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A cidade de São Paulo deve começar a vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos a partir da próxima segunda-feira (17), disse o Secretário de Saúde, Edson Aparecido, ao jornal da Rádio Eldorado. As primeiras doses destinadas ao público chegaram ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (13). A previsão é que as doses cheguem à capital paulista no final da tarde de sexta-feira (14).

Aparecido disse que ainda não se sabe quantas doses serão recebidas pela cidade. Por isso, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, a imunização no dia 17 deve iniciar com as crianças mais velhas. A princípio, todas as crianças com 11 anos serão vacinadas na próxima segunda-feira, sem a separação das crianças com comorbidades e deficiências, informou Aparecido. Além da faixa etária, haverá a priorização das crianças que vivem em aldeias indígenas. Porém, o secretário ressaltou que o planejamento depende de quantas vacinas estarão disponíveis.

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Aparecido enfatizou a importância da vacinação das crianças, especialmente neste momento que antecede à volta às aulas, em fevereiro, quando estarão, segundo a previsão, parcialmente protegidas. Contudo, o passaporte da vacina não será exigido nesse momento. Segundo o secretário, as escolas públicas e privadas estão hoje "perfeitamente adequadas com medidas de segurança sanitária".

Além disso, Aparecido afirmou que o passaporte da vacina não é suficiente para combater a variante Ômicron. "Teríamos que eventualmente adicionar a testagem [antes das aulas], mas sabemos que há uma falta de testes no País", complementou. A recomendação é continuar com as medidas sanitárias, como espaçamento entre pessoas, uso de máscaras, ventilação de espaços fechados e avançar na vacinação das crianças.

Confira abaixo a previsão de chegada das doses em cada unidade da Federação, segundo Ministério da Saúde:

São Paulo

Como o Estado não necessita de transporte aéreo, as doses serão entregues até sexta-feira (14).

Distrito Federal

Previsão chegada: 14/01, 00:05

Goiás

Previsão chegada: 14/01, 01:30

Mato Grosso do Sul

Previsão chegada: 14/01, 07:35

Mato Grosso

Previsão chegada: 14/01, 08:30

Alagoas

Previsão chegada: 14/01, 10:30

Bahia

Previsão chegada: 14/01, 01:20

Ceará

Previsão chegada: 14/01, 03:00

Maranhão

Previsão chegada: 14/01, 11:35

Paraíba

Previsão chegada: 14/01, 11:35

Pernambuco

Previsão chegada: 14/01, 01:20

Piauí

Previsão chegada: 14/01, 16:40

Rio Grande do Norte

Previsão chegada: 14/01, 02:00

Sergipe

Previsão chegada: 14/01, 14:40

Acre

Previsão chegada: 13/01, 23:50

Amazonas

Previsão chegada: 14/01, 02:40

Amapá

Previsão chegada: 14/01, 13:10

Pará

Previsão chegada: 14/01, 01:55

Rondônia

Previsão chegada: 14/01, 10:45

Roraima

Previsão chegada: 14/01, 12:35

Tocantins

Previsão chegada: 14/01, 10:30

Espírito Santo

Previsão chegada: 14/01, 00:15

Minas Gerais

Previsão chegada: 14/01, 08:15

Rio de Janeiro

Previsão chegada: 14/01, 00:45

Paraná

Previsão chegada: 14/01, 07:50

Rio Grande do Sul

Previsão chegada: 14/01, 00:45

Santa Catarina

Previsão chegada: 14/01, 08:25

A partir desta quarta-feira (5), as Filipinas vão estender as restrições anticovid-19 já aplicadas em Manila para incluir 11 milhões de pessoas que vivem perto da capital, devido a uma explosão no número de casos - anunciou o governo.

As províncias de Bulacán, Cavite e Rizal, na periferia de Manila, foram postas em alerta, "devido ao forte aumento nos casos de Covid-19", disse o porta-voz do governo, Karlo Nograles, em um comunicado divulgado nesta terça-feira (4).

As infecções diárias alcançaram o nível mais alto em dois meses, e o governo advertiu sobre um aumento nos próximos dias, após a detecção de vários casos da variante Ômicron.

Sob as novas restrições, que ficarão em vigor até meados de janeiro, pessoas não vacinadas terão de ficar em casa, exceto para comprar bens essenciais, ou praticar exercícios.

Restaurantes, parques, igrejas e salões de beleza vão funcionar com capacidade reduzida, enquanto aulas presenciais e esportes de contato foram suspensos.

Manila se encontra em situação de alerta desde segunda-feira.

Cerca de 70% dos moradores da região metropolitana da capital têm o esquema completo de vacinação, mas este número cai para menos da metade entre a população total, segundo dados oficiais.

O Departamento de Saúde considera que o país inteiro, de 109 milhões de habitantes, encontra-se em situação de "alto risco", devido ao surto da ômicron, disse a subsecretária de Saúde, Rosario Vergeire, à rede CNN Filipinas.

O país acumula mais de 2,8 milhões de casos e mais de 51.000 mortes por Covid-19.

A cidade de São Paulo identificou mais quatro casos da variante Ômicron nesta segunda-feira (20), conforme informou a Prefeitura. Agora, a capital paulista soma 17 infecções pela variante confirmadas. A vigilância genômica para identificação da cepa foi feita em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os quatro novos diagnósticos são de transmissão comunitária (casos em que não é possível rastrear a origem da infecção, o que indica que o vírus circula localmente). Os pacientes negam ter feito viagens ao exterior. Nenhum deles tem relação com o paciente de 67 anos, diagnosticado com a Ômicron no dia 10 de dezembro - considerado um "cluster isolado".

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Esses quatro casos se somam aos três identificados na sexta-feira (17) considerados os três primeiros casos de transmissão local pela Prefeitura de São Paulo. Todos os pacientes apresentam sintomas leves e, como as amostras são de 12 dias atrás, já concluíram o período de quarentena. Eles estão sendo acompanhados pela secretaria.

Prevenção

A secretaria informou que tem intensificado as ações de monitoramento. Entre elas, desde quinta-feira (16) tem aplicado testes de antígeno em pacientes com sintomas gripais, nas unidades de saúde da capital paulista. A medida contribui para identificar com mais agilidade os casos de Covid-19.

Na segunda-feira (20) o governo de São Paulo decidiu prorrogar a obrigatoriedade do uso de máscaras até 31 de janeiro. A decisão considerou a disseminação de novas variantes da covid, especialmente a Ômicron, e também o aumento de casos de gripe em parte do País.

A cidade de São Paulo confirmou na tarde desta quarta-feira (15) sete novos casos do coronavírus causados pela variante Ômicron. Ao todo, já são dez testes positivos para a cepa na capital paulista e 13 no Estado. Outras 90 pessoas também são investigadas pela Secretaria Municipal da Saúde como contactantes do transmissor original.

Todos os casos confirmados nesta quarta estão conectados ao paciente de 67 anos que testou positivo para o coronavírus no último dia 7 e, três dias depois, foi confirmado com a variante Ômicron. Tanto ele quanto as outras sete pessoas diagnosticadas com a cepa apresentam apenas sintomas leves e, segundo a SMS, cumprem quarentena em casa.

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O idoso de 67 anos não tem histórico de viagens recentes para o exterior. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os casos ainda não são considerados como "transmissão comunitária", mas sim um "cluster localizado", quando um grupo de pessoas estiveram reunidas no mesmo tempo e espaço e tiveram o mesmo diagnóstico. A secretaria ainda afirma que está investigando os "deslocamentos internacionais dos demais contactantes".

A Ômicron tem se mostrado mais contagiosa e cientistas ainda tentam entender se ela pode desencadear infecções mais severas ou tem capacidade de escapar da proteção oferecida pelas vacinas. Estudos preliminares apontam que a dose de reforço tem conseguido garantir proteção contra o vírus.

As duas primeiras pessoas a serem diagnosticadas com a variante no Estado já cumpriram o período recomendado de isolamento e encerraram a quarentena. A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual, disse que mantém o monitoramento epidemiológico em todo o território paulista.

O incansável atacante uruguaio Beto Acosta foi confirmado como reforço do Capital Futebol Clube, do Tocantins. O jogador, que teve passagens marcantes por Náutico e Corinthians, assinou contrato com o clube nesta terça-feira (7).

Acosta tem 44 anos e segue como um verdadeiro andarilho do futebol. De acordo com o Capital, agora só resta o nome do jogador aparecer no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF para poder fazer sua estreia. O que pode acontecer já no domingo (12), contra o Palmas, pela 6ª rodada do Campeonato do Tocantins.

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Oito pessoas morreram nesta quinta-feira (25) e 17 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba perto de uma escola na capital somali Mogadíscio.

O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Al Shabaab, informaram as forças de segurança.

O porta-voz da polícia somali, Abdifatah Adan, confirmou o balanço de oito mortos em um comunicado.

Outro oficial das forças de segurança, Mohamed Abdillahi, afirmou que a explosão deixou 11 estudantes feridos.

Testemunhas afirmaram à AFP que um comboio militar da AMISOM, a Missão da União Africana (UA) na Somália, passava pela área no momento da explosão.

O grupo Al Shabaab, vinculado à Al-Qaeda, reivindicou o ataque contra instrutores militares".

"O prédio da escola sofreu graves danos e os ônibus escolares também foram atingidos", declarou à AFP Ahmed Bare, segurança na área do ataque.

O diretor do serviço de ambulâncias Aamin da capital da Somália, Abdikadir Abdirahman, publicou no Twitter fotos do local da explosão e citou uma "tragédia".

Kampala, a capital de Uganda, teve sua vigilância reforçada nesta quarta-feira (17), com ruas bloqueadas e postos de controle e patrulhas armadas instalados nas ruas, um dia depois de um duplo atentado suicida reivindicado pelo grupo do Estado Islâmico (EI).

As duas explosões ocorreram pela manhã, com três minutos de intervalo, perto do quartel-general da polícia e do Parlamento, no distrito financeiro e administrativo de Kampala.

"A segurança foi reforçada em Kampala e em seu entorno para garantir que a população esteja protegida de qualquer perigo", disse à AFP o porta-voz da polícia metropolitana da capital ugandesa, Like Owoyesigyire.

Hoje pela manhã, via-se muitos policiais e militares nas ruas de Kampala, assim como pontos de controle em algumas avenidas, provocando engarrafamentos, observou um jornalista da AFP no local.

Os investigadores continuam inspecionando os locais dos ataques, que deixaram três mortos e 33 feridos, segundo as forças policiais. De acordo com a Cruz Vermelha de Uganda, a maioria dos feridos são policiais.

O primeiro ataque teve como alvo um posto de controle próximo ao QG da polícia por um homem carregando uma bomba em uma mochila. No segundo, dois homens "disfarçados de mototáxis" deflagraram sua carga explosiva, perto da entrada do Parlamento.

As forças de contraterrorismo detiveram um quarto terrorista e "apreenderam um dispositivo explosivo caseiro não detonado de sua casa", relatou ontem a polícia.

A explosão perto das instalações da polícia destruiu janelas, e a outra, perto do Parlamento, incendiou veículos estacionados na área.

A polícia de Uganda atribuiu o duplo atentado de terça-feira (16) a um "grupo local ligado às ADF", as Forças Democráticas Aliadas, uma rebelião ativa no leste da vizinha República Democrática do Congo (RDC).

Posteriormente, no entanto, o Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade pelos ataques, em nota publicada ontem em seus canais no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram. Nela, o EI anunciou que os ataques foram cometidos por três homens-bomba.

Este é o segundo atentado mortal em Uganda reivindicado pelo EI em poucas semanas. Em 23 de outubro, o grupo já havia reivindicado a autoria de atentado a bomba em um restaurante de Kampala. Nesta ocorrência, uma garçonete morreu, e várias pessoas ficaram feridas.

Desde abril de 2019, o EI assume a responsabilidade por alguns ataques cometidos pelas ADF, às quais se refere como sua "Província da África Central" (Iscap, na sigla em inglês).

Em março, os Estados Unidos incluíram as ADF à sua lista de "organizações terroristas" afiliadas ao EI.

strs-sva/mar/me/tt

A Prefeitura de São Paulo revogou o limite de tempo e pessoas para velórios municipais, sob gestão do Serviço Funerário do Município (SFMSP), e particulares. O número de presentes na cerimônia deve respeitar a capacidade máxima do local. A administração do município justificou a flexibilização pelo avanço da vacinação e pela queda no número de mortes - no dia 1º de novembro, a cidade registrou apenas um óbito por Covid-19.

No caso de morte pela Covid, durante o período de transmissão da doença (20 dias do diagnóstico), segue a restrição de realização do funeral com urna fechada e sem qualquer contato com o corpo do falecido. Para óbitos fora do período de contaminação, devidamente atestados por declaração médica, a realização do velório é permitida seguindo as mesmas regras de falecimento por outros tipos de doença.

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A portaria também mantém outras medidas de contenção da pandemia, como o uso obrigatório de máscaras, a disponibilização de álcool em gel, a disposição da urna em local aberto ou ventilado e a proibição do consumo de comidas e bebidas. Pessoas do grupo de risco para covid ou que apresentem sintomas respiratórios (tosse, espirro ou coriza, por exemplo) são orientadas a não participar da celebração fúnebre.

A cidade de São Paulo registrou na quinta-feira (4), apenas uma morte por Covid-19 em 24 horas. "É um fato fantástico que mostra o controle da pandemia e a eficácia da vacina", declarou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, ao Estadão.

Os dados podem ser revistos, já que alguns óbitos levam mais tempo para serem confirmados, mas a Secretaria Municipal de Saúde considera o fato como simbólico. Em março deste ano, no pior momento da pandemia, a cidade chegou a registrar 387 óbitos em 24 horas, recorde desde o início da pandemia. "Chegamos a ter a média móvel de 247 óbitos e uma ocupação de 95% dos leitos", relembra Aparecido.

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Especialistas apontam que a maior responsável pelo controle da pandemia é a vacina. Hoje, 94,28% da população adulta de São Paulo está vacinada com as duas doses. A cidade também avança com a imunização dos adolescentes de 12 a 17 anos. Toda população desta faixa etária que reside na capital paulista já tomou a primeira dose, de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde.

Apesar de ter começado a vacinar depois de outras grandes cidades do mundo, como Nova York, Berlim e Madri, a capital paulista contou com uma maior adesão da população e conseguiu avançar com a imunização mais rápido. "A capacidade de vacinação, com a capilaridade do Sistema Único de Saúde, e a confiança do brasileiro em vacinas, foram essenciais para o estágio atual de controle da pandemia em São Paulo e no Brasil", avaliou Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm).

MENOR PATAMAR

A média móvel de mortes causadas por covid-19 vem em queda na cidade há algumas semanas. Atualmente, São Paulo vive o menor patamar desde o início da pandemia, com a média de mortos em sete dias de 3,86. As internações também caíram e a ocupação de leitos de UTI chegou na quarta-feira a 33% dos 563 em operação.

No pior momento da pandemia, a cidade chegou a ter 1,4 mil leitos de UTI exclusivos para casos graves da doença e 95% ficaram ocupados. A vacinação já estava em andamento, mas somente idosos acima de 70 anos e profissionais de saúde haviam tomado a segunda dose.

CUIDADOS

Apesar da melhora, especialistas não consideram que a pandemia chegou ao fim. Com surtos do vírus observados em outros países e a possibilidade do surgimento de novas variantes, a continuidade de medidas como o uso de máscara, por exemplo, é vista como necessária. "Esse uso deveria continuar sendo incentivado, já que as máscaras não trazem nenhum prejuízo", disse Renato Kfouri.

