Tópicos | Covid-19

Em memória aos mais de 105 mil mortos pela covid-19 no país, os sinos de igrejas brasileiras tocaram ao meio dia deste sábado (15). A homenagem é uma reverência também a seus familiares e ao trabalho dos profissionais da área de saúde que atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus no Brasil. A ação é parte da programação do Dia de Oração pela Vida e pelo Brasil, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB).

Segundo a CNBB, houve relatos de sinos tocando em diversas partes do país, após uma articulação realizada com os bispos para que a ação chegasse ao máximo de igrejas possíveis. Os sinos tocaram na Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, maior templo católico do Brasil localizado no interior paulista; na Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, em Belém (PA); em igrejas no interior de minas, entre outras.

##RECOMENDA##

Ao longo do sábado, até as 21h, a CNBB organizou momentos de oração – incluindo missas, celebrações e lives – que podem ser acompanhados pelas redes sociais da entidade e pelos canais de TV de inspiração católicas do país. No site, lançado especialmente para o dia, é possível acompanhar a programação. De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral CNBB, dom Joel Portela Amado, a conferência organizou o dia para unir a igreja no Brasil como forma de contribuir para a superação do quadro triste da pandemia e do avanço do novo coronavírus, além de reforçar sua atuação em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil, construído em parceria com um conjunto de organizações da sociedade brasileira.

Pacto

Assinado em 7 de abril, o Pacto pela Vida e pelo Brasil reúne seis entidades representativas de diversos setores da sociedade brasileira. O documento reconhece que o país vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política – e exige de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro e responsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis.

Ainda no documento, as entidades afirmam que “a sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o governo federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988”.

Neste sábado (15), mais 1.364 casos da Covid-19 foram confirmados em Pernambuco. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), apenas 75 dos novos infectados tiveram o quadro considerado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), os demais foram classificados como leves.

O Estado também contabilizou mais 45 óbitos em decorrência da infecção, ocorridos desde o dia 12 de maio. Do total de novas mortes, 13 ocorreram nos últimos três dias, enquanto 32 foram notificados entre os dias 12 de maio e 9 de agosto.

##RECOMENDA##

Desde que a pandemia chegou a Pernambuco, 111.773 pessoas já foram contaminadas e 7.156 não resistiram à infecção.

As autoridades russas informaram neste sábado (15) que o país produziu o primeiro lote da vacina contra o coronavírus, anunciada no início da semana pelo presidente Vladimir Putin e que o resto do planeta recebeu com ceticismo.

"O primeiro lote da nova vacina conta o coronavírus foi produzido no Centro de Pesquisas Gamaleya", anunciou o ministério da Saúde da Rússia em um comunicado, citado pelas agências de notícias do país.

O presidente Putin afirmou na terça-feira que uma primeira vacina "bastante eficaz" foi registrada na Rússia pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, em Moscou, em associação com o ministério russo da Defesa.

Durante o anúncio, Putin também afirmou que uma de suas filhas foi vacinada com a Sputnik V, nome escolhido para o fármaco, em uma referência ao satélite soviético colocado em órbita em 1957, em plena Guerra Fria.

Cientistas ocidentais, no entanto, expressaram ceticismo. Alguns afirmaram que uma vacina desenvolvida de maneira precipitada pode ser perigosa, pois a fase final dos testes (na qual a eficácia é comprovada com milhares de voluntários) começou esta semana.

O diretor do Centro Gamaleya, Alexander Guinstbourg, afirmou neste sábado à agência TASS que os voluntários que participam na última fase receberiam duas injeções.

O fundo soberano russo envolvido no desenvolvimento da vacina afirmou que a produção industrial começará em setembro e que 20 países já encomendaram mais de um bilhão de doses.

O instituto Gamaleya foi acusado de não respeitar os protocolos habituais com o objetivo de acelerar o processo de fabricação e comercialização da vacina.

Até o momento a Rússia não divulgou um estudo detalhado que permita verificar de maneira independente seus resultados.

Com mais de 917.000 casos oficiais de Covid-19 registrados, a Rússia é o quarto país do mundo mais afetado pela pandemia (em número de contágios), atrás dos Estados Unidos, Brasil e Índia.

O novo coronavírus matou mais de 760.000 pessoas em todo o planeta e mais de 21,2 milhões foram infectadas, segundo balanço mais recente da AFP com base em fontes oficiais.

Diante de um vírus que não dá trégua, a esperança passa por uma vacina.

O governo dos Estados Unidos, que investiu mais de 10 bilhões de dólares em seis projetos de vacinas e assinou contratos que garantem a entrega de centenas de milhões de doses em caso de êxito, prometeu vacinar os americanos de maneira gratuita.

