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Pelo menos três alpinistas franceses desapareceram depois que uma avalanche atingiu a área do Nepal onde eles estavam, perto do Monte Everest, segundo informações de grupos de montanhismo neste domingo (31).

Os alpinistas estavam tentando escalar um pico de aproximadamente 6.000 metros (19.700 pés), relatou o The Himalayan Times.

“Ainda não temos informações claras sobre o número de pessoas desaparecidas”, disse à AFP o presidente da Associação Nacional de Guias de Montanha do Nepal, Ang Norbu Sherpa.

"Enviamos uma equipe muito experiente de cinco guias de montanha. Eles estão a caminho e iniciarão a operação de busca a partir de amanhã (segunda-feira) de manhã."

De acordo com a Federação Francesa de Clubes de Alpes e Montanhas (FFCAM), uma equipe de oito alpinistas deixou a França rumo ao Nepal no final de setembro em busca de alcançar vários picos ao sul de Ama Dablam, de 6.812 metros, na região do Everest.

Três deles deixaram a equipe em 24 de outubro para escalar um pico perto de Ama Dablam, mas não dão notícias desde 26 de outubro, disse o grupo em um comunicado divulgado neste domingo.

Um helicóptero enviado pelo FFCAM para procurá-los "avistou trilhas de escalada e também detritos de uma avalanche de grande escala". Segundo a nota, "hoje um helicóptero com uma equipe de resgate correu para o local para tentar encontrar possíveis sobreviventes".

Stephane Benoist, do organizador da expedição GEAN, afirmou ao jornal francês Dauphine Libere que estava "em choque, devastado" pelo desaparecimento de Thomas Arfi, Louis Pachoud e Gabriel Miloche.

Um funcionário do departamento de turismo do Nepal disse ao Himalayan Times que os alpinistas não obtiveram permissão das autoridades para escalar a montanha.

Uma tempestade repentina matou cinco pessoas que escalavam o monte Elbrus, o maior pico da Europa, localizado no Cáucaso russo, informaram nesta sexta-feira (24) as equipes de emergência.

"Conseguimos salvar 14 pessoas, que foram transportadas e atendidas por equipes médicas. Lamentavelmente, cinco pessoas morreram", afirmou o ministério de Emergências da Rússia em um comunicado.

Os 19 alpinistas ficaram bloqueados a mais de 5.000 metros de altura quando as condições meteorológicas mudaram de maneira repentina.

Depois de receber um alerta, o serviço de emergência enviou uma equipe de 69 pessoas e 16 veículos para o resgate.

"Os socorristas trabalharam em condições muito difíceis. A força do vento alcançou entre 40-70 metros por segundo e a temperatura caiu a 20 graus negativos", explicou o ministério.

A operação de resgate durou quase cinco horas e só terminou durante a madrugada de sexta-feira.

Citado pela agência de notícias TASS, Denis Alimov, que organizou a escalada, afirmou que uma mulher da expedição passou mal na manhã de quinta-feira e decidiu retornar com um guia.

Apesar do abandono, o restante do grupo prosseguiu até ser surpreendido pela tempestade.

A mulher faleceu durante a descida, segundo Alimov.

O monte Elbrus, de 5.642 metros de altura, é o maior do Cáucaso e da Europa.

Dois alpinistas, um americano e um suíço, morreram no Monte Everest, as primeiras vítimas da temporada de 2021 - anunciaram nesta quinta-feira (13) os organizadores da expedição no Nepal.

Os dois faleceram na quarta-feira (12), informou à AFP Mingma Sherpa, da agência Seven Summit Treks.

O alpinista suíço Abdul Waraich, de 40 anos, "sofreu uma exaustão" depois de alcançar o cume (8.848,86 metros), relatou Chhang Dawa Sherpa, da mesma empresa.

"Enviamos dois sherpas adicionais com oxigênio e alimentos, mas infelizmente não conseguiram salvá-lo", declarou.

O alpinista americano Puwei Liu, de 55 anos, conseguiu chegar ao escalão Hillary, mas foi vítima da cegueira da neve e de exaustão. Ele recebeu ajuda para continuar a descida, segundo os organizadores. Alcançou o campo 4, onde faleceu pouco depois.

