Tópicos | clã Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), farão uma “super live” para convocar políticos e eleitores de direita a se engajarem com as eleições municipais de 2024. O evento on-line acontecerá no próximo domingo (28). Inelegível e sem cargo público no momento, Bolsonaro ocupa o posto extraoficial de patrono do Partido Liberal, legenda que o acolheu em novembro de 2021.  

Segundo Flávio, a grande transmissão ao vivo é sobre a  organização de base e a ocupação de espaços políticos. Interessados devem fazer uma inscrição informando nome, endereço de e-mail e celular, em um site divulgado pelo clã. “Atenção! No próximo dia 28, eu, o presidente Jair Bolsonaro, e meus irmãos, Eduardo e Flávio Bolsonaro, estaremos fazendo uma live, chamando a sua atenção para a importância de participarmos do próximo pleito eleitoral, no ano de 2024”, diz Carlos em um vídeo-convite. 

##RECOMENDA##

Após a derrota nas urnas em 2022, Bolsonaro tem utilizado de sua influência política para tomar decisões junto à sigla de Valdemar Costa Neto. Carlos, o filho “02” de Jair, deve assumir a presidência do PL na cidade do Rio de Janeiro a partir de março, quando deixará o Republicanos para se filiar à legenda. Na capital fluminense, Carlos será um dos articuladores da campanha do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio de Janeiro. 

[@#video#@] 

 

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro supostamente recebia envelopes de dinheiro enviados por Rosemary Cardoso Cordeiro, com regularidade no Palácio do Planalto, em Brasília, de acordo com Rodrigo Rangel e Sarah Teófilo, do Metrópoles. 

Rosemary é amiga íntima de Michelle e, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (PL), viu o salário de assessora no gabinete de um senador governista quase triplicar. 

##RECOMENDA##

Os indícios apontam para mais um caso de rachadinha no clã Bolsonaro, mas os detalhes só poderão ser vistos na investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). “Áudios e outros registros aos quais a coluna teve acesso, comprovam que assessores de Michelle no Palácio da Alvorada tinham por tarefa com Rosi - seja no prédio dela, no Riacho Fundo, seja em um ponto de encontro entre o Planalto e o Congresso Nacional - os envelopes recheados de notas de reais”, relata a reportagem. 

O presidente Jair Bolsonaro (PL), os filhos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros aliados do presidente são réus em duas denúncias feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo Partido dos Trabalhadores e acatadas pelo ministro Benedito Gonçalves, por utilizarem as redes sociais para duvidar do sistema eleitoral brasileiro. 

Além dos nomes já mencionados, também estão: as deputadas federal Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF), os deputados eleitos Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador eleito Magno Malta (PL-ES) e o candidato derrotado à Vice-Presidência da República Braga Netto (PL-MG).

##RECOMENDA##

A denúncia apontou os motivos da ação. “A autora sustenta a tipicidade da conduta, ao argumento de que os investigados, a partir de ‘premissas corrompidas’, usam as redes sociais para propagar ‘a narrativa de que o sistema eleitoral brasileiro seria inseguro e manipulável’, alcançando milhares de seguidores, de modo a exercer uma ‘dominação do território virtual através da manutenção dos seus vínculos para amplificar o alcance da desinformação e violar a liberdade de pensamento, opinião e voto livre e consistente das pessoas’”, detalha o texto da ação. 

O ministro Benedito Gonçalves falou que as imputações também envolvem o desvio de finalidade no exercício das funções do presidente da República e cargos parlamentares “que teriam se aproveitado de sua enorme capacidade de influência nas redes sociais para ferir a isonomia, a normalidade eleitoral e a legitimidade do pleito”. 

Na segunda ação, apenas Bolsonaro e Braga Netto serão investigados por suposta prática de abuso de poder político e econômico. A argumentação é que os réus se beneficiaram de atos do presidente da República durante a eleição e se valeram da máquina pública para influenciar na escolha dos eleitores. 

“São citadas, entre outras medidas supostamente exploradas para finalidades eleitorais: antecipação da transferência do benefício do Auxílio-Brasil e do Auxílio-Gás; aumento do número de famílias beneficiadas pelo Auxílio-Brasil; antecipação do pagamento de auxílio a caminhoneiros e taxistas”, dispõe a ação. 

A decisão do ministro Benedito diz que os acusados têm até cinco dias para apresentar os argumentos contra as acusações descritas nas ações. 

O deputado italiano Angelo Bonelli pediu esclarecimentos ao Ministério de Relações Exteriores da Itália sobre a possível tentativa de fuga dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL) de garantir a cidadania italiana, segundo Jamil Chade, do Uol. 

De acordo com o veículo, há uma precaução do deputado europeu de que Bolsonaro também tenha tomado medidas no mesmo sentido, o que poderia, de alguma forma, representar alguma movimentação para fugir de processos. 

##RECOMENDA##

A ação diz respeito à publicação do portal Metrópoles de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-EJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) os filhos 01 e 03 do presidente, procuraram a embaixada italiana em Brasília na terça-feira (8), para obter a cidadania. 

Os filhos 01 e 03 do presidente Jair Bolsonaro  (PL), o senador Flávio e o deputado Eduardo, foram à embaixada da Itália em Brasília nesta terça-feira (8), nove dias após a derrota do pai nas urnas, para avançar no processo para obter a cidadania italiana, segundo o colunista do Metrópoles, Rodrigo Rangel. 

Os irmãos foram à representação diplomática nesta manhã, acompanhados de seguranças. O senador chegou a confirmar ao Metrópoles que está tratando o processo de cidadania. “A minha família tem origem italiana e eu tenho direito de requerer cidadania italiana, o que começou a ser tratado em setembro de 2019”, afirmou.

##RECOMENDA##

No entanto, Flávio negou que esteja pensando em sair do Brasil. “Sou senador da República por mais quatro anos, pretendo disputar a reeleição e, antes que comecem a criar teses mirabolantes, sair do País não é uma opção para mim”, ressaltou. 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou na noite desta sexta-feira, 23, a decisão que censurou reportagens do portal UOL sobre a compra de imóveis em dinheiro vivo pela família do presidente Jair Bolsonaro (PL).

As matérias haviam sido tiradas do ar por determinação do desembargador Demétrius Gomes Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A justificativa foi que as reportagens usaram informações sigilosas de investigações criminais anuladas.

##RECOMENDA##

Indicado por Bolsonaro ao STF, o ministro disse que a plena liberdade de imprensa é "categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura".

"No Estado Democrático de Direito, deve ser assegurado aos brasileiros de todos os espectros político-ideológicos o amplo exercício da liberdade de expressão. Assim, o cerceamento a esse livre exercício, sob a modalidade de censura, a qualquer pretexto ou por melhores que sejam as intenções, máxime se tal restrição partir do Poder Judiciário, protetor último dos direito e garantias fundamentais, não encontra guarida na Carta Republicana de 1988", escreveu.

As reportagens censuradas mostram que a família Bolsonaro negociou, desde 1990, 107 imóveis, sendo que 51 deles foram comprados total ou parcialmente com dinheiro vivo. Além das matérias jornalísticas, o desembargador também havia determinado a remoção de publicações nas redes sociais sobre o assunto.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) comemorou nesta sexta-feira, 23, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que tirou do ar duas reportagens do portal de notícias UOL sobre a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo pela família Bolsonaro. A liminar foi concedida pelo desembargador Demetrius Gomes Cavalcanti. Nas últimas semanas, o assunto tem gerado desgaste para a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição.

"A decisão ainda afirma que o enredo mentiroso e criminoso estava sendo usado com cunho eleitoral, exatamente para atingir a imagem do presidente Bolsonaro. Por isso, a decisão de retirá-los imediatamente do ar", afirmou Flávio, em vídeo, ao fazer ataques à imprensa. "São anos de ataques mentirosos, de tentativa de assassinar nossa reputação pelo simples fato de não concordarem com o que nós defendemos para o nosso Brasil", emendou.

##RECOMENDA##

"Não se trata de censura, estamos falando de justiça", declarou o senador, que falou ainda em vitória em primeiro turno de Bolsonaro na eleição deste ano, embora as pesquisas de intenção de voto não apontem essa possibilidade. "E é melhor 'Jair se acostumando' porque tem mais quatro anos de Bolsonaro aí pela frente", disse o filho do candidato.

A compra de imóveis com dinheiro em espécie pela família Bolsonaro virou "munição" nas mãos dos adversários do presidente e chegou a entrar no programa eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na TV.

No último dia 6, em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro rebateu as críticas e acusou quem cobra explicação sobre as transações de querer eleger Lula. "Não têm nada contra mim. Qual é o objetivo? Eleger o Lula? Dizer que eu sou tão corrupto quanto ele? Tem cabimento isso? Eu sou tão corrupto quanto o Lula?", afirmou o presidente. "Tiraram o cara da cadeia, tornaram elegível para na marra fazê-lo presidente?", emendou.

De acordo com o UOL, metade dos imóveis adquiridos pela família Bolsonaro foi comprada total ou parcialmente com dinheiro em espécie. Na entrevista, o presidente disse que "moeda corrente" não quer dizer "dinheiro vivo". "Qual é o indício de origem desse dinheiro de corrupção? Qual a origem?", questionou o chefe do Executivo, na ocasião.

O termo "Jair Cashback" entrou para o primeiro lugar no ranking dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, o chamado Trending Topics, na manhã desta sexta-feira, 2. A expressão surge em meio a denúncias do fechamento de contratos do governo com empresas sem licitação e com o destino de parte da verba à campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) por meio de doações.

"Como as rachadinhas em dinheiro vivo estão sendo investigadas e descobertas pelo jornalismo sério, agora o bolsonarismo ensina seus seguidores e empresários 'muito patriotas' o caminho do Pix. Vale lembrar que é o nosso imposto. Com vocês, JAIR CASHBACK", publicou um perfil na rede.

##RECOMENDA##

"Rachadinha era coisa de deputado, vereador. Na presidência o esquema do Jair é cashback!", ironizou outro usuário.

Os internautas citam manchetes da imprensa que mostram que a empresa do ex-piloto e apoiador de Bolsonaro Nelson Piquet teria recebido R$ 6,6 milhões do Instituto Nacional de Meteorologia (órgão ligado ao Ministério da Agricultura) sem licitação e doado R$ 500 mil para a campanha de Bolsonaro.

Além disso, também mencionam outras reportagens que mostram que o empresário Gilson Trennenpohl teria recebido R$ 2,1 milhões por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia e contribuído com R$ 350 mil na campanha à reeleição do presidente.

As denúncias se somam à revelação feita no último dia 30 pelo portal Uol de que a família Bolsonaro teria adquirido 51 imóveis pagos parcial ou totalmente em dinheiro vivo desde 1990, levantando suspeitas de envolvimento do clã Bolsonaro em esquemas de lavagem de dinheiro.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), disse, em entrevista gravada à Jovem Pan, que as críticas à compra de imóveis com dinheiro em espécie por seus familiares é uma maneira de desgastá-lo. "Por que faz isso em cima da minha família? Metade dos imóveis é de um ex-cunhado meu. O que eu tenho a ver com um ex-cunhado? Não vejo esse cara há um tempão", declarou o chefe do Executivo.

De acordo com reportagem publicada pelo UOL, metade dos imóveis adquiridos pela família Bolsonaro foi comprada total ou parcialmente com dinheiro em espécie.

##RECOMENDA##

Ao ser questionado na terça-feira (30) sobre o assunto, Bolsonaro questionou: "Qual é o problema de comprar com dinheiro vivo algum imóvel, eu não sei o que está escrito na matéria... Qual é o problema?"

No trecho da entrevista gravada na quarta-feira (31), em Curitiba (PR), e exibida nesta quinta pela Jovem Pan, o presidente acusou os críticos de quererem eleger o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto. "Bota minha mãe, que já faleceu, nesse rol também. Vem para cima de mim e ponto final. É uma maneira de desgastar, não vão conseguir desgastar. Eles querem eleger sabe quem, né? Não vão ter sucesso", disse o candidato à reeleição.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator da ação em que o senador Randolfe Rodrigues (Red-AP) pede o bloqueio de contas de Bolsonaro e de seus familiares para investigar a compra de imóveis com dinheiro em espécie. Na petição, o parlamentar também exige busca e apreensão de celulares e computadores, além da tomada de depoimentos.

Apesar de não ser ilegal usar dinheiro em espécie para a compra de imóveis, a prática levanta suspeitas de lavagem de dinheiro por não ser comum. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, declarações de bens e renda da família Bolsonaro entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o presidente e seus filhos não têm o costume de guardar dinheiro vivo em casa.

Randolfe diz que os fatos devem ser apurados com urgência para que o caso seja esclarecido e eventuais danos às finanças públicas sejam reparados. "O salário de um parlamentar não justifica esse patrimônio milionário. Por isso, é direito de todos os brasileiros a transparência sobre o uso indevido do dinheiro público", argumentou o senador, na ação.

Indicado pelo presidente da República para o Supremo por ser "terrivelmente evangélico", André Mendonça tem histórico de alinhamento com o Executivo. Em julho, Bolsonaro chegou a dizer que o ministro era um "freio" na Corte. "O ativismo judicial, acredito, não será aprovado porque esse pastor tem o poder de pedir vista no processo. O freio que colocamos lá dentro", declarou o presidente, em culto da Assembleia de Deus.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja investigada a compra de imóveis com dinheiro em espécie por familiares do presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação pede medidas como bloqueio de contas e busca e apreensão dos celulares e computadores utilizados pelos compradores. O parlamentar é um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Presidência.

Randolfe argumenta que é de interesse público saber a origem do dinheiro utilizado nas transações. "O salário de um parlamentar não justifica esse patrimônio milionário. Por isso, é direito de todos os brasileiros a transparência sobre o uso indevido do dinheiro público", afirmou.

##RECOMENDA##

Reportagem publicada pelo UOL esta semana afirma que metade dos imóveis adquiridos pelo clã Bolsonaro foi comprada total ou parcialmente com dinheiro em espécie. A prática levanta suspeitas de lavagem de dinheiro por ser considerada "altamente atípica", como disse ao Estadão o chefe da seção brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão.

Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente não negou o teor da reportagem e perguntou "qual o problema" de comprar imóveis com dinheiro vivo.

Randolfe aciona com frequência o Judiciário contra o chefe do Executivo. Como mostrou o Estadão, partiu do senador, e não da Polícia Federal, o pedido que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela quebra do sigilo bancário dos empresários bolsonaristas que defenderam um golpe de Estado em conversa no WhatsApp.

O parlamentar foi criticado por aliados do presidente, que o acusaram de assumir função que seria do Procurador-Geral da República. "Combater todos aqueles que querem atentar contra a maior conquista que os brasileiros tiveram nos últimos 30 anos não tem identidade profissional", afirmou o senador.

Além de chegar à conclusão de que o preferido para o posto de vice-presidente em uma possível candidatura de Jair Bolsonaro em 2022 é Sérgio Moro, o instituto Paraná Pesquisas também questionou sobre qual filho do presidente teria perfil para suceder o pai. A pesquisa divulgada no dia 19 de dezembro entrevistou 2.222 nos 26 estados e no Distrito Federal.

Os escândalos envolvendo os filhos de Jair Bolsonaro aparentemente diminuíram o apoio ao clã. Dos quatro filhos que foram opções na pesquisa, o melhor cotado para ser sucessor político do pai foi o deputado federal do Estado de São Paulo, Eduardo Bolsonaro, que ficou com 22,6%.

##RECOMENDA##

Em primeiro lugar na pesquisa ficou a opção nenhum deles, que teve 46,4% de adesão. Flavio Bolsonaro teve 11,5% dos votos, Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, teve 7,7%. O filho mais novo, Jair Renan Bolsonaro, membro da diretoria do novo partido do presidente, Aliança Pelo Brasil, ficou com apenas 1,9% dos votos.

Até chegar ao PSL, o presidente Jair Bolsonaro passou por sete partidos em 31 anos de vida pública. Ele escolheu a sigla como uma espécie de novo guarda chuva para concorrer ao pleito de 2018 e, além de se eleger, conseguiu angariar votos para uma gama de políticos transformando a legenda na dona da segunda maior bancada da Câmara dos Deputados. Mas, até quando Bolsonaro e seu clã permanecerão no PSL? 

As indagações vêm percorrendo as principais reuniões políticas de Brasília porque o crescimento do PSL e seu direito a uma fatia grande do fundo partidário e do eleitoral tem sido o plano de fundo das brigas internas capitaneadas, de um lado pelo presidente, seus filhos e aliados, os bolsonaristas, e do outro por bivaristas, como estão sendo chamados os que estão alinhados ao presidente nacional da legenda Luciano Bivar (PE). 

##RECOMENDA##

Jair Bolsonaro, inclusive, já chegou a ameaçar o desembarque do partido e disse que com ele sairiam inúmeros deputados, mas como as regras eleitorais não deixam muitas brechas para a mudança de partido e os parlamentares poderiam perder seus mandatos, ele adotou uma postura de cautela. Contudo, vez ou outra, solta frases de ruptura com o PSL como nesta segunda (28). 

“O ideal agora é [tratar] como se fossem gêmeos xifópagos [ligados entre si por uma parte do corpo]. Precisa separar. Cada um segue seu destino", cravou sobre a crise interna. 

O questionamento agora é: qual partido quer a família Bolsonaro em suas hostes? Desde que iniciou o imbróglio, o Patriotas - partido com o qual o presidente havia firmado um compromisso de filiação antes de ingressar no PSL - colocou-se à disposição para abrigar Bolsonaro e seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. 

Em meio às brigas internas, o chefe do Executivo Federal também chegou a conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, mas negou que tenham tratado sobre uma eventual filiação. 

Além disso, a União Democrática Nacional (UND) que está em fase final de criação já declarou estar de portas abertas para abrigar o presidente e seu clã.  

Pelo visto, apesar das opções já postas, Jair Bolsonaro não pretende escolher entre as legendas. Ele admitiu, nesta segunda, que já estuda a criação de um novo partido. Desta forma, com as suas próprias regras e sob sua batuta, as dificuldades internas seriam mais facilmente resolvidas por ele e seus filhos, como vem fazendo quando surgem fissuras entre seus herdeiros e os ministros do seu governo.  

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando