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A rapper Cardi B está causando rebuliço na internet após uma noite de diversão na Nigéria. Aproveitando uma boate nessa sexta-feira (6), a cantora seguiu à risca a temática do clipe Money, fazendo um agito polêmico com strippers. Em vídeos publicados no seu Instagram, Cardi B surgiu dançando com mulheres nuas e distribuindo dinheiro no local.

O nome da artista chegou a dominar os trending topics do Twitter. No microblog, internautas repercutiram as imagens polêmicas divulgadas pela rapper. "Queria tá nessa boate com uma sacola pegando todo esse dinheiro do vídeo da Cardi B", brincou uma pessoa. 

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Confira o vídeo:

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Apesar de ainda terem pouca representatividade no ramo de direção de filmes no cinema mundial, as mulheres tem sido cada vez mais reconhecidas e premiadas por seus trabalhos. Mas, apesar disso, poucas pessoas conseguem lembrar de filmes que foram dirigidos por mulheres, você consegue?

Para você refrescar a memória, e adicionar naquela lista de bons filmes para assistir, o LeiaJá listou grandes e premiadas produções que foram comandadas por mulheres. Confira:

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O Piano (1993), Jane Campion

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O drama O Piano foi escrito e dirigido pela neozelandesa Jane Campion e eleito o melhor filme de todos os tempos dirigido por uma mulher, segundo a BBC e considerado um dos expoentes da década de 1990. Ele tornou Anna Paquin, com apenas 11 anos, a segunda atriz mais jovem a vencer um Oscar.

Psicopata Americano (2000), Mary Harron

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O filme Psicopata Americano é um thriller psicológico, co-escrito e dirigido por Mary Harron. O foi um sucesso financeiro e de críticas e usa o humor negro de forma inteligente. 

As Patricinhas de Beverly Hills (1995), Amy Heckerling

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As Patricinhas de Beverly Hills é uma comédia romântica de Amy Heckerling. O filme é vagamente baseado no livro Emma, de Jane Austen, e recebeu bastante críticas positivas, levando os prêmios de ‘novos clássicos’ e ‘melhor comédia’, além de ter se tornado uma referência na moda.

Lady Bird: É hora de voar (2017), Greta Gerwig

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Lady Bird é uma comédia dramática escrita e dirigida por Greta Gerwig. O longa concedeu 5 indicação ao Oscar, dentre elas a de melhor roteiro e direção para Greta e o prêmio Globo de Ouro de Melhor Filme.

Zama (2017), Lucrecia Martel

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O drama Argentino, Zama, foi escrito e dirigido por Lucrecia Martel, e selecionado como representante do seu país para o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em 2018. O longa possui no elenco o ator brasileiro Matheus Nachtergaele.

Você nunca esteve realmente aqui (2017), Lynne Ramsay

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O suspense Você nunca esteve realmente aqui, foi escrito e dirigido por Lynne Ramsay. Estreou no Festival de Cannes em 2017, onde venceu os prêmios de melhor roteiro e o de melhor ator para Joaquin Phoenix (atualmente protagonista do Coringa).

Matrix (1999), Lana e Lilly Wachowski

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O longa de ação e ficção científica Matrix, assim como os seguintes filmes da trilogia foram dirigidos pelas irmãs Lana e Lilly Wachowski. O filme venceu 4 Oscar e consagraram as irmãs no mercado. Conhecidas como The Wachowski, as irmãs ainda possuem na filmografia os filmes ‘V de Vingança’, ‘O Destino de Júpiter’ e a série ‘Sense8’, entre outros trabalhos.

Docinho da América (2016), Andrea Arnold

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O filme Docinho da América foi escrito e dirigido por Andrea Arnold, e é um drama de estrada. Andrea recebeu muitas críticas positivas quanto a seu desempenho e o filme ganhou o Prêmio do Júri de 2016 no Festival de Cannes.

Monster: Desejo assassino (2003), Patty Jenkins

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O drama americano escrito e dirigido por Patty Jenkins foi baseado em uma história real. O filme rendeu 17 prêmios a Charlize Theron, protagonista do filme, entre eles o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor atriz. O filme também recebeu indicação para o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

A 13ª Emenda ( 2016), Ava DeVernay

Reprodução / Netflix

A 13ª Emanda é um documentário dirigido por Ava DeVernay. Com temática voltada ao sistema carcerário e étnico dos Estados Unidos, abordando a alteração na constituição que permite o encarceramento em massa, como uma alternativa para manter o trabalho braçal após o fim da escravidão. O filme recebeu o BAFTA Awards na categoria de Melhor Documentário.

Maria Antonieta (2006), Sofia Coppola

Reprodução / Filme

O drama biográfico Maria Antonieta, foi escrito e dirigido por Sofia Coppola e conta a história da rainha consorte até o período da Revolução Francesa. O filme ganhou o Oscar de Melhor Figurino e foi indicado a diversos prêmios. Houveram algumas críticas negativas quanto a retratação de figuras históricas e eventos, apesar de sua maior locação ter sido o Palácio de Versalhes.

Que horas ela volta? (2015), Anna Muylaert

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O drama Que horas ela volta? foi escrito e dirigido por Anna Muylaert e aborda os conflitos de uma empregada doméstica e seus patrões de classe média alta, numa crítica à desigualdade social brasileira. O filme recebeu uma ótima avaliação da crítica, assim como grandes prêmios em festivais pelo mundo como o Festival de Berlim.

Mulheres ligadas aos órgãos de segurança pública, minoria expressiva diante do predomínio masculino, querem reverter esta situação e, para tal, lançarão logo mais, dentro do Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade, a campanha "Mulheres na Segurança".

De acordo com diretora da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Tânia Prado, a movimento foi criado a partir da constatação de que não há tantas mulheres dentro das polícias. "No último concurso para a Polícia Federal entraram apenas 13% de mulheres", disse a delegada. De acordo com ela, o diminuto número de mulheres nas polícias não se dá pela existência de barreiras de entrada. Há a questão dos exercícios físicos, mas eles são também pesados para os homens.

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A campanha "Mulheres na Segurança", de acordo com Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, ocorre num momento em que o governador João Doria (PSDB-SP), está abrindo inúmeras Delegacias da Mulher (DDM), em cumprimento a uma promessa de campanha, sem estrutura e nas quais poucas serão ocupadas por mulheres.

Nas poucas DDMs que serão comandadas por mulheres, elas serão deslocadas de outros departamentos e funções a Polícia Civil. "Existe uma situação em que as mulheres são menos de 10% na Polícia. O preconceito é execrável em qualquer setor e não só em instituições que predominam os homens, mas em todas as áreas. Mas o preconceito velado existe sim a partir do momento em que as mulheres, não só por serem minoria, deixam os homens intimidados com a competência que é igual e às vezes maior são colocadas e estigmatizadas em serem competentes só em algumas áreas", disse Raquel.

De acordo com ela, na Polícia Civil quis se colocar que a mulher só seria competente em delegacias especializadas em violência contra as mulheres. "Falamos, conversamos e obviamente abriu-se para todas as pessoas que têm aptidão para combater os crimes de violência contra a mulher", disse a delegada, acrescentando que a união das mulheres, ainda que minoria, vai fortalecê-las não só nas suas atribuições fins, mas também no atendimento das vítimas que muitas vezes se sentem constrangidas a se dirigirem a uma autoridade.

 Um carro e um caminhão colidiram no km 20 da BR 104, em Toritama, agreste pernambucano, por volta das 19h25 desta sexta (22). O acidente aconteceu quando o veículo menor saiu um pouco da pista. Ao retornar à via, sua motorista perdeu o controle, mas teve tempo de desviar para não bater de frente com o caminhão, que cruzou a pista e caiu em um barranco. Já o carro ainda se chocou com uma árvore.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motorista do carro teve ferimentos graves e foi socorrida para o hospital de Toritama. Foram levados para o mesmo hospital uma passageira de 40 anos e um bebê de 8 meses, que estava acomodado no bebê conforto. Ambos sofreram ferimentos leves.

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Sem ferimentos, o motorista da carreta realizou o teste do bafômetro e o resultado foi normal. Como estava machucada, a motorista do carro não pôde realizar o exame.

Tamara Soberanes, Carolina Aguilar e Itan são jovens de Ecatepec, uma das cidades mais perigosas para mulheres no México. Elas contaram à AFP suas histórias de coragem para sobreviver às tentativas de feminicídio, apesar do terror quase paralisante que sofreram e da eterna sensação de vulnerabilidade.

No México, 726 assassinatos de mulheres cometidos de janeiro a setembro deste ano são investigados como prováveis feminicídios e, no mesmo período, foram registradas mais de 50.000 denúncias por lesão corporal.

- "Vão me jogar por aí morta"

Em uma manhã, Carolina caminhava para o colégio com seu pai, quando uma caminhonete preta com vidro fumê fechou seu caminho. Um homem armado desceu e apontou a arma para os dois. "Ele gritou: 'sobe na caminhonete!'", lembra a jovem, hoje com 25 anos.

Primeiro, Carolina tentou resistir, mas após eternos minutos junto a seu pai preso nos braços do homem armado, pensou que a única saída era entrar na caminhonete. "Quando estive a ponto de fazer isso, a pessoa que estava com ele (ao volante) atirou dentro da caminhonete", diz com a respiração entrecortada.

Após o tiro, o motorista disse ao comparsa: "Deixa, não vale a pena", lembra Carolina. "Corremos, e o homem que estava na caminhonete ainda atirou para o alto, e nos escondemos em uma rua", conta.

Seu pai lhe contou que chegou a ver que, dentro da caminhonete, "havia mais pessoas, que não sabia se eram mulheres ou homens, porque estavam encapuzados e tinham correntes nos pés e nas mãos". Ela acredita que o primeiro tiro foi contra alguma das pessoas que talvez tenha tentado fugir, aproveitando os gritos de Carolina.

A última coisa que lembra é que, quando esteve a ponto de subir na caminhonete, pensou: "O que vai acontecer comigo? Vão me levar para outro país? Vão me sequestrar? Vão me estuprar? Vão me jogar por aí morta?".

- "Você não vai mais acordar" -

Tamara tem 28 anos e 12 deles foram vividos com seu marido, pai de seus três filhos. Até que um dia o ciúme dele se transformou em uma surra que quase a matou.

"Ele me dizia que eu não iria acordar, e eu lembro muito bem dos golpes. Chegava um momento em que perdia a força e dizia (mentalmente): 'Não, as crianças estão dormindo, você não pode adormecer também!'. E então abria os olhos e de novo sentia os golpes", diz Tamara, que tira sua renda vendendo bichos de pelúcia.

"Então, ele me deitou juntos dos meus filhos e me disse que me despedisse, porque seria a última vez que eu os veria (...) mas de repente minha filha menor saiu e começou a gritar para nos ajudarem", conta Tamara, com certo orgulho.

"Eu disse para ela 'vamos correr', e muita gente viu, mas foi ali que entendi que a indiferença também é um inimigo. Ele nos alcançou e pegou minha filha de volta. E eu corri para a casa dos meus pais". Seus pais conseguiram depois buscar seus filhos.

