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A Prefeitura do Recife não realizará os tradicionais shows de Réveillon na orla do Pina e de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. O anúncio foi feito pelo prefeito João Campos (PSB) em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (30). 

"Mas nós vamos fazer queimas de fogos sem estampidos descentralizadas na cidade. Vamos ter na Zona Sul, na Zona Norte e na Zona Oeste e a queima tradicional de fogos na orla de Boa Viagem, mas sem promoção de shows, que promovem grandes aglomerações, chegando a registrar mais de 1 milhão de pessoas na orla", declarou o prefeito. 

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João Campos declarou que há muitas incertezas com relação à nova variante, a Ômicron. “Nós temos avançado muito na vacinação, mas o momento ainda não chegou de promover um encontro de tal tamanho. Então vamos manter a queima de fogos, de forma descentralizada, mas não vamos promover shows pela Prefeitura do Recife na orla de Boa Viagem", completou ele.

Além do Recife, outras cidades já anunciaram que não haverá festa de Réveillon promovida pelas prefeituras. São elas: Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Palmas, Belo Horizonte, Florianópolis, Campo Grande e São Luís. 

O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) do município do Rio de Janeiro, em reunião realizada nesta segunda-feira (29), apontou que, caso o atual ritmo da pandemia tendência permaneça no mesmo patamar, “a orientação é que as celebrações de final de ano no município do Rio poderão ser mantidas, como a festa de réveillon”. A decisão é embasada na melhora do cenário epidemiológico da cidade - evidenciada pela queda sustentada de casos, óbitos e outros indicadores de Covid-19 há semanas.

O comitê recomendou que “a Secretaria Municipal de Saúde do Rio avalie a possibilidade e a viabilidade da exigência do passaporte vacinal em estabelecimentos de hospedagem e outros serviços, além de onde ele já é necessário”.

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O CEEC informou ainda que com todos os casos sendo rastreados e seus contactantes testados pela atenção primária, não há indicação de alteração nas medidas restritivas.

Ômicron

A nova variante Ômicron, originária da África do Sul, que tem colocado o mundo em alerta mais uma vez, também esteve em debate no encontro do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19. Os especialistas reforçaram a importância de a SMS continuar investindo em testagem e no monitoramento de vigilância genômica.

Eles alertaram também que ainda não há dados suficientes para avaliar a transmissibilidade e virulência da Ômicron, e que a maioria dos casos reportados até então foram leves.

Cobertura vacinal

A nova cepa é motivo para ampliar a cobertura vacinal dos cariocas que, nesta segunda-feira (29), está em 76,8% da população total com as duas doses. O CEEC destacou ainda que todas as medidas para redução dos riscos contra Covid-19  foram adotadas e que a alta cobertura vacinal neste momento garante a imunidade coletiva e a atual taxa de transmissão de 0,66.

Quem for a um posto de saúde para completar o esquema vacinal contra Covid-19 também deve aproveitar e  se imunizar contra a gripe no mesmo dia.  Entre os 11 mil sintomáticos respiratórios atendidos na rede de atenção à saúde no Rio nos últimos 15 dias avaliados pelo CEEC, todos testaram negativo para Covid-19.

O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 do Município do Rio é formado por especialistas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de universidades, de centros de estudo e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Nas últimas semanas, dois jogadores do FC Bayern de Munique (Kimmich e Choupo-Moting) testaram positivo para a Covid-19, e ambos afirmaram em entrevistas anteriores que não são adeptos da vacina contra a doença. Este ocorrido não é exclusividade do mundo da bola, e por conta disso, o LeiaJá preparou uma lista com as celebridades que mais chamaram a atenção nos últimos meses, por afirmarem ser contra o imunizante do novo coronavírus.

Eric Clapton

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O guitarrista de 76 anos de idade foi uma das personalidades que mais repercutiram durante a pandemia de Covid-19. Foram muitas declarações negacionistas e a principal delas foi sobre os futuros shows que o artista fará. Se depender dele, o público que comparecer não terá a obrigatoriedade de apresentar comprovação vacinal. Após ser forçado a receber o imunizante por sua família, Clapton disse que suas reações duraram dez dias e, por conta disso, passou a afirmar que a vacina pode ser um agravante no sistema imunológico e até mesmo na infertilidade masculina e feminina. Como se sabe, não há comprovação científica que a vacina tenha ligação direta com infertilidade.

Dado Dolabella

O ator chamou a atenção nos últimos meses por conta de declarações polêmicas quanto ao imunizante contra a Covid-19. Há anos Dado vem utilizando suas redes sociais para defender a prática do veganismo, e em determinada postagem o ator afirmou que não vai receber nenhuma vacina que seja testada em animais. Com isso, um internauta questionou o ator sobre sua responsabilidade coletiva, e Dado respondeu que um corpo saudável não é um agente transmissor. Esta afirmação foi considerada uma contradição, já que em 2020 o ator contraiu o vírus, e assumiu que nem a imunidade alta e nem mesmo o vegetarianismo impedem a Covid-19.

