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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aprovou, nessa quarta-feira (16), a concessão de título de Doutor Honoris Causa a Pedro Paulo Soares Pereira, o Mano Brown, membro do grupo de rap Racionais MC’s.

De acordo com a reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães, a proposta do título a Mano Brown decorre da importância do artista “na arte, na cultura e especialmente na interlocução com jovens negros e negras de periferia que veem na música de Mano Brown uma forma de expressão que lhes dá voz, quando a sociedade lhes nega”.

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Para Richard Santos, pró-reitor de Extensão e Cultura da UFSB, a titulação do artista chama a atenção para a importância do hip hop nas periferias das cidades brasileiras. “É algo que aponta para a importância do que o hip hop nos tem deixado de legado ao longo dos anos, a identidade das periferias e a possibilidade do sonho diante de tanta miséria e sufocamento”.

Preparar materiais, pesquisar, gravar aulas, corrigir provas e organizar os conteúdos são apenas uma parte da jornada de trabalho dos professores. Trabalhadores essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, os docentes não tiveram as atividades interrompidas. No período mais crítico da Covid-19 no Brasil, as aulas presenciais foram suspensas e a sala de casa ou o quarto dos docentes se transformou em espaço de ensino. Os desafios passaram a ser outros.

Os profissionais da ducação conviveram, além dos baixos salários e da falta de reconhecimento, com o excesso de carga horária, dificuldade para o uso de plataformas digitais que os auxiliavam a ministrar aulas remotas e com preocupação, quase que constante, de perder o emprego. Tudo isso somado às incertezas geradas pela crise sanitária causou impactos na saúde mental dos docentes.

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Lecionando há nove anos e dividindo os dias entre duas instituições de ensino da rede pública e privada, do ensino fundamental 2, além das demanadas pessoas, Arline Vasconcelos iniciou nas aulas remostas em maio de 2020. Diferente de boa partes dos educadores, Arline já tinha familiaridade com as plataformas utilizadas pelas escolas. No entanto, a sobrecarga não diminuiu por isso.

"A demanda de atividades e criações de conteúdos atrativos, além do isolamento, tornaram o trabalho exaustivo. Comecei a sentir [a sobrecarga] no segundo semestre, quando acontecem as conclusões do ano letivo", conta.

Ao LeiaJá, a professora fala sobre os fatores que contribuíram para o desgaste mental neste período. "Incertezas sobre o futuro, preocupações com a saúde dos meus pais, preocupação com o desenvolvimento dos conteúdos, levaram que eu desenvolvesse crises de ansiedade fortes", relata. A profissional precisou buscar acompanhamento especializado e contar com o apoio de familiares para seguir.

Home office não é sinônimo de redução de carga horária

O argumento de que trabalhando em home office os professores e professoras desempenhavam as funções com horários flexíveis e com jornada reduzida é falacioso. As demandas, principalmente para as mulheres, aumentaram, como observa a coordenadora geral do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), Cláudia Ribeiro, em entrevista ao LeiaJá

“A educação básica dos anos iniciais é composta majoritariamente por mulheres. Portanto, ao terem que transformar a casa em sala de aula, acumularam no mesmo ambiente o trabalho e as atividades domésticas e cuidado com os próprios filhos e idosos que estivessem sob sua responsabilidade", afirma.

De acordo com dados colhidos pelo Grupo de Estudos sobre Políticas Educacionais e Trabalho Docente (Gestrado), vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), houve aumento das horas de trabalho durante o ensino remoto tanto em instituições do setor privado quanto público. Confira os gráficos:

Valores de acordo com a pesquisa do Gestadro (UFMG). Arte: Elaine Guimarães/LeiaJáImagens

Valores de acordo com a pesquisa do Gestadro (UFMG). Arte: Elaine Guimarães/LeiaJáImagens

Sobrecarga e falta de apoio

Em frente à tela do notebook ou do celular, os alunos acompanhavam os conteúdos e os esforços dos educadores para que o distanciamento social não afetasse o processo de aprendizagem. As preocupações dos docentes não estavam apenas restritas ao quesito conteudístico, como pontua o professor do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e pesquisador do Gestrado (UFMG), Gustavo Gonçalves: “Os professores viam seus alunos em situação de risco: trabalho infantil, violência, gravidez na adolescência, transtornos mentais. Isso também refletia nos docentes.” 

"Os desgastes físico e, sobretudo, mental desses profissionais, são reflexo da angústia diante de uma possível perda de familiares, retorno ao presencial sem a vacinação contra a Covid-19, ausência ou baixa interação do alunos durante as aulas remotas,  gravação de vídeo, envio de atividade, registro das atividades e retorno dos alunos, preenchimento de frequência. Tudo isso de forma remota, com poucos recursos e estrutura”, salienta Cláudia.