Apesar da forte dor de cabeça e da vontade de vomitar causada pelas contusões na cabeça, Tamara e sua irmã tiveram coragem e decidiram denunciar o abuso. Viveram, porém, a continuação do próprio inferno dentro de casa: a negligência e o abuso sexual das próprias autoridades, apesar de estar banhada em sangue e semiconsciente.

"Aqui não atendemos por caridade", Tamara diz que ouviu de uma médica da unidade da Cruz Vermelha de Ecatepec que exigia dinheiro.

- Gás de pimenta caseiro -

Itan é a mais tímida das três. Tem 24 anos e está sempre alerta. Prefere não ser identificada e não conta os detalhes de sua experiência, preferindo falar apenas da sensação de vulnerabilidade.

"Não conseguimos andar nas ruas sozinhas sem esse medo", desabafa Itan, com frustração, afirmando que sempre evita usar "roupas que chame a atenção" e tenta memorizar as roupas usadas pela irmã para o caso de ter de reconhecê-la no necrotério.

Diz que sempre usa um anel que acredita que poderia usar para se defender de uma agressão, gás de pimenta que ela mesmo faz e um dispositivo de descarga elétrica que conseguiu há pouco tempo.

Desfigurada por muito tempo pelos golpes de seus companheiros, Ana Cláudia Rocha Ferreira não ousou mais sair. "Só fiquei com quatro dentes na frente, tinha muita vergonha disso". Ela é uma entre as milhões de mulheres vítimas da violência conjugal no Brasil.

Em quase todos os casos, os homens visam à boca e os dentes em seu desejo de destruir a feminilidade daquelas que ficam trancadas em suas casas, como Ana Cláudia. Um fenômeno que se tornou tão comum que uma rede beneficente de dentistas decidiu reconstruir a dentição - e a vida - destas mulheres.

No consultório do dentista Armando Piva, membro de uma ONG que devolve o sorriso a mulheres carentes, a carioca Ana Cláudia exibe hoje uma dentição resplandescente e a boca realçada com batom vermelho. É como "um sonho que mudou a sua vida", diz ela.

"Minha primeira agressão foi quando tinha 15 anos e estava grávida da minha filha mais velha", conta a jovem negra, quatro vezes avó aos 39 anos, e funcionária de uma gráfica.

"Ele me deu socos. Eu me separei dele e depois conheci o pai da minha segunda filha, que também começou a me agredir. E os meus dentes foram caindo".

Ana Cláudia mora em uma favela em São Cristóvão, na zona norte do Rio, e, "na comunidade, os homens dizem que gostam de bater em suas mulheres para que os outros caras não as queiram. Batem no rostro para deixar marcas".

"Dos meus 18 anos até praticamente agora eu não sorria", conta Ana Cláudia, que tinha a "autoestima lá embaixo, e vergonha o tempo todo".

Ela não foi capaz de deixar o lar por falta de dinheiro, nem podia voltar para a casa de sua mãe, que a havia abandonado muito jovem após dar a ela o "exemplo": "ela foi espancada toda a sua vida e não tinha mais um único dente", lembra Ana Cláudia.

- Uma grande precariedade -

Um dia, a jovem entrou em contato por meio do Instagram com uma atriz de novela, que ela "admirava": ela não lhe pediu dinheiro, mas ajuda, para ter um sorriso tão belo quanto o dela. A atriz a direcionou para o grupo de dentistas voluntários.

O tratamento durou quase um ano, na clínica ultramoderna do dr. Piva, na Barra da Tijuca, o oposto do triste cenário da favela onde Ana Cláudia vive.

Ele colocou implantes dentários que devolveram a confiança a ela.

Hoje, quando sorri, as grandes argolas que ela usa se agitam e Ana Cláudia se diz "mais segura, não aceito mais agressão".

O balanço da violência contra as mulheres no Brasil é triste: 16 milhões de mulheres brasileiras com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência ao longo de 2018, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). As mulheres negras são as principais vítimas.

De modo geral, o país também aparece entre os mais violentos do mundo, com 57 mil homicídios no ano passado em um contexto de crise econômica, com 12 milhões de desempregados e grande precariedade para muitos, um terreno fértil para casos de violência contra a mulher.

- "Chutes, socos, cotoveladas" -

"Vimos que o número de mulheres que sofrem de violência é gigantesco", explica Armando Piva, o jovem cirurgião-dentista que Ana Cláudia chama de seu "anjo".

Foi em 2012, por ocasião do aniversário de 10 anos do projeto Turma do Bem, criado pelo dentista de São Paulo Fabio Bibancos para adolescentes desfavorecidos, que a ONG fundou "Apolônias do Bem" para também ajudar as mulheres.

Desde então, "tratamos mais de 1.000 mulheres", diz seu sócio, o Dr. Piva, graças ao programa que foi batizado em homenagem à Apolônia de Alexandria, patrona dos dentistas e mártir cristã que teve os dentes arrancados.

Atualmente, uma rede de 1.700 dentistas no Brasil, em 12 outros países da América Latina e em Portugal devolvem o sorriso a mulheres vítimas de violência e pobres. Com a condição de que não voltem a viver com seu agressor.

No Brasil, onde se pratica uma odontologia avançada, geralmente são cinco ou seis implantes colocados em cada mulher, num tratamento de cerca de 30.000 reais, financiado por doações de indivíduos, empresas e pelos próprios dentistas. Sem qualquer subsídio público.

"No Brasil, essas mulheres têm direito a um apoio psicológico e jurídico, mas não a um apoio odontológico", revela o dr. Piva.

"Enquanto na maioria dos casos, se não em 100%, a agressão física começa pela boca: são chutes, socos, paneladas, cotoveladas".

"A vontade do agressor é tirar o sorriso das mulheres. E a gente vê que a maioria perdeu mais de 50% dos dentes da arcada superior".

Essas mutilações atrapalham seu acesso ao mercado de trabalho. "Ninguém contrata uma doméstica sem os dentes da frente, ninguém contrata uma babá para ficar com seus filhos sem os dentes da frente. Nenhuma loja no shopping contrata uma vendedora sem os dentes", explica o dentista, apontando que "existem entrevistas em que o pessoal do RH nem faz quando a pessoa chega sem dentes".

Incapazes de trabalhar, sorrir, essas mulheres encontram dificuldades para beijar ou até mesmo para se alimentar corretamente.

- "Comer uma maçã" -

"Você não tem ideia de como é viver sem dentes", confirma Thais de Azevedo, entrevistada pela AFP em São Paulo.

"Quando recuperei os dentes, foi incrível comer uma maçã", diz a transexual negra de 68 anos que recebeu implantes, graças à abertura, há dois anos, da Apolônia às pessoas trans.

"Sou vítima de violência desde que me afirmei como uma pessoa trans, abandonada pela minha família, pela sociedade e condenada à marginalidade", disse ela. No Brasil, a expectativa de vida das pessoas transexuais é de apenas 35 anos, duas vezes menor do que a média de 75 anos para a população brasileira em geral.

Thais se limita a dizer que perdeu os dentes "em sua luta pela vida". Ela modelava os dentes com chiclete e se tornou "especialista".

"O que eles (dentistas) me trouxeram é muito mais profundo e grandioso do que eu poderia imaginar", diz Thais.

Em meio ao surto do vírus Zika que impactou milhares de famílias pelo Brasil, entre 2015 e 2016, nasceu a pequena Nicole, em Salvador, na Bahia. Enquanto a mãe Ingrid Graciliano aguardava a chegada da filha, que completa 4 anos este mês, o susto: um diagnóstico de microcefalia. A doença da filha a afetou emocionalmente. Ingrid passou a desenvolver os primeiros sintomas da depressão pela novidade, pela quebra de expectativa e por imaginar os cuidados e a luta que seria criar Nicole.

Hoje, ela é a presidente da Associação de Anjos da Bahia e compara a situação a um luto, o que levou à depressão, doença que atinge muitas mães e cuidadoras de crianças afetadas pela síndrome congênita do Zika. “A depressão veio depois que eu tive Nicole e se potencializou ainda mais. Olhava para ela e via que não me acompanhava com o olhar porque tinha baixa visão, né. Aquilo me doía muito. Eu amamentava e ela não olhava pra mim. Não é um luto passageiro, é um luto eterno porque a gente sempre vai procurando aquela criança que a gente sonhou”, disse.

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Segundo ela, a situação da filha gera um desgaste psicológico muito grande. “Eu me separei do meu marido, tive um quadro de depressão muito crítico, pensamentos suicidas, comecei a tomar ansiolítico. Tinha uma vida plena antes, trabalhava, estudava e não poderia me colocar no mercado de trabalho porque tinha de cuidar daquela criança ali.”

Ingrid disse também que a falta de apoio familiar e suporte de políticas públicas para os cuidadores das crianças influencia no agravamento do quadro depressivo. Segundo a presidente da associação, quase 80% das crianças afetadas pelo Zika foram deixadas pelo pai e dez mães da associação já tentaram suicídio.

“É preciso cuidar de quem cuida”. É o que defende, com unhas e dentes, a psiquiatra Darci Neves, também epidemiologista e professora do instituto de saúde coletiva da Universidade Federal da Bahia, depois que realizou um estudo preliminar sobre quem cuida das crianças afetadas pelo vírus. “A expectativa de uma família perante algo tão inusitado como foi a síndrome congênita do Zika, nos fez pensar que pudessemos aliviar esse sofrimento. Pensamos em cuidar de quem cuida. Se isso não for feito, a criança também não é beneficiada”, afirmou a médica.

Segundo a psiquiatra, o estudo foi realizado com famílias de 165 crianças que foram impactadas, de alguma forma, com o surto do zika vírus, entre 2015 e 2016, em Salvador. O resultado, de acordo com ela, era previsto na literatura médica, mas a confirmação de que uma a cada três pessoas que cuidam dessas crianças apresentam diagnóstico de depressão. E a maior parte, 90%, é de mães.

Para a especialista, a síndrome congênita do Zika vírus gera o fator surpresa na família e ocasiona o estresse que pode levar à depressão. Além disso, ela considera necessária a elaboração de políticas públicas que deem suporte a quem cuida dos pequenos, principalmente as mães.

Estudo

Com o título Desenvolvimento Infantil na Comunidade, a equipe que a médica coordena acompanhou as 165 crianças de até 3 anos de idade, em Salvador. Todas foram afetadas, de alguma forma, pelo surto do Zika: podendo ser microcefalia, hidrocefalia ou sem interferência na aparência do bebê, mas de caráter neurológico.

Nessa avaliação sobre o desenvolvimento dessas crianças, a pesquisa analisou três fatores: cognição, motricidade e linguagem. No fim das contas, o estudo aponta uma idade mental de 1 ano de idade, em crianças de 3 anos. “Há muitas outras alterações neurológicas que não necessariamente acontecem na cabeça. Essas alterações que atingiram o cérebro da criança tem um poder de dano muito grande. Observamos que as funções cognitivas estão abaixo do que disseram. A gente encontrou esses percentuais elevados para funções cognitivas, para a função motora e de linguagem”, disse Darci.

