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Di Ferrero é mais um artista a se manifestar sobre o índice de mortos pela Covid-19. O artista lamentou em uma rede social, através de uma imagem, as 500 mil vidas perdidas em decorrência da doença. "Meus sentimentos a todos que perderam alguém querido, como eu também perdi. Lamentavelmente chegamos a essa triste marca", disse o ex-vocalista do grupo NX Zero.

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"Essa guerra contra a Covid poderia ter sido menos dolorosa se não existisse tanto descaso. Que possamos todos nos vacinar!", finalizou. Na legenda de sua postagem, Di colocou a hashtag #ForaBolsonaro. No início de março de 2020, o artista contou que havia testado positivo para o coronavírus.

O marido da modelo Isabeli Fontana disse na época que os sintomas eram iguais com os de uma gripe: "Bom, eu fui diagnosticado com Coronavírus. É, eu tô com o Corona, mas eu queria falar que estou bem, me cuidando. Estou isolado há alguns dias e ficarei mais alguns dias isolado. Tô sentindo como se tivesse uma gripe, mesmo, tava me sentindo com falta de ar e agora estou bem".

Documentos do Ministério das Relações Exteriores dão conta que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou a compra da vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante. A aquisição do imunizante foi intermediada pela Precisa Medicamentos, empresa que vinha sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) sob acusação de fraude em um contrato de R$ 21 milhões na venda de testes rápidos para Covid-19 ao governo local.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, um telegrama da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto de 2020 informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). Já em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto indiano “custaria menos do que uma garrafa de água”. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por cada unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora.

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Ainda segundo a publicação, a ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro após uma negociação de cerca de três meses, prazo bem mais curto que o de outros acordos. Ao mesmo tempo, o governo federal rejeitou a compra da vacina da Pfizer a 10 dólares alegando preço muito alto. 

A compra teria sido intermediada pela empresa Precisa Medicamentos, alvo de investigação por parte do MPDF. Um dos sócios da Precisa, Francisco Maximiano, também virou alvo na CPI da Pandemia e teve a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário decretados. Ele vai prestar depoimento na comissão nesta quarta (23).

 A pandemia do coronavírus (Covid-19) trouxe impactos a diversos segmentos do mundo, entre eles a economia, que sofreu duros golpes durante a crise sanitária. Segundo dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o período de um ano de pandemia fez com que o desemprego no Brasil alcançasse 14,4%, um aumento de 11,6% quando comparado ao ano passado. Esse valor é equivalente a 2 milhões de brasileiros desempregados, o que tem gerado vários impactos sobre a saúde mental do brasileiro. 

De acordo com o economista e gestor empresarial Jean Crouzillard, o fator principal que contribui com o desemprego do país é a ausência de um plano econômico de longo prazo. Ele aponta que nos últimos 20 anos, os políticos se preocuparam apenas com as eleições. “Muitos projetos estão parados no congresso e, quando colocados em pauta, perdem suas características iniciais, sua eficácia e se tornam soluções de curto prazo", comenta.

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Crouzillard lembra que o Brasil já convive com o desemprego desde antes da pandemia e que a crise sanitária apenas agravou a situação. Para resolver a questão, o economista afirma que é necessário ter vontade e liderança política como prioridade, uma vez que soluções voltadas apenas para planos econômicos só servirão para amenizar o problema. “É primordial investir em micros e pequenas empresas, as quais geram muitos empregos. Porém, é muito importante que o país conte com um plano de investimento estrutural para que a retomada seja sólida”, calcula.

Segundo o economista, focar em empréstimos de dinheiro não será a solução, pois as empresas precisam de consumo para que a economia se recupere com estabilidade. Para Crouzillard, o ideal seria um direcionamento voltado para investimentos estruturais, além de aprovar o novo plano fiscal que está parado no congresso. “O orçamento público concentra verbas para pagar juros e estrangular investimentos públicos. É necessário ter coragem de alavancar a economia com o excesso de liquidez do mercado financeiro, ou seja, ter em mãos um plano de captação deste excesso”, ressalta.

O economista estima que a vacinação deve criar um ambiente economicamente viável a partir de agosto, mas os prazos para recuperar as perdas são de três a quatro anos. Já o índice de desemprego não deve se alterar até o final de 2021 e permanecerão altos no ano que vem. “Por 2022 ser um ano de eleição, com um cenário muito conturbado, não é de se esperar por uma estabilidade econômica. Talvez apenas pequenos progressos em alguns setores da economia”, prevê.

Uma das sugestões apontadas por Crouzillard, seria explorar setores da economia que detêm resposta ágil da recuperação. “Um bom exemplo disso é o setor de turismo que é, ainda, muito subutilizado no país. Além disso, fica a lição de que um país deve ser autossuficiente em vacinas, essa é uma estratégia que deverá evitar’ ‘solavancos futuros’”, recomenda.  