O tempo ruim impede no momento a recuperação dos corpos dos alpinistas para sua repatriação, informou Thaneshwor Guragain, da Seven Summit Treks.

Durante as últimas temporadas, o Everest registrou um número crescente de alpinistas que tentaram alcançar o topo, uma situação que provocou uma superlotação que seria a culpada por várias mortes.

O Ministério nepalês do Turismo decretou novas regras para limitar o número de alpinistas que tentam alcançar o "teto do mundo".

A pandemia acabou com a temporada passada. Este ano, no entanto, apesar dos riscos de contrair covid-19 durante a expedição, o Nepal flexibilizou as regras de quarentena com o objetivo de atrair mais alpinistas.

A procura cada vez mais desesperada de oito alpinistas desaparecidos após uma avalanche na vertente indiana da cordilheira do Himalaia foi suspensa neste domingo pelo mau tempo e será retomada na segunda-feira, anunciaram as autoridades.

Quatro britânicos, dois americanos, um indiano e um australiano estão desaparecidos desde sexta-feira no Nanda Devi, a segunda maior montanha da Índia, com 7.826 metros de altura.

Dois helicópteros e dezenas de agentes dos serviços de emergência trabalharam na área neste domingo, pelo segundo dia consecutivo, e as buscas foram suspensas à tarde pela concentração de nuvens.

Vijay Kumar Jogdande, um juiz do distrito de Pithoragarh, onde fica a montanha, afirmou que as operações de busca serão retomadas às 5H00 de segunda-feira (noite de domingo no Brasil), se o clima permitir.

"Esperamos encontrar algumas pistas, mas não é uma tarefa fácil", disse Jogdande, que acredita que os alpinistas estavam acima dos 6.000 metros de altura no momento da avalanche.

Dois alpinistas, um americano e uma indiana, morreram no Everest, anunciaram nesta quinta-feira (23) suas expedições, em um período de grande fluxo de montanhistas que tentam escalar a maior montanha do planeta.

O americano Donald Lynn Cash, 55 anos, desmaiou na quarta-feira (22) no topo do Everest, a 8.848 metros de altura, quando estava fazendo fotos.

"Nossos dois sherpas o ajudaram a recuperar a consciência, mas ele faleceu quando o transportavam de volta", afirmou à AFP Pasang Tenje Sherpa, da expedição Pioneer Adventure.

A indiana Anjali Kulkarni, também de 55 anos, faleceu durante a descida, depois de alcançar o topo.

O organizador da expedição de Kulkrani, Arun Trek, atribuiu o acidente ao fluxo excessivo de montanhistas e afirmou que isto atrasou a descida da alpinista.

Quatro pessoas morreram na atual temporada, após o falecimento na semana passada de um alpinista indiano e da provável morte de um irlandês que caiu perto do topo da montanha e não teve o corpo localizado.

No ano passado aconteceram cinco mortes durante escaladas ao Everest.

A cada ano centenas de alpinistas do mundo inteiro viajam ao Nepal entre abril e maio, a temporada mais favorável, para escalar o Everest. A ascensão é extremamente perigosa e provoca vítimas com frequência.

Na quarta-feira, quase 200 pessoas tentavam chegar ao topo do Everest, em um dia de boas condições meteorológicas.

"Não sabemos o número de pessoas que conseguiram chegar ao topo, mas foi um dia de muito movimento. As expedições reclamam que é preciso esperar duas horas ou mais para chegar ao topo", disse Gyanendra Shrestha, funcionário do governo que estava no campo base.

O Everest foi escalado pela primeira vez em 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzing Norgay.

Os nove alpinistas de uma expedição sul-coreana morreram no Monte Gurja, no Nepal, devido a uma forte nevasca que devastou seu acampamento, em uma das piores tragédias do alpinismo no Himalaia nos últimos anos.

Os corpos de oito pessoas - quatro sul-coreanos e quatro guias nepaleses - foram encontrados nos escombros de seu acampamento por uma equipe de resgate neste sábado (13), mas as condições climáticas adversas impediram os esforços de busca.

Um quinto alpinista sul-coreano, que inicialmente havia sido dado como desaparecido desde que teve que se juntar à equipe principal, foi encontrado morto no acampamento-base, devastado pela tempestade, fazendo o número de mortos subir para nove, segundo autoridades.