No desenvolvimento motor, por exemplo, foi avaliada a capacidade de agarrar objetos, andar e pular. Em mais de 80% das crianças avaliadas apresentaram atraso, em relação a outras crianças da mesma idade. A capacidade cognitiva, como percepção, memória e raciocínio foi afetada pelo Zika em 79% dos pequenos. E quanto à linguagem, o estudo revelou um atraso em relação à idade em 78% das crianças avaliadas.

Foi na capital baiana que o vírus da doença foi identificado pela primeira vez, em 2015, em pacientes infectados. A microcefalia se tornou a complicação mais conhecida em bebês de mães que tiveram o vírus Zika, mas existem outras complicações, como problemas motores e neurológicos que podem afetar a visão, a audição e o desenvolvimento da criança.

Cerca de 60% das mães participaram da pesquisa, coordenada pela professora da UFBA, Darci Neves, com financiamento de agências de pesquisa Capes e CNPq e do Ministério da Saúde. Caso o financiamento seja mantido, o próximo passo do estudo é analisar o desenvolvimento dessas crianças na fase escolar, nos próximos anos. Só assim vai ser possível embasar a elaboração de políticas públicas às crianças e familiares afetados pelo Zika.

A Uber lançou nesta quinta-feira (24), uma iniciativa para dar mais segurança às suas motoristas. Feita em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, a plataforma criou o ​Elas na Direção, um projeto que​ vai contemplar tanto mulheres que já dirigem usando o aplicativo como aquelas que ainda não se cadastraram. O primeiro recurso lançado pela empresa se chama U-Elas e aparece dentro do próprio app para motoristas, permitindo à mulher escolher o gênero de seus passageiros. 

"​Para se sentirem mais à vontade,​ as motoristas agora podem optar por levar apenas usuárias que se identificam como mulheres, sejam cis ou trans. A ferramenta U-Elas pode ser ligada a qualquer momento e estará disponível exclusivamente para parceiras mulheres", afirma Claudia Woods, diretora geral da Uber no Brasil. Com a aplicação da ferramenta, que deve começar a funcionar em novembro, a empresa espera atrair futuras colaboradoras, mais confiantes e seguras com o trabalho nas ruas. Atualmente, apenas 6% dos motoristas da companhia são mulheres. 

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Por se tratar de uma iniciativa piloto, o serviço vai funcionar - a princípio - em apenas três cidades brasileiras: Fortaleza (CE), Campinas (SP) e Curitiba (PR), com planos de expansão para o restante do Brasil apenas em 2020. Mas o recurso não é o único benefício do programa. Participantes do ​Elas na Direção ​contarão com ações de incentivo exclusivas ligadas ao programa Uber Pro

Além disso, mulheres que quiserem se tornar motoristas parceiras, mas não possuírem veículo próprio, receberão condições exclusivas para aluguel de carros, fruto de uma parceria da companhia com a Localiza Hertz. A empresa de aluguel de veículos oferecerá um preço inferior ao valor regular da categoria.

Cada cidade também receberá uma Rede de Apoio com especialistas mulheres fazendo atendimento presencial, de mulher para mulher, nos Espaços Uber. Cursos on-line sobre empoderamento pessoal e econômico, também podem ser encontrados e assistido pelas novas parceiras.

O setor moteleiro vem registrando aumento na participação de homens em seus postos de trabalho, mas dados registrados e divulgados pela Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis) mostraram que as mulheres ainda prevalecem nesse mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa de mercado, elas representam 80% dos funcionários do setor em mais de cinco mil motéis em todas as regiões do Brasil. 

Segundo o presidente da ABMotéis, Felipe Martinez, mesmo que a presença majoritária de mulheres seja um fato histórico, o perfil dos cargos ocupados por elas está se tornando mais diverso. Se antes a presença feminina se concentrava nas funções de camareira e recepcionista, por exemplo, hoje há mulheres em cargos de liderança como gerentes, supervisoras e governantas. 

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Sobre a chegada dos homens ao setor, o presidente da associação afirma que no passado os homens costumavam atuar apenas em cargos ligados à segurança e manutenção, mas hoje já começam a exercer uma diversidade de funções maior. “Você começa a ter um mix e percebemos que a tendência é ter mais homens em setores que antes eram exclusivos de mulheres. Em cargos de recepção, por exemplo, já contamos com homens”, disse o Martinez. 

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Na próxima quinta-feira (24), o Burburinho Bar, no bairro do Recife, sediará o debate “Os Desafios da Mulher no Mercado Musical”, que acontece como programação paralela do Festival RockRibe Woman. Além do bate-papo, o evento contará com pocket shows e com a apresentação oficial do line-up do evento, que está previsto para ocorrer na primeira quinzena de novembro.

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O debate, que conta com a apresentação e mediação da jornalista Gabriele Lima, vai trazer sete dos principais nomes que atuam em várias áreas do mercado musical, em esferas locais e nacionais, são elas: as cantoras Karynna Spinelli e Mayara Pera, as produtoras Sonally Moraes (Abril Pro Rock) e Natália Santos (Ritual da Mata) e as jornalistas Paula Brasileiro, Gabriele Alves e Nathália Pereira.

Os shows da noite ficam por conta das bandas BetterCup, Janela Circular, Cláudio Brasil e do olindense Gabriel Galilei, que lançará seu disco “Os Vinte e Poucos Anos”. Na ocasião, ainda serão revelados os nomes das bandas que irão compor o line-up do Festival RockRibe Woman. Até o momento, a organização do evento confirmou os shows da Fire Machine, liderada por Duda Gomes, e Lady Babel, que conta com os vocais de Amanda Guedes.

