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A Dinamarca pretende encerrar as restrições contra a Covid-19 e reclassificar o vírus como uma doença que não é mais uma ameaça à população. Outros países europeus, como Áustria e Holanda, também anunciaram medidas semelhantes, apesar de a variante Ômicron causar recordes de novos casos no continente e no mundo, destacam agências internacionais.

Na Dinamarca, a medida deve ser adotada enquanto o país registra recordes de novos casos diários, mas internações em queda, uma tendência também em outros nações, sugerindo que a variante é menos mortal do que outras.

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A média móvel de infecções na Dinamarca foi de 41.613 na quarta-feira (26) um recorde em toda a pandemia e muito maior do que o pico de surtos anteriores, segundo dados do Our World in Data, da Universidade de Oxford. Em dezembro de 2020, por exemplo, a média mais alta foi de 3.536. Com 5,8 milhões de pessoas, o país registrou mais de 1,5 milhão de infecções durante a pandemia em dois anos, sendo um milhão delas apenas nos últimos dois meses.

Em relação à média móvel de mortes, o país chegou a registrar 35 em um dia em janeiro de 2021. Durante o atual surto, no entanto, a maior média de óbitos diários foi 17. Atualmente, a nação tem 44 pacientes com covid internados em UTIs, abaixo dos 73 há duas semanas.

Com isso, o ministro da Saúde, Magnus Heunicke, vai seguir uma recomendação da comissão epidemiológica de não estender nenhuma restrição depois de 31 de janeiro, segundo os documentos. Heunicke quer reduzir a classificação da doença a partir de 1º de fevereiro, quatro dias antes do proposto pela comissão. As restrições atuais incluem horários de funcionamento limitados para restaurantes e bares, uso de passaportes sanitários e a exigência de máscaras em lojas e em alguns eventos fechados.

Na Áustria, o governo anunciou nesta quinta-feira (27) que a quarentena para pessoas não vacinadas vai terminar na próxima segunda-feira (31), já que a pressão sobre os hospitais diminuiu.

Desde 15 de novembro, pessoas não vacinadas na Áustria - cujo governo na semana passada tornou-se o primeiro no continente a aprovar a obrigatoriedade do imunizante - só podem sair de casa por um número limitado de motivos, como comprar itens essenciais ou trabalhar. Mesmo com o fim dessa restrição, os não vacinados ainda serão impedidos de algumas atividades, como comer em restaurantes.

Apesar de os casos diários terem aumentado, atingindo um novo recorde de mais de 30 mil nesta quarta-feira - número que o governo estima que vá aumentar -, a taxa de ocupação de leitos hospitalares e de UTIs, por outro lado, vem caindo.

"Chegamos à conclusão de que a quarentena para pessoas não vacinadas na Áustria só é justificável em caso de ameaça de sobrecarga iminente da capacidade nas UTIs", disse o ministro da Saúde local, Wolfgang Mueckstein, em entrevista coletiva.

Aumento de casos

No continente europeu, Alemanha, Polônia, Hungria, República Checa, Bulgária e Romênia registraram recordes de novos casos na quarta-feira, e o Parlamento alemão se prepara para debater propostas para exigir ou encorajar fortemente a população a se vacinar.

Com mais de 10 milhões de novos casos, as infecções na Europa aumentaram 13% na semana passada em comparação com a anterior, segundo dados da OMS, com França, Itália e Alemanha registrando os números mais altos. As mortes semanais na região, no entanto, diminuíram 5%.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, anunciou que bares, restaurantes e teatros poderiam reabrir nesta quarta. Segundo o ministro da Saúde, Ernst Kuipers, os especialistas acham que a reabertura é possível também porque as hospitalizações causadas pela onda da Ômicron no país foram menores do que se temia inicialmente.

Os estabelecimentos, que estavam fechados desde meados de dezembro, agora poderão abrir das 5h às 22h, com capacidade reduzida e com regras de distanciamento social. O público também poderá assistir a eventos esportivos, ir a zoológicos e museus. Além disso, os clientes terão de mostrar um comprovante de vacinação ou de recuperação da infecção.

Durante a última semana, o Instituto Nacional de Saúde registrou um recorde de 366.120 casos, um aumento de 51% em comparação à semana anterior. Por outro lado, desde meados de dezembro, o número de pessoas com covid em UTIs vem caindo, chegando a 252 na segunda-feira (24), segundo o Our World in Data.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson está suspendendo as últimas as medidas de isolamento. Na semana passada, o ministro britânico de Empresas e Energia, Kwasi Kwarteng, afirmou que as pessoas devem voltar ao trabalho presencial porque o mundo "precisa aprender a viver" com a covid.

Também na semana passada, a França relaxou as restrições contra a Ômicron impostas em dezembro. As medidas serão escalonadas, começando em 2 de fevereiro. Casas noturnas poderão reabrir, não haverá limites de público em eventos abertos de esportes e entretenimento, as pessoas poderão voltar a consumir pipoca dentro dos cinemas e o uso de máscaras não será mais compulsório ao ar livre. Depois, protocolos em escolas, que entre outras coisas exigem que crianças usem máscaras durante as aulas, poderão ser relaxados.

Suécia

Em uma estratégia diferente, porém, a Suécia anunciou nesta quarta-feira que estenderá suas atuais medidas restritivas por mais duas semanas, enquanto a Ômicron se espalha rapidamente, segundo o ministro da Saúde. Com isso, bares e restaurantes têm que fechar às 23h e há um limite de 500 pessoas dentro de locais fechados com capacidade maior.

"Temos um nível extremamente alto de disseminação", disse a ministra da Saúde, Lena Hallengren, em entrevista coletiva. "As restrições devem permanecer em vigor por duas semanas. Se tudo correr como planejado e se a situação permitir, as restrições serão retiradas depois disso."

Nos últimos sete dias, a Suécia registrou cerca de 270 mil casos, mas a testagem limitada fez com que o governo acreditasse que o número real pode ser superior a 500 mil. A disseminação da Ômicron colocou pressão sobre o sistema de saúde, mas muito menos do que durante as surtos anteriores. (Com agências internacionais).

A variante Ômicron do novo coronavírus deu lugar a uma nova fase da pandemia de covid-19 na Europa e poderá acelerar o seu fim, disse o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa. Segundo ele, a variante ainda poderá infectar 60% dos europeus antes de março.

"É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia", disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, à AFP, embora ele tenha pedido cautela dada a versatilidade do vírus.

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"Assim que a onda Ômicron diminuir, haverá uma imunidade global por algumas semanas e meses, seja por causa da vacina ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, e também uma queda por causa da sazonalidade", disse ele. A OMS espera "um período de calma antes do possível retorno da covid-19 no final do ano, mas não necessariamente o retorno da pandemia".

Na África do Sul, onde a variante Ômicron foi detectada pela primeira vez, novos casos vêm diminuindo nas últimas quatro semanas.

Em uma linha semelhante, o conselheiro da Casa Branca para pandemias nos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse neste domingo, 23, que poderia haver uma reviravolta na situação dos Estados Unidos. Fauci afirmou que a atual onda de Ômicron estava atingindo o pico nacional nos Estados Unidos e que os casos de coronavírus poderiam cair para níveis gerenciáveis ??nos próximos meses.

"O que esperamos é que, à medida que chegarmos nas próximas semanas ou meses, veremos em todo o país o nível de infecção aumentar abaixo do que chamo de área de controle", disse Fauci durante uma entrevista à rede americana ABC.

Isso não significa erradicar o vírus, segundo ele, já que as infecções continuarão. "Elas estão lá, mas não perturbarão a sociedade. Esse é o melhor cenário."

Sem era endêmica

Entretanto, a Europa não está em uma "era endêmica", o que permitiria que o vírus fosse equiparado à gripe sazonal, ressaltou o chefe da OMS. "Endêmico significa que podemos prever o que vai acontecer. Este vírus tem sido uma surpresa mais de uma vez. Portanto, temos que ser cautelosos", insistiu Kluge.

Não apenas a variante Delta ainda está circulando, mas novas variantes poderiam surgir. "Seremos muito mais resistentes, mesmo a novas variantes", disse Thierry Breton, Comissário Europeu para o Mercado Interno, à emissora francesa LCI, no domingo.

"Estaremos prontos para adaptar vacinas se necessário, em particular aquelas que utilizam RNA mensageiro, para adaptá-las para lidar com uma variante virulenta", disse ele.

Na região europeia da OMS, que inclui 53 países, alguns dos quais na Ásia Central, a organização estima que 60% das pessoas poderiam ser infectadas pela Ômicron até 1 de março.

Nos 27 estados membros da União Europeia, assim como na Islândia, Liechtenstein e Noruega, esta variante é agora dominante, de acordo com a agência de saúde europeia. A Ômicron apareceu no final de novembro e é mais contagiosa que a Delta, mas menos virulenta, especialmente entre os vacinados,

Com um aumento exponencial das infecções, o diretor do escritório europeu da OMS insistiu na necessidade de mudar as políticas públicas para "minimizar as perturbações e proteger as pessoas vulneráveis". O objetivo agora, de acordo com Kluge, é estabilizar a situação sanitária.

"Estabilizar significa que o sistema de saúde não está mais sobrecarregado pela covid-19 e pode continuar a fornecer serviços de saúde essenciais, que infelizmente foram gravemente perturbados, tais como câncer, doenças cardiovasculares e imunização", enfatizou ele. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se reunirá em fevereiro com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, líder ultraconservador, em Budapeste. O encontro tem como objetivo "estreitar os laços de cooperação, amizade e relações bilaterais" entre o Brasil e a Hungria além de "reforçar os ideais de defesa das nações e dos valores cristãos", defendidos por ambos políticos. Segundo o jornal Azonnali, mantido pelo governo húngaro, a reunião entre os líderes ocorrerá após a visita de Bolsonaro ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Além da proximidade de ideais, Bolsonaro e Orbán encaram eleições este ano. Em abril, a Hungria terá seus pleitos parlamentares, quando o atual primeiro-ministro terá a chance de obter seu quarto mandato consecutivo. Orbán ocupa a cadeira desde 2010, mas também já exerceu o cargo entre 1998 e 2002. No Brasil, Bolsonaro disputa a reeleição pelo PL.

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A proximidade com Viktor Orbán vem de longa data. O primeiro-ministro húngaro esteve presente na cerimônia de posse de Bolsonaro em 2019. Posteriormente, no mesmo ano, Orbán esteve na lista de nações e embaixadores estrangeiros que receberam visitas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Na mesma viagem, o filho "zero três" do presidente também encontrou outro líder da extrema direita: o vice-premier da Itália, Matteo Salvini.

Para Eduardo, a forma como Orbán vem atuando contra a oposição e a imprensa local deveria ser uma "referência" para o Brasil. No poder, com a aprovação de deputados, o primeiro-ministro conseguiu novos diretores de TVs e rádios públicas, tirando a autonomia das emissoras. Além disso, também tentou controlar redes privadas ao limitar o acesso de jornalistas ao Parlamento.

A Hungria despencou no segundo o ranking mundial de liberdade de imprensa organizado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras: foi do 23º lugar em 2010, quando Orbán assumiu o poder, para o 89º entre 180 países, em 2020.

Questionada pelo Estadão, a Secretaria-Geral da Presidência da República não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta reportagem.

A primeira viagem internacional do presidente em 2022 já tem destino e data marcada: Paramaribo, capital do Suriname, nos dias 20 e 21 de janeiro.

Em fevereiro, Bolsonaro tem uma viagem programada para a Rússia a convite do presidente russo, Vladimir Putin. Em live, o presidente declarou que encara a viagem como uma oportunidade para a economia brasileira, devido a dimensão do mercado russo.

Ausência em posses presidenciais

Bolsonaro tem costume de não prestigiar a posse de eleitos ligados à esquerda na América Latina e já faltou a pelo menos três eventos semelhantes. Ele também anunciou que não vai acompanhar a cerimônia de posse do presidente do Chile, Gabriel Boric, em março.

Em 2019, primeiro ano de seu mandato, Bolsonaro rompeu com uma tradição de 17 anos ao não comparecer à posse de Alberto Fernández na Argentina. O último presidente brasileiro a não prestigiar uma posse no país foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando o argentino Eduardo Duhalde foi nomeado pelo Congresso Nacional após renúncia de Adolfo Rodríguez Saá. Fernández, que é um político de esquerda, havia derrotado o candidato preferido de Bolsonaro, Maurício Macri, que concorria à reeleição. Na época, o Brasil foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) no evento.

O número um do mundo no tênis, o sérvio Novak Djokovic, expulso da Austrália após uma batalha judicial sobre sua situação em relação à vacina contra a Covid-19, é esperado nesta segunda-feira (17) na Europa após escala em Dubai, após o início do Aberto da Austrália que sonhava em vencer pela décima vez.

O tenista sérvio de 34 anos desceu do avião com duas malas e máscara, após aterrissar às 05h32 (21h32 de domingo no horário de Brasília) no Aeroporto Internacional de Dubai.

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O destino final do atleta não foi revelado, mas a polícia mantinha os jornalistas afastados do aeroporto de Belgrado, segundo um fotógrafo da AFP.

O tenista seria a figura central na abertura do Aberto da Austrália nesta segunda, mas não pôde participar do torneio depois que um tribunal rejeitou seu pedido para permanecer no país.

O torneio australiano começou, enfim, sem sua estrela principal, que venceu nove vezes. A expulsão de Djokovic se deu após uma disputa legal com as autoridades australianas que polarizou a opinião mundial e prejudicou a imagem de ambas as partes.

O tenista se declarou "extremamente decepcionado" depois que um tribunal federal confirmou por unanimidade a decisão do governo de cancelar seu visto.

"Há quase uma semana, quando ele ganhou o caso em primeira instância, conseguiu recuperar seu visto e estava treinando. Eu disse que a justiça havia falado", comentou hoje Rafael Nadal em Melbourne, depois de passar para a segunda rodada.

"Ontem a justiça disse outra coisa. Nunca serei contra o que a justiça diz", acrescentou.

"Acho que a situação foi um desastre (...) Ele não é o único que provavelmente fez coisas erradas nesse caso. Claro, há mais responsáveis em toda essa situação terrível que estamos enfrentando há duas semanas", completou o espanhol.

Após a decisão, o atleta embarcou, no domingo, em um voo no aeroporto de Melbourne com destino a Dubai na companhia de assistentes e autoridades.

Duas vezes nos últimos 11 dias, o governo australiano revogou o visto de Djokovic e o deteve em um centro de imigrantes, dizendo que sua presença poderia alimentar um sentimento antivacina em meio a uma onda de infecções pela variante ômicron da covid.

O tenista sérvio contestou ambas as decisões na Justiça, onde venceu a primeira, mas perdeu a fase decisiva no domingo.

O tenista sérvio pode ficar três anos sem poder entrar na Austrália, o que dificultaria a conquista do seu 21º Grand Slam. Atualmente ele tem 20 títulos como Roger Federer e Rafael Nadal.

O primeiro-ministro australiano, o conservador Scott Morrison, considerou que o que aconteceu "envia uma mensagem muito clara".

No entanto, sugeriu em uma entrevista que Djokovic poderia retornar nos próximos três anos "nas circunstâncias certas".

Sem outras opções para apelar, Djokovic reconheceu que o jogo havia acabado e que não disputaria o torneio de Melbourne.

"Independentemente de como se chegou a esse ponto, Novak é um dos grandes campeões do nosso esporte e sua ausência no Aberto da Austrália é uma perda para o jogo", disse a ATP, que regula o tênis mundial.

Da mesma forma, o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, foi severo em suas críticas às autoridades australianas.

"Eles acreditam que com isso, com esses 10 dias de maus-tratos, humilharam Djokovic, mas se humilharam. Djokovic pode retornar ao seu país de cabeça erguida", disse Vucic à mídia estatal.

O tenista poderá ter que responder sobre aspectos de sua conduta em audiências judiciais. Constatou-se que o tenista de 34 anos contraiu Covid-19 em meados de dezembro e, segundo sua própria versão, não se isolou depois de saber que testou positivo. Ele até deu uma entrevista à imprensa cara a cara depois que o contágio foi confirmado.

O tenista se recusou a apresentar provas no caso para evitar a noção de que ele é antivacina.

"Ele se tornou um ícone dos grupos antivacinas", disse o advogado do governo australiano, Stephen Lloyd. "Com ou sem razão, ele é visto como alguém que apoia as opiniões antivacinas e sua presença aqui (na Austrália) contribui para isso."

Na última quarta-feira (12), Guilherme Arantes desabafou sobre os momentos difíceis que enfrentou durante a estadia de dois anos e meio na Europa. Segundo o jornal O Dia, durante uma entrevista ao programa Cidinha Livre, na Super Rádio Tupi, o cantor e compositor de 68 anos de idade revelou que foi diagnosticado com problemas na coluna e chegou a ficar de cama por oito meses.

"Eu queria viajar mais, mas chegou a pandemia, aí simultaneamente tive um problema na coluna e fiquei oito meses de cama, paralítico. Fiquei com uma série de cervico-braquialgia, com umas dores excruciantes, horrível... Não conseguia nem sentar na mesa para comer porque doía muito", disse.

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O músico contou que comprou um pequeno apartamento em Ávila, na Espanha, e realizou em casa a maior parte dos atendimentos médicos que precisou. Em seguida, lamentou as dificuldades que passou para fazer tratamento no país e elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS), do Brasil.

"Fiquei em casa mesmo por conta da pandemia, mas tive médicos muito bons lá. Mas a nossa medicina no Brasil é fantástica. A parte de exames, de prevenção no Brasil é o mais avançado do mundo, até as pessoas humildes fazem pelo SUS ressonância magnética, ultrassom. Lá eu tive muita dificuldade", contou.

Passada a turbulência, o cantor está de volta ao Brasil e reside em Lauro Freitas, na Bahia.

Mais de 50% da população da região Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) terá contraído a variante Ômicron do coronavírus nos próximos dois meses, se o ritmo atual de transmissão se mantiver - advertiu a instituição, nesta terça-feira (11).

"Nesse ritmo (...), prevê-se que mais de 50% da população da região terá sido infectada com a variante Ômicron nas próximas seis, ou oito, semanas", disse o diretor da região Europa na OMS, Hans Kluge, em entrevista coletiva.

Kluge destacou que esta variante apresenta várias mutações "capazes de se fixarem mais facilmente nas células humanas" e afetar pessoas que já tiveram Covid-19 e estão vacinadas.

A região Europa da OMS é composta por 53 países e vai até a Ásia Central. Nesta área, foram registrados 7 milhões de novos casos de Covid-19 na primeira semana de 2022.

Segundo dados da OMS, desde 10 de janeiro, 26 países da região relataram que mais de 1% de sua população foi infectada a cada semana.

Kluge afirmou que essa transmissão "sem precedentes" do vírus se traduz em um aumento nas internações hospitalares, mas não no aumento da mortalidade.

A nova onda de contágios "é um desafio para os sistemas de saúde e para o atendimento de saúde em vários países onde a Ômicron se propaga em alta velocidade e ameaça sobrecarregar a situação em outros", lamentou.

"Há uma fração maior de casos assintomáticos, há uma fração menor de pessoas que precisam de internação e as taxas de mortalidade nos hospitais são menores", declarou Kluge, que destacou a eficácia das vacinas já aprovadas.

No entanto, a OMS também observou que atualmente é impossível qualificar o vírus como endêmico como é o caso da gripe.

"Ainda temos um vírus que evolui muito rapidamente e que apresenta novos desafios. Portanto, certamente não estamos a ponto de poder qualificá-lo como endêmico", afirmou a responsável pelas situações de emergência da OMS Europa, Catherine Smallwood.

"Esse vírus nos surpreendeu mais de uma vez", concluiu o diretor regional.

"O principal objetivo a ser alcançado para 2022 é estabilizar a pandemia", ressaltou.

Globalmente, a pandemia matou quase 5,5 milhões de pessoas, de acordo com um número compilado pela AFP a partir de fontes oficiais. O número real, porém, pode ser duas a três vezes maior, de acordo com a OMS.

As infecções por covid-19 voltaram a disparar nesta terça-feira (4) no mundo, com um milhão de casos em 24 horas nos Estados Unidos, cerca de 300 mil na França e mais de 200 mil no Reino Unido, ameaçando o funcionamento da saúde e de outros setores-chave.

Muitas personalidades estão entre os novos casos positivos, como o rei sueco Carlos XVI Gustavo e sua esposa Silvia, o presidente mauritano Mohamed Uld Cheikh El Ghazouani e seu homólogo de Botswana, Mokgweetsi Masisi.

Os Estados Unidos registraram um recorde mundial de mais de um milhão de casos em 24 horas, de acordo com dados de segunda-feira da Universidade Johns Hopkins.

No entanto, esse número deve ser visto com cautela, já que as contagens de segunda costumam ser muito altas devido aos atrasos das notificações do fim de semana, que neste caso foram de três dias no país por causa do Ano Novo.

Ainda assim, essa cifra representa mais do que o dobro do registado na segunda-feira anterior, depois do fim de semana de Natal, também de três dias.

Na Austrália, também houve um recorde: quase 50 mil casos diários, o que levou a população a ser testada em massa, apesar do custo.

- Licenças médicas -

A França registrou cerca de 300 mil contágios em 24 horas, informou o ministro da Saúde, Olivier Véran.

O índice de positividade (proporção de casos entre pessoas que fazem exames), já ultrapassa 15% no país, próximo ao seu recorde do final de 2020.

O Reino Unido também registrou um recorde de mais de 200 mil casos em 24 horas nesta terça-feira.

A atual onda da epidemia iniciou-se no final de 2021 com a chegada da variante ômicron, consideravelmente mais contagiosa que as anteriores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, o aumento de sua circulação pode favorecer o surgimento de novas variantes mais perigosas.

Embora a gravidade da ômicron pareça limitada, ela está causando um aumento nas licenças médicas e transtornos em vários setores, incluindo o da saúde.

Pelo menos seis hospitais do Reino Unido declararam "incidentes críticos" nesta terça, o que significa que a situação pode afetar os casos prioritários.

A falta de pessoal também afetou o início do ano letivo na Inglaterra, onde o governo voltou a pedir a ajuda de professores aposentados.

- Pressão sobre os não vacinados -

Em resposta ao tsunami da ômicron, os governos impuseram novas restrições e incentivaram o teletrabalho, ao mesmo tempo que pressionavam os não vacinados.

Na França, o governo quer introduzir um "passaporte de vacinação", de forma que pessoas não vacinadas não terão mais acesso a atividades de lazer nem restaurantes e bares.

O Chipre também pode anunciar novas medidas nesta quarta-feira, como a restrição a casas noturnas, locais de entretenimento e visitas domiciliares.

A ilha tem a maior taxa de infecção do mundo, com 2.505 casos por 100 mil habitantes.

No Equador, o presidente Guillermo Lasso disse na terça-feira que um milhão de pessoas precisam ainda ser vacinadas para que o país de 17,7 milhões de habitantes obtenha imunidade coletiva.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, reconheceu um ressurgimento das infecções, mas considerou que não há motivo para alarme, pois as hospitalizações e as mortes seguem estáveis.

- Cruzeiros afetados -

A capital da Índia, Nova Délhi, também impôs novas medidas, como o confinamento durante os finais de semana.

A China confinou mais de um milhão de pessoas a mais em uma cidade no centro do país depois de detectar três casos assintomáticos, a um mês do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

A pandemia está começando a afetar viagens de cruzeiro novamente. A associação brasileira do setor anunciou na segunda a suspensão dos cruzeiros marítimos até 21 de janeiro, devido a "discrepâncias" na aplicação dos protocolos de covid, após o surgimento de surtos em três navios.

A moda também não foi poupada, e o designer italiano Giorgio Armani cancelou seus desfiles marcados para janeiro em Milão e Paris.

Apesar de tudo, a extrema contagiosidade da variante ômicron não foi acompanhada por um aumento significativo de mortes.

Desde que o vírus foi detectado em dezembro de 2019, a pandemia matou mais de 5,4 milhões de pessoas, de acordo com contagem da AFP baseada em dados oficiais.

Atual epicentro da pandemia de Covid-19, a Europa superou os cem milhões de casos detectados desde a descoberta do vírus, em dezembro de 2019, uma cifra que representa mais de um terço dos contágios do mundo, segundo contagem da AFP, feita neste sábado (1º) às 15H45 de Brasília.

Os 100.074.753 casos da região europeia (que abrange 52 países e territórios, da costa atlântica até a Rússia e o Azerbaijão) representam mais de um terço dos 288.279.803 casos no mundo desde o início da pandemia.

Com mais de 4,9 milhões de contágios nos últimos sete dias (59% a mais do que na semana anterior), esta região enfrenta níveis sem precedentes de contágios. Os dez países (exceto os micro-Estados) com incidência (número de casos em sete dias por 100.000 habitantes) mais alta do mundo estão todos na Europa, liderados por Dinamarca (2.045), Chipre (1.969) e Irlanda (1.964).

Dos 52 países e territórios da região, 17 bateram recordes nos últimos dias de casos detectados em uma semana.

Estes números são tomados dos balanços que as autoridades sanitárias de cada país comunicam diariamente. Mas uma parte importante dos casos menos graves ou assintomáticos continua não detectado, apesar do aumento dos testes de diagnóstico maciços em vários países. Além disso, as políticas sobre os testes de cada país são diferentes.

A aceleração dos contágios não é acompanhada, por enquanto, de um aumento das mortes no continente europeu. Nos últimos sete dias, foram registrados, em média, 3.413 óbitos diários, 7% a menos do que na semana anterior. Eu seu pico mais alto, a cifra alcançou uma média de 5.735 óbitos, em janeiro de 2021.

A população europeia está levemente mais vacinada do que a média mundial. Sessenta e cinco por cento dos europeus estão parcialmente vacinados e 61% estão com o esquema vacinal completo (contra 58% e 49%, respectivamente, em nível mundial), segundo dados compilados pelo site "Our World in Data".

A Holanda entrou em um novo lockdown a partir deste domingo, 19, com o objetivo de tentar conter o aumento de casos da variante Ômicron. A decisão acompanha diversas medidas e restrições dos países europeus frente ao aumento de casos impulsionado pela nova variante.

O anúncio foi feito no sábado, 18, pelo primeiro-ministro Mark Rutte. Todas as lojas, restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros e outros serviços não essenciais devem fechar até 14 de janeiro. As faculdades e escolas poderão ser reabertas em 9 de janeiro, disse Rutte.

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Em meio ao período de festas de fim de ano, o país também limitou o número de pessoas que podem ir como hóspedes a uma casa, que caiu de quatro para duas, exceto no dia de Natal e Ano-novo. As regras fizeram com que longas filas se formassem nas lojas na manhã de sábado, quando as pessoas correram para fazer suas compras de Natal.

Jaap van Dissel, chefe da equipe holandesa de gerenciamento da pandemia, reforçou a previsão de outros países europeus de que a Ômicron deverá ultrapassar a Delta e ser dominante no final do ano. Outras nações estão impondo novamente medidas restritivas para conter a nova onda de infecções por Covid-19.

Ministros na França, Chipre e Áustria aumentaram as restrições a viagens. Paris cancelou os fogos de artifício da véspera de Ano-Novo. A Dinamarca fechou teatros, salas de concerto, parques de diversões e museus. A Irlanda impôs um toque de recolher às 20 horas em pubs e bares, além da participação limitada em eventos internos e externos.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, ressaltou a preocupação com o aumento de casos e o potencial de sobrecarregar o sistema de saúde. No sábado, foi implementada uma medida que permite que os conselhos locais na capital britânica possam coordenar os trabalhos de forma mais próxima com os serviços de emergência, decisão tomada após sexta-feira, quando foi registrado o maior aumento de infecções em 24 horas desde o início da pandemia. A Ômicron é agora a variante dominante do coronavírus em Londres e os esforços foram intensificados para alcançar as pessoas que ainda não foram vacinadas.

No Reino Unido, os casos diários confirmados dispararam para números recordes nesta última semana. O governo impôs uma nova exigência para o uso de máscaras em ambientes fechados e ordenou que as pessoas apresentassem prova de vacinação ou um recente teste de coronavírus negativo para entrarem em boates e grandes eventos.

Cientistas estão alertando o governo britânico da possibilidade dos hospitais ficarem lotados. A Grã-Bretanha e outras nações estão acelerando o ritmo das doses de reforço depois que dados preliminares - de pesquisas não revisadas por pares - mostraram que duas doses da vacina foram menos eficazes contra a variante Ômicron. Shopping centers, catedrais e estádios de futebol na Grã-Bretanha foram convertidos em centros de vacinação em massa.

Na Irlanda, o primeiro-ministro, Micheal Martin, disse, em discurso na sexta-feira, que as novas restrições são necessárias para proteger vidas. "Estamos todos exaustos com a Covid-19 e as restrições que ela exige. As voltas e reviravoltas, as decepções e as frustrações afetam muito a todos. Mas é com a realidade que estamos lidando".

Na França, o governo anunciou que começará a vacinar crianças de 5 a 11 anos a partir desta quarta-feira. O primeiro-ministro Jean Castex disse, na sexta-feira, que com a variante Ômicron se espalhando como "um raio", o governo propôs exigir uma prova de vacinação para quem entra em restaurantes, cafés e outros estabelecimentos públicos. A medida pendente requer aprovação parlamentar.

As medidas não agradam todos os europeus. Críticos das últimas restrições fizeram protestos em Londres, Paris, Hamburgo, Berlim, Dusseldorf, e outras cidades alemãs e austríacas.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, em resumo técnico publicado no último dia 17, que a variante Ômicron já foi detectada em 89 países. Os casos de Covid-19 da nova variante estão dobrando a cada 1,5 a 3 dias em locais com transmissão local na comunidade. Segundo o documento, as principais questões sobre a nova cepa permanecem sem resposta, incluindo a gravidade da doença provocada por ela e se as vacinas contra a Covid-19 existentes conferem proteção. A vantagem significativa de crescimento da Ômicron sobre a Delta faz com que seja provável que a nova variante supere a Delta em países com transmissão local, alertou a OMS.

(Com agências internacionais)

Partida sem público nos estádios da Alemanha. Jogos adiados no Campeonato Inglês e na NBA. Recorde de casos em um único dia na NFL, liga profissional de futebol americano... O esporte não está imune à Covid-19. O surgimento de variantes do vírus, como o Ômicron, recoloca novamente todos em estado de alerta.

No Bayern de Munique, o surto começou pela falta de imunização. Joshua Kimmich e outros quatro jogadores decidiram não se vacinar. Destaque da equipe, o volante contraiu o vírus, teve complicações pulmonares e agora mudou de ideia. Nesta mesma época, os portões dos estádios na região da Baviera foram fechados ao público por causa do aumento de casos.

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A imunização, no entanto, não impediu um surto de covid-19 nos elencos de Tottenham e Manchester United. As duas equipes da Inglaterra registraram diversos casos da doença e tiveram jogos adiados. O United fechou até o Centro de Treinamento para evitar uma disseminação ainda maior entre os jogadores.

OUTRO CONTINENTE - Saindo da Europa para os Estados Unidos, o Chicago Bulls, da NBA, também foi afetado pela covid-19. Ao todo, dez jogadores, entre eles os astros Zach LaVine e DeMar DeRozan, testaram positivo. Os jogos, assim como ocorreu no momento mais difícil da pandemia, tiveram de ser adiados.

A liga americana de basquete tem apenas 3% dos atletas sem imunização. O caso mais emblemático é de Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, que ainda não atuou na temporada por defender uma equipe de Nova York, onde é obrigatório se vacinar para entrar em quadra.

Na segunda-feira, a NFL registrou 37 testes positivos para covid-19, o maior número em um único dia desde o início da pandemia em março de 2020. Entre os contaminados, além de jogadores como Cedrick Wilson, do Dallas Cowboys, está uma funcionário da equipe de Washington, que testou positivo para a variante Ômicron. É o primeiro caso conhecido dessa cepa na NFL. Em 17 de novembro, na última atualização da liga sobre o tema, mais de 94% dos jogadores da NFL haviam sido vacinados e quase 100% do pessoal (não jogadores) também.

EXPLICAÇÃO - Para Rômulo Neris, virologista e doutor em Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os casos serão frequentes mesmo entre os jogadores imunizados. "A primeira consideração a fazer é que nenhum esquema vacinal vai proteger 100% uma pessoa. As duas doses de vacina contribuem com a redução do risco relativo. A dose de reforço aumenta a eficácia. A vacina nunca foi uma garantia de imunidade total à doença. A eficácia é consideravelmente alta e as vacinas são úteis nos casos de prevenção de hospitalização e óbitos", explicou.

O avanço da variante Ômicron, segundo Rômulo Neris, precisa ser combatido com uma dose de reforço. A NFL, aliás, cita este cenário em um documento interno que foi obtido pela ESPN americana. A liga comunica que os jogadores terão de ser novamente vacinados para minimizar os riscos de contaminações.

"Em relação à variante Ômicron, ela tem um certo grau de escape para o esquema vacinal de duas doses. Teoricamente, o indivíduo vacinado pode ser infectado pela Ômicron com mais facilidade do que seria pela variante Delta. Ainda assim é mais difícil do que um não vacinado. Esse perfil parece ser revertido com a terceira dose", afirmou o virologista.

PÚBLICO - NBA e NFL, neste momento, não estudam fechar novamente ginásios e estádios, como foi feito na Alemanha. Mas o virologista Paulo Eduardo Brandão, da USP, alerta que os torcedores costumam ficar próximos nesses locais e, em algumas vezes, se descuidam do uso da máscara. Rômulo Neris concorda. "Ambientes esportivos favorecem esse cenário de disseminação, porque concentram um grande número de pessoas por um período significativo de tempo com um perfil elevado de circulação."

No Brasil, por enquanto, os casos no esporte continuam controlados. Mas, segundo os especialistas, não se pode descuidar dos protocolos.

O Conselho Europeu autorizou nesta segunda-feira (6) o início das negociações sobre um salário mínimo comum para todos os países do bloco. A ideia não é ter um valor fixo para todos, mas sim estabelecer critérios para que o pagamento seja "justo" em todos os Estados-membros da UE conforme a situação econômica e o custo de vida de cada local.

Segundo dados da própria Comissão Europeia, os salários mínimos entre os 27 países do bloco tem uma variação enorme, sendo o menor na Bulgária (300 euros por mês, o que equivale a R$ 1.926) e o maior em Luxemburgo (pouco mais de 2,1 mil euros, quase R$ 12,5 mil).

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Proposta

A liberação para a proposta apresentada pela Comissão Europeia ocorreu durante uma reunião dos ministros para o Trabalho e para Políticas Sociais e marca o início formal do processo de negociação com o Parlamento, que já havia autorizado o procedimento.

"Não podemos aceitar que pessoas que coloquem toda a sua energia para o trabalho não possam ter padrões de vida dignos. Essa lei será um grande passo para uma retribuição justa", disse o ministro do Trabalho da Eslovênia, país que ocupa a presidência rotativa do bloco, Janez Cigler Kralj.

O ministro italiano do Trabalho, Andrea Orlando, também comemorou a aprovação e disse que a medida dá "uma resposta forte a dois fenômenos que caracterizam o mercado de trabalho: o 'dumping' salarial e a presença de muitos trabalhadores pobres".

"Essa é uma boa notícia para a Europa e também para a Itália. Trata-se de um passo importante na construção de uma Europa social. A diretriz define o percurso através do qual os países podem reforçar suas contratações", pontuou ainda o italiano.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a medida ainda "está em estudo e será flexível". Os portugueses foram os primeiros a defender publicamente a discussão da proposta, apresentada pela Comissão em outubro de 2020, enquanto estavam na presidência rotativa do bloco.

Da Ansa

O papa Francisco destacou, neste sábado (4), no primeiro dia de sua visita a Atenas, a responsabilidade da Europa na crise migratória e lamentou que ela seja "dilacerada por egoísmos nacionalistas".

O pontífice argentino de 84 anos, que chegou pouco depois das 11h00 (6h00 de Brasília) ao aeroporto de Atenas, criticou o fato de "a Europa persistir em procrastinar" diante da chegada de migrantes "em vez de ser um motor de solidariedade".

Ele falou diante da presidente da República Helênica, Katerina Sakellaropoulou, e do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, bem como para uma audiência de personalidades católicas e civis que o aplaudiram calorosamente no Palácio Presidencial de Atenas.

Se Francisco visitou a ilha grega de Lesbos em 2016, para onde retornará no domingo, é a primeira visita de um papa a Atenas em vinte anos, desde a de João Paulo II em maio de 2001.

Antes, passou dois dias em Chipre, onde criticou "o muro do ódio" erguido contra os migrantes, dos quais cinquenta serão transferidos para Roma, incluindo 10 em situação irregular, de acordo com Nicósia.

Em Atenas, o pontífice lembrou que a Grécia "recebeu em algumas de suas ilhas um número de irmãos e irmãs migrantes superior ao dos próprios habitantes". No entanto, "a comunidade europeia, dilacerada por egoísmos nacionalistas, por vezes parece bloqueada e descoordenada, em vez de ser um motor de solidariedade", declarou às autoridades políticas.

Poucos minutos antes, a presidente Sakellaropoulou havia mencionado a "humanidade dos gregos e o fardo desproporcional que suportaram" na gestão desta crise.

"Nosso país está tentando ao máximo prevenir o tráfico ilegal de pessoas", ressaltou.

A presidente também agradeceu ao papa seu "caloroso apoio" durante a conversão da Basílica de Santa Sofia de Istambul em mesquita, a fim de "mantê-la como um símbolo universal do culto religioso e um monumento emblemático do patrimônio mundial".

Em Atenas, o papa vem "para matar a sede nas fontes da fraternidade" e para fortalecer os seus laços com os seus "irmãos de fé", os cristãos ortodoxos, separados da Igreja Católica desde o cisma de 1054 entre Roma e Constantinopla.

Francisco se encontrará hoje com o arcebispo da Igreja Ortodoxa da Grécia Hieronym II e sua comitiva.

Em um vídeo publicado pouco antes de sua partida de Roma, o papa se apresentou como um "peregrino" indo ao encontro de "todos, não apenas católicos", uma minoria de 1,2% em um país com uma grande maioria religiosa ortodoxa, não separada do Estado.

- "Fontes da humanidade" -

Esta viagem - a sua 35ª ao exterior desde a sua eleição em 2013 - também será marcada no domingo por uma nova visita a Lesbos, símbolo da crise migratória, onde disse que iria "às fontes da humanidade" para advogar pela recepção e "integração" dos refugiados.

Sexta-feira em Chipre, Francisco pediu que o mundo "abra os olhos" para a "escravidão" e "tortura" a que os migrantes são submetidos.

Quarenta ONGs de defesa de migrantes instaram o papa a intervir para pôr fim às alegadas repulsões de exilados nas fronteiras greco-turcas.

O "pai espiritual" é aguardado com ansiedade em Lesbos, onde cerca de 30 novos requerentes de asilo desembarcaram na quarta-feira.

"Estamos esperando por ele de braços abertos", declarou Berthe, um camaronês que espera que o papa "reze por nós por causa das inseguranças que vivemos".

Durante sua "breve" visita ao campo de Mavrovouni, ele encontrará duas famílias de refugiados "escolhidas ao acaso", segundo Dimitris Vafeas, vice-diretor do campo.

Cerca de 900 policiais serão destacados durante sua viagem à ilha grega e ao redor do acampamento erguido às pressas após o incêndio de setembro de 2020 que destruiu a estrutura de Moria, visitada pelo papa há cinco anos.

Drones, veículos blindados e estradas cortadas: a capital também está sob segurança máxima até a partida do soberano pontífice no final da manhã de segunda-feira, em antecipação a possíveis manifestações hostis.

Mesmo que o clima seja melhor do que em 2001, durante a primeira visita de um papa à Grécia, há, dentro do sínodo grego, "alguns fanáticos anticatólicos famosos", comentou à AFP Pierre Salembier, superior da comunidade jesuíta na Grécia.

Todas as reuniões foram proibidas no centro de Atenas, sobrevoado por um helicóptero. São esperados até 2.000 policiais em caso de protestos de fundamentalistas ortodoxos.

Há vinte anos, João Paulo II pediu "perdão" pelos pecados dos católicos contra os ortodoxos, em referência ao saque de Constantinopla em 1204.

O programa de bolsas Stipendium Hungaricum do governo húngaro, realizado no Brasil em parceria com o Ministério da Educação (MEC), recebe inscrições até o dia 15 de janeiro. Podem participar estudantes que tenham interesse em cursar graduação, especialização, mestrado e doutorado, na modalidade plena ou "sanduíche".

As inscrições devem ser realizadas na página que redirecionará para o sistema de inscrições da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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Os estudantes de graduação e mestrado receberão bolsa mensal de 120 euros. Já os de doutorados receberão entre 390 a 500 euros por mês. Além disso, há isenção de pagamento da anuidade escolar e a acomodação gratuita, com a possibilidade do aluno optar entre alojamentos ou subsídios para arcar com a hospedagem, além de direito a seguro médico.

De acordo com o MEC, em seu site oficial, “a Hungria informa que os recursos financeiros fazem parte de um conjunto de benefícios oferecidos aos candidatos selecionados, podendo não cobrir todos os gastos dos alunos”.

No edital de convocação, disponível na página oficial do programa estão discriminados os critérios para seleção e a documentação necessária.

Com informações da assessoria de comunicação social do MEC

Itália ou Portugal não estará na Copa do Mundo do Catar. As duas seleções, últimas a conquistarem o título europeu, poderão se enfrentar na final do Grupo C da repescagem europeia, após sorteio realizado, nesta sexta-feira. Os italianos vão ter pela frente a Macedônia do Norte, em duelo em território italiano, enquanto os portugueses receberão a Turquia.

As semifinais acontecerão no dia 24 de março de 2022, uma quinta-feira. As finais serão na terça-feira seguinte, dia 29. Após a disputa das semifinais, um novo sorteio será realizado para definir os mandantes nas finais.

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Vale lembrar que Portugal e Itália chegaram à rodada decisiva das Eliminatórias Europeias dependendo de suas forças. Portugal jogava por um empate contra a Sérvia, em casa, saiu na frente, mas acabou levando a virada e perdendo a vaga no confronto direto.

A Itália tinha dois jogos para manter a liderança e a classificação, porém apenas empatou com a rival Suíça, por 1 a 1, em casa, jogo com pênalti desperdiçado por Jorginho no fim, e depois não saiu do 0 a 0 com a Irlanda do Norte, sendo ultrapassada pelos suíços.

Já a disputa no Grupo A vai reunir seleções com menos tradição em Mundiais. Pais de Gales, Áustria, Escócia ou Ucrânia vão duelar por uma vaga. A Ucrânia foi a última destas seleções a participar de uma copa (2006). Escócia e Áustria atuaram pela última vez em 1998, enquanto País de Gales não atua desde 1958.

No Grupo B, o sorteio também definiu que um grande artilheiro do futebol europeu ficará pelo caminho. A Polônia, de Lewandowski, encara a Rússia na semifinal. Garantindo a vaga, pode ter pelo caminho a Suécia do veterano Ibrahimovic, que encara a República Checa.

Além dos dez europeus, apenas Brasil, Argentina e Catar (país sede) já estão confirmados na Copa do Mundo, que será disputada entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022. O sorteio da fase final do Mundial está previsto para abril do ano que vem.

Com o fim da fase de grupos das Eliminatórias Europeias, dez seleções do Velho Continente já estão classificadas para a Copa do Mundo do Catar. Alemanha, Dinamarca, França, Bélgica, Croácia, Espanha, Sérvia, Inglaterra, Suíça e Holanda lideraram suas chaves e garantiram suas vagas no Mundial.

Confira os confrontos em jogo único:

Grupo A

Escócia x Ucrânia

País de Gales x Áustria

Grupo B

Rússia x Polônia

Suécia x República Checa

Grupo C

Itália x Macedônia do Norte

Portugal x Turquia

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen fez um apelo através de suas redes sociais para que a população da União Europeia finalize sua imunização contra a Covid-19 e receba as doses de reforço após seis meses. Ao fim desta semana, os Estados-membros terão recebido 1 bilhão de doses do imunizante, afirmou a presidente.

De acordo com Ursula von der Leyen, um quarto dos adultos da União Europeia ainda não está vacinado contra a doença.

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A Europa é, mais uma vez, o epicentro da pandemia, com mais de 60% de casos e mortes de Covid-19 no mundo tendo sido reportados no Velho Continente na semana passada.

A Liga Alemã de Futebol (DFL) rejeitou nesta quarta-feira (24) um apelo por uma interrupção da temporada, durante várias semanas, por causa de um aumento acentuado de casos de Covid-19 no país.

A DFL, que administra as duas primeiras divisões do futebol alemão, reagiu a um pedido de Helge Leonhardt, presidente do clube de segunda divisão Erzgebirge Aue, para que os jogos fossem interrompidos até dezembro.

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Leonhardt disse que o esporte precisa servir de exemplo e colocar a segurança das pessoas em primeiro lugar para diminuir o risco de novas infecções e reduzir o fardo sobre o sistema de saúde alemão.

"A DFL registra os comentários do presidente do Erzgebirge Aue", disse a entidade em um comunicado, acrescentando que quaisquer medidas futuras seguirão o conselho das autoridades estaduais. "A linha aprovada por todos os 36 clubes [nas duas primeiras divisões] desde o início da pandemia sempre foi agir com base em diretrizes estaduais". "Um lockdown generalizado autoimposto no sentido de uma interrupção da temporada está fora de questão", disse a DFL.

A Alemanha registrou 66.884 infecções novas e 335 mortes adicionais por coronavírus, o que eleva o total de óbitos para quase 100 mil, de acordo com cifras do Instituto Robert Koch de Doenças Infecciosas divulgadas também nesta quarta-feira (24).

O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), uma agência da União Europeia, alerta em comunicado hoje para o risco "muito elevado" da Covid-19 atualmente na região, "a menos que medidas de saúde pública sejam aplicadas com urgência". O órgão diz que cenários recentes avaliados indicam que o impacto da variante delta do vírus sobre a região será "muito alto" em dezembro e janeiro, a menos que um esforço de medidas seja aplicado com combinação com iniciativas para avançar mais na vacinação.

O ECDC alerta que ainda há grupos populacionais e faixas etárias nos quais a cobertura vacinal está abaixo do desejado, mesmo em países com boa cobertura vacinal em geral. "Há ainda muitas pessoas em risco de infecção grave por covid-19 que precisamos proteger o mais rápido possível", afirma, recomendando ainda doses de reforço para todos os adultos e a volta de medidas "não farmacêuticas" para conter as transmissões.

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Atualmente, menos de 70% da população geral da UE foi completamente vacinada, o que dá "amplo espaço para o vírus se disseminar", alerta o centro. As projeções do órgão apontam para mais hospitalizações de pessoas não vacinadas nos grupos de risco, com o nível de vacinação atual ainda insuficiente para limitar a piora do quadro de casos e hospitalizações nos meses do inverno local.

O ECDC diz que os países devem considerar uma dose de reforço para todas as pessoas acima de 18 anos, sobretudo para aquelas com mais de 40 anos. O reforço é recomendado a partir de seis meses do esquema vacinal completo, afirma.

Outro alerta é de que existe "alguma evidência de diminuição da eficácia das vacinas com o tempo contra infecção e transmissão" da covid-19, por isso a importância de outras medidas não farmacêuticas. O centro não detalha esse ponto no seu comunicado, mas em seu mais recente relatório de avaliação sobre o quadro atual recomenda o uso de máscara, o trabalho em casa quando possível e o distanciamento social, alertando para os riscos presentes nas festas de fim de ano.

Na última segunda-feira (22), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), junto ao Departamento de Estado emitiram um alerta para todos os cidadãos norte-americanos. A orientação é: aqueles que puderem, não viajem até à Europa, em específico, até a Alemanha e Dinamarca. A medida acontece em virtude da alta dos casos de infecções e mortes pela Covid-19.

Vale lembrar que, apesar de haver um consenso entre as duas instituições norte-americanas, existem diferenças no que diz respeito ao nível da gravidade ao viajar para os dois países europeus. Enquanto o CDC orientou os cidadãos a evitarem uma possível viagem, já que se trata de uma situação em nível 4 (muito alto), o Departamento de Estado apenas recomentou não viajar para ambas nações.

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Ainda neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a Europa é o novo epicentro da Covid-19 e um dos países que mais preocupam, é a Alemanha. Os números de casos de infecções tiveram alta em todo o país, em especial os idosos que já receberam as duas doses da vacina e as crianças, que ainda não são autorizadas pelo governo para receber o imunizante.  

 

 

Recepcionado na Europa com pompa de chefe de Estado, o ex-presidente Lula (PT) levou ao velho continente a imagem de que o Brasil não é Jair Bolsonaro (sem partido). Pelo menos foi o que avaliou o jornal espanhol El País em seu editorial desta segunda-feira (22).

Considerado um dos principais veículos de imprensa do mundo, o El País observou que o líder das pesquisas de intenção de voto à Presidência em 2022 "deixou a mensagem em seu rastro na Europa de que o Brasil não é o Bolsonaro e que uma esquerda democrática, realista e disposta a lutar contra a desigualdade é possível”.

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Ao qualificar a visita e o discurso que fez representantes da União Europeia aplaudirem de pé, a publicação ressalta que Lula "mostrou sua sensibilidade para com a pobreza e a justiça social em uma área duramente atingida pela desigualdade. Mas também para questões como mudanças climáticas, diversidade e qualidade democrática”.

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O periódico enxerga o petista como ponto de reaproximação entre o Brasil e a esquerda europeia e o descreveu como “o único candidato com capacidade para derrotar Bolsonaro, um presidente que desprezou a vida humana e a autoridade da ciência durante a pandemia, levando ao seu país com uma das maiores taxas de mortes por Covid-19 do planeta”.

Para o editorial, a própria democracia do Brasil estará em jogo nas urnas, tanto que o “resultado terá inevitavelmente um grande impacto em todo o continente na próxima década, devido à capacidade de irradiação de um país que havia sido considerado um exemplo democrático de economias emergentes”.

Desde meia-noite, a Áustria entrou oficialmente em confinamento, uma medida radical que provocou protestos no fim de semana, assim como em países como Bélgica e Holanda, ou em Guadalupe, departamento francês das Antilhas, onde o retorno das restrições contra a Covid-19 provoca uma revolta violenta.

Lojas, restaurantes, mercados de Natal, salas de espetáculo e salões de beleza fecharam as portas nesta segunda-feira (22) em Viena. Mas as escolas permanecem abertas e as ruas da capital estavam movimentadas durante a manhã.

"A situação é um pouco confusa", afirmou Kathrin Pauser, moradora de Viena, depois de deixar na escola as filhas de 11 e 9 anos, ambas recentemente vacinadas.

Desde a chegada das vacinas contra a Covid-19 e das campanhas de imunização, nenhum país da União Europeia (UE) havia ousado impor um novo confinamento.

Como em confinamentos anteriores, os 8,9 milhões de austríacos teoricamente estão proibidos de sair de casa, exceto para fazer compras, praticar esportes ou receber atendimento médico.

Também podem comparecer ao local de trabalho e levar as crianças para a escola, mas as autoridades pediram à população para permanecer em casa e optar, na medida do possível, pelo teletrabalho.

- "Caos" -

A situação era impensável na Áustria há algumas semanas.

O ex-chanceler conservador Sebastian Kurz havia declarado "encerrada" a pandemia, ao menos para os vacinados.

Seu sucessor desde outubro, Alexander Schallenberg, "manteve por muito tempo ficção de que tudo estava bem", declarou à AFP o cientista político Thomas Hofer.

Com o aumento de casos, que atingiu níveis inéditos desde o início da pandemia, o governo se concentrou em um primeiro momento nas pessoas não vacinadas: apenas 66% dos austríacos receberam as duas doses.

Apenas posteriormente optou por medidas radicais, como este confinamento previsto para durar até 13 de dezembro e a vacinação obrigatória para a população adulta a partir de 1º de fevereiro de 2022, algo que poucos países adotaram até agora.

"Eu esperava que não chegaríamos a este ponto, sobretudo agora que temos a vacina. É dramático", declarou Andreas Schneider, economista belga de 31 anos que trabalha em Viena.

A reação não demorou: na tarde de sábado, cerca de 40.000 pessoas foram às ruas de Viena aos gritos de "ditadura", convocadas pelo partido de extrema direita FPO.

Na cidade de Linz, norte do país, uma mobilização também reuniu milhares de manifestantes no domingo.

Em outras partes da Europa, que voltou a ser o epicentro da epidemia de covid-19, o número de contágios também aumenta, voltam as restrições e crescem as frustrações e revolta.

A Holanda viveu no domingo sua terceira noite de protestos, com fogos de artifício e vandalismo nas cidades de Groningen e Leeuwarden, no norte, assim como em Enschede, no leste, e em Tilburg, no sul.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, chamou os atos de "pura violência", cometidos por "idiotas".

O ministro da Saúde da Alemanha pediu aos cidadãos que tomem a vacina de maneira "urgente". "Certamente no final do inverno todos estarão vacinados, curados ou mortos devido à propagação da variante delta, muito, muito perigosa", disse Jens Spahn.

- Mobilização e distúrbios -

Em Bruxelas foram registrados confrontos no domingo, quando dezenas de milhares de pessoas se reuniram para protestar contra as medidas destinadas aos não vacinados

A Bélgica anunciou o uso de máscara e pretende tornar obrigatório o teletrabalho nos setores que permitam a medida.

Também aconteceram mobilizações contra a vacinação na Austrália, enquanto nas Antilhas francesas foram registrados protestos violentos contra a exigência do passaporte sanitário e a vacinação obrigatória dos profissionais da saúde.

O departamento francês de Guadalupe, no Caribe, recebeu no domingo reforços policiais da França, depois das manifestações violentas, saques, incêndios e bloqueios de estradas.

- Austrália e Nova Zelândia -

Na Oceania, a Austrália anunciou que voltará a aceitar a entrada de estudantes e trabalhadores especializados do exterior a partir de dezembro, com a flexibilização de uma das restrições sanitárias mais severas do mundo.

Vinte meses depois do fechamento das fronteiras do país, algumas pessoas com vistos, além de cidadãos do Japão e da Coreia do Sul, poderão entrar no país a partir de 1º de dezembro.

A Nova Zelândia acabará em dezembro com o confinamento de três meses e meio na maior cidade do país, Auckland, ao adotar uma nova estratégia de controle do coronavírus, anunciou a primeira-ministra Jacinda Ardern.

A partir de 2 de dezembro, o país aplicará uma nova resposta à covid-19 para tentar conter a variante, mais do que tentar eliminá-la por completo.

"A dura realidade é que a delta está aqui e não vai embora", declarou a chefe de Governo.

"Nenhum país conseguiu eliminar a variante delta por completo, mas a Nova Zelândia está em melhor posição que a maioria para enfrentá-la", disse.

A resposta neozelandesa ao coronavírus foi baseada em confinamentos estritos, rastreamento rigoroso dos contatos dos infectados e fechamento da fronteira.

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