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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou que é "impressionante quantidade de gente que está eufórica com os hackeadores” que são suspeitos de acessar contas de celulares de autoridades, entre elas o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Em palestra na noite dessa sexta-feira (2), em São José dos Campos (SP), Barroso também afirmou que era preciso estar atento à agenda brasileira que, na ótica dele, foi "sequestrada por criminosos".  

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Para o ministro, nos vazamentos "há mais fofocas do que casos relevantes, apesar do esforço de se maximizar os fatos". 

Desde 9 de junho, o site The Intercept Brasil publica reportagens com trechos de conversas entre Moro e integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, como o procurador Deltan Dallagnol. O site disse ter recebido as informações de uma fonte confiável. Walter Delgatti Neto, um dos presos na Operação Spoofing, disse ter entregue os dados para o jornalista Glenn Greenwald, responsável pelo Intercept, que não confirmou e disse que preservaria a identidade da fonte.

Barroso disse também que "apesar de todo estardalhaço que está sendo feito, nada encobre o fato de que a Petrobras foi devastada pela corrupção”. “Não importa o que saia nas gravações", disse o ministro. "É difícil entender a euforia que tomou muitos setores da sociedade diante dessa fofocada produzida por criminosos", acrescentou.

A fala do ministro repercutiu na internet e fez com que o nome dele ficasse entre os mais falados no Twitter, por exemplo. 

O ator Vitor Morosini, conhecido por atuar na novela Belíssima, de 2005, e participar do seriado Sandy & Junior, esteve no programa Superpop na noite da última segunda-feira, dia 22, e em entrevista à Luciana Gimenez relembrou episódio de agosto de 2018, quando caiu do quinto andar de um hotel em Barretos, no interior de São Paulo. Para a apresentadora, ele confirmou a tentativa de suicídio depois de um surto psicótico:

"Tentei no desespero. Tive um surto psicótico devido ao uso excessivo de maconha. Eu fiquei um ano e oito meses fumando direto, cinco baseados por dia. Mesmo fumando eu fazia as coisas, gostava do efeito, de ficar doidão mesmo. Fumava para pedalar, jogar bola, ver televisão... Teve um dia que surtei. Eu achava que eu podia controlar", contou ele.

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Vitor afirmou que não sofre de depressão, mas por causa do surto acabou tentando tirar a própria vida:

"Eu achava que estavam me perseguindo. Surtei mesmo. Não era depressão, eu estava em euforia. Dormia quatro horas por noite. Acordei umas três da manhã, fui tomar banho, achei que tinha gente atrás de mim. Mandei mensagem para minha mãe 'dizendo que eu precisava de ajudar, ser internado, ela não respondia, estava sem bateria. Aí ela não respondia mais. Ai eu decidi pular, era alto para caramba".

Vitor, que já está recuperado, lembrou os ferimentos que sofreu por causa da queda:

"Quando caí tinham fios elétricos embaixo, sorte que estavam desativados, que amorteceram a queda, mas me quebrei inteiro. Quebrei os dois pés, dedo do pé, coxa, fêmur, ombro, costela e vértebra. Fiquei quase duas semanas na UTI, fiz cinco cirurgias. Outra sorte que eu tive é que não bati a cabeça. Quando caí no chão, eu me dei conta do que eu tinha feito. Eu estava em choque e só sentia minha perna torta, como se fosse um graveto. Fiquei quatro meses na cadeira de rodas".

Passado o momento difícil, Vitor, aos 30 anos de idade, celebrou que conseguiu se recuperar, disse que está feliz e que segue tratamento com psiquiatra:

"Muito feliz de estar vivo, todo dia eu agradeço a Deus por estar vivo. Desde os 15 eu usava (maconha), agora não uso mais. Estou indo no psiquiatra. Eu sou feliz, voltei a pedalar, sempre fui esportista".

Nas fábricas da Embraer no interior de São Paulo, houve tanto comemoração quanto preocupação na quinta-feira, 05, após os funcionários receberem o comunicado de que a brasileira e a Boeing haviam assinado um memorando de entendimento para criar uma nova companhia. "Teve gente eufórica, achando que vai ser transferido para os Estados Unidos. Mas a maior parte está receosa", disse a engenheira Rozana Nogueira, diretora do sindicato da categoria do Estado de São Paulo (Seesp).

Segundo ela, a preocupação maior é com a manutenção do polo tecnológico em São José dos Campos, cidade em que fica a maior unidade fabril da companhia. "Vamos continuar como um centro de desenvolvimento de tecnologia ou virar apenas uma montadora?", questionou.

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Filé

Rozana lembrou ainda que há apreensão em relação ao que restará de forma independente na Embraer - os segmentos de aviação executiva e de Defesa. As duas áreas foram responsáveis por 42% da receita da companhia no ano passado. "A Boeing levou o filé. Como o restante vai sobreviver? É a área de Defesa que fomenta pesquisa. Depois, a tecnologia é embarcada na comercial", acrescenta a engenheira, que trabalha há 19 anos da Embraer.

Ao contrário do que pretende o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, o sindicato dos engenheiros não planeja pedir que o negócio seja vetado, de acordo com Rozana. "Vetar é quase uma utopia. É uma empresa privada. Mas temos preocupação de como a questão vai se desenrolar."

Segundo outros trabalhadores ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, o clima de receio e insegurança nas fábricas vem desde dezembro do ano passado, quando surgiram as primeiras notícias sobre as negociações.

Remanejamento

Há inquietações pessoais, disse Rozana, como em qual companhia cada trabalhador vai ficar - ela mesma exerce funções hoje tanto na área de aviação comercial como na militar - e se aqueles que forem transferidos para a nova companhia serão demitidos para depois serem recontratados. "Não sabemos de muita coisa além do que foi divulgado. Não sabemos como serão as transferências, se haverá demissões, se seremos demitidos e recontratados pela joint venture, são muitas as incertezas", disse um engenheiro que não quis se identificar.

Um profissional da área de novos projetos da unidade de São José dos Campos disse apenas esperar que a empresa defina o quanto antes seu futuro. "Que agora comece a ficar mais claro, porque existiam muitos boatos que estavam nos consumindo", desabafou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com as discussões políticas dominando a pauta do Congresso e do Planalto, a avaliação de especialistas em Nova York e em Londres é que qualquer possibilidade de avanço em medidas que melhorem as contas fiscais do Brasil e outras reformas econômicas se reduz consideravelmente. Por isso, se a expectativa da entrada de um presidente mais "amigável ao mercado" ajuda a valorizar o real e a reduzir os prêmios de risco dos bônus brasileiros, a avaliação é que os problemas de médio e longo prazo do País permanecem desafiadores.

Para Mario Robles, analista da Nomura em Nova York, o aumento da percepção da saída de Dilma após os eventos de ontem, com o ex-presidente Lula sendo levado para depor na Polícia Federal, ainda vão permitir melhora no curto prazo para os preços dos ativos brasileiros. Mas, após a euforia inicial, o tom é de preocupação.

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Em Londres, o diretor da gestora especializada em mercados emergentes EM Funding, Wilber Colmerauer, avalia que os recentes desdobramentos da operação Lava Jato aumentam a chance de um processo de impeachment de Dilma. O gestor reconhece que essa perspectiva é bem-recebida pelos investidores. Porém, lembra que eventual processo seria lento e provavelmente geraria ainda mais incerteza no mercado.

Por isso, acha que a recuperação dos ativos brasileiros é pontual. "Tínhamos uma base muito baixa e estamos observando um ajuste de preços. Mas, efetivamente, não estamos nos recuperando. Só voltamos um pouco da queda acumulada nos últimos anos. Isso porque os problemas não foram resolvidos."

Os analistas do banco de investimento Brow Brothers Harriman (BBH) em Nova York avaliam que o aumento da percepção de que, não só Dilma pode mesmo cair, mas que os planos de Luiz Inácio Lula da Silva para 2018 podem estar sepultados, provocou verdadeira euforia no mercado. Mas os analistas do banco alertam que o cenário no Brasil ainda permanece uma "bagunça".

Colmerauer lembra que o enfraquecimento do processo de impeachment visto no fim de 2015 levou boa parte do mercado a prever mudança no executivo apenas em 2018. "Mas, agora, esse horizonte pode ser mais curto." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

A vitória sobre o Criciúma garantiu ao Náutico seu melhor início de Série B na era dos pontos corridos. O Timbu conquistou três vitórias e tem 100% de aproveitamento na competição. Ainda com a rodada a ser completada, é o líder podendo ser alcançado apenas por Botafogo e Paysandu. No entanto, apesar deste bom início, o técnico Lisca garante não ter euforia e reconhece que o caminho ainda é longo até o objetivo final. 

“Estamos começando. Para esse início é muito bom, mas não existe euforia ou empolgação. Fizemos nove pontos e ainda faltam 55. Estamos motivados, fechados e cientes de que é uma tarefa complicada. Estamos trabalhando forte, o grupo está se fechando a nível técnico, tático e emocional. Isso tudo é importante”, ressaltou o comandante alvirrubro.

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A projeção do técnico era somar seis ou sete pontos nas três primeiras rodadas. Como o Timbu fez mais, a vantagem é comemorada. Contudo, Lisca aponta a necessidade em manter o ritmo no primeiro terço da Série B.

“Tem uma gordurinha agora. Mas é muito difícil manter os 100%. Agora, os adversários vão se qualificando e respeitando mais o Náutico. A conta é pensar a cada jogo. Pontos corridos cada partida vale os mesmos três pontos. O que acho importante são as dez primeiras rodadas e as dez últimas, que são definitivas”, finalizou Lisca.

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