Serviço

“Os Desafios da Mulher no Mercado Musical”

Quinta-feira (24) | 17h

Burburinho Bar (R. Vig. Tenório, 185)

Gratuito

 

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) realizou nesta sexta-feira (18) a primeira caminhada espacial feita exclusivamente por astronautas mulheres.

A missão, que deve durar entre cinco e seis horas, é realizada pelas astronautas Christina Koch e Jessica Meir. A dupla deixou a Estação Espacial Internacional (ISS) para substituir no exterior da aeronave uma unidade de bateria de carga e descarga que parou de funcionar.

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Mulheres já haviam partipado de caminhadas espaciais da Nasa, mas sempre em equipes mistas. Em mais de 200 missões realizadas desde 1965, essa é a primeira 100% feminina.

A primeira caminhada espacial feita por mulheres estava prevista para acontecer inicialmente em março, mas a Nasa cancelou a manobra por falta de trajes espaciais adequados para as astrounatas.

Antes da missão, Meir publicou nas redes sociais uma selfie vestindo o traje espacial.

Da Ansa

O Recife recebe na próxima sexta-feira (25) a 2° edição da exposição fotográfica "Encontro com Mulher no Século XXI: Vidas Urbanas". A mostra ficará na sede da Prefeitura do Recife. A abertura, na sexta, contará com um show do cantor venezuelano Armando Fuentes, às 15h. A Exposição ficará aberta para apreciação até 25 de novembro, das 8h às 18h.

De acordo com a organização, a exposição visa despertar o público para a beleza da mulher em todas as faces, num resgate a autoestima e autoconfiança, alcançando mulheres que desempenham diversas atividades no seu cotidiano e levar bem estar e empoderamento feminino. 

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Serviço

Exposição "Encontro com Mulher no Século XXI: Vidas Urbanas"

Sexta-feira (25) | 15h

Prefeitura da Cidade do Recife (Av. Cais do Apolo, 925)

Gratuita

Um homem foi morto e três mulheres, dentre elas uma idosa, foram atingidas durante um tiroteio na Avenida Agostinho Nunes Machado, no município de Itapissuma, no Grande Recife, na noite dessa quarta-feira (16). As vítimas foram socorridas e apresentam quadro estável, de acordo com populares.

A Polícia Civil investiga o homicídio de Carlos André da Silva Bandeira, conhecido como 'Meio Quilo', de 27 anos. Ele foi assassinado na via por suspeitos que, segundo testemunhas, chegaram em um carro e efetuaram os disparos. Eles ainda não foram identificados pelas autoridades, que investigam o caso.

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Durante a troca de tiros, três mulheres que estavam na localidade foram atingidas. A idosa Helena Maria da Conceição, Tarcísia Coelho da Silva, de 22 anos, e Maria das Neves Coelho, de 46, ficaram feridas e precisaram ser socorridas para uma unidade de saúde. A Polícia Civil não revelou o hospital.

Com um time renovado, agora composto por sete mulheres artistas, o projeto ‘Ocupe Chris’ chega à sua segunda edição. A mostra acontece em 9 de novembro, às 16h20 às 21, Ateliê das Águas Belas, na Madalena, área central do Recife, e segue aberta até 14 de dezembro.

No projeto, as artistas Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia se juntaram à Christina Machado para vivenciar coletivamente seus processos de criação. Tendo a argila como matéria-prima, as sete mulheres artistas desenvolveram obras que dão vida à exposição coletiva “Ocupadas”.

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Assim como na primeira edição do projeto, que contou com os artistas José Paulo, Renato Valle, Rinaldo, Maurício Castro, Joelson, Dantas Suassuna e Daniel Santiago, além da própria Christina, as artistas se reuniram semanalmente, sempre às quintas-feiras, para produzir. Ao longo desses oito meses de vivência, elas desenvolveram trabalhos que resultaram não apenas em peças de barro, mas também em instalações e vídeos.

De acordo com Christina Machado, o nome escolhido para a mostra, “Ocupadas”, tem relação com a própria condição de ser mulher, de estar constantemente ocupadas, seja trabalhando, estudando e cuidando dos filhos, divididas entre a dupla ou tripla jornada.

A convite do Ocupe Chris, os músicos Vicente Machado e Chiquinho Moreira, ambos integrantes da banda Mombojó (PE), acompanharam o processo de criação das artistas e compuseram peças musicais inspiradas pela paisagem sonora do ateliê, misturando tanto o som de objetos comuns utilizados na produção das artistas, quanto outros sons de instrumentos musicais tradicionais. Como parte de uma das ativações da mostra, os dois artistas também farão uma apresentação ao vivo, com data a ser divulgada.

Serviço

Abertura da exposição “Ocupadas”

9 de novembro | 16h20

Ateliê das Águas Belas (R. Águas Belas, 53 - Madalena)

Entrada Gratuita

A Gomes da Costa, empresa de produção e comercialização de pescados, irá inscrever mulheres, do dia 14 a 18 de outubro, para a ação “Gomes por Elas”. A campanha tem o objetivo de utilizar o espaço que a empresa possui na mídia online para divulgar o trabalho de mulheres maiores de 18 anos que têm pequenos negócios nos municípios de Recife e Caruaru, em Pernambuco.

De acordo com a organização, todas as inscritas que estiverem adequadas ao regulamento terão seu nome divulgado no site da empresa. Algumas também serão selecionadas para participar de ações especiais de comunicação online. Empresárias de quaisquer ramos poderão participar.

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Interessadas podem realizar inscrição por meio de envio de uma mensagem para a página oficial da Gomes da Costa Brasil no Facebook, contendo nome completo, Cadastro de Pessoa Física (CPF), foto da empreendedora, além de uma lista de produtos que serão divulgados com foto.

Cerca de quatro mil mulheres iranianas, carregando bandeiras nacionais de cor verde, branca e vermelha e fazendo selfies, assistiram, nesta quinta-feira, no estádio Azadi, em Teerã, a goleada da seleção iraniana masculina de futebol por 14 a 0 sobre Camboja, em duelo válido pelas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. A liberação do governo iraniano veio após a Fifa ameaçar de suspensão o país pelas controversas restrições nos estádios.

Todas com o sorriso no rosto evidenciavam o grande momento, que não era vivido no Irã desde 1981, quando um decreto proibiu a presença feminina no estádios de futebol. O grupo de torcedoras foi colocado em uma área separada do restante e protegido por mulheres policiais. "Estamos muito felizes por poder assistir a um jogo de futebol. É uma sensação extraordinária ter a oportunidade de estar em um estádio", disse Zahra Pashaei, uma enfermeira de 29 anos, que não perde um jogo na TV.

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Durante quase quatro décadas, a República Islâmica proibiu a entrada de mulheres nas arenas de futebol e de outros esportes. O argumento utilizado para justificar a medida restritiva era de que as mulheres deviam ser protegidas da atmosfera masculina e da vista de homens parcialmente vestidos: os jogadores, no caso.

No mês passado, a Fifa pediu que o Irã permitisse o acesso de mulheres aos estádios sem restrições e em quantidades determinadas pela demanda dos locais. A decisão foi motivada devido à trágica morte de Sahar Khodayari, que colocou fogo em seu próprio corpo em frente a um tribunal por medo de ser presa por tentar assistir a uma partida.

Conhecida como "a menina de azul" pelas cores de sua equipe, o Esteghlal FC, Sahar foi detida no ano passado quando tentou assistir ao jogo de seu time vestida de homem. A sua morte causou grande comoção e muitas vozes pediram a suspensão do Irã e boicote às partidas. Cerca de quatro mil mulheres conseguiram ingressos para a partida de quinta, na qual compareceram pouco mais dez mil torcedores.

Mas muitas ficaram decepcionadas ao não obterem seus ingressos em tempo. "Tenho 18 anos e durante 14 anos sonho em ir a um estádio", afirmou a estudante Guelareh. "Mas não consegui entrada."

Ainda que não se tratasse da primeira vez que mulheres assistem a jogos de futebol no Irã, é a primeira vez em que se permite que elas comprem ingressos. Em ocasiões anteriores, as torcedoras foram cuidadosamente selecionadas pelas autoridades.

O jornal Sazandegui comemorou a decisão com a publicação de uma fotografia das torcedoras junto com o título da matéria: "As mulheres da liberdade". Para alguns homens, o encontro merecia ser celebrado. "É um grande sentimento que estejamos aqui juntos, finalmente. Somente desejamos que isto continue no futuro", disse um torcedor, que não quis se identificar.

Uma delegação da Fifa assistiu à partida para assegurar que o Irã cumpriria sua promessa de permitir a entrada das mulheres.

Foi com o interesse de compartilhar suas experiências de enfrentamento ao machismo no mercado de trabalho e no meio “geek”- como é chamado o nicho de interesse dos aficcionados por quadrinhos, jogos e ficção científica-, que a quadrinista, roteirista, pesquisadora e escritora Roberta Cirne decidiu propor à XXII Bienal do Livro de Pernambuco a mesa “Mulheres em ambientes de trabalho predominantemente masculinos". A palestra contou ainda com a desenvolvedora de software e idealizadora do Blog InspirAda na Computação, Lidiane Monteiro, a engenheira, apresentadora e professora Heloísa Pimentel e a advogada e promotora de eventos geeks Iolanda Oliveira e ocupou a “Plataforma Geek”, um dos espaços temáticos da Bienal, às 20h30 da última sexta (4). 

“O meio geek é muito machista, por isso essa palestra foi pensada nesse espaço. Convidei mulheres que admiro, amigas, com as quais nutro um sentimento muito grande de sororidade. Nos ajudamos e impulsionamos mutuamente”, comenta Roberta. Heloísa, que também é coordenadora de um curso superior de engenharia, acrescenta que é importante contar com outras mulheres no sentido de dividir as experiências negativas. “Já precisei gerir milhares de homens em uma obra, é muito difícil. Já na faculdade, teve aluno que se sentiu no direito de gritar comigo, mas eu soube me impor. O problema é que muitas mulheres ainda não conseguem fazer o mesmo, por medo”, coloca. 

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Iolanda conta que nasceu entre os quadrinhos porque sua família é proprietária da Banca Guararapes, no Centro do Recife, um tradicionalíssimo ponto de vendas e trocas entre os fãs da nona arte. “Quando passei a produzir os eventos da banca, as pessoas sempre me perguntavam se eles eram direcionados a crianças ou homens. Como se as mulheres não pudessem se interessar”, lamenta. A função de produtora é conciliada com a atividade advocatícia. “Como advogada, a gente sente na pele, com os colegas de escritório, quando vai despachar algo com o juiz, por exemplo. Existe até o jargão do ‘essa sua roupa libera meu alvará’, utilizado por alguns homens da área quando estamos vestindo saia ou roupas justas. A interpretação é a de nos vestimos assim para conseguir as coisas”, queixa-se.

Detentos da Penitenciária de Itaquitinga , na Mata Norte de Pernambuco, atearam fogo dentro da unidade prisional na tentativa de conseguir que as suas demandas sejam atendidas pelo Governo de Pernambuco. A confusão desta quarta-feira (2) é a segunda no período de uma semana.

Os custodiados pedem por melhorias na alimentação. Eles dizem que está havendo um racionamento da comida que é servida durante o dia. Em entrevista ao LeiaJá, uma das esposas que denunciam a situação disse: “Lá eles são obrigados a comer galinha podre, feijão azedo e um pão e meio. Quem matar nossos maridos de fome”. Além disso, ela ainda confirma que presos rivais estão sendo colocados pela direção do presídio na mesma cela. “O meu marido mesmo precisou ser socorrido porque apanhou muito”, revela Suzy*. 

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Na tentativa de denunciar para a sociedade o que está acontecendo em Itaquitinga, um grupo de mulheres está reunido em frente a penitenciária, que é de segurança máxima. “A gente só vai sair daqui quando conseguir resolver esse problema ou falar com o governador”, aponta Daniele Santos Martins que se apresentou como advogada de alguns dos detentos. Ela afirma que o grupo vai passar a noite lá até que consiga ser atendida. 

Nesta última terça-feira (1º), um vídeo feito dentro do presídio foi enviado à imprensa. Os homens reclamam que estão passando fome no local e que até os seus filhos e familiares são obrigados a comerem o que é servido no local, sem poder sequer levar a própria comida. Outra coisa que os presos alegam é que não existe medicação para eles. Diante de todas as dificuldades relatadas, os presos iniciaram uma greve de fome no último domingo (29). 

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Seres

Em nota, além de afirmar que três pavilhões encerraram a greve de fome, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres)  negou o registro de incêndios no interior da unidade prisional. A secretaria também esclareceu que “não há restrição de direitos aos detentos da PIT (Penitenciária de Itaquitinga), pois em conformidade com a Lei de Execução Penal, os presos são assistidos materialmente como todas as outras unidades prisionais do Estado, inclusive, com a oferta de quatro refeições diárias com valor médio de 2.200 calorias. A avaliação nutricional mostrou que 96,6% da população da penitenciária apresenta peso dentro ou acima da normalidade”.

A 12° edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, receberá o lançamento do Livro “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”, da jornalista pernambucana Jacqueline Fraga.

A obra é uma série de reportagens especiais trazendo a história de cinco mulheres que atuam nas profissões mais valorizadas do País. Ela foca em profissionais das áreas de direito, engenharia, medicina, militar e odontologia.

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O lançamento acontece em 6 de outubro, às 11h30, no auditório montado pelo evento e conta com uma palestra comandada pela autora. O exemplar da obra custa R$ 39,90 e está em pré-venda, sendo necessário fazer a reserva.

Serviço

Lançamento do livro “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”

6 de outubro | 11h30

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Centro de Convenções)

R$ 5 (meia-entrada), R$ 7 (social, com 1kg de alimento não perecível ou 1 livro usado não didático) e R$ 10 (inteira).

Professoras Cristiane Pantoja e Lourdes Ribeiro exaltaram o valor do aulão em prol das principais pautas das mulheres brasileiras. Foto: Nathan Santos/LeiaJáImagens 

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“Agora é que são elas”. Esse é o nome que batizou o aulão comandado só por mulheres, idealizado pelo curso preparatório ‘Os Caras de Pau do Vestibular’. Nesse domingo (29), em um auditório situado no Centro do Recife, educadoras brilharam diante de dezenas de estudantes, ao destacarem pautas importantes para as mulheres brasileiras, além de conteúdos educativos focados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com a professora de redação Lourdes Ribeiro, uma das organizadoras do aulão - primeiro nesse modelo idealizado pelo 'Os Caras de Pau do Vestibular' -, o fato de o evento ser conduzido apenas por educadoras valoriza a representatividade das mulheres. “A educação é o foco para mudar as coisas e ter um aulão feito só por mulheres é uma imensa representatividade. Inclusive, as meninas se veem com a possibilidade de alcançar as metas delas, não só as querem ser professoras... Elas sabem que podem ocupar os lugares que elas quiserem e como quiserem”, disse Lourdes.

A professora explicou que, durante o encontro, cada participante abordou uma personalidade importante para a sociedade. “As disciplinas escolheram mulheres que descobriram algo de destaque e como isso foi trabalhado dentro do Enem”, comentou a docente. Uma das personalidades abordadas foi a escritora negra Carolina de Jesus, na aula da professora de redação Josicleide Guilhermino.

Segundo a educadora Cristiane Pantoja, das áreas de filosofia e sociologia, o aulão também traz um recado importante para a sociedade. “A gente mostra para a sociedade que estamos juntas na desmistificação e na luta em relação à busca igualitária no gênero, nos salários. Mostramos a necessidade da continuação do feminismo, e a sororidade entre a gente”, explica Cristiane Pantoja.

A estudante Laura Beatriz Amorim, de 18 anos, marcou presença no aulão desse domingo. Para a jovem, que almeja ser aprovada no curso de direito, a experiência de ter um aulão comandando apenas por mulheres fortalece as alunas que acompanharam o evento. “A gente tem autoconfiança e reconhece os nossos valores. Com esses aulões, as mulheres podem se abrir mais e conhecer os seus valores”, comentou.

Mais de 400 pessoas assistiram ao aulão realizado nos turnos da manhã e tarde desse domingo. Confira, no vídeo a seguir, mais detalhes sobre o evento:

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