Partindo da mesma premissa, Gustavo Gonçalves menciona que o desgaste ocorreu de forma acelerada porque "os professores e professoras foram solicitados a mudar rapidamente sua forma de trabalhar, muitos, sem recursos necessários e também contando com pouco apoio de colegas, que também estavam isolados, e apoio institucional". "Muitos professores se queixaram de passar a utilizar seus próprios aparelhos de comunicação pessoal para fazer o trabalho da escola, quando o correto seria o trabalhador contar com o fornecimento de seu instrumento de trabalho", expõe.

O momento também é de reflexão e mudança

Com a retomada das aulas presenciais em diversos Estados e a vacinação contra a Covid-19 avançando, os questinamentos por parte dos docentes passam a ser outros. "Muito se fala sobre condições de biossegurança nas escolas para que o retorno seja de fato seguro", aponta Gonçalves.

De acordo com o pesquisador do Gestrado (UFMG), "os impactos negativos na saúde mental, que de fato ocorreram de modo pontual, abrem um processo de reflexão sobre as situações escolares no período pandêmico que é muito maior e poderia trazer mudanças na organização do trabalho escolar no médio prazo", explica.

E analisa: "Esse processo poderia ser positivo na medida em que incorporasse o aprendizado recente, fosse apropriado pelos sindicatos e coletivos e compartilhado entre os pares, sendo também reconhecido pela sociedade, criando a base para novas estratégias de planejamento que considerassem a jornada de trabalho real dos professores e também os riscos derivados das situações de vulnerabilidade próprias dos alunos".

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aprovou uma proposta que prevê a criação de vagas reservadas a pessoas em situação de privação de liberdade, egressos do sistema prisional e refugiados nos cursos de graduação. A proposta em questão, aprovada pelo Conselho Universitário da UFSB, altera a anterior política de ações afirmativas para processos seletivos para os cursos de graduação.

Será oferecida uma vaga para cada curso, turno e campus e o público-alvo poderá concorrer à vaga por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e Colégios Universitários.

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De acordo com a UFSB, espera-se que as novas medidas já se apliquem nos seus próximos processos seletivos. A instituição informa, ainda, que é a primeira universidade a ofertar reserva de vagas para o público interno ou egresso do sistema prisional no País.

A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf) e o Comitê de Acompanhamento da Política de Cotas (CAPC) discutirão a regulamentação da medida, promoverão um conjunto de audiências, escutas e eventos a fim de divulgar a resolução. Por meio da Proaf, a UFSB buscará, ainda, apoios institucionais com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secretaria de Justiça do Estado da Bahia e as unidades prisionais da área de abrangência da instituição de ensino.

Segundo a universidade, a Secretaria de Administração Prisional já foi comunicada sobre a ação afirmativa e houve, neste semana, um encontro entre representantes da UFSB e a direção do presídio de Itabuna para a apresentação da medida e alinhamento de ações conjuntas para que os detentos se preparem para realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na política de ações afirmativas da universidade, há também reserva de vagas para pessoas transexuais, travestis e transgêneros, para povos indígenas aldeados, povos de comunidades remanescentes de quilombos ou comunidades identitárias tradicionais e pessoas de origem cigana.

Estudantes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) denunciam a instituição por espionagem feita através dos notebooks concedidos por meio de edital de empréstimo de equipamentos realizado pela UFSB. O computadores foram emprestados para o acesso às aulas devido a pandemia do novo coronavírus. 

Segundo publicação feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) no Facebook, dois dos computadores cedidos aos estudantes possuem o programa KidLogger Monitoring Agent 6. O programa tem a função de monitorar e registrar todas as ações feitas nos equipamentos. 

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Através de um vídeo, uma estudante, que é membro do DCE, trouxe o caso à tona com o intuito de orientar como identificar o programa. “Pedimos a todos os estudantes que estão de posse de notebook da universidade verifiquem se tem esse aplicativo instalado e entrem contato conosco para que possamos dar as devidas orientações e encaminhamentos a respeito deste assunto”, diz nota que legenda o relato do ocorrido. 

No mesmo vídeo, a estudante pede que os outros dicentes façam uma denúncia na Policial Civil, assim como uma queixa na ouvidoria da UFSB, para que o caso possa ser apurado.

Na mensagem a estudante mostra uma pasta no computador que armazena informações dos alunos, que podem ser feitas por gravações pela webcam, além de senhas e prints que podem ter sido salvos de qualquer tela acessada pelo usuário. O assunto repercutiu nas redes sociais e, dentre os comentários, estudantes postaram prints de mensagens recebidas nos celulares informando que era necessário proteger as senhas.

Após repercussão, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) divulgou um comunicado afirmando “que respeita a privacidade de seus acadêmicos e que não adota nenhum mecanismo que fira esse direito”. 

Além disso, diz que “os encaminhamentos imediatos são o recolhimento e análise de algumas das máquinas afetadas para investigar como esse aplicativo foi instalado, e para definir procedimento que garanta a salvaguarda de informações para os estudantes cujas máquinas apresentem esse problema e a desinstalação completa e segura do aplicativo de monitoramento”. O esclarecimento é assinada pela Pró-Reitoria de Tecnologia da Informação e Comunicação e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas da UFSB.

O LeiaJá tentou localizar o edital de empréstimo com a finalidade de identificar se há menções sobre pedido de autorização de instalação deste software ou se há informações prévias sobre o programa concedidos para uso nas residências dos estudantes, no entanto o documento não foi encontrado. Ao invés disso, há apenas o resultado com os alunos contemplados pelo edital.

Estarão abertas na próxima segunda-feira (19) as inscrições para processo seletivo da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). São oferecidas quatro vagas para a função de professor substituto. A remuneração mensal pode chegar até R$ 6,2 mil.

As oportunidades são para profissionais nas áreas de letras/linguística, ciências biológicas/embriologia, física, química e história. Os selecionados irão atuar nos campi Paulo Freire, Jorge Amado e Sosígenes Costa. Para realizar a inscrição, o interessado deve se enquadrar nos pré-requisitos listado no edital da seleção, divulgado nesta sexta-feira (16).

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O processo seletivo será realizado através de prova didática e análise de títulos. A data prevista para os exames é dia 9 de janeiro de 2019. De acordo com o edital, a prova didática será realizada em situação real de aula ou atividade pedagógica, com duração entre 30 min e 40 min, aberta à comunidade da UFSB e gravada para fins de registro.

Interessados têm até o dia 30 de novembro para realizar as inscrições, exclusivamente, via site. A taxa de participação é de R$ 100. Há possibilidade de isenção. Para tanto, o candidato deverá solicitar o benefício até dia 21 de novembro e obrigatoriamente deve se enquadrar nos critérios de seleção.

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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) divulgou processo seletivo para a contratação de 57 professores. As vagas são para os campi de Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro, em várias áreas de conhecimento, como medicina, geologia, química, artes, engenharia, entre outras.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 8 de outubro. A remuneração pode chegar a R$ 10.043,37. Os interessados podem se inscrever no site da instituição, mediante preenchimento de um formulário eletrônico. A taxa custa R$ 280, mas caso o candidato se encaixa nos requisitos, ele pode solicitar a isenção, conforme disposto em edital.

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O processo seletivo consiste em três etapas, sendo a primeira uma prova escrita de caráter eliminatório, com data provável para o dia 5 de novembro; segunda, uma prova de títulos e de proposta acadêmica, de caráter classificatório, na data de 27 de novembro a 1º de dezembro; e por último, provas orais, de caráter eliminatório e classificatório, compreendendo três seções: exposição oral de plano de ensino-aprendizagem, prova de prática didática e argüição, de aplicação nas datas de 11 a 12 de dezembro. As informações completas podem ser adquiridas através do edital.

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) divulgou edital de n° 24/2017 para processo seletivo de professor substituto. De acordo com a publicação, são 9 vagas para professor substituto nas áreas de Matemática e Computação, Inglês, Libras, Língua Portuguesa, Português/Francês, Ciências Sociais e História, nos municípios de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

De acordo com a titulação do candidato, a remuneração pode chegar a até R$6.200,00. As inscrições iniciaram na última quarta-feira (16) e encerram no dia 28. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100, porém o edital oferece requisitos para isenção. A prova deve ocorrer no dia 14 de setembro.

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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) publicaram, nesta segunda-feira (6), através do Diário Oficial da União (DOU), a abertura das inscrições para concursos públicos para docentes do magistério superior. Para o certame da UFSB há 23 vagas, com remunerações que chegam até R$ 8.344,64. As candidaturas devem ser feitas até 10 de novembro, e custam R$ 300. O processo de seleção terá três etapas, a prova escrita, prova de títulos e prova oral. A primeira etapa está prevista para o dia 7 de dezembro. As demais informações e o edital completo podem ser encontrados no portal da UFSB ou pelo email eletrônicoconcursos@ufsb.edu.br.

Já para o concurso da UTFPR existem quatro vagas. As inscrições devem ser realizadas até o dia 28 de outubro. O candidato precisa ter mais de 18 anos. O concurso tem validade de um ano, podendo ser prorrogado. A inscrição deve ser feita pelo site da instituição organizadora da seleção

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Os interessados devem apresentar cópias autenticadas do RG, do passaporte, título de eleitor e reservista, caso seja do sexo masculino. Ambos os concursos pedem que os candidatos precisam ser brasileiros ou naturalizados, ter aptidão física e mental, não acumular cargos ou funções públicas, estar quite com as obrigações eleitorais e militares, além de ter seus títulos expedidos por instituições superiores reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

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