Tópicos | Ex-ministro da Justiça

Morreu neste domingo (3) o ex-ministro da Justiça José Gregori, em São Paulo. Ele ocupou o cargo entre 2000 e 2001, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Também foi Secretário Nacional dos Direitos Humanos. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês havia dois meses em decorrência de uma pneumonia.

O presidente do PSDB em São Paulo, deputado Marco Vinholi, prestou homenagem em nome do partido. "Uma das mais importantes referências da luta pelos direitos humanos e pelo estado democrático de direito no Brasil."

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, lembrou do legado de Gregori para a democracia brasileira: "Um homem fabuloso, que dedicou a vida toda ao povo brasileiro. Foi ministro dos Direitos Humanos. Sempre teve lado na defesa da democracia brasileira".

José Gregori deixa três filhas, quatro netos e dois bisnetos.

O ex-ministro da Justiça japonês Katsuyuki Kawai, muito próximo ao primeiro-ministro Shinzo Abe, e sua esposa foram presos nesta quinta-feira (18) sob a acusação de terem comprado votos durante uma campanha eleitoral no ano passado.

Esse escândalo ocorre em um momento em que a popularidade de Abe é seriamente afetada por duras críticas à gestão da crise de saúde e por sua suposta tentativa de nomear um favorito como procurador-geral.

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Kawai, de 57 anos, renunciou em outubro de 2019 por um caso vinculado à campanha eleitoral de sua esposa Anri, de 46 anos. Agora, o casal é acusado de oferecer dinheiro a figuras políticas locais e outras pessoas para garantir um assento no Senado.

O ex-ministro e sua esposa renunciaram ao Partido Liberal Democrático (LDP) de Abe, mas pretendem manter seus cargos parlamentares, de acordo com a mídia japonesa.

Ambos negam as acusações, em particular a de distribuir 24 milhões de ienes (cerca de 200.000 euros, 225.000 dólares) entre 91 pessoas para obter o assento para a sra. Kawai no Senado. Também entregaram 1,7 milhão de ienes a cinco pessoas que fizeram campanha a seu favor.

Nesta quinta-feira, durante uma entrevista coletiva, Abe afirmou que essa prisão era "extremamente lamentável", apresentou "desculpas profundas" e lamentou ter nomeado Kawai como ministro da Justiça.

Apesar de prometer esclarecer o caso, Abe não mencionou uma possível renúncia.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota de pesar pela morte do advogado e ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, na página do Instituto Lula. Destacou que o “o Brasil perde hoje não apenas um de seus melhores advogados criminalistas, mas um dos homens [que mais lutaram] pela democracia e pelo Estado de Direito em nosso país”.

No mesmo comunicado, assinado também por sua esposa Marisa Letícia, Lula observou que perdeu um amigo. Bastos ocupou a pasta da Justiça no período de sua gestão à frente do Palácio do Planalto, durante o primeiro mandato (de 2003 a 2007).

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O ex-chefe da Nação também assinalou que “Márcio Thomaz Bastos foi um corajoso defensor da lei e um advogado apaixonado pela ideia de um Brasil melhor. Foi um homem raro e que muito contribuiu para mudar a história do país. Sua atuação como ministro foi fundamental para o combate ao crime e a garantia do cumprimento da Lei”.

Na nota, ele ainda observou que compartilha o sentimento de perda com a família e amigos do jurista. Bastos morreu na manhã de hoje (20), vítima de complicações no pulmão, no Hospital Sírio-Libanês, região central de São Paulo, onde estava internado desde o último 13. O velório está marcado para as 15h, no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa, no Ibirapuera.

O advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, morreu na manhã desta quinta-feira (20), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Bastos foi internado na última terça (18), para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar, segundo boletim médico divulgado pelo hospital. Bastos foi convidado pelo ex-presidente Lula (PT) para compor a equipe do primeiro mandato e comandou o  Ministério da Justiça entre 2003 e 2007.

Considerado um dos principais advogados criminalistas do país, Thomaz Bastos atualmente defendia a Camargo Corrêa e a Odebrecht na Lava Jato. Antes de ser ministro, o advogado foi presidente da OAB-SP entre 1983 e 1985 e do Conselho Federal da OAB (1987 a 1989). Em  1990, após a eleição do presidente Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores como encarregado do setor de Justiça e Segurança.  Em 1992, participou ao lado do jurista Evandro Lins e Silva da redação da petição que resultou no impeachment de Collor. 

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Quando deixou o governo federal, ele voltou a advogar. Em 2012, o ex-ministro participou do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) como advogado de um dos réus. No julgamento, ele fez a defesa do ex-dirigente do Banco Rural, José Roberto Salgado, condenado a uma pena de 14 anos e 4 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas.

ex-ministro nasceu em Cruzeiro, no interior de São Paulo, em 1935 e formou-se em direito pela USP em 1958. Durante a carreira, Thomaz Bastos participou de mais de 700 júris. Ele já advogou para o presidente Lula, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, o empresário Eike Batista e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. 

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Uma das maiores lideranças políticas que trabalhou para redemocratização do Brasil, voz atuante com princípios humanos, além ser um grande articulador político, o ex-ministro da Justiça, Fernado Lyra, ajudou a escrever e implantar a Constituição Federal de 1988.

