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Nesta reta final da corrida pelo Governo de Pernambuco e na tentativa de ajudar os eleitores que ainda estão indecisos em quem irão votar, o LeiaJá convidou os cinco candidatos que melhor pontuaram nas pesquisas eleitorais para conversar sobre as suas propostas. 

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Anderson Ferreira (PL), segundo candidato entrevistado pelo portal, garantiu que um dos seus principais trabalhos, se governador de Pernambuco, será a geração de emprego e promete 600 mil postos de trabalho em quatro anos. "Nós vamos potencializar a economia de cada região. Nós temos um Estado com diferenças sociais bem acentuais e potências econômicas nessas regiões. Temos o pólo do agreste, que tem o pólo têxtil e a bacia leiteira, temos o pólo gesseiro, o turismo religioso e uma área de litoral muito forte que pode ser potencializada. Se você potencializa esses polos, você impulsiona a economia local”, detalha.

Confira a entrevista completa e as propostas apresentadas

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Entrevista com os candidatos

Os cinco principais candidatos foram convidados pelo LeiaJá para debater Pernambuco. No entanto, Marília Arraes (Solidariedade), Danilo Cabral (PSB) e Raquel Lira (PSDB) não tiveram agenda para conversar com o portal.

A temporada de debates entre os candidatos ao Governo de Pernambuco foi encerrada nesta quinta-feira (29), a três dias das Eleições 2022. O último confronto entre os postulantes foi promovido pela TV Jornal e transmitido ao vivo para todo o país pelo YouTube. Apesar do ritmo morno que os encontros recentes demonstraram, o debate foi movimentado e teve mais provocações entre os candidatos no geral, em vez de críticas apenas focadas no PSB de Danilo Cabral. 

O socialista, porém, ainda foi o alvo comum dos demais adversários. Anderson Ferreira (PL) e Marília Arraes (Solidariedade), mais uma vez, não compareceram. Foi o sétimo debate da campanha eleitoral e a ex-deputada faltou a todos eles. Anderson participou de dois, no começo da disputa, e não voltou a se comunicar com o eleitorado e com os opositores através das mídias.  

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A estrutura do debate seguiu a dos anteriores: primeiro bloco com tema livre, 30 segundos para as perguntas, dois minutos para as respostas e um minuto de réplica. O segundo bloco conteve perguntas de tema definido e o terceiro foi voltado às considerações finais. Pela regra da entrevista, palavras de baixo calão seriam proibidas e o microfone do candidato seria mutado, mas a atitude não foi necessária. 

Transporte público foi tema mais recorrente 

Para o eleitorado que esperava um foco maior em propostas amplas de governo, o debate não cumpriu o esperado. Vários temas foram deixados de lado pelos candidatos, como a violência de gênero, a segurança pública e principalmente a saúde do estado, que só foi mencionada por Miguel Coelho (União Brasil), em tom de crítica ao legado do PSB.  

A primeira rodada foi iniciada por Pastor Wellington (PTB), que perguntou a Raquel Lyra (PSDB) sobre propostas para o transporte do Grande Recife. A candidata voltou a falar sobre ter interesse em ir ao Governo Federal, caso eleita, para conversar com o Presidente da República, “seja ele quem for”. “Vou a Brasília perguntar se ele vai expandir ou requalificar o metrô do Recife”, disse. Como outros candidatos, ela também voltou a falar na aplicação da Tarifa Única e no fim da integração temporal. Raquel também indicou que deve ter diálogo direto com os prefeitos da região metropolitana para fazer esta avaliação. 

Pouco depois, Anderson Ferreira foi mencionado, dentro do mesmo tema, por ser o ex-gestor da cidade mais populosa do estado, Jaboatão dos Guararapes. “Tenho que lamentar a ausência do pior prefeito de Jaboatão. Vemos o caos de Jardim Monteverde, o caos em Cavaleiro, o caos em Jaboatão inteiro e a gente não consegue ver onde Anderson Ferreira investiu dois milhões em infraestrutura”, disse Pastor Wellington. 

Marília Arraes, segunda pessoa ausente, também foi relembrada em alguns momentos. Raquel e o Pastor lamentaram a ausência da adversária, e o petebista chegou a chamar Arraes de “candidata abortista” e que atualmente finge estar mais alinhada com pautas conservadoras e cristãs. Marília, apesar de pertencer à ala progressista, é cristã, contra o aborto e mãe de três crianças. 

Danilo Cabral, como alvo mais recorrente, também desviou de se aprofundar em propostas e não comentou as críticas ao legado do Governo Paulo Câmara. Questionado por Raquel sobre como ele pretende convencer a população de que trará algo diferente, ele disse que “o governador [Paulo Câmara] governou o estado no pior momento da história, com um conjunto de crises que todos sentiram na pele” e que “o estado se encontra equilibrado”. 

Já o candidato João Arnaldo (Psol), ampliou os temas para a Educação e o Empreendedorismo, apesar de Cabral ter usado o seu tempo de pergunta para questionar o psolista sobre a ausência de Marília, de quem Arnaldo já foi aliado nas eleições municipais. O candidato do Psol reafirmou o interesse em criar a renda básica popular de R$ 600 e a criação de 1.400 cozinhas solidárias, cálculo que disse ser necessário para dar conta das pelo menos 600 mil famílias de Pernambuco com grau de fome grave ou moderado. 

Ele também falou na criação da agência estadual de apoio ao micro e pequeno negócio, junto ao Banco Popular de Pernambuco, para viabilizar o crédito desburocratizado e rápido para quem precisa empreender.  

