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Enquanto a 4ª temporada de Stranger Things não chega à Netflix, os fãs vêm se agarrando em teorias, detalhes e especulações sobre o que foi mostrado no trailer final da série, divulgado na madrugada desta quarta-feira (13). A série, já acostumada com esconder os segredos dos fãs, traz nesse trailer o que já se esperava: referências à cultura pop, nostalgia oitentista e algumas pistas-chave para solucionar este grande mistério que ronda Hawkins.

1 – O brinquedo de Kali

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Todas as tomadas que apresentam o misterioso Rainbow Room são vistas pelas câmeras de segurança, mostrando que podem existir outras oito crianças no quarto. Todas as crianças estavam com camisolas e cabelos raspados, assim como Eleven quando foi apresentada.

Um dos brinquedos que aparecem no trailer é o que Kali segurava na segunda temporada da série. Seria esse o dia em que Kali e Eleven escaparam?

2 – As crianças que sobraram

Existem diversos jogos no Rainbow Room, mas nenhum deles é meramente recreativo. A maioria dos brinquedos é algum tipo de quebra-cabeças ou outra atividade que ajude as crianças a desenvolverem suas capacidades. Apenas um jogo foge a esta lógica: o plinko.

Plinko é um jogo de probabilidade, ou seja, de sorte. Os fãs especulam através desta indicação que alguma das crianças possa ter a capacidade de alterar a probabilidade. Nota-se que as bolinhas caíram nas casas 4, 7 e 8. Assumindo que Kali, que é a número 8, ainda está no Rainbow Room, pode se deduzir que as crianças 3,5 e 6 já não estão mais na instituição.

3 – Os blocos vermelhos e a Rússia

Na 3ª temporada de Stranger Things, a narrativa se encontra num ponto que conflita com os resquícios da Guerra Fria, que durou até 1991. Por ser “localizada” em uma cidade pacata dos Estados Unidos, esta dicotomia é representada na série através de recursos de imagens. No trailer, uma das crianças é vista montando uma torre de blocos vermelha, cor associada à extinta União Soviética.

No inglês (língua original), os blocos vermelhos são chamados de red squares, grafia muito parecida com a da Red Square, a famosa Praça Vermelha localizada em Moscou.

4 – Uma criança na União Soviética

Ao longo da história, o roteiro leva o público a acreditar que, em determinado momento, o Dr Brenner passou a se interessar exclusivamente por Eleven. Além disso, a personagem não tem lembranças com outras crianças. Segundo teorias, isso pode ter ocorrido após o massacre do Rainbow Room, que levou à fuga de Eleven e ao possível sequestro de uma das crianças por autoridades soviéticas.

Na 3ª temporada os soviéticos pareciam muito cientes do que acontecia em Hawkins, o que leva a pensar que eles teriam algum tipo de espião por lá. O massacre do Rainbow Room pode ter sido causado por uma tentativa de sequestro, com os russos levando uma das crianças superdotadas para a base na União Soviética.

A nova temporada de Stranger Things chega ao catálogo da Netflix no dia 27 de maio.

Por Matheus de Maio

 

 

 

Está no ar o novo episódio do 'Sons da Aprovação', podcast do Vai Cair No Enem. Nesta edição, o professor de biologia André de Souza explica as teorias sobre a origem da vida, um dos primeiros assuntos estudados por quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio. Confira o episódio na íntegra:

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O ‘Sons da Aprovação’ é apresentado por Marcele Lima, com produção de Elaine Guimarães e edição de James William. Novos episódios são publicados todos os domingos, no Spotify e no Instagram @vaicairnoenem. Os conteúdos anteriores podem ser acompanhadas no YouTube.

As teorias da conspiração, a desconfiança e falta de comunicação promoveram o ceticismo sobre as vacinas anticovid em países africanos, um perigo potencial para futuras campanhas de vacinação.

Essa dinâmica alimentada pelos boatos que proliferam nas redes sociais é semelhante à observada nos países ocidentais. Há mais relutância quando se trata da Covid-19 do que em relação a outras vacinas, explicam vários especialistas à AFP.

"É um alto nível de ceticismo", diz Ayoade Alakija, que lidera na África a estratégia Convince, uma iniciativa para a aceitação da vacinação anticovid.

Entre os fatores, ele cita a impopularidade dos governos e a desinformação. Uma das teorias, por exemplo, defende que as vacinas foram feitas para retardar o crescimento populacional do continente.

Às vezes são os próprios governos que levantam suspeitam. O presidente da Tanzânia, John Magufuli, declarou no final de janeiro que as injeções contra a Covid eram "perigosas para a saúde".