O corpo do ex-ministro começou a ser velado às 12h na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e antes de levarem para o sepultamento no cemitério Morada da Paz, em Paulista (Região Metropolitana do Recife) recebeu as devidas honrarias de vários companheiros de lutas e lideranças políticas. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), chegaram por voltas das 15h e comentaram a perda.

Eduardo cumprimentou os familiares e amigos de Fernando Lyra, depois, seguiu até o cemitério Morada da Paz, onde houve o sepultamento no final da tarde. Amigo de Fernando e de toda a família o governador participou de toda a cerimônia fúnebre e confortou as filhas, a esposa, Márcia Lyra, e o irmão, o vice-governador João Lyra Neto (PDT).

“A trajetória de Fernando Lyra é exemplar para a cidadania brasileira. Foi um homem inteiramente dedicado à causa pública cuja passagem deixou marcas que não serão esquecidas“, disse Eduardo, lembrando que acompanha o ex-deputado desde que era criança.

“Ele foi um dos primeiros políticos brasileiros que encontrou com meu avô (o ex-governador Miguel Arraes) no exílio. Fernando foi portador, muitas vezes, de notícias para parte da minha família que estava aqui, ele levava correspondência, trazia correspondência, protegido pela imunidade parlamentar”, relembrou Eduardo.

Já o prefeito Geraldo Julio (PSB), ressaltou que se sentiu honrado em contar com a participação do político na sua primeira campanha eleitoral, em 2012. "Fernando sempre foi uma referência para todo mundo, principalmente para a minha geração. Nós tínhamos inspiração em Fernando para construir uma política diferente nesse País; na sua coragem, força no combate à Ditadura e dedicação de uma vida inteira à democracia no Brasil”, destacou Geraldo Julio.

O deputado estadual e líder do governo na Alepe, Waldemar Borges (PSB), relembrou ideias defendidas pelo ex-ministro da Justiça, que tinha um grande poder de articulação e intuição política. “Ele dizia que o Brasil precisava remover os entulhos do autoritarismo, um compromisso com a democracia na intenção de superar a ditadura militar. Sua principal característica era o bom humor, que o exemplo dele servia para iluminar os caminhos”, lamentou Borges.    

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Antes do corpo ser levado para o sepultamento na Morada das Paz, o ex-preso político e jornalista, Marcelo Mário de Melo, realizou um discurso enaltecendo a bandeira da democracia defendida por Lyra. “Símbolo de resistência, tinha relação com Dom Helder Câmara e os setores oprimidos e reprimidos que eram os presos políticos, veiculando as denúncias que encaminhávamos da prisão para ele”, ressaltou.

Marcelo Mário Melo contou que o ex-ministro, nesse momento, estava preocupado com a reforma política e o sistema de representação, para se aprimorar a democracia no Brasil.

“O seu principal legado foi a luta pela democracia, a articulação de forças políticas para derrubar a ditadura militar e a articulação como constituinte na construção da Constituição Federal de 1988”, destacou.

O prefeito Geraldo Julio (PSB) decretou nesta quinta-feira (14) três dias de luto oficial no Recife em decorrência do falecimento do ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra. O gestor recifense destacou a importância de Lyra para o Brasil.

“Doutor Fernando teve uma vida dedicada à democracia. Todos os dias da vida dele ele lutou pela democracia neste País. Teve um papel extremamente importante no combate à Ditadura, no processo de redemocratização. Para a minha geração especificamente ele foi uma referência; uma das lideranças do Estado e deste País, que nos deixou muitos ensinamentos como referência”, afirmou.

Geraldo também ressaltou a coragem de Fernando Lyra na defesa de questões mais relevantes ao País no processo de redemocratização. “Sem dúvida nenhuma era uma liderança que inspirava a minha geração”, pontuou Geraldo, lembrando da sua relação com o ex-ministro.

“Ele participou da minha eleição ano passado, o que me deixou muito honrado porque eu sempre o tive como uma grande referência da política nacional. Um dos homens marcantes do processo de redemocratização deste País”, salientou.

O prefeito também aproveitou a oportunidade para manifestar seu apoio à família do ex-ministro. “Já conversei com doutor João Lyra, o vice-governador. Vou aguardar a chegada da família e prestar o nosso apoio neste momento difícil para todos”, encerrou.  





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Após saber do falecimento do ex-ministro da justiça e ex-deputado federal, Fernando Lyra, o governador Eduardo Campos (PSB) decretou luto oficial de três dias e divulgou uma nota lamentando a morte ocorrida na tarde desta quinta-feira (14).

“Pernambuco e o Brasil perderam hoje um grande nome da história deste Estado e deste País. A trajetória política de Fernando Lyra engrandeceu o Brasil. Ele foi um dos líderes da luta contra a ditadura militar,” comentou o governador. 

Ele também reforçou que no cargo de deputado federal Lyra integrou o grupo autêntico do MDB e coordenou campanhas como as Diretas Já. “No ministério da Justiça, escolhido por Tancredo Neves, esse grande pernambucano serviu ao povo brasileiro com visão de futuro e largueza de espírito”, declarou.

O Estado de Pernambuco que tem como vice-governador, João Lyra Neto, irmão do ex-ministro, se solidariza com a família nesse momento de perda e solicita que o seu exemplo seja o principal legado para as gerações futuras.

“Em meu nome pessoal e no da minha família, reafirmar a convicção de que Fernando estará sempre presente na memória e no sentimento de todos nós. Que o seu exemplo seja o principal legado para o nosso povo e as futuras gerações”, disse o governador.

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