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Quase 600 representantes do partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha (AfD, solidário com quem se opõe ao uso de máscaras, iniciaram no sábado (28) um congresso repleto de polêmicas no momento em que a Alemanha se vê atingida pela segunda onda da pandemia.

O co-presidente do AfD, Tino Chrupalla, denunciou desde o início a "política de estado de emergência" do governo de Angela Merkel contra o coronavírus.

"Estão destruindo vidas, já está acontecendo uma onda de falências (...) Muitas pessoas estão perdendo seus empregos", disse.

A reunião prosseguirá até o domingo em Kalkar, Renânia do Norte-Westfália.

Mas o principal líder do maior partido de oposição do país pediu aos participantes que usassem máscara para poder prosseguir com o evento.

Segundo a polícia, 500 pessoas protestaram pacificamente contra o congresso, depois de uma convocação do grupo "Levante contra o racismo", formado por ONGs, partidos e sindicatos.

- "Hot spot" viral -

A organização de um evento desse tipo é alvo de fortes críticas no momento em que a Alemanha acaba de decidir reduzir drasticamente os contatos diante da propagação da pandemia.

A prefeita de Kalkar, Britta Schulz, denunciou uma decisão "irresponsável" do AfD, temendo o surgimento de um novo "hot spot" de infecção viral.

Porém, as autoridades tiveram que dar sua aprovação porque o congresso, que deve definir a eleição de vários membros da direção do partido, entra na categoria das exceções previstas na região.

O partido conservador de Angela Merkel, que deve eleger um novo líder e potencial candidato à chancelaria, decidiu não celebrar um congresso, que estava previsto para o início de dezembro, pela crise de saúde.

A Alemanha alcançou na sexta-feira a marca de um milhão de casos de coronavírus desde o início da pandemia, com quase 16 mil mortes, segundo dados do Instituto Robert Koch de vigilância sanitária.

- "Propaganda de guerra" -

O AfD, que construiu seu sucesso com base nos temores dos alemães sobre centenas de milhares de imigrantes que chegaram ao país desde 2015, se uniu nas últimas semanas ao movimento de protestos contra as restrições da pandemia.

Um de seus líderes, Alexander Gauland, acusou o Executivo de utilizar "propaganda de guerra" para impor sua "ditadura coronavírus".

Os membros do AfD protestam regularmente ao lado dos ativistas anti-máscaras.

Um ano antes das eleições legislativas, a extrema-direita está mais enfraquecida do que nunca por suas divisões internas.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Forsa publicada neste sábado, o movimento possui apenas 7% das intenções de voto, seu pior resultado desde julho de 2017 e muito longe dos 15% que alcançou no auge da crise de imigração.

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) recebeu alta neste sábado (28) após ficar sete dias internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar a Covid-19.

"Estou respirando bem. Continuarei ainda tomando corticoide e fazendo exercícios de respiração para fortalecer os pulmões abatidos pelo vírus", diz a senadora, em mensagem publicada em suas redes sociais. "Ainda não sinto cheiro nem sabor, mas faz parte da atuação do vírus", completa.

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Kátia Abreu comunicou que estava com o novo coronavírus em 1º de novembro. Ela fez o teste após três pessoas de sua equipe contraírem a doença.

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O ator Eduardo Galvão está internado após testar positivo para o coronavírus. Segundo informações do ator Stepan Nercessian ao portal G1, o amigo está com cerca de 50% de comprometimento dos pulmões.

"Os médicos estão fazendo o possível para que ele não seja intubado", declarou. Eduardo tem 58 anos e está na UTI do hospital Unimed-Rio, que afirmou não poder passar detalhes sobre o estado de saúde dele sem autorização da família.

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Eduardo recentemente esteve no ar na TV Globo com a novela Bom Sucesso, protagonizada por Grazi Massafera e Antônio Fagundes. Galvão ainda fez parte de sucessos como A Viagem, Paraíso Tropical e o Clone.

No Instagram, sua última postagem foi para celebrar o aniversário de um ano da neta Lara. "Hoje minha neta está completando um aninho! Que Deus abençoe sempre sua vida! O vô te ama muito", escreveu ele no dia 25 de novembro.

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (27) que não prevê vacinar toda a população brasileira contra a covid-19 em 2021. A pasta cita a dificuldade mundial de produção dos imunizantes e o fato de os testes não incluírem todos os públicos, como crianças e gestantes, o que impossibilitaria uma parte da aplicação. Para a pasta, a limitação não representará riscos para os brasileiros.

"O fato de determinados grupos da população não serem imunizados não significa que não estarão seguros porque outros grupos que convivem com aqueles estarão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar com a doença. É por esse motivo que não vacinamos toda a população, por exemplo, contra a influenza", explicou Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

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Ele citou ainda as limitações mundiais de produção. "Quando a gente fala em imunização, o mundo não entende que terá que ter vacina para todos. A própria Covax Facility, iniciativa que junta uma série de laboratórios, ela almeja acesso a 2 bilhões de doses para a vacinar todo o mundo, e por aí verificamos que é uma meta bastante ambiciosa porque não se imagina que haverá vacina para vacinar todos os cidadãos do planeta Terra."

