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Funcionários do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) entraram em greve de três dias nesta terça-feira, a primeira da autoridade monetária em mais de 50 anos. Os trabalhadores exigem melhores salários após não chegarem a um acordo para reajustar os vencimentos de acordo com a inflação.

Cerca de 40 trabalhadores seguram cartazes dizendo "Equipe do Banco da Inglaterra quer salário justo" enquanto caminham em direção ao edifício do BoE. Eles usam máscaras do presidente da autoridade monetária, Mark Carney, enquanto fazem piquete na frente da instituição.

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Um dos líderes do sindicato, Peter Kavanagh, disse que os trabalhadores "não tiveram opção a não ser tomar uma ação industrial".

O BOE minimiza o movimento, diz que o número de grevistas é pequeno e que "continuará operando normalmente durante esse período". Fonte: Associated Press.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu hoje manter sua taxa básica de juros, na mínima histórica de 0,25%, assim como o volume de seu programa de compra de bônus do governo, em 435 bilhões de libras, após reunião de política monetária.

Além disso, o BoE manteve um programa de compra de bônus corporativos, criado no mês passado, em até 10 bilhões de libras.

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Segundo ata do BoE, os noves integrantes de seu comitê de política monetária votaram pela manutenção dos estímulos atuais. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu nesta quinta-feira (4) cortar a taxa básica de juros, de 0,50% para 0,25%. Além disso, a instituição elevou seu programa de compra de ativos, de 375 bilhões de libras (US$ 500 bilhões) para 435 bilhões de libras.

A decisão de juros, por unanimidade, foi tomada após os eleitores do Reino Unido votaram, em 23 de junho, pela saída do país da União Europeia. Em relação ao programa de compra de ativos, seis dirigentes votaram pela expansão e três foram contra isso.

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O BoE ainda lançou um programa de compra de dívida corporativa de 10 bilhões de libras, com oito dirigentes favoráveis à medida e um contra.

No caso do programa de bônus, as compras de papéis corporativos levarão 18 meses para ser concluídas, informou o BoE. Serão comprados bônus não financeiros e com grau de investimento. As compras de bônus de governos devem levar seis meses para ser concluídas, informou a instituição.

O Banco da Inglaterra também cortou suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação do Reino Unido, em seu relatório de inflação divulgado junto com a decisão de política monetária, nesta quinta-feira. No caso do PIB, a instituição reduziu a expectativa de +2,3% em maio para +0,8% em 2017 e de 2,3% para 1,8% em 2018. O corte nas projeções econômicas foi o maior desde 1993 no país.

A inflação no Reino Unido deve ficar em 2,1% em 2017 e em 2,4% em 2018. Segundo o BoE, as medidas de estímulo tomadas hoje têm como objetivo impedir que a inflação recue para abaixo da meta no longo prazo. A instituição disse também que a inflação deve receber um impulso mais adiante, graças à libra mais fraca. A moeda se enfraqueceu depois de os eleitores do Reino Unido votarem pela saída do país da União Europeia. Fonte: Dow Jones Newswires.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, disse hoje que o BC inglês tem um plano claro para ajudar a sustentar a economia do Reino Unido, que está em execução e dando resultados.

Mais cedo, o Comitê de Política Financeira do BoE reduziu as exigências de capital para bancos britânicos em 5,7 bilhões de libras (US$ 7,6 bilhões), numa iniciativa que deverá permitir às instituições financeiras elevar os empréstimos em 150 bilhões de libras (US$ 199 bilhões) a empresas e famílias.

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Na semana passada, Carney sugeriu que o BoE poderia tomar medidas de estímulos após o choque com a votação a favor da retirada do Reino Unido da União Europeia, em plebiscito realizado no último dia 23.

Hoje, Carney afirmou que tomará "qualquer ação necessária" para garantir a estabilidade, o que abre o caminho para futuros cortes de juros ou ampliação de compras de ativos pelo BoE. Segundo ele, os sinais desde a vitória do chamado "Brexit" são "consistentes com expectativas de desaceleração" da economia britânica.

Carney, no entanto, avaliou que taxas de juros negativas poderiam ter "consequências contraproducentes". Atualmente, a taxa básica do BoE está na mínima histórica de 0,5%.

Sobre a libra esterlina, Carney afirmou que a desvalorização recente da moeda, que atingiu os menores níveis em mais de três décadas frente ao dólar, foi necessária para sustentar "os ajustes econômicos necessários. Com informações da Dow Jones Newswires.

O membro do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BOE), Gertjan Vlieghel, afirma que deve considerar mais estímulos monetários se a economia do país não melhorar até o fim do ano, mesmo que a população escolha pela permanência da Grã-Bretanha na União Europeia (UE) no referendo de junho.

Conforme o texto base do discurso que irá pronunciar em Londres nesta quinta-feira, Gertjan Vlieghel diz que a economia do Reino Unido perdeu fôlego ao longo dos últimos três anos em meio ao fraco crescimento global, aperto nos gastos públicos e pouco aumento de produtividade. A taxa de inflação anual, medida em 0,3% em abril, permanece bem abaixo da meta de 2% do BOE.

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Ele destaca que a incerteza em relação ao referendo sobre a saída ou permanência do país da UE, marcado para 23 de junho, estaria também contribuindo com a desaceleração, principalmente pelo adiamento de gastos e investimentos. De acordo com ele, membros do Banco estão lutando para compreender o quanto o esfriamento da economia vem de efeitos de curto prazo ou de problemas mais persistentes.

Vlieghe diz que gostaria de ver "evidências convincentes de melhoria no cenário econômico" depois da votação de junho, assumindo que a população seguisse o primeiro ministro David Cameron e optasse pelo permanência.

"Se a melhoria não se fizer presente logo, minha confiança de que a inflação retornará a meta sem estímulo monetário em um período aceitável vai diminuir", diz.

Em caso de saída do país da UE, a resposta do BOE dependeria da resposta dada pela economia, ressalta Vlieghe. Ele pondera que a saída teria impacto negativo no crescimento de curto prazo e alimentaria a inflação, o que faria o BOE decidir se cortaria juros para estimular a economia ou aumentaria os juros para conter o aumento de preços. Fonte: Dow Jones Newswires.

Apesar das incertezas que precedem o plebiscito sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) reduziu hoje apenas levemente suas previsões para o desempenho da economia britânica nos próximos anos.

Em relatório de inflação que acompanhou sua decisão de política monetária, o BoE prevê agora que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido crescerá 2% em 2016 e 2,3% tanto em 2017 quanto em 2018. Anteriormente, as projeções eram de expansão de 2,2% neste ano, 2,4% em 2017 e 2,5% em 2018.

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No documento, o BoE menciona que a produtividade está avançando em ritmo ainda mais fraco do que o esperado e redução nos gastos dos consumidores, que está parcialmente ligada à perspectiva de cortes orçamentários mais profundos.

O BoE afirmou também esperar atingir sua meta de inflação, estipulada em 2%, em meados de 2018. O BC inglês, porém, acredita que a inflação ultrapassará a meta depois disso se a instituição ajustar sua política em linha com as expectativas de mercado, que prevê um primeiro aumento na taxa básica de juros em algum momento de 2018. Essa avaliação sugere que o BoE imagina ser provável que um primeiro ajuste de juros ocorra mais cedo.

Na reunião de política monetária de hoje, o BoE manteve o juro básico na mínima histórica de 0,5%, conforme o esperado.

Ainda no relatório, o BoE prevê que a eventual saída do Reino Unido da UE poderá criar "grande dificuldade financeira" no país. Para o BC inglês, o cenário seria de crescimento menor, alta do desemprego e da inflação e novas quedas no valor da libra, que poderão ser "acentuadas".

O plebiscito no Reino Unido está marcado para 23 de junho. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu hoje manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, após reunião de política monetária nesta quinta-feira, conforme previsto por analistas.

Na ata da reunião, o BoE disse que a decisão foi unânime pela quarta vez consecutiva, com os nove integrantes de seu comitê de política monetária votando a favor da manutenção da taxa básica. Fonte: Dow Jones Newswires.

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O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (24) manter sua política monetária, além de sinalizar cautela com a votação que ocorrerá mais adiante no Reino Unido sobre a permanência ou não do país na União Europeia.

Por nove votos a zero, o BoE manteve a taxa de juros em 0,5% e também o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras. Na avaliação do banco central, o plebiscito sobre a permanência do Reino Unido na UE torna mais difícil interpretar os dados e, diante disso, o comitê reagirá com mais cautela que o normal no atual contexto.

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Os dirigentes afirmaram ainda que a votação no Reino Unido, por causa das incertezas geradas, pode levar a um crescimento econômico mais modesto no primeiro semestre no país. "Há crescentes sinais de que decisões de investimento e contratação são adiadas por causa do voto", afirmou o BoE.

