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A investigação que culminou com a Polícia Federal batendo à porta do empresário e coach Pablo Marçal na manhã desta quarta-feira, 5, tem como base um Relatório de Inteligência Financeira que cita 42 'comunicações suspeitas' e aponta transferências de até R$ 3,6 milhões entre suas empresas e sua conta pessoal. Elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o documento serviu de ponto de partida para a apuração que mira o ex-candidato à Presidência pelo PROS por suposto caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro na campanha de 2022.

Marçal lançou sua candidatura ao Planalto no ano passado, mas foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral em meio a disputas pela liderança do PROS. Alijado da disputa presidencial, ele concorreu a uma vaga na Câmara, mas também aqui sua candidatura foi contestada - o registro foi negado após o pleito.

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As investigações da PF põem sob suspeita as 'doações' e 'despesas' ligadas a suas campanhas no pleito do ano passado. Ao requerer autorização para as diligências que foram cumpridas na manhã desta quarta-feira, 5, a Polícia Federal apontou que Marçal consta como 'administrador' em mais de vinte empresas, a maioria delas criada em 2021.

Os investigadores indicam que três companhias 'teriam supostamente sido utilizadas para trânsito de valores com a finalidade de ocultar a sua real destinação'.

Como mostrou o Estadão, as empresas no centro das suspeitas estavam na lista de alvos da PF na Operação Ciclo Fechado - a Marçal Holding, a Marçal Participações e a Aviation Participações. No entanto, os investigadores não conseguiram apreender documentos no endereço listado como sede das pessoas jurídicas, como a Aviation, que ele controla em sociedade com Marcos Paulo de Oliveira.

Quando chegou ao prédio de Barueri, na Grande São Paulo, apontado como endereço sede das companhias, a PF não encontrou escritórios, só uma sala de jogos e uma editora de livros.

O Relatório de Inteligência Financeira que baseou as investigações da PF aponta que a Marçal Holding enviou a Pablo, entre 1 de agosto e 9 de outubro de 2022 (já no calor da disputa eleitoral) a soma de R$ 3,63 milhões.

No mesmo período, o empresário enviou à Marçal Participações R$1,64 milhão, atesta o documento. Já entre 15 de agosto e 31 de outubro, Pablo 'doou' à sua campanha presidencial R$968.572,25 e à sua campanha a deputado R$317 mil.

A PF cruzou as transações com as informações da Marçal à Justiça Eleitoral e, assim, identificou que, nas despesas da campanha presidencial do empresário, constam pagamentos à Marçal Participações, no valor total de R$ 288.720,00, em 'sete oportunidades'.

Tais 'pagamentos' teriam sido realizados em troca de serviços de 'locação de veículos, auditórios, e de aeronave e helicóptero' à Aviation Participações, no montante de R$ 112,2 mil, 'em duas oportunidades por locação de aeronave'.

Os investigadores apontam ainda que a Aviation enviou R$154 mil a Pablo entre agosto e outubro de 2022.Considerando as transações, a PF colocou sob suspeita a 'milionária movimentação entre as empresas administradas por Pablo, sua pessoa física e sua campanha presidencial'.

Ao analisar os elementos levantados pela PF, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, viu 'requisitos fáticos e normativos mínimos' para autorizar o cumprimento de sete ordens de busca e apreensão em endereços de Barueri e de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

"Eis que as investigações preliminares levadas a efeito até agora pela Polícia Federal apontam para a possível ocorrência dos crimes de falsidade ideológica eleitoral ('caixa-dois eleitoral') e lavagem de dinheiro utilizando-se em tese das pessoas jurídicas Marçal Participações Ltda, Aviation Participações Ltda, Marçal Holding Ltda, para o cometimento das infrações", anotou o magistrado.

COM A PALAVRA, PABLO MARÇAL

Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com o coach, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

No Youtube, Marçal fez uma transmissão ao vivo alegando que 'todos que apoiaram [Jair] Bolsonaro estão em uma lista para serem inelegíveis, destituídos de seus cargos'.