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, disse que "não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira". E ressaltou os públicos ainda não testados pelos estudos vigentes. "Não podemos priorizar determinados públicos tendo em vista que essa vacina não está sendo utilizada durante os testes nessa população, a exemplo de crianças e gestantes", destacou.

O País possui um acordo com o laboratório AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford. Em 2021, o imunizante será produzido em parceria com a Fiocruz para distribuição em território brasileiro. A fundação prevê vacinar 130 milhões de brasileiros ao longo do próximo ano, sendo 65 milhões no primeiro semestre e outros 65 milhões no segundo semestre.

Além dessa vacina, outra iniciativa em estudo é a coronavac, do laboratório chinês Sinovac, que produzirá o imunizante em parceria com o Instituto Butantã, em São Paulo. O Brasil também aderiu à Covax Facility mediante pagamento de R$ 2,5 bilhões para poder acessar vacinas produzidas por um conjunto de nove laboratórios. A primeira parcela desse pagamento, no valor de R$ 830 milhões, já foi efetuada. As previsões, contudo, estão sujeitas ao andamento dos estudos que avaliam a segurança e a eficácia dos imunizantes.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, testou positivo para Covid-19 nesta sexta-feira (27). Ele é o 14° integrante do primeiro escalão diagnosticado com a doença. Na prática, 61% da equipe de Bolsonaro, que tem 23 ministros, foi contaminada pelo novo coronavírus. O próprio presidente também contraiu Covid-19.

Tarcísio recebeu o resultado do exame RT-PCR, que retira a amostra por meio do swab (cotonete) no fim da tarde desta sexta. Ao Estadão, ele disse que está bem e sem sintomas. Na quinta-feira, o ministro havia feito um exame de sangue, mas deu falso negativo. O ministro continuará em isolamento e despachará de casa.

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Nesta sexta-feira, Tarcísio cumpriu agenda em Minas Gerais. Sem máscara de proteção, discursou na inauguração da pavimentação de trecho da BR-154/MG, entre Ituiutaba e Cruscilândia.

À tarde, visitou as obras de implantação da Trincheira do Taiaman, na BR-365/MG, na travessia urbana de Uberlândia. Em vídeo nos Twitter, ele aparece com a máscara ao se aproximar das pessoas.

Na última terça, 24, o ministro da Justiça, André Mendonça, também testou positivo e segue despachando de casa.

Veja os ministros que já se infectaram com a Covid-19:

Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno;

Minas e Energia, Bento Albuquerque;

da Cidadania, Onyx Lorenzoni;

da Educação, Milton Ribeiro;

da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes;

da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

Da Casa Civil, Walter Braga Neto

Da Secretaria-geral da Presidência, Jorge Oliveira

Marcelo Álvaro Antônio , turismo

Luiz Eduardo Ramos - secretaria de governo

Fábio Faria - comunicações

Eduardo Pazuello - Saúde

Andre Mendonça - Justiça

Tarcísio de Freitas- Infraestrutura

A Europa, segunda região do mundo mais afetada pela pandemia, superou neste sábado (28) a marca de 400.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus, no momento em vários países flexibilizam as restrições, com o desejo de recuperar parte da normalidade até o Natal.

Segundo um balanço atualizado pela AFP na manhã deste sábado, com base em dados oficiais dos países, a Europa registra desde o início da pandemia 400.649 vítimas fatais (e 17.606.370 contágios), atrás da América Latina e Caribe (444.026 mortes e 12.825.500 casos).

Nos últimos sete dias, o continente registrou mais de 36.000 mortes, o balanço mais grave em uma semana desde o início da pandemia.

Dois terços dos óbitos na região aconteceram no Reino Unido (57.551), Itália (53.677), França (51.914), Espanha (44.668) e Rússia (39.068).

Apesar dos números, preocupantes em seu conjunto, a situação melhorou na maioria dos países, que parecem ter superado o pico da segunda onda.

Neste sábado, os estabelecimentos comerciais reabriram as portas na França e Polônia, com protocolos rígidos de saúde, que incluem a limitação do número de clientes nas lojas, por exemplo.

Nas famosas Galeries Lafayette de Paris, um grande centro comercial da cidade, as portas abriram às 10H00 e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

Irlandeses e belgas terão que esperar até terça-feira, 1 de dezembro, para retornar às lojas.

"Os esforços e os sacrifícios de todos funcionaram e salvamos vidas", afirmou o primeiro-ministro irlandês Micheal Martin.

A partir de domingo, o governo italiano flexibilizará as restrições em vigor em três regiões: Lombardia (norte), Piemonte (noroeste) e Calábria (sul), que passarão de "zonas vermelhas" (alto risco) para "zonas laranja" (risco médio).

- Longos meses de inverno -

Na Alemanha as restrições talvez prossigam até a primavera (hemisfério norte, outono no Brasil), advertiu neste sábado o ministro da Economia, Peter Altmaier.

"Temos três ou quatro longos meses de inverno pela frente. Tudo dependerá da chegada das vacinas, mas é possível que as restrições sejam prolongadas durante os primeiros meses de 2021", disse o ministro ao jornal Die Welt.

A Alemanha, considerada durante a primeira onda um exemplo de gestão, foi atingida com força pela segunda e registra mais de 15.500 mortes por Covid-19.

No Reino Unido, Gales vai reforçar as restrições nos pubs e restaurantes antes do Natal. Na Inglaterra, incluindo Londres, os 56 milhões de habitantes continuarão vivendo sob importantes restrições quando o segundo confinamento terminar ao final da próxima semana.

Em uma tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo, alguns comerciantes britânicos utilizam a Carta Magna, texto fundador da democracia moderna, como justificativa para permanecerem abertos, apesar da discordância da polícia.

Por exemplo, Sinead Quinn, cabeleireira de Bradford, norte do país, que invocou a Carta Magna para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento e já recebeu multas no valor de 17.000 libras (22.000 dólares).

"Não estou violando nenhuma lei. Administro meu negócio com base no direito comum", afirma em um vídeo publicado nas redes sociais.

- Recorde de contágios no México -

Em todo o mundo foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de mortes.

Na América Latina, o México registrou na sexta-feira 12.081 novos casos de Covid-19, um recorde, que eleva o total de contágios a 1.090.675.

Nas últimas 24 horas o país contabilizou 631 mortes e agora o balanço total é de 104.873 vítimas fatais.

O Peru prorrogou por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitário pela pandemia, mas o governo flexibilizou algumas restrições após a redução, lenta mas constante, de contágios e mortes.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra 35.780 óbitos por Covid-19, a segunda maior taxa de mortalidade do mundo na proporção à população.

Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes (264.823), a situação de saúde fez com que a 'Black Friday', dia das grandes ofertas no comércio, não registrasse multidões nas lojas.

Mas as vendas pela internet explodiram e atingiram 6,2 milhões de dólares por minuto na sexta-feira, para o total de 4,5 bilhões de dólares no dia.

Em Los Angeles, as autoridades decidiram proibir a partir de segunda-feira e por pelo menos três semanas as reuniões públicas e privadas, exceto as motivadas por fins religiosos ou de protesto, para frear o avanço da Covid-19.

Los Angeles registra a média de 4.500 novos casos diários de Covid-19.

O papa Francisco publicou nesta quinta-feira (26) um artigo no jornal americano New York Times no qual fez uma extensa reflexão sobre o período de pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que já matou mais de 1,4 milhão de pessoas e deixou 61 milhões infectados em todo o mundo, e comparou todos os profissionais da saúde que lutam para salvar vidas a "santos".

Segundo o Pontífice, neste último ano, ele pensa e reza, e às vezes chora, ao lembrar de tantas "pessoas que morreram sem se despedir daqueles que amavam, famílias em dificuldade, até mesmo passando fome, porque não há trabalho".

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O argentino recordou que existem diversos lugares de conflito no mundo, sofrimento e necessidade, mas são momentos na vida que podem servir para "mudança e conversão".

"Cada um de nós teve sua própria 'paralisação' ou, se ainda não o tivemos, algum dia teremos: doença, o fracasso de um casamento ou de um negócio, alguma grande decepção ou traição. Como no bloqueio da Covid-19, esses momentos geram uma tensão, uma crise que revela o que está em nossos corações", explicou ele, classificando cada frustração como uma "Covid pessoal".

No artigo, o Santo Padre lembrou de sua experiência de "limite, de dor e solidão", quando a maneira como via a vida mudou: ao ficar doente, aos 21 anos, em 13 de agosto de 1957. Na época, ele estava no segundo ano de preparação para o sacerdócio no seminário diocesano de Buenos Aires.

Jorge Bergoglio contou que não sabia quem era, se viveria ou morreria, e os médicos também não sabiam. Na época, ele fez uma cirurgia para retirar o lobo superior direito de um dos pulmões e só sobreviveu pela ajuda de duas enfermeiras que dobraram a dosagem de seus remédios e receitaram analgésicos extras: Irmã Cornelia Caraglio e Micaela.

"Tenho uma ideia de como as pessoas com Covid-19 se sentem enquanto lutam para respirar em um respirador", disse o religioso, lembrando que as profissionais lutaram por ele até o fim, até sua recuperação.

"Elas me ensinaram o que é usar a ciência, mas também a saber quando ir além dela para atender a necessidades específicas. E a doença grave que vivi me ensinou a depender da bondade e da sabedoria dos outros", acrescentou.

Francisco ressaltou que essa atitude de ajudar os outros permaneceu contigo principalmente nos últimos meses, durante o lockdown, quando muitas vezes rezou por aqueles que buscam todos os meios para salvar a vida de outras pessoas.