Uma pesquisa sobre o comportamento dos brasileiros durante o isolamento social mostra que as pessoas que deixaram o isolamento para se entreter, apresentaram piores níveis de adoecimento mental do que aquelas que continuaram em quarentena. O isolamento social foi uma das medidas adotadas por governos estaduais e municipais para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

“A pessoa que permaneceu em quarentena parece ter mais recursos emocionais, cognitivos, para ficar confinada, em comparação com aquelas pessoas que flexibilizaram para o entretenimento”, disse o coordenador da pesquisa, professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

##RECOMENDA##

O estudo começou em março e está agora na terceira fase, de análise de dados. Os resultados da terceira fase, realizada entre os dias 20 e 25 de junho, deverão ser divulgados até o final deste mês, prevê Filgueiras.

Outro dado interessante é que pessoas que precisam sair para trabalhar costumam adoecer mais, do ponto de vista mental, do que aquelas que permanecem trabalhando de casa. “O advento do home office é protetivo do ponto de vista de saúde mental, comparado com pessoas que precisam sair para trabalhar”, apontou Filgueiras. Motoristas de ônibus, entregadores, profissionais de saúde que estão na linha de frente, todos apresentam quadros piores de sintomas de doenças mentais, completou.

Etapas

Participaram das duas fases anteriores do estudo, realizadas de 20 a 25 de março e de 15 a 20 de abril, 1.460 pessoas de 23 cidades de nove estados brasileiros, que responderam a um questionário 'online' com mais de 200 perguntas. A pesquisa é coordenada pelo professor Filgueiras, do Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Esportiva (LaNCE), em parceria com doutor Matthew Stults-Kolehmainen, do Yale New Haven Hospital, dos Estados Unidos.

Nessa terceira fase, foram entrevistados 1.896 brasileiros de 16 estados, dos quais apenas 120 participaram das etapas anteriores. Segundo Filgueiras, não houve queda do nível de adoecimento mental em relação a abril. Nas duas etapas anteriores, as ocorrências de ansiedade e estresse apresentaram aumento de 80%. 

Embora ainda não possa afirmar com precisão, Filgueiras disse que “se a gente pensar que os dados de março são dados parecidos com a prevalência na população brasileira, além de ter dobrado desse momento para abril, provavelmente ainda teve um aumento para junho. Isso significa que nós estamos com duas vezes, pelo menos, mais pessoas doentes mentalmente do que comparado fora da pandemia. Isso é uma situação bem grave”.

Depressão

Alberto Filgueiras analisou que os casos de depressão, por exemplo, podem ter consequências graves. A mais básica delas é o suicídio. “É a ocorrência mais comum nos casos de depressão agudizada, quando ela está bem evoluída, além de dificuldades de trabalhar, de lidar com situações da vida. A pessoa perde a capacidade de fazer coisas básicas, como tomar banho, ela perde energia para trabalhar, para fazer as coisas, como se a vida fosse insossa para o deprimido”.

Os casos de ansiedade e estresse, por sua vez, podem resultar em doenças cardíacas, coronarianas, possíveis enfartes, gastrites, problemas estomacais, obesidade, anemia. “A alimentação fica desbalanceada. Muita coisa pode ser causada por esses quadros de ansiedade e estresse que a gente está observando”. Filgueiras afirmou que, muitas vezes, isso é tratado como se fosse um problema físico quando, na verdade, se trata de um problema de ordem mental que não está sendo detectado. “Isso é comum de acontecer”.

Os dados de março e abril revelaram que as mulheres são mais propensas do que os homens a sofrer com estresse e ansiedade durante a quarentena. Mas quem recorreu à psicoterapia pela internet apresentou índices menores desses dois problemas.

O temor cresce na Europa com a chegada de uma segunda onda de coronavírus e vários países, como França e Reino Unido, intensificaram neste sábado a imposição de novas restrições com o objetivo de frear a propagação da pandemia, que já superou 21 milhões de contágios no mundo.

O conjunto de medidas marca uma desaceleração abrupta no processo de flexibilização do confinamento iniciado em meados de maio em grande parte do Velho Continente, após a primeira onda letal de coronavírus que atingiu sobretudo Espanha, Itália, França e Reino Unido.

A prefeitura de Paris ampliou neste sábado o número de zonas da cidade com uso obrigatório de máscara, poucos dias depois de adotar pela primeira vez esta restrição que já estava em vigor em várias cidades europeias.

"A circulação da Covid-19 em (região parisiense) Ile-de-France desacelerou fortemente após o fim do confinamento, mas, desde meados de julho, todos os indicadores mostram que o vírus circula novamente de maneira mais ativa na região: quase 600 pessoas testam positivo diariamente para Covid-19", afirmou a prefeitura ao justificar a medida.

A celebração de Nossa Senhora da Assunção, que reúne habitualmente 25.000 fiéis em Lourdes (sudoeste da França), uma das peregrinações mais importantes da cristandade, acontece neste sábado com 10.000 pessoas, todas obrigadas a usar máscara.

Em consequência da nova onda de contágios na França, o Reino Unido passou a aplicar a partir deste sábado uma quarentena de 14 dias aos viajantes procedentes deste país, assim como da Holanda e Malta. A medida já estava em vigor para Espanha, Bélgica, Andorra e Bahamas.

