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Dezenas de milhares de libaneses se reuniram neste domingo no centro de Beirute, no quarto dia de um movimento de protesto que exige a renúncia de toda a classe política, acusada de corrupção.

O movimento, ampliado para várias cidades do país, nasceu de forma espontânea na quinta-feira, após o anúncio de uma tarifa para as ligações feitas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. A medida foi cancelada por pressão das ruas.

Mas a irritação dos libaneses foi canalizada em seguida para a situação econômica e política em geral, em um país onde mais de 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, segundo o Banco Mundial (BM).

As manifestações, protagonizadas por pessoas de todas as idades e classes sociais, não dão trégua.

De Trípoli e Akkar, na região norte, até Baalbek, no leste, passando por várias cidades da costa, incluindo Tiro e Sidon, ao sul, e Shouf (leste), os libaneses demonstram seu descontentamento.

Com bandeiras libanesas, os manifestantes gritam "revolução" ou o "o povo quer a queda do regime", principais lemas da Primavera Árabe.

A classe política permanece praticamente inalterada no país desde o fim da guerra civil (1975-1990) e é acusada de mercantilismo em um país com infraestruturas deterioradas, escassez crônica de energia elétrica e água potável, além de um custo de vida elevado.

Depois de um sábado marcado por manifestações em todo o país, os libaneses voltaram às ruas no domingo.

Muitos acreditam que este pode ser o maior protesto até o momento, na véspera do fim do ultimato de 72 horas que o primeiro-ministro Saad Hariri impôs a sua frágil coalizão de governo, abalada por divisões, para que aprove as reformas econômicas.

Hariri insinuou que poderia renunciar caso não consiga a aprovação das reformas. Sua coalizão é dominada pelo grupo do presidente Michel Aoun e seus aliados, que incluem o movimento xiita Hezbollah, que não desejam a saída do primeiro-ministro.

Aliado de Hariri, o partido Forças Libanesas anunciou no sábado a renúncia de seus quatro ministros, uma iniciativa recebida com agitação pelos manifestantes.

Aos gritos de "Todos significa todos", os libaneses exigem a queda de toda a classe política.

No centro de Beirute, sede do governo e que virou o epicentro dos protestos, grupos de voluntários limpavam as ruas. Nas proximidades, os muros foram pintados com frases como: "O Líbano pertence ao povo" ou "A pátria para os ricos, o patriotismo para os pobres".

No sábado, as manifestações aconteceram em um ambiente festivo em todo o país.

Em Trípoli, segunda maior cidade do Líbano, tradicionalmente conservadora, a multidão se reuniu na praça Al Nur e dançou ao som de um DJ.

Em alguns pontos do país, os manifestantes incendiaram pneus e bloquearam estradas, mas não foram registrados confrontos com as forças de segurança.

Em um fato incomum, o protesto atingiu redutos dos poderosos movimentos xiitas Hezbollah e Amal.

Os bancos, fechados desde sexta-feira, não devem abrir as portas na segunda-feira.

Os libaneses expressam irritação com a crise econômica em um país onde a dívida pública alcança mais de 86 bilhões de dólares, ou seja, mais de 150% do PIB.

A equipe mexicana do Veracruz tem sofrido nos últimos meses com atrasos salariais. Os jogadores então decidiram agir e organizaram um protesto durante o jogo desta sexta-feira (18) contra o Tigres. Jogadores do Veracruz ficaram parados em campo durante quatro minutos e sofreram dois gols.

Nenhum atleta do Veracruz se quer mostrou alguma reação nos minutos iniciais da partida válida pela 14° rodada do Apertura. Foram quatro minutos parados, o Tigres respeitou no início, mas acabou por marcar dois gols. A partida terminou com placar de 3x1 e no fim os atletas do Veracruz aplaudiu de forma irônica os atletas do Tigres que não colaboraram com o protesto.

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A grande repercussão do caso gerou um posicionamento por parte da Federação Mexicana de Futebol (FMF). O presidente Yon de Luisa confirmou em coletiva de imprensa que o valor de 18 milhões de pesos será encaminhado para o pagamento dos atletas. Assim que todos jogadores estiverem com os salários pagos, o Veracruz terá que pagar a FMF sob risco de pesadas sanções.

Yon ainda aproveitou a oportunidade para criticar a Associação Mexicana de Futebolistas (AMF), responsável por organizar o protesto em uma tentativa de paralisação da Liga mexicana.

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Jane Fonda já foi detida na semana passada junto com outras 15 pessoas. Agora, isso voltou a acontecer. Pois é! A atriz de 81 anos de idade foi presa novamente nesta sexta-feira, dia 18, em um protesto contra o aquecimento global.

Em um vídeo divulgado pelo portal TMZ, a diva aparece sendo algemada junto com outros ativistas, incluindo seu colega na série Grace & Frankie, Sam Waterston, de 78 anos de idade, em Washington, capital dos Estados Unidos.

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Jane, muito inspirada pela garota sueca Greta Thunberg, ativista climática de 16 anos de idade, escreveu em seu site oficial que estaria presente toda sexta-feira em frente ao prédio do governo norte-americano para conscientizar a população sobre as mudanças climáticas.

Estarei no Capitólio toda sexta-feira, faça chuva ou faça sol, inspirada e encorajada pelo incrível movimento que nossos jovens criaram, escreveu.

Não posso mais esperar e deixar que nossos funcionários eleitos ignorem - e pior ainda - empoderem - as indústrias que estão destruindo o nosso planeta em busca de lucro. Não podemos continuar defendendo isso, finalizou.

A intenção da atriz é ser detida todas as sextas-feiras por 14 semanas consecutivas e já foram duas detenções seguidas, então, supostamente, ainda faltam 12.

Os protestos estão demandando ações urgentes por parte do governo, exigindo a utilização de mais energia renovável. As medidas fazem parte do Green New Deal (Novo Acordo Verde, em inglês), que pretende reduzir os dados das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.

Além de ser uma estrela das telas, muito conscientizada, né?

Candidato derrotado do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais de 2018, o ex-prefeito Fernando Haddad foi a principal liderança da esquerda em ato realizado neste domingo, 13, na Avenida Paulista, em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após discursar no pequeno palanque instalado na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, Haddad falou com a reportagem.

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O ex-prefeito se mostrou cético em relação à formação de uma frente única de esquerda na disputa pela Prefeitura de São Paulo ano que vem.

"Não tem hipótese de ser cada um por si em 2020, mas cada cidade é uma situação diferente. São Paulo é uma cidade à parte. Tem um peso muito simbólico para o PT, que já governou a capital três vezes". "Sempre é possível estarmos juntos. Os riscos são muito grandes. Bolsonaro ameaça a democracia", acrescentou.

Também presente ao ato, o ex-presidenciável Guilherme Boulos, do PSOL, disse que o maior erro que a esquerda pode cometer nesse momento é "jogar 2019 com a cabeça em 2022".

O PT e o PSB abriram tratativas sobre uma possível aliança em torno do nome de Márcio França, mas cinco nomes petistas já se apresentaram como pré-candidatos.

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram na avenida Paulista, em São Paulo, desde o início da tarde deste domingo, 13, para protestar contra a condenação do ex-presidente. Lula responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e está preso em Curitiba desde 7 abril de 2018.

Participaram do ato lideranças do partido como a presidente e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), o candidato derrotado à Presidência pelo partido em 2018, Fernando Haddad, e o vereador Eduardo Suplicy. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) e Guilherme Boulos também estiveram lá. Os manifestantes levaram um grande boneco com os dizeres 'Lula livre' e se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP).

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Segundo os organizadores, a manifestação buscou denunciar falhas no processo que levou à prisão do ex-presidente, após condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá.

No final de setembro, procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato entregaram à juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do petista, uma manifestação pedindo a transferência de Lula para o regime semiaberto. Como resposta, ele escreveu uma carta respondendo que não aceita "barganhar" seus direitos e sua liberdade.

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem na avenida Paulista, em São Paulo, desde o início da tarde deste domingo, 13, para protestar contra a condenação do ex-presidente.

A manifestação foi convocada pelo Comitê Nacional Lula Livre, segundo informações do site do Partido dos Trabalhadores (PT), e tem como objetivo denunciar falhas no processo que levou à prisão do ex-presidente, após condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá.

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Um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) chamou a atenção de quem passou pelo local na manhã desta sexta-feira (11). Ambientalistas ligados à Fundação SOS Mata Atlântica inflaram um vaso sanitário de 12 metros de altura para alertar os deputados estaduais sobre a falta de saneamento básico no Estado.