Na avaliação do secretário Edson Aparecido, medidas de controle sanitário foram essenciais juntamente com a vacina para o controle da pandemia. "Hoje, a maior parte das infecções acontece no ambiente familiar, que é onde menos se usa máscara", declarou.

O governo de São Paulo prevê flexibilizar o uso de máscaras em ambientes abertos a partir do início de dezembro. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado avance em indicadores que monitoram o controle da pandemia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As autoridades australianas prorrogaram até meados de outubro o confinamento contra a Covid-19 na capital, Canberra, uma medida considerada necessária, apesar da aceleração na campanha de vacinação.

Quase 400.000 habitantes de Canberra são obrigados a permanecer em casa desde 12 de agosto, quando foi detectado um caso de Covid-19.

Agora, com pouco mais de 250 casos ativos, o foco provocado pela contagiosa variante delta continua pequeno, mas é enfrentado com cautela em uma cidade que, de modo geral, evitou os surtos da doença.

O chefe de Governo do Território da Capital Australiana, Andrew Barr, disse que as autoridades querem limitar as transmissões, enquanto a vacinação prossegue em Canberra.

"Este é o caminho mais seguro pela frente e nos permitirá ter um Natal mais seguro, um verão mais seguro e um 2022 mais seguro", declarou Barr.

A vacinação na Austrália avançou nos últimos meses, especialmente no sudeste do país, incluindo as cidades de Sydney e Melbourne.

Quase 53% das pessoas com mais de 16 anos na região já receberam as duas doses, a maior taxa de vacinação da Austrália, que luta contra focos da variante delta.

Autoridades estaduais e federais definiram uma estratégia que para a reabertura do país, que permitirá suspender as restrições fronteiriças quando a taxa de vacinação completa alcançar de 70% a 80%.

A Austrália registra mais de 75.000 casos de Covid-19 e mais de 1.100 mortes desde o início da pandemia.

As autoridades decretaram nesta quinta-feira (12) um confinamento de sete dias na capital australiana, Camberra, após a descoberta de um caso de coronavírus.

Cerca de 400 mil habitantes da cidade, onde fica a sede do governo, entraram em confinamento às 17h locais (5h no horário de Brasília) desta quinta, acompanhando outros milhões de australianos do sudeste da ilha já nesta situação.

"É o risco sanitário mais grave já conhecido pelo território desde o início do ano, inclusive desde o início da pandemia", afirmou o primeiro-ministro do Território da capital australiana, Andrew Barr.

Barr acrescentou que a pessoa que tentou positivo para covid-19 esteve em contato com outras pessoas antes de saber que estava infectada.

Ao contrário de várias cidades australianas, Camberra ainda não havia sido posta em confinamento desde que a pandemia chegou à país, em 2020.

Contra o coronavírus, a Austrália adotou a estratégia de "covid zero", baseada em campanhas de detecção em massa e de rastreamento, confinamentos e fechamento quase total das fronteiras. Durante muito tempo, as medidas foram bem-sucedidas, mas a variante Delta, altamente contagiosa, parece ter revertido o quadro.

Mais de dez milhões de pessoas, residentes nas duas maiores cidades do país, Melbourne e Sydney, estão confinadas no momento. As autoridades esperam isso ajude a reduzir o número de casos.

Na quarta-feira (11), foi decretado confinamento em grande parte de Nova Gales do Sul. Desde meados de junho, foram registrados 6.500 casos e 36 mortes neste estado.

A campanha de vacinação avança lentamente, porém, e pouco mais de 20% da população recebeu as duas doses do imunizante. Até agora, este país de 25 milhões de habitantes acumula 37.500 casos de covid-19 e 946 óbitos.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro  (SES) vai distribuir hoje (27) e amanhã (28), 583.840 doses das vacinas contra a Covid-19 aos 92 municípios fluminenses. De acordo com a pasta, serão 139.400 doses da Oxford/AstraZeneca, para a segunda aplicação, 266.600 da CoronaVac e 177.840 da Pfizer, para primeira e segunda aplicação do esquema vacinal.

A capital e os municípios de Niterói, de São Gonçalo, de Maricá e de Itaboraí, na Região Metropolitana, podem fazer as retiradas de seus respectivos lotes, desde às 6h, na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói. Para os outros municípios do estado, a distribuição será realizada amanhã, por meio de vans e de caminhões, com escolta da Polícia Militar, e por aeronaves.

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O secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, disse que a distribuição aos municípios tem sido imediata após o recebimento das doses pelo Ministério da Saúde. “Todas as doses de vacina que recebemos são disponibilizadas imediatamente aos municípios, para que possamos continuar avançando na campanha de vacinação no estado.”

A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS) vem destacando com frequência às secretarias municipais de Saúde a importância de responsáveis técnicos e gestores municipais organizarem ações de vacinação, respeitando a destinação das doses para a primeira ou segunda aplicação do esquema vacinal. Segundo a SES, essa destinação é sinalizada por meio de informe técnico enviado pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, aos estados. "A SVAPS ressalta que a distribuição do imunizante é feita de forma proporcional e igualitária a todos os municípios”, informou a secretaria.

