Tópicos | Pan 2011

No Pan de Guadalajara, o Brasil conquistou o melhor resultado do país na competição atuando fora do país. As 141 medalhas, sendo 48 de ouros, 35 de prata e 58 de bronze, colocaram a delegação nacional no terceiro lugar geral dos jogos do México.

Comparado ao Rio-2007, o desempenho dos brasileiros foi bem inferior. Na edição passada dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil obteve 16 medalhas a mais no quadro geral. Mas os números dos jogos do Rio de Janeiro não são levados em conta pelo Comitê Olímpico Brasileiro, já que o país anfitrião costuma ter resultados além do comum.

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Em outros Pan-Americanos, o Brasil sempre ficava atrás de Estados Unidos, Cuba e Canadá. Este ano os brasileiros superaram os canadenses e até o antepenúltimo dia dos jogos de Guadalajara estiveram na vice-liderança, perdendo apenas para os norte-americanos. EUA terminaram os jogos com 236 medalhas no total, cem a mais do que Cuba. No quadro geral o país caribenho conseguiu menos medalhas que o Brasil, mas obteve uma diferença de 10 medalhas de ouros em relação à delegação brasileira.

Umas da metas durante o Pan foi alcançada e comemorada pelo COB. "Ganhamos 24 vagas para a Olimpíada de Londres, que era nosso foco inicial. Conseguimos o melhor resultado em Jogos Pan-Americanos fora de casa e consolidamos o patamar de top 3 na América”, declarou o superintendente  do COB, Marcos Vinícius Freire.

Das 34 modalidades que competiram no Rio, em 2007, 20 não conseguiram repetir o desempenho em Guadalajara. Destaque para o futebol feminino e o basquete masculino, que lutavam pelo quarto título consecutivo da competição. Esgrima, nado sincronizado, patinação artística, squash, tiro com arco e vôlei de praia tiveram os mesmo números da edição passada do Pan. Já o judô, natação, remo, tiro, triatlo, vela, vôlei e atletismo ampliaram as conquistas em Guadalajara.

Os esportes individuais são o ponto fraco do Brasil. Para 2016, quando o Rio de Janeiro recebe as olimpíadas, o intenção do COB é que o país melhore os resultados nas modalidades individuais. “Temos algumas estratégias para desenvolver o atletas individuais”, relatou Marcos Vinícius.

O Brasil vai ficar atrás de Cuba no quadro geral de medalhas do Pan, mas pelo menos no judô, onde a rivalidade é mais direta, a vantagem foi brasileira. Neste sábado, a equipe do País encerrou sua participação nos tatames de Guadalajara com seu sexto ouro, conquistado por Felipe Kitadai. Assim, superou Cuba, que também teve seis medalhas douradas e três prateadas, ficando à frente nos bronzes: quatro a três. Só Argentina e EUA também conquistaram ouro no judô.

O desempenho da equipe masculina foi quase perfeita, com seis medalhas de ouro e apenas uma prata. Neste sábado, na única categoria em disputa, até 60kg, Felipe Kitadai chegou ao título vencendo na final Nabor Castillo, do México, com um ippon,.

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Se os homens brilharam, o mesmo não pode-se dizer das mulheres. Elas, que foram melhor que a equipe masculina no Mundial de Paris, em agosto, com uma prata e dois bronzes no individual - ante uma prata e um bronze dos homens -, não subiram ao lugar mais alto do pódio nenhuma vez em Guadalajara. Só chegaram em duas finais (pratas de Érika Miranda e Rafaela Silva), conquistando mais quatro bronzes. Como Katherine Campos não conquistou medalha, o Brasil perdeu a chance de ter 100% de aproveitamento no Pan.

Neste sábado, na final da categoria até 52kg, Érika Miranda não foi páreo para a cubana Yamet Bermoit, vice-campeã olímpica, e acabou derrotada por imobilização. Durante a luta, o árbitro central chegou a marcar um ippon para a atleta de Cuba, mas a mesa analisou o vídeo do golpe e reduziu a yuko. Logo em seguida, porém, Bermoit conseguiu a imobilização por 25 segundos e chegou, aí sim, a um ippon.

Derrotada pela cubana Dayaris Mestre já nas semifinais, Sarah Menezes teve que se contentar com a disputa pelo bronze. Faturou a medalha ao vencer a colombiana Luz Adiela Alvarez, por ippon, com 1min29 de combate.

O polo aquático rendeu duas medalhas de bronze para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Neste sábado, a equipe masculina brasileira venceu Cuba por 14 a 7 na disputa do terceiro lugar, repetindo a conquista do time feminino. Um dia antes, as mulheres do Brasil superaram as cubanas por 9 a 8 para faturarem o bronze.

Os bronzes confirmam o Brasil como terceira força do polo aquático no continente. Estados Unidos e Canadá, únicos americanos que disputam a Liga Mundial, estão bastante à frente. Entre as mulheres, a seleção brasileira perdeu por 14 a 3 para o Canadá, na primeira fase, e de 13 a 1 para os EUA, nas semifinais. Os homens chegaram mais perto: derrotas por 8 a 5 para os EUA e 8 a 6 frente ao Canadá.