Os impactos do desemprego na saúde mental das pessoas

O atual cenário econômico junto às preocupações com a saúde causam consequências psicológicas no trabalhador, que busca por maneiras de contornar a crise. A psicóloga e terapeuta integrativa Bianca Panvequi Liberati explica que a perda de um emprego funciona como um processo de luto, junto ao desespero de não saber o que fazer para se manter e sustentar a família.

Além disso, o desemprego também afeta a autoestima. “Um emprego, uma posição ou uma ocupação gera bem-estar e autovalorização. Você valoriza o seu tempo no momento em que você realiza uma atividade e é pago por ela, o que proporciona autoestima”, explica Bianca.

A psicologia destaca que o contexto de pandemia já é um momento doloroso e a perda de um emprego aumenta as sensações de mal estar e impotência. Por conta disso, as pessoas passam a ter crises de ansiedade e depressão com maior frequência.

Diante desta situação de desemprego, Bianca reforça que é importante possuir uma rede de apoio, amigos ou familiares que possam auxiliar nos momentos difíceis e transmitir segurança. “Algo que pode ser muito útil é ter uma fé ou algo em que acreditar, independente da religião”, orienta.  Outra dica da psicóloga é realizar atividades físicas ou buscar por diversas maneiras de entretenimento, pois elas ajudam a aliviar o estresse e geram sensações de prazer.

Uma live realizada pela ISTOÉ dinheiro no dia 19 de maio pode servir como prova de que o empresário Carlos Wizard exerceu, indevidamente, funções na administração pública servindo como um ‘conselheiros de negócios' para o então ministro da saúde Eduardo Pazuello. O que confirma uma das teses da CPI da Covid de que o presidente Bolsonaro criou o ministério paralelo para tomar decisões em relação à pandemia.

Na live, Wizard confirma categoricamente que foi convidado pelo general para auxiliar nas negociações para a compra de materiais e insumos de modo geral pela sua ‘habilidade negocial’. “Minha missão é auxiliar o general nos grandes contratos e grandes aquisições, pois ele confia na minha habilidade negocial”. 

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O convite, como contou Wizard, aconteceu assim que Pazuello foi incumbido por Bolsonaro para comandar a secretaria executiva da saúde, posteriormente acabou virando chefe da pasta. E não foi por acaso, a relação entre os dois começou em Roraima anos atrás quando ambos participavam como missionários da ação “Acolhida”. Desde então a relação foi se estreitando a ponto do convite para ajudar na administração pública.

“A missão que o general me passou foi de acompanhar os grandes fornecedores e grandes contratos. Você sabe que o orçamento do Ministério da Saúde é um dos maiores que temos na união, óbvio que passa por muitas aprovações, análises, hierarquias, até que um contrato desse finalmente seja concretizado”, disse. 

“E o general confiando então na minha habilidade negocial ele pede que eu possa participar desse comitê que faz análises desses grandes contratos. Agora estamos em busca de respiradores, de EPIs, estamos em busca de equipamentos diversos para atender os hospitais. Logo logo você vai ver que o Brasil vai ser forrado de medicamentos na fase ainda inicial do tratamento, Cloroquina, Hidroxicloroquina”, admitiu. 

Convocação CPI

E esse é um dos focos da investigação da CPI da Covid, a indevida compra de medicamentos que são comprovadamente ineficazes no combate a Covid-19. Senadores tentam entender o interesse do governo e a relação com a iniciativa privada no lobby do inexistente ‘tratamento precoce’.

Por isso, Wizard, já foi intimado a depor na CPI, mas não compareceu, senadores já solicitaram a condução coercitiva do empresário, mas ele não foi encontrado e acabou deixando o país e fugiu para os Estados Unidos. O vídeo que confirma a participação dele no governo pode piorar ainda mais a situação dele e do seu amigo Pazuello caso os senadores utilizem como prova.

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Ao mesmo tempo que variantes do novo coronavírus se espalham e que a vacinação contra a covid-19 engatinha, a necessidade das máscaras como uma das formas de reduzir a transmissão da doença é hoje uma certeza. O projeto alternativo “PFF2 Para Todos Belém” surgiu inspirado em várias outras iniciativas que fomentam a distribuição de máscaras e a conscientização da população, juntamente com o compartilhamento de informações seguras.

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Estudos feitos por cientistas ao redor do mundo e por estudantes da USP (Universidade de São Paulo) apontam que as máscaras de tipo N95/PFF2 apresentaram a maior eficiência de filtração de partículas, 98%, e fator de qualidade, enquanto máscaras de algodão tiveram a pior performance, com eficiência variando de 20 a 60%.