Capital

O município do Rio, que suspendeu a vacinação em primeira dose na sexta-feira (23) por falta de imunizantes, informou que, com o anúncio do Ministério da Saúde de envio de nova remessa de vacinas contra a Covid-19 para os estados e a distribuição das doses pela Secretaria de Estado de Saúde aos municípios fluminenses, a campanha será retomada nesta quarta-feira (28).

Amanhã, a primeira dose será aplicada em pessoas com 34 anos, sendo as mulheres pela manhã e os homens à tarde.

Na quinta-feira. será a vez de mulheres de 33 anos e repescagem à tarde para quem tem 34 anos ou mais.

Na sexta, serão vacinados homens de 33 anos e repescagem para quem tem 33 anos ou mais.

A semana termina com a repescagem das pessoas com 33 anos ou mais no sábado.

A cidade de São Paulo confirmou ao menos oito casos da variante Delta, cepa mais transmissível do coronavírus, registrados até o momento. O número foi informado pelo secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, nesta terça-feira, 20.

Entre os novos casos, quatro casos foram notificados na zona leste da capital paulista, nas regiões da Mooca, Belenzinho e Aricanduva, segundo a Prefeitura. Mais dois diagnósticos foram constatados na Vila Guilherme, na zona norte. Já o outro paciente teve a amostra recolhida no Hospital Albert Einstein.

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O primeiro caso da variante Delta na cidade de São Paulo, a de um homem de 45 anos, havia sido confirmado no dia 5. A propagação dessa cepa, considerada de preocupação global, tem forçado diferentes países a adotar novas medidas restritivas.

O prefeito de São Paulo disse na tarde desta quinta-feira, 1º, que o calendário da capital paulista para o ano que vem já inclui eventos como o carnaval dos blocos de rua, réveillon, Lollapalooza e o desfile das escolas de samba no Anhembi. Durante cerimônia de apresentação do Plano de Metas para 2024, Ricardo Nunes afirmou que a cidade começará a reabrir quando 70% da população já estiver vacinada contra a covid-19.

"Pretendemos fazer um réveillon muito bacana, até porque todo mundo deve estar vacinado até o final do ano. Vamos começar a colocar nas pessoas o sentimento de que é importante você valorizar a vida", disse. Segundo Nunes, a expectativa da Prefeitura é de que 70% da população já esteja imunizada com a primeira dose até o final deste mês, quando pretende reabrir a Avenida Paulista, o parque do Anhangabaú e um "novo espaço que já tem o projeto finalizado".

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De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, 59,21% da população já recebeu a primeira dose de alguma vacina contra a covid-19. Já o porcentual dos paulistanos com a imunização completa, seja pela segunda dose ou dose única, é de 19,46%. Epidemiologistas são unânimes em afirmar que é preciso ter o esquema vacinal completo para garantir a proteção contra o coronavírus.

O prefeito afirmou ter participado nesta manhã de uma reunião sobre o carnaval de rua em 2022 e que, ainda nesta quinta, também discutiria o evento no sambódromo. Ele disse ainda que o calendário da capital para o próximo ano já inclui as comemorações ao centenário da Semana de Arte Moderna, ao bicentenário da Independência do Brasil, o festival Lollapalooza e o carnaval.

Segundo Nunes, todos os eventos fazem parte do plano da Prefeitura para a retomada econômica do município. "Na hora que voltar, teremos aquela necessidade natural de querer sair e se divertir. Mas chegando aos 70% das pessoas vacinadas, que deve ser agora no final de julho, vamos abrir o Anhangabaú, Paulista e uma outra área que já tem o projeto desenhado."

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse em entrevista à Rádio Eldorado que as pessoas de até 42 anos serão vacinadas na capital ainda nesta semana. Segundo o calendário do Estado, a vacinação desta faixa etária deveria começar na quarta-feira (30). A falta de doses prejudicou a campanha de imunização na capital na última semana e atrasou o calendário.

Nesta segunda-feira (28), estão sendo vacinadas as pessoas de 46 anos, enquanto as de 45 anos serão vacinadas na terça. Se o primeiro cronograma da Prefeitura tivesse sido cumprido, essas faixas etárias teriam sido vacinadas na semana passada. Nesta segunda seria a vez das pessoas com 44 anos.

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Aparecido garantiu que há doses suficientes em todos os pontos de imunização da cidade para vacinar as pessoas de 45 e 46 anos. As secretarias de Saúde da capital e do Estado vão se reunir ainda nesta segunda-feira para definir os outros grupos que serão vacinados ao longo desta semana. A Prefeitura espera que o calendário avance até, pelo menos, as pessoas com 42 anos.

Apesar dos atrasos, o secretário municipal de Saúde acredita que será possível cumprir a meta de oferecer a primeira dose da vacina a todas as pessoas acima de 18 anos até 15 de setembro. Como o intervalo entre as faixas etárias é espaçado, Aparecido afirma que é possível reorganizar os grupos elegíveis sem muitos atrasos e sem gerar aglomerações nos pontos de vacinação.

Na terça-feira da última semana, a vacinação chegou a ser suspensa na cidade de São Paulo por falta de doses. Os estoques foram reabastecidos, mas vários pontos de vacinação ficaram sem o imunizante. Aparecido disse que se reuniu com o Ministério da Saúde e a pasta teria confirmado que o fornecimento de vacinas não será interrompido.