Kanye West

Uma das personalidades que mais chocaram o mundo da música durante o isolamento e quarentena foi Kanye West. O rapper foi questionado em entrevista sobre sua opinião a respeito do plano de vacinação, e  o artista respondeu que os imunizantes fazem parte de um plano para corromper a sociedade, já que se trata da marca da besta. “O governo quer colocar chips dentro de nós e fazer todo o tipo de coisa que nos impeça de atravessar os portões do paraíso”. Além disso, o rapper complementou dizendo que está agindo com cautela sobre a vacina, mesmo tendo contraído o vírus no início do ano passado.

Letitia Wright

A atriz guianesa-britânica fez bastante sucesso após interpretar Shuri, em Pantera Negra (2018). De lá para cá, Letitia Wright ganhou um espaço no coração dos fãs por conta de seu carisma, mas por outro lado, muitos desaprovam a postura da atriz, justamente neste período de pandemia. Letitia chegou a postar em suas redes sociais vídeos com críticas relacionadas à eficácia da vacina, e além disso, decidiu não receber o imunizante. Vale lembrar que a atitude da atriz vem afetando todos os estúdios da Marvel, já que a produção de “Pantera Negra 2” só pode continuar caso todos os integrantes da produção estejam imunizados.

Nicki Minaj

Nas últimas semanas, a cantora Nicki Minaj vem sendo uma das personalidades mais populares que acreditam em teorias da conspiração. Em sua conta pessoal no Twitter, a rapper afirmou que ainda não recebeu o imunizante e atualmente está realizando diversas pesquisas sobre a eficácia da vacina. Dentre as colocações mais repercutidas, está um em que Nicki afirma que conheceu uma pessoa que após receber o imunizante ficou com impotência sexual e com os testículos inchados. De imediato, diversas autoridades sanitárias se pronunciaram e afirmaram que não existe fundamento científico ou qualquer evidência que sustente a hipótese da cantora.

 

 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, nesta segunda-feira (29), mais três mortes e 28 casos de Covid-19 em Pernambuco. O estado soma 20.235 mortes pela doença.

Entre os casos confirmados nesta segunda-feira, sete são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Os demais 21 são leves.

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Pernambuco totaliza 639.507 casos confirmados de Covid-19, sendo 54.986 graves e 584.521 leves. Os três óbitos ocorreram entre 22 de novembro de 2021 e o último domingo (28).

Foram identificados 13 novos casos da variante ômicron, do coronavírus, nesse domingo (28), entre atletas e funcionários do Belenenses Futebol Sad, clube da primeira divisão da liga portuguesa de futebol.

No último sábado (27), o clube foi goleado por 7 a 0 no primeiro tempo do jogo contra o Benfica por participar da partida inicialmente com apenas nove jogadores, já que a maioria da equipe testou positivo para Covid-19 e estavam em isolamento.

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O time foi para o jogo usando apenas jogadores do sub-21 e alguns restantes, que não haviam tido contato com nenhum contaminado. Demonstrando raça, tentaram competir jogando com apenas nove até o intervalo, quando voltaram com apenas sete e pouco depois, por lesão, ficaram com seis. Com jogadores insuficientes para prosseguir, a partida foi encerrada por wo e o placar continuou no 7 a 0.

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), divulgou nas redes sociais que analisou nesse domingo, 13 amostras recebidas associadas ao caso dos jogadores do elenco do Belenenses e identificou a variante, informando que a contaminação inicial partiu de um dos atletas que havia feito a viagem recente a África do Sul, onde foi descoberta a variante.

O órgão de saúde ainda divulgou análise de outras 218 amostras de passageiros de um voo com origem em Maputo, capital de Moçambique e que chegou a Lisboa com alguns infectados. De todas as amostras, apenas dois teriam sido de variantes, com um sendo a Delta e outro, uma ainda não permitiu a correta identificação.

No início da pandemia de covid-19, descobriu-se que muitas pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 estavam perdendo o olfato — mesmo sem apresentar outros sintomas. Pessoas infectadas podem perder o paladar e a capacidade de detectar sensações desencadeadas quimicamente, como o sabor picante, o que é chamado de sinestesia. Após a recuperação, muitos pacientes não conseguem recuperar o olfato imediatamente, e alguns podem temer que a situação possa ser permanente. Não é raro encontrar casos nos quais as pessoas levam entre três e cinco meses para recuperar o potencial desses sentidos. 

Antes da pandemia, a perda ou diminuição do olfato já era sentida por até 20% da população mundial, especialmente em pessoas com sinusite ou rinite. Entretanto, com a covid-19 essa parcela aumentou significativamente. De acordo com uma pesquisa publicada em janeiro deste ano no Journal of Internal Medicine, 86% dos pacientes infectados com o novo coronavírus apresentaram alguma disfunção olfatória. 

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Para aqueles que perdem o olfato por um período prolongado, pode haver preocupações que vão além do prazer de saborear a comida. Muitas pessoas, na verdade, não percebem o quanto sentem falta do olfato até que ele desapareça. Por exemplo, não ser incapaz de cheirar algo queimando pode ser um perigo para a saúde.  

O vírus SARS-CoV-2 parece infectar e comprometer as células vizinhas àquelas que controlam o cheiro, o que pode se traduzir em perda de cheiro, explica a médica otorrinolaringologista Kátia Virgínia, do HOPE, ao LeiaJá. No mundo, quase metade dos pacientes com covid-19 perdem o olfato e cerca de 40% perdem o paladar, de acordo com uma revisão internacional de estudos publicados anteriormente. De acordo com pesquisas preliminares, até metade desses indivíduos também desenvolve o que é conhecido como parosmia, que distorce os cheiros— submergindo, digamos, o cheiro de leite estragado onde deveria haver o aroma de café. 

“O coronavírus age no epitélio olfatório destruindo as células de sustentação. Essas células são as que fazem o nervo olfatório funcionar bem, como elas ficam destruídas, consequentemente, o nervo do olfato não consegue exercer bem a sua função, e aí ocorre a perda desse sentido. No nosso paladar, a gente pensa que muita coisa é sentida pela língua, mas na verdade a língua é responsável apenas pelo doce, azedo, salgado e amargo; o restante, o sabor vem pelo sentido do olfato, por isso que há alteração também do paladar nas infecções do coronavírus”, explica Virgínia. 

Não ser capaz de cheirar pode parecer um aborrecimento menor, pelo menos em comparação com complicações fatais do coronavírus, mas ignorar a perda do olfato é ignorar a importância de compartilhar uma refeição com os amigos ou mesmo de notar situações de perigo. Um estudo da universidade californiana de Stanford menciona, inclusive, que essa incapacidade pode levar à depressão, ansiedade e isolamento social. 

“A perda do sentido do olfato traz muito impacto na qualidade de vida do paciente e na questão da segurança também. O paciente sem olfato deixa de sentir, por exemplo, o cheiro da fumaça; não reconhece se uma comida queimou ou está estragada; um vazamento de gás, um princípio de incêndio. O olfato, independente de pandemia, à medida que envelhecemos, sofremos uma perda neste sentido. O sexo masculino tem o olfato um pouco menos apurado que o feminino; geralmente as mulheres têm um olfato melhor, assim como pessoas mais jovens terão um olfato melhor que os mais velhos, que passam pela perda. Mas a perda do olfato sempre levará em conta esses dois fatores: idade e gênero”, prossegue a especialista. 

Como mencionado anteriormente, antes mesmo da pandemia, a perda de olfato já era realidade para uma porção significativa da população brasileira. A otorrinolaringologista chama atenção para outros quadros virais e não virais que podem apresentar sintomas parecidos com os da covid e afetar os sentidos do olfato e paladar. Em qualquer um dos casos, a consulta com um médico especialista e exames de rotina são essenciais à saúde. 

“Outros quadros virais podem causar também esses sintomas, o quadro clínico é semelhante. Para saber qual vírus causou, é preciso fazer um exame, no caso da Covid-19, é o RT-PCR que vai confirmar se é coronavírus ou não. Existem outras patologias que cursam com a alteração de olfato, não só os quadros virais. Quadros de rinite, sinusite, alguns tumores; toda alteração de olfato deve ser investigada. Aí, o médico otorrinolaringologista vai colher o histórico do paciente, fazer o exame físico e dependendo das suspeitas, ele vai solicitar o exame de imagem, uma nasofibroscopia, e o teste do olfato, que é o que vai confirmar se houve perda ou não, e quantificar o grau da perda: se foi leve, moderada, acentuada ou perda total”, conclui. 

A importância do olfato 

Para decodificar e interpretar mensagens químicas, proteínas específicas localizadas na membrana dos neurônios olfativos em nosso nariz verificam a identidade de cada molécula volátil que chega, e se reportam ao interior. Assim, a informação química, traduzida em sinais elétricos, viaja até o cérebro e afeta as escolhas de comportamento, bem como o humor. Muitas vezes, tudo isso é feito sem que prestemos muita atenção aos odores em nosso ambiente. 

É o olfato que orienta nossas escolhas alimentares e que molha o nosso apetite. É também o cheiro que nos torna exigentes sobre a qualidade da nossa comida, por exemplo, e que nos faz reconhecer um prato de “dar água na boca”. Sem o sentido do olfato, perderíamos muitas experiências, emoções e prazer interessantes; nossa vida careceria de toda uma dimensão. Porém, do ponto de vista fisiológico, seria uma vida perfeitamente normal.

O Senado pode avaliar um projeto de lei do senador Rogério Carvalho  (PT-SE) que institui pensão especial a pessoas que apresentem sequelas decorrentes da infecção causada pelo vírus Sars-CoV-2. O benefício terá valor de um salário mínimo, que hoje é de R$ 1,1 mil, e será pago mensalmente, tendo caráter indenizatório.

Na justificativa da proposta (PL 3.579/2021), o senador afirma que a pandemia de Covid-19, além de causar centenas de milhares de mortes no país, tem afligido seriamente os brasileiros com diversas sequelas, causando grande comprometimento da qualidade de vida. “O Estado deve proteger os afligidos de baixa renda”, defende.

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De acordo com o projeto, poderão receber a pensão pessoas que, em decorrência da Covid-19, apresentarem impossibilidade permanente ou temporária de trabalhar. Além disso, o beneficiado deverá ter renda familiar per capita de até um salário mínimo.

O recebimento da pensão especial não integrará a base de cálculo para determinação da renda familiar e não poderá ser percebida cumulativamente com o Benefício de Prestação Continuada de que trata o art. 20 da Lei 8.742, de 7 de dezembro de 1993.

No entanto, o auxílio não gerará direito a abono ou a pensão por morte e será mantido enquanto permanecerem as sequelas decorrentes da doença. Será necessário comprovar a incapacidade de trabalho por meio de exame pericial conduzido por perito médico federal.

O requerimento da pensão especial será feito perante o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), diretamente pelo interessado, determina a proposta.

As despesas decorrentes do projeto, caso vire lei, correrão por conta da programação orçamentária “Indenizações e Pensões Especiais de Responsabilidade da União”. O texto também estabelece que o INSS e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) deverão adotar as medidas necessárias à operacionalização da pensão especial no prazo de 60 dias, caso a proposta seja aprovada. 

*Da Agência Senado

O mundo científico foi capaz de encontrar uma vacina contra a Covid-19 em poucos meses, mas contra a aids a pesquisa não teve sucesso, apesar de anos de esforços.

Como se explica essa diferença? Para começar, a própria natureza do vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da aids, que é difícil de neutralizar.

Contra o coronavírus, os governos assumiram o comando: Estados Unidos, por exemplo, anunciaram investimentos colossais, o relaxamento das regulamentações, o teste de novas pistas de pesquisas.

Mas contra o vírus da aids o esforço não foi o mesmo. Apesar dos avanços formidáveis no tratamento médico, o HIV continua matando.

O 1º de dezembro é o dia de luta contra a doença que representou, após a sua descoberta em 1983, uma profunda mudança social.

No ano passado, 680 mil pessoas morreram de aids.

O HIV "infecta as células do sistema imunológico", integrando no DNA seu próprio material genético, explica à AFP Olivier Schwartz, diretor da unidade de vírus e imunidade do Instituto Pasteur.

Isso o torna um inimigo muito mais difícil de localizar. Enquanto não são necessárias, essas células imunes passam por fases dormentes, durante as quais o vírus pode se desenvolver.

Enquanto uma infecção com SARS-CoV2 (o vírus da covid-19) é curada na maioria dos casos naturalmente e a imunidade é adquirida ao mesmo tempo, o mesmo não acontece com o HIV.

Em segundo lugar, sua variabilidade é muito maior do que a do coronavírus. O HIV "sofre mutações muito mais facilmente" e, portanto, "é mais difícil gerar anticorpos de amplo espectro que podem bloquear a infecção", explica Olivier Schwartz.

"Sabemos vacinar contra uma variante rapidamente, mas não quando um vírus sofre mutações excessivas", enfatiza Nicolas Manel, chefe de equipe do Instituto Curie.

Um recente ensaio de vacina na África Subsaariana, para gerar imunidade contra várias variantes do HIV, foi abandonado devido à falta de eficácia.

- "Meios limitados" -

Para descobrir uma vacina, uma decisão de investimento estratégico de longo alcance terá que ser feita. Mas o mercado farmacêutico, com exceção das vacinas anticovid, está enfraquecido.

"A falta de investimento é alarmante", lamenta Nicolas Manel. "Existem muitos pesquisadores motivados, mas trabalham com meios limitados", explica.

A vacina é, a priori, a única forma de erradicar totalmente o vírus, com o qual ainda vivem cerca de 38 milhões de pessoas no mundo.

No momento, os pacientes têm à disposição um tratamento de terapia tripla "que funciona maravilhosamente bem e medicamentos que podem prevenir a doença", explica Monsef Benkirane, diretor de pesquisas do Instituto Francês de Genética Humana.

Atualmente, há uma dezena de vacinas em estudo. Entre elas, um produto desenvolvido pelo laboratório Moderna com tecnologia de RNA mensageiro, método inovador que deu origem ao grande sucesso de sua vacina contra a covid.

"O uso dessa tecnologia abre uma nova porta, cheia de esperança para vírus como o HIV", diz Gilles Pialoux, chefe do serviço de doenças infecciosas e tropicais do hospital Tenon em Paris e especialista em aids.

Mas os resultados finais levarão anos para chegar.

A pandemia de coronavírus teve um impacto muito negativo na luta contra a aids, pois interrompeu enormemente o acesso ao sistema de saúde e às redes de exames e laboratórios.