A maioria dos países africanos ainda não começou a vacinar. Muitos não receberam doses, porque os Estados ricos as monopolizam.

E isso num momento em que os países africanos sofrem uma nova onda de infecções. Muito mais forte que a primeira, embora sem comparação com as registradas nos Estados Unidos, América Latina ou Europa.

Moise Shitu, um caminhoneiro de 28 anos de Lagos, capital nigeriana, é contra a vacinação. "Isso é uma farsa do nosso governo", opina. "Dizem que existe coronavírus na Nigéria para ganhar dinheiro".

- Doença de brancos? -

Em Kano, cidade no norte da Nigéria, Zainab Abdullahi, de 41 anos, também não é a favor. "Ouvimos pessoas que foram vacinadas em países ocidentais e que tiveram efeitos colaterais graves. Ainda sim, querem nos vacinar".

Nem todos se opõem. Garçons ouvidos em uma cafeteria em Addis Abeba, capital da Etiópia, dizem que anseiam pela vacinação para não contrair o novo coronavírus.

Mamadou Traoré, assessor de vacinação da organização Médicos Sem Fronteiras, observa que a resistência está aumentando.

"As pessoas pensam que não é uma doença que atinge os negros", diz. "Os governos são os que têm que lutar contra toda essa desinformação".

Existem poucos estudos confiáveis sobre as atitudes em relação às vacinas na África. Pesquisas preliminares sugerem que muitas pessoas estão desconfiadas.

Os Centros Africanos de Controle de Doenças publicaram os resultados de uma investigação conduzida em 18 países em dezembro: apenas um quarto dos consultados acreditava que as vacinas anticovid são seguras.

O estudo não identificou uma frente refratária maciça. 79% afirmaram que aceitariam uma vacina se ela fosse considerada segura.

Richard Mihigo, coordenador de vacinação para a África da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que, historicamente, o grau de aceitação das vacinas é alto no continente. Mas reconhece que os rumores que se "espalharam como incêndio" na internet constituem um "problema real".

- Dar exemplo -

Uma entrevista em que dois cientistas franceses sugeriram em 2020 que as empresas deveriam testar suas vacinas primeiro na África deixou a população com o pé atrás e alimentou os temores de exploração do continente pelos ocidentais.

A polêmica causou "grandes danos", diz Richard Mihigo: "As pessoas diziam: 'Viu? Agora podemos dizer que os africanos são cobaias'".

O Senegal lida com a falta de vacinas, mas também com informações falsas, segundo Ousseynou Badiane, chefe do programa de vacinação do país.

Grande parte da desinformação vem da França, afirma. A ex-potência colonial é um dos países mais reticentes.

As dolorosas memórias do tráfico de escravos e um passado de governos autoritários explicam as dúvidas, segundo Cheikh Ibrahima Niang, professor senegalês de antropologia médica.

De acordo com ele, escândalos como a morte de 11 crianças nigerianas em 1996 após testes de tratamento para meningite da gigante farmacêutica Pfizer deixaram marcas.

Os governos devem convencer, enfatiza. O presidente da Guiné, Alpha Condé, deu o exemplo ao ser vacinado na frente das câmeras.

Mas Ayoade Alakija, da iniciativa Convince, alerta que o apoio da população dependerá da popularidade do governo.

O sambista Martinho da Vila concorda que a música Mulheres, um de seus maiores sucessos, pode representar o discurso de um homem gay. Após a youtuber Jout Jout chegar a esta conclusão em uma análise da letra do samba, o cantor falou, em entrevista, que esta interpretação pode estar totalmente correta.

Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, Jout Jout fez uma análise de Mulheres e chegou à seguinte conclusão: "Não é que ele não procurou em muitas mulheres a felicidade, ele procurou em todas, mas não encontrou. Ou seja, ele se apaixonou por um humano, por um homem. ele tentou com mulheres, mas não conseguiu e encontrou nesse cara a felicidade. Note que não é a lua, é o sol".

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A interpretação da youtuber chegou ao conhecimento de Martinho, intérprete da canção, e ele prontamente concordou com ela. Em entrevista ao Jornal Extra, o sambista revelou que esta teoria já havia sido cogitada à época do lançamento da música, em 1995, e revelou que agora, tem voltado a ouvir sobre isso, inclusive de casais homossexuais que disseram ter escolhido Mulheres para o seu casamento. "A poesia é para ser interpretada. É como um quadro de arte: cada um vê de um jeito. Acho bem legal essa nova leitura. Não pensei nessa interpretação quando gravei a música, mas acho bem bacana".

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