No último mês de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou um novo levantamento sobre o aumento da mancha de poluição do maior rio do estado, o Tietê. O trecho morto do rio, que representava 122 km de extensão em 2018, agora tem 163 km. Aliada ao dado, uma pesquisa de opinião apresentada no início de outubro pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) em parceria com o Datafolha mostrou o assunto saneamento básico como terceiro entre os itens mais citados na lista de prioridades nas quais o poder público deveria empregar recursos.  

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A iniciativa do grupo acontece no mesmo dia do lançamento da Frente Parlamentar Ambientalista pela Defesa das Águas e do Saneamento do Estado de São Paulo. Coordenada pela deputada Marina Helou (REDE-SP) e com participação de outros membros da Casa, a Frente deve criar meios para inserir maior participação da população nos temas como políticas socioambientais e problemas de degradação ambiental.

De acordo com Malu Ribeiro, coordenadora da demanda Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, o estado só atingirá as metas propostas pelo governo paulista com a participação da sociedade. "Ao falar em saneamento, estamos tratando de algo crucial para a vida humana e qualquer ação governamental pela despoluição de rios precisa contar com o engajamento da sociedade", alerta.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou o Twitter, neste sábado (5), para incentivar a população a reagir diante das ações do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) fazendo protestos. FHC comparou atitudes da gestão Bolsonaro com a violência no país e a entrega de armas nas mãos de bandidos.

“A violência dos bandidos assim como as do governo preocupam. Armas nas mãos de bandidos ou de quem não sabe usá-las aumenta o medo. Demitir funcionários em áreas culturais por ideologia repete o desatino”, observou o ex-presidente. 

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“Sem reação as democracias morrem. Há liberdade para protestar. Usemo-la”, emendou, na publicação no microblog.

Esta não é a primeira vez que FHC usa o Twitter para criticar o governo de Bolsonaro. O tucano já disparou contra a falta de abertura do presidente para negociações com o Congresso Nacional e disse que o chefe do Executivo sofria de “incontinência verbal”

Na tarde desta quinta-feira (3), movimentos sociais, estudantis e sindicais participaram de um ato público na Rua da Aurora, Centro do Recife. O evento foi mobilizado em virtude da Paralisação Nacional em Defesa da Educação, que teve início nessa quarta-feira (2) e levou aproximadamente 70 pessoas para o local.

Para a professora Luciane de Souza, que estava representando o Sindicato dos Professores do Município de Olinda, a categoria teve dificuldade em se organizar para o dia de hoje por "falta de motivação", mas ela precisava denunciar a estrutura das escolas e a situação dos docentes de Olinda. “Os professores trabalham de maneira extremamente precária e o investimento é apenas em projetos e não na valorização do profissional. Não dão condições de um trabalho digno para os trabalhadores”, afirmou Luciene.

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Entre os participantes também estavam professores da Universidade Federal de Pernambuco e representantes da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe). Defesa da educação, da soberania nacional, do povo e seus direitos são algumas das pautas do ato, de acordo com o diretor da Associação Audízio Costa. Ele ainda fez questão de ressaltar que a educação brasileira está piorando por conta dos cortes de verbas por parte do Ministério da Educação (MEC), fator significativo para uma queda na qualidade do ensino e consequentemente o aumento do desemprego no Brasil.

“Como é que eu tenho um ensino bom se não tenho aulas práticas? Fica só na teoria. As universidades brasileiras são as que melhor formam técnicos em nível de excelência no país. Se estão destruindo essas universidades, estão acabando com esta capacidade que o Brasil tem de formar técnico de excelente qualidade. E aí como vai ter uma indústria nacional se não tem técnicos? Se não tem, não tem emprego”, criticou o professor Audízio Costa.

Estudantes com bandeiras de movimentos políticos e sociais marcaram presença. Muitos vestidos de vermelho, em alusão à partidos políticos e causas que militam. A União Nacional dos Estudantes (UNE) e os diretórios acadêmicos das instituições reuniram boa parte dos jovens que também se posicionaram em relação aos contingenciamentos de recursos, que geram suspensão de serviços fundamentais para a manutenção das aulas.

A vice presidenta da UNE em Pernambuco, presidenta do Diretório de Pedagogia da UFPE, Débora Caroline, afirmou: “Nós estamos funcionando com universidades que não têm espaços de cultura, para saúde mental, os nossos ar-condicionados estão desligados, os espaços de convivência estão desativados, não temos água. Frente a estes retrocessos a gente não consegue está dentro da sala de aula de cabeça tranquila. Nós não somos os inimigos. As universidades são o meio de produzir do povo para o povo”, desabafou a estudante.