Milhares de britânicos se apressaram nas últimas horas para retornar ao país. "Voltamos para casa para evitar (a quarentena) porque minha mulher trabalha e eu tenho que cuidar da nossa neta", disse à AFP Paul Trower, um aposentado que cancelou as férias e voltou de balsa de Calais, norte da França.

Na Espanha, com 3.000 infecções diárias nos últimos dois dias, o governo decretou na sexta-feira a proibição de cigarro nas ruas, exceto quando for possível observar a distância de segurança de dois metros, medida que já estava em vigor na Galícia e nas Canárias. Também foram fechadas discotecas, bares noturnos e outros locais. Os restaurantes e outros bares devem fechar as portas às 1H00.

O aumento dos contágios não é acompanhado no momento por um crescimento no mesmo ritmo do número de mortos, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bolsonaro em alta

O novo coronavírus matou mais de 755.000 pessoas em todo o planeta e mais de 21 milhões foram infectadas, segundo balanço mais recente da AFP com base em fontes oficiais.

América Latina e Caribe permanecem como a região com mais casos, com 5,9 milhões, e também lamenta o maior número de mortos, com 235.339.

No Brasil, o país da região mais afetado, com 105.463 vítimas fatais e mais de 3,2 milhões de casos, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a doença e depois contraiu Covid-19, registra os melhores índices desde sua chegada ao poder, com uma forte aprovação entre os beneficiários dos auxílios para enfrentar a pandemia.

Uma pesquisa Datafolha mostra que o índice de aprovação do presidente subiu cinco pontos percentuais desde junho, de 32% a 37%, enquanto a rejeição caiu de 44% a 34%.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, ampliou o isolamento social até 30 de agosto, com alguma flexibilidade em Buenos Aires e mais rigor nas províncias em que o vírus está em aceleração.

O Equador, que se aproxima de 100.000 casos de coronavírus, prorrogou até 13 de setembro o estado de exceção em vigor desde março.

O governo dos Estados Unidos, país com o balanço mais grave da doença (mais de 167.200 mortos e mais de 5,2 milhões de casos), anunciou a manutenção das restrições para as viagens não essenciais em suas fronteiras com o México e o Canadá até 21 de setembro.

A esperança de uma vacina

Na Ásia, a Coreia do Sul reforçou as restrições em Seul e seus arredores, no momento em que o país registra o maior número diário de novas infecções em mais de cinco meses.

Nas últimas 24 horas foram registrados 166 novos casos, o maior número desde o início de março, o que eleva o total do país a 15.039 contágios e 305 mortes.

A Nova Zelândia, elogiada pela resposta à primeira onda, prologou até 26 de agosto o confinamento em Auckland para frear os novos focos.

Diante de um vírus que não dá trégua, a esperança passa por uma vacina.

Na América Latina, Argentina e México anunciaram durante a semana um acordo para produzir a vacina em estudo pelo laboratório AztraZeneca e a Universidade de Oxford.

O Brasil não integra o projeto por ter os próprios acordos com laboratórios e universidades.

O governo dos Estados Unidos, que investiu mais de 10 bilhões de dólares em seis projetos de vacinas e assinou contratos que garantem a entrega de centenas de milhões de doses em caso de êxito, prometeu vacinar os americanos de maneira gratuita.

Fechamento de discotecas, restrições ao fumo nas ruas, um alerta para os jovens: a Espanha multiplicou, nesta sexta-feira (14), as medidas para tentar conter o aumento alarmante de infecções pelo coronavírus.

Diante do agravamento dos casos - 3.000 novas infecções em 24 horas registradas tanto na quinta quanto na sexta-feira - o ministro da Saúde, Salvador Illa, apresentou uma série de medidas acordadas com as regiões do país, competentes em matéria de saúde.

Como o contágio aumentou em julho, cada região tomou medidas, como confinamentos seletivos ou obrigatoriedade de uso de máscara em ambientes externos, algo já em vigor em toda a Espanha, mas agora as decisões são de responsabilidade de todo o país em conjunto.

Com centenas de surtos, a Espanha, que lidera na Europa Ocidental em número de infectados com quase 343 mil, atingiu uma média de 111 casos por 100 mil habitantes nos últimos quatorze dias, frente a 33,6 na França e 17 no Reino Unido.

Diante dessa situação, boates e demais casas noturnas serão fechadas, enquanto restaurantes e bares fecharão às 1h00, segundo o ministro Illa, sem especificar quando o pacote de medidas entrará em vigor.

Não será permitido fumar nas ruas, a menos que se consiga manter uma distância de segurança de dois metros, decisão já em vigor na Galiza e nas Ilhas Canárias.

- Sejam "disciplinados" -

Destacando a proibição dos chamados “botellones”, encontros de jovens para beber álcool ao ar livre, Illa fez um apelo específico a eles para que sejam “disciplinados”.

“Não podemos deixar de cumprir as medidas que decretamos juntos”, disse Illa. Várias regiões lançaram campanhas de conscientização juvenil, algumas usando imagens nítidas de pessoas em unidades de terapia intensiva (UTI) ou mortas.

Em lares de idosos, que foram duramente atingidos por milhares de mortes durante a primeira onda, as visitas serão limitadas e os novos residentes terão que passar por um teste de COVID-19 para admissão.

As regiões poderão realizar campanhas de testes nos grupos populacionais de risco e nos bairros e aglomerações particularmente afetados pela epidemia.

- "É excessivo" -

Denunciando "falta de coordenação" com os hoteleiros por parte do governo, a Indústria Hoteleira da Espanha solicitou "medidas compensatórias" para "um setor que representa 6,2% do PIB (do país) que emprega 1,7 milhão de pessoas" e já seriamente atingido pela pandemia.

“É possível se contaminar tanto à uma da tarde como à meia-noite. O que estão fazendo é cortar o benefício das empresas que precisam sair da crise. Em minha opinião, não é uma boa decisão", indicou à AFP José Ramón Fernández, de 46 anos, garçom em um restaurante no centro de Madri.

"É excessivo e não há consenso na Europa", disse Julien García, um fumante franco-espanhol de 34 anos. "Na França, dizem que fumar cigarros não transmite COVID-19. É confuso."

O pacote de medidas foi anunciado um dia depois que as universidades de medicina espanholas expressaram a "decepção e indignação" dos profissionais de saúde pela "falta de uma liderança comum na resposta" à pandemia, ao mesmo tempo que pediram uma melhor coordenação entre as regiões e o Estado.

O governo central exerceu um comando único contra a pandemia graças a um estado de emergência entre meados de março e 21 de junho, regime de exceção que permitiu a imposição de um dos mais rígidos confinamentos do mundo aos espanhóis, com o qual foi possível controlar a primeira onda da epidemia.

Quando o estado de emergência terminou, as regiões voltaram a ser autônomas em saúde e o governo do presidente Pedro Sánchez descartou por enquanto outro período de exceção.

As autoridades de saúde destacaram que a situação atual não é semelhante à do pico da primeira onda, quando foram registrados 950 óbitos diários e alguns hospitais entraram em colapso.

Atualmente, afirmam, mais da metade dos novos casos são assintomáticos e o índice de mortalidade diminuiu: após o fim do confinamento, em 21 de junho, foram registradas 294 mortes de um total de 28.617 desde o início da pandemia.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), fez um pronunciamento nesta sexta-feira (14) pedindo que a população siga tomando as medidas de prevenção à Covid-19. Os números da pandemia do novo coronavírus estão em queda no estado desde maio.

Segundo o governador, não é o momento da população relaxar nas medidas de prevenção. “Não dá para relaxar diante de um inimigo desconhecido, que pode ser fatal. Baixar a guarda é reabrir as portas para o vírus. Os fatos comprovam: seguir ou não as orientações pode ser questão de vida ou morte. É necessário entender esta nova realidade, nunca negá-la. Novos hábitos se tornaram obrigatórios: usar a máscara, manter as mãos limpas, respeitar o distanciamento social. Todos nós sabemos o que precisa ser feito", disse.

##RECOMENDA##

Nesta sexta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais 1.567 casos da Covid-19 e 27 óbitos provocados pela doença em Pernambuco. Agora, o Estado contabiliza 7.111 mortes em decorrência do coronavírus e 110.409 pessoas contaminadas.

A Embalixo, empresa paulista de embalagens plásticas, anunciou ter criado um saco de lixo antiviral. Segundo a marca, o produto é capaz de inativar até 99% dos vírus semelhantes ao novo coronavírus.

De acordo com a Embalixo, as pesquisas foram iniciadas no mês de fevereiro, e em julho o produto foi enviado para a análise da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “A proteção antiviral e antibacteriana é conservada durante todo o tempo de vida do produto. Ele trabalha como uma armadilha para o COVID-19, com sistema que atrai o vírus e o elimina em 99,999%”, garante Rafael Costa, diretor comercial da empresa.

##RECOMENDA##

A empresa reforça que o produto é uma barreira adicional no combate à contaminação, mas que o uso do Embalixo Antivírus não dispensa os cuidados básicos de higienização, previstos como boas práticas pelos órgãos de saúde nacionais e também pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A promessa é que o produto estará disponível nas prateleiras de lojas e supermercados nas próximas semanas.

Com informações de assessoria

Pernambuco ultrapassou 110 mil casos confirmados de Covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, nesta sexta-feira (14), mais 1.567 casos da doença. 

Com a atualização, o estado contabiliza 110.409 casos. Desses, 24.627 são graves e 85.782 leves.

##RECOMENDA##

Dos casos confirmados nesta sexta, 111 (7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Todos os outros 1.456 (93%) são leves, ou seja, pacientes que não precisaram de internamento hospitalar e que já estavam curados, ou na fase final da doença. 

Também foram confirmados mais 27 óbitos, ocorridos desde 14 de maio. Dessas mortes,  sete se deram nos últimos três dias. O estado registra 7.111 mortes pelo novo coronavírus.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Renan Bolsonaro, contraiu a Covid-19. A informação é da colunista Bela Magale, do jornal O Globo. De acordo com a publicação, Renan está com sintomas leves da doença, como a perda do olfato. Até o momento, nem o Palácio do Planalto e nem os filhos do presidente se posicionaram sobre o assunto.