Em compensação, um sexto sul-corano, que se encontrava em uma localidade do vale situado mais abaixo, sobreviveu, acrescentaram as fontes.

O piloto de helicóptero Siddartha Gurung, um dos primeiros a chegar ao acampamento-base após a tempestade, descreveu uma cena de caos para a AFP.

"Tudo desapareceu, todas as barracas voaram, as vítimas estão espalhadas por todo o lugar", explicou o piloto, que conseguiu posicionar seu helicóptero um pouco acima do acampamento, mas não conseguiu se aproximar a pé.

O Ministério do Turismo do Nepal indicou que um segundo helicóptero foi enviado ao local nesta tarde de sábado, embora devido à condição climática "não temos certeza de que possa pousar", disse a porta-voz do ministério, Mira Acharya.

- O mais grave desde 2015 -

Wangchu Sherpa, do Trekking Camp Nepal, organizador da expedição, disse que ativou o alarme depois de 24 horas sem ouvir notícias da equipe.

"Como não pudemos contactar (os alpinistas) desde ontem, enviamos pessoas da aldeia e um helicóptero para procurá-los", explicou ele.

Este é o acidente mais grave desde a avalanche provocada por um terremoto que custou a vida de 18 pessoas no Everest em 2015. Um ano antes, 16 xerpas também morreram de uma avalanche no mesmo pico.

O grupo de alpinistas sul-coreanos e seus guias nepaleses estavam acampados desde o início de outubro, no sopé do Monte Gurja, 7.193 metros acima do nível do mar, esperando que o tempo melhorasse para chegar ao topo.

A expedição foi liderada pelo montanhista sul-coreano Kim Chang-ho, que, em 2013, se tornou a pessoa mais rápida a superar as 14 montanhas mais altas do mundo sem usar oxigênio extra.

Eles planejaram escalar o Monte Gurja, no qual há poucas subidas, por uma rota inédita, de acordo com a Federação Alpina coreana.

O Monte Gurja está localizado na região de Annapurna, perto do pico Dhaulagiri, o sétimo pico mais alto do mundo e muito propenso a avalanches.

Apenas cerca de 30 escaladores conseguiram atingir o Gurja, em comparação com os mais de 8.000 que alcançaram o topo do Everest. Quatro pessoas morreram em suas encostas desde 1969, quando uma equipe japonesa o escalou pela primeira vez.

Milhares de alpinistas viajam todos os anos para o Nepal, onde se encontram oito dos 14 picos mais altos do mundo, uma lucrativa indústria de turismo que é uma fonte fundamental de renda para esse país muito pobre.

Mais de 500 alpinistas - estrangeiros em sua maioria - e seus guias foram retirados de um vulcão indonésio onde haviam ficado presos em consequência de um violento sismo na ilha de Lombok. Nesta terça, alguns contaram ter vivido momentos de grande angústia.

O terremoto de magnitude 6,4 de domingo (29) de manhã e a sequência de tremores provocaram o desabamento de toneladas de pedras e lama, bloqueando os turistas nos caminhos do monte Rinjani, um vulcão com 3.726 metros de altitude que atrai muitos turistas.

Cerca de 800 alpinistas estavam na montanha no momento do sismo e 560 deles se encontravam bloqueados no domingo à noite. Entre os turistas, havia americanos, alemães, espanhóis, franceses, holandeses e tailandeses, segundo as autoridades.

Ao todo, "543 alpinistas foram retirados, chegaram ontem à noite" e "todos estão bem", disse à AFP o porta-voz da Agência Nacional de Emergências, Sutopo Purwo Nugroho, acrescentando que ainda há seis pessoas na montanha.

O sismo deixou pelo menos 16 mortos, entre eles um montanhista indonésio, e mais de 220 feridos. Centenas de casas ficaram destruídas, e houve momentos de pânico quando os turistas saíram dos hotéis.

A maioria dos alpinistas desceu do vulcão a pé, mas, segundo as autoridades, ao menos três chegaram de helicóptero a Sembulun, um povoado na base do monte Rinjani.

Uma turista tailandesa contou, nesta terça, que estava dormindo quando o terremoto começou, e ela então acordou.

"Senti que a terra se movia e disse para mim mesma 'o que está acontecendo?'. Saí da cama e vi cair um deslizamento de terra que arrastava pedras", descreveu.

Um amigo dessa alpinista, também tailandês, relatou sua angústia: "toda montanha, as pedras caíam. Tive medo".

- Cansados, mas ilesos -

A descida dos alpinistas começou nesta segunda, depois que os guias encontraram um caminho alternativo que não foi afetado pelos deslizamentos de terra.

A maioria dos excursionistas chegou ao pé da montanha na segunda à noite, disse I Gusti Lanang Wiswananda, porta-voz dos serviços de busca e resgate de Mataram, a principal cidade da ilha de Lombok.

"Todos estavam cansados, mas em bom estado de saúde e foram examinados por nossas equipes médicas no local, ao chegarem", disse à AFP.

O funcionário afirmou que uma equipe de 30 socorristas acompanhava os seis excursionistas que ainda estavam no monte, do lago Segara Anak, perto do cume, até o pé da montanha.

Centenas de outros alpinistas haviam conseguido descer a montanha por seus próprios meios no domingo.

Por causa do terremoto, 5.141 pessoas estão alojadas em abrigos temporários e precisam de água potável, de acordo com números oficiais.

O presidente indonésio, Jokowi Widodo, que ontem fez uma rápida visita às áreas afetadas, prometeu uma ajuda financeira aos moradores locais que perderam suas casas na catástrofe.

Arquipélago de 17.000 ilhas e ilhotas, a Indonésia se situa no chamado "cinturão de fogo" do Pacífico, uma zona de forte atividade sísmica. Embora o país registre vários sismos, a maioria não é perigosa.

Em 2004, um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9,3 frente à costa de Sumatra, no oeste da Indonésia, deixou 220.000 mortos em vários países do oceano Índico, 168.000 deles na Indonésia.

As autoridades do cantão de Valais, no sul dos Alpes Suíços, anunciaram nesta quarta-feira (2) que 14 pessoas morreram na região nos últimos três dias. Entre os 14 alpinistas que perderam a vida estão cinco italianos, além de vítimas da Bulgária, França e Suíça.

"Não há hipóteses de crimes, um arquivo foi aberto simplesmente para determinar as circunstâncias das mortes. A investigação tentará esclarecer o que aconteceu na área de Pigna d'Aorlla, e quando nós vermos o que aconteceu, avaliaremos se existirão possíveis acusações ou não", afirmou Nicolas Dubuis, promotor-geral de Valais, em entrevista à ANSA.

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Segundo a equipe de emergência, os alpinistas estavam realizando uma trilha pela região, quando foram surpreendidos por uma forte tempestade.

"Eles mudaram de rota na esperança de chegar ao abrigo novamente, mas a 550 metros de seu destino foram bloqueados pela tempestade", disse Giovanni Paolucci, irmão de Betti, uma das alpinistas italianas que morreram na tragédia.

Os Alpes são destinos frequentes de turistas, que visam praticar esportes de inverno na região, como esqui e snowboard.

Da Ansa

Corpos de quatro alpinistas foram encontrados em um campo do Monte Everest, anunciou nesta quarta-feira (24) uma empresa que organiza expedições, o que eleva a 10 o número de mortos na atual temporada de escalada ao "topo do mundo".

Os alpinistas falecidos foram encontrados na terça-feira no campo IV, situado a 7.950 metros de altura, por um grupo de socorristas que procurava o corpo do alpinista eslovaco Vladimir Strba, que morreu no domingo.

"Nossos socorristas encontraram os corpos de quatro alpinistas em uma barraca no campo IV ontem (terça-feira). Ainda não sabemos quem são nem como eles morreram", afirmou Mingma Sherpa, diretor da Seven Summits Trek, agência com sede em Katmandu que organiza expedições e operações de resgate no Everest.

De acordo com a imprensa local, os corpos encontrados são os de dois alpinistas estrangeiros e dois guias. Até o momento não foi possível contactar uma fonte do governo nepalês no campo base do Everest para confirmar a informação. Outros quatro alpinistas morreram no fim de semana no Everest, entre eles Strba e o médico americano Roland Yearwood.

Os dois estavam acima dos 8.000 metros, na denominada "zona da morte", um setor em que a altitude e a falta de oxigênio aumentam os riscos associados ao mal da montanha, condição que afeta o funcionamento dos órgãos.

O corpo do alpinista indiano Ravi Kumar, de 27 anos, foi encontrado na segunda-feira, dois dias depois do jovem ter alcançado o topo do Everest, a 8.848 metros. Um australiano faleceu no domingo no lado tibetano da montanha.

O alpinista suíço Ueli Steck morreu no fim de abril quando escalava o monte Nuptse, diante do Everest, ao cair mais de 1.000 metros. O nepalês Min Bahadur Sherchan, 85 anos, que tentava recuperar o título de alpinista mais idoso a escalar o Everest, morreu no início de maio em um campo base.

Desde o início da temporada, 382 alpinistas conseguiram chegar ao topo pelo lado sul e 120 escalaram o Everest pelo lado tibetano. Em 2016, cinco alpinistas morreram no Everest e 640 pessoas chegaram ao cume.

Desde a primeira escalada ao topo do Everest em 1953, mais de 300 pessoas, em sua maioria nepalases, morreram nas montanhas do Himalaia.

Três alpinistas morreram no fim de semana no Monte Everest e um continua desaparecido, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira (22), no balanço mais grave desde a avalanche que deixou 18 mortos há dois anos.

Nos últimos três dias, mais de 10 alpinistas foram resgatados da maior montanha do planeta, que tem 8.848 metros de altura, informaram as equipes de emergência à AFP.

A montanha, conhecida pelo clima imprevisível, fortes ventos e temperaturas extremamente baixas, provocou a morte do alpinista eslovaco Vladamir Strba, que foi encontrado no domingo (21) a poucos metros do topo, informou Kamal Parajuli, representante do Departamento de Turismo do Nepal.

Strba estava acima dos 8.000 metros, área conhecida como "zona da morte", onde também foi encontrado o corpo do americano Roland Yearwood. A zona une o perigo da falta de oxigênio com a dificuldade da escalada.

A terceira vítima fatal, um alpinista australiano, foi encontrada na ladeira do Tibete, segundo a imprensa, que citou a Associação de Montanhismo local. O australiano de 54 anos, natural de Queensland, passou mal ao chegar aos 7.500 metros e morreu na tentativa de descida.

Um quarto alpinista está desaparecido desde sábado (20) e o guia nepalês que o acompanhava foi encontrado no acampamento 4, pouco abaixo dos 8.000 metros, com sintomas severos de hipotermia. Com as três mortes do fim de semana, o balanço da temporada chega a cinco vítimas fatais.

Na atual temporada mais de 120 alpinistas alcançaram o topo do Everest pelo lado sul e outros 80 pela ladeira do Tibete. Centenas de pessoas tentam escalar a montanha antes das monções, no início de junho, que marca o fim da curta temporada.

Uma alpinista australiana e um holandês morreram no Everest após conquistarem seu cume, devido ao mal de altitude, anunciou neste sábado (21) a agência organizadora de ambas as expedições à montanha mais alta do mundo.

A alpinista australiana descia do acampamento 4 para o 3 quando passou mal e morreu neste sábado, informou à AFP Phurba Sherpa, representante da agência de montanhismo local Seven Summit Treks. "Após alcançar o cume, ontem, disse que se sentia muito fraca e que estava sem energia, sintomas do mal de altitude", contou. "Tinha cerca de 30 anos".

"O alpinista holandês Eric Arnold apresentou os mesmos sintomas e morreu no acampamento 4 no maciço, enquanto descia do cume, descreveu a agência. "Recebemos as notícias de seu líder de equipe, Arnold Coster, no acampamento base", indicou Sherpa.

Esta era a quinta vez que Arnold, 35, tentava alcançar o cume, de 8.850 metros. Ele foi um dos alpinistas que sobreviveram, no ano passado, a uma avalanche no Everest, após um terremoto. Cerca de 330 alpinistas atingiram o cume do Everest nesta temporada, após dois anos consecutivos em que ocorreram vários desastres.

Em 2015, houve o grande terremoto do Nepal, que matou 18 pessoas no acampamento base do Everest. Em 2014, uma avalanche matou 16 guias nepaleses.

O Nepal reabriu neste domingo (23) os acessos ao Everest para a temporada de outono (hemisfério norte) e concedeu as primeiras autorizações de escalada desde o terremoto e a avalanche que arrasaram o acampamento base em abril. Centenas de alpinistas foram obrigados a desistir da escalada após a avalanche, que provocou a segunda sessão de temporada sem visitas ao topo do mundo. Em 2014, a morte de 16 guias nepaleses em uma avalanche levou as autoridades a fechar os caminhos de acesso à montanha.

"Estou feliz de poder conceder esta permissão de escalada para a temporada de outono, depois que o terremoto afetou com força nossa indústria turística", declarou o ministro nepalês do Turismo, Kripasur Sherpa. A temporada de outono é considerada a mais arriscada, com os fortes ventos e temperaturas baixas.

O alpinista japonês Nobokazu Kuriki tentará alcançar o topo do Everest pela quinta vez. Kuriki, que perdeu nove dedos dos pés em uma tentativa anterior de escalar o Everest, terá o apoio de uma equipe de cinco pessoas, mas ascenderá ao segundo acampamento do topo de maneira solitária.

"O Everest viveu tragédias nos últimos dois anos e quero ajudar o Nepal a reviver seu turismo", disse o alpinista, de 33 anos, que espera chegar ao topo em meados de setembro. Até o momento, 14 equipes solicitaram permissão para escalada na próxima temporada.

O Nepal, um país muito dependente do turismo, com seus oito picos de mais de 8.000 metros, solicitou a especialistas internacionais que avaliassem a segurança dos caminhos mais utilizados pelos alpinistas no Everest e na região de Annapurna. Ao longo do principal percurso foram identificadas cinco zonas de risco e antes da temporada de chuvas de monção será realizada uma avaliação completa. O famoso caminho de Langtang, destruído, permanece fechado. Os dois terremotos de 25 de abril e de 12 de maio deixaram mais de 8.700 mortos e destruíram quase meio milhão de casas.

Os serviços de resgate do Nepal tentavam encontrar nesta quinta-feira (16) dezenas de turistas no Himalaia, surpreendidos por uma tempestade de neve nesta terça-feira que matou trinta pessoas.

As equipes de resgate encontraram 23 corpos na região de Annapurna e temem a morte de cinco alpinistas pegos por uma avalanche em seu acampamento de base no sopé do monte Dhaulagiri (8.167 metros), enquanto três pastores de iaques foram mortos enquanto seus animais pastavam.

Um total de 168 estrangeiros foram registrados esta semana para completar o famoso circuito da montanha Annapurna, no distrito de Mustang. Pelo menos 43 já foram resgatados.

As equipes de resgate lutavam para entrar em contato telefônico com os demais turistas que continuam presos devido a uma ausência de rede.

Milhares de turistas visitam a região a cada ano em outubro, quando as condições para excursões são consideradas boas. Mas nesta semana foram registradas nevascas fora do comum após a passagem do tufão Hudhud, que afetou a costa leste da vizinha Índia no fim de semana.

"Intensificamos nossas buscas, nossos esforços estão focados em encontrar sobreviventes em vez de corpos" das vítimas, disse Keshav Panday, que coordena os esforços organizados pela Associação de Agências de Trekking do Nepal (TAAN).

"Nós aprendemos que 23 turistas estrangeiros estão sãos e salvos e esperando em uma casa de campo perto de Thoronh Phedi, em Manang. Nós iremos resgatá-los o mais rápido possível", disse à AFP.

Vinte e seis outros turistas e guias - incluindo 22 estrangeiros - encontraram refúgio em outra casa em Thorong High Camp, a 4.800 m, também em Manang, segundo um deles, um americano, contatado por telefone.

"Saímos de nosso hotel em Thorong Phedi às 6h30 de terça-feira. A equipe nos disse que poderíamos caminhar em segurança", explicou Max Weinstein à AFP.

A visibilidade piorou rapidamente a medida que a tempestade de neve aumentava, relatou.

"A neve continuava a cair fortemente, não conseguíamos ver nada e logo grandes pedras começaram a cair", disse ele.

Escutando ruídos surdos "como de avalanches", eles decidiram parar na casa de campo, onde outros vinte turistas se refugiaram.

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