Embora, no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantenha a indicação de máscaras de tecido, limpas e secas, para a população em geral, enquanto as máscaras cirúrgicas e as N95, PFF2 e equivalentes devem ser usadas "pelos profissionais que prestam assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19 nos serviços de saúde”, o ideal seria a produção em massa de máscaras PFF2/N95 e a sua distribuição gratuita à população. Enquanto isso não acontece, projetos como o "PFF Para Todos" ajudam a encontrar máscaras PFF2 a preço acessível em todo o país.

Os participantes do projeto, na cidade de Belém, buscam doações para ajudar na distribuição das máscaras. “A arrecadação das máscaras é feita por doações via pix que é pff2paratodosbelem@gmail.com. Nós postamos o pix nas redes sociais e as pessoas fazem doações em dinheiro e nós arrecadamos um montante e marcamos o dia das distribuições em pontos estratégicos de Belém. Junto com folhetos informativos nas nossas redes sociais, nós temos uma planilha de prestação de contas e as pessoas podem ver quando as máscaras foram doadas, quais os valores arrecadados, o que saiu e o que entrou novamente no nosso montante”, informa Nanda Silva, estudante, uma das responsáveis pela disctribuição das máscaras.

Em entrevista para o portal Leia Já, Nanda falou sobre como tem sido a experiência e como a iniciativa tem sido recebida pela população. “A experiência de participar do projeto tem sido muito gratificante. Poder contribuir ajudar outras pessoas contribuir para nossa cidade para que as pessoas se protejam para que a gente minimize os danos da pandemia e possa salvar vidas através de pequenas iniciativas. A iniciativa tem sido bem recebida pela população que nós abordamos muitas pessoas agradecem levam a informação para os familiares. É claro que ainda encontramos algumas pessoas sem máscaras na rua ou que são mais resistentes em aceitar, mas no geral a maioria das pessoas aceita bem e se interessa pelo assunto. Nesse sentido nós entendemos sim a importância de incentivar o uso da pff2 e que o papel de conscientização é fundamental”, destaca.

Helem Ferreira Ribeiro, biomédica e professora de Imunologia Clínica da UNAMA - Universidade da Amazônia, fala sobre a importância da popularização desse tipo de máscara. “É uma proteção adicional recomendada para situações onde o distanciamento social não é possível, como o transporte público em horários de pico, mas também podem ser utilizadas pela população geral. Se todas as pessoas utilizassem PFF2, os índices de contaminação diminuiriam. A distribuição delas deveria ser obrigatória pelos empregadores para todos os funcionários”, afirmou a biomédica.

Helem também falou sobre o modo de uso desse tipo de máscara e ressaltou a importância de sempre ter uma reserva na bolsa. “Máscaras PFF2 podem ser utilizadas por aproximadamente 8 horas, e podem sim ser reutilizadas. Para colocar, devemos ajustar a parte da frente cobrindo o nariz e a boca e prender as tiras elásticas atrás da cabeça, além de ajustar ao redor do nariz. Para retirar, puxar as tiras elásticas e não segurar a máscara pela parte da frente."

A reutilização pode ser feita de forma simples: as máscaras devem ficar penduradas em local arejado e à sombra por pelo menos 24 horas, e não devem ser limpas com água, álcool ou qualquer outra substância. "Elas podem ser utilizadas por até duas semanas nesse esquema de rodízio, o ideal é ter pelo menos três e ir revezando ao longo da semana. É possível encontrar máscaras PFF2 a partir de 3 reais”, enfatiza a professora Helem Ribeiro.

Por Maria Rita Araújo.

 

 

Os Jogos Olímpicos de Tóquio terão o limite máximo de 10.000 espectadores em cada sede da competição, anunciou nesta segunda-feira a organização do evento, que começará em 23 de julho, mas com um alerta para a possibilidade de competições com portões fechados em caso de aumento dos contágios de covid-19.

No comunicado, a organização explica que o limite será de 50% do local de competição, até o máximo de 10 mil espectadores.

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"Se houver uma mudança dramática na situação da infecção, talvez precisemos revisar a norma e considerar a opção de não ter espectadores nos locais de competição", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

A organização afirmou ainda em um comunicado que a decisão sobre o número de torcedores nos Jogos Paralímpicos (24 agosto-5 setembro) foi adiada para 16 de julho.

Em março, o comitê organizador vetou a presença de espectadores procedentes do exterior devido ao risco de saúde considerado muito elevado, algo inédito na história olímpica.

Nesta segunda-feira, as autoridades japonesas deveriam decidir sobre a celebração dos Jogos Olímpicos a portas fechadas ou com a presença de torcedores locais: a segunda opção foi a vitoriosa, mas com um número restrito de espectadores.