Renan não é o primeiro da família a ser infectado pelo novo coronavírus. No início de julho, o presidente testou positivo e no fim do mês a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também contraiu a doença. Além deles, a esposa do deputado Eduardo Bolsonaro, Heloisa, que está grávida, teve Covid-19. 

##RECOMENDA##

Gripezinha

O filho "04" de Bolsonaro já chegou a afirmar que acreditava ter pego a Covid-19. Renan também classificou, assim como o pai, a doença de "gripezinha" e foi banido da Twitch, plataforma de streaming popular entre o público gamer, por ferir as diretrizes da rede social ao tratar do novo coronavírus durante um jogo com um amigo. Renan também já afirmou que preferiria “morrer transando do que tossindo”. 

As Filipinas proibiriam temporariamente a partir desta sexta-feira (14) as importações de carne de frango do Brasil por medo do novo coronavírus.

A medida ocorre um dia depois que autoridades da cidade de Shenzhen, na China, alegaram ter encontrado traços do novo coronavírus em carregamentos de alimentos congelados importados do Brasil.

##RECOMENDA##

"Com os relatórios recentes da China e em conformidade com a Lei de Segurança Alimentar do país para regulamentar os operadores de empresas de alimentos e proteger os consumidores filipinos, é imposta a proibição temporária da importação de carne de frango", disse o Departamento de Agricultura das Filipinas em um comunicado, citado pela agência Reuters.

O órgão não especificou, no entanto, quanto tempo a proibição seria aplicada. O Brasil responde por cerca de 20% das importações do produto das Filipinas.

Na quinta-feira (13) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse que está buscando esclarecimentos das autoridades chinesas.

As Filipinas disseram que os produtos de frango que estão atualmente no mercado são seguros para o consumo.

Da Sputnik Brasil

Um vacina candidata contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pela China National Pharmaceutical Group (SinoPharm) conseguiu ativar os anticorpos contra o vírus nas fases 1 e 2 de testes, informaram os pesquisadores no "Journal of the American Medical Association" (Jama) nesta quinta-feira (12).

Segundo a publicação, a vacina não produziu nenhum efeito colateral grave nos 320 voluntários das fases iniciais, mas ainda é incerto se a quantidade de anticorpos produzidos será suficiente para evitar uma infecção pela Covid-19 e por quanto tempo isso durará - o que será testado na última fase.

##RECOMENDA##

A análise incluiu pessoas entre 18 e 59 anos, saudáveis, e que começaram a manifestar os primeiros anticorpos 14 dias após a aplicação da primeira dose. Os sintomas adversos foram dores no local da aplicação e febre leve, sem nenhum tipo de complicação mais severa pós-aplicação.

A imunização, que usa um vírus inativado, já está na terceira fase, com 15 mil voluntários nos Emirados Árabes Unidos, e será também testada no Brasil após um acordo da empresa com o governo do Paraná.

A publicação científica confirma, assim, os resultados que já haviam sido publicados pela SinoPharm, divulgados em julho. À época, a empresa informou que 1.120 voluntários chineses haviam passado pelas duas etapas com três diferentes tipos de dosagem e que os resultados tinham sido altamente satisfatórios.

A agência chinesa a Xinhua informou que a empresa tem capacidade de produzir 200 milhões de doses da vacina por ano, caso ela seja aprovada.

Atualmente, a China está desenvolvendo 19 vacinas candidatas contra o Sars-CoV-2, sendo que oito delas já estão na fase dos testes clínicos.

Da Ansa

Diante do ressurgimento de casos do novo coronavírus em vários países, os esforços aumentam em todo o mundo para conter a pandemia, com o Reino Unido impondo quarentena às pessoas procedentes da França, a Espanha fechando boates e a Nova Zelândia estendendo o confinamento de Auckland.

Centenas de milhares de turistas terão que mudar seus planos após o anúncio do governo britânico, uma nova ilustração de um mundo que parece estar se fechando após uma aparência de liberdade encontrada no início do verão em muitos países europeus.

A máscara se tornou obrigatória mesmo ao ar livre em certas cidades europeias, enquanto as autoridades espanholas decidiram fechar boates e proibir de fumar nas ruas sem respeitar a distância de segurança.

O novo coronavírus já matou mais de 754.000 pessoas em todo o mundo e infectou mais de 20,9 milhões, com consequências econômicas dramáticas, conforme mostrado pela recessão que atingiu a Polônia pela primeira vez desde o comunismo.

Na Europa, o número de casos vem crescendo nas últimas semanas, mas - pelo menos por agora - o número de mortes não, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A instituição está preocupada com um possível relaxamento, em particular por parte dos jovens que tendem a ter infecções menos graves e, portanto, menor mortalidade, e uma flexibilização da vigilância no período de verão.