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No feminino, o ouro ficou com os Estados Unidos, após a final mais emocionante do Pan até aqui. Ao fim de duas prorrogações, EUA e Canadá empataram em 8 a 8, levando a decisão para os pênaltis. Com apenas uma cobrança perdida, o time dos EUA venceu o clássico por 19 a 18 - 27 a 26 na somatória. A partida valia uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres. No masculino, a final é logo mais, também com a classificação olímpica em jogo.

No encerramento das competições de canoagem no Pan de Guadalajara, neste sábado (29), em Ciudad Guzman, o Brasil subiu mais duas vezes ao pódio. Foi prata com Nivalter de Jesus no C1 200m e bronze com os irmãos Gilvan e Givago Ribeiro no K2 200m. Assim, os canoístas brasileiros deixam os Jogos Pan-Americanos com um total de quatro medalhas, somando a prata de Erlon Silva e Ronilson de Oliveira no C2 1000m e o bronze da equipe do K4 1000m, conquistadas nos dias anteriores.

Apesar da medalha de prata conquistada neste sábado, Nivalter lamentou o resultado da final do C1 200m, porque não conseguiu a vaga olímpica - o único a se garantir nos Jogos de Londres foi o canadense Richard Dalton, que ganhou ouro. No Mundial de Canoagem, disputado em agosto, na Hungria, o brasileiro também chegou perto de garantir presença na Olimpíada, mas terminou em oitavo lugar na prova que classificava os sete primeiros. Agora, ele não tem mais chances.

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"Meu objetivo aqui era a classificação (para a Olimpíada), uma medalha era consequência. Me senti bem o tempo todo e dei o meu melhor na prova, mas infelizmente não foi suficiente. Não sei dizer o que faltou, foi por muito pouco. Estou muito triste, mesmo sabendo que dei 100%. Aqui, só a vitória importava", lamentou Nivalter, que chorou muito após a prova. Assim, os únicos que conseguiram vaga olímpica para a canoagem do Brasil no Pan foram Erlon Silva e Ronilson de Oliveira.

No caso do bronze no K2 200m, o resultado foi de muita comemoração para os brasileiros, que já foram ao pódio logo na primeira competição internacional que disputaram juntos. "Esse é o dia mais feliz da minha vida. Conquistar uma medalha dessa importância ao lado do meu irmão é uma sensação maravilhosa", afirmou Gilvan. Eles ficaram atrás dos canadenses Ryan Paul Cochrane e Hugues Fournel, que foram ouro, e dos argentinos Miguel Correa e Ruben Voizard Resola, que levaram a prata.

O Brasil se classificou nesta sexta-feira para três das quatro finais do judô nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Leandro Cunha (até 66kg), Bruno Mendonça (até 73kg) e Rafaela Silva (até 57kg) venceram seus combates e vão tentar a conquista da medalha de ouro ainda neste noite. Katherine Campos (até 63kg) buscará o bronze após perder nas semifinais.

Vice-campeão mundial neste ano, Leandro Cunha estreou em Guadalajara com vitória sobre o canadense Sasha Mehmedovic. A arbitragem desta luta foi confusa, com dois ippons do brasileiro sendo invalidados. No terceiro, ele garantiu a sua vitória. Em seguida, Cunha derrotou o mexicano Francisco Carreon por ippon. Na final, ele vai lutar contra o norte-americano Kenneth Hashimoto.

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Bruno Mendonça abriu a participação com vitória por yuko sobre o chileno Fernando Salazar. Depois, superou o canadense Nicholas Triton por ippon para se garantir na final do Pan. O adversário do brasileiro na disputa da medalha de ouro será o cubano Ronald Girones.

Rafaela Silva, que foi vice-campeã mundial neste ano, estreou em Guadalajara com vitória sobre a canadense Joliane Melançon por ippon. Depois, superou a colombiana Yadinis Amaris por waza-ari. Na decisão, a brasileira vai encarar a cubana Yurisleidys Lupete.

Já Katherine Campos vai buscar a medalha de bronze na repescagem. A brasileira iniciou a participação no Pan com vitória sobre a porto-riquenha Jessica Garcia por yuko. Nas semifinais, porém, perdeu para a mexicana Paloma Acosta e assim tentará o bronze ainda nesta noite.

Com esses resultados, o judô brasileiro segue com chances de concretizar o objetivo de conquistar medalhas nas 14 categorias do Pan de Guadalajara. Nos dois primeiros dias de competição, o País conquistou três ouros, uma prata e três bronzes.

O Brasil conquistou nesta sexta-feira uma medalha de prata na disputa das provas da canoagem nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara. Erlon Silva e Ronilson de Oliveira ficaram em segundo lugar na disputa da prova da categoria C2 1000 metros e garantiram a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, com este resultado.