"O Brasil está virando uma máquina de punir gente inocente e vitrine de pegar vilão e colocar em pedestal. Não estou ofendido, continuo parabenizando a PF. Vários (agentes) olharam nos meus olhos não acreditavam que estavam cumprindo mandato dentro da minha casa. E ai as pessoas: 'Marçal nos perdoe, a gente não sabe o que é isso aqui, a gente só tem que vir aqui e cumprir'", afirma.

O ex-candidato à Presidência diz que os investigadores levaram seu celular e notebook: "Estou me declarando um perseguido político."

"Eu estou animado com a perseguição, porque perseguição aumenta a conexão com aqueles que foram chamados. Aumenta sua prosperidade, faz com que você fique mais forte. Eu quero é que o peso da lei recaia sobre mim, mas recaia sobre todos. Estão fazendo um regaço com a minha vida e estou animado", disse.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE MARÇAL

No dia de hoje foram cumpridos alguns mandados de busca e apreensão no endereço residencial do Sr Pablo Marçal, e também em três de suas empresas.

Foram cumpridos diligências ainda na residência de um sócio e também na minha residência por ser seu advogado.

Trata-se de uma investigação judicial eleitoral conduzida pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que visa apurar movimentações financeiras ocorridas na época de campanha para Presidente da República e Deputado Federal.

Cumpre esclarece que em nenhuma das campanhas foram utilizados recursos de origem partidária, sendo todas as despesas de campanha pagas através de recursos próprios ou de doações de terceiros.

O cerne da investigação gira sobre o fato de Pablo ter sido o maior doador de sua campanha, e ter locado veículos e aeronaves de empresas da qual faz parte do quadro societário, movimento esse que não infringe qualquer norma legal, uma vez que foram utilizados os instrumentos jurídicos aceitáveis pela justiça eleitoral.

As diligências foram conduzidas de maneira profissional pelos agentes envolvidos na operação, que recolheram apenas computadores e celulares dos investigados.

Reiteramos que nenhum ilícito foi praticado e nenhum centavo de dinheiro público foi utilizado nas campanhas eleitorais, sendo todas as prestações de contas apresentadas aos tribunais eleitorais competente para julgamento.

Conforme noticiado, a prestação de contas para o cargo de deputado federal foi indeferida com base em pontos controversos, onde já foram impetrados os instrumentos jurídicos necessários, para que a decisão seja revista, e a prestação de contas seja deferida.

Toda cooperação necessária para o esclarecimento dos fatos estão e continuaram sendo prestadas, para pôr fim à esse equívoco o mais rápido possível.

A Polícia Federal não conseguiu apreender documentos nos endereços das empresas de Pablo Marçal - ex-candidato à Presidência pelo PROS em 2022 - na manhã desta quarta-feira, 5. Ao comparecer a endereço de Barueri nesta quarta-feira, 5, para cumprir mandados de busca e apreensão contra companhias ligadas ao coach, os investigadores encontraram somente uma sala de jogos e uma editora de livros. Eles foram até o local em busca de provas para investigação sobre caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro. Acabaram encontrando uma mesa de sinuca e outra de ping pong, mas não as sedes das empresas controladas por Marçal.

Por ordem do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a PF foi às ruas nesta quarta, 5, para vasculhar endereços ligados a Marçal em uma apuração sobre doações milionárias feiras pelo empresário a sua campanha, com 'boa parte' dos valores remetida às próprias companhias por ele controladas. A corporação cumpriu, ao todo, sete mandados de busca e apreensão em Barueri e em Santana de Parnaíba.

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Na lista de alvos da PF constavam três empresas localizadas no mesmo prédio, mas em salas diferentes: a Aviation Participações, a Marçal Participações e a Marçal Holding e Ltda. A corporação investiga o uso de tais empresas para o cometimento de supostos crimes de caixa dois e lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, as três companhias são controladas por Pablo Marçal. A primeira teria também como sócio Marcos Paulo de Oliveira, que também foi alvo de busca e apreensão nesta quarta. Já a Marçal Participações teria em seu quadro societário, além de Marçal, sua mulher Ana Carolina.

