento, neste período da evolução humana".

Os pesquisadores sugeriram que alguns fósseis previamente encontrados em Israel, que datam de até 400.000 anos atrás, poderiam pertencer ao mesmo tipo de humano pré-histórico.

- Peça no quebra-cabeça evolutivo -

A descoberta do Homo Nesher Ramla questiona a teoria de que os Neandertal surgiram primeiro na Europa antes de migrarem para o sul.

"Esta teoria passa a ser questionada, porque (a descoberta) sugere que os ancestrais do Neandertal europeu já viviam no Levante há 400.000 anos", disse o antropólogo Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv.

"Nossas descobertas sugerem que os famosos Neandertal da Europa ocidental são apenas o que restou de uma população muito maior que viveu aqui no Levante, e não o contrário", completou.

A dentista e antropóloga Rachel Sarig, da Universidade de Tel Aviv, uma das autoras do estudo, explicou que as descobertas indicam que "pequenos grupos do Homo Nesher Ramla migraram para Europa, onde se converteram nos Neandertal 'clássicos' que também conhecemos, e também na Ásia, onde se converteram em populações pré-históricas com características parecidas com as dos Neandertal".

"Entre África, Europa e Ásia, a terra de Israel foi o caldeirão onde diferentes populações humanas se misturaram para depois se espalharem", disse.

"A descoberta escreve um novo e fascinante capítulo na história da humanidade", completou.

A descoberta tem grande importância científica, segundo Hershkovitz, porque permite adicionar uma peça no quebra-cabeça da evolução humana e compreender melhor as migrações dos humanos na antiguidade.

Os geneticistas que estudam o DNA do Neandertal europeu sugeriram, no passado, a existência de uma população similar, chamada de "população desaparecida", ou "população X", que teria encontrado o Homo sapiens há mais de 200.000 anos.

Em seu artigo, os cientistas israelenses sugerem que o Homo Nesher Ramla pode ser o elo perdido.

Dezenas de tumbas raras foram encontradas por egiptólogos no Delta do Rio Nilo, anunciou o Governo egípcio nessa terça-feira (27). Datadas de mais de 5.000 anos, elas são das eras pré-dinásticas, quando os faraós ainda nem comandavam seus impérios.

As descobertas em Dakahlia, no norte do Cairo, vão ajudar a compreender a transição política do antigo Egito. Do total, 37 tumbas são do período da passagem dos hicsos pela região, entre 1650 e 1500 aC, quando migrantes da Ásia Ocidental controlaram o país e encerraram o Império Médio.

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"Os egiptólogos estão trabalhando para entender como os egípcios e os hicsos viviam juntos e em que grau os primeiros adotaram as tradições egípcias", comentou a egiptóloga da Universidade Americana do Cairo, Salima Ikram.

Outros 68 túmulos são do período Buto, que iniciou por volta de 3300 aC, e mais cinco do período Naqada II, que continham alguns vasos. A era Naqada II antecedeu o surgimento da primeira dinastia egípcia por volta de 3100 aC, calcula o Ministério do Turismo e Antiguidades.

"A missão também encontrou um grupo de fornos, fogões, restos de fundações de tijolos de barro, vasos de cerâmica e amuletos, especialmente escaravelhos, alguns dos quais feitos de pedras semipreciosas e joias como brincos", destaca o comunicado.

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Uma múmia com língua dourada e idade estimada em 2 mil anos foi descoberta no sítio arqueológico Taposiris Magna, no Egito, por uma expedição arqueológica da República Dominicana. O grupo era liderado pela arqueóloga Kathleen Martinez, da Universidade de Santo Domingo, ao lado de especialistas egípcios.

Os arqueólogos não conseguiram determinar a data exata da morte da múmia, mas a estimativa é de que ela tenha vivido entre o reinado da dinastia Ptolemaica (303 a.C. - 30 a.C.) e os eventos que sucederam a morte de Cleópatra (69 a.C - 30 a.C). De acordo com os pesquisadores, o objeto de ouro foi colocado no corpo como um ritual para permitir que o espírito conversasse com os deuses.

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Outras múmias também foram descobertas em Taposiris Magna. Na mão de duas delas haviam fragmentos de pergaminhos que remetiam ao deus Osíris, considerada uma da figuras mitológicas mais importantes do Egito. Outro corpo resgatado possuía uma máscara que, segundo os arqueólogos, era utilizada em rituais de sepultamento. As escavações ainda não foram finalizadas, e os cientistas seguem em busca de outros artefatos.

O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou, no último sábado (3), a descoberta de 59 sarcófagos selados com cerca de 2.500 anos. Nas redes sociais, o vídeo rapidamente viralizou ao mostrar o exato momento em que os arqueólogos abriram um dos sarcófagos.

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Entre o público que estava presente no momento, havia autoridades, empresários, funcionários, jornalistas e até mesmo crianças, que foram filmadas com celulares nas mãos registrando todo o evento. O embaixador da Austrália no Egito, Glenn Miles, que estava na abertura dos sarcófagos, filmou toda a cena e publicou em sua página no Twitter. Miles comenta: “Privilegiado por assistir à abertura de um sarcófago recém-descoberto em uma antiga necrópole egípcia em Saqqara. Um crédito para o ministro do Turismo e Antiguidades Khaled El Anany e todos os outros envolvidos em uma escavação incrível”, escreveu.

Segundo o portal de notícias Extra, os arqueólogos, que trabalhavam nessa expedição desde 2018, encontraram os sarcófagos em agosto deste ano no sul do Cairo, capital do Egito. As múmias, que estavam em caixões de madeira, foram encontradas em três poços de 12 metros junto com 28 estatuetas do deus Seker, divindade presente no ritual da morte.

Além das múmias, foram encontradas 28 estátuas do antigo deus egípcio Ptah Sokar. O Grande Museu Egípcio, que será inaugurado em 2021, próximo às pirâmides de Gizé, irá expor novamente as múmias recém descobertas.

Um grupo de arqueólogos que trabalha em uma caverna na Coreia do Sul encontrou indícios que sugerem que os seres humanos começaram a usar sofisticadas técnicas de pesca com redes há 29.000 anos, muito antes do que se acreditava até agora.

As datações com carbono 14 de 14 lastros de pesca feitos de pedra calcária descobertos em junho no condado de Jeongseon, no leste do país, situaram "a história da pesca com redes 19.000 anos antes" do que se pensava, disse nesta terça à AFP o diretor do Museu da Universidade de Yonsei, Han Chang-gyun.

Os arqueólogos haviam descoberto anteriormente este tipo de lastro — pedras destinadas a afundar as redes de pesca — na prefeitura de Fukui, no Japão, e na cidade de Cheongju, na Coreia do Sul.

Essas descobertas foram datados no período neolítico, há cerca de 10.000 anos, acrescentou.

"Esta nova descoberta faz pensar que os humanos do Paleolítico superior pescavam de forma muito ativa para subsistir", afirmou Han.

Os lastros de calcário, que pesam entre 14 e 52 gramas e têm um diâmetro de 37 a 56 milímetros, apresentam ranhuras aparentemente destinadas a amarrá-los no fundo de uma rede possivelmente usada para reter peixes pequenos em rios pouco profundos, explicou.

Antes dessa descoberta na caverna de Maedun, os utensílios de pesca mais antigos que se conheciam remontavam há 23.000 anos e foram descobertos em uma ilha do sul do Japão.

Uma equipe de arqueólogos encontrou no Egito a tumba de um ourives cujo trabalho era dedicado ao deus Amon, e as múmias de uma mulher e seus dois filhos, anunciou o Ministério de Antiguidades.

As descobertas, que datam da época do Novo Império (do século XVI ao XI a.C), aconteceram na necrópole de Draa Abul Naga, perto de Luxor (sul), muito famosa por suas tumbas e templos antigos.

A tumba do "ourives de Amon, Amenamhat" tinha uma estátua que o representava sentado em uma cadeira ao lado de sua mulher, com vestido e peruca, informou o ministério em um comunicado.

O retrato de seu filho estava pintado entre ambos.

Uma passagem funerária, dentro da tumba, levava a uma sala na qual os arqueólogos encontraram várias múmias, estátuas funerárias e máscaras.

Outro corredor levava a uma sala na qual a equipe encontrou as múmias de uma mulher e de seus dois filhos.

Segundo o ministério, que citou Sherine Ahmed Shawqi, uma egiptóloga especializada em ossos, a mulher parece que faleceu aos 50 anos. Os exames indicaram que ela sofria "uma doença bacteriana nos ossos".

Os arqueólogos também descobriram 150 estátuas funerárias pequenas talhadas em madeira, terra e rocha.

Um grupo de arqueólogos tentará localizar o túmulo de um rei medieval cujo assassinato mudou a história da Escócia, em uma aventura digna de "Game of Thrones", graças a um novo projeto tecnológico iniciado este sábado (25).

Com a ajuda de especialistas em realidade virtual da Escola de Arte de Glasgow, os arqueólogos querem recriar digitalmente a corte do rei James I da Escócia em Perth, a 60 km ao norte de Edimburgo, para encontrar o túmulo do rei, que foi sepultado sob a atual cidade.

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Também querem localizar os restos mortais da rainha Joan Beaufort e de Margaret Tudor, irmã de Henrique VIII da Inglaterra e esposa de James IV da Escócia, que foram enterrados um século depois na mesma localidade.

