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A World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) anunciou nesta sexta-feira (28) que o brasileiro Thiago Braz, campeão olímpico na prova do salto com vara, foi suspenso provisoriamente após testar positivo para ostarina, substância usada para o aumento de massa muscular.

“Uma suspensão provisória é quando um atleta ou outra pessoa é temporariamente suspenso de participar de qualquer competição ou atividade no atletismo antes de uma decisão final em uma audiência conduzida de acordo com as Regras Antidoping do Atletismo Mundial ou do Código de Conduta de Integridade”, afirma a entidade através de nota.

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Thiago Braz conquistou o ouro olímpico na prova do salto com vara nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, e conquistou um bronze na edição posterior da competição, em Tóquio (Japão).

No último dia do Mundial de Atletismo, realizado em Eugene, nos Estados Unidos, o Brasil teve muito o que comemorar. Letícia Oro Melo precisou de uma única tentativa de 6,89 metros para garantir a medalha de bronze no salto em distância. Thiago Braz, único brasileiro na final do salto com vara, não cumpriu as expectativas e acabou sem medalha, na quarta posição.

Única brasileira na disputa na finalíssima do salto em distância, Letícia Oro Melo terminou  apenas a primeira tentativa para garantir o bronze em sua primeira participação no Mundial. O ouro ficou com a alemã Maika Mihambo, com o salto de 7,12 metros. A prata ficou com Ese Brume, da Nigéria, com 7,02 metros.

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Logo no primeiro salto da final, Letícia iniciou a jornada na decisão saltando para sua melhor marca pessoal, de 6,89 metros, e se colocou na liderança. Na segunda tentativa, a atleta queimou seu salto. Na sequência, Ese Brume saltou 7,02 metros e assumiu a ponta. Maika Mihambo saltou 6,98 metros e jogou Letícia para a terceira posição, onde ela seguiu após queimar suas tentativas pelas próximas quatro vezes.

No salto final, a situação se repetiu, mas isso não impediu a brasileira de faturar o bronze. Após a conquista, a atleta não se conteve na comemoração e se enrolou na bandeira nacional para celebrar a façanha.

SALTO COM VARA

Após ter avançado na quarta posição para a grande final sob grande expectativa, Thiago Braz, terceiro no ranking mundial, iniciou sua jornada na decisão do salto com vara saltando a marca de 5,55 metros, sem qualquer tipo de susto. Grande favorito para o ouro, o sueco Armand Duplantis, detentor do recorde mundial e medalhista de ouro nos Jogos de Tóquio, pulou a primeira rodada e iniciou sua jornada já na segunda parte da decisão.

O primeiro erro do brasileiro veio na primeira tentativa para os 5,80 metros. Porém, na segunda tentativa para esta altura, o brasileiro não titubeou e superou a marca. Na sequência, assumiu a liderança momentaneamente ao saltar 5,87 metros.

Porém, ao saltar para 5,94 metros o brasileiro errou suas duas primeiras tentativas e tentou mudar de estratégia ao abrir mão da chance final de superar a marca. Braz elevou o sarrafo para os 6 metros, em busca de subir na classificação, mas errou e deu adeus à competição na quarta posição.

O ouro ficou nas mãos do sueco Armand Duplantis, que voltou a fazer história no salto com vara. O atleta de 22 anos já tinha garantido o ouro quando alcançou a marca de 6,06 metros, batendo o recorde do campeonato. Mas não se contentou com o seu primeiro título mundial adulto. E foi para a tentativa de mais um recorde mundial, com sucesso. Saltou para 6,21 metros e fez a festa no tradicional estádio Hayward Field.

A medalha de prata foi para o americano Christopher Nilsen e o bronze, com o filipino Ernest John Obiena.

RECORDE NO FEMININO

O último dia do Mundial de Eugene contou com dois recordes nos 100 metros com barreiras feminino. A nigeriana Tobi Amusan rompeu a marca por duas vezes no mesmo dia, na semifinal e na final, com 12s12 e 12s06, respectivamente. Foi o seu primeiro título mundial da carreira.

O paulista Thiago Braz conquistou neste domingo (20) a medalha de prata do salto com vara no Campeonato Mundial indoor de Atletismo, disputado em Belgrado (Sérvia). Campeão olímpico no Rio de Janeiro e bronze nos Jogos de Tóquio (Japão), o brasileiro se tornou o primeiro homem do país a ir ao pódio nesta prova na história do evento.

Thiago saltou a 5,95 metros, estabelecendo o novo recorde sul-americano indoor, ficando atrás somente de Armand Duplantis. Ouro em Tóquio, o sueco quebrou o recorde mundial, que já era dele, ao superar o sarrafo a 6,20 metros. Ele é dono das quatro melhores marcas em todos os tempos no salto com vara. O norte-americano Christopher Nilsen, com 5,90 metros, completou o pódio em Belgrado, levando o bronze.

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A disputa por medalhas ficou concentrada em quatro atletas. O francês Valentin Lavillenie (irmão de Renaud Lavillenie, batido por Thiago na Olimpíada do Rio) acompanhou o ritmo do trio que foi ao pódio até os 5,85 metros, mas deixou a briga ao não superar o sarrafo a 5,90 metros. Nilsen ficou para trás quando Duplantis e o brasileiro passaram pelos 5,95 metros. O paulista tentou saltar a 6,05 metros, que poderia ser a melhor marca da carreira, mas não conseguiu. O caminho, então, ficou livre para o sueco assegurar o ouro e buscar a quebra do próprio recorde mundial. Também neste domingo, Thiago Moura, do salto em altura, estabeleceu em Belgrado o novo recorde brasileiro e sul-americano da prova em pista coberta, com 2,31 metros. A marca foi a mesma que rendeu as medalhas de prata ao suíço Loïc Gasch e de bronze ao neozelandês Hamish Kerr e ao italiano Gianmarco Tamberi. Nos critérios de desempate, eles ficaram à frente do paulista, que terminou em quinto.

O também paulista Fernando Ferreira (antigo detentor do recorde brasileiro, ao lado do mineiro Talles Frederico) não foi além de 2,24 metros e ficou em sétimo. Apesar disso foi a melhor marca dele na temporada. O ouro foi para o sul-coreano Sanghyeok Woo, que saltou 2,34 metros.

Há mais de 20 anos, desde 2000, um atleta brasileiro do atletismo não conseguia dois pódios consecutivos nos Jogos Olímpicos. Pois Thiago Braz quebrou essa marca nesta terça-feira ao ficar com o bronze em Tóquio-2020 no salto com vara depois do ouro no Rio-2016 cinco anos antes, repetindo André Domingos, prata nos 4x100 metros em Atlanta-1996 e Sydney-2000.

O curioso é que Thiago Braz diz ter sonhado dois dias antes com a medalha de bronze. Mas não gostou do sonho. "Sonhei que eu tinha voltado para o apartamento aqui e estava com a medalha de bronze. Eu achava que era ouro, mas era bronze. Fiquei bravo no sonho, mas desejei muito ganhar uma medalha", contou o atleta de 27 anos.

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Thiago Braz relembrou ainda as dificuldades que teve no último ciclo olímpico, quando não conseguiu manter uma regularidade nas competições. O atleta revelou, inclusive, que pensou em abandonar a carreira.

"Meus altos e baixos significaram mais conhecer a mim mesmo e mostrar que saltando bem ou mal era possível voltar a saltar, projetar novos sonhos e conquistas. Eu tinha no meu sonho voltar aos Jogos e ganhar outra medalha. Às vezes deu vontade de parar, desistir, mas tive suporte", disse.

Na briga por uma medalha em Tóquio, o brasileiro voltou a duelar com Renaud Lavillenie, campeão olímpico em Londres-2012 e prata no Rio-2016. O francês, no entanto, não conseguiu superar o salto de 5,87 metros de Thiago Braz e terminou na oitava posição.

"Tinha de acontecer desse jeito. No classificatório, tive um início de cãibra, a gente tratou, mas ainda senti. Aos poucos fui tentando, dando uma corrida para relaxar a musculatura. O meu desejo era ganhar uma medalha, eu queria ouro, mas primeiramente uma medalha. O motivo maior foi minha família, minha esposa, meu treinador e meu avô, que faleceu no ano passado, num momento de pandemia. E também o orgulho de ser brasileiro, de trazer orgulho para o Brasil", afirmou.

Thiago Braz narrou ainda como o aspecto emocional foi decisivo para a sua conquista. Durante a prova classificatória para a final, ele chegou a temer que poderia não avançar na competição. "Durante esse período dos Jogos aconteceram alguns sinais legais me incentivando a buscar de novo uma medalha, a acreditar. Em algum momento da vida, a gente se sente inseguro, exemplo disso foi a qualificação. Me fez lembrar um trauma que sofri, mas acabou dando certo. Isso traz uma felicidade no peito, nervosismo e raiva ao mesmo tempo", comentou.

Com o próximo ciclo olímpico mais curto, Thiago Braz terá 29 anos nos Jogos de Paris, em 2024. E já faz planos. "Eu queria tentar o bi. Ainda dá, tem a próxima".

O atleta brasileiro Thiago Braz, medalhista de ouro na Rio-2016, garantiu o bronze nesta terça-feira nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Ele conquistou a medalha com a marca de 5m87.

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Thiago tentou ainda superar a marca de 5m92 três vezes, mas não conseguiu.

O sueco Armand Duplantis, recordista mundial, conquistou a medalha de ouro com 6m02.

O americano Cristopher Nilsen tentou passar por essa marca mas não conseguiu, ficando com a prata, depois de superar os 5m97.

A medalha de bronze representa uma volta por cima na hora certa para Thiago Braz, depois do ouro no Rio de Janeiro há cinco anos, quando bateu o recorde olímpico com a marca de 6,03m.

O paulista de 27 anos, enfrentou uma série de dificuldades desde então, com resultados negativos, troca de treinadores e a pandemia de covid-19.

Maior destaque da 35.ª edição do GP Brasil de Atletismo, realizado neste domingo, no estádio do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo, da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), em Bragança Paulista (SP), Thiago Braz, campeão olímpico nos Jogos do Rio-2016, decepcionou na prova do salto com vara. Ficou longe do pódio, bem distante da marca de 6,03 metros que o fez ganhar a medalha de ouro no estádio do Engenhão há quase três anos.

Em sua primeira prova desde voltou a treinar com o técnico Elson Miranda, o recordista olímpico começou saltando 5,45 metros de primeira, dispensou as tentativas para 5,55 metros e não conseguiu ultrapassar o sarrafo na marca de 5,60 metros em três saltos. "O resultado não reflete o meu treinamento. Estou me sentindo muito bem e confiante. Tenho certeza que vou acertar meus saltos nas próximas provas", comentou.

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O também brasileiro Augusto Dutra, único atleta da competição a saltar 5,75 metros - melhor resultado da temporada, repetindo índice do Pan e do Mundial -, foi o campeão, mesmo com vento forte que soprava neste domingo em Bragança Paulista. O argentino German Chiaraviglio e o norte-americano Audie Wyatt saltaram 5,60 metros e ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares. "A competição começou difícil, com muito vento lateral, mas consegui bons saltos. Ainda tentei 5,85 metros para melhorar minha posição no ranking mundial, mas não deu", lembrou.

Gabriel Constatino foi outro destaque entre os brasileiros, ganhando o ouro nos 110 metros com barreira com seu melhor tempo na temporada, 13s24, e a prata nos 200 metros com 20s21, atrás do colombiano Bernardo Baloyes, que correu em 20s08. Outro brasileiro que fez um ótimo tempo foi o jovem Alison dos Santos, que venceu os 400 metros com barreira com 48s84. Aos 19 anos, ele desponta como promessa para o atletismo brasileiro.

"Não esperava conseguir essa marca agora de jeito nenhum. Estou bem treinado, mas a projeção era de correr abaixo de 49s00 mais para a frente", comentou o atleta, que ratificou índices para os Jogos Pan-Americanos de Lima e para o Campeonato Pan-Americano Juvenil de San José, na Costa Rica, e atingiu a marca mínima para o Mundial de Doha, no Catar.

"Faço questão de correr as três competições e mais as que aparecerem. Estou muito feliz com meus resultados neste início de temporada", comentou o barreirista, que havia corrido 49s48, no dia 19 de abril, em Azusa, nos Estados Unidos, onde participou de um camping de treinamento e competição, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e CBAt.

No arremesso de peso, o recordista sul-americano Darlan Romani, que no ano passado conquistou a marca de 22 metros, arremessou uma distância de 21,69 metros e acabou atrás do nigeriano Chukwuebuka Enekwechi, vencedor com 21,72 metros.

Entre as mulheres, Giovana dos Santos conseguiu o índice para o Sul-Americano ao marcar o seu melhor tempo nos 400 metros, com 53s38. Ela ficou em segundo lugar, atrás da atleta de Serra Leoa Maggie Barrie, que correu em 52s62.

Campeão olímpico na prova do salto com vara nos Jogos do Rio-2016, o brasileiro Thiago Braz está dando seu jeito para poder se preparar melhor para a temporada de 2018 no atletismo. Devido ao período de frio e chuva intensa que atinge Fórmia, na Itália, todo final de ano procura um lugar adequado para dar continuidade aos treinos sem afetar as técnicas para os saltos. E desta vez ele está em Doha, no Catar, desde o último dia 26.

Apesar de ter ótimas condições de treinamento em Fórmia, Thiago Braz explica que no Centro de Treinamento coberto do local não estava conseguindo encaixar a corrida inteira, dificultando assim a finalização dos saltos. "Todo ano é assim. A gente tem que sair de Fórmia para ir para um lugar onde a minha corrida encaixe", explicou.

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Em 2010, no mesmo estádio onde Thiago Braz está treinado em Doha aconteceu o Mundial de Atletismo em pista coberta. Essa foi a primeira vez que o Oriente Médio sediou um campeonato desta magnitude de atletismo.

Thiago Braz, que permanece em Doha até o próximo dia 22, já possui algumas competições confirmadas para 2018. Em janeiro, no dia 26, estará em Berlim, na Alemanha, e em fevereiro nos dias 3, 10 e 15 competirá em Karlsruhe (Alemanha), Rouen (França) e Torun (Polônia), respectivamente. No início de março, no dia 4, ele participará do Mundial Indoor, em Birmingham, na Inglaterra.

"Estou muito feliz pela sequência de treino que estamos fazendo. Estamos conseguindo um equilíbrio legal. Os equipamentos aqui são excepcionais, a pista é muito gostosa de correr, deixa a corrida bem veloz", concluiu Thiago Braz.

Uma lesão na panturrilha e dores nas costas vão tirar o brasileiro Thiago Braz do Mundial de Atletismo de Londres. Campeão olímpico no salto com vara no Rio-2016, Braz era a maior aposta de medalhas da equipe brasileira na competição que será disputada entre 4 a 13 de agosto, na capital inglesa.

Braz sofreu a lesão na panturrilha durante a disputa do Troféu Brasil de Atletismo, em junho, em São Bernardo do Campo (SP). Depois passou a sentir dores nas costas numa das etapas da Diamond League. Por precaução, ele e seu treinador, o ucraniano Vitaly Petrov, decidiram pela ausência em Londres.

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"Estou muito chateado por não participar do Mundial. Tentei de todas as formas me recuperar a tempo, mas infelizmente terei que adiar um dos meus grandes sonhos", afirmou o brasileiro. "Vamos focar em sua recuperação para que ele possa estar na melhor forma e disputar o Mundial Indoor de 2018", disse Petrov.

Braz seria o grande destaque brasileiro no Mundial após faturar a medalha de ouro no salto com vara na Olimpíada do ano passado. Na ocasião, superou o francês Renaud Lavillenie, recordista mundial da prova (6,16 metros), e até cravou o novo recorde olímpico da modalidade (6,03m).

A importante baixa fez a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) lamentar. "Infelizmente a lesão não regrediu e o saltador e seu treinador decidiram pedir dispensa da convocação. Claro que ele fará falta ao Brasil, mas o mais importante, agora, é que ele busque sua plena recuperação", declarou o diz José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, presidente da entidade.

Não foi a única baixa do dia. No time feminino, Núbia Aparecida Soares, do salto triplo, pediu dispensa, também por lesão. Ela machucou o pé (inflamação do calcâneo, um dos ossos do pé) na etapa do Marrocos da Diamond League. "É uma pena, a Núbia era uma esperança de boa colocação em Londres já que é uma das cinco melhores da prova no mundo na temporada", lamentou o presidente da CBAt.

O dia foi também de boas notícias para a confederação. Paulo Sergio Oliveira, do salto em distância, foi chamado para o Mundial. Ele costuma competir também no salto triplo. Mas, em Londres, deve disputar somente a primeira modalidade. Com o acréscimo de Oliveira, a delegação brasileira chega a 37 atletas, sendo 21 no masculino e 16 no feminino.

Ainda nesta sexta, a CBAt definiu a comissão técnica da seleção brasileira para o Mundial, que terá: Ricardo Antônio D'Angelo (SP), José Antonio Rabaça (SP), Katsuhico Nakaya (SP), Tania Fernandes de Paula Moura (SP), Vania Maria Valentino da Silva (RJ), Evandro Cassiano de Lazari (SP), Edemar Alves dos Santos (SP), Gianetti Oliveira de Sena Bonfim (DF), Julian Baloy Mejias Silva (SP), Justo Manuel Navarro Despaigne (CBAt), Vladimir Kevo (CBAt). Carlos Alberto Cavalheiro, da própria CBAt, será o treinador-chefe.

Quem assistir ao Troféu Brasil de Atletismo neste domingo (11), em São Bernardo do Campo (SP), não verá Thiago Braz repetir o voo de 6,03 metros que lhe deu o ouro olímpico no salto com vara nos Jogos do Rio-2016. O foco agora é ter resultados medianos - até 30 centímetros a menos - e reencontrar o rumo para dar sequência a um planejamento a longo prazo, idealizado pelo técnico ucraniano Vitaly Petrov.

"Nosso objetivo para esse ano é saltar, no máximo, 5,90 metros. Para o próximo ano, vamos buscar melhorar e manter a altura dos 6 metros. Vitaly entende como é esse período depois da Olimpíada, só não quer deixar a queda de resultado se prolongar por muito tempo", disse Thiago Braz ao Estado.

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Na temporada em pista aberta, a melhor marca de Thiago Braz foi 5,60 metros, que o coloca apenas em 23.º lugar no ranking. Em sua volta ao Brasil, no último sábado, ficou com a medalha de prata no GP Brasil de Atletismo, também em São Bernardo do Campo, depois de passar o sarrafo a 5,40 metros. Na etapa de Eugene da Diamond League, nos Estados Unidos, não encaixou um salto sequer.

Thiago Braz vê a oscilação com naturalidade após a conquista da medalha olímpica. "A gente gasta quatro anos se preparando para a competição mais importante da nossa vida, já escutei de outros atletas olímpicos que é normal (o rendimento cair). Estou passando por esse período ainda. Estou tentando entender. Quero buscar a solução o mais rápido possível", afirmou o atleta.

Enquanto Thiago Braz luta contra o relaxamento e trabalha o aspecto psicológico para não se abalar por isso, o francês Renaud Lavillenie e o norte-americano Sam Kendricks (medalhistas de prata e bronze nos Jogos do Rio, respectivamente) mostram regularidade. Para o brasileiro, a bagagem dos adversários tem feito diferença.

"A vida deles já tinha resultado por trás, eu sou só campeão olímpico, não sou campeão mundial adulto. Eles já têm a vida toda organizada, eu não. Foi um rebuliço. É um momento de as pessoas começarem a entender como funciona para o atleta. Está mudando muito a minha vida e estou tendo de organizar tudo isso", justificou.

RECORDE MUNDIAL - No que depender de Vitaly Petrov, a vida de Thiago Braz mudará ainda muito mais no ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio, em 2020. O próximo objetivo do treinador é ver seu pupilo quebrar o recorde mundial do salto com vara, que hoje é de 6,16 metros e pertence a Renaud Lavillenie. O campeão olímpico aceita o desafio, mas reconhece que tal meta exige um grande sacrifício.

"Sei o que sofri para saltar 6 metros, já fico aflito com a ideia de que vou ter de me esforçar de novo e dói. Não é fácil. Mas quero muito saltar além dos seis metros, vou me preparar para isso e vou passar", projetou o brasileiro.

Para fazer o seu atleta voar mais alto, o treinador precisa dosar três elementos: corpo elástico, força e velocidade. Será a equação correta que vai colocar Thiago Braz no topo novamente. "Agora estou ganhando um corpo elástico, depois ele começa a cuidar dos meus músculos para ganhar um pouco mais de força e, em seguida, ele coloca velocidade para fazer a ativação de tudo isso", explicou.

Além disso, será preciso adaptar o equipamento nas próximas temporadas para que suporte mais força. "Pode ser que a gente precise de outra vara ou duas, no máximo".

Esse processo de reformulação nos treinos também tem afetado os últimos resultados do campeão olímpico. O superintendente de alto rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Antonio Carlos Gomes, acredita que abrir mão do pódio em busca de um recorde é positivo para o atletismo nacional. "Se começa a treinar para a próxima competição, ocorre sucateamento e não tem um projeto para medalha lá na frente", comentou.

Após o ouro olímpico, Thiago Braz projeta saltos cada vez mais altos no atletismo e garante que é possível quebrar o recorde mundial. "Tudo é possível. Mas para isso preciso estar focado, treinando e respeitando meus adversários", disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (7). "Quero saltar cada vez mais alto (risos)! Mas, brincadeiras à parte, aos poucos estou voltando aos treinos e o meu desejo é estar sempre muito bem preparado para cada competição."

Grande nome do Brasil nos Jogos do Rio, o garoto de Marília, de 22 anos, conta que sua vida mudou completamente após seu feito no salto com vara. "Todos os dias, por onde eu passo, recebo o carinho das pessoas e isso é sensacional. Quanto aos prêmios, recebi tudo direitinho, como qualquer outro atleta", lembra.

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Apesar de talentoso, ele surpreendeu no Engenhão durante a Olimpíada ao superar o favorito francês Renaud Lavillenie, que é recordista mundial com 6,16m. Na disputa com o rival, Thiago marcou 6,03m, cravando sua melhor marca na carreira e o recorde olímpico, enquanto o adversário não conseguiu superar o sarrafo nesta altura e ficou com a prata.

"Nossa relação é normal, a gente se respeita, nós não temos contato toda hora, mas quando nos encontramos ele é sempre educado. A rivalidade só acontece dentro das competições", revela. Na lembrança da torcida está a bronca do francês com o público, que vaiou o atleta e atrapalhou um pouco seu desempenho.

A medalha coroou uma trajetória de superação do rapaz. Quando tinha apenas 2 anos, foi abandonado pelos pais e criado por seus avós paternos, Maria do Carmo e Orlando, e por um tio, Fabiano. Mas ele lida com naturalidade com tudo isso e não fala de dificuldades ou dramas, pelo contrário.

"Eu não me sinto um coitado por isso, muito pelo contrário. A respeito do meu passado e à história da minha mãe, não haveria problema em uma aproximação com ela, afinal de contas, ela é minha mãe. Sei que tanto ela quanto meus avós têm participação fundamental na minha história, minha mãe me gerando e meus avós me criando", afirma.

Por causa dessa relação próxima com os parentes, ele dedicou o ouro olímpico para aqueles que participaram efetivamente em sua criação e fez questão de reencontrá-los após os Jogos do Rio. "Esse contato foi maravilhoso! Eu só tenho de agradecer ao apoio que os meus avós e o meu tio me deram. Sem eles, nada disso seria possível."

O ano de 2016 tem sido especial para Thiago. Além do ouro e do reconhecimento internacional, ele foi indicado pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) como atleta do ano ao lado de grandes nomes dos esporte, como Usain Bolt, Mo Farah, Ashton Eaton e David Rudisha, entre outros. "É uma honra estar ao lado de todos eles. Estou superfeliz", comenta.

Até o atacante Neymar pediu votos para o atleta, que é agenciado pela empresa de sua família. "Sou gerenciado pela NN Consultoria, assim como o jogador Neymar Jr. A empresa é dos pais dele e eles fazem um trabalho muito legal com todos os seus gerenciados. Ainda não encontrei com ele devido às nossas agendas. Eu estou no Brasil e ele na Espanha em pleno campeonato. Mas tenho certeza que teremos muitas oportunidade de nos encontrarmos."

O grande trunfo de Thiago é treinar com Vitaly Petrov, técnico que comandou nomes como Sergey Bubka e Yelena Isinbayeva. Os dois atletas foram os maiores nomes da modalidade e ele espera chegar ao status de ambos no esporte. "Era o meu grande sonho treinar com o Vitaly, ele é um cara espetacular e além de ser meu técnico se tornou um pai pra mim. Os meus maiores exemplos são o Sergey Bubka e a Yelena Isinbayeva, eles tiveram uma carreira brilhante e quem sabe um dia chego no mesmo nível", diz.

Por ser jovem, Thiago é um atleta que ainda tem muito a crescer. Ele vive em Fórmia e quer corresponder à altura nos próximos desafios para iniciar o próximo ano com o pé direito. Sempre saltando alto. "Minha rotina na Itália se resume em comer, treinar e descansar. Neste momento estou voltando gradativamente aos meus treinos e a minha primeira competição é em janeiro de 2017", conclui.

O brasileiro Thiago Braz foi indicado e vai concorrer ao prêmio de atleta do ano. Nesta terça-feira (18), a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) divulgou a lista dos indicados para a sua premiação de 2016 e incluiu o saltador brasileiro, que enfrentará a dura concorrência de um mito: Usain Bolt.

A votação foi aberta nesta semana e o prêmio será entregue no dia 2 de dezembro, em Mônaco. O público poderá escolher seu atleta favorito pela internet. A votação termina no dia 1º de novembro, quando os três finalistas masculinos e femininos serão anunciados.

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Entre os homens, o grande favorito é Bolt, que conquistou três medalhas de ouro olímpicas no Rio de Janeiro - ele já venceu a premiação cinco vezes. O brasileiro, que foi ouro no salto com vara, ainda tem a concorrência dos norte-americanos Ashton Eaton e Christian Taylor, do britânico Mo Farah, dos quenianos Eliud Kipchoge, David Rudisha e Conselsus Kipruto, além de Omar McLeod, da Jamaica, e de Wayde van Niekerk, da África do Sul.

Entre as mulheres, a lista de indicadas é composta por Almaz Ayana, Ruth Beitia, Vivian Cheruiyot, Kendra Harrison, Caterine Ibarguen, Ruth Jebet, Sandra Perkovic, Caster Semenya, Elaine Thompson e Anita Wlodarczyk.

Pelo sistema de votação, o peso dos votos do conselho da IAAF representa 50% do resultado final, enquanto atletas e dirigentes representam 25% e o público conta com outros 25% na contagem.

Braz surpreendeu ao derrotar, no Rio de Janeiro, o favorito Renaud Lavillenie. Um dos maiores nomes da história do atletismo mundial, Sergei Bubka, chegou a declarar ao Estadão.com que Thiago Braz caminha para o superar e bater o recorde mundial.

Bubka bateu o recorde mundial em 1993, quando saltou 6,15 metros. Seriam necessários mais de 20 anos para que a marca fosse derrubada. Em 2014, o francês Lavillenie saltou 6,16 metros. "Thiago pode me passar e bater o recorde mundial", disse Bubka.

Campeão olímpico do salto com vara nos Jogos Olímpicos do Rio, o brasileiro Thiago Braz ficou com a medalha de prata no Meeting de Berlim de atletismo, neste sábado (3), no Estádio Olímpico da capital da Alemanha. Ele se garantiu no pódio da competição ao atingir a marca de 5,72m na sua terceira tentativa de salto.

A medalha de ouro escapou de Braz por conta apenas dos critérios de desempate, e o primeiro colocado, também com 5,72m, foi o grego Konstandinos Filippidis. A medalha de bronze ficou com o norte-americano Sam Kendricks, que também foi o terceiro colocado na Olimpíada. Desta vez ele voltou a assegurar um lugar no pódio ao saltar 5,62m

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Marcado pela medalha de prata no Rio e por ter criticado a atuação da torcida presente na final olímpica no estádio do Engenhão, o francês Renaud Lavillenie não participou da competição deste sábado em Berlim.

Na última quinta-feira, Thiago Braz já havia disputado a sua primeira competição após a triunfante participação na Olimpíada. E ele também subiu ao pódio ao ficar com o bronze na etapa de Zurique da Diamond League, na Suíça, no salto com vara.

E essa disputa novamente ficou entre o brasileiro, Sam Kendricks e Renaud Lavillenie. E tanto Lavillenie quanto Kendricks saltaram 5,90m na última quinta e dividiram a primeira colocação. Já Thiago conseguiu como sua melhor marca com o sarrafo a 5,84m de altura.

O campeão olímpico Thiago Braz e o francês Renaud Lavillenie, prata nos Jogos do Rio-2016, voltam a se encontrar em uma competição nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, em mais uma etapa da Diamond League, o maior circuito de atletismo do mundo.

Ambos participarão da prova do salto com vara a partir das 13h45 (de Brasília), na reedição do duelo que gerou muita polêmica. O atleta francês demonstrou irritação e incômodo com a torcida brasileira durante a disputa no Rio, onde o saltador de Marília (SP) levou a melhor depois de saltar 6,03 metros, a melhor marca de sua carreira e ficar com a medalha de ouro e o recorde olímpico, desbancando o até então favorito.

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Lavillenie está invicto na etapa de Zurique desde que a competição começou a ser disputada em 2010. Venceu as seis edições do torneio. Thiago Braz diz estar tranquilo, principalmente após a inédita conquista, mesmo sendo, agora, o alvo dos holofotes. "Eu tive uma grande prova", afirmou o brasileiro, que tornou-se o homem a ser batido no salto com vara, depois do seu grande desempenho no Rio-2016.

Lavillenie prefere valorizar as suas conquistas na Diamond League, apesar de ainda demonstrar desconforto quando perguntado sobre a derrota no Rio. "Algumas vezes eu não consegui a melhor performance. Mas ganhar a Diamond League por tantas vezes significa que continuei no topo. A cada ano, fica mais difícil. Então, tento que me esforçar e dar o máximo que eu puder", afirmou o campeão olímpico dos Jogos de Londres-2012.

O cargo de campeão olímpico vai obrigar Thiago Braz, do salto com vara, a assumir novas responsabilidades. O atleta vai ter de cuidar bastante da barra de 1kg de ouro que ganhou nesta quinta-feira da BM&F Bovespa-SP, onde treinou por quatro anos, fora se preparar para um futuro confronto com a ira da torcida francesa. A possível pressão pela revanche com o rival Renaud Lavillenie já o preocupa.

Os dois disputaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio até os últimos saltos. A torcida no estádio Olímpico, o Engenhão, vaiou o francês, que errou a sua tentativa e, depois, reclamou do comportamento do público. "Acho que se eu precisar ir para a França, vou ter que entrar preparado para a vaia. Isso pode te prejudicar na concentração e psicologicamente", explicou o brasileiro.

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Thiago Braz tem mais três competições para disputar antes do fim do ano, nenhuma delas na França. Já o medalhista de prata voltou às provas nesta quinta-feira, pela Diamond League, e novamente ficou em segundo lugar na etapa de Lausanne, na Suíça. O título foi para o terceiro colocado no Rio, o norte-americano Sam Kendricks.

Apesar do temor com o ambiente na França, o campeão olímpico afirmou que com o adversário não há problemas. Thiago Braz contou ter falado com Renaud Lavillenie no Rio para amenizar a situação. Os dois combinaram de se falar quando estivesse na Europa, nas próximas semanas.

A conversa foi mediada pelo ucraniano Serguei Bubka, ícone da modalidade. O ex-campeão olímpico apostou, inclusive, que o brasileiro será o novo recordista do salto, posto ocupado atualmente pelo francês. "Sou jovem. Não posso me pressionar para querer ser logo o primeiro do mundo. Só porque ganhei a Olimpíada não quer dizer que vou ganhar tudo", disse Thiago Braz.

Ouro no salto com vara nos Jogos Olímpicos do Rio, Thiago Braz disse nesta quinta-feira, durante evento em São Paulo, que não espera rivalidade e represálias do rival que foi seu grande adversário na disputa pela medalha, o francês Renaud Lavillenie, em futuros encontros nas competições. O medalhista de prata, que tinha sido campeão em Londres-2012, deixou o Brasil criticando o público pelas vaias enquanto se preparava para a disputa direta com o brasileiro.

Braz foi à sede da Bovespa, no centro da capital paulista, para receber 1 kg de barra de ouro por ter sido atleta do Clube BM&FBOVESPA entre 2010 e 2014, até se mudar para a Itália. O campeão olímpico afirmou ter procurado o francês logo após a competição para amenizar o clima ruim gerado pela pressão da torcida. "Ele estava super chateado, conversamos bastante. Falamos até de nos encontrar na Europa nas futuras competições. Eu falei que era fã dele", contou.

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O atleta brasileiro disse que não poderia comentar as mais recentes entrevistas de Lavillenie na França. O rival afirmou que a torcida no Engenhão só torceu pelo velocista jamaicano Usain Bolt por ele não ter concorrentes brasileiros na mesma prova. "A torcida vaiou, eu sei que isso é ruim para o atleta. Mas tem que entender que somos brasileiros, então torceram para mim", explicou.

Até o fim do ano o medalhista brasileiro vai disputar mais competições na Europa e contou ter desfrutado pouco do sucesso pela medalha. "No Facebook eu tinha 2 mil seguidores. Agora, tenho uns 83 mil. O reconhecimento na rua está grande. Fico feliz pelos brasileiros. Não foi só eu quem ganhou, foram todos os brasileiros", disse. Braz, de 22 anos, também evitou projetar as próximas temporadas ao dizer que pretende descansar e analisar a prova olímpica que lhe deu o ouro no Rio.

O atleta Thiago Braz, de 22 anos, confessou nesta terça-feira, ao retornar a Marília, que não esperava um desempenho como o que o levou à medalha de ouro no salto com vara nos Jogos Olímpicos.

"Nunca saltei mais de seis metros nem em treinos", disse, em concorrida entrevista coletiva em um hotel da cidade do interior paulista. "Eu saltava 5,80m numa boa, mas no final do treino eu tentava pular seis metros e não conseguia. No máximo, relava", contou. No Rio, ele estabeleceu novo recorde olímpico com 6,03m.

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Thiago falou durante 40 minutos com jornalistas e lembrou que foi em Marília, onde nasceu, que teve a iniciação no esporte. "Aqui começou tudo, devo isso aos meus amigos e à minha família", disse o atleta, que mora na Itália. Ele cobrou mais investimentos. "A gente tem vários atletas de Marília competindo lá fora. Aqui é mais difícil, o atletismo está se acabando. O pessoal de Marília precisa de mais apoio, de uma estrutura melhor para todos os esportes."

Thiago fez referência ao amigo Augusto Dutra, outro mariliense que disputou o salto

com vara nos Jogos, mas não se classificou para a final. "Quem é do interior, para se firmar tem de ir para um grande centro. Eu saí daqui com 14 ou 15 anos, mas o sonho é voltar um dia."

O medalhista desembarcou na cidade no fim da tarde de segunda-feira e driblou alguns políticos que o esperavam. Thiago Braz permanece em Marília apenas mais um dia. Na próxima semana, deve competir na Europa, onde é aguardado pelo técnico Vitaly Petrov.

Alvo vaias da torcida e talvez pivô da maior polêmica destas olimpíadas, o francês Renaud Lavillenie, medalha de prata no salto com vara, deu entrevista à TV Globo na tarde desta quarta-feira (17). Ao reporter Marcos Uchôa, o atleta reafirmou que não acha que os brasileiros são nazistas e que apesar de ter reprovado a atitude dos torcedores que o vaiaram na competição e depois do pódio, tem tido uma boa recepção nas ruas do Rio de Janeiro.

Na entrevista, feita ao vivo no canal aberto, Lavillenie reforçou que não gostou das vaias durante a competição. "Não faz parte do espírito olímpico. Nas competições de salto com vara é normal que os torcedores batam palmas para marcar a nossa corrida. É um competição que exige muita concentração. Thiago não precisava disso. Já tinha feito um grande salto", disse.

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Já com a medalha de prata no peito, apesar dos apelos de Thiago Braz para que o francês fosse aplaudido, Lavillenie foi vaiado e chegou a chorar no pódio. "Foi um momento muito triste, mas sei que aquele público não representa todos os brasileiros. Andando por aqui fui abordado por brasileiros querendo tirar fotos comigo, então acho que foi algo do momento daqueles que estavam ali", amenizou.

Entenda - O francês, detentor do recorde mundial (6,16 m), atraiu a ira do público brasileiro após suas observações críticas sobre a atitude dos espectadores durante a competição. Na segunda-feira, Lavillenie havia dito à emissora Canal+: "Acho que a última vez que vimos isso foi quando Jesse Owens correu em 1936 (alemães sob regime nazista vaiaram negro americano). É chato ter um público de baixa qualidade como esse dos Jogos Olímpicos".

Posteriormente, numa coletiva e imprensa, ele tentou se desculpar pelos comentários. "Eu cometi um grande erro. Eu provavelmente estava muito irritado. É claro que não se pode comparar estes dois públicos", indicou.

Na terça-feira, Lavillenie foi vaiado no momento de receber sua medalha de prata no Estádio Olímpico. Enquanto as vaias saíam das arquibancadas, o francês chorou no pódio.

"Merci Thiago": Renaud Lavillenie, o atleta francês vaiado pelo público a ponto de chorar ao subir ao pódio do salto com vara, reagiu nesta quarta-feira agradecendo ao brasileiro Thiago Braz, medalhista de ouro na modalidade.

"Obrigado Thiago. Merci Thiago. Thanks Thiago. Se sentir humilhado em um pódio olímpico, nunca pensei que viveria isso", escreveu o francês em sua página no Facebook.

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"Porque na pista deve existir um respeito esportivo, independente do que as pessoas dizem. Obrigado Serguei (Bubka) e Thiago por me mostrarem a beleza e o verdadeiro lado do nosso fabuloso esporte", declarou, compartilhando igualmente fotos do jovem campeão olímpico brasileiro e do ex-czar ucraniano da modalidade tentando reconfortá-lo.

"Obrigado a todos aqueles que me apoiam, um grande obrigado", conclui Lavillenie.

O atleta acrescenta ao final da mensagem a hashtag: #booh.

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Na terça-feira, Lavillenie foi vaiado no momento de receber sua medalha de prata no Estádio Olímpico.

Enquanto as vaias saíam das arquibancadas, o francês deixou escapar lágrimas no pódio, com a prata no pescoço.

Esperando para receber sua medalha de ouro, Thiago, por sua vez, acenou para a multidão pedindo para que aplaudisse o francês, expressando sua incompreensão.

Mas as vaias se estenderam. E o estrago já estava feito.

Uma vez recebida a medalha, o francês, detentor do recorde mundial (6,16 m), buscou refúgio em uma pequena sala sob a arquibancada principal, de acordo com um fotógrafo da AFP.

Lá, ele desabou em lágrimas e foi consolado por Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Braz, Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), e o ex-saltador com vara Sergey Bubka também foram apoiá-lo.

No Twitter do COI, Thomas Bach considerou "inaceitáveis" as vaias durante a premiação da prova.

"Comportamento chocante do público que vaiou Renaud Lavillenie no pódio. Inaceitável nos Jogos Olímpicos", escreveu em inglês o presidente do COI.

O francês atraiu a ira do público brasileiro após suas observações críticas sobre a atitude dos espectadores durante a competição.

Na segunda-feira, Lavillenie havia dito à emissora Canal+: "Acho que a última vez que vimos isso foi quando Jesse Owens correu em 1936 (...) É chato ter um público de baixa qualidade como esse dos Jogos Olímpicos".

Posteriormente, numa coletiva e imprensa, ele tentou se desculpar pelos comentários. "Eu cometi um grande erro. Eu provavelmente estava muito irritado. É claro que não se pode comparar estes dois públicos", indicou.

Reiterou, no entanto, que ficou incomodado com a falta de "fair play" da torcida brasileira, que segundo ele, "feriu o espírito olímpico".

Na noite dessa segunda-feira (15), o mundo assistiu à vitória do brasileiro Thiago Braz sob o francês Renaud Lavillenie, na competição de salto com vara, com um salto de 6,03m de altura - cinco centímetros a mais que o do segundo colocado. Após o resultado, o treinador do medalha de prata, Philippe d'Encausse, afirmou em entrevista que Braz teria sido ajudado por "forças do candomblé". A declaração chamou atenção e sacerdotes da religião de matriz africana se posicionaram quanto ao fato. 

Em entrevista ao jornal Le Monde, Philippe d'Encausse justificou a medalha de ouro do brasileiro como mérito de forças místicas: "Thiago conseguiu um salto de 6,03m. Ele pode ter contado com a ajuda de forças místicas, talvez as do candomblé". O treinador ainda completou: "(O Brasil) é um país bizarro". O atleta brasileiro chegou ao lugar mais alto do pódio, desbancando o francês Renaud Lavillenie e ainda conquistando a marca do recorde olímpico, além de ter feito história com o primeiro ouro masculino da modalidade. 

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Nesta terça-feira (16), o Portal LeiaJá conversou com alguns religiosos do candomblé sobre as declarações do treinador. Para Alexandre L’Omi L’Odò, historiador e mestrando em Ciências da Religião, além de sacerdote, Philippe d'Encausse reproduziu um senso comum que os estrangeiros costumam ter sobre o Brasil. "Eu compreendo que as pessoas de fora tenham essa visão mística do País, que é uma visão até bem correta", disse se referindo às religiões de matriz indígena e africana professadas aqui. Para L'omi, a colocação do francês faz bastante sentido: "Se ele achou que houve essa ajuda ele pode ter certeza que teve, porque nós temos orixás, vuduns, inquices, encantados da Jurema, um mundo espiritual muito forte e expressivo que não é respeitado, pois o nosso país é comandado por uma cultura que acredita que as religiões européias são dominantes", disse. 

Para o Babá Jefferson ty Osalá Lufãn, pai de santo da casa Centro Espírita Cigana Saray, localizado na Zona Norte do Recife, essa ajuda espiritual é perfeitamente possível nos esportes. "Pode ser que o próprio Thiago tenha procurado forças para vencer esta batalha. Quando os orixás são procurados para ajudar, eles ajudam com toda certeza", disse. O sacerdote afirma, inclusive, que é comum que atletas de diversos esportes procurem apoio nestas religiões: "Se procuram, basta ter fé e fazer tudo que for necessário que será vitorioso em sua trajetória".

Alexandre L'omi L'odò compartilha da mesma visão: "Além da competência do atleta (Thiago) que fez por merecer o título, não é simplesmente algo divino que o fez ganhar, mas naturalmente a confluência das boas energias e bons pensamentos do povo brasileiro. A partir do momento que você emana sua energia interna junto a energia de outras pessoas para o bem, com certeza voê chegará ao seu objetivo. É como a força de uma oração ou uma reza católica. Tudo é energia".  

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Thiago Braz escreveu, aos 22 anos, uma das páginas mais gloriosas da história do esporte brasileiro, ao conquistar a medalha de ouro no salto com vara dos Jogos do Rio, nesta segunda-feira, com a marca de 6,03 metros, novo recorde olímpico.

O Brasil não conquistava uma medalha olímpica no atletismo desde o ouro de Maurren Maggi no salto em distancia, em Pequim-2008.

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Este foi o segundo título olímpico para o Brasil nestes Jogos, depois de Rafaela Silva se consagrar na categoria até 57 kg do judô.

A conquista vem coroar um dia histórico em que o Time Brasil faturou uma medalha de cada cor, depois do bronze de Poliana Okimoto da maratona aquática e da prata do ginasta Arthur Zanetti nas argolas.

O ouro veio depois de uma disputa antológica com o grande favorito da prova, o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico de Londres-2012 e recordista mundial indoor (6.16 m), que ficou com a prata, por ter saltado 'apenas' 5,98.

Antes de saltar para a glória, com voo de 6,03 m, Thiago jamais havia passado dos 5,93 m.

"Essa marca de 6,03 m, eu já esperava há muito tempo. Há três competições atrás, já tentava bater os 6 metros. Mas hoje, numa olimpíada, acho que é muito mais forte e muito mais surpreendente em relação ao que eu esperava", relatou Thiago depois da façanha.

- Ousadia e talento -

A disputa começou às 20h35 (horário de Brasília), mas se estendeu quase até meia noite, por conta de uma suspensão por causa das fortes chuvas que castigaram o Engenhão.

Certamente por conta do mau tempo, o estádio estava com pouco menos da metade dos assentos ocupados para presenciar uma das maiores façanhas da história do esporte brasileiro.

Lavillenie fez um início de prova perfeito, passando de primeira 5,75 m, 5,85 m, 5,93 m, e 5,98, enquanto Thiago conheceu alguns percalços, com erros a 5,75 m e 5,93 m.

A marca de 5,98 m dava o ouro ao francês e o brasileiro já tinha a prata garantida com 5,93 m, quando igualou sua melhor marca pessoal indoor.

Mas Thiago não quis se contentar com o vice-campeonato. Teve a ousadia de tentar passar a mítica barreira dos 6 metros, nunca alcançada na história das Olimpíadas, e conseguiu na segunda tentativa, levando o público ao delírio aos gritos de "é campeão".

"Quando passei 5,93 m, já estava um pouco satisfeito com a prata, porém sabia que ainda não havia acabado. Quando Lavillenie passou 5,98 m, escutei de Deus que tinha que passar para 6,03 m. Fui conversar com meu treinador, que falou: 'passa para 6,03 m'. Pensei que Deus estava realmente confirmando muita coisa hoje". Uma inspiração, para um rapaz que coloca a fé sempre em primeiro lugar.

"Eu estava muito confiante em Deus. Isso é algo muito forte para mim. É assim que me sinto bem, me ajuda muito", completou.

O francês tentou o tudo ou nada, com sarrafo a 6,08 m. A torcida entrou junto, com vaia estrondosa, antes de explodir de alegria.

"Eu tentei fazer a melhor prova possível, não deixei nada a desejar. Thiago fez uma prova incrível, mas infelizmentem havia um clima péssimo no estádio. Eu tinha que me concentrar três vezes mais quando era minha vez. Foi a primeira vez que fui vaiado numa pista de atletismo", lamentou o campeão de Londres, que prometeu "dar o troco em Paris", em 2024, se a capital francesa for escolhida para sediar os Jogos.

Não era o dia de Lavillenie, que fez sinal de negativo para reclamar da atitude do público, e viu o sonho do bicampeonato frustrado por um rapaz tímido de 22 anos.

O dia era de Thiago, uma data que vai ficar para sempre na memória do torcedor brasileiro.

O salto com vara ainda pode dar mais alegrias, com Fabiana Murer, campeã mundial em 2011 e vice no ano passado, em Pequim, que estreia nesta terça-feira.

- 'Peixinho' dourado -

A disputa do salto com vara se estendeu até tarde na noite carioca, mas não faltaram emoções na pista antes do duelo Braz-Lavillenie.

O queniano David Rudisha confirmou seu domínio absoluto da prova dos 800 m ao conquistar a segunda medalha de ouro olímpica seguida na distância, com boa vantagem sobre os rivais.

O atleta de 27 anos venceu a corrida em 1:42.15, superando o argelino Taoufik Makhoufi, prata com 1:42.61, e o americano Clayton Murphy, bronze com 1:42.93.

Nos 400 m, todo mundo esperava o título de Allyson Felix, que almejava se tornar a primeira mulher da história a ganhar cinco medalhas de ouro no atletismo.

Mas a americana viu o penta escapar quando a velocista de Bahamas Shaunae Miller, que liderou toda a prova, se jogou em cima da linha quando Felix ia ultrapassá-la na chegada.

Miller venceu com o tempo de 49.44, o melhor da sua carreira e apenas sete centésimos à frente de Felix, que ficou com a prata. A jamaicana Shericka Jackson completou o pódio (49.85).

Maior medalhista da história do atletismo feminino, Felix somou seu sétimo pódio olímpico, com quatro ouros e três pratas.

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