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Uma carga com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) suficiente para fabricar 12,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 é aguardada para este sábado (27) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A remessa foi embarcada nesta sexta-feira (26) em Xangai, na China, e tem chegada prevista para as 17h50 no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pela Fiocruz.

Segundo a fundação, a nova remessa, da vacina Oxford-AstraZeneca, complementa a quantidade de insumos necessários para a produção das 15 milhões de doses da vacina previstas para o mês de março. O primeiro lote de IFA chegou à Fiocruz no último dia 6, suficiente para 2,8 milhões de doses, que já estão sendo processadas.

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“As vacinas serão entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) após o deferimento do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja análise tem seguido de forma paralela à produção. Até junho, a fundação vai receber lotes de IFA para totalizar a produção de 100,4 milhões de doses da vacina”, informou a Fiocruz.

Após a chegada do IFA na Fiocruz, amostras serão enviadas para o controle de qualidade. Em seguida, serão realizados o descongelamento e o processamento final, que oacorre em quatro etapas: formulação, envase e recravação, inspeção e rotulagem e embalagem. Na formulação, o IFA é descongelado e diluído para receber estabilizadores, que garantem a integridade e preservação do princípio ativo.

Durante o processamento da vacina, são retiradas amostras de todos os lotes, que são encaminhadas para um rígido controle de qualidade interno a fim de garantir sua segurança e eficácia. Após o resultado, as vacinas são liberadas para entrega a todos os estados brasileiros.

 

O governador Paulo Câmara sancionou, nesta sexta-feira (26), a Lei n° 17.165/2021, que institui o Auxílio Emergencial Ciclo Carnavalesco de Pernambuco aos artistas e agremiações impedidos de promover suas atividades durante o período momescos, por conta da pandemia da Covid-19. Criado com recursos do Tesouro Estadual, os R$ 3 milhões serão destinados aos fazedores de cultura, e distribuídos entre um mínimo de R$ 3 mil e um máximo de R$ 15 mil, pagos em parcela única.

“Essa contribuição foi concebida para ajudar as pessoas responsáveis pela tradição cultural do nosso Carnaval, e que não puderam trabalhar este ano. Quero aproveitar para, mais uma vez, agradecer o empenho dos deputados e deputadas, por terem discutido e votado em regime de urgência o projeto, cientes na sua imensa importância”, afirmou Paulo Câmara.

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A Lei vai contemplar pelo menos 450 artistas e grupos ligados estritamente ao ciclo carnavalesco, entre pessoas físicas (cantores e cantoras), orquestras, blocos, troças, maracatus, tribos, caboclinhos, clubes de máscaras, cirandas, afoxés, ursos, escolas de samba, blocos líricos, clube de alegorias, clube de bonecos e outras manifestações ligadas à tradição do Carnaval.

O secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, informou que na próxima semana o edital para inscrição de candidatos ao auxílio emergencial já estará disponível. “Provavelmente na próxima sexta-feira (05.03) teremos o regramento estabelecido, a partir do lançamento de um edital, para que esses grupos culturais possam se cadastrar e efetivamente participar da distribuição desses recursos”, ressaltou.

Para ter direito ao auxílio, os interessados deverão comprovar domicílio no Estado e ter participado, pelo menos uma única vez, da programação do Carnaval de Pernambuco dos últimos três anos (2018, 2019 e 2020). Além disso, a solicitação também deverá se enquadrar nas categorias Cultura Popular, Dança ou Música. O solicitante, seja grupo ou artista solo, deve desenvolver seu trabalho artístico incorporando elementos das tradições carnavalescas.

As solicitações serão analisadas por uma comissão de avaliação formada por representantes da sociedade civil – por meio do Conselho Estadual de Política Cultura – e por integrantes das secretarias estaduais de Cultura e de Turismo, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

De acordo com o secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, o auxílio chega em um momento decisivo para salvaguardar manifestações e grupos que perderam sua renda. “Essa lei vai dar um suporte aos artistas pernambucanos, diminuindo os efeitos negativos da não realização do Carnaval”, frisou. Além de Novaes e Freyre, o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, também participou da solenidade de sanção da lei.

*Da Imprensa de PE

Nesta sexta-feira (26), o boletim do Governo de Pernambuco sobre a Covid-19 informa que a ocupação média dos leitos hospitalares específicos para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do estado chegou à marca dos 83% na rede pública de saúde. Considerando apenas os leitos de enfermaria, a ocupação é de 74%, frente a 91% se observados unicamente os leitos de UTI.

Na rede privada, a situação é um pouco menos dramática que no Sistema Único de Saúde (SUS). As UTI’s têm ocupação de 87% dos 270 leitos específicos para pacientes com SRAG, enquanto nos 165 leitos de enfermaria o índice é de 48%. É importante esclarecer que os dados incluem pacientes confirmados e também suspeitos de Covid-19. 

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A situação dramática da iminente falta de leitos de UTI na rede pública levou o governador do estado, Paulo Câmara (PSB) a anunciar novas restrições nesta sexta (26), impondo toque de recolher com funcionamento apenas de serviços essenciais a partir da noite de sábado (27), das 22h às 5h. 

Vacinação 

De acordo com o boletim oficial, em Pernambuco já foram aplicadas 441.152 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 321 mil primeiras doses e 120.152 aplicações da segunda dose. 

Ao todo, foram feitas a primeira dose em 189.559 trabalhadores de saúde; 23.957 povos indígenas aldeados; 5.587 idosos em Instituições de Longa Permanência; 25.703 idosos entre 80 e 84 anos; 75.452 idosos a partir dos 85 anos, além de 742 pessoas com deficiência institucionalizadas.

Já em relação à segunda dose, foram 94.048 trabalhadores de saúde, 22.040 povos indígenas aldeados, 3.644 idosos institucionalizados e 420 pessoas com deficiência institucionalizadas, totalizando 120.152 pessoas que já finalizaram a vacinação.

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--> PE anuncia toque de recolher das 22h às 5h em todo estado

Em meio ao momento mais duro da pandemia de covid-19 desde seu início, há um ano, governos estaduais têm decretado medidas para aumentar o isolamento social e restringir a aglomeração de pessoas. Na quinta-feira (25), o país registrou 1.582 óbitos pelo novo coronavírus, o maior número de mortos pela pandemia em apenas um dia.