No entanto, os investigadores não conseguiram apreender nada das empresas de Marçal. Em relatório, a PF narra que vistoriou todos os cômodos do prédio listado como sede das companhias, 'não sendo encontrada correspondência exata das empresas e seus respectivos endereços constantes nos mandados': "não se arrecadou quaisquer objetos de interesse à investigação".

No documento, a PF juntou fotos das salas que sediariam as empresas de Marçal. Naquela que seria da Marçal Participações há na verdade uma sala de jogos, com uma mesa de sinuca e outra de ping pong.

Já a sala da Aviation Participações não existia. Os investigadores então fotografaram uma sala de mesmo número, no primeiro andar do prédio, mas que também não era da empresa citada. Segundo a preposta do local, o ambiente seria do 'jurídico' da Marçal Holding. De outro lado, ao bater à porta da sala listada como base da Marçal Holding, a PF se deparou com uma editora de livros.

COM A PALAVRA, PABLO MARÇAL

A reportagem busca contato com o coach. O espaço está aberto para manifestações.

No Youtube, Marçal fez uma transmissão ao vivo alegando que 'todos que apoiaram [Jair] Bolsonaro estão em uma lista para serem inelegíveis, destituídos de seus cargos'.

"O Brasil está virando uma máquina de punir gente inocente e vitrine de pegar vilão e colocar em pedestal. Não estou ofendido, continuo parabenizando a PF. Vários (agentes) olharam nos meus olhos não acreditavam que estavam cumprindo mandato dentro da minha casa. E ai as pessoas: 'Marçal nos perdoe, a gente não sabe o que é isso aqui, a gente só tem que vir aqui e cumprir'", afirma.

O ex-candidato à Presidência diz que os investigadores levaram seu celular e notebook: "Estou me declarando um perseguido político."

"Eu estou animado com a perseguição, porque perseguição aumenta a conexão com aqueles que foram chamados. Aumenta sua prosperidade, faz com que você fique mais forte. Eu quero é que o peso da lei recaia sobre mim, mas recaia sobre todos. Estão fazendo um regaço com a minha vida e estou animado", disse.

O coach que tentou se eleger à Presidência em 2022, Pablo Marçal, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de crimes eleitorais, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Nesta quarta (5), sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao ex-pré-candidato nos municípios de Barueri e Santana do Parnaíba, no Interior de São Paulo. 

Nas últimas eleições, Marçal chegou a anunciar a pré-candidatura pelo Pros, mas foi impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte eleitoral invalidou a convenção do partido que o escolheu como representante após uma briga entre o fundador e o então presidente da legenda. 

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Impossibilitado de disputar à Presidência, o coach não abandonou o desejo de concorrer em 2022 e se lançou como deputado federal. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e entusiasta do fundamentalismo religioso, seu registro indeferido pelo TSE. 

Segundo a investigação da PF, Marçal e um sócio fizeram doações milionárias para as próprias campanhas à Presidência e à Câmara, mas "boa parte desses valores foi remetido posteriormente às próprias empresas das quais são sócios". 

Carro de luxo em uma dos endereços apontados na investigação.  Divulgação/PF

Nas redes sociais, ele se apresenta como um especialista em "inteligência emocional" e costuma se envolver em polêmicas. Há um mês, Pablo Marçal foi criticado pela morte de um ex-funcionário. Bruno Teixeira, de 26 anos, morreu após sofrer uma parada cardíaca durante uma "maratona surpresa" promovida pela holding que o coach faz parte. 

Pouco antes da corrida, Bruno gravou um vídeo em que se mostrou surpreso pela mudança repentina da distância da prova de 21 km para 42 km. Ele passou mal no 15º km.

Como homenagem ao ex-funcionário, Marçal anunciou que escreveria o nome "Bruno" em seu melhor tênis. 

