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O presidente de Mianmar, Thein Sein, prometeu nesta segunda-feira libertar até o fim deste ano todos os prisioneiros políticos mantidos por seu governo.

Segundo Sein, milhares de prisioneiros já foram libertados recentemente, à medida que o país realiza a transição de um regime militar para um governo civil, e uma comissão trabalha no momento nos casos daqueles que ainda não foram soltos.

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"Asseguro a vocês que até o fim deste ano não haverá mais nenhum prisioneiro de consciência em Mianmar", declarou Sein em Londres, pouco depois de uma reunião com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.

A promessa de Sein, um general da reserva que ainda mantêm estreitos vínculos com o exército birmanês, foi feita hoje durante sua primeira visita ao Reino Unido como presidente.

Depois de décadas de um regime militar que governou Mianmar com mão de ferro, levando ao isolamento internacional do país asiático, Sein começou a implementar reformas nos últimos meses.

Thein Sein é o primeiro presidente de birmanês a visitar o Reino Unido em mais de 25 anos. Mianmar foi uma colônia britânica até 1948. Fonte: Associated Press.

O governo do Mianmar e rebeldes da etnia Kachin encerraram três dias de negociações de paz com uma tentativa de acordo para atenuar os conflitos e dar continuidade ao diálogo político. Os dois lados assinaram um acordo de sete pontos nesta quinta-feira (30), no estado de Kachin, na capital Myitkyina, em um esforço para acabar com quase dois anos de luta.

Outras 14 rodadas de negociação antecederam a assinatura nesta quinta. O acordo, no entanto, parece ser apenas mais um passo em direção a um cessar-fogo e não uma solução definitiva para acabar com o conflito.

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Há décadas o Mianmar enfrenta rebeliões de vários grupos que reivindicam sua autonomia. O Kachin é o único grupo importante que ainda não chegou a um cessar-fogo com o governo do presidente Thein Seon, que assumiu o poder em 2011, após cinco décadas de uma ditadura militar.

O presidente de Mianmar, Thein Sein, iniciou neste sábado a primeira visita de um líder do país aos Estados Unidos em quase 50 anos. O ex-general, que começou uma onda de reformas após assumir o cargo em 2011, chegou a Washington e terá um fim de semana de reuniões privadas antes de conversas na Casa Branca, programadas para segunda-feira, disseram fontes.

A última vez que um líder de Mianmar, então conhecida como Burma, visitou a Casa Branca foi em 1966, quando o país estava entrando em décadas de domínio dos militares, o que o afastou dos EUA, tornando a China seu principal parceiro.

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O presidente Barack Obama visitou Mianmar em novembro e suspendeu a maior parte das sanções impostas ao país. As informações são da Dow Jones.

Centenas de budistas armados com pedras atacaram nesta terça-feira um vilarejo islâmico na cidade de Okkan, em Mianmar, e queimaram dezenas de casas. Segundo Thet Lwin, vice-comissário de polícia da região, o episódio de violência deixou um morto e nove feridos, sendo que nove pessoas foram presas.

Os agressores queimaram 157 edifícios, entre casas, lojas e duas mesquitas. Esse é o segundo caso de violência étnica desde março, quando um grupo de budistas atacou a cidade de Meikthila, deixando 43 mortos. Esses fatos mostram o fracasso do governo reformista do presidente Thein Sein em conter a violência contra a minoria muçulmana, enquanto o país sai de um período de 50 anos de forte ditadura militar.

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Os muçulmanos de Okkan dizem que um grupo de residentes locais foram responsáveis pelos ataques, mas um político local do partido governista União Nacional, Myint Thein, afirma que membros do grupo budista "969" estão envolvidos. O grupo incita os budistas a evitar casar, empregar e mesmo comprar em lojas de muçulmanos.

Cerca de 300 policiais patrulhavam a região nesta quarta-feira, mas o clima era de tranquilidade. Ainda não está claro o que vai acontecer com as pessoas que perderam suas casas, com muitas famílias perambulando sem rumo pelas ruas e campos.

Na semana passada o grupo americano Human Rights Watch acusou autoridades do Estado de Rakhine, incluindo monges budistas, políticos locais e membros do governo, de fomentar uma campanha de "limpeza étnica" contra os muçulmanos. Essa minoria representa quase 4% da população de 60 milhões de habitantes de Mianmar. As informações são da Associated Press.

