Tópicos | Defesa de Dilma

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra, nesta quarta-feira (13), a “Caravana Popular pela Democracia” em Pernambuco. O evento de conclusão das atividades, organizadas pela Frente Brasil Popular, vai acontecer na Avenida Rio Branco, no Recife Antigo, a partir das 19h. O ato público também conclui a série de agendas que o líder-mor petista cumpre no estado desde a última segunda-feira (11), para defender o mandato da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

Na passagem por Pernambuco, Lula esteve em Petrolina, no Sertão, onde participou do evento “Semiárido contra o Golpe - Nenhum direito a menos”; em Carpina, na segunda reunião do Conselho Deliberativo Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado Pernambuco (FETAPE); em Caruaru, para um ato da Caravana e um almoço com o Assentamento Normandia, do MST.

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Além disso, o ex-presidente também fechou articulações para as chapas do PT em algumas cidades pernambucanas, lançando o nome do deputado estadual Odacy Amorim para disputar a Prefeitura de Petrolina, dando o aval para a deputada estadual Teresa Leitão concorrer ao comando de Olinda e tentando fechar a chapa petista no Recife, com a conquista do deputado Silvio Costa Filho (PRB) para o cargo de vice ao lado de João Paulo (PT). Costa Filho ainda não confirmou o ingresso na chapa.

A última participação de Lula em atos públicos no estado foi em 21 de outubro de 2014, durante a campanha de reeleição de Dilma. Após o evento, o ex-presidente embarca para São Paulo. 

O coletivo UFPE pela Democracia divulgou um manifesto, nesta terça-feira (28), repudiando o que chamam de “medidas autoritárias” da gestão do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Segundo o documento, as ações “representam um verdadeiro desmonte da ideia de uma nação mais justa e soberana, contemporânea com o século 21”. 

“O governo Temer tem demonstrado uma sanha agressiva de rapidamente impor ao País uma agenda regressiva, já rejeitada em ocasiões anteriores pelo voto livre do povo. Esta agenda é caracterizada por uma política conservadora e antidemocrática em termos de educação e cultura, e visa o desmonte do sistema público de saúde”, observa o texto dos professores.

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“A instabilidade social decorrente da ilegitimidade dessas ações está sendo utilizada para a adoção de medidas, que são ainda mais regressivas e representam real perigo para a democracia brasileira”, acrescenta.

No manifesto, o coletivo também critica o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Para os professores, a “restauração da democracia” só será obtida com o retorno da petista ao Poder, pois, segundo eles, Dilma foi “legitimamente escolhida em eleições livres”. 

“Essa é uma condição essencial para construir a conciliação nacional reunindo todos os setores da sociedade verdadeiramente comprometidos com a preservação da democracia em nosso País”, diz o texto. O manifesto tem a assinatura de 400 professores.

O advogado de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), José Eduardo Cardozo, pediu à Comissão Especial do Impeachment a retirada do consultor legislativo do Senado, Diego Pradino Alves, da coordenação da junta pericial que auxiliará o processo. Cardozo argumenta que ele tem “forte engajamento” contra a presidente afastada.

Prandino foi nomeado coordenador da junta, que ainda contará com outros dois servidores concursados do Senado. A pedido da defesa, a junta fará análise técnica de documentos envolvidos na denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma.

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) leu mensagens postadas pelo consultor em uma rede social, expressando posicionamentos políticos, e relatou que essas mensagens foram apagadas no dia seguinte à nomeação da junta pericial. A defesa e os senadores da oposição pediram a impugnação de Prandino, mesmo reconhecendo suas qualificações profissionais.

O plenário da comissão decidiu contra o pedido da defesa. O presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) informou que, em face da polêmica, aguarda nova manifestação do coordenador indicado em relação a sua própria suspeição.

*Com a Agência Senado

O ex-secretário de Planejamento Estratégico do Ministério do Planejamento,  Gilson Alceu Bittencourt, afirmou, nesta terça-feira (14), que os repasses de equalização de taxas de juros do Plano Safra não configuram operação de crédito e sim prestação de serviço. Depondo na comissão especial de impeachment, como uma das testemunhas de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Bittencourt garantiu que não houve desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal nas medidas adotadas pela gestão petista neste caso.

Ele ressaltou que a portaria do Banco Central que regulamenta a questão não define prazos para os repasses de equalização por subvenções a agricultores, não sendo possível, portanto, dizer que houve atrasos nos repasses. Em resposta aos senadores, Bittencourt disse ainda não haver ato da presidente em qualquer das operações do Plano Safra.

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"Não há nenhum ato da presidenta ligado ao Plano Safra, redefinindo equalização ou qualquer outra questão. Não conheço nada que diga que a presidenta tenha instruído o Banco Central a mudar a forma de prestação de contas. Pelo contrário, o próprio Banco do Brasil deixava explícito qual era a expectativa dele em relação aos serviços prestados relacionados ao Plano Safra, inclusive no seu balanço", afirmou.

A testemunha disse ainda que os passivos existentes foram liquidados ao final de 2015, ficando para 2016 apenas valores apurados no segundo semestre do ano anterior. Para Gilson Bittencourt, operações de crédito rural são lucrativas para o Banco do Brasil e outros bancos que executam o Plano Safra.

"A lucratividade do Banco do Brasil nas operações de crédito rural vem crescendo exatamente por você ter taxas de juros equalizadas, exatamente porque o banco conseguiu ganhar expertise no processo de crédito rural. Portanto, tem tido lucratividade, mesmo a uma taxa menor", frisou.

De acordo com ele, são recorrentes as solicitações do Banco do Brasil para ampliação dos recursos de crédito rural, o que demonstraria ser o Plano Safra uma atividade considerada vantajosa pela instituição e também por bancos privados.

"Posso afirmar que os bancos privados, conhecendo a metodologia e o processo de equalização há muitos anos operado pelo governo federal, desde 1990, tem uma demanda forte para que operem os recursos equalizados", disse.

Para o senador Humberto Costa (PT), as informações prestadas pela testemunha comprovam que Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. "Fica claro que o Banco do Brasil não pagou nenhum tipo de despesa da União. Fica claro que o Banco do Brasil não firmou nenhum tipo de contrato de operação de crédito com a União. Nessa questão do Plano Safra, é um exagero dos que querem enquadrar a presidenta como uma criminosa em algo que, efetivamente, não é crime", declarou Humberto Costa.

Já o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), pontuou que o governo se valeu de seu poder para impor uma estratégia de atrasar os repasses de equalização de taxas de juros, “maquiado” as contas para mostrar uma situação econômica melhor do que o que efetivamente ocorria. "É óbvio que a diretoria do Banco do Brasil estava subordinada a uma estratégia maior de delinquir, de transgredir, de fazer dessa estratégia uma estratégia de governo", destacou Ferraço.

*Com a Agência Senado

Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) afirmou na noite desta quarta-feira (11) que ao contrário do que prega a oposição e os que defendem o processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff (PT) tem feito “todos os esforços necessários para restabelecer a economia nacional”. 

Tecendo elogios a equipe econômica da gestão federal, da qual fez parte, o petebista pontuou que Dilma “sempre se inclinou por uma posição que ainda que pudesse desagradar alguns setores” fosse responsável com o país e lembrou os vetos da petista diante da chamada “pauta bomba” que, entre outros projetos, aprovava o reajuste dos servidores do Judiciário.

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"Afastar uma presidente da República é fato que por si só se constitui num gravíssimo precedente. Estaremos promovendo uma ruptura na ordem institucional do país", cravou. “O que se promoveu até agora foi um juízo eminentemente político. Possível graças à inadequação da lei do impeachment que foi criada e editada em um contexto histórico que precisa ser lembrado em 1950... Essas condições e pressupostos jurídicos não estão claramente colocadas; a edição dos decretos, com a abertura de créditos suplementares, foi absolutamente neutra”, acrescentou o ex-ministro.

Diante da emitente possibilidade do afastamento de Dilma, o pernambucano disse que o Congresso Nacional e o Senado vão poder decidir sobre uma questão gravíssima. “Há um debate que está instalado e divide a comunidade jurídica do Brasil. As opiniões de respeitáveis juristas apontam claramente a inexistência do pressuposto jurídico. Posso afirmar que não há uma interpretação uniforme que possa promover um julgamento sobre esta questão”, cravou. Ultrapassando os quinze minutos previstos pelo rito, Armando Monteiro teve a veiculação do discurso interrompida.

Às vésperas da votação que definirá se o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) será instaurado ou não, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Pernambuco, Carlos Veras (PT), afirmou que os movimentos que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo não pretendem dar trégua a um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB). 

"Apenas com as paralisações e greves gerais vamos conseguir barrar o golpe. Um governo golpista não terá trégua. Vamos fazer mobilizações, paralisações e uma pressão geral diante de uma gestão que quer retroceder diante dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais”, argumentou o dirigente em conversa com o Portal LeiaJá.  “Por cima e com canetadas não vai resolver, tem muita gente corrupta”, acrescentou.

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De acordo com ele, um retrato disso foi visto durante a manhã de hoje, quando membros da CUT-PE, do Levante Popular da Juventude e do Movimento Sem Terra (MST), além de outras entidades, fecharam pontos na BR-101, em Goiana e em Jaboatão; na BR-232, na altura de Pesqueira e em Caruaru. 

Para finalizar o Dia Nacional de Mobilização contra o impeachment de Dilma, os grupos realizam um ato na Praça do Derby, área central do Recife, às 16h. No local, está montado o Acampamento Popular da Democracia desde o último dia 25. 

“Vamos reunir os trabalhadores da Compesa, da Chesf, dos bancos, das escolas, do Metrô e os movimentos. Todos eles fizeram uma paralisação durante o dia de hoje. Fomos às ruas para mostrar que não vamos permitir governo eleito a partir de um golpe”, observou Veras. Segundo o presidente da CUT, a previsão inicial é de que o ato se concentre apenas na Praça do Derby, já que o evento também marcará o encerramento das atividades no local. Os acampados devem desmontar as tendas fixadas na Praça ainda nesta terça.

ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB), reassume o mandato de senador na próxima segunda-feira (9). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do pernambucano. Monteiro retorna à Casa para votar contra o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 

O petebista deve fazer um pronunciamento até a próxima sexta-feira (6) divulgando a decisão e fazendo um balanço do período em que passou no primeiro escalão do governo Dilma. Armando foi nomeado ministro em janeiro de 2015, no lugar do então ministro Mauro Borges Lemos.

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Na última segunda (2), o ministro chegou a afirmar que estava finalizando um pacote de medidas com impacto industrial para ser anunciado na sexta e depois disso poderia deixar o cargo. "Sinto-me com disposição para afirmar minha posição de solidariedade ao governo de Dilma", afirmou o pernambucano.

Com a volta de Armando ao Senado, o senador Douglas Cintra (PTB) deixa a Casa e reassume a primeira suplência. 

Entusiasta do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Mendonça Filho (DEM) foi hostilizado ao desembarcar no Aeroporto Internacional Gilberto Freire, no Recife. O democrata chegava de Brasília, onde estava desde a semana passada para a votação da admissibilidade do pedido de impedimento, aprovada no domingo com o voto de 367 deputados

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o parlamentar sendo chamado de “bandido”, “golpista”, “escroto”, “filho da p...” e de agressor da classe trabalhadora. Cercado pelos que transitavam no aeroporto, Mendonça Filho fotografou os que o xingavam e rebateu: “eu que estou sendo agredido”.

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A assessoria de imprensa confirmou o episódio e disse que o deputado vai se pronunciar em nota sobre o ocorrido. Antes de deixar o local, convencido por seguranças, o democrata soltou beijos para os que o repreendia. Informações dão conta de que Mendonça teria ameaçado os manifestantes.

O vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PTdoB), também desembarcou no mesmo horário. Ele foi ovacionado pelos presentes ao som de “Silvio! Silvio! Silvio!”.

Veja a recepção:

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O ex-presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira (13) que os atrasos dos repasses a bancos públicos da presidente Dilma Rousseff (PT) garantiram os recursos para programas sociais. “A Dilma fez as pedaladas para pagar o Bolsa Família. Fez as pedaladas para pagar o Minha Casa, Minha Vida. Todo mundo sabe que o Minha Casa, Minha Vida, até três salários mínimos tem um forte subsídio do governo”, informou ao discursar na abertura do 1º Congresso do Movimento de Pequenos Agricultores, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

O ex-presidente ressalvou que não conhece o processo que avaliou as contas do governo federal no Tribunal de Contas da União (TCU). “Estou vendo a Dilma ser atacada por conta de umas pedaladas. Não conheço o processo. O que posso dizer é que talvez a Dilma, em algum momento, tenha deixado de repassar orçamento para a Caixa e não sei para quem para pagar outras coisas que ela tinha de pagar no último momento.”

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Na quarta-feira (7), o TCU recomendou, por unanimidade, a rejeição das contas do governo federal de 2014. Um dos pontos que embasou o parecer foi o atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito. A análise do tribunal foi encaminhada sexta-feira (9) para apreciação do Congresso Nacional.

O atraso, denominado pedalada, está sendo usado pela oposição para defender publicamente o impeachment da presidenta. Segundo Lula, esse tipo de posicionamento não é democrático.

“Perdi três eleições nesse país. Voltava para casa e, como dizia o velho [Leonel] Brizola, ia lamber minhas feridas. Eles perderam a quarta e não se conformam. Eles deveriam sair do palanque e criar vergonha, porque eles não querem deixar a Dilma governar”, criticou.

O ex-presidente disse ainda que parte da sociedade tem ódio dele e do PT por causa dos avanços sociais dos últimos anos. “O ódio destilado contra nós emana da constatação de que nós conquistamos um pouco. Um pouco mesmo”, declarou.

Conforme Lula, os grupos que atacam o governo querem retroceder os processos implementados por ele e Dilma.“Uma das proezas que os raivosos estão querendo por em prática e acabar com as políticas sociais”.

Entre as conquistas, Lula destacou os programas que expandiram o acesso ao nível superior, concedendo bolsas e financiamento estudantil. “Isso para garantir que o filho do pedreiro possa ser engenheiro, para que a filha da empregada possa ser doutora, cientista política, filósofa, o que ela quiser.”

Lula adiantou que aconselhará a presidenta a se aproximar da população e de organizações sociais, como o Movimento de Pequenos Agricultores.

“Quando temos problemas, quando as coisas não estão muito bem, não temos outro remédio. Temos de ir ao encontro do povo para receber oxigênio., para que faça sentido governar. Porque foi exatamente para gente como vocês que nós pensamos em criar um partido político”, concluiu.

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