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Um grupo de torcedores, composto em sua maioria por membros de organizadas, invadiu o CT do Fluminense na manhã deste sábado para protestar em razão da má fase do time tricolor e cobrar os jogadores.

Os torcedores derrubaram um dos muros de metal que cerca o CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, no Rio, para entrar no local. No momento em que eles entraram, os atletas do Fluminense faziam um trabalho físico na academia e foram surpreendidos com a invasão.

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Um vídeo filmado por um dos invasores mostra os jogadores encurralados em uma parede ouvindo as cobranças dos manifestantes, muitos deles membros da organizada Young Flu. Não houve agressão, mas os torcedores foram duros em suas cobranças e criaram um clima hostil. Eles exigiram comprometimento e raça dos jogadores.

"Queriam a demissão do Oswaldo? Agora têm que ganhar", disse um deles, em referência à saída do técnico Oswaldo de Oliveira, demitido nesta sexta-feira após o empate em 1 a 1 com o Santos no Maracanã. No entanto, o motivo principal da saída do treinador não foi o resultado da partida, mas sim a briga com o meia Paulo Henrique Ganso.

Do lado de fora do CT também foram exibidas faixas de protesto contra a diretoria. Uma delas dizia: "Mário e Celso = Abad? Doe sangue pros jogadores", uma comparação entre o presidente Mário Bittencourt e o vice Celso de Barros com o ex-mandatário Pedro Abad.

A manifestação foi destinada a todo o elenco, de modo que não houve uma cobrança específica a um determinado jogador. Os torcedores deixaram o local espontaneamente após cerca de 10 minutos de protesto, que acabou atrasando o a atividade do elenco no campo. Após o episódio, uma viatura da polícia chegou ao local. O clube ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

O treinamento é a último do elenco do Fluminense antes da partida com o Grêmio, marcada para este domingo, às 16 horas, no Maracanã, e válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em crise e agora ainda mais pressionado, o time carioca está colocado na zona de rebaixamento. Ocupa a 16ª posição, com 19 pontos.

A sueca Greta Thunberg voltou a pedir nesta sexta-feira (27), em Montreal, ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e a outros líderes mundiais que façam mais pelo meio ambiente, antes de liderar um novo protesto do movimento "greve mundial pelo clima".

Em meio a uma atmosfera festiva, a enorme passeata começou no início da tarde, no centro da capital de Quebec. O primeiro-ministro também acompanhou o evento misturado na multidão.

"Somos pelo menos 500 mil", disse a ativista de 16 anos para os participantes. "Vocês podem se orgulhar de vocês!"

Thunberg estimou que "milhões" de pessoas se reuniram em todo o mundo nesta sexta-feira para exigir ações efetivas para conter o aquecimento global. "Continuaremos a fazê-lo até que eles nos escutem", alertou sob os aplausos.

"Por que estudar em um mundo sem futuro?", indicava um cartaz levado por um dos manifestantes citando a greve escolar iniciada por Thunberg.

A polícia não forneceu um número oficial de participantes.

A jovem que lidera a luta global contra a inação frente ao aquecimento do planeta considerou que, como a maioria dos dirigentes políticos, o primeiro-ministro canadense "não fez o suficiente" pelo meio ambiente, ao ser consultada a respeito durante uma breve coletiva de imprensa antes da manifestação.

No entanto, diante da pergunta, enfatizou que preferia não "apontar indivíduos, mas se concentrar em uma visão coletiva".

"Minha mensagem para os políticos de todo o mundo é a mesma: escutem e ajam em função do que diz a Ciência", exortou a ativista de 16 anos.

Recém-chegada de Nova York, onde discursou na cúpula do clima na ONU, Thunberg se reuniu com Trudeau nas primeiras horas da manhã.

- Trudeau criticado -

Poucos dias depois de disparar um contundente "Como se atrevem?" a dezenas de chefes de Estado e governo nas Nações Unidas, Thunberg vai liderar nesta sexta uma manifestação que deve ser uma das mais importantes da história do Canadá.

Em plena campanha para sua reeleição nas legislativas, Trudeau pretende se somar ao protesto.

A líder canadense dos verdes, Elizabeth May, muito criticada pela gestão governamental do meio ambiente, também participará do ato, enquanto o principal adversário de Trudeau, o conservador Andrew Scheer, recusou o convite e indicou um deputado local para comparecer em seu nome.