De acordo com o Papa, muitas enfermeiras, médicos e cuidadores estão pagando o "preço do amor", junto com padres, religiosos e pessoas comuns cujas vocações são o serviço. "É melhor viver uma vida mais curta servindo aos outros do que uma vida mais longa resistindo a esse chamado".

Em sua longa reflexão, o líder da Igreja Católica comparou os profissionais da saúde a "santos", pois despertaram algo importante nos corações das pessoas. Ele citou como exemplo o fato de diversos cidadãos, em muitos países, aplaudirem de suas janelas os médicos e enfermeiros "com gratidão e admiração".

"Eles são os anticorpos do vírus da indiferença. Eles nos lembram que nossa vida é uma dádiva e que crescemos dando de nós mesmos, não nos preservando, mas nos perdendo no serviço".

Apesar de exaltar os profissionais da saúde, o líder religioso criticou o negacionismo de alguns governos, que "ignoraram as dolorosas evidências de mortes crescentes, com consequências inevitáveis", e de parte da população mundial, que protestou contra as regras de proteção contra a Covid-19, "como se as medidas constituíssem algum tipo de ataque político à autonomia ou à liberdade pessoal".

Francisco, no entanto, enfatizou os líderes que têm feito grandes esforços para colocar o bem-estar de seu povo em primeiro lugar, agindo de forma decisiva para proteger a saúde e salvar vidas. "A maioria dos governos agiu com responsabilidade, impondo medidas rígidas para conter o surto", afirmou.

Para o Pontífice, "olhar para o bem comum é muito mais do que a soma do que é bom para os indivíduos. Significa ter consideração por todos os cidadãos e procurar responder eficazmente às necessidades dos mais desfavorecidos".

"A crise do coronavírus pode parecer especial porque afeta a maior parte da humanidade. Mas é especial apenas na forma como é visível. Existem milhares de outras crises que são igualmente terríveis, mas estão longe o suficiente de alguns de nós para que possamos agir como se elas não existissem", explicou.

Como exemplo, ele citou as guerras espalhadas por diferentes partes do mundo, da produção e comércio de armas; das centenas de milhares de refugiados que fogem da pobreza, fome e falta de oportunidades; das mudanças climáticas.

"Essas tragédias podem parecer distantes de nós, como parte do noticiário diário que, infelizmente, não nos leva a mudar nossas agendas e prioridades. Mas, como a crise da Covid-19, eles afetam toda a humanidade", lembrou.

Francisco também fez uma analogia com o uso das máscaras e questionou que atualmente a usamos para proteger a nós mesmos e aos outros de um vírus que não é possível ver, mas e os outros vírus invisíveis, de pandemias ocultas, como as de fome e violência e mudanças climáticas? "Como vamos lidar?".

"Se quisermos sair desta crise menos egoístas do que quando entramos, temos que nos deixar ser tocados pela dor dos outros", alertou.

De acordo com o argentino, "este é um momento de sonhar alto, de repensar prioridades - o que valorizamos, o que queremos, o que buscamos - e de se comprometer a atuar no dia a dia sobre tudo aquilo que sonhamos".

Além disso, ele fez um apelo sobre a necessidade de ter um sistema político e econômico decente depois da crise sanitária, porque não se pode voltar ao que tinha antes. "Precisamos de uma política que possa integrar e dialogar com os pobres, excluídos e vulneráveis, que dê voz às pessoas nas decisões que afetam suas vidas. Precisamos diminuir o ritmo, fazer um balanço e projetar melhores maneiras de vivermos juntos nesta terra".

Por fim, o papa Francisco lembrou que "a pandemia expôs o paradoxo de que, embora estejamos mais conectados, também estamos mais divididos". Conforme seu texto, "o consumismo febril quebra os laços de pertencimento. Faz com que nos concentremos em nossa autopreservação e nos deixa ansiosos. Nossos medos são exacerbados e explorados por um certo tipo de política populista que busca o poder sobre a sociedade".

"Para sair melhor desta crise, temos que recuperar o conhecimento de que, como povo, temos um destino comum. A pandemia nos lembrou que ninguém é salvo sozinho. O que nos liga uns aos outros é o que comumente chamamos de solidariedade", explicou, ressaltando que somente "sobre esta base sólida podemos construir um futuro humano melhor e diferente".

Da Ansa

A Caixa Econômica Federal abre neste sábado (28) 771 agências para o pagamento do auxílio emergencial a 7,3 milhões de beneficiários dos ciclos 3 e 4 nascidos em agosto e setembro. O atendimento será das 8h ao meio-dia.

Ao todo, foram creditados R$ 6,1 bilhões para esse público. Desse total, R$ 2,58 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial, de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). O restante, R$ 3,52 bilhões, corresponde às parcelas do auxílio emergencial extensão, de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

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A lista das agências está disponível no endereço www.caixa.gov.br/agenciasabado. Não é preciso chegar antes do horário de abertura. Em comunicado, a Caixa esclareceu que todas as pessoas que procurarem as agências dentro do período de funcionamento serão atendidas.

Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras.

Do total de beneficiários, 3,6 milhões de beneficiários nasceram em agosto e 3,7 milhões, em setembro. Entre os beneficiários do ciclo 3, o dinheiro havia sido depositado na conta poupança digital em 21 de outubro, para os nascidos em agosto, e em 25 de outubro, para os nascidos em setembro.

No ciclo 4, os depósitos na poupança digital haviam sido feitos em 13 de novembro, para os nascidos em agosto, e em 15 de novembro, para os nascidos em setembro.

Até agora, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do Caixa Tem, que permite compras por cartão de débito virtual, compras por QR Code (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros e o pagamento de boletos e de contas residenciais.

Desde o início do programa, em abril, o auxílio emergencial alcançou 67,8 milhões de brasileiros, num montante de R$ 264,8 bilhões creditados em cinco parcelas regulares e até três parcelas do auxílio extensão.

Los Angeles restringirá a partir de segunda-feira (30) reuniões, exceto aquelas organizadas para fins religiosos ou de protesto, para impedir o avanço da Covid-19, anunciaram as autoridades na cidade nesta sexta-feira (27).

A medida imposta na segunda maior cidade dos Estados Unidos entrará em vigor a partir de segunda-feira e durará pelo menos três semanas, até 20 de dezembro, informou o Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles.

Durante este período, "os residentes são aconselhados a ficar em casa o máximo possível", disse a agência em nota.

“São proibidos encontros públicos e privados com pessoas fora de suas casas, exceto por motivos de fé, com base em serviços religiosos e protestos, que são direitos protegidos constitucionalmente”, acrescenta.

A medida será imposta porque a média de novos casos diários em Los Angeles ultrapassava 4.500 na semana.

Los Angeles registrou mais de 7.600 mortes por coronavírus - mais de um terço de todo o estado da Califórnia - embora o vírus seja cada vez mais prevalente em áreas rurais remotas do estado.

Na semana passada, a Califórnia impôs um toque de recolher noturno em grande parte de seu território e Los Angeles proibiu jantares em restaurantes.

A medida anunciada nesta sexta-feira reduz o limite de público de vários negócios, que poderão continuar em funcionamento, incluindo lojas, academias e bibliotecas.

As escolas permanecerão abertas, a menos que haja surtos do vírus.

"Essas medidas são para as próximas três semanas e ainda permitem muitas atividades essenciais e não essenciais nas quais os residentes devem usar uma máscara e se distanciar", explicou Barbara Ferrer, diretora de saúde pública.

A taxa de desemprego no Brasil atingiu a marca de 14,6% no último semestre, fechado em setembro. É o maio índice desde 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).

Em números absolutos, cerca de 14,1 milhões de pessoas estavam fora do mercado de trabalho durante esse período. Segundo o IBGE, esse grupo aumentou 10,2% frente ao segundo trimestre do ano, quando havia 12,8 milhões de desempregados, e 12,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2019, com 12,5 milhões.

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A população empregada chegou ao menor patamar da série histórica, com 82,5 milhões de brasileiros atuando no mercado de trabalho. Houve queda de 1,1% (menos 880 mil) frente ao trimestre anterior e 12,1% (menos 11,3 milhões) comparado ao mesmo trimestre de 2019.

 

Em 2020, a necessidade de isolamento social para conter o vírus da pandemia de covid-19 implicou mudança de hábitos na sociedade, entre elas o comércio. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a Black Friday de 2020 será mais digital, com um aumento de 77% em comparação com o ano de 2019, totalizando R$ 6,9 bilhões para o comércio eletrônico brasileiro.

A tendência de comprar pela internet já era tendência em anos anteriores, nos Estados Unidos e Canadá. Em 2020, ganhou força no Brasil.

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Mas comprar pela internet demanda cuidados e segurança para não ser vítima de fraudes. A estudante Laís Alves disse que ela e o irmão buscam sempre analisar antes da Black Friday. Eles notam que geralmente as lojas aumentam o preço pouco dias antes, e no dia da promoção abaixam para o preço normal do produto.

"Uma vez eu comprei um notebook na Black Friday, mas depois eu descobri que era o mesmo preço de antes. Meu irmão, que pesquisa, descobre que as lojas aumentam o preço e diminuem", relata.

Laís Alves falou também sobre a necessidade de distanciamento social durante as saídas às lojas. "Espero que eles consigam fazer o distanciamento das pessoas corretamente, e eu espero que esse ano esteja bem melhor nas promoções. Na pandemia, as lojas físicas tiveram uma baixa nas vendas, então agora seria uma hora de melhorar isso, ofertando boas promoções", afirma.

O economista Nélio Bordalo ressalta a necessidade de o consumidor pesquisar os preços antes de adquirir um produto nesse período de promoção. "As pessoas devem fazer uma pesquisa antes das compras. Inclusive, é importante atentar para quais são os produtos que ele vai pensar em adquirir, anotar os preços e verificar se no momento que eles lançam os descontos na Black Friday são reais", alerta.

Segundo o economista, as vendas pela Internet na Black Friday representam a preocupação das pessoas com contágio em lojas físicas. "É compreensível que as pessoas não queiram sair de suas casas, em função do coronavírus. O consumidor deve esperar promoções bem interessante e descontos realmente efetivos esse ano, porque atualmente o cliente está muito mais esperto e crítico em buscar informação", conta.

Em setembro deste ano ocorreu a "Semana do Brasil", que especialistas chamaram de "Black Friday brasileira". A iniciativa, lançada em 2019 pelo Governo Federal, tem a finalidade de melhorar as vendas prejudicadas por causa da pandemia.

Os prejuízos atingiram não somente os grandes empresários, mas também pequenos e médios, que atuava nos comércio, e viram suas rendas e lucros despencarem, com fechamento de lojas, demissões de funcionários para evitar aglomerações e consequentemente o contágio descontrolado.

Nélio Bordalo analisa que isso contribuiu para o aumento do desemprego. Para ele, o mercado da internet é uma ótima solução para aqueles que queiram inovar. "As grandes lojas têm um poder de compra muito maior, e os produtos ofertados por elas têm um preço muito mais competitivo em relação às pequenas lojas. O comércio sentiu muito com demissões em lojas físicas e, então, isso criou uma situação delicada, porque os desempregados ficaram sem acesso ao mercado de trabalho", avalia.

Para Bordalo, a tendência é que agora todos os lojistas, sejam eles de micro a grande porte, possam ter vendas on-line. "Lojistas que não atuavam em plataformas on-line vão ter que se adaptar e se adequar à uma nova realidade, e isso é uma tendência que cada vez mais vai se ampliar e não tem retorno", analisa.

O economista acredita que os percentuais de vendas nas lojas físicas em 2020 devam ficar abaixo do esperado, em comparação com anos anteriores. "Eu não acredito que vejamos um aumento significativo em termos percentuais de vendas presenciais em 2020, quando comparado com os anos de 2012 e 2019, até por conta da pandemia. Eu entendo que as lojas que atuam no varejo vão tentar se movimentar nessa Black Friday e Natal para minimizar os prejuízos registrados nos últimos seis meses, em função da pandemia de covid-19. Por isso, as lojas precisam inovar e informar ao cliente que estão seguindo todos os protocolos de segurança contra o coronavírus para conseguir levar o cliente à loja física. Mas, mesmo assim, eu acho que boa parte da população vai comprar pela internet, até pela facilidade da aquisição e do pagamento do produto", finaliza.

Por Cristian Corrêa (com apoio de Ana Caroline Barboza).

 

A Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures divulgaram, nesta sexta-feira (27), uma pesquisa encomendada ao Datafolha na qual aponta que no Nordeste, 47% das famílias estão participando mais da educação dos estudantes durante a pandemia de Covid-19. Conforme o levantamento, a relação da família com a escola é priorizada no combate ao abandono escolar, que é temido por 35% dos responsáveis pelos estudantes desta região.

“Famílias estão acompanhando mais de perto o ensino para seus filhos e valorizando o papel central do professor. São transformações que vêm para dar mais força a iniciativas de valorização da profissão docente, assim como da parceria família-escola”, explica, em nota, a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.

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A pesquisa aponta que, no Brasil, 71% dos responsáveis pelos estudantes estão valorizando mais o trabalho desenvolvido pelos professores e 94% consideram muito importante que os docentes estejam disponíveis para correção de atividades e esclarecimento de dúvidas durante as aulas não presenciais. Para as famílias do Nordeste, 68% consideram que as aulas remotas foram eficientes no aprendizado dos estudantes. A média nacional foi de 64%.

Em relação ao acesso aos conteúdos escolares, 89% receberam atividades, sendo 28 pontos a mais do que na primeira onda da pesquisa, realizada em março. A média nacional é de 92%. Por outro lado, o mapeamento mostrou os principais desafios que devem ser enfrentados de agora em diante.

Os estudantes do Nordeste estão menos motivados para realizar as atividades em casa. Em maio, 43% se sentiam desmotivados, agora, são 47%. A percepção das dificuldades de estabelecer uma rotina de aprendizagem em casa passou de 58% para 63%. Também para 28%, o relacionamento em casa piorou após o início das atividades remotas.

O diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, pontua que a preocupação dos pais com uma possível desistência da escola pelos estudantes é um alerta para toda a sociedade. “A evasão e o abandono escolar não são um evento pontual, mas algo que terá reflexo sobre o estudante, sobre sua família e sobre a sociedade como um todo, aumentando ainda mais a desigualdade. Toda a sociedade deve estar engajada para evitar que o estudante desista da escola”, diz, por meio de nota.

