Tópicos | coronavírus

Contrariando nota enviada pelo próprio Ministério da Saúde na terça-feira, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou nesta quarta-feira, 21, que "houve interpretação equivocada da fala do ministro da Saúde (Eduardo Pazuello)" sobre a compra de doses da Coronavac e ressaltou que a pasta não firmou "qualquer compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou com o seu governador no sentido de aquisições de vacinas contra a covid". A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, vinculado ao governo paulista.

Em rápido pronunciamento feito na TV Brasil, sem a presença de Pazuello, que está em isolamento por suspeita de covid-19, Franco destacou ainda que "não há intenção da compra de vacinas chinesas", conforme o presidente Jair Bolsonaro já havia declarado em suas redes sociais nesta manhã.

##RECOMENDA##

Na terça-feira, Pazuello havia anunciado, em reunião virtual com 27 governadores, a assinatura de protocolo de intenções para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac ainda neste ano.

A decisão foi comunicada oficialmente por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa do órgão e publicada no site do ministério. No texto, a pasta deixou claro que a compra estava condicionada à aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mesmo assim, Franco usou o fato de a vacina ainda estar em testes para justificar o recuo da pasta na decisão de compra. "Em momento algum a vacina foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação pela Anvisa, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)", declarou.

Apesar de ter negado acordo para compra de Coronavac, o secretário-executivo afirmou que houve, sim, a celebração de um protocolo de intenções com o Butantã, que é o maior produtor de vacinas usadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

"Tratou-se de um protocolo de intenção entre o ministério e o Instituto Butantã, sem caráter vinculante, por se tratar de um grande parceiro do ministério na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações. Mais uma iniciativa para tentar propor uma vacina segura e eficaz para a população, neste caso uma vacina brasileira caso fique disponível antes", disse Franco.

Não ficou claro, portanto, se o ministério, apesar de negar que comprará a vacina chinesa, poderá adquiri-la do Butantã quando a tecnologia da Sinovac for repassada ao instituto brasileiro e a produção for local.

Segundo o secretário-executivo, "a premissa para aquisição de qualquer vacina prima pela segurança, eficácia, ambos conforme aprovação da Anvisa, produção em escala e preço justo. Qualquer vacina, quando disponível, certificada pela Anvisa e adquirida pelo ministério poderá ser oferecida aos brasileiros e, no que depender desta pasta, não será obrigatória", completou o secretário-executivo.

Ele citou também a adesão do governo federal ao consórcio global Covax Facility e o acordo com a Astrazeneca/Universidade de Oxford para a produção, "com insumos estrangeiros em um primeiro momento", de 100,4 milhões de doses de outra vacina para covid-19 e transferência de tecnologia para produção própria de insumos, o que possibilitará que a Fiocruz produza outras 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

O argumento de Bolsonaro e Franco de que não haverá compra da vacina chinesa por ela não ser aprovada ainda pela Anvisa contradiz ato anterior da própria gestão. O ministério já firmou outro acordo bilionário para adquirir uma vacina que ainda está em teste.

Em agosto, o próprio presidente assinou medida provisória liberando R$ 1,9 bilhão em recursos para a compra de 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. O compromisso prevê transferência de tecnologia de produção da vacina para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O produto está em fase final de estudos, assim como a Coronavac.

A gestão Bolsonaro também investiu milhões na compra de hidroxicloroquina sem que o medicamento demonstrasse, em estudos científicos, a eficácia no tratamento da covid-19.

Pernambuco registrou, nesta quarta-feira (21), 624 novos casos da Covid-19. Também foram confirmados 14 novos óbitos, ocorridos desde 11 de maio.

Entre os confirmados neste boletim, 34 (5,5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 590 (94,5%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 157.418 casos confirmados da doença, sendo 26.781 graves e 130.637 leves.

##RECOMENDA##

Do total de mortes do informe desta quarta (21), cinco (36%) ocorreram nos últimos três dias, sendo três em 18/10, uma em 19/10 e uma em 20/10. Os outros nove registros (64%) ocorreram entre os dias 11/05 e 17/10. Com isso, o Estado totaliza 8.519 mortes pela Covid-19.

No dia seguinte ao anúncio de que o Ministério da Saúde vai comprar 46 milhões de doses da vacina coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, o governador João Doria (PSDB) vai fazer um périplo em Brasília, nesta quarta-feira (21), na tentativa de capitalizar o que seus aliados consideram uma vitória política do tucano, que pretende concorrer ao Palácio do Planalto em 2022.