Diante de um agravamento em seu solo, o governo britânico decidiu impor novamente, a partir de sábado, 14 dias de isolamento para viajantes que chegam da França, Holanda e Malta.

Quase 160.000 britânicos atualmente na França, assim como alguns dos 300.000 franceses que vivem no Reino Unido em férias em seu país, têm algumas horas para voltar para casa antes da implementação desta medida. Caso contrário, terão de se confinar, correndo o risco de dificuldades se não puderem trabalhar à distância ou faltar ao início do ano letivo.

- "Não é inevitável" -

"É um pesadelo. Mesmo se quiséssemos, não poderíamos voltar a tempo", reagiu Claudia, uma alemã de 42 anos que mora em Londres, em férias no oeste da França com o marido e a filha.

O Reino Unido, o país com mais mortes da Europa, contabilizando 41 mil óbitos, teme a chegada de casos do exterior, na busca pela reabertura de sua economia, que sofreu um colapso sem paralelo no continente europeu.

O setor do turismo reagiu fortemente, assim como o governo francês, que prometeu reciprocidade.

A medida é anunciada no momento em que os indicadores de monitoramento da pandemia de COVID-19 na França "continuam a piorar", segundo as autoridades da Saúde.

"Os sinais são preocupantes e a situação está piorando. Mas não é inevitável", assegurou na rádio France Inter, Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde.

Fora da Europa, as boas notícias são escassas. Aclamada por sua resposta eficaz à primeira onda da epidemia, a Nova Zelândia estendeu o reconfinamento de Auckland até 26 de agosto para conter o retorno do vírus.

A diretora-geral da Saúde, Ashley Bloomfield, admitiu que a população está nervosa, ao mesmo tempo que os exortou a não descontar sua frustração com os profissionais de saúde.

A Coreia do Norte, por outro lado, anunciou o fim do confinamento de uma cidade localizada na fronteira intercoreana, estabelecido no final de julho após a descoberta de um primeiro caso "suspeito" de coronavírus.

Pyongyang afirma não ter registrado nenhum caso de COVID-19 em seu território, o que especialistas internacionais duvidam, dada a devastação causada pelo vírus em todo o planeta.

- Esperanças de vacina -

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais enlutado (167.242 mortes), à frente do Brasil (105.463 mortes), México (55.293) e Índia (48.040).

Nos Estados Unidos, a questão ultrassensível da máscara voltou ao centro das atenções na quinta-feira com o apelo do candidato presidencial democrata, Joe Biden, de torná-la obrigatória em todo o país, ideia imediatamente rejeitada por seu rival republicano Donald Trump, que o acusou de querer "trancar todos os americanos em seu porão por meses".

Diante do ressurgimento ou persistência do vírus, as esperanças se concentram na chegada de uma vacina, tema de uma corrida nos quatro cantos do mundo.

O governo britânico concluiu novos acordos com os laboratórios americanos Johnson & Johnson e Novavax, abrangendo 90 milhões de doses. Já garantiu um total de 340 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, sem saber se serão eficazes.

O governo dos Estados Unidos, que investiram mais de US $ 10 bilhões em seis projetos de vacinas e assinaram contratos garantindo a entrega de centenas de milhões de doses se bem-sucedidas, prometeram na quinta-feira que as vacinas seriam distribuídas gratuitamente aos americanos.

O presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, garantiu que a vacina em que trabalha o laboratório anglo-sueco AstraZeneca, que será produzida na Argentina e no México para países da América Latina (exceto Brasil), "estará disponível a partir do primeiro trimestre do próximo ano".

Será "universal e gratuita" no México. Todos os mexicanos terão acesso à vacina. Os mais humildes não precisam se preocupar", afirmou.

burs-gmo/fb/lch/mr

A Caixa credita nesta sexta-feira (14) auxílio emergencial para 4,096 milhões de beneficiários. São 4 milhões de pessoas nascidas em agosto que já tinham a programação de receber nesta data. Os demais, 96 mil, são os beneficiários nascidos em agosto que tiveram o pedido liberado no início deste mês. Eles tiveram o cadastro reavaliado pelo governo.

O auxílio, com parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), foi criado para reduzir os efeitos da crise econômica causada pela pandemia de covid-19.

##RECOMENDA##

A Caixa tem disponibilizado o auxílio em uma poupança digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Pelo programa é possível fazer compras online em estabelecimentos autorizados e pagar boletos.

O saque em dinheiro do benefício, em uma agência do banco, é autorizado posteriormente, conforme calendário definido pelo governo, considerando o mês de nascimento do beneficiário. As transferências para outros bancos ou para contas na própria Caixa seguem o mesmo calendário de saque. Nesse caso, os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas pelo beneficiário.

Ciclo 1

O crédito para os beneficiários nascidos em agosto faz parte do Ciclo 1 de pagamentos do auxílio emergencial. Os saques e transferências estarão liberados no dia 1º de setembro para os beneficiários que receberam o crédito na poupança social hoje.

No ciclo 1, o crédito na poupança social da Caixa está agendado para o período de 22 de julho a 26 de agosto, conforme o mês de nascimento. Os saques e transferências estão sendo feitos de 25 de julho a 17 de setembro.