A reunião teve a presença de representantes de cinco instituições: o comitê organizador de Tóquio-2020, o governo japonês, o governo da cidade de Tóquio, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comité Paralímpico Internacional (CPI).

A suspensão do estado de emergência no domingo em Tóquio e outros departamentos foi um sinal positivo aos organizadores, que aguardavam a decisão do governo japonês para determinar se liberariam a presença de torcedores locais e, em caso positivo, quantos.

Mas o governo japonês decidiu manter algumas restrições pelo menos até 11 de julho e o primeiro-ministro do país, Yoshihide Suga, advertiu que poderia reforçar as medidas se os casos de covid-19 aumentarem e o sistema de saúde ficar sob pressão.

A Caixa paga neste domingo (20) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para beneficiários nascidos em março.

Os recursos serão depositados nas contas digitais dos beneficiários. Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais. Os beneficiários também conseguem movimentar os recursos usando o Caixa Tem na Rede Lotérica. O saque desta parcela será liberado a partir de 5 de julho.

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A Caixa lembra que o calendário da terceira parcela foi antecipado. Marcado inicialmente para encerrar em 12 de agosto, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, o terceiro ciclo agora finaliza no dia 19 de julho.

De acordo com a Caixa, central telefônica 111 funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h, gratuitamente, e está preparada para atender os beneficiários do Auxílio Emergencial. Além disso, o banco disponibiliza, ainda, o site.

A pandemia de coronavírus provocou ao menos 3.862.364 mortes no mundo desde que o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China registrou a aparição da doença em dezembro de 2019, segundo um balanço estabelecido pela AFP neste domingo (20) às 07h (horário de Brasília) com base em fontes oficiais.

Desde o início da epidemia, mais de 178.125.020 pessoas contraíram a doença. A grande maioria dos infectados se recupera, mas uma parte ainda mal avaliada conserva os sintomas por semanas ou meses.

Os números se baseiam nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e excluem as correções realizadas posteriormente pelos diferentes órgãos de estatística, que concluem que a quantidade de óbitos é muito maior.

A OMS estima que, se a sobremortalidade direta ou indireta vinculada à covid-19 for levada em conta, o balanço da pandemia poderia ser duas a três vezes maior que o registrado oficialmente.

Uma grande parte dos casos menos graves ou assintomáticos permanece sem ser detectada, apesar da intensificação da testagem em vários países.

No sábado, foram registrados no mundo 9.048 novas mortes e 354.462 contágios. Os países que registraram mais óbitos segundo os últimos balanços oficiais são Brasil com 2.301, Índia (1.576) e Colômbia (589).

A quantidade de mortos nos Estados Unidos chega a 601.741 com 33.538.037 casos. Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas mortais são Brasil, com 500.800 mortes e 17.883.750 casos, Índia, com 386.713 mortes (29.881.965 casos), México, com 231.151 mortes (2.475.705 casos), e Peru com 190.202 mortes (2.026.729 casos).

Entre os países mais prejudicados, o Peru registra a maior taxa de mortalidade, com 577 mortes a cada 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (310), Bósnia (294), República Tcheca (283) e Macedônia do Norte (263).

Neste domingo às 07h00 de Brasília e desde o começo da epidemia, América Latina e Caribe totaliza 1.236.235 mortes (35.974.493 contágios), Europa 1.157.566 (53.897.350), Estados Unidos e Canadá 627.789 (34.945.971), Ásia 554.846 (39.029.236), Oriente Médio 147.709 (9.042.064), África 137.103 (5.184.463), e Oceania 1.116 (51.445).

Este balanço foi realizado usando dados das autoridades nacionais coletados pelos escritórios da AFP e com informações da OMS.

Devido às correções das autoridades e à publicação tardia dos dados, o aumento dos números publicados em 24 horas pode não corresponder exatamente aos números do dia anterior.

A pandemia do novo coronavírus, que já deixou mais de meio milhão de mortos no país, é uma "bomba-relógio", que terá graves consequências sociais e de saúde, afirmou à AFP o pesquisador em Saúde Pública Alexandre da Silva.

Para esse doutor pela Universidade de São Paulo (USP), o conceito de "sindemia" - uma emergência sanitária potencializada mutuamente junto aos danos socioeconômicos que causa - está mais atual do que nunca no Brasil, onde a doença aprofunda as desigualdades sociais.

Confira:

Até que ponto a pandemia acentua as abismais desigualdades no país?

R: A pandemia deixou as desigualdades escancaradas, de uma forma que a gente há muito tempo não imaginava (...) Nesse momento em que ela chega ao Brasil, já tem outras situações muito ruins instaladas. É aí que usamos o termo sindemia. Já existia por exemplo uma crise sanitária, porque desde o governo anterior já havia um congelamento dos investimentos na área da saúde pública.

O outro problema foi econômico. A desigualdade socioeconômica já vinha aumentando, com poucos investimentos do governo federal para reduzi-las. Há um aumento no número de pessoas desempregadas, do trabalho informal, sem nenhum seguro trabalhista... Observamos um aumento também do número de desalentados, que já nem saem mais para buscar emprego porque sabem que não vão encontrar. Esse último é maior nos municípios em que há mais pessoas negras.

Infelizmente, o Brasil é uma bomba-relógio. Se as vacinas não chegarem, se insistir nessa não articulação dos atores sociais para política de saúde e assistência social, corremos risco de ter muitas mortes desnecessárias.

Acredita que teria sido possível evitar que o Brasil chegasse a meio milhão de mortes pela Covid-19?

R: Sim, por vários fatores. Temos uma história muito bem-sucedida de vacinação. A gente poderia ter feito uma ação mais focada na prevenção, monitoramento dos casos de maior vulnerabilidade. A atenção primária de saúde tem como propósito fazer um gerenciamento dessas doenças e agravos crônicos.

Poderia haver mais comunicação às pessoas através da televisão, das redes sociais, ter um plano de assistência social para cobrir as pessoas mais vulneráveis.

Numa sociedade como a nossa que está muito carente de soluções, se você não tem em nenhum momento uma figura que consegue acalmar, mostrando que existe uma direção, um plano, fica essa polarização que se acentua com o aumento das 'fake news'. É uma ameaça para o próprio país.

Quais consequências podemos temer a longo prazo depois da pandemia?

R: Esse vírus vem gerando uma série de adoecimentos que não são apenas de causa neurológica. Há problemas respiratórios, músculo esqueléticos, muitos transtornos mentais. Temos uma frente enorme para manter as pessoas saudáveis e, principalmente, vivas.

No país, já começa a ter um movimento de retrocesso. Muitos direitos conquistados já começam a ser desrespeitados, a começar pelo direito à vida.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para manifestações que pediam pela vacinação da população, o país superou a marca de 500 mil mortos pela Covid-19. Neste sábado (19), os números levantados pelo consórcio de veículos da imprensa apontam um total de 500.022 vidas ceifadas pela doença no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

De acordo com o consórcio, os números se referem a novos dados divulgados por Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Os demais estados não atualizaram suas informações sobre casos e mortes até as 14h deste sábado (19). Além das mais de 500 mil mortes por Covid, o país agora contabiliza 17.822.659 de casos confirmados da doença. 

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A média geral de mortos por dia tem sido de mais de mil pessoas. Esses números têm variado bastante desde o início de 2021, porém de forma crescente. No último mês de abril, a média móvel semanal ficou acima de três mil mortos diários e o índice de mortes saltou de 400 mil a 500 mil em apenas 51 dias. 

Agora, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com mais mortes por coronavírus registradas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, onde a marca está em 600 mil vítimas fatais. Já a Índia fica na terceira posição, com mais de 380 mil óbitos. 

Mesmo com um baixo índice de contágio, a pandemia evolui em Fernando de Noronha, que notificou mais dois moradores infectados pela Covid-19 nessa sexta-feira (18). Ao todo, a ilha acumula 696 diagnósticos.

O total de notificações é dividido pela Administração entre 614 casos de transmissão local e 82 importados.

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Os novos pacientes foram postos em quarentena domiciliar e são observados junto com outros 14 infectados em recuperação no arquipélago.

Noronha perdeu quatro moradores em decorrência do vírus. Por outro lado, já alcançou 676 recuperações.

O ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra (MDB), e o assessor internacional da Presidência da República Felipe Martins, serão ouvidos na CPI da Covid na próxima semana. Senadores apontam que os dois são suspeitos de integrar um gabinete paralelo que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro sobre como conduzir a pandemia do novo coronavírus.

A oitiva de Osmar está marcada para terça-feira (22), e Martins deve ser ouvido na quinta-feira (24). Após um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, a convocação do deputado Osmar Terra foi convertida em convite, o que permite que o parlamentar decida por não comparecer ou deixar a reunião a qualquer momento.

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Integrantes da CPI destacaram que Terra, que é próximo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez manifestações públicas minimizando os impactos da pandemia e defendeu medidas como "imunização de rebanho", como forma de superar o novo coronavírus. Já Felipe Martins terá que explicar sua participação em uma reunião com representantes da farmacêutica Pfizer. 

 Em depoimento à CPI, o ex-CEO da empresa na América Latina, Carlos Murillo, revelou que representantes da Pfizer tiveram uma reunião com o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, da qual também participaram o vereador Carlos Bolsonaro e Felipe Martins.

*Com informações da Agência Senado

O governo italiano anunciou, nesta sexta-feira (18), que os passageiros procedentes do Reino Unido terão de cumprir uma breve quarentena, enquanto os de outros países poderão entrar livremente com o "Passaporte Covid", com o objetivo de acelerar o turismo.

"Assinamos uma nova portaria que permite a entrada de países da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Japão com o certificado verde", também chamado de Passaporte Covid, informou o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza, no Facebook.

O certificado é um documento sanitário que atesta que a pessoa foi vacinada contra o coronavírus, que superou o vírus, ou que teve resultado negativo no teste de detecção da doença, explicou o ministro.

Os viajantes do Reino Unido, país onde a variante Delta, a mais contagiosa, propagou-se, terão de observar uma quarentena de cinco dias e se submeter a um teste de covid-19.

A Itália também proíbe a entrada em território nacional de viajantes de Índia, Bangladesh e Sri Lanka.

O país espera aumentar em 20% o número de turistas nos próximos meses do verão boreal (inverno no Brasil) e, assim, poder reativar o setor turístico. Duramente atingido pela pandemia, ele representa quase 14% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo diferentes fontes do governo, a Itália vai eliminar a obrigação de usar a máscara ao ar livre durante a primeira quinzena de julho.

Até o momento, foram injetadas mais de 44 milhões de doses de vacinas anticovid-19. Quase 15 milhões de pessoas - ou seja, mais de 27% da população acima de 12 anos - já foram vacinadas, conforme o site do Ministério da Saúde.

Os espanhóis poderão deixar de usar máscara ao ar livre a partir de 26 de junho, seguindo os passos da França, enquanto cresce a preocupação com a variante Delta do vírus, responsável pelo novo grande surto de Covid-19 em Moscou, que registrou um recorde de casos.

Um dia depois que os franceses deixaram de usar obrigatoriamente a máscara ao ar livre, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que seus cidadãos poderão fazer o mesmo a partir de sábado 26 de junho.

"Este será o último fim de semana com máscaras ao ar livre, porque no próximo 26 de junho não as usaremos mais em espaços públicos", declarou Sánchez em um ato empresarial em Barcelona.

"Nossas ruas e nossos rostos recuperarão seu aspecto normal nos próximos dias", acrescentou.

O uso da máscara ao ar livre foi imposto na Espanha em maio de 2020, a princípio somente quando não fosse possível manter uma distância segura. Depois, a obrigatoriedade do uso acabou se generalizando.

A melhora da situação sanitária e a chegada em breve do verão boreal (inverno no Brasil), no qual a Espanha espera começar a recuperar os milhões de turistas perdidos pela pandemia, aumentaram a pressão para levantar esta medida, como França e Bélgica já fizeram.

- Cepa Delta arrasa Moscou -

Em contraste com esse otimismo, no entanto, cresce também a preocupação com a expansão da variante Delta, detectada inicialmente na Índia e considerada mais contagiosa. Esta variante já provocou uma onda devastadora nesse grande país do sul da Ásia.

Agora, a variante causa estragos em Moscou, onde representa quase 90% dos novos casos de Covid-19, segundo o prefeito Serguei Sobianin.

A pandemia disparou na capital russa, que registrou 9.056 novas infecções em 24 horas. É um recorde desde o começo da pandemia, e o triplo do detectado duas semanas atrás.

Isso levou o prefeito, que há alguns dias impôs vacinações obrigatórias aos trabalhadores do setor de serviços, a decretar a suspensão de eventos de entretenimento em massa, assim como o fechamento de casas de festa e da área de torcida nas partidas de futebol da Eurocopa.

"Não queria fazer isso, mas temos que fazer", afirmou Sobianin.

A variante Delta é considerada responsável também por um inesperado surto de casos no Reino Unido, que adiou por quatro semanas o desconfinamento e ficará pelo segundo ano consecutivo sem o popular carnaval caribenho do bairro de Notting Hill.

Os organizadores desta colorida e animada festa justificaram seu adiamento pela "incerteza permanente e pelo risco representado pela Covid-19".

Ela também preocupa na Alemanha, cujo ministro da Saúde anunciou, nesta sexta-feira, que metade de sua população - 41,5 milhões de 82 milhões - já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina.

"A questão não é 'se', mas 'quando' a variante Delta será a dominante", disse o ministro Jens Spahn.

- Vacinação desigual -

A pandemia está afetando o mundo de forma muito desigual. O planeta registrou 9.750 novas mortes em 24 horas, elevando o balanço global de vítimas para 3.844.390 pessoas.

Quase metade desse número veio de três países: Brasil (2.311), Índia (1.587) e Colômbia (596).

O acesso às vacinas também é desigual, das quais já foram administradas 2,5 bilhões de doses em todo mundo, segundo uma contagem da AFP com base em dados oficiais.

De acordo com esses números, 72 em cada 100 habitantes dos países ricos receberam uma ou duas doses da vacina, proporção que cai para 1 em cada 100 habitantes nos países pobres.

Um dos contrastes mais significativos é entre Israel, com 5,1 milhões de pessoas completamente vacinadas (55% de sua população), e Palestina, que conta com apenas 260.000 habitantes com as duas doses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Para amenizar essa situação, o novo governo israelense anunciou nesta sexta-feira que dará um milhão de doses "prestes a expirar" para a Autoridade Palestina, cuja sede de governo se encontra na Cisjordânia ocupada.

Além disso, os milhares de voluntários e responsáveis pelos Jogos Olímpicos de Tóquio começaram a receber a vacina. Permanece a dúvida sobre se a situação sanitária permitirá o acesso do público local às competições.

A Caixa inicia nesta sexta-feira (18) os pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial 2021. Os beneficiários nascidos em janeiro serão os primeiros a receber os recursos em suas contas digitais.

Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

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Os beneficiários também conseguem movimentar os recursos usando o Caixa Tem na Rede Lotérica.

A Caixa lembra que o calendário da terceira parcela foi antecipado. Marcado inicialmente para encerrar em 12 de agosto, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, o terceiro ciclo agora finaliza no dia 19 de julho.

Os beneficiários que recebem o crédito nesta sexta-feira, terão o saque liberado a partir do dia 1º de julho. Amanhã será a vez dos pagamentos para nascidos em fevereiro, com saque liberado a partir de 2 de julho.

Bolsa Família

O pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para beneficiários do Bolsa Família com final de NIS (Número de Identificação Social) 2.

O recebimento do auxílio emergencial é realizado da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular para quem recebe o Bolsa Família. Para quem recebe por meio da Poupança Social Digital, os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na rede lotérica de todo o Brasil, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro já identificou casos da nova variante britânica do coronavírus, conhecida como Alpha (B.1.1.7) no estado. Um deles é morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O caso foi notificado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio às autoridades municipais de São Gonçalo em 9 de junho.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o município ainda investiga se o paciente foi infectado dentro do estado ou se o caso é importado, tendo vindo de outro estado ou de outro país.

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A Secretaria de Saúde alerta que, independentemente das variantes, as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem as mesmas. Não haverá, portanto, alteração dos protocolos sanitários que já estão sendo adotados.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou, na última quarta-feira (16), de um uma festa de aniversário do secretário nacional do Esporte, Marcelo Magalhães. Cerca de 50 pessoas participaram da comemoração, a maior parte delas - incluindo o presidente - não usavam máscaras.

A festa contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (Patriota), dos ministros Gilson Machado, do Turismo, e João Roma, da Cidadania, do secretário de Cultura, Mário Frias, e do ex-jogador de vôlei Giba. Magalhães é padrinho de casamento de Flávio.

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O espaço estava liberado apenas para convidados da festa, que contou com um show de uma banda de pagode. Só duas pessoas usavam máscara de proteção, segundo coluna do Estadão.

O senador Humberto Costa (PT), que é titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), afirmou em entrevista ao LeiaJá que a CPI tem contribuído para esclarecer dúvidas da população e investigar a condução dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a pandemia. Para o petista, o governo agiu errado para “estancar a sangria”.

“O governo agiu errado em achar que a melhor forma de estancar a sangria seria que o maior número de pessoas fossem contaminadas e, com isso, obter uma imunidade coletiva”, avalia Humberto. 

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Para ele, até o presente momento os depoimentos têm reforçado que a linha de trabalho do governo Bolsonaro não atentava para a aquisição de vacinas, compra e aplicação de testes da Covid-19 e o boicote ao distanciamento social. No entanto, o senador aponta que a CPI tem auxiliado para que o governo se volte mais atentamente para questões que, anteriormente, não dava tanta credibilidade.

Decisões do Supremo

Algumas testemunhas convocadas pela CPI têm conseguido no Supremo Tribunal Federal (STF) decisões favoráveis para que não deponham na comissão. Entre eles está o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que após habeas corpus concedido pela ministra Rosa Weber, não compareceu à CPI no dia 10 deste mês. 

A ministra entendeu que Lima, na condição de investigado, não é obrigado a se apresentar à Comissão como testemunha, já que tem garantido seu direito de não se autoincriminar.

Para o senador Humberto, as decisões do STF em favor de algumas testemunhas atrapalham o andamento da CPI, que ao seu ver poderia ser mais frutífera. "Mas nós não vamos deixar de fazer as investigações. Vamos ver de que maneira vamos fazer e estamos aguardando a decisão do Supremo em relação aos demais governadores que entraram com o pedido. Se o Supremo disser que não pode, nós vamos querer saber o que podemos fazer”, detalha

Aglomerações Bolsonaro

Alguns políticos acreditavam que o presidente Jair Bolsonaro mudaria as suas atitudes perante a Covid-19 após o início dos trabalhos da CPI, o que não vem acontecendo. O chefe do Executivo continua causando aglomerações, abraçando as pessoas, andando sem máscara até em eventos do governo e se colocando contra o uso da proteção.

Para o petista, as atitudes do presidente são tentativas de desmoralizar a CPI. "Mas nós estamos seguindo com o enfrentamento. Por outro lado, o governo correu para comprar vacina, mudou o próprio ministério. Acho que tem havido avanços por conta desse trabalho (da CPI)", pontua o senador.

O hábito de ranger e apertar os dentes de maneira excessiva, denominado pelos dentistas como bruxismo, se potencializou  durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). De acordo com o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de bruxismo afetam 40% da população.

Um estudo encomendado pelos programas de pós-graduação dos cursos de Odontologia e Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), indicou que a condição de ranger os dentes durante o sono saltou de 8% para 28%. Já os casos que ocorrem enquanto a vítima está acordada foi de 6% para 12%.

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A pandemia trouxe à tona muito estresse, uma vez que as pessoas passaram a temer por suas saúdes e condições financeiras. Esse constante estado de preocupação causou impactos físicos e mentais, entre eles, o bruxismo. “Essa é uma desordem de movimento relacionada ao sistema nervoso central, com causa desconhecida. Mas sabe-se que é extremamente ligada ao estresse”, explica o cirurgião dentista especialista em odontologia estética pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e diretor da Clínica Boutique em Fortaleza (CE), Anderson Marques.

De acordo com Marques, o bruxismo se divide em duas categorias: A primeira é o cêntrico, também conhecido como apertamento dental, que afeta a musculatura do rosto e causa fadiga muscular, dores de cabeça e até mesmo assimetrias faciais. O segundo é denominado como  excêntrico, caracterizado pelo ranger dos dentes. “Este pode causar desgastes dentários e até mesmo fraturas dos dentes. Consequências estas, que podem ser irreversíveis. Por isso a importância de tratar de forma precoce já nos primeiros sintomas”, alerta o dentista.

Uma das formas de manifestações do bruxismo ocorre durante o sono. “Com isso o paciente não tem controle sobre esses movimentos deletérios. Quando é diurno, o paciente pode se pegar no ato de apertar ou ranger os dentes, e quando percebe pode se policiar e tentar não fazer os movimentos”, detalha Marques.

O principal destaque que esse distúrbio pode trazer é o desgaste dentário, mas a cirurgiã dentista especialista em reabilitação oral pela USP de Bauru Ticiana Campos, também destaca que alguns pacientes reclamam de dores musculares agudas e desconfortos na região da face. “Em casos mais severos, comprometimentos articulares podem aparecer e o paciente passa a ter uma DTM, que é o Distúrbio da Articulação Temporomandibular. Ou seja, essas dores podem passar da musculatura para esta articulação e estalidos ao abrir a boca também podem surgir”, ressalta.

Embora não exista cura para o bruxismo, Ticiana explica que alguns tratamentos podem ser feitos, entre eles, a utilização de uma placa rígida em resina acrílica durante o sono, que protege os dentes do paciente um dos outros. Para dores musculares, a dentista indica a aplicação de toxina botulínica (Botox), que auxilia no relaxamento dos músculos e diminui as dores. “Quando o nível de estresse do paciente é muito alto, podemos indicar um acompanhamento com fisioterapeuta e até mesmo com um psicólogo”, orienta. 

 Para os que não sofrem do distúrbio mas procuram por maneiras de evitá-lo, principalmente por estarem inseridos em um momento estressante, Ticiana recomenda buscar por uma válvula de escape, como um hobby ou uma atividade de lazer.

Empreendedores e empreendedoras impactados pela pandemia do novo coronavírus podem participar do Prêmio Tamo Junto. A iniciativa, promovida pela Aliança Empreendedora, visa auxiliar empresários formais ou informais, através de capacitações gratuitas e recurso financeiro, que desejam retomar ou iniciar um negócio. 

O projeto é dividido em duas fases. A primeira contará com 600 selecionados, 150 por categoria de negócio, que receberão um auxílio no valor de R$ 200. Na segunda etapa, serão doze selecionados. Essa fase é dividida em quatro categorias e os três primeiros colocados recebem, respectivamente, R$5.000, R$3.000 e R$1.000.

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As inscrições e regulamento com todas as informações sobre o prêmio estão disponibilizados no site do projeto

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