Além disso, os dirigentes destacaram que o crescimento global deve continuar em patamar modesto. O BoE disse que o crescimento "desapontador" do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA recentemente foi mitigado, por outro lado, pela diminuição dos riscos vindos da China. Em relação aos preços, o BC britânico afirmou que o impulso recente do petróleo e a libra mais fraca devem gerar inflação no país.

Nesta semana, dados oficiais mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido subiu 0,5% em março ante igual mês do ano passado, na maior alta nessa comparação desde dezembro de 2014. O resultado superou a previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, de +0,4%.

O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu hoje manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, após reunião de política monetária nesta quinta-feira, conforme previsto por analistas.

Na ata da reunião, que foi publicada junto com a decisão, o BoE disse que oito integrantes do seu comitê de política monetária apoiaram a manutenção da taxa básica, enquanto Ian McCafferty mais uma vez votou pela elevação da taxa, a 0,75%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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O Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, conforme esperado por analistas.

Em linha com sua política monetária, o BoE também informou que vai reinvestir os recursos de gilts que estão para vencer e foram adquiridos por meio do programa de compras atual, mantendo o volume de relaxamento quantitativo em 375 bilhões de libras. A ata da reunião deste mês será publicada no próximo dia 17.

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A ata da reunião do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), divulgada nesta manhã, mostrou a primeira dissidência sobre a política monetária do país desde que o presidente do BoE, Mark Carney, foi empossado em julho de 2013.

A manutenção dos juros no patamar atual recebeu sete votos a favor e dois contra. Martin Weale e Ian McCafferty, os únicos dissidentes do Comitê de Política Monetária, votaram pelo incremento de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, dos atuais 0,5% para 0,75%. Os votos reforçam as expectativas de que o BoE deve iniciar o aperto da política monetária, provavelmente no começo do próximo ano.

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A falta de consenso na votação, porém, dá espaço para especulações de que o aumento dos juros venha ainda mais cedo, antes do fim de 2014.

Para Weale e McCafferty, o aperto é necessário para manter a inflação no patamar desejado diante do aquecimento da economia e da queda do desemprego. "As circunstâncias econômicas são suficientes para justificar um aumento imediato da taxa básica", disseram os conselheiros, segundo a ata.

A votação terminou com a maioria de sete dos nove conselheiros votando pela manutenção da taxa em 0,5%, seguindo a visão do presidente do BoE de que os dados de inflação e salário não estão pressionados a ponto de justificar o aumentos dos custos de empréstimos. A maioria também disse acreditar que a alta dos custos de financiamento pode colocar em risco a dívida das famílias.

"Para a maioria dos membros, as evidências de pressão inflacionária continuam insuficientes para justificar um aumento imediato da taxa", informa o documento

Na votação que decidiu pela manutenção do programa de compra de bônus, no entanto, não houve dissidência, segundo o documento. Fonte: Dow Jones Newswires.

São Paulo, 08/05/2014 - O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve hoje a taxa básica de juros em 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, conforme esperado por analistas. O banco central inglês não fez comentários sobre as expectativas para as taxas de juros do mercado e também não publicou comunicado sobre a decisão.

O programa de relaxamento quantitativo do BoE foi elevado para 375 bilhões de libras em julho de 2012 e a taxa básica de juros foi reduzida para 0,5% em março de 2009.

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Após a decisão do BoE, a Bolsa de Londres e a libra continuaram operando em alta. Às 8h02 (de Brasília), Londres avançava 0,46% e a libra subia a US$ 1,6962, de US$ 1,6956 no fim da tarde de ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

Serão necessários aumentos "substanciais" nos salários do Reino Unido para garantir que a recuperação econômica do país que começou no ano passado seja mantida, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney, segundo informações do jornal Bristol Post.

Diante do crescimento econômico no ritmo mais rápido desde o início da crise financeira de 2008 e após a taxa de desemprego ter caído abaixo de 7,0%, os investidores esperam que o BoE aumente a taxa de juros no primeiro semestre de 2015.

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Carney, porém, afirmou que ainda há muitas pessoas que trabalham menos horas do que gostariam no mercado de trabalho do Reino unido. Nos últimos anos, os salários aumentaram mais lentamente do que os preços ao consumidor, o que pressionou os rendimentos reais.