Bolsa Família

Na próxima terça-feira (18), tem início o saque do auxílio emergencial para público beneficiário do Bolsa Família com NIS final 1. O pagamento para esse público é feito conforme o calendário usual do programa Bolsa Família. Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS final 1. Na quarta-feira, será a vez daqueles com NIS final 2 e assim por diante, com exceção do final de semana quando não há pagamentos, até o dia 31 de agosto, quando será liberado pagamento para os beneficiários com NIS final 0. Serão 1,9 milhão de beneficiários por dia.

Após confirmar a Covid-19 no administrador Guilherme Rocha, Fernando de Noronha teve mais um paciente contaminado. De acordo com o boletim dessa quinta-feira (13), ele desembarcou no último sábado (8). A ilha segue sem óbitos e investiga nove casos.

Nessa quinta também foi confirmada a recuperação de mais dois pacientes que enfrentavam o coronavírus. Atualmente, a ilha contabiliza três infectados, que estão em isolamento domiciliar.

##RECOMENDA##

Desde o início da pandemia, 93 casos já foram notificados e 90 pacientes recuperados no arquipélago.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira (14) um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para a compra de 400 milhões de doses de vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Esse é o primeiro acordo formal do bloco para a compra da imunização, e vem após anúncios de reservas da ChAdOx1 nCoV-19 entre a farmacêutica e os governos dos Estados Unidos e Reino Unido.

##RECOMENDA##

"Nós cumprimos nossas promessas. A Comissão Europeia concluiu seu primeiro acordo para comprar 400 milhões de doses da futura vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca. Nós estamos empenhados em proteger a saúde dos europeus e de nossos parceiros globais", escreveu Von der Leyen no Twitter.

Junto à confirmação da parceria, foi divulgado um texto em que a Comissão apresenta a "estratégia europeia" para acelerar o desenvolvimento, produção e entrega das vacinas contra o novo coronavírus.

"Uma vacina efetiva e segura contra o vírus é nossa melhor aposta para encontrar uma solução permanente contra a pandemia. Tempo é essencial. Cada mês que ganhamos na busca por uma vacina salva vidas, meios de subsistência e bilhões de euros", diz a publicação.

Segundo o documento, "a Europa não estará segura" se a vacina não for distribuída globalmente e a decisão da estratégia foi tomada em parceria com os ministros de Saúde do bloco europeu. O texto ainda ressalta a importante aliança pela vacina criada pela França, Alemanha, Itália e Países Baixos.

O anúncio desta sexta vem menos de 24 horas depois da presidente da Comissão anunciar que as conversas com outra fabricante, a Johnson & Johnson também avançaram. Segundo Von der Leyen, se concluído, o acordo prevê a compra de "200 milhões de doses da futura vacina contra o coronavírus, com a possibilidade de compra de mais 200 milhões no futuro".

Além dessas duas parcerias, a UE também mantém conversas com as fabricantes Sanofi e a GlaxoSmithKline (GSK), com a reserva de 300 milhões de doses se a vacina funcionar. 

Da Ansa

Se uma vacina experimental contra o novo coronavírus tiver sucesso, ela será distribuída gratuitamente aos americanos, afirmou o governo de Donald Trump nesta quinta-feira (13), reiterando que o processo de autorização será realizado com o maior rigor científico.

"Esperamos que todos os americanos não apenas tenham acesso a uma vacina gratuita distribuída em vários lugares, mas que não tenham que pagar nada pelo fornecimento da vacina", disse Paul Mango, um alto funcionário do Departamento de Saúde, durante uma videoconferência com jornalistas.

Washington investiu mais de US$10 bilhões em seis projetos de vacinas e assinou contratos que garantem a entrega de centenas de milhões de doses se os testes clínicos forem bem-sucedidos e aprovados pela agência de medicamentos dos Estados Unidos(FDA).

As próprias doses serão pagas pelo governo dos Estados Unidos. Os médicos ou clínicas que injetarão as vacinas terão que ser pagos, mas esses custos devem ser amplamente cobertos por seguradoras privadas e programas públicos como o Medicare, de acordo com Mango.

O responsável garantiu que "a maioria" das seguradoras privadas concordou em não cobrar aos utilizadores.

No entanto, como o sistema de saúde dos Estados Unidos é dividido entre seguradoras públicas e privadas, o reembolso de 100% aos pacientes dependerá de negociações entre vários atores.

"Estamos no caminho certo para entregar centenas de milhões de doses até janeiro de 2021", disse Mango.

O período será seguido de três meses para distribuição de 300 milhões de doses no país, segundo Francis Collins, diretor do National Institutes of Health (NIH). Collins afirmou que estava "cautelosamente otimista" de que pelo menos uma das seis vacinas experimentais provará ser "segura e eficaz até o final do ano".

A pergunta dos especialistas e da oposição democrata é se o processo de aprovação do FDA será acelerado sob a pressão da Casa Branca, que visa dar boas notícias antes das eleições de novembro. “Não reduzimos o rigor regulatório com o qual avaliaremos e, espero, autorizaremos as vacinas”, disse Mango.