James I foi assassinado em 21 de fevereiro de 1437 por partidários de um pretendente rival ao trono, um ato que, de acordo com os historiadores, acabou com sua meta de transformar Perth em capital da Escócia.

"Aquele dia mudou a Escócia para sempre", afirma Paul Wilson, diretor do projeto de visualização digital da Escola de Arte de Glasgow.

"É como um encontro de 'Game of Thrones' e 'Outlander', exceto que esta história é real", disse, em referência a duas séries de TV de muito sucesso atualmente.

O mausoléu do rei se encontrava no coração de um priorado dos cartuxos chamado Charterhouse, construído à imagem do mosteiro Grande Chartreuse dos Alpes franceses.

Os pesquisadores pretendem trabalhar nas escavações por dois anos para cartografar os limites do local e encontrar objetos que serão úteis para criar uma visita guiada da área em realidade virtual.

Os destroços relativamente bem preservados de um velho barco de 18 metros de cerca de 4.500 anos foram desenterrados na necrópole das pirâmides de Abusir perto do Cairo - anunciou nesta segunda-feira a equipe de arqueólogos checos por trás desta "descoberta notável".

Este barco, enterrado em uma cama de pedras perto de uma Mastaba - sepultura que tradicionalmente abrigava notáveis do Egito Antigo - deve "pertencer ao dono do túmulo, uma personalidade de altíssimo escalão", comentou em comunicado do ministério de Antiguidades o checo Miroslav Barta, que chefia a missão.

Abusir, a cerca de 20 quilômetros ao sul do Cairo, é um sítio arqueológico que contém pirâmides de vários faraós, mas em um tamanho muito menor do que as de Gizé, no subúrbio da capital egípcia.

Como a sepultura "não está localizada imediatamente ao lado de uma pirâmide real, o proprietário do túmulo provavelmente não era um membro da família real", continuou o texto, evocando uma "descoberta notável (...) que contribuirá para compreender" técnicas de construção de barcos no antigo Egito e "seu lugar nos ritos funerários".

"Porque onde há um barco, pode muito bem haver muitos outros", comemorou Barta, do Instituto Tcheco de Egiptologia, que previu novas escavações na área.

"Mesmo que o barco esteja localizado a cerca de 12 metros do Mastaba ( ... ), sua orientação, tamanho e cerâmicas mostram que existe uma ligação clara entre esta tumba e o barco, os dois datando do final do terceiro ou no início da quarta dinastia, ou 2.550" do período pré-cristão, explicou o comunicado do ministério.

"As pranchas de madeira foram mantidas juntas por estacas de madeira que ainda são visíveis em sua posição original", disse o departamento de Antiguidades. "De forma extraordinária, a areia do deserto que cobriu os materiais vegetais conservados que foram cobertas juntas" e "algumas das cordas que seguravam a estrutura do barco ainda estão no lugar", disse.

Uma equipe de arqueólogos australianos descobriu no Chipre um teatro construído no século III a. C., a estrutura mais antiga deste tipo jamais encontrada na ilha mediterrânea, segundo o departamento de antiguidades local.

"A equipe australiana descobriu o maior teatro do Chipre: uma estrutura utilizada (...) para espetáculos durante mais de seis séculos e meio, de 300 a. C. até sua destruição durante o terremoto do ano 365", declarou esta fonte em um comunicado publicado na sexta-feira.

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Os arqueólogos da Universidade de Sydney realizaram suas escavações na localidade da antiga cidade de Nea Pafos (sudoeste).

O trabalho também revelou a existência de uma estrada romana de oito metros de largura, que era a via principal para chegar ao teatro, informou o departamento de antiguidades.

"A existência desta estrada também confirma que (...) Nea Pafos foi construída segundo uma arquitetura helenística típica. A descoberta de vários fragmentos de colunas de granito no local do teatro confirma a importância desta estrada", explica o comunicado.

"As colunas de granito (procedentes) de Tróade (noroeste da Turquia) destacam entre as colunatas mediterrâneas. Não é, portanto, surpreendente que Nea Pafos, capital do Chipre naquela época, tenha sido construída com esta arquitetura romana".

Nea Pafos, a cidade sagrada de Afrodite, está na cidade de Pafos, que abriga vários vestígios da antiguidade grega, incluindo alguns célebres mosaicos.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou, nesta sexta-feira (17), a realização do concurso público que contratará profissionais de nível superior. Ao todo, são 48 vagas para a área de arqueologia, com previsão de contratação de um ano, podendo ocorrer prorrogação por mais quatro.

De acordo com o Iphan, a seleção terá prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, além de avaliação curricular, de caráter classificatório. Os exames serão aplicados no Recife (PE), Manaus (AM), Belém (PA), Teresina (PI), Natal (RN), Aracaju (SE), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Cuiabá (MT).

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Ainda segundo o Instituto, o salário para os aprovados será de R$ 8,3 mil, para uma jornada de trabalho de 40 horas por semana. As inscrições poderão ser feitas do dia 23 deste mês, até 12 de maio, por meio do endereço eletrônico da organização do certame. Confira mais detalhes informativos sobre o concurso na publicação do Diário Oficial da União.

Uma equipe de arqueólogos egípcios, espanhóis e italianos descobriu no Egito um túmulo de 3.500 anos, do chefe da cavalariça real de um faraó da 18ª dinastia, anunciou nesta terça-feira (4) o ministério egípcio das Antiguidades.

A tumba de "Maai", um importante funcionário da 18ª dinastia, que reinou no Egito há 3.500 anos, foi encontrada em Luxor, no sul do Egito, quando os arqueólogos realizavam escavações em outro túmulo no sítio faraônico na margem ocidental do Nilo.

Maai, que administrava a cavalariça do exército, também era responsável pelas fazendas reais e pelos depósitos de alimentos, indicou o funcionário do ministério das Antiguidades, Ali El-Asfar.

"As inscrições são muito importantes, pois dão informações sobre a vida cotidiana da pessoa enterrada, sua família e o modo de vida de um funcionário de alto escalão da época", indicou outro funcionário do ministério, Abdel Hakim Karar.

Uma das pinturas mortuárias mostra Maai e sua esposa Nefret, outra representa homens e mulheres ao redor de um banquete, e uma terceira cenas dos sacrifícios rituais, indicaram as fontes. Luxor, cidade do sul do Egito de 500.000 habitantes, é famosa por seus templos faraônicos às margens do Nilo.

Evidências de uma estrutura de madeira desconhecida, escavada no local onde Buda nasceu, sugerem que o sábio pode ter vivido no século VI a.C., dois séculos antes do que se pensava, afirmaram arqueólogos nesta segunda-feira (25). Traços de uma antiga estrutura de madeira foram encontrados debaixo de um templo de tijolos que fica dentro do Maya Devi, um local sagrado do budismo situado em Lumbini, no sul do Nepal, perto da fronteira indiana.

Seu desenho lembra o templo Asokan, erguido em seu topo e era dotado de uma área aberta, desprotegida dos elementos, onde aparentemente uma árvore nasceu. "Isto lança luz a um debate muito, muito antigo" sobre quando Buda nasceu e, por sua vez, quando a fé nascida de seus ensinamentos fincou raízes, explicou o arqueólogo Robin Coningham em teleconferência.

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É amplamente aceito que Buda nasceu debaixo de uma árvore conhecida na Índia como shorea ('Shorea robusta') em Lumbini e sua mãe, a rainha Maya Devi, esposa do líder de um clã, estava viajando para o reino de seu pai onde daria à luz. Mas muito do que se sabe sobre sua vida tem origem na tradição oral, com poucas evidências científicas para separar os fatos do mito.

Muitos estudiosos sustentam que Buda - que renunciou à riqueza material para buscar uma vida de iluminação - viveu e no século IV a.C. e morreu aos 80 anos. "O que nosso trabalho demonstrou é que este templo foi estabelecido (onde Buda nasceu) no século VI a.C", o que sustenta a hipótese de que Buda viveu bem antes, afirmou Coningham.

Técnicas de radiocarbono e luminescência estimulada opticamente foram usadas para datar os fragmentos de carvão vegetal e grãos de areia encontrados no local. Enquanto isso, pesquisas geoarqueológicas confirmaram a existência de raízes na área aberta do tempo central.

Coningham foi co-diretor de uma equipe internacional de arqueólogos em Lubini, em parte financiada pela National Geographic Society, com sede em Washington. Suas descobertas, revistas por partes, serão publicadas na edição de dezembro do periódico Antiquity. Atualmente, Lumbini integra o patrimônio da Unesco, e é visitada por milhões de peregrinos anualmente.

Arqueólogos italianos anunciaram nesta quinta-feira a recuperação de uma estátua de mármore romana localizada por um mergulhador em um palácio que pertenceu ao imperador Nero (37-68 d.C.), que hoje está debaixo d'água na Baía de Nápoles.

"A descoberta é significativa e bastante importante para nós por causa da qualidade do mármore e do excelente trabalho manual da escultura", disse Paolo Caputo, autoridade do patrimônio local.

A estátua é de uma mulher e foi descoberta em outubro na costa perto da cidade às margens da baía onde ainda existe um parque arqueológico. A imagem está sem cabeça e sem os braços.

"Ainda não sabemos se é uma divindade ou se seria de uma integrante da família imperial", disse Caputo. A área em volta da baía era uma estação hidrotermal popular na era romana e tinha casas suntuosas. Uma delas foi ocupada por Nero e transformada em um palácio para que ele passasse o verão.

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