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As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores foram divulgadas nesta sexta-feira pela Conmebol. Os primeiros a entrarem em campo na busca por uma vaga na grande decisão serão Athletico-PR e Palmeiras, que se enfrentam no dia 30 de agosto, terça-feira, a partir das 21h30, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida. Uma semana depois, no dia 6 de setembro, outra terça, fazem a partida de volta no Allianz Parque, às 21h30.

A final do torneio continental pode ser 100% brasileira, uma vez que a outra semifinal é formada por Flamengo e Vélez. A jornada dos flamenguistas em busca de decidir o título contra um compatriota começa no dia 31 de agosto, no estádio José Amalfitani, às 21h30, e termina no feriado de 7 de setembro, no Maracanã, onde ocorrerá o duelo decisivo, a partir das 21h30.

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Palmeiras e Flamengo decidem em casa por causa da campanha que tiveram na fase de grupos da Libertadores. O time paulista teve o melhor desempenho da história na primeira fase, com 100% de aproveitamento e 25 gols marcados.

Quando o assunto é a melhor campanha geral, o time carioca tem números melhores. Após avançar com dois empates com o Atlético-MG e vitória apenas nos pênaltis, nas quartas de final, o Palmeiras viu o rival rubro-negro assumir o melhor aproveitamento depois de vencer o Corinthians em São Paulo e no Rio. De qualquer forma, isso não tem efeitos práticos.

Nas semifinais, assim como nas duas fases anteriores do mata-mata, gols marcados fora de casa não contam como critério de desempate. Qualquer igualdade no placar agregado, portanto, fará com que a vaga na final seja decidida nos pênaltis. A grande decisão será disputada no dia 29 de outubro, no Estádio Monumental em Guayaquil, Equador

Veja as datas e horários das semifinais da Libertadores:

Athletico-PR x Palmeiras

Ida: 30/08, às 21h30, na Arena da Baixada

Volta: 06/09, às 21h30, no Allianz PArque

Flamengo x Vélez

Ida: 31/08, às 21h30, no José Amalfitani

Volta: 07/09, às 21h30, no Maracanã

O atacante Hulk tem sido muito criticado pelas recentes atuações com o Atlético-MG. A má fase vivida pelo clube mineiro e a eliminação nos pênaltis para o Palmeiras, nesta quarta-feira, deixaram o jogador irritado. Após a queda nas quartas de final da Libertadores, Hulk se defendeu, disse que o tom das críticas é inadequado e afirmou que os últimos resultados não podem apagar o que o elenco proporcionou ao torcedor em 2021.

"De um ano para cá, nós somos os maiores ganhadores do Brasil. Levamos cinco títulos. Algumas vezes você não vai conseguir ganhar. Nem por isso, nós somos uns m... Uma coisa que é dolorosa é a falta de reconhecimento. Não falo dos torcedores, que cobram, mas nos apoiam para caramba. Mas o pessoal da imprensa fica criticando", afirmou Hulk após o duelo no Allianz Parque.

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Ao longo do jogo, Hulk teve boas oportunidades para colocar o Atlético-MG em vantagem. O Palmeiras teve Danilo expulso ainda no primeiro tempo, e Gustavo Scarpa, no segundo. Mesmo assim, o clube mineiro não conseguiu criar muitas chances e viu o placar sem gols levar o duelo para os pênaltis.

Hulk converteu sua penalidade na decisão, mas mesmo assim foi apontado como um dos vilões da temporada decepcionante que o Atlético-MG faz até aqui. Além da Libertadores, os atleticanos já foram eliminados na Copa do Brasil e estão 13 pontos distantes do líder Palmeiras no Campeonato Brasileiro.

"Enquanto tivermos chances matemáticas, tudo é possível. A gente confia em Deus. Faltam 17 jogos. Serão como finais. Só temos o Brasileirão para jogar agora e vamos dar a vida para conquistá-lo", disse Hulk.

Após a queda para o Palmeiras, o Atlético-MG volta suas atenções para a 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os comandados de Cuca jogam no domingo, às 11h, no Couto Pereira, diante do Coritiba.

Dois dos protagonistas de Corinthians e Flamengo, Willian e Arturo Vidal se conhecem há um bom tempo e têm semelhanças em suas carreiras. Os dois surgiram com destaque para o futebol quase que no mesmo período, tiveram um jornada de êxito na Europa e hoje defendem as camisas de times de massa. Ele entram em campo nesta terça-feira com a missão de liderar paulistas e cariocas, que duelam nas quartas de final da Libertadores.

O primeiro jogo é na casa do Corinthians, a Neo Química Arena. O duelo de volta, daqui a uma semana, dia 9, será no Maracanã porque o Flamengo fez campanha superior à do rival alvinegro na fase de grupos do torneio continental. A equipe paulista persegue seu segundo título continental, enquanto que o time carioca, finalista em 2021, vai atrás de sua terceira conquista.

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Willian, de 33 anos, e Vidal, 35, despontaram no futebol há pouco mais de 15 anos. Em 2007, os dois se encontraram pela primeira vez no Sul-Americano sub-20, torneio disputado em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

O Brasil, de Willian - e também, de Cássio e Fagner - foi campeão daquele torneio, e o Chile, defendido por Vidal, ficou em quarto. O hoje volante do Flamengo foi um destaques do campeonato. Fez seis gols - dois deles em cima do Brasil no empate em 2 a 2 - e terminou como vice-artilheiro. Apenas o uruguaio Cavani balançou as redes mais vezes: sete. Aquela seleção chilena também colocou sob os holofotes Gary Medel e Alexis Sánchez.

Willian e Vidal são da mesma geração e podem se orgulhar de terem brilhado no futebol europeu. Os dois, aliás, deixaram seus países de origem para atuar no Velho Continente no mesmo ano: em 2007. Meses depois do Sul-Americano, o meia foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e o volante trocou o Colo Colo pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha. Em 2014, cabe lembrar, os dois se enfrentam na Copa do Mundo. A seleção brasileira, treinada por Felipão, levou a melhor nos pênaltis.

O brasileiro alcançou sucesso sobretudo no Chelsea, no qual atuou por sete anos. Também defendeu Anzhi, da Rússia, e o Arsenal, antes de regressar no ano passado ao time que o revelou. "É um jogador desiquilibrador, que pode decidir um jogo a qualquer momento. Não tem um histórico de muitos gols na carreira, mas é um jogador de criar para os outros", resumiu Vítor Pereira, que tenta trabalhar para que o meia-atacante deslanche sob seu comando.

O chileno teve momentos de destaque principalmente na Juventus. Também passou por Bayern de Munique, Barcelona e Inter de Milão antes de vestir a camisa do Flamengo, o diz ser um sonho realizado.

Clássico das Multidões na Libertadores

O Clássico das Multidões, que reúne as duas maiores torcidas do país, definirá o primeiro clube brasileiro semifinalista da Libertadores 2022. Do outro lado da chave duelam Palmeiras e Atlético-MG. O Corinthians joga as quartas após dez anos. A equipe de Vitor Pereira conquistou a vaga ao eliminar o hexacampeão Boca Juniors, na Bombonera, em disputa de pênaltis.

Ainda invicto no torneio, o Flamengo passou pelo Tolima com tranquilidade na fase anterior. Venceu na Colômbia por 1 a 0 e aplicou uma goleada histórica no Rio de Janeiro: 7 a 1, com quatro gols de Pedro.

Será o quinto encontro entre as equipes pelo torneio. Em 1991, pela fase de grupos, empate por 1 a 1 e vitória do Flamengo em São Paulo. Pelas oitavas de final de 2010, um triunfo para cada lado (1 a 0 para o Fla no Maracanã e 2 a 1 para o Corinthians no Pacaembu), mas o time rubro-negro levou a melhor pelo critério do gol qualificado e ficou com a vaga.

O Corinthians não terá mais uma vez o zagueiro Raul Gustavo, que trata lesão muscular, e o meio-campista Renato Augusto, ainda em recuperação de um problema na panturrilha. O Flamengo jogará com o que tem de melhor. Dorival Junior vai repetir a escalação que tem usado em mata-matas. Vidal, assim, começa entre os reservas.

Às vésperas de enfrentar o Corinthians pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa Libertadores, o Flamengo atualizou a sua lista de atletas inscritos na competição. Everton Cebolinha, Vidal e Erick Pulgar ficam com as vagas de Andreas Pereira, William Arão e Gustavo Henrique, que já não fazem mais parte do elenco.

A nova relação enviada à Conmebol conta com a numeração que cada jogador vai usar no torneio continental. Cebolinha herda o número 18, usado por Andreas Pereira. O chileno Vidal, que atua como volante, fica com a 5, usada por Arão durante toda a sua passagem pela Gávea. Já Pulgar pega camisa 2 que foi de Gustavo Henrique.

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Recém-contratado, Erick Pulgar já tem o seu nome publicado no BID. O atleta não atua desde o final de maio. A decisão de incluir o jogador na relação de atletas que enfrenta o Corinthians nesta terça-feira, em São Paulo, vai ficar por conta do técnico Dorival Júnior.

No jogo do último sábado, contra o Atlético-GO, pelo Campeonato Brasileiro, o treinador optou por escalar um time reserva a fim de poupar os titulares para o duelo da Libertadores. Apesar de ter atuado em boa parte do confronto com os goianos, existe a possibilidade de Vidal iniciar o jogo contra o Corinthians como titular.

O duelo de volta das quartas de final da Libertadores está marcado para a próxima terça-feira (dia 9) e o palco do jogo que define a classificação às semifinais será o Maracanã.

A Conmebol definiu os calendários da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana para a temporada 2023. A Libertadores vai começar um mês antes, no início de fevereiro, e vai terminar mais tarde que a Sul-Americana, com a grande final marcada para 11 de novembro - a outra competição internacional terminará em 28 de outubro.

Maior objetivo das equipes brasileiras, a Libertadores está marcada para começar em 8 de fevereiro, com as fases preliminares a serem finalizadas em 15 de março. O sorteio dos grupos está agendado para 22 de março. A fase de grupos será disputada entre 5 de abril e 28 de junho, com o sorteio do mata-mata marcado para 5 de julho.

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A fase final, de confrontos eliminatórias, tem início com as oitavas de final, no período de 19 a 26 de julho. Um mês depois, serão disputadas as quartas de final, entre 23 e 30 de agosto. As semifinais serão entre 27 de setembro e 4 de outubro. E a grande decisão do campeonato está definida para 11 de novembro.

A Copa Sul-Americana começará apenas em 8 de março. A fase preliminar será disputada até o dia 15 do mesmo mês. Na sequência, os grupos serão definidos em sorteio agendado para o dia 22. A fase de grupos será realizada entre 5 de abril e 28 de junho, sendo seguido pelo sorteio do mata-mata, em 5 de julho, acompanhando a Libertadores.

As oitavas de final serão disputadas no período de 19 a 26 de julho e as quartas de final terão a janela de 23 a 30 de agosto para as partidas. As semifinais serão de 27 de setembro a 4 de outubro. Já a grande a final não vai acompanhar o calendário da Libertadores, sendo disputada mais cedo, em 28 de outubro.

Os calendários das duas competições sul-americanas serão a base para a definição do calendário nacional, a ser elaborado pela CBF, para 2023, principalmente para encaixar as datas da Copa do Brasil e do Brasileirão na próxima temporada.

A Conmebol ainda confirmou as datas da Recopa Sul-Americana, torneio disputado em apenas dois jogos envolvendo os campeões da Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior. As partidas serão nos dias 8 e 15 de fevereiro de 2023.

E, por fim, a entidade sul-americana anunciou as Datas Fifa previstas para 2023, com cinco períodos reservados para as seleções: 20 a 28 de março, 12 a 20 de junho, 4 a 12 de setembro, 9 a 17 de outubro e 13 a 21 de novembro.

A classificação do Corinthians para as quartas de final da Libertadores, diante do Boca Juniors, garantiu ao clube um feito histórico. Além de passar das oitavas pela primeira vez em 10 anos, o alvinegro iguala o feito do Santos de Pelé e se torna a segunda a equipe a eliminar os argentinos na Bombonera pela competição continental.

Em 1963, o Santos se sagrou bicampeão da Libertadores, na Argentina, ao vencer o Boca por 2 a 1, com gols de Pelé e Coutinho. Nesta terça, o Corinthians empatou a partida em 0 a 0, mas superou os argentinos nos pênaltis, com duas defesas de Cássio e duas cobranças desperdiçadas por Benedetto - uma durante o tempo regulamentar -, e se tornou a segunda equipe brasileira a festejar em solo argentino.

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Além de Santos e Corinthians, outros quatro times brasileiros enfrentaram o Boca Juniors fora de casa em jogos de eliminação da Libertadores. Flamengo (quartas de final em 1991), Vasco (quartas de final em 2001), Athletico-PR (oitavas de final em 2019) e Inter (oitavas de 2020) acabaram eliminados pelo clube argentino, que tem Maradona como seu grande ídolo.

Corinthians e Santos também se igualam em outro aspecto. Os times são os brasileiros que mais vezes derrotaram o Boca Juniors pelo mata-mata da Libertadores: Santos, em 1963 e 2020, e Corinthians, em 2012 e 2022. Em toda a história do torneio, os xeneizes enfrentaram equipes do Brasil em 23 confrontos, saindo vencedor em 17 oportunidades.

Com oito desfalques para a partida, incluindo Willian, que esteve presente no banco de reservas, mas sem condição de atuar, Vítor Pereira exaltou o espírito de garra do Corinthians após a classificação, ao ser questionado se a classificação desta terça-feira teria um "sabor diferente". "Sim. Foi uma vitória heroica, de um grupo de jogadores que tem um espírito corintiano. Eles sabem sofrer, estar organizados, lutar e competem até o fim. Para mim, fomos os justos vencedores por nossas atitudes no jogo", afirmou.

Com a classificação, o Corinthians passa a integrar a lista de clubes que eliminaram o Boca Juniors em mais de uma oportunidade na Libertadores. Além do Santos, Olímpia, em 1979, 1989 e 2002, e River Plate, em 2015, 2018 e 19, conseguiram realizar o feito múltiplas vezes.

Confira os confrontos entre Boca e brasileiros na Libertadores

Classificações brasileiras:

1963 - Santos (final)

2008 - Fluminense (semifinal)

2012 - Corinthians (final)

2020 - Santos (semifinal)

2021 - Atlético-MG (oitavas)

2022 - Corinthians (oitavas)

Classificações do Boca:

1977 - Cruzeiro (final)

1991 - Corinthians (oitavas)

1991 - Flamengo (quartas)

2000 - Palmeiras (final)

2001 - Vasco da Gama (quartas)

2001 - Palmeiras (semifinal)

2003 - Paysandu (oitavas)

2003 - Santos (final)

2004 - São Caetano (quartas)

2007 - Grêmio (final)

2008 - Cruzeiro (oitavas)

2012 - Fluminense (quartas)

2013 - Corinthians (oitavas)

2018 - Cruzeiro (quartas)

2018 - Palmeiras (semifinal)

2019 - Athletico-PR (oitavas)

2020 - Internacional (oitavas)

Desmantelado pelos desfalques, o Corinthians escreveu mais uma página gloriosa em sua história na noite desta terça-feira, na Copa Libertadores. Das mãos de Cássio, um dos maiores heróis da história alvinegra, a classificação para as quartas de final veio em uma disputa de pênaltis que beirou a agonia: 6 a 5 para o time brasileiro após mais um 0 a 0 no tempo normal. Agora, é hora de tentar puxar fôlego para seguir em frente em três competições na temporada.

As quatro partidas entre Boca Juniors e Corinthians pela Libertadores deste ano deixaram os torcedores dos dois times com saudades dos jogadores das duas equipes que há dez anos disputaram a finalíssima do torneio sul-americano.

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O desempenho dos dois times na primeira etapa do jogo desta terça foi sofrível, salvo raras exceções. No Corinthians, é verdade que a equipe de Vítor Pereira entrou em campo cheia de desfalques, mas o time jogou muito mal.

Do lado argentino, cinco chances de gol desperdiçadas, duas delas claríssimas com o atacante Benedetto. Na primeira, aos 18, Zeballos ganhou de Piton e cruzou na medida para o atacante que, sozinho, pegou de primeira, mas de canela, e mandou longe do gol.

A outra grande chance surgiu aos 25, quando Raul Gustavo subiu com o cotovelo na boca de Fernández. Acionado pelo VAR (Árbitro de Vídeo), o árbitro uruguaio Andrés Matonte assinalou o pênalti. Mas assim como Róger Guedes desperdiçou sua cobrança no primeiro jogo, Benedetto mandou a bola na trave esquerda de Cássio.

No início do segundo tempo, foi a vez de Mantuan precisar sair do jogo por lesão e em seu lugar Vítor Pereira mandou a campo o jovem Giovane, de 18 anos, que foi revelado nas categorias de base do Capivariano.

O Corinthians seguia com enormes dificuldades para sair jogando com a bola desde a sua defesa. Na imensa maioria das vezes, a bola antes mesmo de passar pelo meio-campo alvinegro já estava de volta aos pés dos jogadores argentinos.

Aos 13 minutos, em um contra-ataque, após a arbitragem não marcar uma falta clara em Giuliano, Benedetto saiu de frente para Cássio mais uma vez, e mais uma vez perdeu um gol incrível, mandando a bola por cima do travessão.

Com o passar do tempo, o jogo foi piorando tecnicamente e a temida Bombonera parecia estar mais nervosa do que de costume em uma partida decisiva do Boca. Vítor Pereira mandou a campo Roni, Bruno Melo e Bruno Méndez, completando as cinco alterações.

O Corinthians se defendeu bem no final e levou a disputa para os pênaltis. Raul Gustavo e Bruno Melo erraram pelo Corinthians e pararam nas mãos de Rossi, mas Villa e Ramírez pararam no paredão Cássio e Benedetto isolou sua cobrança. Na última batida, Gil garantiu a vaga corintiana.

Foto: Juan Mabromata/AFP

Nas quartas de final, o Corinthians vai enfrentar o vencedor de Flamengo e Tolima, que jogam nesta quarta, às 21h30, no Maracanã, no Rio - o rubro-negro venceu o jogo de ida, na Colômbia, por 1 a 0, e joga pelo empate.

FICHA TÉCNICA:

BOCA JUNIORS 0 (5) X (6) 0 CORINTHIANS

BOCA JUNIORS - Rossi; Advíncula, Izquierdoz, Rojo e Fabra; Varela, Pol Fernández e Óscar Romero; Zeballos (Juan Ramírez), Benedetto e Villa. Técnico: Sebastián Battaglia.

CORINTHIANS - Cássio; Rafael Ramos (Bruno Méndez), João Victor (Gil), Raul Gustavo e Fábio Santos; Du Queiroz (Roni), Cantillo, Gustavo Mantuan (Giovane), Giuliano (Bruno Melo) e Lucas Piton; Róger Guedes. Técnico: Vítor Pereira.

CARTÕES AMARELOS - João Victor, Varela, Gil.

ÁRBITRO - Andrés Matonte (URU).

RENDA E PÚBLICO - Não divulgados.