O secretário também pediu à população que não escolha qual vacina tomar porque isso atrapalha o ritmo da campanha de vacinação. "Isso (a escolha do imunizante) acontece na região dos Jardins, nos bairros mais centrais da cidade. O que é um erro porque todas as vacinas protegem", disse ele.

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No último sábado (1), foi comemorado o Dia do Trabalho. Apesar dos direitos conquistados ao longo dos anos e de ser extremamente importante para todas as esferas da sociedade, a classe trabalhadora ainda não tem a devida valorização. Em tempos de pandemia, todas as categroais foram afetadas. Na educação, os profissionais precisaram se adequar à nova realidade.

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Gilberto Marques, professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e diretor-geral da Associação dos Docentes da UFPA (ADUFPA) diz que a classe trabalhadora, como um todo e na sociedade em que vivemos, produz riqueza e faz a economia girar. “Isso tanto é verdade que existe uma pressão muito grande para que não seja decretado o lockdown nacional, ou mesmo os regionais, estaduais e municipais. Se é declarado o lockdown para enfrentar a covid-19, a economia para porque trabalhadores param de trabalhar e se os trabalhadores e trabalhadoras param de trabalhar, cessa a produção de riqueza na sociedade em que vivemos”, explica.

O economista relata que os trabalhadores são a classe que mais morre por causa do novo coronavírus. “É só ver quais são os extratos populacionais que mais morrem, são os extratos que possuem menor renda e que moram na periferia. Se você comparar Paraisópolis e Morumbi, ficam um do lado do outro, um é o bairro chique e o outro é a favela de Paraisópolis, você vai ver que o percentual de morte em Paraisópolis é muito maior que no Morumbi, em São Paulo”, exemplifica.

Ele expõe que essa mesma classe já estava sofrendo com o desemprego e a pandemia da covid-19 impulsionou a crise econômica que, por sua vez, além de desemprego, causa a diminuição do salário. Gilberto afirma que, segundo o IBGE, o Brasil tem mais de 14 milhões de desempregados. O economista acrescenta que o país voltou a sofrer com a fome, por causa da pandemia.

Gilberto conta que a escola invadiu a casa dos professores, a família e a vida pessoal das pessoas. “As professoras estão dando aula e ao mesmo tempo estão cuidando do filho, cuidando da comida, da casa e de uma série de outros aspectos. Inclusive nem tem mais um horário, tem que disponibilizar todos os contatos, então é de manhã, de tarde e de noite. Há uma invasão da escola nesse espaço privado e particular do professor. Além de uma elevação do custos, como internet e energia”, complementa.

Para o professor, o maior desafio é a valorização do trabalho docente. Gilberto faz uma alusão às vagas de vestibular das universidades e às licenciaturas que são cursos de baixa concorrência por causa das jornadas exaustivas dos professores e baixos salários. “Ele tem que preparar aula, ele tem que fazer plano de trabalhos, uma série de outros aspectos. A nossa jornada de trabalho extrapola bastante aquela jornada em que o professor está efetivamente dentro de uma sala de aula”, observa o professor.

Gilberto também aponta para a necessidade de maiores investimentos na educação no país. De acordo com o professor, a educação recebe cerca de 4% do orçamento federal, sendo desproporcional aos gastos. “Agora, nós tivemos a partir da Emenda Constitucional Nº 95, aprovada no Governo Temer, um congelamento do orçamento federal destinado para os gastos sociais, que na realidade são investimentos”, observa.

O professor também fala da importância da organização. “Se não tivermos organização social, se não estivermos atentos e se não estivermos participando e pressionando, cobrando e exigindo as mudanças e o investimento público, vai continuar sendo feito o que já tem sido feito historicamente no Brasil, que é priorizar os grandes setores da ciranda financeira em detrimento do investimento social”, finaliza.

Conquistas garantidas

Rachel Abreu, professora e doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade estadual do Pará (Uepa), diz que pensar nas garantias conquistadas pelos trabalhadores ao longo dos anos é suscitar um período histórico da Revolução Industrial, em que teve início uma nova forma de trabalho e o novo mundo capital.

No Brasil, a professora explica que as conquistas dos direitos dos trabalhadores e do princípio da dignidade humana ocorreram de forma gradual. “A conquista desses direitos trabalhistas, e que vai dar um impulso, uma progressão essencial bem interessante e relevante, é a questão da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que vai ser uma inovação em relação a toda uma legislação vigente pra pensar essa questão do trabalhador na sociedade”, diz.

A professora afirma que pandemia revela o quanto a sociedade é desigual em várias esferas e em vários âmbitos, principalmente partindo da categoria trabalho. Rachel diz, ainda, que as circunstâncias da pandemia impactaram diretamente a questão econômica do país devido às transformações das relações de trabalho.

“E há uma preocupação tamanha que essa economia não pare, os trabalhadores precisam ir pra rua e continuar trabalhando para que esse sistema econômico continue avançando, alcançando lucratividade. Para quem? Não é para todos, é uma elite, uma minoria. E aí, quem precisa fazer essa roda girar? Quem precisa fazer esse sistema econômico girar? Os trabalhadores”, aponta.

Segundo Rachel, o que o filósofo e sociólogo Karl Marx disse no passado ainda é visível nos dias atuais. “Os trabalhadores que fazem a sociedade se movimentar economicamente, por isso a preocupação tamanha de que 'o trabalho tem que continuar'. Mas nem todos estão protegidos diante dessa circunstância de pandemia e os nossos trabalhadores são respeitados? Não são respeitados”, acrescenta.