Trudeau corre o risco de ser interpelado pelos manifestantes com relação a suas políticas ambientais, em especial sua decisão de nacionalizar o oleoduto Trans Mountain, que leva petróleo de Alberta até a costa da Colúmbia Britânica, provocou o repúdio de grupos ambientalistas e algumas comunidades aborígenes.

Em parte graças ao "efeito Greta", os organizadores esperam mais de 400.000 pessoas nas ruas de Montreal. Outras manifestações estão previstas também nas principais cidades do Canadá.

Espera-se que Thunberg discurse no meio da tarde em frente à Organização de Aviação Civil Internacional (OACI, na sigla em inglês), uma entidade da ONU com sede em pleno centro da cidade.

Por mera coincidência, os dirigentes da entidade, frequentemente criticados pelo ativismo ambiental por sua contribuição às emissões mundiais de carbono, estão reunidos em Montreal desde a terça-feira e até a próxima sexta por ocasião de sua reunião trienal.

Reduzir a pegada de carbono do setor aéreo é um dos temas centrais desta reunião.

Na sexta-feira passada, mais de quatro milhões de pessoas, sobretudo jovens, se manifestaram em todo o mundo para celebrar um novo "Friday for Future", a ação de protesto iniciada há um ano pela jovem sueca.

Uma semana depois, a mobilização global começou em frente ao Parlamento da Nova Zelândia com mais de 40.000 participantes, e se seguiu com uma demonstração contundente na Itália, onde, segundo os organizadores, um milhão de pessoas marchou em diferentes cidades do país.

O clima nesta quarta-feira, 25, é de tensão na Praça dos Três Poderes onde um grupo de manifestantes protesta a favor da abertura da CPI da Lava Toga e pela "moralização do STF". Com críticas e ofensas disparadas a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), um grupo de pessoas vestidas de verde e amarelo tentou derrubar as grades que cercam a área externa do tribunal para invadir o edifício-sede do Supremo, o que levou policiais a disparar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Um policial militar foi atingido por uma pedra atirada por um manifestante, mas, segundo apurou o Estado/Broadcast Político, o estado dele não é grave. Ele foi atendido no departamento médico do STF.

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O cheiro do gás lacrimogêneo chegou ao edifício-sede do STF, o que levou seguranças a fecharem às pressas as janelas do tribunal para tentar evitar a sua circulação dentro das instalações da Corte.

O gás, no entanto, invadiu as dependências do tribunal, assustando convidados e servidores que acompanham a sessão plenária do STF nesta tarde. Bombeiros chegaram a distribuir máscaras para o público.

Os seguranças também mantiveram por instantes as portas do plenário fechadas, para impedir que o gás lacrimogêneo chegue ao local onde atuam os 11 ministros da Corte.

Sessão

Apesar da tensão na Praça dos Três Poderes, o Supremo retomou nesta tarde a sessão que discute o habeas corpus de um ex-gerente da Petrobras que discute o direito de um réu se manifestar na ação penal após as alegações dos delatores acusados no processo. O resultado desse julgamento pelo plenário da Corte pode levar à anulação de mais condenações da Lava Jato e, eventualmente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A discussão da controvérsia, ou seja, se um réu delatado pode se manifestar nos autos depois dos delatores para rebater as acusações, deve fazer com que os 11 integrantes da Corte avaliem o entendimento que anulou, no mês passado, a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine.

Um protesto contra a política de segurança do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), reúne centenas de manifestantes em frente à sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), às 18h30 desta segunda-feira, 23. O ato foi convocado pelas redes sociais em função da morte de Ágatha Félix, de 8 anos, vítima de uma bala perdida que teria sido disparada pela Polícia Militar, na última sexta-feira, 20, no complexo de favelas do Alemão, na zona norte.

Políticos e líderes comunitários discursam, atacando a política de confronto adotada por Witzel. Entre os discursos, o público entoa coros como "Witzel assassino" e "não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar". Uma tia de Ágatha, Daniele Félix, também participa do ato. "Estamos aqui para cobrar justiça. Que este caso não seja mais um na estatística de bala perdida dentro da comunidade", disse. "Ágatha era uma linda de apenas 8 anos que estudou a manhã inteira, foi passear com a mãe à tarde e estava a cinco minutos de casa. Estar aqui significa pra gente não deixar cair na estatística que nem tantos outros já viraram", prosseguiu a tia.