Durante o segundo bloco, o tópico de segurança pública foi introduzido e os candidatos posteriormente voltaram a falar do transporte público metropolitano. Nos primeiros cinco minutos da segunda parte, a transmissão precisou ser interrompida, após a mediadora Anne Barretto sofrer um mal-estar ao vivo e precisar de atendimento médico imediato. A jornalista passa bem. 

Assista ao último debate do Governo de Pernambuco no YouTube

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Nesta reta final da corrida pelo Governo de Pernambuco e na tentativa de ajudar os eleitores que ainda estão indecisos em quem irão votar, o LeiaJá convidou os cinco candidatos que melhor pontuaram nas pesquisas eleitorais para conversar um pouco sobre as suas propostas. 

Miguel Coelho, nosso primeiro candidato entrevistado, garantiu que um dos projetos de seu governo, caso eleito, será um programa de transferência de renda que irá pagar aos pernambucanos R$ 300 por mês, que irá se somar ao valor, já recebido pela população, do Auxílio Brasil.

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"Mas com um critério bem claro: todo mundo que estiver nos nossos programas sociais, tem que estar escrito em um curso técnico. Eu entendo que programa social não é fim, ele é meio. É o momento de você retirar alí do ponto mais carente e precário que aquela pessoa esteja, para que a gente possa garantir ela no mercado de trabalho", explica Miguel.

Confira a entrevista completa e as propostas apresentadas

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Entrevista com os candidatos

Os cinco principais candidatos foram convidados pelo LeiaJá para debater Pernambuco. No entanto, Marília Arraes (Solidariedade), Danilo Cabral (PSB) e Raquel Lira (PSDB) recusaram o convite.

Filiado ao PSB desde 1990, Danilo Jorge de Barros Cabral, ou apenas Danilo Cabral, tem 55 anos, e é a aposta dos socialistas para continuar a hegemonia política da legenda em Pernambuco. O parlamentar está no seu terceiro mandato como deputado federal, tendo sido eleito pela primeira vez em 2010.

Nascido em Surubim, Agreste de Pernambuco, Danilo se formou em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em Administração Pública pela Universidade de Pernambuco (UPE). Também é auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). 

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Antes de entrar no mundo do Legislativo, foi diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Governo do Estado (1995) e diretor de Administração Geral da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (1996). Assumiu também a diretoria geral do Tribunal de Contas de Pernambuco (1999) e, logo depois, a Secretaria de Administração do Recife (2001-2003), durante o governo de João Paulo (PT). 

Em 2004, disputou pela primeira vez uma vaga ao Legislativo municipal, conseguindo ser eleito vereador do Recife com 10.013 votos. No ano de 2006, o parlamentar foi escolhido para ser o coordenador da campanha de Eduardo Campos ao Governo de Pernambuco, que saiu vitorioso contra o então governador Mendonça Filho, que tentava ser reeleito. 

Danilo Cabral foi convidado para assumir a Secretaria de Educação no primeiro ano de governo de Eduardo, sendo responsável pela ampliação da educação integral e do ensino profissional. Com 120.871 votos, conseguiu se eleger deputado federal pela primeira vez em 2010, mas se licenciou para assumir a Secretaria das Cidades no segundo mandato de Eduardo Campos.

No ano de 2014, disputou pela segunda vez consecutiva a vaga de deputado federal e conseguiu manter o mandato após 113.588 mil pernambucanos depositarem nele o voto. Pediu licença do cargo para comandar a pasta de Planejamento e Gestão de Pernambuco em 2015, primeiro ano do Governo Paulo Câmara. 

Impeachment Dilma 

Em 2016, deixou a secretaria para reassumir o mandato de deputado. Neste ano, inclusive, Danilo Cabral foi um dos responsáveis pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Essa participação de Danilo no afastamento da petista, inclusive, é vista nos bastidores da política como uma das justificativas para que a militância petista não esteja tão empenhada na sua candidatura ao Governo de Pernambuco. 

Marília Arraes (Solidariedade), que saiu do PT por não aceitar esse alinhamento do partido com os socialistas, atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto e conta com um forte apoio da militância do ex-presidente Lula no Estado, que apoia Cabral atualmente, mas não consegue fazer o deputado deslanchar.

Para se ter noção, Danilo disputa voto a voto com Raquel Lyra (PSDB), Anderson Ferreira (PL) e Miguel Coelho (União Brasil) para ver quem vai chegar a um possível segundo turno contra Arraes.

Terceira eleição e perda de votos

Em 2018, Danilo Cabral conseguiu 91.635 votos, a menor votação que recebeu desde 2010. No entanto, o número garantiu que o pessebista mantivesse Brasília como seu local de trabalho. 

Em Pernambuco, mais de sete milhões de eleitores deverão escolher quem será a governadora ou o governador do Estado para os próximos quatro anos a partir de 2023. São 11 postulantes que disputam a cadeira do Palácio do Campo das Princesas. 

Vale ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de celular dentro da cabine de votação. Para não esquecer quem vai votar, é indicado que o eleitor e a eleitora leve uma cola impressa para digitar os números dos seus candidatos na urna. 

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A reportagem do LeiaJá elencou os números das candidatas e candidatos ao Governo de Pernambuco para ajudar os nossos leitores. 