Erlon e Ronilson completaram a prova com o tempo de 3min40s482. A disputa do C2 1000 metros foi vencida pelo cubanos Karel Aguilar e Serguey Torres, que completaram a distância em 3min39s280. Como a dupla de Cuba já havia obtido a vaga olímpica, os brasileiros se classificaram para os Jogos de Londres. O pódio da prova do C2 1000 metros foi completado pela dupla da Venezuela, que concluiu a prova em 3min40s990.

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Antes da conquista de Erlon e Ronilson, o Brasil já havia faturado uma outra medalha na disputa da canoagem no Pan de Guadalajara, que acontece em Ciudad Guzmán. Na quinta-feira, Celso de Oliveira Jr., Gilvan Ribeiro, Givago Ribeiro e Roberto Maehler ficaram com o bronze da prova da categoria K4 1000 metros.

O Brasil também participou de outras finais da canoagem nesta sexta-feira. Michel Ferreira ficou em quarto lugar na prova da categoria K1 1000 metros, com o tempo de 3min44s504, sendo apenas 136 milésimos de segundo mais lento do que o terceiro colocado. O cubano Jorge Antonio Garcia, que fez o tempo de 3min41s257, faturou a medalha de ouro.

Na disputa do K1 500 metros, o Brasil também ficou perto do pódio, com Naiane Pereira, que terminou em quarto lugar, com o tempo de 1min57s122. A prova foi vencida pela norte-americana Carie Johnson, em 1min54s243. Já Celso de Oliveira Junior e Roberto Maehler ficaram na quarta posição no K2 1000 metros, com 3min19s959. A medalha de ouro foi conquistada pelos canadenses Stevens Jorens e Richard Dober Jr., com 3min17s230.

A canoagem prossegue no sábado, com a disputa das últimas cinco finais do esporte no Pan de Guadalajara. Os atletas brasileiros estão classificados para todas.

Fernando Saraiva conquistou um resultado histórico para o Brasil nesta quinta-feira, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O halterofilista de apenas 21 anos conquistou a medalha de ouro na categoria mais de 105kg do levantamento de peso, quebrando duas vezes o recorde da competição no arranque, uma vez no arremesso e outra no combinado. De quebra, superou com folgas o recorde brasileiro que ele havia quebrado em abril.

O atleta do Pinheiros, quarto colocado no Mundial Júnior do ano passado, levantou 410kg na soma do arranque e do arremesso. O antigo recorde da competição, do equatoriano Boris Burov, era 397kg. Os 410kg levantados pelo brasileiro o deixariam na nona colocação nos Jogos Olímpicos de 2008, realizados em Pequim.

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Até o Pan, o recorde brasileiro era do próprio Fernando, com os 385kg que lhe deram, em abril passado, o título norte-americano universitário. Nesta sexta-feira, no Pan, ele levantou 185kg no arranque (quando o halterofilista levanta o haltere de uma só vez) e 225kg no arremesso (em que o atleta faz o levantamento em duas fases).

A medalha de Fernando foi a primeira do arremesso de peso do Brasil no Pan de Guadalajara - o País, que tem pouca tradição no esporte, levou apenas quatro atletas de um total de 15 possíveis. A prata da prova ficou com Yoel Morales, da Venezuela, e o bronze com George Kobaladze, do Canadá.

A seleção brasileira feminina de futebol perdeu a chance de conquistar o tricampeonato pan-americano consecutivo nesta quinta-feira (28). As comandadas do técnico Kleiton Lima tiveram o ouro na mão até os 43 minutos do segundo tempo, quando levaram o empate do Canadá em 1 a 1, resultado que se manteve na prorrogação. Nos pênaltis, porém, cobranças ruins de Debinha e Grazi, definiram a vitória canadense por 4 a 3. O Brasil teve que amargar a prata.

Com desfalques importantes como de Marta e Cristiane, a equipe do Brasil deixa o lugar mais alto do pódio, onde esteve nos Jogos de Santo Domingo, em 2003, e no Rio, em 2007. Nas três primeiras edições do Pan em que o futebol feminino foi disputado, a seleção brasileira só não havia sido campeã da primeira, em 1999, quando sequer se inscreveu na modalidade.

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Canadá e Brasil foram iguais durante toda a competição. Empataram em 0 a 0 no jogo da primeira fase e terminaram o Grupo B com a mesmíssima campanha, a ponto de o time brasileiro só ficar com a primeira colocação da chave depois do sorteio. Na decisão, a igualdade se manteve.

A vitória foi do Brasil por longos 85 minutos. Desde que Debinha, revelação do Brasil no Pan, abriu o placar com um golaço de fora da área, aos 3 do primeiro tempo. A atacante teve a chance de ampliar no finzinho, quando recebeu sozinha com a goleira, mas bateu em cima de Le Blanc. No rebote, foi afoita e, com o gol vazio, chutou para fora. No lance seguinte, aos 43 da segunda etapa, Sinclair empatou ao completar de cabeça um escanteio batido da esquerda - Bárbara saiu mal do gol.

Na prorrogação, o Canadá foi superior, mas parou na goleira Bárbara, que se redimiu com uma bela defesa em chute de Sinclair. Ketlen também desperdiçou ótima chance, sendo fominha num lance que tinha outras duas brasileiras livres, de frente para o gol.