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Em manifesto distribuído durante o ato, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos classifica a conduta da Polícia Militar do Rio de Janeiro como "terrorismo de Estado". Horas antes, o governador afirmou que a morte de Ágatha foi um "ato isolado" e não vai mudar a política de segurança do Estado, que segundo ele tem produzido resultados satisfatórios.

A simples menção da possibilidade de um remake de "A Princesa Prometida", o filme cult dos anos 1980, fez o Twitter entrar em polvorosa.

Essa foi a lição aprendida pelo executivo-chefe da Sony Entertainment quando ele casualmente divulgou a ideia em uma entrevista publicada na terça-feira (17), provocando uma tempestade nas redes sociais por parte de milhares de fãs e uma grande quantidade de celebridades, muitas delas pessoalmente "ofendidas" pela menção do remake.

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"Há uma escassez de filmes perfeitos neste mundo. Seria uma pena estragar esse", tuitou Cary Elwes, que interpretou o protagonista Westley.

Dirigida por Rob Reiner e escrita por William Goldman, a história de amor de 1987 passou a representar a perfeição em termos de filmes de contos de fadas para toda uma geração de espectadores.

Uma das falas mais famosas do filme, "Inconcebível!", dita pelo ator Wallace Shawn, parecia resumir a indignação coletiva gerada no Twitter.

"Sério?", afirmou a atriz Jamie Lee Curtis, que é casada com Christopher Guest, também conhecido como Conde Rugen, o homem com um dedo extra, pelos apaixonados pelo filme.

"Bom, eu casei com o homem de seis dedos, obviamente por isso estamos juntos há 35 anos e existe apenas o ÚNICO A Princesa Prometida e é o de William Goldman e @ robreiner", insistiu Curtis.

Além de Elwes e Robin Wright, que interpretaram papéis principais do filme, "A Princesa Prometida" contou com um elenco notável e com nomes como Mandy Patinkin, Robin Wright, Billy Crystal, Chris Sarandon, Peter Falk e o lutador André, o Gigante.

Tony Vinciquerra, CEO da Sony Pictures Entertainment, mencionou a possibilidade de um remake em uma entrevista na Variety em uma matéria sobre o produtor-executivo do filme, Norman Lear.

"Temos tantas pessoas nos dizendo: 'Queremos refazer este ou aquele programa'", disse ele. "Pessoas muito famosas, cujos nomes eu não mencionarei, querem refazer 'A Princesa Prometida'".

O ator canadense-americano Seth Rogen respondeu a essa ideia no Twitter com um indignado "Eu jamais ousaria isso", mas a revolta dos fãs ultrapassou as colinas de Hollywood.

"Inconcebível que alguém sequer pense em tentar ...", protestou o senador republicano Ted Cruz sobre o remake, em uma série de tuítes que também incluía alertas, todos em letras maiúsculas, como: "NÃO MEXAM COM A PERFEIÇÃO".

Um protesto diferente da torcida do Independiente Medellin chamou a atenção na última rodada do campeonato colombiano. Durante o jogo desta segunda-feira (16) contra o Envigado uma torcida organizada lançou ao gramado seringas com sangue falso para 'infectar' os atletas.

A equipe estava a seis rodadas sem vencer na competição, o que motivou o protesto inusitado da torcida: "Seringas com sangue da torcida para se infectarem e darem a vida. Esse foi nosso protesto pacífico para levar a mensagem aos jogadores. Deem a vida! Não descansamos por vocês, morram por nós", diz a publicação.

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A pressão parece ter surtido efeito. O Independiente voltou a vencer após seis rodadas. O jogo terminou com placar de 4x1. Com a vitória a equipe soma 13 pontos e ocupa agora a 14° colocação.

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O grupo Clowns de Shakespeare realiza neste sábado (14) um ato em protesto à censura do espetáculo 'Abrazo', que teve sua temporada cancelada na Caixa Cultural Recife. A apresentação acontece no Teatro Apolo, após um ato que terá concentração na Praça do Arsenal, às 15h, onde seguiram para a Caixa Cultural e depois ao Teatro Apolo. O acesso é gratuito, mediante a limitação de lugares da casa.

O espetáculo foi cancelado no último sábado (7) após apresentação da primeira sessão. Em nota, a Caixa justificou que houve “descumprimento contratual” por parte da companhia.