Confira abaixo os candidatos por ordem numérica:

-Pastor Wellington (PTB) - 14

-Claudia Ribeiro (PSTU) - 16

-Jones Manoel (PCB) - 21

-Anderson Ferreira (PL) - 22

-Ubiracy Olímpio (PCO) - 29 [a candidatura foi indeferida com recurso pelo TSE]

-Jadilson Bombeiro (PMB) - 35

-Danilo Cabral (PSB) - 40

-Miguel Coelho (União Brasil) - 44

-Raquel Lyra (PSDB) - 45

-João Arnaldo (PSOL) - 50

-Marília Arraes (Solidariedade) - 77

 “Até hoje quando tem uma chuva forte na Região Metropolitana do Recife as pessoas não dormem de noite”, afirmou o candidato João Arnaldo (PSOL) no debate dos candidatos ao Governo de Pernambuco realizado pela Globo nesta terça-feira (27). Ele foi questionado pela candidata Raquel Lyra (PSDB) sobre propostas para reduzir o déficit habitacional no Estado. 

Em resposta, ele pontuou que as fortes chuvas que ocorreram na RMR no final de maio e início de junho e matou cerca de 130 pessoas neste ano teve uma maior incidência de pessoas mortas em Jaboatão dos Guararapes.

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“A cidade é a 6ª com maior número de pessoas em áreas de risco. Teve a pior gestão da história na gestão do prefeito e agora candidato permanentemente ausente, Anderson Ferreira. Ninguém mais o vê. Parece que nem está em Pernambuco porque não pode nem andar em Jaboatão, quanto mais em outras cidades. Quem conhece Anderson não vota em Anderson”, apontou. 

Em seguida, Raquel contou ter ido pessoalmente em Jardim Monteverde, no bairro do Ibura, uma das principais comunidades atingidas pelas chuvas e aproveitou a ocasião para criticar a candidata Marília Arraes (SD) e Anderson Ferreira que foram convidados ao debate e não compareceram.

“Ela [Marília] fala muito de liderança, frente para tratar o acompanhamento dos investimentos, mas nunca destinou R$1 de emenda parlamentar. Jaboatão dos Guararapes investiu três vezes mais na propaganda do que na contenção de morros e projetos habitacionais. Parece muito com o que Miguel faz com o transporte: a licitação que ele tanto fala foi cancelada por fraude por sentença judicial. É diferente o fazer e o fazer propaganda”, apontou, após comentar as ações feitas em Caruaru para a contenção dos impactos das chuvas.

No debate dos candidatos ao Governo de Pernambuco realizado pela Globo nesta terça-feira (27), Marília Arraes (SD) e Anderson Ferreira (PL), que faltaram à discussão, foram alvos de perguntas dos outros candidatos. 

João Arnaldo (PSOL) iniciou questionando ao ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes sobre a gestão da cidade, colocada por ele como uma má gestão. 

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Em seguida, Danilo Cabral (PSB) direcionou a sua pergunta a Marília Arraes. Ele pontuou que a candidata teve a oportunidade de ser secretária da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco e a desafiou a citar três coisas que fez como secretária. 

O socialista chegou a pontuar que este é o sexto debate que Marília Arraes se ausenta, e lamentou, ironicamente, que ela “fico na dúvida se é um ato de medo ou desespero”. “O que você acha dessa ausência de Marília?”, perguntou a João Arnaldo, que, por sua vez, criticou a gestão do PSB e apontou que a ausência é pela falta de propostas. 

“Além de desrespeito com o eleitor e a eleitora de não se apresentar no debate da democracia e dizer as diferenças e suas propostas, têm ausência, omissão e de propostas. É uma coisa vazia de uma aliança fracassada pela velha política. Marília se aliou a André de Paula e Sebastião Oliveira, que foram do governo Paulo Câmara”, disse o ex-candidato a vice-prefeito de Marília Arraes nas eleições de 2020. 

A candidata Raquel Lyra (PSDB) também direcionou a sua primeira pergunta a Marília. 

A candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD), participou de duas grandes carreatas nesta terça-feira (27), uma em Jardim São Paulo e a outra em Sítio dos Pintos. 

Em Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, participaram da carreata com Marília o candidato ao Senado, André de Paula, e a candidata a deputada federal, Maria Arraes.

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A concentração da carreata - que teve a participação de mais de 200 veículos entre carros e motos  - foi na praça de Jardim São Paulo. Ela percorreu vias como a Avenida São Paulo, a Avenida Piracicaba, a Avenida Liberdade e a Avenida Padre Ibiapina.

Carreata no Sítio dos Pintos

Já no bairro de Sítio dos Pintos, Marília esteve acompanhada do vereador Dilson Batista, candidato a deputado federal, e da delegada Beatriz Gibson, candidata a deputada estadual. 

Antes do início da carreata, houve um grande buzinaço com mais de 100 motos que marcaram presença no evento. 

O trajeto percorreu o Córrego da Fortuna, Sítio dos Pintos, Sítio São Braz, a Vila Felicidade e terminou na frente da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Da assessoria 

Após agenda nas cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, com uma motociata na região do Sertão do São Francisco, nesta terça-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), convocou Anderson Ferreira (PL) e Gilson Machado (PL), candidatos ao Governo do Estado e Senado, para seguirem ao seu lado de volta à Capital Federal. Na pauta estarão as estratégias para os dias finais das eleições em Pernambuco e no Nordeste.

Pouco antes de embarcar para Brasília, Bolsonaro disse estar otimista e certo de que vai ter um grande resultado em Pernambuco na busca pela reeleição. “Esses dias serão importantes, então vamos puxar votos, vamos pedir votos à família e àqueles que têm valores éticos e morais, às pessoas de bem, para votar em Bolsonaro 22, Anderson 22 e Gilson 222”, afirmou o presidente. “Nunca fui tão bem recebido em lugar nenhum do mundo como fui em Pernambuco”.

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Ao perceber a declaração de Bolsonaro, Anderson foi enfático: “Presidente, toda essa demonstração de carinho que o senhor sempre viu quando esteve em nosso Estado é gratidão. Aqui, em Pernambuco, gratidão é uma dívida imprescritível”.

Anderson convocou os conservadores evangélicos, cristãos, direitistas e bolsonaristas a serrarem fileira na reta final das eleições. “Pernambuco dará uma grande vitória ao presidente Bolsonaro”, destacou. O candidato também ironizou o fato de não ir ao debate da Globo que será realizado nesta terça-feira (27): “Entre ir ao debate na Globo e aceitar mais uma convocação do presidente, deixo claro que prefiro estar com ele”.

Da assessoria

 

Com as eleições gerais batendo à porta, Pernambuco aguarda o resultado de cinco pesquisas de intenção de voto ao Governo do Estado até sábado (1º), que antecede a votação no domingo (2).

Ipec, Ipespe e Atlas são os institutos que devem lançar pesquisas nesta semana. Junto ao Ipec na véspera da eleição, o Nevera e Opinião divulgarão estudos com o ranking de preferência do eleitorado pernambucano.

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Veja os dias das pesquisas desta semana

Terça-feira (27): Ipec e Ipespe

Quarta-feira (28): Potencial

Quinta-feira (29): Atlas e Nevera

Sexta-feira (30): Instituto Verita; Simplex e Potencial

Sábado (1º): Ipec; Atlas; Nevera; Opinião

A coligação Pernambuco na Veia, encabeçada pela candidata ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (SD), pediu à Justiça Eleitoral que casse a chapa formada por Danilo Cabral (PSB) e Luciana Santos (PCdoB) por usar a máquina pública na campanha e coagir funcionários públicos. A denúncia feita nesse domingo (25) também cita o governador Paulo Câmara e pede a inelegibilidade da dupla e do prefeito do Recife, João Campos, por oito anos. 

Há uma semana para as eleições, a queixa contra a Frente Popular foi motivada pelo vazamento da planilha 'Dia D', que reúne nomes de secretários estaduais e municipais, presidentes de empresas da Administração Pública e outros ocupantes de cargos de confiança, tratados como "voluntários" para trabalhar na campanha de Danilo Cabral no dia da eleição. 

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A lista distribuiu os servidores em cada uma das 11 zonas eleitorais da capital e ainda destaca o número de comissionados de cada pasta a serem convocados pelos seus secretários, além do uso de 792 veículos. O autor da planilha seria o secretário-executivo de Planejamento de Pernambuco, Adriano Danzi de Andrade, apontou a denúncia. 

A Ação de Pedido de Investigação Eleitoral incluiu o governador Paulo Câmara como um dos investigados e solicita que equipes de fiscalização sejam enviadas à Prefeitura do Recife e a órgãos do governo, especialmente à Junta Comercial e a Secretaria de Educação, onde teriam ocorrido ameaças a servidores comissionados e terceirizados por recusa a participar da agenda de campanha de Danilo. 

A uma semana do primeiro turno, apesar das pesquisas apontarem a vantagem de Marília Arraes (SD), a volatilidade do eleitor pode alterar o cenário ao Governo de Pernambuco. Com muitos candidatos na disputa, quatro concorrentes estão empatados nas intenções de voto, o que pode surpreender logo nessa primeira votação ou repercutir em alianças que modifiquem um provável segundo turno. 

A líder nas pesquisas obteve 33% das intenções, enquanto Anderson Ferreira (PL), Danilo Cabral (PSB), Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB) estão empatados com 11%, segundo a pesquisa Ipec divulgada nessa quarta-feira (21). O doutor em Ciências Políticas Vanuccio Medeiros enxerga que, diferente de 2018, há uma grande probabilidade de os eleitores mudarem de voto por conta da quantidade de concorrentes. 

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“É uma eleição bem diferente da de 2018, porque eram duas forças principais, Paulo Câmara à reeleição ou Armando Monteiro. Então, estava bem estabilizado, e esse ano não. Nós temos uma profusão de candidatos, com uma instabilidade enorme", descreveu o estudioso. "Como há muitos candidatos, as pessoas têm preferência por um, dois ou três, e elas não conseguem escolher ainda", acrescentou. 

Nas últimas eleições ao Palácio do Campo das Princesas, o eleitor manteve a tendência de garantir a continuidade da gestão. Contudo, a vontade de mudança se apresenta como uma forte tendência para 2022, o que também pode interferir no resultado.  

Ainda assim, os eleitores não devem sair muito dos cinco mais bem avaliados, já que as pesquisas apontam que há uma vontade em levar certa experiência política à gestão estadual. “Todos são relativamente calejados, com uma estratégia e com uma trajetória conhecida. Então, isso mostra como o eleitor tem buscado pessoas conhecidas”, complementou. 

Dessa forma, apesar das surpresas que a disputa ao Governo de Pernambuco pode reservar, candidatos fora do páreo principal entre ex-prefeitos e ex-deputados não devem roubar o protagonismo. 

O candidato ao Governo de Pernambuco, Pastor Wellington (PTB), se colocou com único nome “verdadeiramente” de direita, conservador e bolsonarista no Estado. O candidato disse que o momento é de união e convocou os “verdadeiros conservadores” a se juntarem com ele. 

“De fevereiro de 2022 para trás, não há sequer uma fotografia deles com Bolsonaro. A quem estão querendo enganar?!”, questiona o Pastor.

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Segundo o Pastor, todos sabem que a origem dos demais candidatos é a mesma. “São aqueles que nasceram na mesma Frente Popular. Eles dão sustentação aos governos que passaram por Pernambuco e nada fizeram. Hoje, estão no palanque da direita. Mas a verdade não tardou a aparecer”, disse, sobre a  ‘saia justa” entre os candidatos do partido de Bolsonaro denunciada nos últimos dias. 

“Eu sou, de fato, em Pernambuco, o único conservador nessa eleição. Só tenho um palanque: Jair Bolsonaro”, afirmou o Pastor Wellington. 

“Eu sou de fato aquele que não tem nenhum amparo de oligarquias políticas. Sou advogado, sou gestor público e trabalho duro para manter a minha família. Não tenho salário de governo. Estou pronto para governar Pernambuco. Governar com verdade, transparência e probidade, voltado para de fato quem precisa ”. 

A pesquisa do Ipec divulgada pela Globo nesta quarta-feira (21), faltando 11 dias para as eleições, mostra que Marília Arraes (SD), mesmo tendo caído cinco pontos em relação ao levantamento anterior, se mantém na liderança da disputa ao Governo de Pernambuco, com 33% das intenções de voto. Enquanto isso, um empate quádruplo é apontado, neste momento, na disputa para pelo segundo lugar: Raquel Lyra (PSDB), Danilo Cabral (PSB), Miguel Coelho (UB) e Anderson Ferreira (PL) aparecem empatados numericamente, todos com 11% das intenções de votos. 

Em comparação com a pesquisa anterior, Miguel e Danilo subiram 3% percentuais, enquanto Raquel caiu 2% e Anderson perdeu 1%. As movimentações estão dentro da margem de erro, o que demonstra um cenário estável na disputa pelo segundo lugar. 

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O total de votos brancos e nulos é de 12%. O Ipec ouviu 1.504 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro em 57 cidades de Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Veja todas as intenções de votos:

Marília Arraes (Solidariedade): 33% (38% na pesquisa anterior, em 6 de setembro)

Danilo Cabral (PSB): 11% (8% na pesquisa anterior)

Raquel Lyra (PSDB): 11% (13% na pesquisa anterior)

Miguel Coelho (União Brasil): 11% (8% na pesquisa anterior)

Anderson Ferreira (PL): 11% (12% na pesquisa anterior)

Pastor Wellington (PTB): 1% (2% na pesquisa anterior)

João Arnaldo (PSOL): 1% (1% na pesquisa anterior)

Claudia Ribeiro (PSTU): 1% (1% na pesquisa anterior)

Jones Manoel (PCB): 1% (0% na pesquisa anterior)

Jadilson Bombeiro (PMB): 0% (1% na pesquisa anterior)

Ubiracy Olímpio (PCO): 0% (0% na pesquisa anterior)

Brancos e nulos: 12% (8% na pesquisa anterior)

 

Raquel: “Serei governadora do povo de Pernambuco para tirar o PSB dessa história”  Continuando o extenso giro pelo Sertão, a candidata ao governo de Pernambuco,  Raquel Lyra (PSDB), participou, nesta segunda-feira (19), de uma sabatina na Rádio Cultura FM, em Serra Talhada. 

Raquel enfatizou que após ter construído um currículo sólido e com entrega de resultados por onde passou, quer ser o instrumento de mudança que Pernambuco precisa. 

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 “O que eu quero é mudar Pernambuco de verdade e ser esse instrumento de mudança que nossa gente precisa. O povo de Pernambuco vencerá essas eleições para tirar o PSB dessa história”, declarou Raquel.   “Nunca me escorei num sobrenome, nem em uma candidatura nacional. Pernambuco vive o pior momento da sua história. Somos campeões de desemprego. E o povo enxerga na gente a possibilidade de ter um rumo diferente para o nosso estado”, acrescentou.  Raquel também reforçou que conhece cada canto do estado, lembrando que neste final de semana fez um verdadeiro mergulho no Sertão, conversando com a população e recebendo apoios importantes por onde passou. “Serei a primeira governadora eleita do interior do estado de Pernambuco, a primeira mulher representante do interior do estado. Que sabe das suas dores, da falta de acesso à água, à estrada, à saúde. Dos que não são enxergados - a não ser no momento eleitoral, de quem vem aqui, bota a bandeira de alguma cor, fica brigando, oprimindo, sufocando, e exigindo que se dê um voto”, frisou.

  Propostas

Raquel falou ainda sobre propostas para mudar Pernambuco. Falando especialmente da Região de Serra Talhada, a candidata destacou as ações para levar água para a população. “Nós vamos fazer um programa de acesso a água. Água para beber, água para cozinhar, água para se banhar. E a gente trabalhar em perfuração de poços, micro sistemas de abastecimento de água, barreiro, barragem, a gente conseguir chegar à vida do pequeno produtor familiar. E também trabalhar o Canal do Sertão para o Araripe, que vai permitir também a gente poder estender perímetros irrigados, para que a gente possa fortalecer a agricultura. E aí a possibilidade de deixar de ser agricultura familiar e passar a ser uma agricultura mais forte, com capacidade de gerar mais emprego, mais renda e até exportar”, ressaltou. 

Além disso, Raquel reforçou o compromisso para construção da Delegacia da Mulher e do Instituto de Medicina Legal (IML) de Serra Talhada.  

*Da assessoria 

O quinto debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco aconteceu na manhã desta terça-feira (13), promovido pela Rádio Jornal. Aproximando-se da etapa final para as eleições de outubro, os postulantes foram mais incisivos ao apresentar suas propostas e ao direcionar críticas aos adversários. Novamente, a rodada foi marcada por fortes críticas ao grupo político de Danilo Cabral, que representa a Frente Popular, encabeçada pelo PSB, e alvo de oposição de todos os demais candidatos. 

A candidata Marília Arraes (SD) esteve ausente mais uma vez, sendo essa a sua quarta falta consecutiva a um confronto. Alguns minutos depois, Arraes compareceu a uma sabatina no NE1, da TV Globo. Anderson Ferreira (PL) também não compareceu, faltando a um debate pela terceira vez. 

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O debate foi aberto por Miguel Coelho (União Brasil), que direcionou a primeira pergunta a Danilo, no tópico mobilidade urbana. Segundo Miguel, as intervenções prometidas pelo PSB poderiam contribuir para desafogar o trânsito na Região Metropolitana, mas, passados 16 anos das gestões do partido no governo e na prefeitura, o trânsito e o transporte público continuam sendo um dos maiores problemas para a população. 

“A gente percebe que Danilo tem dificuldade de explicar o inexplicável. Só no Rio Capibaribe foram desperdiçados mais de R$ 100 milhões e, tirando a parte ambiental, a gente não viu as estações, não viu a ajuda para a população que precisa de um novo modal.” 

Miguel também falou sobre as promessas de redução da tarifa de ônibus e as obras inacabadas de mobilidade, que refletem hoje na Região Metropolitana do Recife, cujo trânsito é considerado o pior do Brasil, de acordo com o ranking internacional TomTom. “Danilo fala de um plano de 10 anos atrás, já se passaram 16 anos do governo do PSB que ele representa, e o povo continua sofrendo. Eles prometeram tarifa a R$ 2,10, e a população paga R$ 4,10”, disse Miguel. 

Raquel Lyra (PSDB), ex-prefeita e única mulher no debate, também direcionou críticas a Danilo Cabral e rebateu quando foi questionada sobre já ter apoiado a Frente Popular no passado. Ela reiterou que Cabral representa a continuidade do governo de Paulo Câmara, tido pelos pernambucanos como o pior da história, em sua avaliação. 

Ao responder ao candidato do PSB sobre combate à pobreza, a candidata disse: “Esse é o principal desafio do próximo governante. Superar a desigualdade e a pobreza. Agora, o que me surpreende, é que o senhor (Danilo) representa a continuidade do governo de Paulo Câmara, mas insiste em retirá-lo das suas propagandas de TV”, sublinhou. 

Raquel lembrou ainda que Danilo foi o secretário de Planejamento responsável pelo fechamento de 60 mil postos de trabalho no estado, no primeiro ano da gestão de Paulo Câmara.  

“Vamos construir uma estratégia para superar a fome, criando o programa Mães de Pernambuco, que dará um auxílio de R$ 300 para mães de crianças de zero a seis anos”, acrescentou a postulante. 

Críticas a Marília Arraes 

Pela segunda vez, Danilo Cabral dedicou um tempo de pergunta a outro candidato para questionar Marília sobre o suposto uso de recursos das emendas de relator. A questão foi levantada durante um momento de pergunta a João Arnaldo (Psol), que já foi candidato a vice-prefeito na chapa de Arraes, em 2020. 

“Eu estou como deputado lá (no Congresso Nacional) esse tempo todo e nunca acessei esse Orçamento Secreto por ter críticas a ele. Na verdade, é uma apropriação de um recurso que pertence ao povo brasileiro e está sendo distribuído de forma questionável para atender interesses de deputados. Há denúncias de uso para cooptação de parlamentares para aprovar propostas que são contra o povo brasileiro”, afirmou Danilo.  

E questionou: “Eu fico indagando se foi por isso que Marília deixou de participar da votação do fura-fila da vacina, da votação do projeto de liberação de armas, a principal pauta do bolsonarismo, e do projeto de refinanciamento das dívidas do FIES dos estudantes. Ou seja, será que foi por isso que Marília deixou de votar tudo isso?". 

O candidato João Arnaldo destacou no debate que, em função da liberação de recursos no Orçamento Secreto, diversas políticas públicas federais estão sofrendo cortes no financiamento, a exemplo da Farmácia Popular e custeio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). “Eu lamento a ausência dos candidatos aqui, seja o candidato de Bolsonaro, seja de Marília, que, nessa eleição, abandonou as origens da esquerda e se juntou com que tem de pior na direita bolsonarista”, disse. 

 

O candidato ao governo pela Frente Popular, Danilo Cabral (PSB), anunciou que pretende facilitar a compra de moradias populares. Danilo firmou o compromisso ao dizer que, se eleito, dará uma entrada para o imóvel, como um subsídio financeiro oferecido ao candidato do programa. O saldo da negociação deve ser negociado em parcelas de até R$ 300 por mês. 

O público alvo do programa de habitação de Danilo visa pessoas com renda mensal de um a três salários-mínimos (hoje, entre de R$ 1.212,00 a R$ 3.636,00). O anúncio foi feito pelo candidato socialista durante a participação dele no debate da TV Jornal de Caruaru, onde debateu propostas para o estado com outros concorrentes.

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O programa estadual será um importante reforço ao Minha Casa, Minha Vida. No debate, Danilo lembrou que o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), acabou com o Minha Casa, Minha Vida, à medida que reduziu drasticamente os investimentos para o Programa. 

Ele usou números para ratificar sua declaração e mostrar o prejuízo que Bolsonaro promoveu à situação habitacional brasileira com o corte do programa. Em 2014, lembrou o candidato, foram executados R$ 11 bilhões especificamente para a execução do Programa Minha Casa, Minha Vida; já neste ano, em 2022, o volume de recursos ficou em torno de R$ 50 milhões. “Nós precisamos recompor esse programa”, afirmou enfaticamente Danilo Cabral, diante do candidato bolsonarista, Wellington Carneiro (PTB).

Da assessoria

Uma pesquisa feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) aponta que a candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade), continua liderando as intenções de voto no Estado. Os dados mostram a deputada federal com 35% da preferência. A segunda colocação segue sendo disputada ponto a ponto, mas desta vez houve uma oscilação em relação à última divulgação do levantamento Ipespe. 

Agora, a dianteira é ocupada por Anderson Ferreira (PL), com 13%. Raquel Lyra (PSDB), que antes era a segunda colocada, aparece colada em terceiro lugar com Danilo Cabral (PSB), ambos com 12%. Miguel Coelho ficou com 10%.

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Como a margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais, os quatro postulantes estão tecnicamente empatados. 1% dos entrevistados escolheram o candidato Pastor Wellington (PTB). João Arnaldo (PSOL) não chegou a 1% e Jadilson Bombeiro (PMB), Cláudia Ribeiro (PSTU), Jones Manoel (PCB) e Ubiracy Olímpio (PCO) não foram mencionados pelos eleitores.

A pesquisa do Ipespe, feita entre os dias 7 a 9 de setembro deste ano, foi em parceria com a Folha de Pernambuco. Mil pernambucanos foram ouvidos em todo o Estado. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo PE-09209/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07692/2022.

Candidatos ao governo de Pernambuco, das eleições de 2022, trazem em suas propostas governamentais, planos, mudanças e metas para a Educação no Estado para os próximos quatro anos. A maioria dos concorrentes ao cargo de gestor estadual prometem nos planejamentos educacionais a expansão das escolas em tempo integral, maior oferta de vagas em creches e valorização dos profissionais da área. No entanto, nenhum dos candidatos faz menção à Educação quilombola e/ou cigana.

Confira, a seguir, os planos para a Educação em Pernambuco dos postulantes ao Governo do Estado:

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Marília Arraes (Solidariedade)

Candidata Marília Arraes. (Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo)

O plano de governo educacional da candidata é o “Educação na Veia” e traz como principais propostas:

- abertura de creches;

- ampliação do ensino integral para o ensino fundamental;

- Ampliar postos de ensino a distância da Universidade de Pernambuco (UPE) em parceria com as prefeituras;

- Ampliar a capacidade de formação universitária ao pernambucanos; - Universalização do ensino de informática (com foco em lógica dos algoritmos e programação.

A candidata não aborda no planejamento metas ou ações, por exemplo, para Educação Inclusiva e política de valorização dos professores.

Raquel Lyra (PSDB)

Candidata Raquel Lyra. (Foto: ​Américo Nunes/Divulgação)

O planejamento para a Educação da candidata e ex-prefeita de Caruaru é o mais extenso em comparação aos demais postulantes ao Governo de Pernambuco. Uma das principais metas de Raquel Lyra é a abertura de mais de 60 mil vagas em creches “nos municípios e comunidades onde houver a maior demanda de vagas de Educação Infantil”.

Veja as principais propostas:

- Curso profissionalizante para as mães;

- Ampliação da Educação Inclusiva;

- Adoção do regime integral a partir do fundamental 2;

- Formação continuada e valorização para os professores;

- Reestruturação do Ganhe o Mundo;

- Criação da ‘Poupança Escola Pernambuco’ (benefício financeiro para concluintes do ensino médio para evitar a evasão escolar);

- Requalificação das estrutura física das escolas estaduais;

- Melhorias no transporte escolar;

- Fortalecimento da UPE

Anderson Ferreira (PL)

Candidato Anderson Ferreira. (Foto: Divulgação)

Ao todo, o plano de governo do candidato e ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, traz cinco eixos temáticos (infraestrutura, econômico, social, ambiental e governança). A questão educacional está presente no eixo social, juntamente com as cartegorias: Saúde, Segurança, Mulher e Direitos Humanos.

O planejamento da Educação de Anderson Ferreira é o menor, em comparação aos outros candidatos no pleito eleitoral, e não traz detalhes sobre as ações para os próximos quatro anos. Além disso, não há pontos sobre Educação Inclusiva e valorização dos profissionais da área. Confira:

- Educação empreendedora alinhada à revolução tecnológica;

- Qualificação técnica;

- Apoio à Educação Básica municipal;

- Ampliação das vagas nas creches

Miguel Coelho (União Brasil)

Candidato Miguel Coelho (de camisa branca) e a candidata a vice Alessandra Vieira. Foto: (Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo)

Como uma das principais propostas, Miguel Coelho tem como meta a abertura de mais de 44 mil novas creches que, de acordo com a assessoria do candidato, serão fomentadas a partir da distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado.

Confira outros pontos do planejamento:

- Incentivos financeiros a partir das “metas de classificação no IDEB”;

- Incentivo, por meio de transparência de recurso, à prefeituras que “conseguirem ampliar o seu cuidado com as crianças”;

- Ampliação das escolas técnicas;

- Implantação do Programa de informatização da gestão escolar por meio de parceria com o setor privado;

- UPE: abertura de novos campi e melhorias na estrutura da instituição

Danilo Cabral (PSB)

Candidato Danilo Cabral. (Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo)

O candidato Danilo Cabral, como quase a totalidade dos concorrentes ao governo estadual, tem como meta a ampliação das escolas em tempo integral (ensino médio) em todos os municípios e oferta de creches.

Veja algumas propostas:

- Escolas técnicas em todas as regiões do Estado;

- Interiorização do ensino superior;

- Articulação do ensino médio e superior à formação profissional e tecnológica;

- Qualificação e valorização dos profissionais da Educação;

- Melhorias da rede escolar de Pernambuco

*Não houve menção à Educação Inclusiva.

Claudia Ribeiro (PSTU)

Candidata Claudia Ribeiro. (Foto: Divulgação/PSTU)

A candidata do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado defende uma Educação pública, gratuita e de qualidade. Além disso, o planejamento educacional de Claudia Ribeiro prevê “zerar o déficit de creches que existe no Estado”.

Confira outras propostas:

- Merenda de qualidade (ausente na maioria dos planos dos demais candidatos);

- Contratação dos 15 mil professores temporários;

- Reajuste automático do piso salarial dos professores;

- Realização de concurso na área;

- Plano de cargos, carreiras e salários para os professores

Jadilson Bombeiro (PMB)

Candidato Jadilson Bombeiro. (Foto: Divulgação)

O representante do Partido da Mulher Brasileira nas eleições estaduais tem como uma das metas educacionais a valorização dos professores. Veja outras propostas:

- Desburocratização da abertura de escolas particulares;

- Segurança nas escolas;

- Construção de um modelo educacional para “incentivar crianças, adolescentes e jovens alunos na conquista dos tão sonhados objetivos a base do mérito e esforções desempenhados”

João Arnaldo (PSOL)

Candidato João Arnaldo. (Foto: Reprodução/Fecebook)

Assim como a maioria dos candidatos ao governo do Estado, o plano de João Arnaldo prevê a valorização dos profissionais da Educação a partir de concursos e qualificação permanente.

Confira outras propostas do psolista:

- Universalização da Educação integral e profissionalizante;

- Expansão da UPE;

- Promover uma gestão escolar democrática e participativa;

- Criação de um programa especial para Educação Básica e indicadores de qualidade

Jones Manoel (PCB)

Candidato Jones Manoel. (Foto: Reprodução/Twitter)

As propostas educacionais do candidato priorizam a “Educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, incluindo também a um amplo programa de alfabetização de jovens e adultos”.

O planejamento de Jones Manoel foi o único que traz ações voltadas para a educação indígena, implementação do ensino de gênero e sexualidade nas escolas estaduais, assim como, a ampliação e reajuste de bolsas de pós-graduação disponibilizadas pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) e atenção à população LGBT na Educação Básica e superior.

Outras propostas:

- Garantir aos estudantes o acesso à escolas próximas de onde residem;

- Ampliação das escolas de jornada integral;

- Valorizar professores e trabalhadores da Educação através de “carreiras estruturadas, remuneração digna e qualificação adequada às demandas”;

- Estimulo às gestões democráticas e transparentes na rede pública;

- Apoio e fortalecimento à Educação no campo;

- Aumento dos investimentos para a compra de produtos da agricultura familiar destinados à alimentação escolar (como previsto no Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE);

- Defesa das cotas no ensino superior para trans e travestis;

Pastor Wellington (PTB)

Candidato Pastor Wellington. (Foto: João Velozo/LeiaJá Imagens/Arquivo)

Na contramão dos planejamentos anteriores, o candidato Pastor Wellington defende, entre outros pontos, um currículo educacional básico (português, matemática, ciências sociais e livre debate nas escolas) e que a remuneração dos profissionais da Educação seja variável de acordo com a “avaliação dos pais dos serviços prestados na escola”.

Confira outras metas:

- Mudança no modelo de gestão (diretores escolhidos por eleição e com mandato de dois anos);

- Mudança no livro didático;

- Carreira do professor baseada em indicadores do conhecimento;

- Intervenção do Estado para correção “de desvios” de educadores; - Mudança no modelo de avaliação dos estudantes;

- Ensino rural personalizado, mas sem a contratação de professores

Ubiracy Olímpio (PCO)

Candidato Ubiracy Olímpio. (Foto: Reprodução/TV Globo)

As propostas educacionais de Ubiracy Olímpio são “em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade para todos os níveis”. Além disso, o candidato traz no planejamento mais verbas para a Educação (verbas públicas somente para o ensino público) e defesa da revogação de todas as “reformas do regime golpista contra a Educação e ensino público”.

Veja outros pontos:

- Fim dos vestibulares

- Livre ingresso nas universidades

Em encontro com empresários de confecções e de lavanderias de Toritama, no Agreste de Pernambuco, nesta sexta-feira (9), o candidato a governador de Pernambuco Miguel Coelho (União Brasil) criticou a falta de água no Polo de Confecções da cidade, que “é algo tão básico e o PSB não resolveu”. 

Conhecida por ser a maior produtora de jeans do Brasil, Toritama sofre com a falta de água diária, o que força os produtores a manterem lavanderias e outros estabelecimentos à base de carro-pipa. Miguel assegurou no encontro que vai mudar essa realidade com a reestruturação da Compesa e investimentos em sistemas de abastecimento para a região. 

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“O legado do PSB no Agreste é do abandono e da perseguição. Como a gente deixa sem água o segundo maior Polo de Confecções e a maior produção de jeans do Brasil? É algo tão básico e o PSB não resolveu. Além disso, a gente encontra ainda empresas funcionando à lenha porque esse governo não consegue entregar o gás para a região. O estado está fazendo tudo para dar errado. A gente vai mudar isso, vamos trazer o gás natural de forma perene para toda essa região e investir pesado no abastecimento de água”, assegurou o candidato do União Brasil. 

As críticas à falta de infraestrutura foram engrossadas pelo prefeito de Toritama. Edilson Tavares elogiou a iniciativa de Miguel de abrir diálogo com os produtores da região e pediu apoio para o candidato a governador iniciar um ciclo de mudança no Agreste. “Nós nunca tivemos a oportunidade de ter um candidato para ouvir os empresários das lavanderias e confecções daqui. A gente já teve muita vezes o estado trazendo a fiscalização para perseguir, mas ajudar que é bom, nada. Fico muito feliz que você tenha vindo até aqui e isso demonstra sua prioridade com o Polo de Confecções.”

Da assessoria

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