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Alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) de Beberibe, localizada na Zona Norte do Recife, relataram, nesta sexta-feira (29), a presença de larvas na merenda. O prato em que foram encontradas as larvas foi filmado pelos próprios estudantes.

Ao portal G1, a mãe de uma das alunas da EREM de Beberibe, Midiã Maria Ramos, se mostrou indignada com a situação. "Comentaram na escola que comer larva era normal na China, mas nós estamos no Recife e não admitimos isso”, desabafou.

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A instituição de ensino disponibiliza aos alunos três refeições diárias e, de acordo com o veículo, relatos dos adolescentes apontam que os problemas com as merendas são corriqueiros. Ainda segundo o G1, alguns alunos realizaram uma manifestação e se reuniram com nutricionistas do Governo de Estado e com a empresa fornecedora da merenda para solicitar mudança no cardápio, no entanto, não tiveram êxito.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) afirmou que tomou conhecimento dos problemas alimentares na escola nesta sexta e salientou que "toda alimentação escolar passa por um acompanhamento com equipes de nutrição. A formação de merendeiras segue os padrões estabelecidos pela Vigilância Sanitária". Além disso, a pasta disse que houve uma reunião entre pais, alunos, gestão e nutricionista para definir a investigação.

 

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Uma menina de um ano e 10 meses foi internada com mais de 100 larvas de mosca em um ferimento na cabeça. Vítima de negligência familiar e maus-tratos, ela morava com os pais e cinco irmãos, com idades entre dois e 15 anos, na Zona Norte do Recife. O Conselho Tutelar foi acionado e a criança seguiu para um abrigo.

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Diagnosticada em estado grave de miíase, uma doença advinda da infestação por larvas de insetos, a garotinha deu entrada no Hospital Infantil Maria Lucinda, no bairro de Parnamirim, no dia 3 de abril, junto à mãe. Após passar por uma cirurgia para a retirada dos parasitas, ela continuou em observação até esta quarta-feira (11), quando foi liberada.

A direção do hospital denunciou o caso ao Conselho Tutelar da RPA 3B, em Casa Amarela. O conselheiro Ozeias Paulo visitou a residência da família e constatou a situação de maus-tratos vivida pela menina e os demais irmãos - três deles estão com o cartão de vacinação desatualizados, além do prontuário médico informar que a última consulta deles foi realizada há dois anos. Outro fator de negligência foi percebido com a irmã de 13 anos, que não frequenta as aulas há aproximadamente 60 dias para cuidar dos demais.

Os pais da criança assinaram uma advertência do Conselho Tutelar e ela foi encaminhada para um abrigo, onde fica à disposição da Vara da Infância e Juventude. Ozeias Paulo informou que na tarde desta quinta-feira (11), vai denunciar o caso à Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) e posteriormente ao Ministério Público. “A família é a base para garantir o bem-estar e a proteção, porém não estão garantindo. Eu percebo que esta família deva ser penalizada pela negligência que ocasiona a essas crianças. E tem que responder por isso”, finalizou o conselheiro tutelar.

Os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenaram a fabricante de chocolates Arcor e a Lojas Americanas a indenizarem uma consumidora em R$ 10 mil em razão da venda de um bombom que tinha larvas em seu interior.

O colegiado entendeu que a compra de produto alimentício contaminado por corpo estranho capaz de expor o consumidor a risco de lesão à sua saúde e segurança, ainda que não ocorra a ingestão, dá direito à compensação por dano moral.

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Segundo o STJ, com "base na ofensa ao direito fundamental à alimentação adequada, corolário do princípio da dignidade da pessoa humana, o colegiado condenou de forma solidária a fabricante e a loja que vendeu um pacote de bombons com larvas a pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora".

"Na ação em que pediu indenização por danos materiais e morais, a mulher disse ter encontrado as larvas em bombons de chocolate do tipo butter toffee no momento em que foram desembalados", afirma a Corte, por meio de nota.

De acordo com o STJ, a "sentença, confirmada em segunda instância, condenou as empresas a devolver o valor da compra, mas negou os danos morais, por entender que não ficou comprovada a ingestão das larvas".

Defeito do produto

A relatora no STJ, ministra Nancy Andrighi, explicou que a jurisprudência da corte está consolidada no sentido de que há dano moral na hipótese em que o produto alimentício em condições impróprias é consumido, ainda que parcialmente, especialmente quando apresenta situação de insalubridade capaz de oferecer risco à saúde.

No caso analisado, porém, a ministra destacou que a presença de larvas no interior dos bombons - mesmo que o produto não tenha sido ingerido - caracterizou defeito do produto e expôs o consumidor a risco concreto de dano à saúde e à segurança.

Não há dúvida, de acordo com a relatora, que o corpo estranho achado no alimento "expôs o consumidor a risco, na medida em que, ao encontrar larvas no momento de retirar o produto adquirido de sua embalagem, sujeitou-se à ocorrência de diversos tipos de dano, seja à sua saúde física, seja à sua integridade psíquica. O consumidor foi, portanto, exposto a grave risco, o que torna ipso facto defeituoso o produto".

Segundo Nancy Andrighi, a situação relatada no processo configura a hipótese de defeito de produto previsto no artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em clara infringência aos deveres do fornecedor em relação à saúde e à segurança, estabelecidos no artigo 8º da mesma lei.