Nos pênaltis, as brasileiras Grazi e Debinha não conseguiram superar a goleira Le Clair, que escolhia um canto antes da batida e corria nesta direção enquanto as brasileiras iam em direção à bola. Ambas não conseguiram encontrar o contrapé da canadense e tiveram seus chutes defendidos. Chapman também errou sua cobrança, acertando a trave.

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro, Marilson Gomes do Santos conquistou, nesta sexta-feira (28), a sua primeira medalha de ouro pan-americana. O veterano de 34 anos venceu com folga a prova dos 10.000 metros no Pan de Guadalajara, com o tempo de 29min00s64. Em Santo Domingo, em 2003, e no Rio, em 2007, ele havia ficado com a prata na prova.

Marilson terá a companhia de outro brasileiro no pódio. Giovani dos Santos comemorou cedo demais, quase perdeu a medalha nos metros finais, mas garantiu o bronze com 29min51s71. A prata ficou com Juan Carlos Romero, do México.

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Bicampeão da Maratona de Nova York e três vezes vencedor da São Silvestre, Marilson tem como foco a vaga olímpica na maratona. Ele pretendia ter alcançado o índice para os Jogos de Londres na Maratona de Chicago, há 18 dias, mas passou mal com o calor e abandonou a prova. Nesta sexta-feira, apesar de correr na altitude e também sob sol forte, ele ficou a menos de um minuto do índice exigido pela CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) para participar dos 10.000 na Olimpíada: 28min05.

Marilson assumiu a primeira colocação da prova antes que ela chegasse à marca de 2.000 metros. A partir do quarto quilômetro, passou a correr sozinho, sem mais ter a companhia de Giovani e do mexicano, que ficou cerca de 100 metros para trás. Nas voltas finais, só administrou a vantagem.

MAIS MEDALHA - Outro brasileiro a conquistar medalha nesta sexta-feira, nas primeiras provas do dia no atletismo, foi Jefferson Sabino. O saltador faturou o bronze no salto triplo, com a marca de 16,51m, conquistada na sua terceira de um total de seis tentativas. Exceção também à primeira, nas demais ele falhou.

O ouro da prova ficou com o favorito cubano Alexis Copello, quarto colocado no Mundial de Daegu, que saltou 17,21m. A prata também é de Cuba, com Yoandris Betanzos, que ultrapassou o brasileiro no seu último salto: 16,54m.

OUTRA PROVAS - Mais cedo, Bruno Lins e Sandro Viana foram poupados do revezamento 4x100m do Brasil, que disputou as semifinais nesta sexta-feira. A equipe brasileira avançou à final com o terceiro tempo de sua bateria, com 39s44, atrás dos EUA e de São Cristóvão e Névis. A segunda bateria foi vencida pela Jamaica, que depois foi desclassificada por um erro na troca de bastão. Outro concorrente direto por medalha, Trinidad & Tobago derrubou o bastão na primeira passagem e também foi eliminado.

Matheus Inocêncio também se classificou à final, nos 110 metros com barreiras. O brasileiro foi o terceiro de sua bateria semifinal, com o tempo de 13s67 para avançar à final de sexta. O melhor tempo foi do cubano Dayrron Robles, recordista mundial da prova: 13s22.

Quatro lutas, quatro vitórias por ippon. Foram necessários menos de oito minutos de combates para que quatro golpes perfeitos dessem ao Brasil mais quatro medalhas pan-americanas no judô, nesta quinta-feira. Ouros para Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, bronzes para Mayra Aguiar e Maria Portela. Como a delegação brasileira havia faturado três medalhas (uma de cada cor) no primeiro dia de disputas do judô em Guadalajara, segue firme a meta de todos os judocas do País subirem ao pódio no México.

Cada vitória teve seu gostinho especial. A de Tiago Camilo, última do dia, aconteceu sobre o cubano Asley Gonzalez, após apenas 1min44 de luta, com um belíssimo ippon. A medalha na categoria até 90kg pode ser decisiva na disputa entre os dois países pela segunda colocação no quadro geral de medalhas no Pan. Sentido com a derrota, o cubano se negou a cumprimentar o brasileiro ao fim da luta - acabou sendo 'obrigado' pelo árbitro.

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Para Leandro Guilheiro, a vitória sobre Gadiel Miranda (na categoria até 81kg), também com um ippon, após 2min01 de luta, foi mais uma vitória pessoal. Diferentemente de Camilo, campeão no Pan do Rio, Leandro ficou com a prata há quatro anos e saiu daquela competição com dores nas costas que atrapalharam seu desempenho por um longo período. O ouro também encerra uma sina do brasileiro: a de sempre subir ao pódio em competições importantes, mas nunca no lugar mais alto.

A primeira medalha brasileira do dia no judô veio com Maria Portela, na categoria até 70kg. A brasileira precisou de 3min43 para conseguir um ippon sobre Katheleen Helen Sell, dos Estados Unidos, e conquistar a medalha de bronze no seu primeiro Pan. O ouro na categoria foi para a cubana Onix Cortes. "Este é meu o meu décimo segundo pódio em quinze competições (no ano). Isto é ótimo e esta medalha é muito importante para mim", comemorou Portela.

Logo em seguida quem subiu ao tatame foi Mayra Aguiar. A quarta colocada no ranking mundial da categoria até 78kg - medalhista de bronze no Mundial de Paria - não teve nenhum trabalho para vencer a argentina Lorena Briceño, em apenas 27 segundos de luta, com um ippon. Medalha certa para o Brasil no Pan, a judoca deu azar de cair na mesma chave da norte-americana Kayla Harrison, terceira melhor do ranking mundial, e que a venceu na semifinal. Depois, a atleta dos EUA ficou com o ouro ao vencer a canadense Catherine Roberge.

"Deste Pan, eu levo para casa a experiência. Não deu para conquistar o ouro aqui, mas a medalha que eu mais quero é o ouro olímpico", comentou Mayra Aguiar, atleta de apenas 20 anos.

O Brasil garantiu presença em duas das três finais do primeiro dia do judô nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Nesta quarta-feira, os três lutadores que competiram nas eliminatórias avançaram às semifinais, mas apenas Rafael Silva (+100kg) e Luciano Corrêa (100kg) vão disputar a medalha de ouro. Já Maria Suelen Altheman (+78kg) perdeu nas semifinais e buscará o bronze na repescagem.

Campeão mundial em 2007, Luciano Corrêa conseguiu três vitórias nesta quarta-feira. Na primeira luta, ele triunfou com as quatro punições recebidas pelo porto-riquenho Carlos Santiago. Depois, se garantiu nas semifinais ao superar o norte-americano Kyle Vashkulat com um ippon.

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Nas semifinais, Luciano Corrêa superou o mexicano Sergio Garcia por ippon e se classificou para a decisão. Assim, garantiu ao menos a medalha de prata e um desempenho melhor que o do Pan do Rio, em 2007, quando conquistou a medalha de bronze. O adversário do brasileiro na decisão será o cubano Oreydi Despaigne.

Rafael Silva avançou às semifinais com as quatro punições recebidas pelo norte-americano James Turner no seu primeiro combate em Guadalajara. Na busca por uma vaga na final, o brasileiro lutou com o mexicano Ramon Flores e venceu por ippon. Na decisão, ele vai lutar com o cubano Oscar Brayson.

Já Maria Suellen Altheman superou a venezuelana Giovanna Balanco por yuko para se garantir nas semifinais. No combate seguinte, ela perdeu por ippon para a porto-riquenha Melissa Mojica. Agora, a brasileira vai buscar o bronze na repescagem.

No décimo primeiro dia de competições em Guadalajara, o Brasil conquistou a milésima medalha do país em todas as edições dos Jogos Panamericanos. Foi o ouro por equipe na ginástica Artística masculina. 

Em Guadalajara, até agora, o Brasil já conquistou 81 medalhas, sendo 29 de ouro, 20 de prata e 32 de bronze, permanecendo no segundo lugar geral da competição, atrás dos Estados Unidos, que seguem em primeiro com 66 medalhas douradas, 61 de prata e 49 de bronze, 176 no total.

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Ginástica Artística

Destaque do Brasil nesta terça-feira, a equipe masculina de ginástica artística conquistou o ouro inédito na final por equipe de aparelhos (solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre o cavalo, barras paralelas e barra fixa), com Diego Hypolito, Francisco Barreto, Petrix Barbosa, Péricles da Silva, Athur Zanetti e Sergio Sasaki, o Brasil marcou 346.100 pontos,  a equipe de Porto Rico ficou em segundo, com 344.850, e os Estados Unidos em terceiro , com 342.000.

Vôlei

Em busca do tetra-campeonato panamericano, a equipe masculina do Brasil garantiu mais uma vitória na fase de grupos nesta terça-feira contra Porto Rico por 3 sets a 0 e parciais de 25/22,25/14 e 25/18. O Brasil segue invicto na competição e enfreta os Estados Unidos nesta quarta-feira para decidir a classificação do grupo B.

Polo Aquaático

A seleção masculina venceu a Venezuela na última partida da fase de grupos por 19 a 10 e avança para as semifinais como segundo colocado do grupo B e encara o Canadá nesta quinta-feira, primeiro colocado do Grupo A.

A seleção feminina também disputou o último jogo da primeira fase contra a Venezuela e também venceu por 10 a 3 e avança para as semifinais contra os Estados Unidos nesta quarta-feira.

Esgrima

Guilherme Toldo conquistou mais um bronze para o Brasil no florete individual masculino após ser derrotado pelo norte-americano Alexander Massials por 15 a 7.

Futebol

Enquanto o time masculino do Brasil decepcionou ao ser exlcuido da competição sem medalhas, o time feminino continua ganhando e avança à final do futebol feminino do pan após vencer por 1 a 0 o México. A disputa do ouro será nessa quinta-feira contra o vencedor da partida entre Colômbia e Canadá.

Boxe

Robenílson de Jesus e Everton Lopes conquistaram dois bronzes para o Brasil. 

Atletismo

Nos 100m rasos, a brasileira Rosângela Santos, em 11s22, foi a mulher mais rápida do panamericano de Guadalajara 2011 conquistando a medalha de número 999 do Brasil.

Basquete

Já classificadas para os Jogos olímpicos de Londres 2012, as meninas do Brasil sairam com a medalha de bronze como consolo pela derrota contra Porto Rico, que tirou a chance de mais um ouro na modalidade. Na partida contra a Colômbia, o Brasil ficou com o terceiro da competição vencendo por 87 a 48.

A seleção brasileira masculina de ginástica artística formada por Diego Hypolito, Arthur Zanetti, Petrix Barbosa, Sergio Sasaki, Pericles da Silva e Francisco Barreto fez história nesta terça-feira no Complexo Nissan, em Guadalajara. A equipe ganhou a medalha de ouro na competição por equipes e, com isso, marcou a conquista da milésima do Brasil em Jogos Pan-Americanos.

Foi uma acirrada disputa com a equipe de Porto Rico e, com uma ótima apresentação no solo, a equipe somou 346.100 pontos contra 344.850 do adversário. Os Estados Unidos ficaram com a medalha de bronze, 342.000. De quebra, Sasaki é o líder da disputa da medalha de ouro no individual geral e o País também tem chance de medalhas na disputa por aparelhos.

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"A gente conseguiu um ouro histórico que me honra muito, porque eu sempre falei que não existe só o Diego na ginástica masculina, tem uma geração nova", comemorou Diego depois da premiação. "E o mais legal de tudo é que a gente sabe que este é um grupo de seis atletas muito bons, mas para se manterem aqui têm de trabalhar muito porque ainda tem o Mosiah Rodrigues, ainda tem o Victor Rosa, que são atletas do mesmo nível".

Para chegar ao ouro a equipe enfrentou de tudo. De adversários a um tufão, que atingiu o avião da delegação durante a viagem para o Japão, local do Campeonato Mundial, competição que precedeu o Pan.

Petrix Barbosa conta os piores momentos da viagem de quase cinco dias para chegar a Tóquio. "Entramos dentro do Tufão Roke e chegamos a ficar meia hora sem comunicação com a torre. E isso com outros sete aviões à nossa volta. Coisa de Deus mesmo (não ter acontecido nada)".

Ele conta que as comissárias de bordo chegaram a passar mal com a tensão e a turbulência". "Felizmente, no fim, tudo deu certo". Em Guadalajara, outros rivais foram as 14 horas de fuso e o cansaço. "Fiz uma coisa inédita: tive de dar folga um dia antes do treinamento de pódio", conta o técnico Renato Araújo.

Com muita facilidade, como aconteceu na estreia contra o Canadá, a seleção brasileira de vôlei masculino venceu pela segunda vez nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. Nesta terça-feira, a equipe que é comandada pelo auxiliar Rubinho (o técnico Bernardinho ficou no Brasil) derrotou Porto Rico por 3 sets a 0 - com parciais de 25/22, 25/14 e 25/18 - e segue na luta pela liderança do Grupo B.

Nesta quarta, a partir das 23 horas (de Brasília), a seleção encerra a sua participação na primeira fase contra os Estados Unidos. Se mantiver a primeira colocação da chave, o Brasil avança direto às semifinais e folga um dia. Os segundo e terceiro colocados de cada grupo duelarão pelas quartas de final na próxima quinta. E a grande final está marcada para o sábado.

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Assim como aconteceu nas quatro vezes que o Brasil enfrentou Porto Rico na Liga Mundial deste ano, o time brasileiro não perdeu nenhum set. Para esta terça, Rubinho manteve a formação que estreou contra o Canadá: o levantador Bruninho e o oposto Wallace; os ponteiros Thiago Alves e Lipe; os centrais Gustavo e Eder; e o líbero Mário Júnior.

A seleção só teve trabalho no primeiro set, quando os porto-riquenhos tiveram precisão nos passes e seguraram o ataque brasileiro, que era muito acionado com Wallace. "O importante é que estamos muito unidos. Precisamos sempre ganhar e estamos sempre ligados nas partidas. Não importa se faço cinco ou dez pontos no jogo", afirmou Lipe, em entrevista à TV Record.

Uma tarde de sol forte na arena muti-uso do Pan de Guadalajara, em pouco mais de meia hora foram definidas as vencedoras da prova dos 10.000 metros, prova mais exaustiva do atletismo dentro da pista. Uma demostração de resistência das atletas.

Foi nesta prova que Cruz da Silva garantiu a segunda medalha do atletismo brasileiro nos jogos panamericanos de Guadalajara2011. Silva conquistou a medalha de prata com o tempo de 34:22;44,ficando atrás da mexicana Guadalupe Romero com 34:07;24. Em terceiro ficou Beatriz Caballero (COL) com 34:39;14.

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A primeira medalha do atletismo do Brasil saiu neste domingo, na prova da maratona feminina, com o ouro de Adriana da Silva, dando largada a promessa de um bom número de medalhas para o Brasil vindas do atletismo.

A seleção brasileira masculina de basquete tinha marcado um amistoso contra o México, na noite de domingo, em Guadalajara, como preparação antes da disputa dos Jogos Pan-Americanos. Mas os mexicanos não apareceram para jogar e nem deram uma explicação para a ausência, frustrando e revoltando a equipe do Brasil.

"Nunca vi algo parecido. Foi uma total falta de respeito. Além de não comparecer, não deram nenhuma explicação ou justificativa para a ausência", reclamou o ala/pivô Guilherme Giovannoni, um dos jogadores mais experientes da seleção brasileira que disputará, a partir de quarta-feira, o Pan de Guadalajara.

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Com a ausência da seleção mexicana, que também estreia na quarta-feira no Pan, o Brasil trocou o amistoso de domingo por um treinamento no ginásio - o local do jogo, inclusive, tinha sido marcado pela própria organização dos Jogos Pan-Americanos. "Foi uma atitude que não compreendo", lamentou o ala Arthur.

"O amistoso seria muito importante, mas não aconteceu e tivemos a chance de fazer um belo treino", disse o auxiliar do técnico Ruben Magnano, José Alves Neto. Agora, os brasileiros fazem um outro amistoso na noite desta segunda-feira, contra o Canadá, que será, portanto, o único teste antes da estreia no Pan.

No Pan de Guadalajara, o Brasil irá estrear na tarde de quarta-feira contra o Uruguai. Ainda na primeira fase, a seleção brasileira jogará contra Estados Unidos e República Dominicana para tentar uma das duas vagas nas semifinais da competição - México, Argentina, Porto Rico e Canadá formam o outro grupo.

A seleção brasileira feminina de handebol mostrou neste domingo que está alguns degraus acima de todas as suas rivais no continente. Na final do Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, nesta noite, as brasileiras não tomaram conhecimento da Argentina e faturaram o ouro por inapeláveis 33 a 15. Este foi o quarto título invicto seguido do Brasil no Pan. A última derrota foi nos Jogos de Mar del Plata, há 16 anos.

O título valeu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres no handebol feminino, completando um domingo excelente para o Brasil no Pan. Antes, a equipe do CCE (concurso completo de equitação) e o triatlo masculino também haviam assegurado participação olímpica. No total, o País fecha o dia com mais 20 atletas garantidos em Londres. Na segunda-feira, a seleção masculina de handebol também tenta sua vaga numa final contra a Argentina.

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O Brasil foi soberano no handebol feminino do Pan. Entrou em quadra cinco vezes e, no jogo que teve mais dificuldades, fez 14 pontos de vantagem sobre a República Dominicana, numa partida em que se poupou, já pensando nas semifinais. Fez 50 a 10 nos Estados Unidos, 43 a 15 no Uruguai e 43 a 12 no México antes de atropelar a Argentina na final.

O País recebe pela primeira vez o Campeonato Mundial entre os próximos dias 3 e 16 de dezembro e quer fazer bonito (a sua melhor participação foi um sétimo lugar em 2005). A competição terá como sede principal o Ginásio do Ibirapuera, mas as cidades de Santos, São Bernardo e Barueri também receberão a competição.

A partida deste domingo confirmou a evolução do handebol brasileiro. Das 15 convocadas para o Pan, oito (quase todas titulares) jogam no Hypo, time da Áustria com o qual a Confederação Brasileira firmou convênio. A equipe, uma espécie de seleção brasileira permanente, joga o forte Campeonato Austríaco e também a Liga dos Campeões da Europa, torneio interclubes mais competitivo do mundo.

A evolução técnica e tática também passou pela presença do técnico dinamarquês Morten Soubak no banco de reservas. Na decisão do ouro, neste domingo, o ataque conseguiu um aproveitamento de 62% de acertos no ataque (acertou 33 de 53 arremessos). A defesa também funcionou e apenas 28 arremessos chegaram às goleiras - elas defenderam quase metade.

Artilheira do jogo foi a ponta-direita Alexandra, que marcou oito gols na decisão, chegando a 25 na competição. Fernanda balançou as redes cinco vezes, duas delas no final da partida, o suficiente para que chegasse a 35 no Pan e assumisse a artilharia com a ajuda das companheiras.

Diferentemente do feminino, o Brasil não vai usar força máxima no vôlei masculino dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A meta, porém, é a mesma que foi alcançada pelo time comandando pelo técnico José Roberto Guimarães: a medalha de ouro. O primeiro desafio é nesta segunda-feira, contra o Canadá, a partir das 18h locais (21h pelo horário oficial brasileiro). O Brasil vai em busca do bicampeonato, já que foi campeão no Rio, há quatro anos.

"Vamos para o Pan com uma equipe forte, com uma boa mescla de experiência e juventude e, sem dúvida, nosso intuito é vencer. Essa sempre é a expectativa do vôlei brasileiro em qualquer competição e, desta vez, não vai ser diferente. O Brasil entra em todas as competições para ser campeão e a medalha de ouro é a nossa meta", frisou Rubinho, assistente técnico de Bernardinho e que será o treinador da seleção brasileira em Guadalajara.

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Sob seu comando estará uma equipe renovada, que só tem três dos atletas que conquistaram o título sul-americano em setembro: o levantador Bruninho, o oposto Wallace e o ponteiro Thiago Alves. O líbero Mário Júnior e o central Gustavo ajudam a dar experiência à equipe que tem também o levantador Murilo Radke, os centrais Eder e Maurício Souza, os opostos Wallace Martins e Wallace de Souza, e os ponteiros Luiz Felipe, Renato e Maurício Borges.

Além do Canadá, também serão adversários do Brasil no Grupo B do Pan as seleções dos Estados Unidos e de Porto Rico. Os dois primeiros colocados avançam e se deparam nas semifinais com os dois times que passarem do Grupo A, que tem: Cuba, Argentina, Venezuela e México. "O Pan é um torneio de tiro curto, em que vamos jogar praticamente todos os dias. Estudamos todos os adversários que iremos enfrentar na primeira fase aqui em Guadalajara", diz Bruninho.

Antes do Pan, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) afirmava que a grande preocupação em Guadalajara era classificar o maior número possível de atletas para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Neste domingo, o País garantiu mais cinco atletas na Olimpíada londrina ao ficar com a medalha de bronze por equipes no CCE, conjunto completo de equitação, prova que reúne adestramento, cross country e saltos. No Rio, há quatro anos, o Brasil também havia conquistado o bronze nesta prova.

Ficaram à frente do Brasil em Guadalajara os times dos Estados Unidos e do Canadá. Ambos já estava classificados a Londres pelas posições alcançadas no Mundial do ano passado. Assim, a equipe brasileira, terceira colocada, ficou com uma das vagas que estavam em jogo no Pan. A outra ficou com a Argentina, quarta colocada.

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Formada por Jesper Martendal, Marcelo Tosi, Márcio Jorge, Ruy Fonseca Filho e Serguei Fofanoff, a equipe brasileira somou 209.80 pontos perdidos na soma das três provas dos CCE. O ouro ficou com os EUA, que tiveram 138.60 pontos. Para chegar à prata, o Canadá perdeu 173.50 pontos.

"Estamos todos muito contentes. A equipe se apresentou muito bem e podemos dizer que foi uma vitória da superação. Ontem (sábado) tivemos a queda do Ruy (o atleta foi desqualificado) e hoje a égua do Guega (Serguei Fofanoff) acordou sentindo um pouco. Os veterinários fizeram um tratamento intensivo e ela conseguiu se recuperar a tempo de passar na inspeção. Caso contrário, estaríamos fora da competição (o país já havia usado seus dois descartes). Foi uma vitória da união do grupo e isso realmente é muito emocionante", diz o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni.

"Agora é continuar o trabalho rumo às Olimpíadas. O CCE brasileiro vem crescendo, acabamos de renovar com o (técnico inglês) Nick Turner e o objetivo é seguir com a mesma filosofia de treinamento e trabalho, pois acreditamos que estamos no caminho certo. Toda a equipe está de parabéns", completou Giugni.

No individual, o Brasil ficou sem medalhas. A canadense Jessica Phoenix faturou o ouro, com Sue Hannah Burnett e Bruce Davidson Jr, ambos dos EUA, completando o pódio.

O brasileiro Caio Bonfim marchou por 19 quilômetros e 950 metros, mas, na reta final da prova de 20 km dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, foi desclassificado. "Eu não sei o que aconteceu, é muito frustrante", disse Caio, de apenas 20 anos, que participou de seu primeiro Pan em sua temporada de estreia como adulto e estava na 8.ª posição.

"A arbitragem sempre gosta de aparecer e os critérios são muito subjetivos. Mas não se pode chorar o leite derramado. Isso acontece, a gente escolheu a marcha e é assim mesmo", completou Caio. Na marcha atlética, o atleta sempre deve manter um dos pés em contato com o chão e, na troca de passo, deve manter o joelho esticado. Caso não atenda esses requisitos, o marchador leva uma punição - com três, é retirado da prova.

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A prova, disputada na manhã deste domingo (horário local), também ficou marcada pelo desmaio do mexicano Éder Sanchez. Maior esperança de ouro do país no atletismo, o marchador que foi bronze no Mundial de Berlim, em 2009, terminou a disputa em 6.º lugar e desabou assim que passou pela linha de chegada. Socorrido, deixou o local de prova em uma ambulância. A disputa foi vencida pelo guatemalteco Erick Barrondo, com o tempo de 1h21min52, seguido pelos colombianos James Rendón e Luis López.

O outro brasileiro da prova, Moacir Zimmermann, também foi desclassificado. "Eu tive uma gripe muito forte, minha imunidade baixou", disse o atleta, que chegou a liderar a prova. "Estava tentando fazer o meu ritmo, mas não consegui. A gripe me derrubou e saí totalmente da minha técnica".

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