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Nesta quinta-feira (12), o grupo de teatro publicou nas suas redes sociais uma nota comentando que, nas tentativas de contato com o espaço cultural, obtiveram retornos inconsistentes e que a informação alegada foi de que houve infração do inciso VII da Cláusula Quarta que determina “zelar pela boa imagem dos patrocinadores, não fazendo referências públicas de caráter negativo ou pejorativo” e que a quebra teria ocorrido no bate-papo após a única sessão realizada.

“Não reconhecemos nada que pudesse gerar esse tipo de reação, e diante da ausência de informações adicionais, não conseguimos imaginar outra razão para essa recisão que não seja censura ao nosso trabalho e pensamento”, afirma a postagem da Clowns de Shakespeare.

O grupo ainda informou que foi aberto um processo judicial na quinta-feira (12), apresentando um pedido de tutela antecipada em caráter antecedente, junto à 2ª Vara Federal da Justiça Federal de Pernambuco.

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Funcionários dos Correios do Recife se reuniram em protesto na frente da sede localizada na Avenida Guararapes, área central da capital pernambucana, contra a privatização da empresa. Segundo a categoria, o Governo Federal quer entregar a estatal de "mãos beijadas" para o capital internacional, o que - para os manifestantes -, será algo prejudicial para todos os funcionários e população que depende dos serviços.

Representantes da Central Sindical e Popular Conlutas integraram a manifestação e apontam que o presidente Jair Bolsonaro "está precarizando os Correios para privatizar". É a intenção do Governo Federal privatizar o maior número de empresas estatais possível, mas em entrevista ao LeiaJá, a cientista política Sofia Trajano aponta que essa possível privatização não será tão fácil e isso será mais um desgaste entre o governo e os civis.

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“Terá que ser enviado um projeto específico para cada Casa e, a partir desse escopo, iniciar as negociações com os parlamentares para que, individualmente, esses projetos sejam aprovados. Além disso, é preciso que os estudos técnicos sejam concluídos. Os Correios, por exemplo, não tem essa averiguação finalizada ainda”, disse Trajano. Por isso, protestos envolvendo funcionários de várias empresas estatais que estão na mira do governo tende a ser mais rotineiro neste ano.

Pedindo por melhoria salarial, os policiais civis de Pernambuco saíram em protesto pelo Centro do Recife nesta terça-feira (10), na tentativa de chamar a atenção do poder público para as demandas da categoria. Eles reclamam que o Governo do Estado não corrigiu a “distorção gravíssima que aumentou a carga horária dos policiais em 1/3 sem as devidas compensações”, reclamam.

De acordo com Áureo Cisneiros, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), os civis do estado são os que tem a menor valorização salarial, estando há 10 anos trabalhando mais e ganhando menos. A categoria reclama que duas horas de trabalho de cada policial civil são “surrupiados” pelo Estado que, segundo eles, se nega a atender os ajustes que já foram pedidos. 

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Foram quase três horas de passeata. Os policiais se concentraram na frente da sede do sindicato, localizado na Rua Frei Cassimiro, Santo Amaro, área central do Recife. De lá, a categoria seguiu pela Avenida Cruz Cabugá, entrou na Conde da Boa Vista e finalizou em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco. 

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O secretário executivo da Casa Civil do Estado, Eduardo Figueiredo, além do também secretário executivo da Secretaria de Defesa Social, Cláudio Borba, receberam 5 representantes da categoria para que as questões fossem discutidas. 

No entanto, o sindicato afirma que esta não é a primeira vez que  o governo recebe a categoria para conversar, tendo o último encontro acontecido em abril deste ano. De lá pra cá, aparentemente, nada do que a categoria reclama foi atendido pelo governo. “Nós estamos aqui pacificamente para que nossas reivindicações sejam atendidas”, diz Áureo. 

O procurador-chefe da Procuradoria da República em São Paulo, Thiago Lacerda Nobre, afirmou na tarde desta segunda-feira (9) que forças-tarefa como a Lava Jato, que dependem de recursos definidos diretamente pela Procuradoria-Geral da República, podem estar em risco caso não haja compromisso de quem assumir o cargo com o combate à corrupção.

A afirmação foi feita durante protesto realizado nesta tarde, na sede do Ministério Público Federal em São Paulo, na Rua Frei Caneca, contra a indicação do presidente Jair Bolsonaro de Augusto Aras para o cargo. Os protestos nesta segunda ocorrem por todo o País.