No início de 2022, o coach foi criticado publicamente pelo Corpo de Bombeiros quando ignorou os avisos da corporação e colocou a vida de 32 pessoas em risco ao liderar uma subida ao Pico dos Marins em uma tempestade. 

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo decidiu, nesta sexta-feira (14), validar a candidatura de Pablo Marçal (PROS) a deputado federal. Com a redistribuição dos votos, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que inicialmente havia conseguido a reeleição, estará fora da próxima legislatura. O petista coordena o núcleo jurídico e de segurança pública da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência e informou, por meio de nota, que recorrerá.

O coach e empresário filiado ao PROS havia conseguido votos suficientes para ser eleito, mas sua candidatura estava indeferida desde 30 de setembro - um juiz do TRE-SP entendeu que ele não cumpriu o prazo correto de registro para entrar na disputa. O plenário do Tribunal, porém, decidiu rever a decisão.

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Marçal entrou como candidato a deputado federal em substituição a Ednalva Jacinta de Almeida (PROS), conhecida como Edijota. Segundo o relator do caso, o juiz Afonso Celso da Silva, o requisito para registro "foi plenamente cumprido" e é "suficiente a manifestação do candidato e do partido manifestada no pedido de substituição e no registro de candidatura".

O empresário inicialmente tentou se candidatar à Presidência da República, mas, após uma guerra judicial pelo comando do PROS, acabou tendo sua candidatura desautorizada, e a legenda entrou na coligação de Lula.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O candidato à presidência da República pelo Pros, Pablo Marçal, defendeu hoje (6) fortalecer a parceria do governo federal com estados e municípios para combater a exploração de crianças e mulheres. O candidato propôs ainda acentuar as ações do governo contra o trabalho infantil e o tráfico de pessoas.   

“Já está na hora de dar um basta nos crimes contra a dignidade humana. Nós precisamos fortalecer a parceira com estados e municípios para combater a exploração de crianças e mulheres. O trabalho infantil e o tráfico de pessoas são a terceira maior receita do crime organizado mundial. Na minha gestão, eu farei todo o esforço possível para combater esses criminosos”, escreveu nas redes sociais. 

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Marçal ressaltou ainda que seu governo será voltado aos pobres e que irá ajudar o brasileiro a “se governar”. “Eu vou governar só para os pobres, isso aqui não é demagogia. Você não governa para rico, rico governa sua própria vida, vocês entendem isso? Então eu vou promover as liberdades para que todo mundo cresça e não atrapalhar a vida de quem já governa. O que eu quero ensinar é que cada brasileiro se governe”, acrescentou. 

Nesta terça-feira, a agenda de Pablo Marçal previa visita a Estação Central de Barueri (SP), entrevistas para Rádio Hora, do Mato Grosso Sul, e para a Conect TV, e participação na Beauty Fair, no ExpoCenter Norte, em São Paulo.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, negou o pedido do candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PROS) para proibir o partido de apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

A decisão foi tomada na terça-feira (23) pelo ministro na condição de relator do registro de candidatura de Marçal. 

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O candidato ainda queria garantir acesso ao tempo no horário eleitoral no rádio e na TV e a validação de sua candidatura, que foi revogada pelo partido.

Além de ter o pedido rejeitado, Moraes ainda determinou que o tempo no horário eleitoral destinado ao Pros fosse distribuído para a Coligação Brasil da Esperança, formada pelo partidos que apoiam a campanha de Lula. 

Após a determinação, Marçal ficou fora da distribuição do tempo.

Apesar da decisão, o nome de Pablo Marçal, que é coach e influenciador digital, continua no sistema DivulgaCand, plataforma que reúne os registros dos 12 candidatos à Presidência. 

De acordo com Moraes, a questão deve ser resolvida quando o registro de candidatura for julgado definitivamente.

Entenda 

No início deste mês, o registro de candidatura de Marçal foi feito quando o Pros estava sob o comando de Marcus Holanda, líder de uma ala da legenda que se opõe ao atual presidente, Eurípedes Júnior. 

Após uma disputa judicial pelo comando da legenda, o TSE concedeu liminar para determinar que Júnior deve ficar na presidência do partido. 