Região Norte

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O Acre adotou medidas para conter a contaminação pelo coronavírus. Além da pandemia, o estado enfrenta outras crises com um surto de dengue, enchentes que atingiram mais de 130 mil pessoas e uma crise migratória de haitianos que tentam entrar no Peru, que está com as fronteiras fechadas.

O estado está desde o início do mês em bandeira vermelha, com todos os serviços não essenciais fechados. A medida, tomada em razão da ocupação de quase 100% dos leitos para covid-19, vale até o dia 1º de março.AC

Em Roraima, o governador Antonio Denarium assinou decreto mantendo até o dia 15 de março, a suspensão do transporte coletivo interestadual como medida para tentar conter o avanço do novo coronavírus. Pelo decreto, não podem circular pessoas em ônibus e micro-ônibus (públicos e privados), vans e similares, táxis e transporte por aplicativo, inclusive os compartilhados e os tipo lotação.

Região Nordeste

O Ceará adotou medidas para restringir a circulação de pessoas. O toque de recolher proíbe a circulação de pessoas em todo o estado no período entre 22h e 5h, com exceção para o uso de serviços essenciais. Determinação vale até o próximo domingo (28).

Os estados de Pernambuco e do Piauí também estabeleceram toque de recolher. Em Pernambuco, o governo do estado decretou toque de recolher em 63 municípios das gerências regionais de Saúde de Limoeiro, de Caruaru e de Ouricuri, localizadas no agreste e sertão pernambucano.

A medida começa valer a partir desta sexta-feira (26) até o dia 10 de março. Todas as atividades econômicas e sociais estão proibidas das 20h às 5h durante a semana, e das 17h às 5h nos finais de semana.

No Piauí, o toque de recolher está valendo desde quarta-feira (24) em todo o estado. A circulação de pessoas está proibida em espaços e vias públicas das 23h às 5h. Nos finais de semana devem funcionar somente atividades essenciais. A medida vale até o dia 4 de março.

Na Paraíba, o toque de recolher também entrou em vigor desde o dia 24 deste mês e vai até dia 10 de março. A circulação de pessoas está proibida das 22h às 5h para as cidades que, estão com bandeiras vermelha e laranja.

Na Bahia, o governador Rui Costa decretou medidas restritivas para evitar a circulação de pessoas a partir de hoje. O decreto estadual suspende todas as atividades não essenciais a partir das 17h até 5h de segunda-feira (1º) em todos os 417 municípios do estado da Bahia.

Região Sudeste

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, na quarta-feira (24), toque de recolher em todo o estado, das 23h às 5h. A medida vale a partir desta sexta-feira e segue até 14 de março.

Região Centro-Oeste

O governo de Mato Grosso do Sul também determinou o toque de recolher em todo o estado. A medida, publicada hoje (26), no Diário Oficial do estado, prevê a adoção do toque de recolher em duas faixas: para os municípios que nas bandeiras cinza e vermelha, a restrição para circulação de pessoas estão enquadrados é das 22h às 5h.

Para os municípios que estão em situação de risco nas bandeiras laranja e amarela, a restrição vai das 23h às 5h. A medida será válida por 15 dias. Esta é a quinta vez consecutiva que o estado prorroga as medidas de restrição à circulação de pessoas.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha, determinou o fechamento de atividades não essenciais, das 20h às 5h, a partir de segunda-feira (1º). Um decreto deve ser publicado ainda nesta sexta-feira detalhando as regras. As medidas de restrição não devem, porém, atingir as atividades presenciais em escolas particulares nem o trânsito de pessoas nas ruas.

Região Sul

Os estados do Paraná e de Santa Catarina decretaram medidas para restringir a circulação de pessoas.

No Paraná, serviços e atividades não essenciais serão suspensos a partir deste sábado até o dia 8 de março. No período, haverá também proibição da circulação de pessoas em espaços e vias públicas das 20h às 5h. As aulas também serão suspensas.

Em Santa Catarina, o governo anunciou o fechamento de serviços não essenciais das 23h desta sexta-feira até as 6h de segunda-feira (1º). A medida também vale para o próximo final de semana, começando às 23h da sexta-feira (5) e terminando às 6h de segunda-feira (8).

No Rio Grande do Sul, o governo decidiu ampliar as medidas restritivas, suspendendo temporariamente o sistema de cogestão regional. Com isso, todo o estado ficará em bandeira preta, nível mais grave do sistema gaúcho de enfrentamento à pandemia. A medida suspende as atividades não essenciais das 20h às 5h, em todo o estado até o dia 2 de março.

 

 

A enfermeira Priscila Veríssimo, 35 anos, morreu após se reinfectar com a Covid-19 em Arapiraca, Alagoas. Por ser profissional de saúde, ela tinha direito a ser imunizada, no entanto, ela recusou a vacina. Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ela seguia o raciocínio do chefe do Executivo e tinha dúvidas sobre a eficácia da vacina chinesa.

Priscila era funcionária do Complexo Hospitalar Manoel André (CHAMA) e já tinha sido infectada uma vez; por conta disso, achou que não pegaria novamente a doença. Antes de morrer em decorrência das complicações do novo coronavírus, a enfermeira foi demitida da unidade de saúde onde trabalhava por conta de sua recusa. 

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Segundo o Estado de Minas, Priscila foi reinfectada na última semana. Com complicações da doença, a enfermeira não resistiu e morreu na última quarta-feira (24), deixando um filho de dois anos.

A decisão do Governo de Pernambuco de restringir o funcionamento de atividades econômicas e sociais em 63 municípios, a partir desta sexta-feira (26), foi criticada pela deputada Clarissa Tércio (PSC). Em discurso na Reunião Plenária desta quinta (25), ela questionou a determinação de que apenas serviços essenciais funcionem das 20h às 5h, até o dia 10 de março. “Queria entender o que levou o Poder Executivo a tomar a atitude, pois já está provado que isso não reduz a contaminação pelo novo coronavírus e só traz prejuízos. Que infectologista defende essas ações?”, indagou.

A parlamentar não vê sentido em penalizar os trabalhadores e empresários com medidas que teriam se mostrado inócuas. “Estou indignada e falo em nome de uma grande parcela da população que não aceita proibições como essa”, frisou. 

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De acordo com Clarissa Tércio, no início da pandemia, uma pesquisa realizada em Nova York apontava que 80% das pessoas contaminadas praticavam isolamento social. Ela acrescentou que a Argentina vem adotando lockdown desde o início da crise sanitária e, mesmo assim, tem tido alto número de infectados. “Além de gerar desemprego, tais ações só resultam no enfraquecimento da economia”, salientou.

A deputada também comentou a iniciativa dos secretários estaduais de Fazenda que, na semana passada, enviaram uma carta aos ministérios da Saúde e da Economia pedindo recursos para a manutenção dos leitos de UTI usados no tratamento de pacientes com Covid-19. Segundo ela, em 2020, quando o Governo Federal enviou verbas para Pernambuco, principalmente no período de campanha eleitoral, houve relaxamento das medidas restritivas.

“É só a União reduzir a verba enviada que o Governo Estadual volta a limitar a circulação. Percebo que os gestores estaduais estão querendo tirar proveito político da pandemia. Nosso Estado tem muito a agradecer à União pelo apoio no combate à Covid-19”, ressaltou Clarissa Tércio.

Por fim, a parlamentar do PSC reclamou que as novas determinações atingem em cheio as atividades religiosas. Ela apontou que o “toque de recolher” vai interferir no funcionamento de igrejas de todas as denominações. “Isso é um desrespeito à liberdade de culto, prevista na Constituição Federal. E falo em nome de todas as religiões, que estão sendo feridas. Espero que essas decisões sejam revistas.”

O assunto foi retomado pelo deputado Isaltino Nascimento (PSB), líder do Governo na Alepe, durante discurso no Grande Expediente. Para o socialista, medida “não foi feita por empirismo, mas baseada na ciência”. “Basta ver a situação dessas regiões, que estão com 95% dos leitos de UTI ocupados”, informou. “É até um desrespeito ouvir isso de alguém que defendeu o uso da cloroquina, que questionou a importância da saúde pública e a gravidade da pandemia.” 

A fala recebeu apoio dos deputados Diogo Moraes (PSB) e Marcantonio Dourado Filho (PP). “Até o aeroporto de Salvador (BA) será fechado. Cada Estado toma sua providência”, disse Moraes. “Parabenizo as ações do governador Paulo Câmara na defesa do nosso povo. É importante evoluir economicamente, mas é mais relevante ainda preservar as vidas dos pernambucanos”, complementou o progressista.

*Da Alepe 

 

Nesta sexta-feira (26) o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, declarou durante a coletiva de imprensa que há risco de colapso do sistema de saúde do estado caso o ritmo de internações siga igual. 

“No pico da primeira onda, no dia 15 de julho de 2020, tínhamos 40% dos pacientes internados em UTI. Hoje, esse dado no dia 25 (quinta-feira), era 46%. Portanto estamos internando mais em UTI. A evolução dos pacientes internados, com aumento de 1,6% ao dia, faz com que nós tenhamos um esgotamento de leitos de UTI no estado em 20 dias se essas medidas que estamos tomando agora não fossem implementadas”, disse o secretário.

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A capital paulista retornou à fase laranja do plano de convivência com a doença, junto com sua região metropolitana. Já as áreas de Campinas, Registro e Sorocaba e Marília foram para a fase vermelha.

Na fase laranja, o comércio só pode funcionar durante 8 horas por dia, no máximo até às 20h e com 40% da capacidade total. Na vermelha, apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar. Atualmente, segundo o secretário, o estado de São Paulo já avalia a adoção de medidas ainda mais restritivas que as já definidas na fase vermelha. 

“O Centro está estudando propor uma inclusão no Plano São Paulo de uma nova classificação que poderia ter mais restrições que a fase vermelha […], pelo que vem acontecendo nos estados da região sul, no que aconteceu em Manaus e em algumas regiões e municípios aqui do estado”, afirmou ele.

Segundo o secretário, desde novembro o governo aumentou em 140% o número de leitos UTI no SUS do estado, chegando a 8500. “No caso da Grande São Paulo, caso não fossem implementadas as medidas, teríamos um colapso no sistema de saúde em 19 dias”, disse Gorinchteyn.

Adesão da população

A responsabilidade da população na adesão às novas regras também foi lembrada pelo médico e secretário. “Tudo tem limite, recursos humanos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, espaços para aumentar UTI. Nós temos o risco de colapsar, precisamos do apoio da população, mais do que nunca tem que acolher os nossos pedidos. Não é só perder paladar, olfato, é perder a vida”.

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, lembra que os cuidados precisam ser reforçados num momento em que as novas cepas do vírus já circulam fortemente pelo estado e são de 30% a 50% mais contagiosas. 

“Temos a possibilidade que elas posam ser mais agressivas. Isso têm explicado por que em janeiro e fevereiro estamos batendo recordes”, disse Covas.

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O Plenário da Alepe aprovou, em Primeira e Segunda Discussões, a concessão do Auxílio Emergencial Ciclo Carnavalesco de Pernambuco, destinado a artistas e grupos culturais da tradição pernambucana, em decorrência do cancelamento do Carnaval de 2021 por conta da pandemia de Covid-19. Encaminhado pelo Poder Executivo, o Projeto de Lei (PL) nº 1794/2021 prevê esse pagamento para as áreas de cultura popular, dança e música. O texto votado nesta quinta (25) obteve apoio unânime durante a Reunião Plenária.

O auxílio será equivalente a 60% do último valor recebido pelo artista ou grupo cultural em contratação realizada pela Fundarpe ou Empetur, não podendo ser menor que R$ 3 mil nem superior a R$ 15 mil. Para pleitear o apoio, é preciso ter sido contratado pelo menos uma vez nos últimos três carnavais.

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Três modificações apresentadas por parlamentares ao projeto foram rejeitadas. De autoria do deputado Wanderson Florêncio (PSC), a Emenda n° 1 autorizaria o pagamento mesmo àqueles que estão impedidos de receber verbas da administração pública, enquanto a de nº 2 pretendia tornar o auxílio elegível para quem, mesmo não sendo da tradição carnavalesca, tivesse recebido recursos nos últimos festejos. Já a Emenda nº 3, apresentada pela deputada Priscila Krause (DEM), incluiria as empresas de infraestrutura de eventos no benefício.

Quando a matéria foi discutida, após a leitura e votação dos pareceres das Comissões de Educação e Cultura e de Desenvolvimento Econômico, a deputada Teresa Leitão (PT) sugeriu que o Governo incluísse representantes da sociedade civil na comitiva responsável pela execução da lei. A petista ressaltou que a cadeia produtiva do Carnaval não se restringe aos artistas e grupos culturais, portanto, o auxílio poderia contemplar trabalhadores das equipes técnicas e de produção.

Na mesma linha, a deputada Jô Cavalcanti, titular do mandato coletivo Juntas (PSOL), citou como exemplos os bonequeiros, aderecistas e costureiros que trabalham no Carnaval. Ela frisou, ainda, que a Prefeitura do Recife investirá R$ 4 milhões em seu auxílio, enquanto o Estado estima um investimento menor, de R$ 3 milhões. 

Em resposta, o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB), assinalou que a Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural já alcançou parte da cadeia produtiva da cultura. “Como os recursos são fiscalizados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), é necessário estabelecer um foco. Algumas pessoas [que trabalham na produção do Carnaval] não são remuneradas pelo Estado, mas por empresas terceirizadas. Então é muito difícil estabelecer uma regra que atenda todos.”

O segundo turno de votações deu-se em Reunião Extraordinária realizada na sequência da sessão ordinária. Após a deliberação, em discurso no Grande Expediente, o deputado Marcantonio Dourado Filho (PP) parabenizou o Governo do Estado pela medida. “Muita gente depende desse dinheiro para sobreviver e, com a pandemia, ficou sem trabalhar. Nem todos puderam ser contemplados, mas já é uma ajuda”, comentou.

Calamidade Pública

Ainda por conta da pandemia do novo coronavírus, foi acatado, em Primeira Discussão, o Projeto de Decreto Legislativo nº 191/2021, que amplia o reconhecimento do estado de calamidade pública por mais seis meses em 11 municípios – Machados, Cedro, Casinhas, Orobó, Altinho, Araripina, Ipubi, Pombos, Mirandiba, Ouricuri e São José do Belmonte –, os únicos que ainda não haviam solicitado a prorrogação à Alepe.

Os decretos são de autoria da Mesa Diretora da Casa. O reconhecimento da situação desobriga os gestores públicos de cumprir metas fiscais, bem como de ter limites para despesas com pessoal, empenho e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Autorização para empréstimo

Também em Primeira Discussão, foi aprovado o PL nº 1777/2021, que autoriza o Governo de Pernambuco a tomar empréstimos no valor de até R$ 1 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. Em audiência pública promovida, nesta semana, pelas Comissões de Justiça (CCLJ), de Finanças e de Administração Pública, o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, explicou que a maior parte desses recursos será aplicada em obras de estradas e aeródromos.

A aprovação da matéria cumpre alguns de uma série de requisitos para obter o financiamento. É necessária, ainda, a reclassificação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Estado para contrair empréstimos com aval da União, devendo passar da categoria C para a B. A mudança foi solicitada pelo Poder Executivo ao Ministério da Economia em janeiro deste ano, informou Rebêlo na ocasião.

Ao apresentar, em Plenário, o parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, o presidente do colegiado, deputado Delegado Erick Lessa (PP), avaliou que o PL 1777 traz expectativas positivas aos pernambucanos. “O empréstimo pode significar bastantes recursos para a aplicação em obras estruturantes”, disse.

A proposta foi aprovada por unanimidade. Ao discuti-la, Tony Gel (MDB) considerou que a mudança na Capag foi conseguida graças ao esforço do Governo Estadual para equilibrar as contas públicas. “A pandemia gerou um gasto não previsto de R$ 900 milhões e diminuiu a arrecadação. Mesmo assim, o Estado teve um superávit em 2020 acima de R$ 1 bilhão, manteve a folha de pagamento em dia e investiu além do piso em educação e saúde. Agora poderá buscar empréstimos para direcionar à infraestrutura, sobretudo de estradas”, comemorou.

Fura-filas da vacina

Ainda em primeiro turno, o Plenário deu aval à proposta que prevê a aplicação de multas administrativas – entre R$ 10 mil e R$ 100 mil – a pessoas ou empresas que fraudarem a ordem de preferência nas campanhas de imunização realizadas em Pernambuco. A penalidade está prevista nos Projetos de Lei nºs 1734/2021 e 1749/2021, reunidos em um substitutivo elaborado pela CCLJ. As matérias originais foram apresentadas, respectivamente, pelos deputados Clodoaldo Magalhães (PSB) e Delegada Gleide Ângelo (PSB).

Segundo o texto, o valor da multa será estabelecido com base nas circunstâncias do ato e nas condições financeiras do infrator. O montante poderá ser em dobro se o transgressor da norma for funcionário ou servidor público; se o caso ocorrer em períodos de calamidade; ou se for constatada reincidência da prática. Os recursos arrecadados deverão ser destinados ao Fundo Estadual de Saúde (FES). Caberá, ainda, responsabilização nas esferas cível e penal.

Durante a Reunião Plenária, Gleide Ângelo frisou que a proposta vai além da situação verificada durante a pandemia de Covid-19, aplicando-se, ainda, a futuras campanhas de vacinação.

Confira todas as proposições discutidas na Ordem do Dia

Institucional

Ainda na reunião desta quinta, o presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros (PP), convocou os parlamentares a realizarem um minuto de silêncio em homenagem ao empresário Domingos da Silva Moreira e ao ex-vereador do Recife Erivaldo da Silva. Ambos faleceram em decorrência da Covid-19.

Medeiros também recebeu pessoalmente, durante o encontro, o convite para a posse do novo presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o desembargador federal Edilson Nobre. Além dele, o desembargador Élio Siqueira, que será empossado corregedor-regional, acompanhou a visita.

Conforme explicou Nobre, devido à pandemia, a cerimônia do dia 29 de março ocorrerá por videoconferência. “Temos muito respeito pela instituição que os senhores representam. Nosso objetivo é nos aproximar cada vez mais dos outros órgãos e cumprir o papel de representar o povo pernambucano com seriedade, transparência e dedicação”, disse o presidente da Alepe ao desembargador federal.

*Da Alepe

A mãe da deputada estadual Priscila Krause, Cléa Borges, morreu de Covid-19 nesta sexta-feira (26) no Recife. Ela estava internada no Hospital Português, na área central da capital, desde 3 de fevereiro. 

 "A força, a liderança, o carisma e a presença forte de D. Cléa serão marcas perenes nos nossos corações", diz comunicado de Priscila Krause no Instagram. "Sempre discreta, mas muito ativa, foi por muitas campanhas a nossa líder nos comitês eleitorais de Priscila: sem ela a nossa história não seria assim", continua o texto.

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Cléa Borges foi primeira-dama do Recife, entre 1979 e 1982, e primeira-dama de Pernambuco, entre 1986 e 1987. As cerimônias de despedida serão fechadas à família.

Em um ano de contágio completo nesta sexta-feira (26), a pandemia da Covid-19 persiste no Brasil em um legado de angústia que modificou toda a realidade mundial. Com impactos contundentes em todos os âmbitos sociais, seus reflexos discorrem na crise econômica e na crise psicológica, provocada pelo sentimento de incapacidade. Entes queridos se foram, só no Brasil 251.661 histórias foram abreviadas. À frente da incerteza quanto ao fim da pandemia, o chefe de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Demétrius Montenegro, avaliou os fatores em torno do vírus no país.

Nas últimas 24h, o Brasil bateu o recorde de mortes diárias com 1.582 ocorrências. Mais 67.878 casos foram confirmados e 10.393.886 infecções no total, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa. “Talvez o pior momento esteja por vir. Pode acontecer uma mutação que modifique o comportamento do vírus e essa é a grande preocupação [...] é muito incerto dizer que em 2022 a gente vai tá em uma situação tranquila”, projetou ao comentar sobre a ameaça da variante P1 identificada em Manaus, e outras duas cepas do Reino Unido e da África do Sul.

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Ele revela que teve as expectativas superadas pelo alto potencial de contágio que fez a doença sair rapidamente da China. “Primeiramente é uma questão emocional, devido a gente tá diante de um desconhecido até então, em que não sabíamos a real proporção do seu comprometimento”, pontuou Demétrius.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que já foram notificados 111.999.954 casos e 2.486.679 vítimas fatais da infecção. Mesmo após um ano de convívio, o Brasil ainda bate mais de 1.000 mortes diárias e acumula 10.393.886 casos. “É um estresse contínuo desde o início, mas a gente ainda tá em um momento muito difícil, que é a questão da obscuridade. Muita gente fazendo propagandas milagrosas e jogando, de certa forma, alguns pacientes contra os médicos que querem fazer medicina baseada em evidência”, critica.

Envolta por um clima de tensão, os contrastes da Covid-19 no Brasil fizeram os profissionais da saúde serem aplaudidos e em seguida de ataques. Fez o lançamento de hospitais de campanha serem comemorados e depois condenados por casos de superfaturamento e corrupção. O desrespeito à vida por parte dos gestores interferiu desde a compra de materiais hospitalares à aquisição de respiradores de uso veterinário.

O infectologista descreveu a rotina desgastante, que vai além da própria luta pela recuperação dos pacientes. “Às vezes os pacientes se internam já querendo fazer esse tratamento precoce. Para mim, uma situação bem mais confortável é quando eles se internam depois de ter feito o tratamento precoce. Até porque ele já fez, viu que não adiantou nada e não vai ter mais nenhum tipo de pressão para fazer algo sem evidência científica”, comentou.

Para Demétrius, a disparada dos índices poderia ter sido evitada caso os brasileiros tivessem se comprometido com as medidas comprovadas de enfrentamento, como o distanciamento social, o uso de máscara de proteção e reforço à higiene das mãos. “A gente viu muito as pessoas se lamentando porque não teve carnaval, mas o mundo tá vivendo um momento muito crítico que, infelizmente, o número de mortos não está mais causando impacto na população. Parece que houve uma acomodação. Não faz diferença se morreram 100 ou 250 mil. Isso é muito triste”, lamenta.

Em um cenário sufocante, as vítimas graves se enfileiram por uma vaga. Antes desconhecidas, elas passaram a ser pessoas próximas. A irresponsabilidade das recorrentes aglomerações, mesmo com medidas restritivas imposta pelos governadores e prefeitos, fez com que parte da rede de saúde pública entrasse em colapso. “O que a gente tinha de leito no serviço de saúde não era compatível para a assistência e você fica angustiado com essa falta de leitos e pessoas morrendo”, pontuou. Sem direito a enterrar o próprio parente, a crise sanitária estabeleceu uma sequela permanente: a saudade.

 A busca pelo benefício que garantiu a sobrevivência de muitas famílias foi caracterizada por longas filas e a lentidão no atendimento da Caixa. Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo

Neste momento, os estabelecimentos considerados não-essenciais já haviam suspendido as atividades e a economia praticamente foi travada. Após movimentação na Câmara dos Deputados, o benefício do auxílio emergencial foi instituído através de pagamentos mensais, inicialmente de R$ 600 e R$ 1.200, pela Caixa Econômica Federal. Para implementar a iniciativa que chegou a atender mais de 65 milhões de brasileiros, cerca de R$ 293 bilhões foram investidos.

Escolas acompanharam a recomendação de isolamento e se desdobraram para concluir o ano letivo de forma remota. As limitações também fizeram com que 2020 fosse o ano do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, com 101.100 inscrições. Ao todo, 6,1 milhões de estudantes se cadastraram, mas a edição contabilizou a maior abstenção da história, com a ausência de 5.523.029 inscritos na versão impressa.

Apesar do planejamento contra o vírus ser indispensável para a queda de taxas, o infectologista ressaltou a responsabilidade do Ministério da Saúde, em nome do Governo Federal, que deveria estar mais engajada no andamento do plano de imunização, já atrasado por falta de doses e demora para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Tá cada vez mais claro que, se você não tiver vacina, a gente vai ter tranquilidade”, afirma o infectologista.

“Hoje a gente não tem uma política de vacina clara. Não tem cronograma claro de quantas pessoas a gente vai vacinar. A vacina está chegando aos poucos e os estados e municípios não têm como fazer uma programação efetiva de vacinar uma população em pouco tempo, que venha fazer um impacto a ponto da gente ter um prazo mais assertivo”, concluiu.

O primeiro imunizante autorizado foi da farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A dose inicial foi aplicada em uma enfermeira do estado, no dia 17 de janeiro deste ano. Até o momento, cerca de 8 milhões de doses foram aplicadas no país. Contudo, apenas 1.750.781 pessoas receberam a segunda aplicação, equivalente a 0,83% da população.

O contrassenso entre a Ciência e a gestão federal fez com que o Governo fosse acusado de genocídio. Reprodução/Wikimedia Commons

No mesmo dia em que o recorde de óbitos foi atualizado, o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, afirmou que o vírus está três vezes mais ativo no Brasil. "Estamos enfrentando uma nova etapa da pandemia. Hoje, o vírus mutado, ele nos dá três vezes mais a contaminação, e a velocidade com que isso acontece em pontos focais pode surpreender o gestor em termos de estrutura de apoio. Essa é a realidade que vivemos hoje no Brasil", disse em pronunciamento em Brasília.

No dia em que anunciou toque de recolher, nesta sexta-feira (26), o Governo de Pernambuco confirmou mais 1.723 casos e 19 mortes em razão da Covid-19. Ao todo, o estado já soma 297.404 notificações.

Dos novos casos, apenas 53 foram considerados graves, porém os índices ainda preocupam a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Do registro total, 32.368 foram avaliados como graves e 265.036 leves.

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A SES informa que as novas mortes ocorreram entre os dias 16 de dezembro do ano passado e essa quinta (25). Com o aumento de óbitos, Pernambuco acumula 10.945 vítimas fatais pelo vírus.

Mais da metade da população israelense recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus - informou o Ministério da Saúde de Israel nesta sexta-feira (26).

Israel lançou uma vasta campanha de vacinação em 19 de dezembro, graças a um acordo com o laboratório Pfizer, que abastece rapidamente o país em troca de dados biomédicos sobre o efeito da vacina.

O Ministério da Saúde informou que 4,65 milhões dos 9,29 milhões de habitantes já receberam a primeira dose.

A primeira dose da dupla Pfizer e BioNTech tem uma eficácia de 85% de duas a quatro semanas após sua aplicação, disse na semana passada o hospital Sheba de Israel, em um estudo publicado na revista científica The Lancet.

A vacina Pfizer também é 94% eficaz contra os casos sintomáticos de Covid-19, de acordo com um estudo realizado com 1,2 milhão de pessoas em Israel e publicado na quarta-feira, confirmando os dados publicados no país.

"Essa é a primeira prova validada pelos pares sobre a eficácia de uma vacina nas condições do mundo real", disse à AFP Ben Reis, um dos autores do estudo publicado no New England Journal of Medicine.

De toda a população de Israel, 35% já receberam a segunda dose da vacina com uma taxa superior a 85% entre as pessoas de 70 anos, ou mais, segundo o Ministério.

Apesar disso, as autoridades impuseram um toque de recolher noturno neste fim de semana, devido às celebrações do feriado religioso judeu de Purim, no qual tradicionalmente são realizados desfiles carnavalescos e festas à fantasia.

Durante esses três dias, estão proibidas as reuniões de mais de dez pessoas em locais fechados, e de mais de 20 pessoas, em locais abertos.

Israel detectou cerca de 770.000 casos de Covid-19 com 5.700 mortes.

Enquanto o país promove uma das maiores campanhas de vacinação do mundo, os palestinos receberam apenas pouco mais de 30.000 doses, incluindo 2.000 de Israel, que se comprometeu a fornecer 5.000.

Na quinta-feira, a ministra palestina da Saúde, Mai al-Kaila, alertou sobre uma situação epidemiológica "muito preocupante" na Cisjordânia ocupada, onde há um aumento no número de casos principalmente entre os jovens.

A partir das 18h desta sexta-feira (26), idosos a partir de 75 anos poderão realizar agendamento para receber a vacina contra a Covid-19 no Recife. A imunização desse público será iniciada no próximo sábado (27). 

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), também anunciou o acréscimo de mais quatro pontos de drive-thru. "Nós estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance: ampliação da vacinação, abertura de novos leitos de UTI, estamos fazendo a nossa parte e temos certeza que podemos contar com vocês", disse o gestor.

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O agendamento deve ser realizado no site www.conectarecife.recife.pe.gov.br ou no app Conecta Recife. A população residente no Recife poderá fazer o cadastro e, se estiver entre os grupos prioritários, agendar o dia, hora e local para receber a imunização. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde.

A partir do sábado (27), o Recife passará a ter 16 pontos para vacinação, ampliando de cinco para nove os pontos de drive-thru. Eles funcionarão no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Tamarineira; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Fórum Ministro Artur Marinho - Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; e Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira. Os drives também continuam funcionando no Parque da Macaxeira, no Geraldão, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife.

Além dos drive-thrus, a Secretaria de Saúde disponibiliza também novos centros onde funcionam salas de vacina:  Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Upinha Dr. Hélio Mendonça, no Córrego do Jenipapo. Os outros centros continuam funcionando na Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo; Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; e UPA-E Fernando Figueira, no Ibura. Todos os locais funcionam das 7h30 às 18h30, de domingo a domingo.

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (26), novas medidas restritivas válidas para todo o território. A partir do próximo sábado (27), até 10 de março estará proibida qualquerPernambuco, toque de recolher, atividade, Covid-19, suspensão, coronavírus, UTI, governo, restriçãoatividade não essencial entre as 22h e as 5h. O toque de recolher, segundo o governador Paulo Câmara (PSB), tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, "que pressiona o sistema de saúde estadual, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 90%".

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (26), novas medidas restritivas válidas para todo o território. A partir do próximo sábado (27), até 10 de março estará proibida qualquer atividade não essencial entre as 22h e as 5h. O toque de recolher, segundo o governador Paulo Câmara (PSB), tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, "que pressiona o sistema de saúde estadual, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 90%".

"A polícia e os órgãos de fiscalização estarão nas ruas para observar o cumprimento desse novo decreto. Vamos monitorar os dados minuto a minuto neste fim de semana e, caso os índices permaneçam piorando, novas medidas restritivas podem ser anunciadas já no início da próxima semana", afirmou Paulo Câmara.

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Na última quarta-feira (24), o governador já havia divulgado ações restritivas para 63 municípios do interior. Nas Gerências Regionais de Saúde (Geres) II, IV e IX, com sedes em Limoeiro, Caruaru e Ouricuri, as atividades econômicas e sociais estão proibidas, entre 20h e 5h. Nos próximos dois finais de semana, as atividades estarão proibidas entre 17h e 5h, nessas regionais.

Também foi anunciada a ampliação das equipes de logística, para diminuir ainda mais o prazo de entrega de vacinas assim que elas chegarem ao Recife. O governador informou que vai aumentar a oferta de vagas de UTI, com a entrada em operação, já neste fim de semana, de mais 30 leitos no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, no Recife.

Pernambuco conta com quase dois mil leitos dedicados aos pacientes infectados pelo vírus, sendo 998 de UTI, em 16 municípios. É a segunda maior rede de leitos de terapia intensiva do País, destaca o governo do estado.

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O município do Rio está com três das 33 regiões administrativas na cor laranja, o que representa risco alto para a Covid-19. O 8º Boletim Epidemiológico, divulgado nesta sexta-feira (26) pela prefeitura, indica que Copacabana, Rocinha e Lagoa, todas na zona sul, permanecem nesse nível de risco. Já a Barra da Tijuca, Vila Isabel e Lagoa passaram para o risco moderado, na cor amarela. Embora sejam menos três regiões em risco alto, na comparação com a edição anterior do boletim, permanecem as restrições na cidade mantidas pela prefeitura, devido ao surgimento de três casos de novas variantes.

O superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, informou que um deles é de uma mulher de 71 anos, moradora do Recreio, na zona oeste. Outro é de uma jovem de 21 anos que mora no Parque Anchieta, na zona norte. As duas se curaram, mas o terceiro caso é o de um homem de 54 anos, morador do Ccntro da cidade, que morreu. Garcia acrescentou que os três têm históricos de viagem ao Amazonas. “São casos importados. Eles se infectaram, adquiriram a doença lá e voltaram aqui para as suas residências”, contou o superintendente durante a apresentação do Boletim Epidemiológico.

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O prefeito Eduardo Paes reforçou que mesmo com a melhora dos indicadores, ainda não é hora de relaxar. “A gente está vendo situações no Brasil bastante críticas, inclusive em São Paulo que é aqui do lado, em Porto Alegre, Salvador, Manaus. Há um conjunto de estados e cidades enfrentando dificuldades. Na segunda-feira (22), o comitê científico se reuniu e, mais uma vez, o Daniel [Soranz secretário municipal de Saúde] fez um relato daquilo que se passa. É óbvio que a gente está feliz com a situação que melhorou muito, mas tememos a possibilidade dessas novas variantes e decidimos manter em risco alto. A gente não pode afrouxar”, disse também na divulgação do boletim.

Apesar de não ser sua intenção anunciar, no momento, um lockdown na cidade, Paes disse que não vai hesitar em fazer o isolamento total, caso a situação da Covid-19 se agrave na capital e o comitê científico identifique a necessidade da medida. “Não é uma decisão política. Hoje, os dados são positivos, o que não significa que amanhã não possam piorar”, afirmou.

Aglomerações

O prefeito mandou um recado para os locais que ainda permanecem em risco alto. “Atenção aglomerações da zona sul, fiquem espertas. Não arrisquem a vida dos seus entes queridos”, disse, lembrando que nesses locais têm ocorrido frequentemente aglomerações e muitas pessoas sem o uso de máscara de proteção. O recado valeu também para a torcida do Flamengo, que conquistou o título de campeão brasileiro na noite de ontem. Muitos torcedores voltaram a se aglomerar no início da manhã de hoje, desta vez no Aeroporto Internacional Tom Jobim/ RioGaleão para a chegada da delegação procedente de São Paulo, onde jogou na noite dessa quinta-feira.

Paes fez questão de agradecer, no entanto, à parcela da população do Rio que tem respeitado as medidas de restrição. “Se a gente está com risco moderado na maior parte da cidade é porque a população colaborou”, afirmou

O agradecimento se estendeu àqueles que durante o carnaval deixaram de ir para locais onde costumam ocorrer os desfiles de blocos. “Quando olho para o carnaval faço a crítica àqueles que se aglomeraram e fizeram festas, mas a gente esquece de fazer um elogio a 1 milhão de cariocas que deixou de ir ao Cordão do Bola Preta e a tantos blocos. Que deixou de sair às ruas dessa cidade na zona sul, na zona norte, no subúrbio carioca, para preservar as pessoas”, completou.

A altamente contagiosa variante britânica do coronavírus se tornou a cepa predominante na Bélgica, anunciaram as autoridades locais nesta sexta-feira (26), em meio a um novo aumento dos casos registrados.

"Na última semana, estimamos que 53% das infecções foram causadas pela variante britânica, contra 38% apenas uma semana antes", disse o porta-voz do serviço belga de resposta à pandemia, Steven Van Gucht.

A variante britânica passou a ser considerada "preocupante" pelo seu alto nível de contágio, apesar de não estar comprovado que seja mais perigosa em termos de mortalidade ou hospitalização intensiva.

Esta variante surgiu no final do ano passado no sudeste da Inglaterra e em Londres, o que levou os países da UE a restringir rapidamente o movimento de e para esse país.

No entanto, foi comprovado que as vacinas atuais para a covid-19 são eficazes contra ela.

Os técnicos identificaram outras duas variantes, uma surgida na África do Sul e outra no Brasil, que parecem ser mais resistentes às vacinas.

Na Bélgica, a variante sul-africana responde por apenas 2,2% dos casos detectados e a cepa brasileira por 0,9%.

Na França, as autoridades estimam que a variante surgida no Reino Unido agora representa "aproximadamente metade" dos casos de covid-19.

A Bélgica registrou nesta sexta-feira um aumento de 24% das infecções em comparação com a semana anterior. Segundo Van Gucht, esse aumento fez com que o país voltasse para a situação em que se encontrava há aproximadamente um mês.

O país, com uma população de 11,5 milhões, está entre os mais afetados pela pandemia, com mais de 22.000 mortes.

A Bélgica esteve sob confinamento parcial durante quase quatro meses, com toque de recolher noturno e bares, restaurantes e cafés fechados. As escolas permaneceram abertas, mas os estudantes universitários estão tendo aulas à distância.

Desde 27 de janeiro, a Bélgica proibiu as viagens ao exterior que não sejam essenciais, inclusive para países com taxas de incidência de infecção mais baixas.

Um estudo conduzido por uma das mais renomadas universidades da Itália apontou que o uso disseminado de máscaras de proteção evitou pelo menos 30 mil contágios na primeira onda da pandemia do novo coronavírus no país, entre março e maio de 2020.

Ao longo daqueles três meses, a Itália registrou pouco mais de 230 mil casos do Sars-CoV-2 e 33,4 mil óbitos por Covid-19, tornando-se um dos países mais atingidos pela pandemia em todo o mundo.

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Pesquisadores da Universidade de Pádua utilizaram modelos matemáticos para confrontar os dados de oito regiões similares do ponto de vista demográfico, mas que adotaram medidas diferentes para conter o novo coronavírus.

Segundo o bioengenheiro Morten Gram Pedersen, coordenador do estudo, que foi publicado na revista Infectious Diseases, o lockdown nacional foi o principal fator para frear a disseminação do vírus. "Mas em algumas regiões identificamos quedas maiores na transmissão viral a partir de meados de abril, período que corresponde com o fornecimento de máscaras gratuitas e/ou a obrigação de usá-las", disse Pedersen.

De acordo com o pesquisador, regiões que não tomaram medidas específicas além daquelas de âmbito nacional não tiveram reduções na transmissão na mesma velocidade.

"Diversos estudos recentes apoiam o uso de máscaras, e nosso trabalho está em linha com outros conduzidos recentemente na Alemanha e nos Estados Unidos, que correlacionam o uso de máscaras à redução do contágio por Covid-19", ressaltou o coordenador.

No entanto, o coautor do estudo, Matteo Meneghini, destacou que, em situações críticas, o uso de máscaras "por si só é insuficiente" e deve ser acompanhado de outras medidas de contenção, como lockdown parcial ou total.

A Universidade de Pádua fica na cidade homônima e é considerada a segunda melhor instituição pública com mais de 40 mil alunos na Itália, de acordo com o centro de pesquisa Censis. Desde o início da pandemia, a Itália soma quase 2,9 milhões de casos confirmados e cerca de 97 mil mortes. 

Da Ansa

A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido avançará, depois de imunizar as pessoas consideradas prioritárias, com base na idade e não na profissão, anunciou nesta sexta-feira (26) o comitê científico que supervisiona o projeto.

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que iniciou a campanha em 8 de dezembro e desde então vacinou quase 19 milhões dos 66 milhões de habitantes do país, espera alcançar até meados de abril todas as pessoas com mais de 50 anos, os profissionais de saúde e as pessoas com problemas graves de saúde.

A partir de então, a vacinação entrará na segunda fase, anunciou o comitê científico JCVI.

O comitê examinou a possibilidade de priorizar determinadas profissões, como policiais ou professores, como defenderam os sindicatos, mas concluiu que a idade deve continuar sendo o fator principal no esforço para reduzir as hospitalizações e as mortes por Covid-19.

Orientar a campanha de acordo coma idade "será simples e a simplicidade é um dos elementos chave do programa em termos de rapidez e êxito", explicou o professor Wei Shen Lim, membro do comitê, em uma entrevista coletiva.

Mudar a estratégia para concentrar-se em determinadas profissões "seria mais complexo e poderia provocar mais atrasos", afirmou, ao destacar que "a rapidez é crucial".

Para a segunda fase, o JCVI aconselha dar prioridade às pessoas com idades entre 40 e 49 anos, depois ao gripo de 30-39 anos e, por último, aos adultos de entre 29 e 18 anos. Os menores de idade não serão vacinados no momento.

Um porta-voz do governo disse que as quatro nações do Reino Unido - Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte - "seguirão a abordagem recomendada".

O governo de Johnson estabeleceu a meta de que todos os adultos recebam a primeira dose da vacina até o fim de julho.

A ideia de criar um passaporte de vacinação é defendida por vários países para relançar os voos internacionais e o turismo, mas continua a gerar críticas nesta primeira fase das campanhas de vacinação no mundo.

- Os precursores -

Grécia e Chipre chegaram a acordos turísticos com Israel que permitem que seus cidadãos viajem sem restrições, graças a um "passaporte verde". Israel também está em negociações com Malta a esse respeito.

Suécia e Dinamarca anunciaram a criação de certificados eletrônicos principalmente para viagens ao exterior.

Na Estônia, os passageiros estão isentos da quarentena na chegada se apresentarem o comprovante de vacinação. O mesmo acontece na Polônia, onde existe até um aplicativo para uso por essas pessoas.

A Islândia, por sua vez, começou no final de janeiro a emitir documentos digitais para facilitar a circulação entre os países.

- UE dividida -

Na União Europeia, a Grécia, preocupada com a indústria do turismo, propôs em janeiro a criação de um "certificado de vacinação" europeu para facilitar as viagens dentro da União.

Mas a iniciativa divide os 27 do bloco.

Espanha, Itália, Áustria, Bulgária, Dinamarca e Suécia são favoráveis, mas outros são mais reticentes.

A França considera este debate "prematuro", visto que até agora apenas uma pequena parte da população foi vacinada. A Alemanha compartilha desse ponto de vista.

- OMS: não neste momento -

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo certificados de vacinação digital em conjunto com a Estônia, mas os considera apenas como uma ferramenta de monitoramento das campanhas.

"Por enquanto" exclui usá-los como requisito para viagens.

"Existem muitas incógnitas fundamentais sobre a eficácia das vacinas na redução da transmissão (do vírus) e, por enquanto, há apenas um número limitado de vacinas disponíveis", enfatizou o comitê de emergência da OMS.

Até agora, pouco mais de 222 milhões de doses foram administradas em todo o mundo, de acordo com uma contagem da AFP, para uma população mundial de 7,8 bilhões. 22% da humanidade também vive em países onde a vacinação ainda não começou.

- Testes das companhias aéreas -

O setor de aviação, fortemente afetado pela crise, é um dos principais promotores do passaporte de vacinação.

A companhia aérea australiana Qantas foi a primeira em novembro a defender a "necessidade" de os viajantes internacionais serem vacinados antes do embarque.

Desde então, várias empresas iniciaram fases de teste.

No Golfo, Emirates e Etihad vão testar o "IATA Travel Pass", aplicativo idealizado pela Associação Internacional do Transporte Aéreo, para que os passageiros possam verificar se sua "vacinação atende aos requisitos de seu destino".

A companhia aérea Air New Zealand também examinará a aplicação de um passaporte digital para garantir a autenticidade dos certificados de vacinação.

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