O governador vai circular pelo Congresso Nacional acompanhado pelo Secretário de Estado de Saúde Jean Gorinchteyn, o secretário especial do governo de São Paulo em Brasília, Antonio Imbassahy, e o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas. No período da tarde, Doria e sua comitiva estadual participam de uma reunião com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

##RECOMENDA##

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a expectativa é que a aquisição das vacinas ocorra até o final do ano, após o imunizante obter o registro da Anvisa, e que a vacinação tenha início já em janeiro. O ministério informou que investirá R$ 1,9 bilhão na compra. O recurso extra será liberado por meio de medida provisória.

A decisão encerra especulações que indicavam que poderia haver uma resistência do governo federal em adquirir as doses da vacina por causa de divergências entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro. Possíveis adversários em 2022, o governador e o presidente adotaram, porém, discursos diferentes sobre a obrigatoriedade da vacinação. Doria é à favor e Bolsonaro contra.

No embate com Doria, Bolsonaro tem dito que a vacina tem que ter "comprovação científica" e criticado a China. O governo federal tem apostado na vacina desenvolvida pela universidade de Oxford. Assim como a chinesa, essa inglesa também está na fase 3 de testes, em que há uma vacinação em massa de voluntários.

Faz dois meses que o oftalmologista Rubens Belfort Neto não dorme direito. Uma casa noturna que dá de frente para seu quarto voltou a funcionar de quinta a sábado e virou o principal assunto na reunião de condomínio. Os moradores do prédio já tentaram reclamar no telefone 156 da Prefeitura de São Paulo, registraram boletim de ocorrência, mandaram e-mail para o prefeito Bruno Covas e para o governador João Doria e nada.

"Tentamos até chamar a atenção com vídeos nas redes sociais, mas não adianta. Piora, porque tem sempre um que comenta: ‘Obrigado pela dica, vou lá'. Esqueceram que estamos na pandemia. Um monte de gente ainda está morrendo e o povo que frequenta a balada parece não ter vergonha desse papelão", disse Rubens.

##RECOMENDA##

A Prefeitura informou que recebeu o total de 3.050 reclamações com o termo "festa" durante a pandemia. Os dados são da Secretaria das Subprefeituras, de 23 de março a 18 de outubro.

Segundo o levantamento, 1.244 estabelecimentos foram interditados por descumprirem regras vigentes na quarentena. Desses, 829 são bares, restaurantes, lanchonetes e cafeterias. A multa é de R$ 9.231,65, aplicada a cada 250 m². Atividades com aglomeração, como festas, casas noturnas e shows continuam proibidos em todos os 645 municípios de São Paulo.

Para Belfort Neto, a reclamação enviada à gestão municipal não funcionou. "Liguei e pediram o prazo de 75 dias para vistoriar. E como faço para dormir enquanto isso? Meu vizinho de cima colocou o apartamento à venda por causa do barulho. Não está certo."

O oftalmologista mora com o filho, adolescente, em um prédio na Alameda Tietê e a casa noturna fica na Rua Augusta, na região central paulistana. Por ser uma região com muitos bares e restaurantes, o médico instalou janelas antirruído para tentar amenizar o barulho. Mas não foi o suficiente. O som grave da música rompe a barreira, ele explica. "Meu filho acaba indo dormir na sala, que fica do outro lado da casa."

O Estadão tentou contato com o dono da casa noturna, que não respondeu até as 15 horas de ontem. A Prefeitura informou que "fiscaliza diariamente os estabelecimentos que excedem o horário permitido pela legislação, com apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e da PM (Polícia Militar)".

Treta

No domingo, a casa de shows Treta Bar, em Pinheiros, na zona oeste paulistana, ganhou destaque nas redes sociais por desrespeitar protocolos de segurança determinados pela lei. Os vídeos mostram o local cheio, com pessoas dançando próximas umas das outras, ignorando as regras de isolamento, sem uso de máscaras.

O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Thiago Amparo, questionou pelo Twitter a realização do evento e marcou os perfis de Covas, Doria e da PM. Um dos sócios do estabelecimento, Guilherme Acrízio, se manifestou nas redes sociais ironizando as reclamações: "Se te incomoda fica em casa querido".

Acrízio enviou comunicado ao Estadão no qual informa que a edição da festa Treta aconteceu "em formato de bar, seguindo todas as regras referentes a distanciamento da Organização Mundial de Saúde, onde o público compareceu usando máscaras de proteção e com distribuição de álcool em gel no estabelecimento", informou.

"Infelizmente na euforia de rever amigos, alguns clientes tiraram as máscaras e chegaram a gravar stories, o que motivou esses tipos de comentários." A nota finaliza informando que a Prefeitura de São Paulo orientou fechar o evento, "o que foi atendido de imediato para evitar problemas maiores".

A obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 no Brasil pode ser mais um caso da pandemia levado à Justiça se persistirem as divergências entre governos federal e estaduais. Especialistas ouvidas pelo Estadão avaliam que é provável que a discussão, ainda incerta, siga os mesmos caminhos do debate sobre isolamento social e quarentena, que envolveu até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo sem a certeza sobre quando uma vacina estará disponível, a controvérsia foi antecipada por declarações do presidente Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde, contrários à imunização compulsória, e de outro lado, do governador João Doria (PSDB), que se diz favorável. Doria disse, ainda, que seu governo poderá adotar "medidas legais se houver alguma contrariedade nesse sentido".

##RECOMENDA##

A advogada Mérces da Silva Nunes, especialista em direito médico, analisa o cenário com base na Lei 13.979, de fevereiro deste ano, que dispõe sobre as medidas de enfrentamento à covid. No artigo 3º, ela define a possibilidade de as autoridades adotarem a realização compulsória de "vacinação e outras medidas profiláticas". A lei foi sancionada pelo próprio Bolsonaro, mas ele afirma que isso não significa impor a vacinação.

"Não teria discussão (sobre vacinação), se o STF não tivesse decidido que Estados e municípios têm autonomia para lidar com a Covid-19. Quando o Supremo dá essa decisão, confere a prefeitos e governadores a liberdade quase absoluta", diz a especialista.

Professora da FGV Direito Rio, Flavia Bahia concorda que há uma tendência à judicialização do problema. "Acho que teremos, mais uma vez no País, essa judicialização. Mas diferentemente do que aconteceu em outros assuntos - comércio, abertura e fechamento -, talvez a decisão do Supremo seja mais uniforme."

Mérces lembra que os movimentos antivacina levantam ainda mais dúvidas nas pessoas. "Estamos diante de uma doença altamente contagiosa e a população fica exposta ao risco", afirma. "Não temos uma condução única. A vacina (em geral) é programa nacional. Quando essa coordenação pode ser modificada, pode desestabilizar o programa." Flávia menciona artigos da Constituição (196), o Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 14), entre outros, conduzindo à ideia de vacinar. "Temos uma obrigação legal de vacinar, mas isso não quer dizer que a pessoa que escolher não vacinar será procurada em casa. Entendo que, como proposta de política pública, a vacinação precisa ser obrigatória para que a gente possa combater em larga escala esse vírus", diz a professora Flávia.

Por ser uma questão de saúde pública, tanto ela quanto Mérces avaliam que o interesse coletivo deveria prevalecer sobre o individual.

O Brasil registrou 661 novas mortes por covid-19 em 24 horas. Com isso, chega a 154.837 o número de óbitos pela doença no País, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 20, pelo Ministério da Saúde.

De ontem para hoje, foram contabilizados 23.227 casos do novo coronavírus, elevando o total de registros no País para 5.273.954. Desses, 4.721.593 (89,5%) correspondem aos já recuperados da doença e 397.524 (7,5%) aos ainda em acompanhamento. Segundo o ministério, existem ainda 2.419 mortes em investigação.

##RECOMENDA##

A crise econômica, provocada pela pandemia do coronavírus, fez com que mais de 850 mil alunos deixassem de cursar o ensino superior da rede privada este ano. A redução representa 13,2% das matrículas nas faculdades privadas do país. O levantamento foi feito pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras do Ensino Superior) e divulgado na última segunda-feira (19).

Segundo o estudo, 608 mil alunos trancaram a universidade já no primeiro semestre do ano ou não se matricularam para o segundo ano universitário. Este número representa 83 mil pessoas a mais do que o mesmo período do ano passado.

##RECOMENDA##

Por conta do avanço da crise, as universidades da rede privada também perderam cerca de 250 mil matriculados no segundo semestre de 2020 comparado com o ano passado, quando 1,2 milhões de novos alunos ingressaram no ensino superior. Esta queda é equiparada pela baixa dos cursos presenciais, que apresentaram 40% menos novos alunos.

 

O Ministério da Saúde vai comprar 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, hoje em teste com voluntários em São Paulo e que será produzida pelo Instituto Butantã. A informação foi confirmada ao Estadão pelo governo do Estado. Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a expectativa é comprar o produto até o final do ano, após registro na Anvisa, e iniciar a vacinação nacional em janeiro.

A decisão encerra especulações que indicavam que poderia haver uma resistência do governo federal em adquirir as doses da vacina por causa de divergências entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador paulista João Doria (PSDB).

##RECOMENDA##

A Coronavac, segundo o Instituto Butantã, demonstra ser o imunizante em desenvolvimento no mundo com o menor índice de efeitos colaterais. Os dados levam em consideração o acompanhamento de 9 mil voluntários brasileiros já vacinados no País.

Apesar de indicativos positivos, a principal informação envolvendo a vacina chinesa, que é o índice de eficácia da vacina, deve ficar somente para o fim do ano, conforme revelou o Estadão.