Com a decisão, a direção da sigla convocou nova convenção partidária para revogar a candidatura de Marçal e apoiar campanha do ex-presidente Lula. 

Inconformado com a medida, Marçal recorreu ao TSE para tentar derrubar a deliberação. 

Uma gravação de conversa do presidente nacional do Pros (Partido Republicano da Ordem Social), Marcus Holanda, indica que ele teria feito pagamentos à irmã de um desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) em troca de decisão que o colocou no comando da sigla em março deste ano. O áudio, divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, 4, revela uma conversa na qual Holanda afirma que uma mulher "tem recebido pagamentos picados". Marcus Holanda e Eurípedes Júnior disputam judicialmente o comando do Pros e a formalização ou não da candidatura de Pablo Marçal à Presidência, em embate que deve ser definido até esta sexta-feira, 5.

"Eu nunca falei e nem vou falar disso." "Ela recebeu?", questiona a mulher com quem Holanda conversa. "Tem recebido, sim. 'Chu, chu, chu.' Picado", ele responde. E segue: "Não adianta eu te falar 'vou mandar 250' (mil reais) porque eu não consigo mandar, porque eu estou devendo já muita coisa que ficou definida e a gente não pagou. Esses 500 mil reais do DF foi para ajudar a pagar - você já sabe quem e o quê", diz Holanda na gravação vazada. A irmã do magistrado com quem o acordo teria sido feito negou ter recebido qualquer valor. Ela foi candidata a deputada federal em 2018, pelo PR (Partido Republicano), mas não se elegeu.

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Procurado pela reportagem, Marcus Holanda e sua assessoria de comunicação não atenderam ligações nesta quinta-feira. Em entrevista coletiva na noite desta quarta-feira, 3, em Barueri (SP), Pablo Marçal afirmou que áudios de Holanda foram vazados pela ex-mulher do dirigente e que considera as reportagens sobre a disputa no partido "uma palhaçada".

"Quem gravou de maneira indevida o presidente do Pros, o Marcus Holanda, foi a ex-esposa dele. E aquilo era uma conversa informal", disse, em resposta a uma jornalista sobre reportagem da terça-feira, 2, do portal Metrópoles. Marçal negou, sobre citação em áudio divulgado anteriormente, que tenha prometido ao Pros "fazer uma vacona de R$ 200 milhões" em troca da candidatura. Ele também afirmou que abriu mão do fundo partidário e negou a existência de um suposto acordo financeiro para mantê-lo na disputa pelo Palácio do Planalto.

"Não faz sentido. Já tem um fundo eleitoral de R$ 90 milhões. De 12 pré-candidatos, só dois abriram mão do fundo partidário. O (Luiz Felipe) D'Ávila abriu mão porque é obrigatório no Novo. Eu abri mão porque eu quis. Eu tenho direito a R$ 10 milhões de fundo partidário. Eu abri mão e ainda ouço áudio que vou dar R$ 200 milhões? Daonde? Depois que baixar a poeira, o áudio fica mais limpo", disse o pré-candidato à Presidência.

Na coletiva, Marçal ainda afirmou que não sabe como a disputa judicial vai se desenrolar, mas reforçou a intenção de concorrer, defendeu propostas para um eventual governo e disse que o PT estaria "desesperado" por alianças para evitar um segundo turno.

"O PT está desesperado porque sabe que qualquer pessoa que for pro segundo turno o PT não leva. Se a Simone Tebet for pro segundo turno, vai vencer. O (André) Janones não está escolhendo apoiar o Lula. Ele está aproveitando a oportunidade porque vai perder o mandato dele por causa do partido em MG", afirmou, em referência ao apoio costurado pelo também pré-candidato à Presidência André Janones (Avante-MG) com a chapa Lula-Alckmin. Como mostrou o Estadão nesta quarta-feira, Janones pode ficar inelegível devido a uma decisão do TJ-MG que cassou o mandato dos deputados federais eleitos pelo Avante no Estado.

Vaivém na presidência do Pros

Uma decisão do ministro Antonio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância superior ao TJ-DF, suspendeu na noite desta quarta-feira, 3, a liminar do presidente da Corte, Jorge Mussi, que faria Eurípedes Júnior voltar à presidência do Pros. Eurípedes foi quem anunciou, nesta semana, que a sigla retiraria a pré-candidatura do coach Pablo Marçal à Presidência para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).

Já Marcus Holanda, no comando da sigla desde março, é quem costurou o nome de Marçal como presidenciável pela legenda. Se confirmada sua permanência à frente do Pros, a tendência é de que ele desfaça o acordo com o PT e oficialize o candidato próprio ao Planalto. O prazo do calendário eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para formalização das candidaturas termina nesta sexta-feira, 5.

Confirmado na disputa à Presidência pelo Pros, Pablo Marçal calibrou seu discurso de estreia como candidato em ataques aos principais concorrentes, nesse domingo (31). Alinhado com uma parcela do eleitorado de Jair Bolsonaro (PL), ele amenizou as críticas ao presidente e foi mais duro com Lula (PT) e, principalmente, Ciro Gomes (PDT). 

Com o desejo de quebrar o cenário polarizado, Marçal defende o slogan “chega desses 2” e se colocou como o candidato da terceira via "que ninguém tem coragem de assumir". De olho na posição de Ciro Gomes, ele lembrou dos insucessos do pedetista nas tentativas de ser Presidente e propôs que o concorrente "vá caçar outra coisa para fazer". 

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“Ciro Gomes, se desde 2011 você tenta ser Presidente e o povo não quer saber de você, vá caçar outra coisa pra você fazer. Se o povo não quer, acabou”, afirmou durante a convenção do partido, em São Paulo. 

Ainda em seu discurso, Pablo Marçal destacou que era cristão e estigmatizou o aborto. O candidato do Pros também incentivou a venda de empresas públicas, como a Petrobras, e deixou um recado para Lula (PT): “o Brasil não quer mais o senhor como Presidente”. 

Conhecido na internet por vídeos motivacionais, o "coach messiânico" arriscou a vida de 32 pessoas quando desrespeitou as recomendações da Defesa Civil e subiu a Serra da Mantiqueira, em São Paulo, no início de janeiro. Antes da caminhada, ele fez uma oração para que o clima melhorasse e, mesmo assim, encarou as péssimas condições climáticas. Na madrugada do dia 6, após alguns integrantes desistirem, o grupo pediu socorro aos bombeiros devido ao risco de hipotermia. 

Em tom mais ameno ao citar Bolsonaro, Marçal indicou que não enxerga possibilidade de crescimento com o atual governo. “Bolsonaro deu o melhor que pôde, mas não pode levar o Brasil para o próximo nível. Por isso me coloquei a disposição da nação”, apontou. 

O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) oficializou, neste domingo (31), a candidatura do empresário e influenciador digital Pablo Marçal à Presidência da República. Não ocorreu anúncio do nome do vice. 

A confirmação do nome de Marçal, que destacou que é cristão, ocorreu em meio a hinos de louvor; discursos de membros da diretoria nacional do Pros e gritos de "eu acredito". O evento serviu também para que o partido pedisse que as pessoas votem também nos candidatos a cargos proporcionais da legenda - que, pela primeira vez, tenta chegar à presidência da República. Em todo o país, mais de 1,5 mil filiados ao Pros disputarão os votos dos eleitores brasileiros nas próximas eleições, em 2 de outubro. 

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"As polarizações nunca vão acabar. Elas têm que ser perfuradas", disse Marçal sobre uma de suas motivações para ingressar na política. Classificando a si próprio como "o candidato de terceira via que ninguém tem a coragem de assumir", Marçal diz já ter um plano de governo com 90 diretrizes. Entre suas prioridades está a mudança das regras tributárias e eleitorais. "Não se faz uma reforma tributária se não fizer uma eleitoral primeiro", comentou Marçal, prometendo que, se eleito, estimulará as empresas e as exportações brasileiras. 

"Temos que focar absolutamente nas empresas, pois são elas que geram empregos, não [o setor] político", ponderou Marçal, antes de se posicionar favoravelmente à "desestatização" da Petrobras e da Eletrobras. "Se você desestatiza uma companhia e a entrega a grupos empresariais, eu mesmo quero ser o primeiro da fila a comprá-la. Porque a Petrobras, por exemplo, é a companhia energética que dá o maior lucro em todo o mundo". 

Marçal também afirma que, se eleito, vai estimular à participação política dos cidadãos e defender o direito do feto à vida. "Vamos fazer uma pequena mudança no Código Penal e aborto passará a ser chamado de assassinato de vida inocente", disse, declarando, contudo, que é favorável à manutenção dos caso em que a lei permite o aborto (em casos da gestação ser resultado de estupro ou ofereça risco de vida à mulher). 

Perfil

Esta é a primeira vez que Marçal disputa a um cargo público. Bacharel em Direito e empresário, o goiano de 35 anos é casado e tem quatro filhos. Ele é conhecido como autor de livros de "auto gestão" e por palestras e vídeos motivacionais. Em sua página na internet, ele também se apresenta como empreendedor imobiliário e digital, estrategista de negócios e especialista em gestão de marcas (branding).

O PROS anunciou que terá candidato próprio à Presidência da República. O escolhido pela legenda é o coach e influenciador digital Pablo Marçal. A decisão foi revelada em encontro da sigla em São Paulo, no sábado, 14, mas o lançamento oficial da pré-candidatura está marcado para quarta-feira, dia 18, em evento da executiva nacional da sigla, em Brasília.

Marçal ficou conhecido após precisar ser resgatado pelos bombeiros junto a um grupo de 32 pessoas na Serra da Mantiqueira sob condições climáticas desfavoráveis, em janeiro. Ele liderava os turistas como parte de um treinamento que estimula pessoas a enfrentarem situações desafiadoras, mas a chuva e o vento forte fizeram o grupo se perder.

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Com 2.420 metros de altitude, o local, na região do Vale do Paraíba, é conhecido para turismo montanhoso no Estado de São Paulo, mas a Defesa Civil alertava para as condições impróprias para a escalada naquela ocasião.

Marçal se apresenta como "cristão, filantropo, empreendedor imobiliário e digital, mentor, estrategista de negócios, especialista em branding e jurista por formação". Natural de Goiânia, ele costuma realizar palestras sobre empreendedorismo em diversas cidades.

Após o resgate, Marçal passou a vestir uma bandeira do Brasil e se engajar politicamente. No Instagram, onde tem mais de 2,2 milhões de seguidores, mistura conteúdos de suas palestras com materiais da pré-campanha.

Em evento em Barueri (SP) no começo do mês, ele pediu que os presentes repetissem frases como "a minha ideologia é o reino, é a família, é a liberdade" e "eu sou a nação brasileira".

Divergências

Em 2014 e 2018, o PROS compôs a coligação do PT ao pleito presidencial. Em 2020, dissidências internas colocaram a cadeira de presidente da sigla em disputa. A Executiva Nacional destituiu o então presidente Eurípedes de Macedo Júnior do cargo, ato tomado como "golpe partidário" pelo grupo que o apoiava.

Macedo Júnior chegou a recuperar o posto, mas uma decisão da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios conduziu Marcus Holanda à presidência em 8 de março deste ano. O grupo contrário ao ex-presidente o acusava de usar recursos do fundo partidário para interesses pessoais e negociar alianças com o mesmo fim.

Em 22 março, a briga levou o partido a retirar a pré-candidatura de Cabo Daciolo ao governo do Rio de Janeiro. Após o diretório regional do PROS anunciar que ele disputaria o cargo, a executiva nacional do partido contestou a legitimidade da escolha do candidato. Hoje, a bancada da sigla na Câmara dos Deputados tem quatro parlamentares, a metade do total eleito em 2018.

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