Soldados retiraram mais corpos dos escombros de uma cidade afetada por um motim, no centro de Mianmar, elevando o número de mortos da violência sectária para 40, enquanto pelo menos um adicional surto de violência foi relatado nesta terça-feira perto de Yangon, a principal cidade do país.

O jornal A Nova Luz de Mianmar disse hoje que mais oito corpos foram encontrados em Meikhtila, à medida que os soldados continuam a limpar as áreas devastadas incendiadas por grupos antimuçulmanos durante três dias de tumultos na semana passada. A TV estatal disse que, embora a calma tenha sido restabelecida em Meikhtila, entre 19h às 4h (horário local), um toque de recolher foi imposto para evitar qualquer nova violência.

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Não está claro se o incidente tem ligação com um outro reportado na noite de ontem no vilarejo de Gyobingauk, a 16 quilômetros mais ao norte ao longo da mesma estrada.

Devido aos temores de que a violência se espalhe, os donos de lojas em Yangon, localizada a cerca de 550 quilômetros ao sul de Meikhtila, foram orientados a fechar seus estabelecimentos na noite de ontem, por volta das 20h30, ou 21h. Os temores pareceram infundados, mas a maior parte das lojas em Yangon continuaram fechadas nesta terça-feira devido a um feriado nacional. As informações são da Associated Press.

O exército de Mianmar assumiu neste sábado o controle de uma cidade em ruínas na região central do país, restaurando a calma depois que vários dias de confrontos entre budistas e muçulmanos deixaram pilhas de corpos nas ruas e edifícios em chamas. Caminhões com soldados patrulhavam Meikhtila, ocupando posições em intersecções e bancos, enquanto as autoridades entregavam comida e água para milhares de refugiados muçulmanos. Alguns moradores, que se abrigaram dentro de suas casas desde que o caos tomou conta da cidade, saíram para verificar a destruição causada pelo conflito que deixou pelo menos 28 mortos.

Nesta sexta-feira, o presidente de Mianmar, Thein Sein, um ex-general que prometeu trazer a democracia ao país depois de meio século de regime militar, decretou estado de emergência na região. O confronto foi o primeiro do tipo no país desde que dois conflitos similares ocorreram em Rakhine, no oeste do país, no ano passado. A propagação do derramamento de sangue destaca os enormes desafios de reforma e o fracasso do governo para conter o sentimento antimuçulmano em uma nação de maioria budista.

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Até mesmo os monges se armaram e encenaram manifestações antimuçulmanos, tirando vantagem das liberdades recém-descobertas. Não estava imediatamente claro qual dos lados deu início ao conflito, mas pelo menos cinco mesquitas foram incendiadas e muçulmanos aterrorizados, que representam 30% dos 100 mil habitantes de Meikhtila, deixaram as ruas, enquanto suas lojas eram queimadas e budistas carregavam facões e martelos para impedir os bombeiros de apagar as chamas.

"A calma foi restaurada depois que as tropas assumiram o controle da segurança", comentou Win Htein, um membro da oposição de Meikhtila. "Até agora, quase 6 mil muçulmanos foram realocados para um estágio e uma delegacia de polícia para sua segurança."

Moradores disseram que as equipes de resgate e voluntários de outras cidades estão chegando para ajudar e que os budistas locais estão dando comida e água para os refugiados. Alguns budistas buscaram abrigo nos templos locais. Este foi o pior conflito sectário em um país do Sudeste Asiático neste ano. As informações são da Associated Press.

O número de refugiados de Mianmar mortos em um incêndio em acampamento na Tailândia subiu para 35 neste sábado. De acordo com o chefe de saúde pública da província de Mae Hong Son, Paisarn Thanyavanichkul, a polícia e as equipes de resgate encontraram 35 corpos, depois do incêndio na sexta-feira no campo de refugiados Ban Mae Surin.

Ele afirmou hoje que mais cinco pessoas ficaram seriamente feridas e outras 20 a 30 tiveram ferimentos leves. Um refugiado estava desaparecido, afirmou Thanyavanichkul. O incêndio queimou cerca de 100 cabanas de palha e desabrigou milhares de refugiados. Autoridades acreditam que um acidente numa cozinha do local tenha provocado a tragédia.

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Aproximadamente 3.300 refugiados, boa parte da minoria Karen de Mianmar, vivem no acampamento. Mais de 100 mil pessoas fugiram da ex-Birmânia para Tailândia devido aos conflitos entre as guerrilhas e o governo. As informações são da Associated Press.

O número de mortes provocadas pela explosão de violência sectária em Mianmar, predominante budista, subiu para pelo menos 20 nesta sexta-feira (22), enquanto o presidente do país declarou estado de emergência e milhares de pessoas da minoria muçulmana fugiram.

Fumaça negra e chamas foram vistas em edifícios destruídos em Meikhtila, onde os confrontos entre budistas locais e residentes muçulmanos irromperam na quarta-feira - no mais recente desafio para a transição sempre precária para o regime democrático.

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Na cidade, sobrou pouco dos bairros arborizados com palmeiras, onde terrenos inteiros foram reduzidos a massas de escombros torcidos e cinzas fumegantes. Vidros, motocicletas destruídas e mesas viradas se amontoavam nas estradas ao lado de linhas de casas e lojas incendiadas, em uma evidência do caos generalizado dos dois últimos dias.

A devastação é uma lembrança de cenas notavelmente semelhantes observadas no ano passado no oeste de Mianmar, onde a violência sectária entre budistas da etnia Rakhine e muçulmanos Rohingya deixou centenas de pessoas mortas. Mais de 100 mil pessoas fugiram devido ao conflito, quase todas muçulmanas.

Grupos de direitos humanos alertaram que a turbulência no Oeste poderá se espalhar para outras partes do país e, no ano passado, os proeminentes monges budistas entraram em confronto com muçulmanos na cidade central de Mandalay. Os confrontos em Meikhtila são os primeiros reportados fora do Oeste de Mianmar desde então.

Não ficou imediatamente claro qual lado sofreu o maior impacto da recente onda de violência, mas os muçulmanos aterrorizados, que representam cerca de 30% dos 100 mil habitantes de Meikhtila, ficaram fora das ruas nesta sexta-feira, enquanto suas lojas e casas continuaram a queimar e moradores irritados e monges budistas impediram as autoridades de apagar as chamas.

Autoridades da Tailândia afirmaram que trinta pessoas foram mortas e várias ficaram feridas em um incêndio em um campo de refugiados de Mianmar no norte da Tailândia. "O incêndio destruiu 100 casas improvisadas", disse um funcionário do Ministério do Interior. "Há 30 mortos e muitos feridos."

Cerca de 3.300 refugiados, a maioria da minoria Karen, de Mianmar, vivem no acampamento. Mais de 100 mil refugiados vivem em campos tailandeses, perto da fronteira de Mianmar. A maioria deles pertence à etnia Karen e fugiu dos combates entre guerrilheiros Karen e o governo. As informações são da Associated Press.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas nesta segunda-feira para saudar a chegada de Barack Obama a Mianmar, o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar o país que não muito tempo atrás era considerado um pária internacional e que está começando a experimentar liberdades básicas. "Vocês nos deram esperança", disse Obama.

Em discurso na Universidade de Yangon, Obama ofereceu uma "mão de amizade" e um compromisso duradouro dos EUA, embora também um alerta. Ele disse que o novo governo civil deveria levar adiante a democracia ou vê-la desaparecer junto com o apoio dos EUA. Obama reconheceu muitas deficiências democráticas de Mianmar, mas afirmou que "os Estados Unidos estão com vocês".

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Durante a visita, Obama se encontrou separadamente com o presidente reformista Thein Sein e com a líder opositora Aung San Suu Kyi.

A visita a Mianmar foi a principal dentro da viagem de quatro dias do presidente ao Sudeste Asiático. O périplo começou em Bangcoc e vai terminar nesta terça-feira em Phnom Pehn, no Camboja, onde Obama participará de uma cúpula do leste asiático. As informações são da Associated Press.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que sua visita a Mianmar não representa um aval prematuro ao governo do país, mas que foi decidida para encorajar mais reformas políticas, informou a AFP.

Ele acrescentou que "não tem ilusões" sobre o fato de Mianmar precisar fazer mais em direção a uma democracia genuína, mas disse que "é uma oportunidade de encorajar os melhores movimentos dentro do país".

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Obama chegou neste domingo à Tailândia e seguirá para Mianmar na segunda-feira, viajando depois para o Camboja. As informações são da Dow Jones.

O terremoto de magnitude 6,8 que atingiu Mianmar no final de semana deixou 26 mortos, 12 desaparecidos e outros 230 feridos, segundo novo levantamento da Cruz Vermelha. "No total, 26 pessoas morreram até agora", disse o secretário-geral da Cruz Vermelha em Mianmar, Aung Kyaw Htut. "Providenciamos cobertores para algumas das vítimas e elas estão alojadas em abrigos temporários." As informações são da Dow Jones.

O Serviço Geológico dos EUA (USGS) informou que houve um tremor secundário de magnitude 5,8 no norte de Mianmar, depois de um terremoto mais forte atingir a região no começo da manhã e deixar pelo menos 12 mortos. Não há relatos de danos ou vítimas do tremor secundário. As informações são da Associated Press.

Um forte terremoto sacudiu o norte de Mianmar neste domingo, danificando pontes, uma mina de ouro e templos budistas e deixando pelo menos 12 pessoas mortas. Segundo o Departamento Meteorológico do país, o tremor teve magnitude 6,8 e ocorreu no começo da manhã, em horário local. O epicentro foi localizado perto da cidade de Shwebo, a cerca de 117 quilômetros de Mandalay, a segunda maior cidade do país.

A região no entorno do epicentro é subdesenvolvida e os relatos de mortos e feridos estão sendo feitos por partes, majoritariamente pela imprensa local. A área é um importante centro de mineração e várias minas teriam entrado em colapso com o terremoto. Uma fonte da administração da cidade de Sintku afirmou que alguns dos mortos eram mineradores.

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Também houve relatos de que algumas mortes aconteceram quando uma ponte em construção desabou a leste da cidade de Shwebo. A ponte estava 80% concluída e aparentemente todas as vítimas eram trabalhadores que construíam a ponte. "Esse foi o pior terremoto que eu senti na minha vida", disse Soe Soe, uma moradora da cidade de Shwebo, de 52 anos, à Associated Press.

A televisão estatal informou que mais de uma dezena de templos em cinco cidades foram danificados e em muitos deles a estrutura da cúpula desabou. A parte mais alta das cúpulas geralmente contêm relíquias de Buda, pequenas imagens dele e muitas vezes joias.

O terremoto foi sentido em Bangcoc, capital da vizinha Tailândia, e ocorreu apenas uma semana antes da programada visita do presidente reeleito dos EUA, Barack Obama, a Mianmar. Obama será o primeiro presidente norte-americano a visitar o país, que está emergindo de décadas de governo militar.

O desastre foi o segundo em três dias na região. Na sexta-feira um trem descarrilou a 128 quilômetros da cidade de Shwebo e pelo menos 25 pessoas morreram. As informações são da Associated Press.

Um acidente de trem deixou pelo menos 25 mortos e mais de 100 feridos em Mianmar, afirmaram autoridades locais neste sábado. Na sexta-feira, a televisão estatal havia informado que 64 pessoas tinham ficado feridas em uma explosão e um incêndio após dezenas de pessoas correram para retirar o combustível de um dos vagões de um trem-tanque que descarrilou.

Um funcionário do departamento Myanma Railways afirmou neste sábado que os engenheiros estavam tentando desobstruir a ferrovia para permitir que o serviço de trens continuasse após o acidente, que ocorreu na manhã da sexta-feira, perto de Kantbalu, a cerca de 800 quilômetros ao norte de Yangon. O trem estavam viajando de Yangon para Myitkyinam, capital do Estado de Kachin. As informações são da Associated Press.

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O Banco Mundial aprovou uma ajuda de US$ 80 milhões para Mianmar a fim de apoiar as reformas no país, retomando a assistência para a nação após uma ausência de 25 anos. O dinheiro será destinado para projetos em infraestrutura em vilas de áreas rurais e pobres, informou o banco, em comunicado, após seu conselho de diretores em Washington aprovar uma nova estratégia para ajudar o país.

"Estou animado com as reformas que têm sido implementadas em Mianmar e incentivo o governo a continuar a levar adiante seus esforços", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong-kim. O foco será nas necessidades de desenvolvimentos mais urgentes, afirmou ele, citando educação, saúde, infraestrutura e setor privado, a fim de impulsionar a criação de empregos.

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O Banco Mundial fechou seu escritório em Yangon em 1987 e cessou novos empréstimos ao país após a junta militar então no poder parar de realizar pagamentos da dívida, no valor de centenas de milhões de dólares, deixada por programas anteriores.

Um obstáculo para a retomada da ajuda foi como lidar com o dinheiro não pago, incluindo dívidas de quase US$ 400 milhões devidos ao Banco Mundial. O órgão, que abriu um novo escritório em Yangon em agosto, informou nesta sexta-feira que trabalha com o Japão e o Banco de Desenvolvimento Asiático para solucionar a questão e espera sanar as dívidas no início de 2013. As informações são da Dow Jones.

Milhares de pessoas que fogem da nova onda de violência entre budistas e muçulmanos no oeste de Mianmar se dirigem aos já superlotados campos de refugiados da capital do Estado de Rakhine, Sittwe, informaram neste sábado as Nações Unidas à AFP.

Após várias semanas de tranquilidade relativa em uma região sob estado de emergência desde os primeiros confrontos de junho, a violência voltou a aparecer entre budistas da etnia rakhine e os rohingyas, uma minoria muçulmana apátrida considerada pela ONU uma das mais perseguidas do planeta.

Segundo os meios de comunicação estatais, desde o último domingo 67 pessoas perderam a vida e mais de cem ficaram feridas. Cerca de 3.000 casas foram incendiadas.

A organização não governamental Human Rights Watch teme que o balanço "seja muito maior", expressou a entidade em um comunicado, que se baseia em declarações de testemunhas.

Por sua vez, a Anistia Internacional pediu que as "autoridades intervenham para proteger toda a população e romper o ciclo de discriminação e violência".

A nova onda de confrontos levou milhares de pessoas a fugir novamente. "Até o momento, temos conhecimento de 3.200 novos deslocados que chegaram aos campos e arredores", que já acomodam outros desabrigados, em Sittwe, disse Vivian Tan, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"Outros 2.500 estariam a caminho", acrescentou.

Na sexta-feira, o porta-voz do governo rakhine, Win Myaing, afirmou que 3.000 rohingyas chegaram de barco a Sittwe, mas foram proibidos de entrar nos campos de refugiados e foram expulsos para uma ilha próxima.

A violência intercomunitária deixou mais de 150 mortos desde junho no estado de Rakhine e mais de 75.000 desabrigados.

Fartos da atenção concedida à minoria muçulmana perseguida dos rohingyas, os budistas da etnia rakhine decidiram fazer com que suas vozes fossem ouvidas, com tons racistas.

"Não temos o direito de falar. Estamos marginalizados no cenário internacional", disse Oo Hla Saw, secretário-geral do Partido para o Desenvolvimento das Nacionalidades Rakhines (RNDP).

"Podemos viver com todo tipo de gente, mas não com os muçulmanos daqui (...), que são como animais", afirmou U Ohattama, superior do monastério Klak Kha Mout em Sittwe.

Muitos denunciam a presença em suas terras de 800.000 rohingyas, vistos como imigrantes procedentes da vizinha Bangladesh.

E se rebelam contra a atenção concedida pela ONU e por ONGs estrangeiras há anos a esta minoria.

Os rohingyas estão submetidos há décadas a restrições de deslocamento, têm acesso limitado à educação e à saúde e são condenados ao trabalho forçado.

A comunidade rakhine queria que o mundo se interessasse por sua situação, já que, com 44% da população abaixo da linha da pobreza, segundo um relatório da ONU publicado em 2011, o Estado Rakhine é o segundo mais pobre de Mianmar, que, por sua vez, é um dos países mais pobres do planeta.

O número de mortos na onda de violência étnica que atinge Mianmar foi revisado para 64, afirmou Win Myaing, porta-voz do Estado de Rakhine, oeste do país. As pessoas foram assassinadas em seis aldeias durante confrontos entre integrantes das comunidades Rakhine (budistas) e Rohingya (muçulmanos). Segundo a imprensa birmanesa, 95 pessoas ficaram feridas.

Na quinta-feira, o governo informou que quase 2 mil casas foram destruídas no conflito, que começou no domingo. "Enquanto a comunidade internacional observa de perto a transição democrática de Mianmar, tais distúrbios podem manchar a imagem do país", disse em comunicado o gabinete do presidente Thein Sein.

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O conflito tem raízes antigas. Apesar de muitos muçulmanos viverem em Mianmar há gerações, eles comumente são vistos como intrusos que vieram de Bangladesh para roubar terras. Em junho, a violência entre as duas etnias causou a morte de pelo menos 90 pessoas e destruiu cerca de 3 mil residências. Desde então, mais de 75 mil pessoas estão vivendo em campos de refugiados.

A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a violência e o secretário-geral Ban Ki-moon na quinta-feira pediu que as autoridades de Mianmar ajam urgentemente para controlar a situação. As informações são da Associated Press.

Pelo menos 56 pessoas foram assassinadas e 1,9 mil residências foram incendiadas desde o início do mais recente surto de violência étnica no oeste de Mianmar, afirmaram autoridades.

O porta-voz do Estado de Rakhine, Win Myaing, disse nesta quinta-feira que 25 homens e 31 mulheres foram mortos em quatro vilas. A onda de violência entre as comunidades Rakhine (budista) e Rohingya (muçulmana) começou no domingo.

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Em junho, conflitos entre as duas etnias no mesmo Estado deixaram 90 mortos e 3 mil casas destruídas. Dezenas de milhares de pessoas permanecem em campos de refugiados.

As tensões continuam em parte porque o governo falhou em encontrar uma solução de longo prazo para o problema. A única medida tomada até agora foi separar as duas comunidades em algumas áreas. As informações são da Associated Press.

Em uma reunião no Japão sobre os problemas de Mianmar, os credores internacionais concordaram nesta quinta-feira (11) em apoiar as reformas do país que estão em curso. Apesar disso, os credores não chegaram a um acordo sobre a redução das dívidas em atraso do país, informou o ministro das Finanças do Japão, Koriki Jojima.

Representantes de 26 países, do Banco Mundial (Bird), do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), dentre outros, participaram da reunião, num esforço de Tóquio para reingresso do país do sudeste asiático na economia global, e para que seus problemas da dívida se resolvam. Entretanto, os sinais de tensão entre China e Japão ficaram novamente aparentes, pois Pequim cancelou sua participação no evento, de acordo com oficiais do Ministério de Finanças japonês.

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"O Japão planeja retomar seu programa completo de ajuda a Mianmar o mais rápido possível, em 2013, com empréstimos de ienes para ajudar o país a desenvolver sua sustentabilidade econômica", informou Jojima. Ele não deu informações sobre o tamanho dos potenciais empréstimos, mas disse que o Japão pretende ajudar Mianmar em setores como o de eletricidade, recuperação de estradas, desenvolvimento rural e nas melhorias das instalações portuárias. As informações são da Dow Jones.

Pelo menos 85 mil pessoas em Mianmar foram forçadas a abandonar suas casas após as piores enchentes em anos deixarem milhares de hectares de campos de arroz submersos, informou neste sábado um oficial do governo.

As fortes chuvas das últimas semanas causaram a inundação, que afetou principalmente a região do Delta no sul do país, segundo Soe Tun, membro da equipe de resposta de emergência do governo birmanês.

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Apenas na região cerca de 70 mil pessoas foram afetadas e estão provisoriamente abrigadas em 219 centros de emergência montados em escolas e mosteiros. Em outras partes do país, as cheias desalojaram 15 mil pessoas, disse o funcionário.

Nenhuma morte foi registrada, mas as enchentes destruíram 240 mil hectares de plantações de arroz.

As inundações no sul de Mianmar normalmente ocorrem durante as chuvas de monção e as deste ano são as mais fortes registradas desde 2004, de acordo com Soe Tun. Em 2008, a região do Delta foi devastada pelo ciclone Nargis, que deixou 130 mil mortos e destruiu mais de 800 mil casas e prédios. As informações são da Associated Press.

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