LOCAL - Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina.

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Nesta terça-feira (5), Boca Juniors e Corinthians se enfrentam pela partida de volta das Oitavas de Final de 2022. O jogo ocorre no estádio La Bombonera, na Argentina, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

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No dia 4 de julho, os americanos celebram a Independência dos Estados Unidos. Já para os corintianos, a data significa uma espécie de libertação, pois foi naquele dia em que o Corinthians deu fim à agonia de seu torcedor, colocou um ponto final nas galhofas dos rivais e, enfim, chegou ao topo da América. A conquista da Libertadores sobre o Boca Juniors completa dez anos nesta segunda-feira como marco na história do clube paulista.

O corintiano não se esquece da noite de 4 de julho de 2012. Perto do 102º aniversário do clube, a galeria de troféus do Parque São Jorge finalmente ficou completa. O time ergueu o seu primeiro - e até hoje único - troféu da Libertadores, com uma campanha irretocável. Cinco meses depois, o Corinthians alcançou o topo do mundo ao ganhar do Chelsea em Yokohama, no Japão.

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O time alvinegro se tornou há uma década o último dos paulistas a conquistar o título mais importante do continente. Naquela época, Santos e São Paulo tinham três taças da Libertadores e o Palmeiras, uma. Hoje, o time alviverde é tricampeão.

"Representou muito, foi uma festa inesquecível para toda uma geração", resume o jornalista e historiador Celso Unzelte, autor de uma série de livros sobre o Corinthians. "Mas dizer que um título é o mais importante da história do Corinthians só porque calou a boca dos rivais é sempre uma visão meio míope", pondera.

O Corinthians tornou-se campeão continental com uma contundente vitória por 2 a 0 sobre o até então temido Boca Juniors no Pacaembu. A equipe mostrou maturidade, força e futebol de campeão. Tudo isso sobre os olhares atentos de quase 40 mil "fiéis". "Ganhar a Libertadores foi apenas um dos muitos desafios que foram e continuarão sendo propostos ao Corinthians ao longo de sua história. E o clube superou todos", diz Unzelte.

As primeiras lágrimas começaram a cair antes mesmo de o jogo começar, com a bonita festa que a torcida fez para receber o time na subida ao gramado. Foi um dia diferente em São Paulo desde as primeiras horas do dia como há tempos não se via. Por todos os cantos, o preto e branco reinava seguido do grito de "Vai, Corinthians".

Torcedores passaram o dia nos arredores do Pacaembu se preparando para o título. A festa começou bem antes com confraternização com churrasco e cerveja nas praças vizinhas ao histórico estádio paulistano.

Durante a partida, a capital paulista ficou em silêncio. Muitos, incluindo torcedores rivais, acompanhavam atentamente o desenlace do jogo que mudaria a história corintiana e que transformou em ídolo o atacante Emerson Sheik, autor dos dois gols na decisão.

Emerson abriu o marcador aos 9 minutos do segundo tempo, aproveitando passe de calcanhar do meia Danilo, depois que a defesa do Boca não conseguiu afastar a bola numa falta cruzada para dentro da área. O atacante, então com 33 anos, aumentou a vantagem e deu início à celebração da torcida corintiana aos 28 minutos, arrancando com a bola desde o meio-campo após um passe errado do zagueiro Schiavi.

"Gosto dessas partidas, tenho certeza que todo mundo que acompanhou a minha história sabe o quanto é importante isso", disse o veterano, na ocasião. "O grupo mereceu, trabalhou dentro de campo, ninguém fez mais que o Corinthians. Não foi acaso, não foi sorte, foi merecimento e competência desse grupo", afirmou o técnico Tite a repórteres após a conquista, ainda no gramado.

TRAJETÓRIA

O Corinthians ganhou a Libertadores de forma invicta. Em 14 jogos, foram oito vitórias e seis empates. A defesa, com apenas quatro gols sofridos, foi a menos vazada da competição. O jogo mais especial para quase todo corintiano, com exceção da final, foi contra o Vasco.

Aquele confronto misturou drama, tensão, emoção e uma cena que entrou para a história do futebol sul-americano: a defesa milagrosa de Cássio em chute de Diego Souza quando o duelo estava empatado sem gols. Minutos depois, no fim da partida, Paulinho marcou de cabeça para selar o triunfo.

Na semifinal, o adversário foi o Santos, de Neymar, e a classificação para a decisão foi obtida após vitória na Vila Belmiro (gol de Sheik) e um empate no Pacaembu.

A Taça Libertadores já está na fase mata-mata e, com ela, começam os jogos decisivos. Sites de apostas colocam os clubes brasileiros, como Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro, entre os favoritos. Aliás, encontre códigos promocionais betfair aqui e defina quem será o campeão do torneio!

Mas um outro gigante da América do Sul quer acabar com a dinastia dos brasileiros e voltar a conquistar a maior competição da região: o River Plate. Para isso, o time comandado por Marcelo Gallardo tem um objetivo bem definido para a janela de transferências que se abre em julho: a contratação do atacante Luis Suárez.

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As negociações em busca de um atacante para o River Plate começaram após a confirmação da saída de Julian Alvarez, uma das maiores revelações do futebol argentino nos últimos anos e que vai se transferir para o Manchester City. Com isso, o jogador não poderá atuar na fase decisiva da Libertadores.

A partir daí, Gallardo e a diretoria do River Plate começaram a buscar outras opções. Alguns nomes importantes como Lucas Alario, outros distantes do ponto de vista econômico, como Valentín Castellanos, que joga nos EUA foram procurados, ambos sem sucesso.

Outro nome que despontou como possibilidade no clube foi o de José Manuel Lopez, bom jogador do Lanús, da Argentina. Mas o atleta está em negociações avançadas com o Palmeiras e não aceitou conversar com o River Plate. Além dele, o ex-palmeirense Miguel Borja, atualmente no Junior Barranquilla, da Colômbia, também foi sondado.

Enquanto nenhuma dessas opções ganha relevância, o nome de Luis Suárez começou a ganhar força entre dirigentes, comissão técnica e da torcida, claro, que sonha em ver o atacante uruguaio jogando com a camisa do River. Mas a operação não será fácil.

O uruguaio que acaba de deixar o Atlético de Madrid e tem uma grande carreira na Europa teria sido procurado pelos dirigentes do River Plate em uma reunião em Paris, segundo a Rádio La Red, que acompanha as negociações de perto.