Ainda segundo a pesquisa Datafolha, há outro retrato mais abrangente da pandemia, para além de aspectos diretamente relacionados à educação, como, por exemplo, a perda das refeições importantes que os alunos em situação vulnerável faziam nas escolas. Para 52% das famílias do Nordeste, a falta de refeição que os estudantes faziam na escola está pesando no orçamento, indicando o maior índice no País. A média nacional é de 42%.

Nem só para os consumidores a Black Friday foi proveitosa no Recife. A movimentação que tomou conta das ruas do Centro, nesta sexta-feira (27), também garantiu uma renda extra aos taxistas. Além da concorrência com aplicativos de transporte, a classe vem sofrendo com a queda de viagens durante a pandemia.

Caixas, sacolas e um fluxo de passageiros de dar inveja aos dias normais fizeram a alegria dos motoristas, que surpreenderam-se com a alta procura durante a manhã desta sexta (20). “O Black Friday melhora pra gente, porque aparecem mais corridas, principalmente pra gente levar os fretes”, comemora o taxista Roberto Lima.

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Além do veículo, cordas e amarrações se tornaram instrumento de trabalho em um dia tão agitado do comércio. De acordo com Roberto Lima, o valor da corrida não sofre acréscimo, independente do peso dos produtos carregados.

A correria dá esperança para bons lucros no decorrer da Black Friday. Por isso, o colega de profissão, Paulo Gomes, espera dobrar a margem de lucro em relação aos dias normais. “Essa foi bem melhor. Cheguei agora, mas já tem outra pessoa me esperando. Para o taxista, a Black Friday foi nota dez”, festeja.

A Prefeitura de Salvador anunciou, na manhã desta sexta-feira (27), está oficializado o cancelamento da festa de Carnaval no mês de fevereiro, em 2021. O comunicado foi publicado no Twitter e compartilhado pelo prefeito da cidade, ACM Neto (DEM).

A decisão veio em decorrência da pandemia do novo coronavírus e a falta de uma vacina no combate ao vírus. No anúncio a prefeitura deixou claro que nenhuma nova data será definida caso a vacina não seja disponibilizada.

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"É OFICIAL: Em função da pandemia do coronavírus, NÃO HAVERÁ CARNAVAL DE SALVADOR EM FEVEREIRO. A nova data vai depender da ampla disponibilização da vacina. O calendário da festa será discutido no momento certo", diz o comunicado.

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Uma coletiva para tratar não só do Carnaval, mas de outros eventos tradicionais da cidade acontece neste momento.

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No Centro do Recife, filas e aglomeração foram registradas em comércios locais, nesta sexta-feira (27). A data atrai consumidores pela promessa de bons descontos da campanha Black Friday. Contudo, a movimentação contrasta com o crescimento da Covid-19 em Pernambuco.

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Com a objetivo de levar um 'pequeno estoque' de fraldas descartáveis e lenços umedecidos, a auxiliar de serviços gerais, Fabiana Maria, revela que não pesquisou valores com antecedência, mas levou o filho, de um ano e dois meses, com a certeza de que vai encontrar preços atrativos. "Espero encontrar preço bom aqui. Cheguei há 20 minutos, mas vou ficar por que vão ter preços bons para comprar as coisas dele", relatou na fila de espera.

Mascarado e munido de álcool gel, o auxiliar de Administração, Wilson Araújo, se precaveu para buscar os mesmos produtos de Fabiana. Ele deixou a mulher e o filho em casa para evitar serem contaminados pela Covid-19, mas destaca que falta compromisso dos próprios clientes e das lojas com a mitigação da pandemia.

"Isso aqui deveria estar mais organizado, com distanciamento, mas infelizmente essa é nossa cultura", criticou Wilson.

A fila cresce aos poucos e todos os olhos ficam atentos à entrada do local, que só é liberada a cada 20 clientes. Essa foi a forma encontrada pelas Lojas Americanas, que também disponibiliza álcool 70% aos clientes, para garantir uma Black Friday lucrativa.

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Mais um caso importado do novo coronavírus foi identificado em Fernando de Noronha. O paciente é um morador que chegou do continente e teve resultado positivo após o desembarque na Ilha.

Segundo a administração do arquipélago, o morador cumpre quarentena em isolamento domiciliar. Com o novo caso, sobe para 187 o total de registros da doença, sendo 121 em Noronha e 66 importados.

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Do total de infecções, 153 pessoas já estão curadas e 34 permanecem em recuperação. Fernando de Noronha não registrou óbitos decorrentes da doença.

 

O grupo farmacêutico indiano Hetero assinou um acordo com as autoridades russas para produzir mais de 100 milhões de doses anuais vacina contra a covid-19 Sputnik V, anunciou nesta sexta-feira (27) o Fundo Soberano Russo (RDIF).

"Hetero, um dos principais fabricantes indianos de medicamentos genéricos, aceitou produzir na Índia mais de 100 milhões de doses por ano da Sputnik V", afirma em um comunicado o RDIF, um dos principais financiadores da vacina russa.

A produção deve começar no início de 2021. De acordo com o comunicado, testes clínicos da vacina nas fases fase 2 e 3 acontecem atualmente na Índia.

"Graças a nossa cooperação com o grupo Hetero, poderemos aumentar de forma considerável a capacidade de produção e fornecer à população indiana uma solução eficaz neste período difícil da pandemia", afirmou o diretor do RDIF, Kirill Dmitriev.

O Fundo Soberano Russo anunciou que recebeu "encomendas" que superam 1,2 bilhão de doses da vacina Sputnik V por parte de "mais de 50 países". Além da Índia, a vacina também será produzida no Brasil, China e Coreia do Norte, segundo o RDIF.

Na terça-feira, a Rússia afirmou que a Sputnik V, desenvolvida pelo centro de pesquisas Gamaleya de Moscou, tem eficácia de 95%, um resultado equivalente às vacinas elaboradas pela aliança Pfizer/BioNTech e pelo laboratório americano Moderna.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a citar os dados de emprego no País para, a apoiadores, avaliar que "raríssimos" países foram melhor que o Brasil na economia durante a pandemia de covid-19. "Na Economia", fez questão de frisar o presidente, crítico das medidas de restrições para o funcionamento de comércio e indústrias adotadas por governos e Estados em municípios.

Para justificar, Bolsonaro citou ações federais como auxílio emergencial e programas de suporte a micro e pequenas empresas. "Anunciamos também o Caged (indicador de empregos formais) de outubro com criação de 400 mil empregos com carteira assinada. Então podemos terminar e chegar a dezembro tendo mais gente empregada do que em dezembro do ano passado, mesmo enfrentando a pandemia", disse. "Sinal que governo federal fez a coisa certa. Auxílio emergencial, socorro a pequenas e micro empresas, crédito. (...) Raríssimos países foram melhor que nós na economia durante a pandemia. Eu digo, na economia", disse o presidente ao chegar ao Palácio da Alvorada.

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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje mostram que o mercado de trabalho formal registrou em outubro a abertura de 394.989 vagas no País, um recorde histórico. Foi o quarto mês consecutivo de resultado positivo.

A projeção otimista do presidente de zerar o saldo negativo anual em dezembro está em linha da feita pelo ministro Paulo Guedes, da Economia. Presente ao evento, Guedes evitou discursar. Mais cedo, sem dar detalhes, o ministro disse que o País pode terminar o ano com perda zero de empregos com carteira assinada. Até outubro, o saldo é negativo em 171.139.

"Eu sempre disse: Pandemia tem que tomar cuidado com mais idosos e pessoas têm que trabalhar, pois o efeito colateral é muito pior. O discurso que Economia vem depois, se eu seguisse essa linha teria 20 milhões de desempregados e não 14 milhões, que já é um número alto", completou Bolsonaro a apoiadores.

O Pará está próximo de chegar aos sete mil mortos por covid-19. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), até esta quinta-feira (26) haviam sido registrados 268.524 casos da doença e 6.884 mortes. O detalhamento está disponível aqui.

Os números da pandemia avançam, mas são poucos os cuidados de boa parte da população, principalmente em Belém. O uso de máscara continua sendo negligenciado e as aglomerações podem ser vistas com frequência.

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As Policlínicas Itinerantes instaladas no estacionamento do Hangar e no estádio Mangueirão, em Belém, funcionam de segunda a sábado, das 8h30 às 17 horas. As Policlínicas Itinerantes já atenderam até o momento mais de 13.500 mil pessoas. Em todos esses locais, o atendimento é feito por demanda espontânea. O paciente chega e logo é encaminhado para a triagem, com a verificação dos sinais vitais, como pressão arterial, temperatura, oxigenação do sangue e glicemia. De lá, se necessário, é encaminhado ao médico que, constatando necessidade, o indicará para exames complementares. 

Em caso de suspeita de Covid-19, o paciente realiza exames e recebe medicamento quando há indicação médica. Os testes de RT-PCR são encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen-PA), que retorna com os resultados. A equipe responsável liga para o paciente para que busque o resultado.

Com informações da Sespa e Agência Pará.

A desenvolvedora de jogos Studio MDHR informou em seu Twitter que a expansão do game “Cuphead” (2017), “The Delicious Last Course”, foi adiada para 2021 por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19).

De acordo com a empresa, a crise sanitária dificultou a produção do conteúdo no padrão de qualidade desejado. “Em vez de comprometer nossa visão em resposta à Covid, tomamos a difícil decisão de adiar o lançamento de 'The Delicious Last Course' até estarmos confiantes de que ela irá deliciar a comunidade Cuphead da maneira que achamos que deveria”, explica a produtora.

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A expansão “The Delicious Last Course” foi anunciada em 2019 e tinha previsão de lançamento para o mesmo ano, mas em setembro do ano passado foi adiada para 2020 e agora recebe o terceiro adiamento.

“Cuphead” é um game do estilo correr e atirar (run and gun) e se destaca pelos seus gráficos, que lembram desenhos clássicos das décadas de 1930. O título está disponível para Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

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