A professora afirma que as instituições não são justas com o indivíduo social e com o trabalhador em geral. Ela ainda explica que, por causa da questão econômica impactada pela pandemia e como consequência drástica, empresas estão demitindo e desligando funcionários e instituições de ensino estão desligando professores.

“No meio de tudo isso, a questão do respeito, da dignidade, da cidadania nem é pensada. Não é levada em consideração. A gente tem um processo de desigualdade econômica no Brasil tamanho e isso se reflete diretamente nas relações de trabalho. Então esses trabalhadores são respeitados fora dessas circunstâncias da pandemia? Não. Diante da pandemia, muito menos. Essa é a realidade que a gente tem no Brasil”, complementa.

Rachel destaca um retrocesso no país, com a reforma trabalhista, por ela ferir o princípio da dignidade da pessoa humana. Além disso, a professora argumenta que a reforma menospreza a luta travada por homens e mulheres na sociedade brasileira e na conquista dos direitos trabalhistas.

A professora também diz que nem todo trabalho é respeitado. “Nessa sociedade desigual que nós vivemos, que não é igualitária, que é estereotipada, preconceituosa, elitista, homofóbica, nós temos uma construção de realidade em que nós valemos o que nós temos e não o que nós somos”, aponta.

Rachel ressalta que, para que haja preservação dos direitos trabalhistas, é necessário que as instituições tenham respeito pelo trabalhador, pela questão social e pelo nosso desenvolvimento social. “Nós não temos saúde pública de qualidade, não temos educação pública de qualidade, não temos saneamento básico nem na capital, nós não temos infraestrutura urbana para todos. Esses são alguns dos elementos e exemplos do quanto essa sociedade é desigual”, complementa.

A professora assevera: “Pensar nas desigualdades que existem nas relações de trabalho, sejam quais elas forem – que a gente está numa República dos excluídos, a escravidão do passado, do Brasil Colônia, permanece hoje a partir de vários novos formatos – não foi a pandemia que trouxe, a pandemia aguçou, revelou e escancarou, mas já existem desde muito antes e agora foram expostas”, afirma.

Sem oportunidades

O mestre em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), e professor da UNAMA - Universidade da Amazônia, João Cláudio Arroyo, também diz que sem os trabalhadores não há riqueza, economia e não há sequer sociedade.

Arroyo diz que as reformas que valorizam os trabalhadores, inclusive sua remuneração, são as que geram sociedades mais equilibradas e prósperas. Em contrapartida, segundo o professor, as reformas que reduzem direitos e rebaixam remunerações fragilizam a nação porque aqueles que trabalham também são os que consomem e sua qualidade educacional gera a qualidade de convívio social na nação.

“Rebaixando o consumo e o acesso à educação de qualidade, reduz-se o investimento produtivo, já que não tem mais para quem vender. Com isso reduzem-se as oportunidades de trabalho e emprego. Com menos renda, menos consumo, entramos na espiral de crise que estamos”, complementa.

Segundo Arroyo, no caso do Brasil, as reformas Trabalhista e da Previdência precarizaram as remunerações e condições de trabalho, agravando a desigualdade social que é maior flagelo econômico e cultural que se sustenta desde o Brasil colonial, somando-se ao surgimento da "uberização", confundindo-o com a ideia de empreendedorismo. “É excelente desde que ele receba o proporcional ao valor que gera no preço final. Sem isso, a desigualdade aprofunda a fragilização da sociedade, como um todo."

Quanto ao suporte dado pelo Estado aos trabalhadores em meio à pandemia, o professor diz que não há nação onde o Estado não cumpra papel econômico central e que isso é visível no mundo inteiro dentro do contexto pandêmico. “Vejam a diferença com a mudança de postura pública nos EUA, entre (Donald) Trump e (Joe) Biden. Agora já há estados liberando eventos com público. Logo, se tivermos uma estratégia científica clara de combate ao vírus e medidas de mitigação econômica com auxílio de, no mínimo R$ 600,00, também para pequenos empreendedores e linhas de crédito com carência e sem juros, aí sim teríamos condições de manter o potencial de trabalho da nação, ativo", acrescenta.

Arroyo destaca os profissionais da economia como indispensáveis desde a educação financeira das famílias até à elaboração de políticas públicas. “Eles podem cumprir um papel central tanto na esfera pública quanto particular. Tanto no planejamento macroeconômico, melhorando o desempenho da nação, quanto na organização de empreendimentos, um a um, para que as forças produtivas do país possam interagir oferecendo o máximo de resultados possíveis”, finaliza.

Por Alessandra Nascimento e Isabella Cordeiro.

 

A cidade de São Paulo tinha 150 pacientes na fila por leitos de enfermaria e em unidades de terapia intensiva (UTIs) de hospitais públicos - estaduais e municipais, na noite de quarta-feira (3). Pela manhã, a lista de espera chegou a ter 450 nomes - normalmente são 250 pedidos pela manhã. O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, diz que vai monitorar a tendência nos próximos dias. A alta de infecções também levou à abertura de mais leitos esta semana.

Conforme a pasta, os números de espera por vaga são dinâmicos e a Central de Regulação de Urgências atua 24 horas por dia para organizar os pedidos de transferência. O sistema de saúde paulistano recebe muitos pacientes vindos de fora da capital. Aparecido estima que 22% dos pacientes não eram residentes em São Paulo. A alta de casos no interior também pressiona os hospitais do Estado.

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A Prefeitura diz que abriu na segunda 124 leitos - 100 de UTI e 24 de enfermaria, exclusivos para a Covid-19. No Hospital da Brasilândia, na zona norte, 34 leitos de enfermaria foram transformados em UTI. Antes da pandemia, segundo a pasta, a cidade tinha 507 UTIs. No auge da crise sanitária, eram 1.340.

Interior

A Secretaria da Saúde do Estado afirma apoiar eventuais deslocamentos de pacientes entre hospitais ou cidades, quando preciso. Nos últimos sete dias, segundo a pasta, a média foi de 738 regulações do tipo. Cidades como Araraquara, onde houve um lockdown de seis dias, enviam pacientes para outros municípios.

Campinas requisitou o Hospital Metropolitano da cidade e seus equipamentos. A decisão foi publicada no Diário Oficial e anteontem agentes municipais impediram a entrada de funcionários. A diretoria da unidade repudiou a ação e pediu na Justiça a reintegração de posse. Em 2020, a unidade teve convênio com a prefeitura para pacientes com covid e, no momento, estava fechada após o fim do acordo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir das 18h desta sexta-feira (26), idosos a partir de 75 anos poderão realizar agendamento para receber a vacina contra a Covid-19 no Recife. A imunização desse público será iniciada no próximo sábado (27). 

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), também anunciou o acréscimo de mais quatro pontos de drive-thru. "Nós estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance: ampliação da vacinação, abertura de novos leitos de UTI, estamos fazendo a nossa parte e temos certeza que podemos contar com vocês", disse o gestor.

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O agendamento deve ser realizado no site www.conectarecife.recife.pe.gov.br ou no app Conecta Recife. A população residente no Recife poderá fazer o cadastro e, se estiver entre os grupos prioritários, agendar o dia, hora e local para receber a imunização. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde.

A partir do sábado (27), o Recife passará a ter 16 pontos para vacinação, ampliando de cinco para nove os pontos de drive-thru. Eles funcionarão no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Tamarineira; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Fórum Ministro Artur Marinho - Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; e Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira. Os drives também continuam funcionando no Parque da Macaxeira, no Geraldão, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife.

Além dos drive-thrus, a Secretaria de Saúde disponibiliza também novos centros onde funcionam salas de vacina:  Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Upinha Dr. Hélio Mendonça, no Córrego do Jenipapo. Os outros centros continuam funcionando na Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo; Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; e UPA-E Fernando Figueira, no Ibura. Todos os locais funcionam das 7h30 às 18h30, de domingo a domingo.

A prefeitura da capital paulista já interditou desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, 1.429 estabelecimentos que descumpriram as legislações municipais relacionadas ao combate da disseminação da doença. Do total, 1.009 (70,6%) são bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias, casas de baladas e danceterias. Os dados levam em conta as interdições até 22 de janeiro de 2021.

De acordo com a administração municipal, no período, 26.455 munícipes foram abordados e orientados para a correta utilização das máscaras; 13.488 estabelecimentos foram orientados sobre os protocolos adequados, e 1.755 máscaras distribuídas nos centros comerciais e  locais com o maior fluxo de pessoas na cidade.

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“A prefeitura tem optado por ações educativas, reforçando à população a necessidade do uso correto das máscaras, não fazendo desta uma ação punitiva, com multas”, destacou em nota a administração municipal.

 

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Na manhã desta segunda-feira (23), parte da Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores do Centro do Recife, foi tomado por cartazes em homenagem às vítimas fatais de colisões e atropelamentos na cidade. O ato articulado pela Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo) põe a violência no trânsito no debate político e cobra ações dos candidatos à Prefeitura do Recife.

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473 cartazes foram fixados entre a rua da Aurora e a Rua do Hospício, ainda durante a madrugada. O número representa os ciclistas mortos no trânsito recifense em 2018, quando foi divulgado o último levantamento do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).

No ano do estudo, Recife foi considerada a capital nordestina com mais mortes do gênero e a que mais mata pedestres, com a taxa de nove mortes por 100 mil habitantes. A cidade ainda assumiu a quarta capital do país que mais mata no trânsito, com 29 mortos por 100 mil habitantes.

Para chamar atenção aos altos índices, o ato se estende ao digital. No mês do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, no terceiro domingo de novembro, a Ameciclo também lançou em suas redes sociais uma série de vídeos sobre a segurança no trânsito, com temáticas como “Acidente x colisão/atropelamento”, “Velocidades e responsabilidades do poder público”, “Indústria da Multa”, entre outros.

Em nota enviada a imprensa, a prefeitura do Recife disse lamentar "o uso político de um tema tão importante como a segurança no trânsito".  Além disso, se defendeu afirmando que com "desenho urbano diferenciado, fiscalização de trânsito rigorosa e educação para o trânsito", o Recife reduziu em 50% o número de óbitos no trânsito. 

Segundo a prefeitura, de 2012 a 2019, a redução de acidentes com vítimas fatais na cidade chegou a 53,5%. A gestão ainda destacou o aumento de "rotas cicláveis", de 24 km para 140 km.

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