O contraexemplo é a vacina aprovada pela Rússia nesta semana, antes mesmo do início da última fase de testes clínicos, em que a vacina experimental é injetada em dezenas de milhares de voluntários para verificar sua eficácia e segurança.

"Eu realmente duvido" que os russos tenham "provado definitivamente que a vacina é segura e eficaz", disse Anthony Fauci, referência em doenças infecciosas dos EUA, nesta quinta-feira.

Enquanto isso, Collins comparou a decisão da Rússia de dar luz verde à vacina do Sputnik V com uma "roleta russa".

Os participantes da peregrinação do próximo dia 15 a Lourdes, aonde se espera a chegada de milhares de católicos, deverão usar máscara de proteção contra o novo coronavírus, anunciou nesta quinta-feira a prefeitura de Altos Pirineus, sudoeste da França.

"O prefeito, juntamente com o colega da cidade de Lourdes, decreta que o uso de máscara será obrigatório em alguns setores da cidade no fim de semana de 14 e 15 de agosto de 2020", informaram as autoridades em comunicado.

A medida, que busca combater a propagação do novo coronavírus, envolve o santuário de Lourdes e as ruas vizinhas, repletas de lojas de recordações, restaurantes e hotéis.

A peregrinação costuma atrair entre 20 mil e 25 mil pessoas, mas a do próximo sábado reunirá no máximo 10 mil, das quais 5 mil poderão assistir à missa na basílica de São Pio X e a outra metade, na esplanada, informaram os organizadores.

O governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (13), que prorrogou a suspensão das aulas presenciais, tanto na educação básica como no ensino superior, por meio do Comitê de enfrentamento a Covid-19. Agora, os estudantes ficarão sem aulas presenciais até o dia 30 de agosto. 

A afirmação feita pelo secretário de Educação e Esportes, Fred Amâncio, não é garantia de que aulas voltem após o dia 30. De acordo com Amâncio, "não tem nenhuma definição". 

##RECOMENDA##

"Nós tínhamos estabelecido a suspensão das aulas presenciais nas escolas e atividades de educação do Estado até o dia 15 de agosto e a avaliação do comitê de enfrentamento a Covid-19 foi no sentido de que neste momento a decisão é pela prorrogação da suspensão das atividades.", pontuou. A decisão para o dia 30 será reavaliada na próxima semana.

O secretário Fred Amâncio também anunciou que as artes marciais podem ser liberadas e o retorno já pode ser realizado na próxima segunda-feira (17). Segundo ele a volta será feita mediante a um protocolo que divulgado nos próximos dias.

A irisina, hormônio liberado pelo organismo durante a prática de exercícios físicos, pode ser um aliado na luta contra a Covid-19. Um estudo preliminar liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que a substância do sistema endócrino pode ser capaz de moldar genes de células que armazenam maior potencial de energia e gordura (adiposas), para inibir a multiplicação do novo Coronavírus (SARS-CoV-2) no corpo humano.

De acordo com os pesquisadores, a aplicação de irisina em células adiposas reduziu a expressão de ao menos oito genes que regulam o gene ACE2, considerado essencial para a replicação do novo Coronavírus em grupos celulares.

##RECOMENDA##

O ACE2 é o responsável por reunir a proteína que o vírus utiliza para se ligar a células humanas e invadi-las. Outra evidência positiva observada no estudo mostra que a irisina triplicou níveis de transcrição do gene TRIB3. Segundo os cientistas, é comum que idosos tenham diminuição de TRIB3, o que pode ser um dos indícios da multiplicação dos casos de Covid-19 entre pessoas acima de 60 anos de idade.

Em entrevista à agência de notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisadora Miriane de Oliveira, da Faculdade de Medicina da Unesp, vê os resultados como sinais positivos, mas alerta que o estudo é mais uma diretriz na busca de novas perspectivas no combate à doença.

“É preciso ressaltar que se trata de dados preliminares, uma sugestão do potencial terapêutico da irisina para casos de COVID-19. Estamos indicando um caminho de pesquisa para comprovar ou não o efeito benéfico do hormônio em pacientes infectados”, comenta a cientista.

Covid-19 e a obesidade

Além da análise prévia sobre a efetividade da irisina na modulação dos genes, a pesquisa abriu novos caminhos na investigação do armazenamento do novo Coronavírus no organismo. Segundo Miriane, o empenho dos pesquisadores notou que, de maneira aparente, o tecido adiposo se mostra como principal depósito do SARS-CoV-2.

“Isso ajuda a entender por que indivíduos obesos têm maior risco de desenvolver a forma grave da COVID-19. Fora isso, tendem a ter níveis menores de irisina, assim como maiores quantidades da molécula receptora do vírus (ACE2), quando comparados a indivíduos não obesos”, ressalta.

O artigo científico foi publicado (em inglês) na revista Molecular and Cellular Endocrinology. Para ler o documento, clique aqui

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando