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Em tempos de pandemia, artistas dos mais diversos segmentos encontraram na internet o caminho para escoar sua produção e continuarem na ativa. O ator Paulo Betti não ficou de fora e apresentou, de forma totalmente online, uma temporada de seu monólogo Autobiografia Autorizada. Em entrevista, ele contou como tem sido a experiência que, segundo ele, é como “respirar por aparelhos”. 

Paulo apresenta a peça diretamente do palco do teatro PetraGold. As imagens são captadas por três câmeras que adquiriram o costume de aplaudir ao fim do espetáculo, como toda boa plateia. Para o ator, a situação é estranha mas não totalmente ruim. “Tem sido como respirar por aparelhos, é o que podemos fazer no momento e é o mais parecido com teatro porque é num teatro, ao vivo, na hora e online. Tem uma pessoa assistindo, eu faço para essa pessoa e tem três câmeras. No primeiro dia, me estranhou, me emocionei muito porque era desolador olhava e não tinha ninguém, só tinha aquela pessoa", disse em entrevista ao UOL.

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Mas, a despeito do estranhamento, Paulo também tem tido alegrias com a peça online. Por ser transmitida pela internet, o alcance do espetáculo pode ser bem maior e pessoas de todo o mundo estão tendo a oportunidade de conferir o trabalho. “Recebi o retorno de uma moça que viu de uma pequena cidade de três mil habitantes no Tocantins. Tem coisas hilárias, a mulher do (Luis Fernando) Verissimo assistiu em Porto Alegre e a filha em Washington, nos Estados Unidos e falaram: 'Foi um encontro de mãe e filha, assistimos juntas'". 

Os museus de Nova Iorque foram liberados a abrirem suas portas após meses fechados por conta da pandemia do coronavírus. Com a redução do índice de contágio do novo coronavírus, tanto esses equipamentos culturais como aquários e outras instituições ligadas à arte poderão voltar a funcionar a partir do dia 24 de agosto. 

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, falou, em coletiva virtual, que tais serviços poderão ser retomados por serem consideradas atividades de baixo risco, no entanto, deverão funcionar apenas com 25% de sua capacidade, a princípio. Além disso, terão que vender ingressos que indiquem o horário de chegada de cada visitante e o acesso só será permitido com uso de máscara.

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Também voltarão a funcionar, no estado americano, as pistas de boliche. Essas abrirão as portas a partir da próxima segunda (17), e só poderão operar com 50% de sua capacidade e mediante protocolos de segurança, além da higiene e desinfecção dos materiais compartilhados. 

Neste sábado (15), mais 1.364 casos da Covid-19 foram confirmados em Pernambuco. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), apenas 75 dos novos infectados tiveram o quadro considerado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), os demais foram classificados como leves.

O Estado também contabilizou mais 45 óbitos em decorrência da infecção, ocorridos desde o dia 12 de maio. Do total de novas mortes, 13 ocorreram nos últimos três dias, enquanto 32 foram notificados entre os dias 12 de maio e 9 de agosto.

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Desde que a pandemia chegou a Pernambuco, 111.773 pessoas já foram contaminadas e 7.156 não resistiram à infecção.

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O arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, anunciou no último dia 6 que as procissões do Círio de Nazaré 2020 foram canceladas por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus. O Círio de Nazaré é uma manifestação religiosa em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira dos paraenses, e ocorre na capital do Pará no segundo domingo de outubro, com mais de 2 milhões de pessoas, há 227 anos.

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Sem as grandes procissões, devotos da Senhora de Nazaré deram sua opinião a respeito. Para Rosângela Machado, estudante de Jornalismo e devota de Nossa Senhora de Nazaré, a decisão da Arquidiocese de Belém e da Diretoria da Festa respeitou o delicado momento em que se está vivendo. “O Círio 2020 terá a mesma beleza, mas em outro formato”, disse Rosângela.

“Até amigos e parentes que residem fora do Estado, inclusive, ansiavam por esse posicionamento, agora já confirmado. Será o Círio a acontecer em nossos corações, virtualmente, com a mesma fé, gratidão e manifestação de amor à Virgem de Nazaré, a Rainha da Amazônia”, explicou a devota.

Rosângela disse também que, nesse momento de crise sanitária, o importante é cuidar para que vidas sejam preservadas. “E se neste ano será dessa maneira é porque temos que preservar as vidas que irão louvar em ação de graças todas as maravilhas que Deus quer para nossas vidas”, afirmou.

Para Simony Araújo, secretária da Paróquia Cristo Peregrino e devota da Senhora de Nazaré, a decisão do cancelamento do Círio foi acertada. “Eu concordo plenamente com a mudança. Não teria solução melhor devido ao que estamos vivendo, em meio a essa pandemia, até porque são vidas que seriam colocadas em risco”, destacou Simony.

A devota disse que, para ela e sua família, não mudarão em nada o sentimento, a paz e o que significa o Círio. “Na minha vida e da minha família não muda nada, são nessas provações que nossa fé é testada e mesmo a distância vamos vivenciar o Círio da mesma forma como os outros anos, com muita fé e oração. Nossa Senhora é nossa intercessora e está cuidando de tudo o que estamos vivendo. Tenho muita fé”, finalizou Simony.

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O município de Bragança, na região nordeste do Pará, a 210 quilômetros de Belém, aderiu à campanha “Sinal vermelho contra a violência doméstica", de combate à violência contra a mulher, promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação foi lançada no último dia 11 pela Coordenadoria Municipal da Mulher, com apoio da Prefeitura Municipal de Bragança e a Secretaria Municipal de Trabalho e Promoção Social (SEMTRAPS).

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O objetivo da campanha é prevenir a violência doméstica e familiar, uma realidade cada vez maior em função do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. A campanha coloca farmácias, supermercados, postos de saúde, serviços da Rede de Assistência Social, Polícia Militar do Pará e PARAPAZ como agentes na comunicação contra a violência doméstica.

Se estiver ameaçada, ou mesmo já sendo agredida, a mulher deve riscar um “X”, feito de batom vermelho (ou qualquer outro material), na palma da mão e mostrar aos parceiros da Campanha Nacional. Caberá a esses agentes acionar as autoridades competentes.

Em Bragança, a campanha começou a ser divulgada pela Coordenadoria Municipal da Mulher, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), TV’s, Rádio, Facebook, Site oficial da Prefeitura, Redes Sociais e se estende a todo o município. 

Serviço

Disque Denúncia: (181), Policia Militar (91) 9844120962, PARAPAZ (91) 985135735, Coordenadoria Municipal da Mulher (91) 985375411 e CREAS. 

Da assessoria da PMB.

 

A Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco, em parceria com a Comissão de Direito Agrário, promoverá um webinar gratuito sobre agronegócio em tempos de Covid-19. O evento será realizado na próxima segunda-feira (17), às 19h.

Interessados devem realizar as inscrições através do site da ESA-PE, onde também será feita a transmissão do webinar. “Esse é mais um webinar que elaboramos com o objetivo de discutir temas importantes, como a economia agrícola, o turismo rural e as agroindústrias, diante do cenário de pandemia que estamos vivendo”, enfatiza o diretor geral da ESA-PE, Mário Guimarães, segundo informações da assessoria.

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Durante a palestra serão abordados três tópicos. "Economia agrícola em tempos de Covid-19", será ministrado pelo doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Faculdade Pecege, Haroldo Torres; ‘Desafios do turismo rural em tempos de pandemia’ apresentado pelo deputado estadual e secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

Já o tema ‘Revisão de contratos de energia em agroindústrias’ será abordado pelo presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-PE e diretor acadêmico da ESA-PE, Francisco Muniz. A mediação da palestra contará com Rafaela Morais, advogada e membro da Comissão de Direito Agrário da OAB-PE; e Lígia Simões, diretora e secretária adjunta da ESA-PE. Mais informações podem ser consultadas no site da ESA-PE.

Fechamento de discotecas, restrições ao fumo nas ruas, um alerta para os jovens: a Espanha multiplicou, nesta sexta-feira (14), as medidas para tentar conter o aumento alarmante de infecções pelo coronavírus.

Diante do agravamento dos casos - 3.000 novas infecções em 24 horas registradas tanto na quinta quanto na sexta-feira - o ministro da Saúde, Salvador Illa, apresentou uma série de medidas acordadas com as regiões do país, competentes em matéria de saúde.

Como o contágio aumentou em julho, cada região tomou medidas, como confinamentos seletivos ou obrigatoriedade de uso de máscara em ambientes externos, algo já em vigor em toda a Espanha, mas agora as decisões são de responsabilidade de todo o país em conjunto.

Com centenas de surtos, a Espanha, que lidera na Europa Ocidental em número de infectados com quase 343 mil, atingiu uma média de 111 casos por 100 mil habitantes nos últimos quatorze dias, frente a 33,6 na França e 17 no Reino Unido.

Diante dessa situação, boates e demais casas noturnas serão fechadas, enquanto restaurantes e bares fecharão às 1h00, segundo o ministro Illa, sem especificar quando o pacote de medidas entrará em vigor.

Não será permitido fumar nas ruas, a menos que se consiga manter uma distância de segurança de dois metros, decisão já em vigor na Galiza e nas Ilhas Canárias.

- Sejam "disciplinados" -

Destacando a proibição dos chamados “botellones”, encontros de jovens para beber álcool ao ar livre, Illa fez um apelo específico a eles para que sejam “disciplinados”.

“Não podemos deixar de cumprir as medidas que decretamos juntos”, disse Illa. Várias regiões lançaram campanhas de conscientização juvenil, algumas usando imagens nítidas de pessoas em unidades de terapia intensiva (UTI) ou mortas.

Em lares de idosos, que foram duramente atingidos por milhares de mortes durante a primeira onda, as visitas serão limitadas e os novos residentes terão que passar por um teste de COVID-19 para admissão.

As regiões poderão realizar campanhas de testes nos grupos populacionais de risco e nos bairros e aglomerações particularmente afetados pela epidemia.

- "É excessivo" -

Denunciando "falta de coordenação" com os hoteleiros por parte do governo, a Indústria Hoteleira da Espanha solicitou "medidas compensatórias" para "um setor que representa 6,2% do PIB (do país) que emprega 1,7 milhão de pessoas" e já seriamente atingido pela pandemia.

“É possível se contaminar tanto à uma da tarde como à meia-noite. O que estão fazendo é cortar o benefício das empresas que precisam sair da crise. Em minha opinião, não é uma boa decisão", indicou à AFP José Ramón Fernández, de 46 anos, garçom em um restaurante no centro de Madri.

"É excessivo e não há consenso na Europa", disse Julien García, um fumante franco-espanhol de 34 anos. "Na França, dizem que fumar cigarros não transmite COVID-19. É confuso."

O pacote de medidas foi anunciado um dia depois que as universidades de medicina espanholas expressaram a "decepção e indignação" dos profissionais de saúde pela "falta de uma liderança comum na resposta" à pandemia, ao mesmo tempo que pediram uma melhor coordenação entre as regiões e o Estado.

O governo central exerceu um comando único contra a pandemia graças a um estado de emergência entre meados de março e 21 de junho, regime de exceção que permitiu a imposição de um dos mais rígidos confinamentos do mundo aos espanhóis, com o qual foi possível controlar a primeira onda da epidemia.

Quando o estado de emergência terminou, as regiões voltaram a ser autônomas em saúde e o governo do presidente Pedro Sánchez descartou por enquanto outro período de exceção.

As autoridades de saúde destacaram que a situação atual não é semelhante à do pico da primeira onda, quando foram registrados 950 óbitos diários e alguns hospitais entraram em colapso.

Atualmente, afirmam, mais da metade dos novos casos são assintomáticos e o índice de mortalidade diminuiu: após o fim do confinamento, em 21 de junho, foram registradas 294 mortes de um total de 28.617 desde o início da pandemia.

No dia 13 de março de 2020, uma recomendação expedida pelo Ministério da Saúde estabelecia que durante o atual período de emergência na saúde pública, fossem adiados ou cancelados eventos de massa governamentais, esportivos, culturais, e/ou políticos, bem como cruzeiros turísticos. A orientação chegava como protocolo de segurança no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que rapidamente espalhou-se pelo mundo impactando nossa maneira de viver. 

A partir da recomendação do Ministério, as unidades federativas do Brasil foram publicando decretos que proibiam a aglomeração de pessoas, sendo assim, eventos como shows, espetáculos teatrais e até a mais ‘inofensiva’ sessão de cinema ficariam impossibilitados de acontecer por tempo indeterminado. Era o ínicio de uma fase de dificuldades para milhares de profissionais da cadeia cultural no país que, até o momento, passados cinco meses desde o primeiro cancelamento, se vê sem trabalho nem perspectiva. 

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Até 2017, os setores cultural e criativo representavam 2,61% de toda a riqueza gerada em território nacional, sem falar na  capacidade de geração anual de 25,5 mil postos de trabalho. Anteriormente à pandemia, esses segmentos tinham a previsão de contribuir com U$ 43,7 bilhões para o Produto Interno Bruto Nacional (PIB), até 2021. No entanto, com o  impacto do coronavírus, só o período entre maio e agosto deste ano representou uma perda de receita de 44,4% no segmento, segundo a pesquisa Percepção dos Impactos da Covid-19 nos setores cultural e criativo do Brasil. 

De acordo com os entrevistados da pesquisa, os próximos seis meses serão de manutenção das perdas já registradas. A maioria avalia que, no período de agosto a outubro/2020, perderá 100% da receita. Já uma pequena parcela, entre esses, acredita que  sua receita aumentará menos de 50% neste período e da mesma forma entre novembro de 2020 e janeiro de 2021. O cenário geral é de desânimo e preocupação, além da sensação de desamparo pela falta de políticas públicas eficientes voltadas para a área. 

Produção cultural

Atrás dos palcos dos grandes eventos estão os produtores culturais. Esses profissionais, que correm por trás para fazer o show acontecer, também estão amargando dificuldades neste período de crise, e a necessidade de fazer uso da criatividade e do jogo de cintura para não sucumbir a ele os tem acompanhado na lida diária. 

Multifacetados, estes trabalhadores costumam atacar em diversas áreas para suprir as necessidades dos clientes e contratantes. Marah Rúbia, por exemplo, é produtora cultural, executiva, de palco, artística e assessora de comunicação, além de fazer monitoramento de redes sociais. Em entrevista ao LeiaJá, ela conta que seu faturamento diminuiu em 60% desde o início da pandemia e que foi preciso criar alternativas para enfrentar o problema. “Tive que me reinventar. Buscar outros meios pra suprir esse ‘buraco’. Mas como trabalhava com assessoria, revi novas formas, junto aos meus assessorados, para divulgações, como lives, por exemplo, novos  formatos de trabalhos nas redes sociais, etc’.

Marah Rúbia é produtora cultural, executiva, de palco, artística e assessora de comunicação. Foto:Reprodução/Facebook

A produtora, atualmente morando no Rio de Janeiro, se jogou no estudo de novas ferramentas e aplicativos, para entrar com tudo na onda das lives, e o retorno, ainda que vagaroso, tem sido favorável. “O ganho vem aos poucos. Mas tem sim como conseguir ganho. Os eventos online são um ótimo atrativo, quando bem executados”.

Há mais de uma década produzindo bandas, shows e festas, Claudia Aires, radicada na Paraíba,  também sentiu o baque da pandemia no dia a dia e no bolso. “Me viro nos 30 para a economia em crise não me abater, já que o psicológico e o receio de que tudo isso realmente vá melhorar é um dilema diário, não só meu, mas de toda a minha bolha e mercado”. 

Além da produção, Claudia também atua na área da publicidade,  na condução de uma galeria de arte virtual - a Nuvem Store -, e como DJ. Os projetos paralelos a ajudaram a driblar a falta de trabalho na área de produção e têm sido um respiro nesse momento. Ela também tem se dedicado às lives, e vê nesse formato uma boa forma de se manter atuante. “As lives remuneradas, e com grandes custos de produção, são uma realidade, porém, ainda muito restritas a grandes nomes. Os pequenos produtores ainda estão envoltos nessa onda de incerteza da volta de eventos e shows presenciais. Enquanto isso, uns usam as lives para não adormecer seu produto nem sucumbir”

Claudia Aires trabalha com produção cultural há mais de 10 anos. Foto: Reprodução/Instagram

Aldir Blanc

Em meio às incertezas e a necessidade de se adaptar aos tempos de crise, os profissionais da cadeia criativa receberam de bom grado a chegada da Lei Aldir Blanc. A lei, sancionada em tempo recorde devido a urgência da situação, prevê um aporte de R$ 3 bilhões a serem repassados para pequenas e microempresas, trabalhadores informais e organizações da área da cultura, em todo o país. 

As produtoras ouvidas pelo Leiajá vêem a chegada da ajuda emergencial com otimismo, porém com algumas ressalvas. “ Prevejo um cenário de recuperação para as atividades culturais, neste segundo semestre. Nunca vai compensar o tamanho das perdas, mas tem uma boa chance de recuperação para o setor com essas verbas, é possível dar uma movimentada”, diz Marah Rúbia.

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Já Claudia Aires se mostrou atenta em relação às circunstâncias em que se darão os repasses do dinheiro. “A luta é grande para que a burocracia e a politicagem não prejudiquem esse grande objetivo final que é fomentar, com urgência, toda uma cadeia produtiva que foi brutalmente atingida pela pandemia. Vejo com bons olhos os movimentos, fóruns, assembléias e discussões sobre o tema. Só espero que isso sensibilize o poder público, das esferas municipal, estadual e federal, para que essa ajuda seja disponibilizada o mais breve possível, aliviando a angústia de todos esses profissionais que fazem parte dessa importante cadeia produtiva”.

E o amanhã?

Após cinco meses de muita luta e enfrentamento ao coronavírus no Brasil, os estados começam a retomar suas atividades econômicas à medida que as normas de isolamento vão sendo relaxadas. A abertura de bares e restaurantes, shoppings e do comércio de maneira geral acendeu uma luz no fim do túnel para aqueles que trabalham com arte e cultura. 

Em Pernambuco, a expansão do horário de funcionamento dos bares veio acompanhada da liberação de apresentações musicais, ainda que com algumas restrições. As apresentações no estilo drive-in também já começam a ser realizadas no estado. No entanto a previsão de uma retomada plena das atividades culturais ainda divide opiniões, mesmo entre os profissionais da área. “Conheço lugares que não gostariam de voltar, mas devido à urgência em sobreviver, se reorganizaram para manter seus espaços de pé e seus poucos funcionários e proprietários na ativa. Eu vislumbro que volta em pouco tempo, mesmo tendo a consciência de que ainda estamos passando por um momento difícil. Se todos tomarem suas precauções e o público entender o seu papel no estímulo a esses espaços, acredito que haverá de se chegar a um consenso”, diz Claudia Aires.

Já Mara Rúbia, não vê com bons olhos a volta de alguns setores. Para a produtora, a existência de uma vacina é fator imprescindível para que as atividades voltem com o mínimo de normalidade e segurança possíveis. “O ciclo de volta do setor cultural deve levar em consideração alguns pontos importantes, como protocolos de curto prazo e a  longo prazo, considerando acolher artistas e público em uma nova fase e formato. Mas, não consigo ainda ver um retorno seguro neste momento, sem uma vacina”.