“O River está disposto a fazer um esforço financeiro significativo para que Luis Suárez substitua Julián Alvarez. É o sonho de Gallardo e da diretoria. Já houve conversas com o uruguaio. É difícil, mas Suárez não fechou a porta de jeito nenhum”, disse o jornalista Gustavo Yarroch.

Logicamente, o entusiasmo dos torcedores já acendeu nas redes sociais. Será impossível ou haverá uma janela de esperança para fazer a grande contratação do continente neste meio de ano? Para o River, seria a possibilidade de voltar a ter chances na Libertadores, já que as três últimas edições do torneio ficaram com clubes brasileiros (Flamengo e Palmeiras, em 2019, 2020 e 2021).

É evidente que o River Plate terá uma grande concorrência do futebol europeu para contar com o atacante. Suárez tem mercado em diversos clubes da Espanha e Itália, além de mercados emergentes, como China e EUA. Nesse caso, pode contar a favor do River o fato de que o atleta nunca conseguiu conquistar títulos importantes na América do Sul, já que saiu cedo de seu país para atuar no Velho Continente.

Além disso, ele poderia trabalhar com um técnico que ele admira pela carreira dentro dos gramados, Marcelo Gallardo, que foi um dos bons jogadores que despontaram no futebol argentino entre as décadas de 90 e 2000. Será que Suárez vai desembarcar por aqui e jogar a Libertadores? Faça suas apostas!

Nesta terça-feira (28), Corinthians e Boca Juniors se enfrentam pelo primeiro confronto das Oitavas de Final da Conmebol Libertadores 2022. O jogo ocorre na Neo Química Arena, em São Paulo, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

 As equipes já se enfrentaram em dez oportunidades. O Boca possui vantagem, com três vitórias, cinco empates e duas derrotas. Porém, o Timão possui boas lembranças contra os argentinos, principalmente na final da competição de 2012. O último confronto acabou em 1 a 1 na fase de grupos da atual edição.

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 O Corinthians vem de boa sequência de jogos, nos últimos cinco, venceu três e empatou dois, incluindo uma goleada de 4 a zero  sobre o Santos na Copa do Brasil.

 O Boca vem oscilando nas competições nacionais, além de ter sofrido para se classificar na fase de grupos da Libertadores. Nos últimos cinco jogos, a equipe venceu três confrontos e perdeu dois.

Após muita pressão por parte do Corinthians, a Conmebol multou o Boca Juniors em R$ 525 mil (100 mil dólares) pelos atos racistas dos seus torcedores no duelo entre os clubes na primeira fase da Copa Libertadores da América, realizado na La Bombonera.

Na ocasião, os torcedores do clube argentino foram vistos imitando um macaco. Além da multa, os jogadores serão obrigados a entrar em campo e exibir uma faixa com a frase: "Basta de Racismo", durante o hino nacional, entre outras ações.

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O Boca Juniors terá que cumprir os protocolos justamente contra o próprio Corinthians, nas oitavas de final. Caso ocorra novos casos de racismo, o clube poderá ser obrigado a jogar com portões fechados em jogos organizados pela Conmebol.

Esta, no entanto, não é a primeira punição recebida pelo Boca Juniors. Por atos racistas na Neo Química Arena, em São Paulo, o clube argentino chegou a ser multado em R$ 143 mil. Na ocasião, o torcedor, que imitou um macaco, chegou a ser preso, mas acabou solto com o pagamento da fiança.

O Boca Juniors poderá entrar com recurso contra a decisão no prazo de sete dias contados a partir do dia seguinte da notificação dos fundamentos da decisão.

Corinthians e Boca Juniors voltam a se enfrentar nesta terça-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. O jogo de volta será no dia 5 de julho, no mesmo horário, na La Bombonera. Quem passar, pegará nas quartas de final o vencedor de Flamengo e Tolima.

MAIS CASOS

A Conmebol recebeu nós últimos meses várias denúncias de racismo, a maioria envolvendo clubes brasileiros. Fortaleza, Red Bull Bragantino, Palmeiras e Flamengo já relataram ofensas racistas de torcedores adversários durante o torneio, fato que fez a entidade divulgar uma nota de que tomaria ações mais severas.

Vítor Pereira reconheceu nesta sexta-feira que o futebol do Corinthians nas últimas rodadas vem deixando a desejar. Apesar da série de oito jogos sem derrotas, são quatro empates seguidos, o mais recente tratado como vexame diante do Always Ready (1 a 1), pela Copa Libertadores, na quinta-feira. O treinador português admitiu uma queda da equipe, mas enfatizou que o time produziu o suficiente para golear os bolivianos. Acabou em segundo da chave e terá o Boca Juniors pelas oitavas com decisão na Argentina. Ele descarta o sentimento de medo, pede concentração e cabeça fria para o mata-mata e reconhece que será impossível dar sequência aos 11 titulares por causa do calendário justo. O rodízio será mantido.

"Não podemos temer rivais. Caiu o Boca Juniors, vamos lá, nós somos Corinthians e vamos ao trabalho", afirmou, sobre novamente ter os argentinos pela frente. "Temos de encarar a realidade e ir à luta. É hora de tentar fazer nosso melhor e tentar passar a eliminatória", enfatizou.

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"Quem garante que diante de uma equipe mais fácil o time não seria eliminado? E quem garante que contra um forte não será mais concentrado? Quem quer disputar algo, como o Corinthians, que é enorme, não pode ter medo do Boca ou de outro qualquer", questionou. "Sabemos que lá é difícil pelo ambiente que se cria, não é fácil, tem essa particularidade de a torcida jogar com o clima do jogo, eles são peritos (em provocação). Há muita pressão, de ir para cima do árbitro, de confronto com o adversário, e temos de controlar isso. Não podemos voltar a perder o equilíbrio emocional lá."

O treinador só lamenta a dura sequência que envolve os jogos das oitavas. O Corinthians faz o clássico com o Santos antes da ida com o Boca Juniors, depois enfrenta o Fluminense, faz a volta com os argentinos e já tem o Flamengo pela frente.

"Temos de estar preparados, mas o jogo (eliminatória da Libertadores) vem em uma sequência terrível. Minha preocupação neste momento, porém, é que perdemos Paulinho por muito tempo, temos Cássio, João Victor, Fagner, e agora o Jô machucados. A principal preocupação é olhar dentro do grupo, para estarmos o mais forte possível e só depois que vou poder dizer se estamos preparados. Eu reconheço: com o pouco tempo que temos aqui, a falta de tempo de treinos prejudicou nossa qualidade e vamos investir no esquema base novamente (4-3-3-).

Na avaliação do português, o 4-3-3 implantado inicialmente, com marcação sobre pressão, precisava de uma alternativa. Ele lançou o 3-4-3, utilizado inclusive no clássico com o São Paulo, e reconheceu que as peças começaram a não render o esperado, como Renato Agusto, segundo ele com uma queda pela culpa da mudança de posição.

"Admito que começamos bem com o 4-3-3, no pouco tempo para definir o sistema que pretendíamos. Mas logo estávamos com problemas, a pressão forte muitas vezes estava sendo ultrapassada com facilidade. O time não estava sendo efetivo e pensamos: bom, vamos ter de achar um alternativo. Para darmos resposta no jogo", explicou. Mudou e reconheceu que foi um tiro errado.

"Chego à conclusão que a alternância nos fez cair na qualidade do jogo. Só poderia saber após experimentar. O time não tem jogado no nível que gostaria, o resultado às vezes são melhores que as exibições, mas precisava dar resposta a esse problema", disse. E avaliou a queda de Renato Augusto. "Renato estava pela esquerda, com dinâmica com o lateral e com William ou outro de extremo, isso o tornava mais influente. Jogava onde era mais confortável. Como quisemos dar resposta para o sistema defensivo, o deslocamos para a direita para não ficar lado a lado com o volante. Esse 3-4-3, essa alteração, o prejudicou. Arrumamos um problema novo e vou tentar ajustar as funções e ver o que os jogadores vão nos dar."

Mais uma vez cobrado por não utilizar os 11 considerados titulares, o treinador se defendeu e disse que isso só seria possível com jogos uma vez por semana, não de três em três dias. Desta forma, manterá o rodízio do elenco. Quem encarar o América-MG, domingo, provavelmente ganhará descanso diante do Atlético-GO, no meio de semana, ambos pelo Brasileirão.

"Cheguei na ilusão de poder definir os 11 mais fortes e ficar jogando com o time mais forte, substituindo um ou outro. Mas rapidamente percebi que não é possível perante um calendário desses, não é viável", afirmou. "Muitas vezes queremos fazer muita coisa, mas tem vezes que não acontece e isso é sintoma de fadiga. Temos um plantel que quer trabalhar e dar resultado. Temos de olhar para os experientes e pensar que, apesar de maior qualidade, não conseguem jogar com fadiga."

Sobre o jogo com o América, ele deve utilizar quem foi poupado e os titulares escalados somente no segundo tempo. "Domingo queremos ganhar outra vez, só que é completamente impossível com a mesma equipe. Imagina usar os mais fortes (contra o Always Ready) e com o América voltar com eles, como seria competitivo? No início pensei que fosse possível e depois do São Paulo percebi que não tínhamos essa hipótese."

CHEGA DE POLÊMICAS!

Vítor Pereira resolveu findar com as polêmicas com Roger Guedes e não quer mais falar sobre o atacante. Em sua visão, isso já está virando uma novela. "Não entrou pelo pedido da torcida, pois onde eu estava nem conseguia ouvir", brincou. "Mas vou tentar finalizar esse assunto, não sou muito de novela e esse é um País de novela. A verdade não vende, só a polêmica. Quero dizer que para o Róger e para qualquer jogador, o Duilio (Monteiro Alves, presidente) pediu para ser igual e exigente com todos. Meus títulos foram na base da exigência, do compromisso, de trabalhar no limite, dar tudo, estar no nosso melhor, coisas que não são negociáveis. Então, eles têm de ir para treino e fazer tudo para melhorar, entregar de corpo e alma."

O treinador revela que já havia cobrado o atacante por três vezes e que agora só se convence com mostra no campo. "Preciso ver o lutar para ser o melhor e ele claramente dizer que quer ajudar, isso não vai com palavras, pois tive uma, duas, três conversas... ´É bom menino, mas não vejo alteração. Só acredito com ações. O filho diz: pai vou estudar, vou fazer isso e não vejo mudança, não vejo resultado, chega uma altura que não adianta mais conversa. Fico achando que eu estou errado por estar exigindo, fico mal. Chega uma altura que é preciso impor, pois sempre sou cobrado. Falo dele e de todos os outros", disparou.

E não se importou cem ver seu comandado de cabeça quente. "Também estou muitas vezes injuriado, por isso veio aquela minha infeliz declaração do Liverpool. Mas já vi um Róger diferente e espero para o bem de todos que se entregue à causa e tenha compromisso e esteja no melhor nível. O mínimo que podemos fazer é estar no nosso melhor nível."

Nesta quinta-feira (26), Corinthians e Always Ready se enfrentam pela 6ª rodada da fase de grupos da Libertadores. O jogo ocorre na Neo Química Arena, em São Paulo, a partir das 21h (horário de Brasília).

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O Fortaleza segue fazendo história na Copa Libertadores da América. Na noite desta quarta-feira, pela última rodada da Fase de Grupos, o time cearense confirmou a vaga para as oitavas de final ao derrotar o Colo Colo, em pleno estádio Monumental David Arellano, por 4 a 3. Os torcedores não puderam comparecer por causa de uma punição imposta pela Conmebol devido à confusão ocorrida no duelo contra o River Plate.

Com o resultado, o Fortaleza terminou na segunda colocação do Grupo F, com dez pontos, atrás apenas do River Plate. Com sete, o Colo Colo garantiu vaga na Sul-Americana, enquanto o Alianza Lima, com um, foi eliminado dos torneios continentais.

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Ainda sem vencer no Brasileirão, o Fortaleza resolveu espantar a crise na Libertadores. O time cearense se sentiu muito à vontade em um estádio Monumental vazio. A tática de Vojvoda funcionou e quebrou todo o plano do Colo Colo. Aos dois minutos, Silvio Romero recebeu dentro da área, dominou e chutou com força para superar Cortés.

O segundo parecia ser uma questão de tempo e saiu aos 24 minutos. Lucas Lima recuperou a bola e acionou Moisés. O atacante partiu em velocidade, ficou de frente para o goleiro e mandou para o gol. Do outro lado, Marcelo Boeck, de volta ao gol, fez grandes defesas para impedir a reação do Colo Colo.

Mas o time chileno não ia entregar a classificação de bandeja. Aos 44 minutos, o Colo Colo reacendeu o jogo após gol contra de Ceballos. Mas a expulsão de Rojas, por falta em Moisés, no início da etapa complementar, complicou as ambições dos mandantes.

Com um a mais, o Fortaleza apertou e fez o terceiro com uma arrancada de Moisés. O atacante, novamente, levou a melhor contra Cortés. Aos 16, Yago Pikachu recebeu de Romero e ampliou, colocando de uma vez um pés nas oitavas de final.

Tudo parecia fácil, mas o Fortaleza se acomodou e viu o Colo Colo reagir. Após cobrança de escanteio, Bruno Gutiérrez fez 4 a 2. A pressão continuou e Léo Gil fez o terceiro dos chilenos. O jogo, então, virou ataque contra defesa, mas o time cearense conseguiu segurar o rival para carimbar a vaga nas oitavas.

FICHA TÉCNICA

COLO COLO 3 X 4 FORTALEZA

COLO COLO - Cortés; Rojas, Falcón, Amor e Suazo (Vicente Pizarro); Fuentes (Bruno Gutiérrez), Pavez, Léo Gil (Bolados) e Gabriel Costa; Solari e Lucero. Técnico: Gustavo Quinteros.

FORTALEZA - Marcelo Boeck; Tinga, Titi e Ceballos; Yago Pikachu, Felipe (Matheus Jussa), Hércules (José Welison), Lucas Lima e Lucas Crispim (Juninho Capixaba); Moisés (Robson) e Silvio Romero (Depietri). Técnico: Juan Vojvoda.

GOLS - Silvio Romero, aos dois, Moisés, aos 24 e Ceballos (contra), aos 44 minutos do primeiro tempo. Moisés, aos oito, Yago Pikachu, aos 16, Bruno Gutiérrez, aos 18, e Léo Gil, aos 34 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Esteban Ostojich (URU)

CARTÕES AMARELOS - Bruno Gutiérrez e Suazo (Colo Colo); Ceballos, Felipe, José Welison, Lucas Lima e Robson (Fortaleza)

CARTÃO VERMELHO - Rojas (Colo Colo)

LOCAL - Monumental David Arellano, em Santiago (CHI)

Nesta terça-feira (24), o Palmeiras venceu, por 4 a 1, o Deportivo Táchira pelo último confronto da fase de grupos da Libertadores de 2022. Com o feito, o Verdão conquistou a melhor campanha da fase de grupos da competição, além de ser o melhor ataque da história da fase também.

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- Melhor campanha da história da fase de grupos, com seis jogos, seis vitórias e 22 gols de saldo;

- Maior diferença para o segundo colocado já história da fase de grupos, com 10 pontos a mais;

- Melhor ataque da história da fase de grupos, com 25 gols marcados;

- Maior série invicta como mandante, com 34 jogos (26 vitórias e oito empates entre 1979 a 2005);

- Maior série invicta como visitante, com 18 jogos (13 vitórias e cinco empates desde 2019);

- Maior série de vitórias como visitante, com cinco em suas ocasiões (em 2018 e em 2020/2021);

- Mais participações, com 22;

- Mais participações consecutivas, com sete;

- Mais títulos, com três (empatado com Grêmio, São Paulo e Santos);

- Mais títulos consecutivos, com dois (empatado com o Santos de 1962 e 1963; e o São Paulo de 1992 e 1993);

- Mais finais, com seis (empatado com o São Paulo);

- Mais jogos, com 216;

- Mais vitórias, com 123;

- Mais vitórias por goleada, com 41;

- Mais gols marcados, com 417;

A Conmebol multou o Boca Juniors em 30 mil dólares (cerca de R$ 144 mil) como punição pelo gesto racista cometido por um torcedor xeneize na Neo Química Arena, em jogo contra o Corinthians. O episódio ocorreu no dia 26 de abril, quando os dois times se enfrentaram em São Paulo pela terceira rodada do Grupo E da Copa Libertadores da América.

Um vídeo flagrou o momento em que o torcedor argentino Leonardo Ponzo fez gestos imitando um macaco para provocar a torcida corintiana. Ponzo foi preso pela Polícia Militar na mesma noite da partida, por cometer injúria racial, mas acabou solto após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, na manhã seguinte.

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Em decisão publicada nesta segunda-feira e assinada por Eduardo Gross Brown, presidente da Comissão Disciplinar da Conmebol, o caso foi enquadrado nos artigos 9 e 17 do Código Disciplinar da entidade. O artigo 9 versa sobre a responsabilização dos clubes por atos cometidos por torcedores. Já o artigo 17 determina as sanções para casos de discriminação.

A multa tem relação apenas com a injúria racial flagrada na Neo Química Arena. Ou seja, não inclui o novo caso de racismo envolvendo torcedores do Boca Juniors, registrado na segunda partida contra o Corinthians, disputada no dia 17 de maio, em Buenos Aires. O reencontro entre os clubes teve outro registro em vídeo de um argentino imitando macaco.

Além disso, torcedores do time paulista denunciaram que foram tratados com descaso na Bombonera. A polícia teria demorado na escolta e revista dos ônibus, fazendo com que boa parte da torcida que esteve na capital argentina só pudesse entrar no estádio para ver o segundo tempo. O caso de racismo somado ao mau tratamento fizeram o Corinthians e a FPF protocolaram um pedido de punição ao Boca, mas a Conmebol ainda não deu uma resposta oficial.

O América-MG empatou em 2 a 2 com o Tolima (Colômbia) e viu acabarem suas chances de avançar na Copa Libertadores. Após o resultado alcançado na noite desta quarta-feira (18) no estádio Manuel Murillo Toro, em Ibagué, o Coelho passa a ter como ambição conquistar uma vaga nas oitavas da Copa Sul-Americana.

Porém, para atingir este objetivo o América, que ocupa a última posição do Grupo D com dois pontos, precisa terminar a primeira fase na terceira posição, que atualmente é ocupada pelo Independiente Del Valle (Equador), que tem cinco pontos e enfrenta o Atlético-MG na próxima quinta (19) no Mineirão. O Coelho disputa sua última partida pela Libertadores justamente contra o Del Valle, na próxima quarta (25).

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O jogo

A partida começou com a equipe colombiana melhor, empurrando o time mineiro para a defesa. Porém, o América-MG conseguiu aproveitar os espaços dados pelo adversário para contra-atacar e abrir o placar logo aos seis minutos, quando o lateral Marlon aproveitou sobra de bola dentro da área para finalizar no ângulo.

Com a desvantagem no marcador o Tolima partiu de vez para o ataque. Mas foi o Coelho que conseguiu marcar, desta vez aos 26 minutos em cobrança de pênalti do zagueiro Iago Maidana.

Após abrir uma diferença de dois gols em tão pouco tempo o técnico Vagner Mancini decidiu recuar ainda mais as linhas de sua equipe. Porém não demorou para esta se mostrar uma opção equivocada, pois ainda antes do intervalo o Tolima igualou o marcador com Plata, aos 39 minutos, e Michael Rangel três minutos depois.

Na etapa final o América-MG teve uma postura mais ousada, inclusive acertando uma bola no travessão, mas foi insuficiente para superar mais uma vez a boa defesa do Tolima.

Agora o Coelho volta as atenções para o Brasileiro, onde recebe o Botafogo no sábado (21) no Independência.

Em partida marcada pelo show da torcida do Fortaleza, o Fortaleza, que foi melhor em campo, decepcionou sua torcida na Arena Castelão e apenas empatou por 1 a 1 com o River Plate, nesta quinta-feira, pela Copa Libertadores. O jogo contou com um público de 48.867 de torcedores, que desenharam um mosaico nas arquibancadas em protesto contra o racismo.

A partida foi muito intensa e teve o Fortaleza abrindo o placar com Silvio Romero logo aos quatro minutos e Enzo Fernández empatando aos 16 do primeiro tempo. O goleiro Armani, principalmente no primeiro tempo, foi o destaque da noite.

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O resultado complicou a vida do Fortaleza na competição. Com quatro pontos, o time brasileiro viu o River Plate ir para dez e se distanciar na liderança. No Brasileirão, o time é o lanterna, com nenhum ponto somado, vindo de derrota para o Corinthians por 1 a 0.

O protesto contra o racismo da torcida do time brasileiro acontece depois que no dia 13 de abril, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na partida que o River venceu por 2 a 0, um torcedor do time argentino foi flagrado arremessando uma banana para a torcida do Fortaleza durante o jogo entre as duas equipes. O goleiro Max Walef, do Fortaleza, entrou em campo com luvas com a mensagem "Stop racism".

O Fortaleza joga neste domingo pelo Campeonato Brasileiro diante do São Paulo no Castelão. Pela Libertadores, o próximo compromisso será contra Alianza Lima no dia 18 de maio, no estádio Alejandro Villanueva, em Lima, no Peru. O River Plate entra em campo no dia 19 de maio diante do Colo-Colo, na Argentina.

Empurrado pela sua torcida, o Fortaleza sufocou o River desde o começo e não demorou para abrir o marcador. Em uma jogada trabalhada aos quatro minutos, Lucas Lima acionou Lucas Crispim na cara do gol. Ele tocou para Silvio Romero, que bateu com o gol livre para marcar.

Mesmo jogando bem, o Fortaleza não soube aproveitar o momento e errou diante de um adversário extremamente inteligente. Aos 16 minutos, Marcelo Benevenuto derrubou Pochettino na área em uma jogada de infiltração. Na cobrança, Enzo Fernández empatou.

O Fortaleza não baixou a guarda com o empate e continuou pressionando. Só não saiu na frente do placar para o intervalo porque por três vezes Lucas Lima parou no goleiro Armani, aos 24, 25 e 36 minutos. O goleiro argentino ainda evitou o segundo gol do time brasileiro aos 39 em cabeçada de Felipe.

O segundo tempo começou muito faltoso e aos 11 minutos, quatro cartões amarelos já tinham sido aplicados, dois para o Fortaleza (Tinga e Marcelo Benevenuto) e dois para o River (Enzo Pérez e Pochettino).

O desempenho do time brasileiro no segundo tempo não foi tão intenso como no primeiro. O River tocava bem a bola e criava as melhores chances. Aos 20 minutos, De la Cruz, entrou pela esquerda e bateu cruzado para a boa defesa de Max Walef.

A entrada de Renato Kayser aos 29 minutos no lugar de Silvio Romero deu uma nova vida ao Fortaleza ao jogo e o time brasileiro passou a pressionar mais. Aos 30 minutos, ele caiu na área e pediu pênalti. Silvio Romero, no banco, foi expulso na reclamação.

Até o final, o Fortaleza pressionou atrás do gol da vitória, mas não conseguiu o objetivo. Não agradou a torcida.

FICHA TÉCNICA:

FORTALEZA 1 x 1 RIVER PLATE-ARG

FORTALEZA - Max Walef; Tinga, Marcelo Benevenuto e Titi; Yago Pikachu, Felipe, Hércules (Róbson), Lucas Lima (Zé Welisson) e Lucas Crispim (Juninho Capixaba); Romero (Renato Kayser) e Moisés (Depietri). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

RIVER PLATE - Armani, Marcelo Herrera, Díaz, Martínez e Casco; Enzo Pérez, Enzo Fernández (Zuculíni), Pochettino (Palavecino) e De La Cruz (Santiago Símon); Barco (Paradela) e Álvarez. Técnico: Marcelo Gallardo.

GOLS - Silvio Romero, aos 4, e Enzo Fernández aos 16 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Tinga, Marcelo Benevenuto e Felipe (FORTALEZA); Enzo Pérez, Pochettino, Enzo Fernández e Marcelo Herrera (RIVER PLATE).

CARTÃO VERMELHO - Silvio Romero (Fortaleza).

ÁRBITRO - Esteban Ostojich (URU).

RENDA - R$ 1.012.790,00.

PÚBLICO - 48.867 pagantes.

LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

Depois de muito tempo em silêncio, a Conmebol se posicionou nesta sexta-feira (29), por meio de nota, pelos seguidos casos de racismo contra clubes brasileiros na Libertadores da América e prometeu até paralisar jogos.

A entidade disse considerar inaceitável qualquer ato racista e assume sua posição de combater tais atitudes. Por isso, a confederação promete mudar o regulamento e endurecer as penas para casos de racismo.

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“A CONMEBOL promoverá mudanças nos regulamentos para AUMENTAR E ENDURECER as penalidades em casos de racismo. Também está comprometida em projetar e implementar novos programas e ações destinados a banir definitivamente esse problema do futebol sul-americano”.

Católica x Flamengo

O presidente do Universidad da Católica do Chile usou as redes sociais para prometer o banimento do homem que fez um gesto racista para a torcida do Flamengo no jogo desta quinta-feira (28) pela Libertadores da América.

Juan Tagle pediu ajudar dos torcedores na identificação do criminoso que imitou gestos de um macaco e somou a outros quatro casos contra times brasileiros só nesta semana.

Em nota o clube também prometeu apuração do caso e reforçou a necessidade de identificar o acusado e disse que está analisando vídeos e fotos na tentativa de concluir a identificação. O Flamengo também repudiou a atitude e pediu um basta.

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