A relatora disse que a evidente exposição a risco afasta a necessidade de ingestão para o reconhecimento da responsabilidade do fornecedor. Na avaliação da ministra, a tese segundo a qual o consumidor teria de ingerir as larvas para que a reparação de dano moral se justificasse "parece não encontrar qualquer fundamento na legislação de defesa do consumidor".

Defesa

Com a palavra, Arcor

Nota de esclarecimento - Barra Recheada de Butter Toffees Avelã com Caramelo

São Paulo, 22 de fevereiro de 2019

A Arcor do Brasil, empresa de alimentos e uma das líderes nas categorias de Chocolates, Guloseimas e Biscoitos no País, informa que é uma empresa certificada em normas internacionais de qualidade, ISO 9001 e BRC For Food Stardard. O caso em questão se refere a um episódio pontual, uma vez que análises internas indicaram que não houve contaminação do lote do produto citado.

A Arcor reforça o constante compromisso com a satisfação e respeito a seus clientes e consumidores. A empresa cumpre integralmente as exigências e normas da legislação vigente no país e adota criteriosas práticas de fabricação em suas plantas industriais sustentadas em alta tecnologia e know-how, garantindo a qualidade e integridade de seus produtos.

Com a palavra, Lojas Americanas

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa. O espaço está aberto para manifestação.

Na última quarta-feira (27), quatro imóveis fechados e abandonados do bairro do Cordeiro, Zona Oeste da cidade, foram alvo de uma ação da Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife. Em um dos imóveis, os profissionais encontraram larvas de mosquitos, que foram coletadas e encaminhadas para análise no laboratório do Centro de Vigilância Ambiental da capital pernambucana.

Em outro imóvel, duas das três caixas d’água estavam com água e precisaram ser esvaziadas para não se tornar um local de reprodução das larvas. Nas demais casas, havia materiais entulhados na área interna, tornando o local propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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A ação contou com o apoio da Guarda Municipal. De fevereiro até agora, 39 imóveis em situação de abandono foram abertos na cidade. De acordo com a Prefeitura do Recife, na capital, 76 terrenos e imóveis precisaram da intervenção de um chaveiro para que os agentes de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) da Secretaria de Saúde consigam realizar o trabalho de inspeção.

Segundo a Secretaria Executiva de Vigilância à Saúde, nas residências onde há muito entulho, a Vigilância Sanitária vai emitir o termo de notificação para que o proprietário tome providência. O Decreto Municipal de Situação de Emergência n.º 29.279 e a Lei Federal nº 13.301 dão condições para que as autoridades adotem medidas para combater o vetor e as arboviroses, entre elas o ingresso forçado nos imóveis públicos e privados, em característica de abandono.

Balanço – No Recife, até o dia 16 de julho, foram notificados 26.730 casos de arboviroses, sendo 14.332 casos de dengue, 8.476 de chikungunya e 3.922 de zika. Dentre estas notificações, foram confirmados 10.123 casos, sendo 7.389 de dengue, 2.706 de chikungunya e 28 de zika. Para o mesmo período de 2015, foram notificados 23.359 de arboviroses, representando um aumento de 14,4% nos registros.

Pacientes do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, em Mato Grosso, relataram a presença de larvas que caíam do forro da ala pediátrica da instituição. A situação, causada pela presença de um rato morto, provocou pânico entre mães de crianças hospitalizadas.

De acordo com visitantes de pacientes, havia um forte odor no local. O problema durou quase uma semana e as crianças, mães e visitas eram obrigadas a conviverem com as larvas, que chegavam a cair nas camas dos pacientes.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) admitiu o problema e informou que o caso aconteceu no dia 31 de março. Ainda de acordo com a nota, tão logo a Secretaria soube do ocorrido, foi acionada a equipe de manutenção, que descobriu que no forro havia um rato morto.

"Constantemente é feita a dedetização da unidade. Na mesma hora, foi providenciada a retirada do animal morto e limpeza da área. Não caiu em ninguém e o problema foi resolvido imediatamente", diz a nota.

Uma auxiliar de serviços gerais que não quis se identificar disse que "as larvas estavam caindo por vários dias e confirmou que tinha um rato morto no forro. "Ninguém aguentava o cheiro forte", disse.

Estudantes da Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam) protestam, na manhã desta terça-feira (8), contra a qualidade da merenda escolar da unidade de ensino. De acordo com os alunos, já foram encontradas larvas em refeições, bolos ficaram mofados e a água do bebedouro já chegou a ter lodo. A Etepam fica na Avenida João de Barros, no Recife, e os cerca de 60 participantes do protesto não atrapalham o trânsito e são acompanhados pela Polícia Militar.

“Acham que só porque o Etepam é público nós temos que nos submeter a uma comida dessa”, reclamou a estudante do terceiro ano do ensino médio, Diedra Kettleyn, de 16 anos. Segundo a estudante, a diretoria da escola já foi comunicada várias vezes e até o momento nada foi resolvido.

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Os alunos também afirmara que a diretoria prometeu que soluções serão tomadas em até três meses. A merenda da escola, segundo os estudantes, é preparada pela NBG Alimentações. A Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) está neste momento reunida com a direção da Etepam para discutir o assunto.

Com informações da Danilo Galindo

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