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A escolha de Bolsonaro foi feita à margem da lista tríplice eleita pela classe em pleito promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

O protesto reuniu 30 dos 46 procuradores que atuam na sede do órgão em São Paulo.

"(Com a posse do procurador-geral) As forças-tarefa podem ser, à medida do tempo, enxutas e até desfeitas, e com certeza teríamos um retrocesso no combate à corrupção evidente", disse o procurador. "Não quer dizer que isso será feito, mas há uma possibilidade clara e real", afirmou.

A frase foi dita quando Nobre, que já chefiou a Lava Jato em São Paulo, exemplificou formas de um procurador agir para atrapalhar investigações.

Nobre frisou que procuradores têm princípios funcionais em seus cargos, mas essa blindagem não seria total. As forças-tarefa, disse ele, dependem de recursos, pessoal e equipamentos que são repassados por meio de determinação direta do procurador-geral.

Categoria analisa boicote a indicações

O procurador-chefe afirmou também que a Associação Nacional dos Procuradores da República propôs que a categoria se comprometa a não assumir cargos de chefia na gestão Ares, "uma coisa que está sendo analisada". Em Sergipe, procuradores já entregaram cargos de chefia em protesto contra o desrespeito à lista tríplice.

"Nos causa bastante espanto essa nomeação, da forma como foi feita, porque a gente não sabe o que foi prometido" entre Ares e Bolsonaro, afirmou Nobre.

Durante o protesto, o diretor da Associação em São Paulo, Pedro Antonio de Oliveira Machado, afirmou que a criação de uma lista tríplice implica na adoção de uma série de compromissos do candidato com a categoria.

"O procurador-geral da República proporia uma medida como a que foi proposta esses dias no Supremo, em favor da liberdade de expressão (no caso de tentativa de censura de livros no Rio de Janeiro)? Nós não sabemos. Não assumiu compromissos, não declarou para a gente quais eram as plataformas dele. Precisamos cobrar isso de quem quer que seja o futuro procurador-geral da República", disse.

A entidade, disse Machado, ainda avalia se atuará para exercer alguma pressão no Senado, que terá de confirmar a escolha de Aras.

No protesto em São Paulo, como em outras cidades, uma carta da associação foi lida. O texto criticou os critérios apresentados pelo presidente para a nomeação de Aras. "(…) O Presidente da República, parecendo não compreender como deveriam funcionar as instituições no estado democrático de direito, apresenta termos como 'afinidade de pensamento', 'alinhamento', 'dama em tabuleiro de xadrez em que o presidente seria o rei' para se referir à característica almejada para a chefia do Ministério Público Federal".

Procuradores do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) protestaram na manhã desta segunda-feira, 9, contra a indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles criticaram o desrespeito à lista tríplice do órgão e disseram que não houve nenhum diálogo com Aras, de quem não sabem o que esperar. O Rio é o Estado em que a Lava Jato tem mais força atualmente.

"Vejo risco para todas as operações do MPF", afirmou o procurador Blal Dalloul, terceiro colocado na lista tríplice. "O doutor Augusto Aras não conversou com a classe, não sabemos quais são os projetos dele, qual a plataforma dele", disse.

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Os procuradores do Rio endossaram o posicionamento da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que soltaram nota de repúdio à escolha de Aras e ao modo como o presidente Jair Bolsonaro lida com o órgão. Na visão da ANPR, ele tem uma "compreensão absolutamente equivocada sobre a natureza das instituições em um Estado Democrático de Direito." Estima-se que 15 Estados realizem nesta segunda atos como o do Rio.

A procuradora Maria Cristina Manella classificou a independência do Ministério Público como "princípio basilar" da instituição. "E é através dessa independência funcional que nós continuaremos trabalhando em defesa do regime democrático e dos interesses da sociedade brasileira, independentemente dos valores ditados pelo PGR e até pelo presidente da República."

Para os integrantes do MPF no Rio, a escolha "aleatória" por Aras, como classifica o procurador Sérgio Pinel, representa um vácuo de liderança na instituição - que, segundo ele, compromete a independência funcional.

Há menos de um mês, auditores da Receita Federal também protestaram no Rio contra as tentativas de interferência de Bolsonaro no órgão. Estavam presentes, naquele ato, representantes de associações de juízes e de policiais federais, por exemplo.

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