"A fim de ver um retorno ao crescimento consistente precisamos ver melhora em todos os setores e também é necessário estabelecer um aumento substancial dos salários", disse Carney. Além disso, o presidente do BoE sinalizou que enquanto a capacidade ociosa no mercado de trabalho não for eliminada, não haverá alteração na política monetária do banco central britânico.

"Quando começarmos a ver os aumentos nas taxas de juros, eles serão graduais e limitados", afirmou Carney, reforçando uma mensagem adotada pelo BoE em fevereiro. Fonte: Dow Jones Newswires.

Os bancos do Reino Unido precisam de 25 bilhões de libras (US$ 37,92 bilhões) em capital extra até o fim do ano para começar a cobrir um déficit de capital no setor superior a 50 bilhões de libras, afirmou nesta quarta-feira o Comitê de Política Financeira do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

O comitê, que monitora o sistema financeiro britânico e a economia de forma geral, defendeu que o objetivo imediato dos bancos seja reter pelo menos 7% em capital em relação aos ativos ponderados pelo risco até o fim de 2013, após três anos de ajustes para possíveis perdas com empréstimos inadimplentes, maiores riscos e os custos de condutas indevidas no passado.

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Segundo o comitê, alguns bancos do país já excedem a meta, mas o rombo no setor era de 25 bilhões de libras no final de 2012.

Conhecido como FPC, o comitê, criado no ano passado como parte de uma revisão da regulação bancária do Reino Unido, não pode mencionar bancos individuais ao avaliar o setor financeiro. O anúncio de hoje está sendo acompanhado de perto por bancos e investidores, já que algumas instituições poderão ser forçadas a emitir novas ações ou intensificar os planos de venda de ativos.

O FPC também informou que foi identificado um déficit em potencial de mais de 50 bilhões de libras nos maiores bancos do país. Este valor é composto de 30 bilhões em possíveis perdas com empréstimos inadimplentes, 10 bilhões de libras em despesas extras por comportamento indevido - como o reembolso de clientes que compraram produtos de seguro falhos - e cerca de 12 bilhões para cobrir despesas adicionais relacionadas com o maior risco dos ativos.

Analistas estimam que o Royal Bank of Scotland, no qual o governo britânico tem participação de 81%, apresenta o maior déficit de todos. Como parte de um grande plano de reestruturação, o RBS está vendendo ativos e reduzindo certos negócios e, além disso, planeja listar 25% de sua subsidiária americana, o RBS Citizens Financial Group, até 2015.

No futuro, os bancos britânicos estarão sujeitos a testes de estresse periódicos, de acordo com o comitê. As informações são da Dow Jones.

O Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) teve desempenho pior nas previsões para o crescimento econômico e inflação durante os últimos cinco anos que autoridades monetárias de outras economias e deveria considerar uma revisão de seus métodos de projeções, de acordo com um relatório de avaliação divulgado nesta sexta-feira.

O conselho de diretores do BOE pediu a David Stockton, ex-diretor da divisão de pesquisa e estatísticas do sistema do Federal Reserve (Fed), que realizasse uma revisão do desempenho de previsão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Reino Unido nos cinco anos que começaram a partir da crise financeira que levou à falência do Lehman Brothers em 2008.

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Em um relatório, Stockton afirmou que o desempenho de previsão do Comitê durante os últimos cinco anos foi notavelmente pior que o apresentado antes da crise e marginalmente pior que a média das previsões de outros países.

Segundo ele, as previsões do Comitê superestimaram frequentemente o crescimento econômico e subestimaram o provável ritmo da inflação, erros que o órgão atribui a fatores incluindo uma produtividade inesperadamente fraca, por exemplo, e surpresas nos preços das commodities. Stockton afirmou que a explicação do Comitê dos erros são persuasivas, mas levantam dúvidas, no entanto, sobre os métodos de previsão do BOE.

O BOE afirmou que avaliará como fazer mudanças a partir do ano que vem para melhorar seu desempenho após a revisão, bem como dois outros relatórios que examinaram sua projeção de liquidez para o sistema bancário.

O ex-membro do Comitê do BoE Ian Plenderleith afirmou em um estudo que o banco deveria assegurar que pode ainda fornecer assistência de liquidez emergencial rápida para os bancos se for necessário no futuro, mesmo se os mercados financeiros voltarem à calmaria.

Plenderleith e Bill Winters, ex-executivo do JPMorgan Chase que fez parte da Comissão Independente sobre Bancos do Reino Unido, afirmou que a ajuda de liquidez deveria também ser oferecida à empresas que não são bancos se houver o risco para o sistema financeiro como um todo. O BoE afirmou em resposta que estudará dar acesso para algumas entidades de suas linhas de financiamento regular a algumas dessas empresas.

As três revisões independentes sobre o desempenho do BoE foram divulgadas em um momento que o Banco Central se prepara para receber uma série de novos poderes de supervisão financeira após a dissolução da atual regulador bancário, a Autoridade de Serviços Financeiros, no próximo ano. As informações são da Dow Jones.

O euro opera em baixa ante o dólar e várias outras moedas nesta quarta-feira, influenciado pela queda nos mercados acionários europeus e pela alta dos yields (retorno ao investidor) dos títulos espanhóis e italianos.

O dólar, por sua vez, recua ante o iene à espera do resultado da reunião de política monetária do Banco do Japão, que começou nesta quarta-feira e será concluída nesta quinta-feira. Não há expectativa de que o BoJ, como é conhecido o banco central japonês pelas iniciais em inglês, tome novas medidas de relaxamento, segundo economistas consultados pela Dow Jones.

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Por outro lado, a libra avança frente ao dólar e ao euro depois de o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mervyn King, dizer que novas reduções nas taxas de juros seriam contraproducentes e não teriam impacto significativo na economia do Reino Unido. O comentário acabou com as esperanças de uma nova redução no curto prazo, levando a moeda inglesa a operar bem acima de US$ 1,56.

"A indicação de King da inutilidade de um corte de juros ajudou a libra a garantir alguns ganhos pela manhã", disse Peter Kinsella, estrategista de câmbio do Commerzbank, em Londres.

O fluxo de notícias, no entanto, continua fraco em meio às férias de verão no hemisfério norte, o que tende a manter o mercado volátil.

"Provavelmente serão poucas as notícias vindas da Europa e a previsão é que poucos oficiais do Federal Reserve (BC dos EUA) falem (no curto prazo), então, a tendência é de volatilidade nas próximas três semanas, pelo menos", disse Michael Sneyd, analista de câmbio do BNP Paribas, em Londres.

Às 9h17 (pelo horário de Brasília), o euro caía para US$ 1,2335, de US$ 1,2400 no fim da tarde de terça-feira, e operava perto da mínima do dia, de US$ 1,2333, e recuava também para 96,66 ienes, de 97,46 ienes, enquanto o dólar cedia para 78,36 ienes, de 78,60 ienes. A libra subia para US$ 1,5640, de US$ 1,5621 ontem. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal operava a 71,473, de 71,440. As informações são da Dow Jones.

O Banco da Inglaterra (BOE) anunciou hoje que vai comprar 75 bilhões de libras (US$ 114,6 bilhões) em títulos do governo em uma nova rodada de afrouxamento quantitativo que pretende estimular a estagnada economia do Reino Unido. Com isso, o programa de compra de ativos aumentou para 275 bilhões de libras. O comitê do BOE também decidiu manter a taxa básica de juros em 0,5%.

Segundo o BOE, o Comitê de Política Monetária concordou em financiar uma nova rodada de compras com dinheiro novo criado pelo banco central para garantir que a taxa de inflação não caia abaixo da meta de 2,0% no médio prazo.

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"O ritmo da expansão global se enfraqueceu, especialmente nos principais mercados de exportação do Reino Unido", declarou o BOE em um comunicado. "Vulnerabilidades associadas ao endividamento de alguns países e bancos da zona do euro têm resultado em graves obstáculos nos mercados de financiamento bancário e nos mercados financeiros mais gerais. Essas tensões na economia mundial ameaçam a recuperação do Reino Unido", acrescentou a instituição.

O BOE comprou 200 bilhões de libras em ativos, a maior parte bônus do governo, entre março de 2009 e fevereiro de 2010 em um esforço para estimular os gastos e evitar a deflação.

Embora uma segunda rodada de afrouxamento quantitativo já fosse esperada, o momento do anúncio foi uma surpresa. Economistas acreditavam que era mais provável um movimento como esse em novembro, já que a publicação do relatório trimestral de inflação do BOE daria ao presidente da instituição, Mervyn King, a oportunidade ideal para anunciar novos estímulos.

O BOE informou que vai manter o tamanho do programa de compra de títulos em revisão. Alguns investidores esperam mais aumentos no programa, com alguns prevendo que 400 bilhões de libras em ativos serão comprados. As informações são da Dow Jones.

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