 

Um vacina candidata contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pela China National Pharmaceutical Group (SinoPharm) conseguiu ativar os anticorpos contra o vírus nas fases 1 e 2 de testes, informaram os pesquisadores no "Journal of the American Medical Association" (Jama) nesta quinta-feira (12).

Segundo a publicação, a vacina não produziu nenhum efeito colateral grave nos 320 voluntários das fases iniciais, mas ainda é incerto se a quantidade de anticorpos produzidos será suficiente para evitar uma infecção pela Covid-19 e por quanto tempo isso durará - o que será testado na última fase.

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A análise incluiu pessoas entre 18 e 59 anos, saudáveis, e que começaram a manifestar os primeiros anticorpos 14 dias após a aplicação da primeira dose. Os sintomas adversos foram dores no local da aplicação e febre leve, sem nenhum tipo de complicação mais severa pós-aplicação.

A imunização, que usa um vírus inativado, já está na terceira fase, com 15 mil voluntários nos Emirados Árabes Unidos, e será também testada no Brasil após um acordo da empresa com o governo do Paraná.

A publicação científica confirma, assim, os resultados que já haviam sido publicados pela SinoPharm, divulgados em julho. À época, a empresa informou que 1.120 voluntários chineses haviam passado pelas duas etapas com três diferentes tipos de dosagem e que os resultados tinham sido altamente satisfatórios.

A agência chinesa a Xinhua informou que a empresa tem capacidade de produzir 200 milhões de doses da vacina por ano, caso ela seja aprovada.

Atualmente, a China está desenvolvendo 19 vacinas candidatas contra o Sars-CoV-2, sendo que oito delas já estão na fase dos testes clínicos.

Da Ansa

Uma pesquisa coordenada pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB) pretende identificar sinais de esgotamento profissional e adoecimento mental em residentes da área da saúde durante a pandemia. O questionário deve ser respondido até o dia 29 de agosto por profissionais de saúde que fazem curso de pós-graduação em medicina e outras áreas da saúde (multiprofissionais) na modalidade residência.  

O questionário integra a pesquisa Force Fellow e leva, no máximo, cinco minutos para ser respondido. Além de ficar disponível para acesso de qualquer residente do país, o formulário será enviado aos pouco mais de 7 mil residentes dos hospitais universitários federais vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

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A amostra inicial permitirá identificar aqueles que apresentam algum sinal de esgotamento profissional (burnout) ou adoecimento mental, como ansiedade, estresse, problemas do sono e depressão. Esse grupo receberá um novo questionário após 12 semanas para reavaliação. Os primeiros resultados devem ser obtidos em setembro e o relatório final deve sair em janeiro de 2021. 

De acordo com a Universidade de Brasília (UnB) a expectativa é coletar dados de pelo menos 1.144 pessoas. O HUB conta atualmente com 253 profissionais nos programas de residência, sendo 202 médicos e 51 de áreas multiprofissionais. As respostas e as informações de cada participante são confidenciais e protegidas por sigilo, garantindo que nenhum preceptor ou supervisor que têm contato com os programas de residência tenha acesso aos dados individuais.  

"Faremos várias comparações entre o grupo de controle, que não apresenta sinais de adoecimento, e o de exposição. A proposta é obter um retrato da prevalência de sintomas indicativos de transtornos mentais e de síndrome do esgotamento profissional entre os residentes no contexto da pandemia", explica uma das pesquisadoras, enfermeira e chefe da Unidade de Monitoramento e Avaliação do HUB, Rebeca Lucena Pinho, segundo informações divulgadas pelas UnB. 

Vale pontuar que o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina (FM) da UnB e conta com o apoio da Ebserh. Dúvidas sobre a pesquisa podem ser tiradas pelo e-mail saude.residentes@ebserh.gov.br.

Diante do ressurgimento de casos do novo coronavírus em vários países, os esforços aumentam em todo o mundo para conter a pandemia, com o Reino Unido impondo quarentena às pessoas procedentes da França, a Espanha fechando boates e a Nova Zelândia estendendo o confinamento de Auckland.

Centenas de milhares de turistas terão que mudar seus planos após o anúncio do governo britânico, uma nova ilustração de um mundo que parece estar se fechando após uma aparência de liberdade encontrada no início do verão em muitos países europeus.

A máscara se tornou obrigatória mesmo ao ar livre em certas cidades europeias, enquanto as autoridades espanholas decidiram fechar boates e proibir de fumar nas ruas sem respeitar a distância de segurança.

O novo coronavírus já matou mais de 754.000 pessoas em todo o mundo e infectou mais de 20,9 milhões, com consequências econômicas dramáticas, conforme mostrado pela recessão que atingiu a Polônia pela primeira vez desde o comunismo.

Na Europa, o número de casos vem crescendo nas últimas semanas, mas - pelo menos por agora - o número de mortes não, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A instituição está preocupada com um possível relaxamento, em particular por parte dos jovens que tendem a ter infecções menos graves e, portanto, menor mortalidade, e uma flexibilização da vigilância no período de verão.

Diante de um agravamento em seu solo, o governo britânico decidiu impor novamente, a partir de sábado, 14 dias de isolamento para viajantes que chegam da França, Holanda e Malta.

Quase 160.000 britânicos atualmente na França, assim como alguns dos 300.000 franceses que vivem no Reino Unido em férias em seu país, têm algumas horas para voltar para casa antes da implementação desta medida. Caso contrário, terão de se confinar, correndo o risco de dificuldades se não puderem trabalhar à distância ou faltar ao início do ano letivo.

- "Não é inevitável" -

"É um pesadelo. Mesmo se quiséssemos, não poderíamos voltar a tempo", reagiu Claudia, uma alemã de 42 anos que mora em Londres, em férias no oeste da França com o marido e a filha.

O Reino Unido, o país com mais mortes da Europa, contabilizando 41 mil óbitos, teme a chegada de casos do exterior, na busca pela reabertura de sua economia, que sofreu um colapso sem paralelo no continente europeu.

O setor do turismo reagiu fortemente, assim como o governo francês, que prometeu reciprocidade.

A medida é anunciada no momento em que os indicadores de monitoramento da pandemia de COVID-19 na França "continuam a piorar", segundo as autoridades da Saúde.

"Os sinais são preocupantes e a situação está piorando. Mas não é inevitável", assegurou na rádio France Inter, Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde.

Fora da Europa, as boas notícias são escassas. Aclamada por sua resposta eficaz à primeira onda da epidemia, a Nova Zelândia estendeu o reconfinamento de Auckland até 26 de agosto para conter o retorno do vírus.

A diretora-geral da Saúde, Ashley Bloomfield, admitiu que a população está nervosa, ao mesmo tempo que os exortou a não descontar sua frustração com os profissionais de saúde.

A Coreia do Norte, por outro lado, anunciou o fim do confinamento de uma cidade localizada na fronteira intercoreana, estabelecido no final de julho após a descoberta de um primeiro caso "suspeito" de coronavírus.

Pyongyang afirma não ter registrado nenhum caso de COVID-19 em seu território, o que especialistas internacionais duvidam, dada a devastação causada pelo vírus em todo o planeta.

- Esperanças de vacina -

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais enlutado (167.242 mortes), à frente do Brasil (105.463 mortes), México (55.293) e Índia (48.040).

Nos Estados Unidos, a questão ultrassensível da máscara voltou ao centro das atenções na quinta-feira com o apelo do candidato presidencial democrata, Joe Biden, de torná-la obrigatória em todo o país, ideia imediatamente rejeitada por seu rival republicano Donald Trump, que o acusou de querer "trancar todos os americanos em seu porão por meses".

Diante do ressurgimento ou persistência do vírus, as esperanças se concentram na chegada de uma vacina, tema de uma corrida nos quatro cantos do mundo.

O governo britânico concluiu novos acordos com os laboratórios americanos Johnson & Johnson e Novavax, abrangendo 90 milhões de doses. Já garantiu um total de 340 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, sem saber se serão eficazes.

O governo dos Estados Unidos, que investiram mais de US $ 10 bilhões em seis projetos de vacinas e assinaram contratos garantindo a entrega de centenas de milhões de doses se bem-sucedidas, prometeram na quinta-feira que as vacinas seriam distribuídas gratuitamente aos americanos.

O presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, garantiu que a vacina em que trabalha o laboratório anglo-sueco AstraZeneca, que será produzida na Argentina e no México para países da América Latina (exceto Brasil), "estará disponível a partir do primeiro trimestre do próximo ano".

Será "universal e gratuita" no México. Todos os mexicanos terão acesso à vacina. Os mais humildes não precisam se preocupar", afirmou.

burs-gmo/fb/lch/mr

A Caixa credita nesta sexta-feira (14) auxílio emergencial para 4,096 milhões de beneficiários. São 4 milhões de pessoas nascidas em agosto que já tinham a programação de receber nesta data. Os demais, 96 mil, são os beneficiários nascidos em agosto que tiveram o pedido liberado no início deste mês. Eles tiveram o cadastro reavaliado pelo governo.

O auxílio, com parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), foi criado para reduzir os efeitos da crise econômica causada pela pandemia de covid-19.

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A Caixa tem disponibilizado o auxílio em uma poupança digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Pelo programa é possível fazer compras online em estabelecimentos autorizados e pagar boletos.

O saque em dinheiro do benefício, em uma agência do banco, é autorizado posteriormente, conforme calendário definido pelo governo, considerando o mês de nascimento do beneficiário. As transferências para outros bancos ou para contas na própria Caixa seguem o mesmo calendário de saque. Nesse caso, os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas pelo beneficiário.

Ciclo 1

O crédito para os beneficiários nascidos em agosto faz parte do Ciclo 1 de pagamentos do auxílio emergencial. Os saques e transferências estarão liberados no dia 1º de setembro para os beneficiários que receberam o crédito na poupança social hoje.

No ciclo 1, o crédito na poupança social da Caixa está agendado para o período de 22 de julho a 26 de agosto, conforme o mês de nascimento. Os saques e transferências estão sendo feitos de 25 de julho a 17 de setembro.

Bolsa Família

Na próxima terça-feira (18), tem início o saque do auxílio emergencial para público beneficiário do Bolsa Família com NIS final 1. O pagamento para esse público é feito conforme o calendário usual do programa Bolsa Família. Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS final 1. Na quarta-feira, será a vez daqueles com NIS final 2 e assim por diante, com exceção do final de semana quando não há pagamentos, até o dia 31 de agosto, quando será liberado pagamento para os beneficiários com NIS final 0. Serão 1,9 milhão de beneficiários por dia.

Após confirmar a Covid-19 no administrador Guilherme Rocha, Fernando de Noronha teve mais um paciente contaminado. De acordo com o boletim dessa quinta-feira (13), ele desembarcou no último sábado (8). A ilha segue sem óbitos e investiga nove casos.

Nessa quinta também foi confirmada a recuperação de mais dois pacientes que enfrentavam o coronavírus. Atualmente, a ilha contabiliza três infectados, que estão em isolamento domiciliar.

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Desde o início da pandemia, 93 casos já foram notificados e 90 pacientes recuperados no arquipélago.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira (14) um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para a compra de 400 milhões de doses de vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Esse é o primeiro acordo formal do bloco para a compra da imunização, e vem após anúncios de reservas da ChAdOx1 nCoV-19 entre a farmacêutica e os governos dos Estados Unidos e Reino Unido.

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"Nós cumprimos nossas promessas. A Comissão Europeia concluiu seu primeiro acordo para comprar 400 milhões de doses da futura vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca. Nós estamos empenhados em proteger a saúde dos europeus e de nossos parceiros globais", escreveu Von der Leyen no Twitter.

Junto à confirmação da parceria, foi divulgado um texto em que a Comissão apresenta a "estratégia europeia" para acelerar o desenvolvimento, produção e entrega das vacinas contra o novo coronavírus.

"Uma vacina efetiva e segura contra o vírus é nossa melhor aposta para encontrar uma solução permanente contra a pandemia. Tempo é essencial. Cada mês que ganhamos na busca por uma vacina salva vidas, meios de subsistência e bilhões de euros", diz a publicação.

Segundo o documento, "a Europa não estará segura" se a vacina não for distribuída globalmente e a decisão da estratégia foi tomada em parceria com os ministros de Saúde do bloco europeu. O texto ainda ressalta a importante aliança pela vacina criada pela França, Alemanha, Itália e Países Baixos.

O anúncio desta sexta vem menos de 24 horas depois da presidente da Comissão anunciar que as conversas com outra fabricante, a Johnson & Johnson também avançaram. Segundo Von der Leyen, se concluído, o acordo prevê a compra de "200 milhões de doses da futura vacina contra o coronavírus, com a possibilidade de compra de mais 200 milhões no futuro".

Além dessas duas parcerias, a UE também mantém conversas com as fabricantes Sanofi e a GlaxoSmithKline (GSK), com a reserva de 300 milhões de doses se a vacina funcionar. 

Da Ansa

Os participantes da peregrinação do próximo dia 15 a Lourdes, aonde se espera a chegada de milhares de católicos, deverão usar máscara de proteção contra o novo coronavírus, anunciou nesta quinta-feira a prefeitura de Altos Pirineus, sudoeste da França.

"O prefeito, juntamente com o colega da cidade de Lourdes, decreta que o uso de máscara será obrigatório em alguns setores da cidade no fim de semana de 14 e 15 de agosto de 2020", informaram as autoridades em comunicado.

A medida, que busca combater a propagação do novo coronavírus, envolve o santuário de Lourdes e as ruas vizinhas, repletas de lojas de recordações, restaurantes e hotéis.

A peregrinação costuma atrair entre 20 mil e 25 mil pessoas, mas a do próximo sábado reunirá no máximo 10 mil, das quais 5 mil poderão assistir à missa na basílica de São Pio X e a outra metade, na esplanada, informaram os organizadores.

Apesar de anunciar que não iria avançar nesta semana com o Plano de Convivência da Covid-19 em nenhuma região do Estado, algumas atividades foram flexibilizadas, entre elas a autorização para que os mototaxistas retornem. Milhares de profissionais serão atingidos pela medida.

A afirmação foi feita pelo secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, durante a coletiva da atualização dos dados da Covid-19 que aconteceu nesta quinta-feira (12): "A partir de segunda-feira (17) o seguimento poderá a voltar a funcionar".

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O secretário do Trabalho, porém, ressalta que cuidados como higienização do capacete e da moto e o distanciamento antes do passageiro subir na motocicleta serão exigidas pelas autoridades sanitárias.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quinta-feira (13), que na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica 13 das 42 instituições de ensino já estão funcionando de forma remota, podendo ter esse número ampliado neste mês de agosto com a retomada das atividades em mais de 15 instituições do país.

Esse número deve crescer mais até o final do ano. Segundo o MEC, outras cinco instituições também preveem retomar as atividades partir dos próximos meses. As demais dependem ainda de definição de seus respectivos órgãos diretivos.

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Com o intuito de facilitar o ensino remoto dos estudantes, o MEC destinou aproximadamente R$ 20 milhões para as instituições de ensino da Rede Federal que solicitaram o apoio. Esse dinheiro será destinado a aquisição de equipamentos para conectividade e ações a distância, expansão de atividades em educação a distância, inclusão digital, entre outros.

Doenças no pulmão, língua, garganta e esôfago. Essas são algumas das consequências do vício em cigarro. Recentemente, com a pandemia do coronavírus, os fumantes passaram a fazer parte do grupo de risco, pois eles estão sujeitos a desenvolver formas mais graves de Covid-19.

Com a saliva que se junta na boca do fumante, há também a presença de substância tóxicas do cigarro, que quando engolidas, podem promover uma mutação celular, explica o cirurgião oncológico Leonardo Sardou.

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O início do isolamento social fez com que Lucas Felipe da Silva (23), autônomo e estudante de biomedicina, repensasse seus hábitos. Colocando em prática o primeiro conselho do especialista de que a primeira atitude é parar de fumar, o estudante comemora dois meses desde que cortou o tabagismo da sua rotina.

Lucas afirma já ter percebido mudanças em seu estado de humor, principalmente no início da nova tentativa, da qual a quarentena foi aliada. ‘’Fumava muito por conta de bares e festas que frequentava, com a paralisação por conta do coronavírus, deixei de sair, ver amigos e socializar, assim fui parando’’, comentou.

O mesmo aconteceu com Guilherme Henrique Gonçalves (24), autônomo, que também largou o cigarro durante a quarentena. Ele afirma que o isolamento social o ajudou na decisão e, com a ajuda de exercícios físicos, conquistou um resultado positivo.

"Sabia que não conseguira apenas parar de fumar sem preencher esse tempo com alguma atividade, então decidi que essa era a hora de treinar em uma academia’’, conta.

Além dos exercícios físicos, o médico oncologista ainda indica gomas e adesivos para aqueles que desejam parar de fumar. "Essas substâncias agem como bloqueadoras do sistema nervoso, fazendo com que a falta da nicotina seja mais tolerável’’, explica.

Quanto a propensão e exposição ao coronavírus, Sardou alerta que o tabagismo é fator que predispõe a doença tromboembólica. Como a covid afeta principalmente os pulmões, o hábito de fumar torna as pessoas mais predispostas a desenvolver formas graves da doença. 

"O cigarro não facilita que haja contágio, mas aumenta a probabilidade de lesão mais grave para quem está com covid19 e é tabagista", afirma. 

A criadora do navegador “Firefox”, “Mozilla Corporation”, anunciou em seu blog que demitiu 250 funcionários.

Segundo a empresa, ela também está reformulando o seu modelo de negócio. De acordo com a CEO da companhia, Mitchell Baker, será criado um “diretório de talentos”, onde serão exposto os talentos e experiências dos ex-funcionários que concordarem em participar da iniciativa.

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 Mitchell também destacou que, no início do ano, a empresa tentou elaborar uma estratégia “pré-covid” que não deu certo, por conta disso, a companhia precisou se adaptar ao cenário de pandemia do coronavírus, que resultou nas demissões.

A CEO garantiu que todos os funcionários receberão indenização até o final do ano e um bônus referente ao primeiro semestre de 2020.

Segundo a Mitchell, a empresa vai abandonar o modelo de produtos gratuitos e tentar soluções “financeiramente viáveis”.

O governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (13), que prorrogou a suspensão das aulas presenciais, tanto na educação básica como no ensino superior, por meio do Comitê de enfrentamento a Covid-19. Agora, os estudantes ficarão sem aulas presenciais até o dia 30 de agosto. 

A afirmação feita pelo secretário de Educação e Esportes, Fred Amâncio, não é garantia de que aulas voltem após o dia 30. De acordo com Amâncio, "não tem nenhuma definição". 

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"Nós tínhamos estabelecido a suspensão das aulas presenciais nas escolas e atividades de educação do Estado até o dia 15 de agosto e a avaliação do comitê de enfrentamento a Covid-19 foi no sentido de que neste momento a decisão é pela prorrogação da suspensão das atividades.", pontuou. A decisão para o dia 30 será reavaliada na próxima semana.

O secretário Fred Amâncio também anunciou que as artes marciais podem ser liberadas e o retorno já pode ser realizado na próxima segunda-feira (17). Segundo ele a volta será feita mediante a um protocolo que divulgado nos próximos dias.

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