Mas, ao mesmo tempo, ativou novos campos promissores na pesquisa de vírus.

"Nunca se falou tanto sobre saúde, doenças infecciosas, o esforço coletivo necessário para combater uma pandemia global", destaca Serawit Bruck-Landais, da associação francesa Sidaction.

A nova variante ômicron do coronavírus representa um "risco muito elevado" para o planeta, advertiu nesta segunda-feira (29) a Organização Mundial da Saúde (OMS), que também destacou as muitas incógnitas sobre esta variante, especialmente sobre o perigo real que representa.

"Até o momento não se registrou nenhuma morte associada à variante ômicron", afirmou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço.

"Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada", afirma a organização, enquanto aumenta a lista de países onde a variante foi detectada, após os primeiros casos no sul da África em novembro.

"Em função das características podem existir futuros picos de Covid-19, que poderiam ter consequências severas", acrescenta a OMS, que na sexta-feira classificou a ômicron como variante de "preocupação".

As incógnitas sobre a variante são numerosas, adverte, no entanto, a OMS: o nível de contágio, e se esta é inerente às mutações constatadas ou ao fato de a variante escapar da resposta imune; o nível de proteção das vacinas anticovid existentes e a gravidade da doença, ou seja, se a variante causa sintomas mais graves.

A cantora Claudia Leitte entrou para os trends do Twitter neste domingo (28), após o vídeo de um trecho do seu show em São Paulo, capital, viralizar em perfis bolsonaristas na internet. No sábado (27), a artista puxou o seu bloco, Blow Out, no estacionamento do Espaço das Américas, e se emocionou ao retomar o contato com o público após quase dois anos sem realizar shows.

Nas imagens, é possível ver a multidão disposta sem distanciamento social e sem máscaras de proteção. Adepta ao “Ele Não!”, movimento contrário ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Leitte se tornou alvo de críticas dos apoiadores do presidente, que a chamaram de “hipócrita”.

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As reclamações se estenderam para o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB) e para o atual prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), ambos também da oposição. Internautas apontaram seletividade na aplicação das normas, insinuando que, enquanto a população geral se submete às regras de convivência em situações cotidianas, artistas podem agir arbitrariamente. Bolsonaristas também relembraram as duas multas aplicadas a Bolsonaro por promover aglomerações em São Paulo.

De acordo com a cantora, o evento foi realizado com limitação de público, exigência de comprovante de vacina e outras recomendações sanitárias estabelecidas pela Secretaria de Saúde de São Paulo. Em algumas das suas publicações em uma rede social, Leitte compartilhou imagens do público com a legenda “vacinas salvam vidas”.

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A cantora Anitta não tem bobeado na campanha em defesa da vacinação contra a Covid-19. E na noite desse sábado (27), após fazer o show de abertura da final da Libertadores, a musa pop ofereceu uma festa no Rio de Janeiro para, segundo ela, mostrar ao Brasil que voltou. Os convidados do evento tiveram que fazer teste para saber se estavam ou não com coronavírus e, além disso, apresentar o cartão de vacina contra a doença.

Direta, a cantora usou o story do Instagram para lembrar aos seus convidados da exigência: "Pra quem foi convidado: não esqueçam o cartão de vacinação, hein, gente?"

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E acrescentou alfinetando quem não acredita na proteção vacinal: "A gente vai estar fazendo o exame [para identificar a presença do coronavírus] na hora, mas tem que ter cartão de vacinação, porque aqui não entra negacionista".

Anitta ainda disparou com bom humor: "E pra quem não foi convidado: não fica me ligando. Porque se não foi convidado, é porque eu não queria [sua presença]".

A lenda do UFC Diego Sanchez, que nega a eficácia (comprovada) das vacinas contra a Covid-19 e ainda não se vacinou, está internado com pneumonia e outras complicações causadas pelo vírus. Nas redes sociais, o lutador disse que a Covid-19 ‘não é brincadeira’.

O integrante do Hall da Fama e primeiro campeão do reality The Ultimate Fighter contraiu o vírus na última semana. Sem dizer exatamente o que, contou que tomou o coquetel de anticorpos monoclonais da Regeneron para tratar a doença. Mas o caso acabou piorando e o obrigou a uma internação.

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Já internado, ele confirmou que foi diagnosticado com pneumonia e também com coágulos sanguíneos nas duas pernas. E apesar de admitir que a Covid não era uma brincadeira, ele ainda demonstrou que não definiu se vai se vacinar ou não, em resposta a um fã.

Desde abril deste ano, Diego Sanchez não faz mais parte do plantel do UFC, onde lutou por 15 anos.

Um relatório do Instituto Superior de Saúde (ISS) da Itália mostrou que o índice de internação por Covid-19 em UTIs é 12 vezes maior entre não vacinados do que entre aqueles que se imunizaram contra a doença.

Segundo o ISS, a taxa de hospitalizações em terapia intensiva nos últimos 30 dias é de 6,7 para cada 100 mil habitantes entre a população não vacinada, enquanto entre os imunizados há no máximo seis meses esse índice é de 0,54/100 mil.

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No entanto, o instituto informou que, após seis meses da conclusão do ciclo vacinal, a eficácia geral dos imunizantes contra casos leves ou assintomáticos cai de 72% para 40%, enquanto o índice contra formas graves diminui de 91% para 81% - a Itália utiliza as fórmulas da AstraZeneca, Biontech/Pfizer, Janssen e Moderna.

O país vive um momento de alta nos casos e nas mortes por Covid e, por conta disso, antecipou para 1º de dezembro o início da dose de reforço da vacina para todos os adultos.

Além disso, entre 6 de dezembro e 15 de janeiro, pessoas que não tenham se vacinado nem se curado recentemente da Covid não poderão entrar em áreas cobertas de bares e restaurantes, casas noturnas, shows e eventos esportivos.

Da Ansa

A variante omicron do coronavírus, descoberta por pesquisadores sul-africanos, é rara e possui um elevado número de mutações, o que a tornaria altamente transmissível.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) falou na sexta-feira sobre uma variante "preocupante", que gerou pânico global e restrições aos voos internacionais.

Os cientistas trabalham 24 horas por dia para analisá-lo e tentar entender seu comportamento. É o que se sabe a partir dos elementos compartilhados por cientistas sul-africanos.

- Origens -

A origem desta nova cepa é atualmente desconhecida, mas os pesquisadores sul-africanos foram os primeiros a anunciar sua descoberta em 25 de novembro. Casos foram relatados naquele dia em Hong Kong e Botswana. Um dia depois, foi a vez de Israel e da Bélgica.

- Mutações -

Em 23 de novembro, os pesquisadores descobriram uma nova variante com uma "constelação muito incomum de mutações". Alguns conhecidos, muitos novos.

Tem "o maior número de mutações que vimos até agora", explica à AFP, Mosa Moshabela, professor encarregado de pesquisa e inovação da Universidade de KwaZulu-Natal (sudeste da África do Sul). "Alguns já foram vistos em delta e beta, mas outros são desconhecidos ... e não sabemos como essa combinação de mutações ficará."

Na proteína espícula, chave para a entrada do vírus no corpo, os pesquisadores observaram mais de 30 mutações, um elemento importante se comparado a outras variantes perigosas.

- Transmissão -

A velocidade com que novos casos diários de covid-19 estão aumentando na África do Sul, muitos relacionados ao omicron, sugere que isso se deve à forte capacidade de transmissão da cepa.

A taxa diária positiva para o coronavírus aumentou rapidamente nesta semana, de 3,6% na quarta-feira, para 6,5% na quinta-feira e para 9,1% na sexta-feira, de acordo com dados oficiais.

“Algumas das mutações que vimos no passado permitiram que o vírus se propagasse com mais rapidez e facilidade. Por isso, suspeitamos que essa nova variante se espalhe muito rapidamente”, explica o professor Moshabela.

- Imunidade e vacinas -

A julgar por alguns casos de reinfecções, "muito mais numerosas do que nas ondas anteriores" da pandemia, pode-se pensar que a variante prevalece sobre a imunidade, diz Moshabela com base nos primeiros dados disponíveis.

Isso poderia reduzir a eficácia das vacinas, a um grau que ainda não foi determinado.

- Gravidade da doença -

É o grande desconhecido. Passou-se menos de uma semana desde que a variante foi detectada, deixando muito pouco tempo para determinar clinicamente a gravidade dos casos.

Os países-membros da Organização Mundial da Saúde realizarão uma reunião excepcional em Genebra a partir de segunda-feira (29) para tentarem buscar estratégias para combater melhor uma próxima pandemia.

Essa reunião excepcional da Assembleia Mundial da Saúde - órgão supremo de decisão da organização da ONU que reúne seus 194 membros - vai durar três dias para debater apenas este assunto, em um momento em que a Europa vive a quinta onda da pandemia de covid-19 e quando o surgimento de uma nova variante é motivo de preocupação em todo o mundo.

A reunião também marca o aniversário de dois anos do início da pandemia que custou milhões de vidas e trilhões de dólares.

A gestão da covid mostrou os limites aos quais a OMS tem direito e recursos, mas a comunidade internacional está dividida.

O objetivo da reunião é debater a melhor forma de dotar a OMS de um marco jurídico para enfrentar melhor uma futura crise, seja em forma de tratado internacional ou de alguma outra fórmula.

- Desajustado -

O Regulamento Sanitário Internacional que guiou o trabalho da OMS desde 2005 não está projetado para enfrentar uma crise da envergadura da covid-19, afirma Jaouad Mahjour, vice-diretor de preparo para emergências da organização.

Seu diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus é claramente defensor de um tratado para evitar o círculo vicioso de "não fazemos nada e depois entramos em pânico".

"O caos causado por essa pandemia só destaca o porquê de o mundo precisar de um acordo internacional infalível que estabeleça as normas", disse na quarta-feira.

Mas os Estados Unidos não são a favor de um tratado e preferem um processo mais rápido.

Por outro lado, quase 70 países apoiam um tratado, afirmando que é "a única proposta substancial" que poderia garantir "uma resposta mundial rápida, conjunta, eficaz e igualitária para a próxima pandemia", segundo a carta aberta publicada pelos ministros da Saúde de 32 deles e na qual fazem um alerta: "Não podemos esperar a próxima crise para agirmos".

"Independente do que fizermos, no futuro precisamos de um compromisso sustentado no mais alto nível político", disse um diplomata da União Europeia, que pediu "um marco jurídico vinculante para estruturá-lo por completo. (...) É uma questão muito importante".

Steve Solomon, diretor jurídico da OMS, acredita que "há boas razões para pensar" que é possível encontrar uma solução coletiva.

- "Mãos à obra" -

"Isso não é algo que temos que discutir por 107 anos. Por favor, coloquem as mãos à obra", pediu na segunda-feira a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, ao revisar os progressos realizados seis meses depois da publicação de um relatório muito crítico sobre a gestão da pandemia, cuja elaboração ela co-presidiu.

O relatório propôs um acordo-quadro para a OMS, que permitiria definir rapidamente o essencial e depois ampliá-lo quando for necessário.

Um grupo de trabalho foi criado para redigir uma resolução que possa ser debatida durante a reunião que começa na segunda-feira.

Segundo Mahjour, as recomendações a serem debatidas se dividem em quatro categorias: igualdade, governança e liderança, financiamento a nível nacional e internacional, e sistemas e ferramentas para responder a uma crise sanitária mundial.

"O mundo não pode se permitir ter outra pandemia para a qual não esteja preparado", alertou.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, neste sábado (27), mais nove óbitos e 373 casos de Covid-19 em Pernambuco. O estado soma 20.226 mortes pela doença.

Entre os casos confirmados neste sábado, 11 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Os demais 362 são leves.

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Pernambuco totaliza 639.373 casos confirmados de Covid-19, sendo 54.971 graves e 584.402 leves. Os nove óbitos ocorreram entre 22 de janeiro de 2021 e a última sexta-feira (26). 

Carros com vacinas contra a Covid-19 vão circular por bairros e comunidades de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, para imunizar a população sem necessidade de agendamento nestes sábado (27) e domingo (28) . Os munícipes poderão receber a primeira, segunda ou terceira dose nos locais em que as unidades móveis passarem.

Neste sábado (27), das 9h às 12h, os carros vão passar pelas ruas dos bairros João de Deus, Vila da Fé e na ocupação Santa Terezinha. Já das 13h às 17h, os veículos trafegarão pela Vila Chocolate e Vila Dilma.

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No domingo (28), das 9h às 12h, será a vez das ocupações nos Carneiros, Vila Militar e Nossa Senhora dos Milagres. À tarde, das 13h às 17h, serão contemplados os moradores do assentamento Luiz Inácio Lula da Silva e da ocupação Santa Helena.

A vacina transportada nos carros é a da Pfizer. Para receber a primeira dose é necessário ter 12 anos ou mais. Para o público entre 12 e 17 anos é exigida a presença de um responsável, munido de documentação oficial com foto, para assinar o termo de consentimento de recebimento da vacina. Pessoas com mais de 18 anos devem estar com documento com foto, portar comprovante de residência, CPF ou cartão do SUS. 

Para receber a segunda dose da Pfizer, é necessário estar com intervalo de 60 dias do recebimento da primeira. Já a dose de reforço será aplicada no público de 18 a 54 anos que tomou a segunda dose há cinco meses. No caso da população a partir de 55 anos, o intervalo entre a terceira e segunda dose deverá ser de quatro meses.

A Holanda anunciou neste sábado (27) que está analisando se 61 pessoas procedentes da África do Sul que deram positivo à Covid-19 estão afetadas pela nova variante omicron, que está provocando o isolamento mundial do sul da África, cujos líderes lamentaram estarem sendo "castigados".

Além disso, na Alemanha as autoridades informaram que já existe um possível primeiro caso dessa variante nova e muito contagiosa, em uma pessoa que retornava da África do Sul. Seria o segundo país europeu a confirmar a presença da omicron em seu território, depois da Bélgica.

Na sexta-feira, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) afirmou que o risco de que a nova variante da covid-19 se espalhe pela Europa é "de alto a muito alto".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que essa variante é "preocupante" assim como a atualmente dominante delta e as detectadas anteriormente, alfa, beta e gama.

Segundo as autoridades de saúde holandesas, os 61 passageiros que deram positivo viajaram em dois aviões procedentes da África do Sul, nos quais havia outros 531 passageiros que deram negativo. Por enquanto, estão em quarentena em um hotel nos arredores do aeroporto de Amsterdã.

"Os resultados positivos serão examinados rapidamente para ver se estão relacionados com a nova e preocupante variante", explicaram.

Na Alemanha, o ministro para Assuntos Sociais da região de Hesse (oeste), Kai Klose, disse que é "muito possível que a variante omicron tenha chegado" ao país, já que os testes realizados na sexta-feira com este viajante revelaram "várias mutações típicas da omicron".

"Essa pessoa foi isolada em seu domicílio devido a esses grandes indícios. O sequenciamento ainda não foi concluído", acrescentou.

- "Castigados" -

Também na República Tcheca, o primeiro-ministro Andrej Babis disse que estão estudando o caso suspeito de uma mulher que deu positivo ao chegar ao país após ter passado por Namíbia e viajado para a República Tcheca via África do Sul e Dubai.

A nova mutação fue notificada pela primeira vez pela África do Sul em 24 de novembro. Desde sexta-feira, cada vez mais países suspendem as viagens com a África do Sul, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Essuatini (ou Suazilândia), Moçambique e, em alguns casos, Malawi.

Neste sábado, o governo sul-africano se disse "castigado" por ter detectado a nova variante e lamentou que sua excelência científica por tê-la descoberto acabe penalizando o país.

"Essas proibições de viagem castigam a África do Sul pela sua capacidade avançada no sequenciamento de genomas e em detectar mais rapidamente as novas variantes. A excelência científica deveria ser aplaudida e não castigada", disse o governo em um comunicado.

"Vemos também que há novas variantes detectadas em outros países. Nenhum desses casos tem relação recente com o sul da África. E a reação com esses países é radicalmente diferente da gerada pelos casos no sul da África", lamentou o ministério das Relações Exteriores neste comunicado.

Na sexta-feira, a OMS disse que poderia levar várias semanas para determinar se a nova variante provoca mudanças na transmissibilidade ou gravidade da covid-19, assim como na eficácia das vacinas, e alertou contra a imposição de restrições de viagens enquanto a evidência científica é escassa.

- Novas vacinas ou mais vacinas? -

Os laboratórios Pfizer/BioNTech informaram que estão estudando urgentemente a eficácia de sua vacina contra essa nova variante e que teriam dados "em duas semanas no mais tardar".

Neste sábado, o cientista britânico que liderou as pesquisas sobre a vacina Oxford/AstraZeneca contra o coronavírus, Andrew Pollard, afirmou que é possível criar uma nova contra a variante omicron "muito rápido".

O professor considerou que é "altamente improvável" que esta nova variante se propague com força entre a população já vacinada.

O coronavírus deixa mais de 5,18 milhões de mortos em todo o mundo desde sua aparição na China no final de 2019, embora a OMS estime que os números reais possam ser muito maiores.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a nova variante deve incentivar o resto do mundo a doar mais vacinas às nações mais pobres, destacando que seu país "já doou mais vacinas para outros países que todos os demais países juntos" e "é hora" de se igualar à sua "generosidade".

Cerca de 54% da população mundial recebeu ao menos uma dose da vacina anticovid, mas nos países de baixa renda essa proporção é de apenas 5,6%, segundo o portal Our World in Data.

A Prefeitura do Recife vai abrir, na próxima segunda-feira (29), dois pontos de vacinação contra a Covid-19 em shoppings. Segundo a gestão municipal, essa será uma nova estratégia em busca de ampliar a cobertura vacinal na cidade.

A imunização vai ocorrer de segunda a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 12h às 20h, no térreo do Shopping Tacaruna, em Santo Amaro, área central do Recife, e no piso L2 do Shopping RioMar, no Pina, Zona Sul da capital. A partir da terça-feira (30), o serviço passa a ser oferecido no térreo do Shopping Boa Vista, na área central da cidade; e no piso superior do Shopping Recife, em Boa Viagem, Zona Sul. 

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"A iniciativa coincide com o início das festividades de fim de ano, quando uma maior quantidade de pessoas circula nesses espaços", explica a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque. Para receber a vacina, é necessário apresentar um comprovante de residência em seu nome, além de um documento oficial com foto. Para aqueles que forem receber a segunda dose ou a de reforço, também é preciso levar o cartão de vacinação ou o certificado de vacina, disponível no Conecta Recife. 

Pernambuco recebeu mais 452.790 doses da vacina Pfizer/BioNTech na madrugada deste sábado (27). A carga chegou ao Recife por volta de 0h45 e seguiu para checagem e armazenamento na sede do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE).

Os imunizantes serão utilizados para aplicação de primeiras doses em adolescentes, além de segundas doses e reforço para a população em geral, de acordo com a necessidade de cada município. Desde o início da campanha de vacinação, foram recebidas mais de 6,6 milhões de doses da Pfizer.

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Do início da campanha, em janeiro deste ano, até o momento, Pernambuco recebeu 16.175.653 doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, foram 5.044.420 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 4.287.253 da Coronavac/Butantan, 6.670.170 da Pfizer/BioNTech e 173.810 da Janssen.

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