O cantor Zé Felipe é mais um artista a ingressar a lista de infectados pelo novo coronavírus. Na sua conta do Instagram, na função dos stories, o filho do sertanejo afirmou para os seguidores que ele e Virginia Fonseca contraíram a doença meses atrás. "Hoje fiz exame de sangue mais uma vez, não é, eu nunca vi alguém fazer tanto exame de sangue igual eu nesses últimos dias, mas tudo para o bebê", disse.

"Semana passada a gente fez para ver o tipo sanguíneo, hoje a gente fez para ver se a gente ainda está com anticorpos contra o coronavírus, porque um tempo atrás eu peguei, fui totalmente assintomático, Virginia pegou também, e a gente fez um exame hoje para ver se a gente ainda está com anticorpos", completou.

##RECOMENDA##

No último dia 9, Virginia revelou que está à espera do primeiro filho. Em um bate-papo com os fãs, o noivo da influenciadora digital disse que sempre desejou se tornar pai. "Eu sempre quis ser pai novo para poder sair com meu filho ou minha filha e poder aproveitar junto, não ter uma distância muito grande de idade", declarou. Zé Felipe e Virginia Fonseca assumiram publicamente o namoro em julho deste ano. O artista escolheu uma foto romântica, beijando a parceira, para dar a notícia.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, nesta terça-feira (20), mais 15 mortes e 664 casos de Covid-19. O estado contabiliza 8.505 mortes pelo novo coronavírus.

Entre os casos confirmados nesta terça-feira (20), 38 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 626 são leves, de pacientes que não precisaram de internamento.

##RECOMENDA##

Pernambuco totaliza 156.794 casos confirmados da doença. São 26.747 ocorrências graves e 130.047 leves.

As 15 mortes confirmadas ocorreram desde 26 de abril. Desse total, duas se deram no domingo (18).

Cerca de 60 mil pessoas de vários países receberam vacinas experimentais chinesas da Covid-19 em quatro ensaios clínicos, disse um alto funcionário do governo em Pequim nesta terça-feira (20), afirmando que não houve efeitos adversos.

A China, onde o coronavírus apareceu pela primeira vez no final do ano passado, conseguiu praticamente erradicar a epidemia e está entre os países com a pesquisa mais avançada de uma possível vacina.

"Os ensaios clínicos da fase III das quatro vacinas [chinesas] estão progredindo", disse à imprensa Tian Baoguo, um funcionário do ministério da Ciência e Tecnologia, acrescentando que cerca de "60 mil voluntários receberam uma vacina experimental" contra a Covid-19. "Não há informações sobre nenhum efeito adverso grave", destacou.

A fase III é a última fase antes da autorização de uma vacina. Várias fabricantes chinesas trabalham para produzir uma vacina contra a Covid-19, incluindo a Sinovac e Sinopharm. As duas gigantes farmacêuticas estão realizando testes no exterior, principalmente no Brasil, Indonésia e Turquia.

Na China, onde há poucos casos novos de Covid-19 a cada dia, "já não há mais condições para realizar um ensaio clínico de fase III", afirmou Tian.

Nenhuma vacina no mundo foi aprovada ainda para sua distribuição comercial generalizada, mas as autoridades chinesas autorizaram o uso emergencial de algumas dessas vacinas.

No hospital Severo Ochoa de Leganés, nos arredores de Madri, um dos mais atingidos durante a primeira onda da epidemia de covid-19, a unidade de terapia intensiva está completamente lotada, e seus funcionários temem reviver o mesmo "horror".

"Estamos saturados", disse à AFP o chefe da unidade, doutor Ricardo Díaz Abad, em frente aos 12 leitos ocupados por pacientes gravemente enfermos.

Equipado com um traje completo de plástico branco, óculos de proteção, uma ou duas máscaras, duas luvas roxas em cada mão e uma capa de sapato azul, como armadura antivírus, os funcionários se revezam na unidade.

No interior, o silêncio é interrompido periodicamente por aparelhos de ventilação mecânica que ajudam pacientes nus e iluminados por um mosaico de telas.

No dia anterior, "infelizmente dois pacientes morreram", diz Díaz Abad, enquanto observa pela janela como os enfermeiros limpam homens e mulheres, todos com mais de 50 anos.

Ao contrário do que aconteceu na primeira onda, quando o hospital viveu o "horror" de não ter leitos suficientes para pacientes com covid-19, agora "abrimos uma ala" para eles, afirma o médico.

- Pessoal esgotado -

Permanece, no entanto, o medo de que a segunda onda da pandemia os supere.

Na primavera boreal (outono no Brasil), os corredores "ficavam lotados de pacientes em cadeiras, em poltronas, todos com seus cilindros de oxigênio", lembra o doutor Luis Díaz Izquierdo, de camisa verde e bandana multicolorida.

"Passa constantemente por nossa cabeça a possibilidade de que isso aconteça novamente", afirma o médico, com olhos cansados.

"A primeira onda foi um grande esforço para todos nós, tanto física quanto emocionalmente (...). Estamos mais cansados, obviamente, não tivemos tempo para nos recuperar totalmente", desabafou.

Epicentro da pandemia neste país que já registrou quase 34.000 mortes, a região de Madri ainda tem memórias frescas de uma pista de gelo transformada em necrotério há seis meses e de hospitais colapsados.

Perto do aeroporto, guindastes trabalham em um "hospital de pandemias", que as autoridades esperam inaugurar em novembro.

Para conter o vírus, Leganés, assim como a capital madrilena, está sob confinamento perimetral desde o início de outubro. Para muitos médicos, contudo, essas restrições são insuficientes para reduzir o fluxo de pacientes.

Cartazes na porta do hospital convocam manifestações. "Nunca mais mortes evitáveis!", indicam.

"A carga de trabalho às vezes nos impede de fazer todas as videochamadas que queremos" entre os pacientes e seus familiares, lamenta Sonia Carballeira, uma enfermeira de 39 anos.

- "Não baixar a guarda" -

"Esperávamos que ocorresse uma segunda onda, mas não tão cedo, quando a gripe ainda nem começou", ou a temporada de outras infecções respiratórias, diz a enfermeira em frente à "zona covid" do hospital, com 48 pacientes.

Ali, é hora do almoço e das videochamadas para os doentes.

Comendo iogurte, Manuel Collazo Velasco se assusta: "Não sinto o açúcar nem nada. Como e não sinto o doce, nem o sal", diz este homem de 61 anos, cujo paladar foi afetado pelo vírus.

Algumas salas adiante, Carmen Díaz Coello recupera as pernas e pede "responsabilidade" aos seus compatriotas.

"Não desanimem" com o vírus, pede esta avó de 72 anos, vestida com jaleco branco e amarelo, em videoconferência com a AFP.

A disputa entre o governo central e o Executivo regional de Madri sobre as restrições a serem adotadas, bem como o relaxamento de uma parte da população, não são compreendidos no hospital.

"No plano científico, claro que aprendemos muito sobre o manejo dos pacientes (...) mas dá a impressão de que, no plano social, aprendemos pouco", lamenta o dr. Díaz Izquierdo.

Na saída do hospital, um grande banner instalado após a primeira onda lembra: "Não baixe a guarda" diante da covid-19.

O Instituto Butantã informou que os testes brasileiros da vacina Coronavac, conduzidos em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, mostram que o imunizante é o mais seguro entre todos os que estão em fase final de testes no mundo por apresentar o menor índice de efeitos colaterais.

Os dados consideram o acompanhamento de 9 mil voluntários brasileiros já vacinados no País. No monitoramento feito após sete dias da aplicação, os pesquisadores observaram apenas efeitos colaterais leves, como dor no local e na cabeça. Não houve registro de eventos adversos graves nem febre alta.

##RECOMENDA##

"Fizemos o comparativo desses dados com o que está disponível na literatura científica das vacinas que estão sendo testadas. A vacina do Butantã é a mais segura. Todas tiveram efeitos colaterais grau três, que são os mais importantes. A vacina do Butantã não teve. Febre é outro indicativo importante, e na do Butantã foi de apenas 0,1%. Em febre acima de 38 graus, foi zero. É a vacina mais segura neste momento, não só no Brasil, mas no mundo", disse Dimas Covas, diretor do instituto.

De acordo com dados apresentados pelo Butantã, a incidência de eventos adversos entre os voluntários foi de 35%, ante ao menos 70% em outros imunizantes. A comparação foi feita com dados das pesquisas de Moderna, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca e CanSino. "O sintoma mais frequente foi dor no local, num patamar de 18% entre todos os que receberam placebo ou vacina. O outro foi dor de cabeça, que pode estar relacionada com a vacina ou não. E os demais efeitos, como mialgia, fadiga, calafrios, são menores que 5%", completou o cientista.

Eficácia

Conforme antecipado pelo Estadão no domingo, embora os testes no Brasil comprovem a segurança da Coronavac, os dados de eficácia do imunizante só devem sair no fim do ano. Depois da conclusão dos testes, o Butantã terá de enviar os resultados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para solicitar o registro do produto. O órgão tem até dois meses para emitir um parecer, o que torna improvável que a vacinação tenha início ainda em 2020, como já prometido pelo governador João Doria (PSDB).

Anteriormente, Doria havia anunciado que a previsão era iniciar a imunização no Estado no dia 15 de dezembro, com profissionais de saúde. Na coletiva de imprensa desta segunda-feira, os representantes do governo afirmaram que não é possível dar uma nova data para início da vacinação, pois dependem da inscrição de mais voluntários, que devem chegar a 13 mil, e do contato desses participantes com o vírus, para confirmar que o imunizante protege de fato. "Houve uma diminuição no número de voluntários incluídos nas últimas semanas, daí a necessidade de reforçar que mais voluntários se inscrevam", ressaltou Covas.

João Gabbardo, do Centro de Contingência contra a Covid-19, afirmou que outro entrave para a finalização do estudo é atingir o número mínimo de infectados pela covid-19 entre o grupo de voluntários para saber se a incidência da doença foi maior entre o grupo placebo do que entre o grupo vacinado, o que comprovaria o caráter protetor do produto. Os voluntários dos testes da Coronavac são todos profissionais de saúde, justamente por estarem mais expostos ao vírus.

No entanto, como a circulação do vírus diminuiu em São Paulo e no País nas últimas semanas, chegar ao número mínimo de infectados para a comprovação de que o imunizante funciona se torna mais difícil e demorado. Para a primeira análise de eficácia da Coronavac, são necessários 61 casos de contaminados entre os voluntários. "Queremos aumentar a velocidade (de pessoas contaminadas entre os voluntários para checar eficácia), mas a transmissibilidade tem diminuído entre os profissionais de saúde justamente por causa das medidas efetivas que tem sido adotadas. Então isso joga contra", afirmou Gabbardo.

Podem participar dos testes da Coronavac profissionais de saúde que estão na linha de frente de atendimento, sem limite de idade. A inscrição deve ser feita diretamente com o hospital ou instituto de pesquisa participante. São 16 espalhados pelo País.

Próximos passos

Doria voltou a afirmar que espera que a vacina, caso se mostre eficaz, seja incorporada pelo Ministério da Saúde para vacinação de todos os brasileiros. Ele disse que terá uma reunião amanhã com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e com o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, para tratar do tema.

A Coronavac começou a ser testada no Brasil no fim de julho, com previsão inicial de 9 mil voluntários em 12 centros de pesquisa. Em setembro, o Butantã obteve aval da Anvisa para aumentar para 13 mil o número de participantes do ensaio clínico, que ganhou mais quatro centros.

O governo federal apresentou em coletiva de imprensa, na noite desta segunda-feira (19), resultados de um estudo clínico sobre o uso do vermífugo nitazoxanida na fase precoce da Covid-19. O Ministério da Ciência e Tecnologia diz que os testes mostraram eficácia do produto, mas a pesquisa não foi divulgada. Na apresentação, em evento com o presidente Jair Bolsonaro e ministros do primeiro escalão, um gráfico usado no material promocional não tem base em dados reais. A fonte da animação de um gráfico em barras decrescente genérico é um banco de imagens.

É possível ver o momento que o gráfico é usado a partir dos 26 minutos no vídeo que está no ar no canal oficial do próprio Planalto. "A missão dada pelo governo federal ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações foi cumprida. E o resultado comprovou de forma científica a eficácia do medicamento na redução da carga viral na fase precoce da doença", diz o narrador no trecho da gravação em que o gráfico fraudado é usado.

##RECOMENDA##

O gráfico em movimento está disponível no banco de imagens Shutterstock pelo ID 1054927550. Procurado pela reportagem, o ministério apenas enviou uma cópia do discurso feito no evento pela coordenadora do estudo, a professora da Universidade Federal do Rio (UFRJ) Patrícia Rocco, que não menciona o gráfico.

"Temos um medicamento que é comprovado cientificamente capaz de reduzir a carga viral", disse o ministro da Ciência, Marcos Pontes. "Estamos anunciando algo que vai começar a mudar a história da pandemia", disse.

Coordenadora da pesquisa promete publicação em revista científica

Patrícia Rocco disse que o estudo ainda será publicado em uma revista científica. "Infelizmente, nesse momento não poderei relatar mais detalhe sobre o estudo já que ele foi submetido à uma revista internacional e isso faria com que perdêssemos o ineditismo, limitando a publicação. Entretanto, no Brasil continuam morrendo em torno de 500 indivíduos por dia", disse.

Rocco afirmou que a pesquisa foi submetida à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e também aos conselhos de ética de cada unidade hospitalar onde o estudo foi feito. No comunicado à imprensa do ministério, é afirmado que as pesquisas com a nitazoxanida se basearam em um estudo do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, organização vinculada ao ministério. Segundo o governo, a nitaxozanida foi o fármaco que apresentou a melhor capacidade de inibir a carga viral da Covid-19 nesse estudo.

Segundo Patrícia, foram 1.575 voluntários. Foram admitidos os que tinham até três dias de sintomas da Covid-19. Parte dos pacientes receberam doses de 500 miligramas do medicamento, três vezes ao dia, por cinco dias. Outro grupo recebeu placebos - um "falso remédio" sem qualquer efeito. Segundo o governo, o estudo foi conduzido em centros de saúde de sete cidades, São Caetano, Barueri, Sorocaba, Bauru, Guarulhos, Brasília e Juiz de Fora (MG). Pontes disse que o medicamento não pode ser usado de forma profilática, ou seja, para prevenir a doença.

O ministro afirmou ainda que ele mesmo foi voluntário nos testes. Ele divulgou ter contraído a Covid-19 no final de julho. A iniciativa faz parte das ações da RedeVírus, comitê formado por pesquisadores da saúde criado pela pasta em fevereiro deste ano.

O Brasil registrou de ontem para hoje 271 mortes em decorrência do novo coronavírus, informou nesta segunda-feira, 19, o Ministério da Saúde. O total de óbitos é de 154.176. No mesmo intervalo, foram notificados 15.383 infecções da covid-19. Ao todo, o País tem 5.250.727 contaminações. Desde o início da pandemia, 4.681.659 pessoas se recuperaram. São atualmente 414.892 casos em acompanhamento.

O Brasil é o terceiro colocado mundial em casos e o segundo em mortes. Os Estados Unidos lideram ambos os recortes - 8.128.524 contaminações e 218.986 vidas perdidas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A Índia é a segunda em infecções (7.550.273) e a terceira em óbitos (114.610). (Equipe AE)

##RECOMENDA##

O governo federal fez uma apresentação, na noite desta segunda-feira (19), no Palácio do Planalto dizendo ter comprovação científica sobre o uso do medicamento nitazoxanida para reduzir a carga viral em pacientes na fase precoce da Covid-19. O estudo completo, no entanto, não foi apresentado e ainda não há qualquer publicação mais completa sobre a investigação.

O estudo foi liderado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. "Temos um medicamento que é, comprovado cientificamente, capaz de reduzir a carga viral", disse o ministro.

##RECOMENDA##

A coordenadora do estudo, Patrícia Rocco, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que o estudo ainda será publicado em uma revista científica. "Infelizmente, nesse momento não poderei relatar mais detalhe sobre o estudo já que ele foi submetido à uma revista internacional e isso faria com que perdêssemos o ineditismo, limitando a publicação. Entretanto, no Brasil continuam morrendo em torno de 500 indivíduos por dia", disse.

Rocco afirmou que a pesquisa foi submetida à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e também aos conselhos de ética de cada unidade hospitalar onde o estudo foi feito.

Segundo Rocco, foram 1.575 voluntários. Foram admitidos os que tinham até três dias de sintomas da Covid-19. Parte dos pacientes recebeu doses de 500 miligramas do medicamento, três vezes ao dia, por cinco dias. Outro grupo recebeu placebos - um "falso remédio" sem qualquer efeito.

Segundo o governo, o estudo foi conduzido em centros de saúde de sete cidades, São Caetano (SP), Barueri (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP), Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG).

O ministro disse que o medicamento não pode ser usado de forma profilática, ou seja, para prevenir a doença. "Estamos anunciando algo que vai começar a mudar a história da pandemia", disse.

Pontes afirmou ainda que ele mesmo foi voluntário nos testes. O ministro divulgou ter contraído a Covid-19 no final de julho.

Nesta segunda-feira (19), o programa Encontro exibiu uma reportagem sobre o comportamento das pessoas em relação ao coronavírus. No vídeo, um homem deu uma declaração polêmica ao falar do avanço da doença no país. No bate-papo com a repórter, o entrevistado disse que a Covid-19 não atinge as pessoas que têm fé, mas que o vírus chega apenas para quem é frágil.

"Tenho saído, curtido as baladas. Tenho uma mãe com 78 anos que não pega Covid. Eu acredito que essa doença é pra quem está fragilizado. Com quem está forte espiritualmente não vai acontecer. [...] Minha mãe não pega, não!", garantiu ele. Assim que a matéria foi exibida, Fátima Bernardes se manifestou.

##RECOMENDA##

Direta em seu comentário, a apresentadora soltou: "É assustador... A Covid-19 não é uma questão de fraqueza espiritual, falta de fé, nada disso, não". Depois que a atração da Globo chegou ao fim, as pessoas nas redes sociais condenaram o argumento do entrevistado. Com mais de 5 milhões de casos de infectados, desde o início da pandemia, o Brasil se aproxima da marca de 155 mil pessoas que morreram por causa da Covid-19.

Confira o vídeo:

[@#video#@]

O governador João Doria (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira (19), que a vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada a todos os brasileiros. Em entrevista coletiva, Doria reagiu, em tom mais ameno, às falas do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a afirmar que a imunização não será compulsória no País.

"O Brasil precisa de paz, amor e vacina para salvar os brasileiros. Entendo que a vacina deve ser aplicada a todos os brasileiros, para salvar a vida de todos. Não estamos em uma corrida eleitoral ou ideológica. Estarei ao lado de médicos e cientistas que querem salvar vidas", disse Doria.

##RECOMENDA##

Na saída do Palácio do Alvorada na manhã desta segunda, Bolsonaro afirmou que "o meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final". Sem citar Doria nominalmente, Bolsonaro também afirmou que tem "governador que está se intitulando o médico do Brasil".

Na entrevista coletiva, Doria também comentou esta declaração. "Queria agradecer ao presidente Bolsonaro me qualificando como médico do Brasil. Eu confio nos médicos do Brasil, isso só me distingue, porque acredito na medicina e nos médicos e é isso que temos feitos nestes meses nas medidas de combate ao coronavírus e proteção às pessoas", disse.

Na sexta-feira, Doria afirmou que a vacinação contra a covid-19 no Estado será obrigatória. "Já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros de São Paulo serão vacinados e a vacinação será obrigatória, exceto se o cidadão tiver uma orientação médica e um atestado médico de que não pode tomar a vacina. E adotaremos as medidas legais se houver alguma contrariedade nesse sentido", disse Doria na sexta.

Neste dia, horas mais tarde, Bolsonaro publicou nas redes sociais que o Ministério da Saúde não iria impor a imunização. O presidente publicou trechos de uma lei sancionada por ele próprio, em fevereiro, que diz que "poderão ser adotadas a realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas para o enfrentamento da pandemia". Mas, na sequência, ele publicou trecho de uma lei de 1975 sobre saúde pública para descartar a possibilidade de impor a imunização.

Também na sexta-feira, Doria chegou a dar um ultimato no Ministério da Saúde para que indique se irá incluir o uso da coronavac no cronograma de vacinação nacional. Nesta quarta-feira, 21, está agendada uma reunião, em Brasília, entre o governador e membros do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para discutir o assunto.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, já havia afirmado que o governo federal está acompanhando as vacinas em teste contra a covid-19 e "não descarta nenhuma possibilidade". O governo federal tem a previsão de ter 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, começando com 15 milhões em janeiro, da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford e da possibilidade de acesso a mais 40 milhões de doses de vacinas vindas da iniciativa global Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta segunda, o Instituto Butantã divulgou dados sobre a segurança da coronavac. De acordo com instituto, os testes brasileiros da coronavac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, mostram que o imunizante é o mais seguro entre todos os testados no Brasil por apresentar o menor índice de efeitos colaterais.

Nesse domingo (18), fãs e amigos de Jorge Aragão ficaram surpresos com a notícia de que ele tinha dado entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Diagnosticado com Covid-19, o sambista recebeu alta da UTI nesta segunda-feira (19), após responder bem aos tratamentos.

Jorge será levado para o quarto do Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com informações do jornal Extra, o artista deverá receber alta da unidade hospitalar nos próximos dias. "O Jorge recebeu alta da UTI. Ele já está indo para o quarto hoje e, nos próximos dias, vai receber alta", explicou a assessoria.

##RECOMENDA##

A equipe do cantor informou também que o quadro clínico permanece com estabilidade: "Ele apresenta quadro estável, boa resposta ao tratamento clínico e segue consciente". Jorge Aragão, de 71 anos, está internado desde a última terça-feira (13). 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer, nesta segunda-feira (19), que uma possível vacina contra a Covid-19 não será obrigatória. O chefe do Executivo citou que o próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a imunização não será compulsória, apesar de ser oferecida gratuitamente pelo governo.

"A lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final", disse o mandatário a apoiadores nesta manhã na saída do Palácio da Alvorada.

##RECOMENDA##

Na última sexta-feira (16), Bolsonaro já havia sinalizado que o governo não iria obrigar a população a se vacinar. A declaração via redes sociais ocorreu no mesmo dia em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a imunização seria obrigatória no Estado. "Outra coisa, tem um governador que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela (vacina) será obrigatória, e não será", destacou o presidente nesta segunda, sem citar Doria diretamente.

"Da nossa parte, quando estiver em condições, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde, com comprovação científica e validada pela Anvisa, aí ofereceremos ao Brasil de forma gratuita. Mas repito, não será obrigatória", acrescentou. O chefe do Executivo opinou ainda que uma vacina estrangeira deve primeiro ser aplicada em massa no seu País de origem para depois ser oferecida a demais nações.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando