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Em encontro com 14 prefeitos da Região Metropolitana do Recife nesta terça-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas, na área central da capital pernambucana, a governadora Raquel Lyra (PSDB) destacou a  crianção de uma "Governança Metropolitana", com a instauração de comitês temáticos compostos pelos gestores para fazer com que o Estado tenha um olhar diferente para o Grande Recife. 

O próximo encontro com as gestoras e gestores da RMR será realizado no 28 próximo, e a primeira reunião dos grupos temáticos da Governança Metropolitana, no dia 2 de fevereiro, quando será feita a primeira reunião do grupo temático de defesa civil, para agilizar o processo do enfrentamento das chuvas que se aproximam “e que, por todos os indicadores colocados, podem ser semelhantes às chuvas do ano passado, conforme a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac)”

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A governadora garantiu que a área mais emergente a ser trabalhada é a da defesa civil, tendo em vista a proximidade do inverno e a necessidade urgente do investimento na área, dada as tragédias que ocorreram em 2022 por conta das fortes chuvas. 

“O Recife comporta 42% dos nossos habitantes e 14 prefeitos de 14 cidades estão aqui reunidos comigo e Priscila [Krause], exercendo um trabalho para que a gente possa construir agendas comuns prioritárias nas diversas áreas. A primeira e mais urgente delas é a defesa civil, mas as outras que sucedem, como saúde, infraestrutura, acesso à água, saneamento, tudo o que vem elencado pelos instrumentos da governança de gestão metropolitana”, explicou a governadora.

No que tange ao Arco Metropolitano, a tucana pontuou ter solicitado que os gestores levassem três temas prioritários dos seus municípios e elencar convênios e contratos que estão assinados com o Estado e a União. “O tema do Arco Metropolitano foi citado por grande parte de todos, porque é grande a ligação do Litoral Norte ao Litoral Sul, a Suape, e que é importante para o desenvolvimento de Pernambuco, para o desenvolvimento social e a superação da pobreza”, afirmou. 

Além disso, um dos temas de grande importância elencados foi o transporte público e que, segundo Lyra, há soluções de curto, médio e longo prazo. “O importante é que a gente defina qual estratégia usar e possa ir construindo as soluções passo a passo de cada uma das alternativas que vão desde obras como a PE-15, PE-17, mas passa pelo metrô do Recife e pela Região Metropolitana. Eu sempre digo: não há solução fácil para problema complexo. O que precisamos é de uma estratégia clara, dialogada, construída em conjunto com as entidades da Região Metropolitana e que todo mundo possa fazer parte da solução”, disse. 

 

Agenda com Lula 

As governadoras e governadores dos estados se reunirão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro foi prometido pelo presidente para que os governadores e governadoras apresentem ao menos três demandas de obras ou financiamento de programas estaduais. 

Sobre o tema, Raquel Lyra detalhou que foi feita uma reunião preparatória com os governadores do Nordeste em João Pessoa, na Paraíba, na última sexta (20), e três temas serão levados como prioridades ao presidente: acesso à água, conclusão do programa de integração de São Francisco, e a mobilidade. “Temos o metrô do Recife, a transnordestina, e outras pautas que vamos trabalhar assim como o governo federal está trabalhando de maneira regionalizada”. 

 

Prioridades dos municípios 

Presente no encontro, o prefeito do Recife João Campos (PSB), que declarou apoio à prima e então candidata ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (SD) no segundo turno das eleições, declarou que sempre defendeu o diálogo e que ele está sendo praticado com o governo Raquel Lyra. 

O prefeito explicou que várias demandas elencadas pelas gestoras e gestores dos municípios da RMR são parecidas, como a mobilidade, por exemplo. Ele disse ter sugerido um estudo de tráfego a ser realizado na BR-101 para atualizar uma terceira faixa no local. “Acredito que o ponto importante, o ambiente, para se fazer essas sugestões vai ser no comitê, e que cada município faça o seu dever de cada de discutir as prioridades para poder apresentar”.

Por sua vez, o prefeito de Olinda Professor Lupércio (SD), explicou que os comitês não serão liderados por nenhum município e que cada um tem a sua particularidade, ainda que seja discutida de forma coletiva. “Essa decisão foi bastante acertada. Cada um com as suas demandas, mas a governadora teve essa preocupação de tratar todos os municípios de uma forma universal. Ninguém sendo maior do que ninguém. Cada um com a sua particularidade”. 

De acordo com o prefeito de Marim dos Caetés, a questão do canal do Fragoso também foi tratada na reunião, e que é uma prioridade para a cidade, assim como a obra da PE-15 e a maternidade. “Desde as primeiras caminhadas que a governadora deu na cidade, se comprometeu em poder ajudar, dar esse apoio a um canal que a gente sabe que trouxe muito transtorno. Esperamos que essa próxima chuva não venha trazer o transtorno que já trouxe, principalmente em 2016”. 

A prefeita de Camaragibe Dra Nadegi (Republicanos) também afirmou que a defesa civil é a principal prioridade para a cidade no momento, dada a proximidade das chuvas. “O problema maior é a defesa civil. Todo mundo reclama dela. E também a saúde, mais especificamente exames e cirurgias, que é um tema que aflige bastante, e a infraestrutura”.

“A defesa civil é fundamental. Se eu tivesse que escolher uma prioridade agora, seria ela. Estamos na véspera do inverno, tem pouco recurso, pouca coisa evoluiu e Camaragibe tem 60% de área de risco de desastres e morros”, complementou. 

Segundo a gestora, a iniciativa da governadora em fazer a reunião com a proposta que apresentou foi diferente e propositiva. “A gente chegou até o governo, ele ouviu todo mundo e a gente vai tirar comitês temáticos que vamos discutir os problemas de cada município e tentar unificar, trocar experiências. Estou esperançosa de que vai dar certo”, expôs.

Com apenas 27 dias, o governador Paulo Câmara afirmou que o ano de 2016 está “se mostrando complexo” e para tentar amenizar o impacto disso, os governadores de todo o país se reúnem na próxima segunda-feira (1º), em Brasília. Apesar do contexto de crise política nacional em que estão imersos, principalmente com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) prestes a ser retomado no Congresso, os gestores devem focar o encontro na discussão dos desafios para as administrações estaduais neste ano. 

“Vamos focar nas questões administrativas e na questão da melhoria do serviço público para o enfrentamento dessa crise”, informou o socialista, deixando claro que a crise política não deve entrar na pauta principal. 

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“Dois mil e dezesseis está se mostrando um ano complexo, com poucas alternativas existentes. É preciso que tomem medidas de imediato, medidas que busquem fazer com que esse componente político seja de alguma forma minimizado para que haja condições de se debater o econômico. Não é fácil essa tarefa”, acrescentou.

Segundo Paulo Câmara, a expectativa é de avanço nas pautas estaduais, pois os governadores “estão sentindo na pele”, juntamente com os prefeitos, os impactos dos “desafios de 2016”. 

O PSB deve deixar a posição de independência ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na próxima semana. De acordo com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, a probabilidade é de que a agremiação passe definitivamente para o campo da oposição e, inclusive, coloque-se favorável ao impeachment da petista. 

Nesta terça-feira (22) a bancada da legenda na Câmara e no Senado, além dos governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, da Paraíba, Ricardo Coutinho, e do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reuniram-se com Carlos Siqueira para expor suas opiniões com relação a conjuntura política nacional e a tese de que a gestão de Dilma “chegou ao fim” foi reforçada. 

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“Convocamos [a reunião] para tomar o pulso da opinião deles e surgiram três coisas: os parlamentares não apoiam a CPMF, o PSB deve sair da posição de independência e ir para a oposição e há uma tendência forte, forte mesmo, de votar a favor do impeachment caso ele seja realmente votado pelo Congresso”, detalhou Siqueira em conversa com o Portal LeiaJá. A decisão final sobre a postura socialista será tomada pela Executiva Nacional em uma reunião convocada, de acordo com Siqueira, para a semana que vem. 

Indagado se na oposição estariam alinhados com o posicionamento do DEM e do PSDB, Siqueira negou. “Seremos uma oposição à esquerda. Podemos ter pontos em comum, mas não quer dizer que programaticamente temos as mesmas defesas”, frisou. “Não faremos isso por birra com o governo, mas faremos com a avaliação de que o governo Dilma acabou e é moribundo, para que o país pare de afundar e a economia volte a crescer”, completou. 

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