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O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-SP), avalia que a entrega de documentos com a prestação de contas do partido nos próximos dias será decisiva para saber o futuro do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados na sigla. Vitor Hugo admite o racha na legenda e reforça que o PSL "teria muito provavelmente acabado" sem Bolsonaro. Em meio às tensões entre os correligionários, o parlamentar esteve reunido com o presidente no Palácio do Planalto na manhã desta segunda-feira, 14.

Ao conversar com jornalistas, Vitor Hugo falou que há uma parte do PSL, da qual faz parte, que quer manter o vínculo com o presidente da República. Segundo ele, integrantes da outra ala do partido ainda podem "aderir" ao movimento que pede acesso aos documentos. Novas conversas devem acontecer ao longo de toda a semana.

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"O mais importante para quem está desse lado é a manutenção do vínculo e da lealdade com o presidente. O partido, o PSL, é um partido que teria muito provavelmente acabado se não tivesse dado a legenda para o presidente, por causa da cláusula de legenda que foi imposta pela lei. O presidente teve 57 milhões de votos. Havia outros partidos à época que haviam sinalizado para que o presidente pudesse ir para eles. Assim como hoje, alguns partidos já começaram também a sinalizar para uma possível ida do presidente para esses partidos", disse o líder do governo após reunião com Bolsonaro.

Vitor Hugo ponderou que não sabe qual será a decisão do presidente e que a "equação ainda está muito complexa" para saber como os parlamentares irão agir. Ele destacou que abrir mão do fundo partidário é uma hipótese que está na mesa, mas que só poderá haver uma avaliação mais completa após a resposta sobre a liberação ou não da prestação de conta. "É uma solução (abrir mão do fundo). Mas não consigo avaliar o impacto ainda. Tem que ser algo discutido na coletividade de quem está apoiando a iniciativa, e vai ter que ser refletido com relação aos riscos para a próxima eleição", declarou.

O líder do governo minimizou a crise e disse que a tensão no PSL é "natural". "É uma tensão natural de um partido que aumentou o seu número (de membros) vertiginosamente, também fruto das pressões naturais que um partido que é governo sofre no início de toda legislatura. No PSL, a nossa torcida é para que a gente consiga o mais rápido possível superar essas tensões para, com transparência, o partido continue sendo mais do que a pedra angular do governo, que seja governo. É uma frase que o general Ramos, Luiz Eduardo (ministro da Secretaria de Governo), tem dito várias vezes, a ideia de que o PSL não é só a pedra angular do governo, da base do governo, por ser o partido do presidente é o próprio governo. Quanto mais unidos e mais transparentes formos, maior legitimidade vamos ter para atrair os partidos em torno de nós", afirmou.

Questionado se após as tensões entre Bolsonaro e o presidente do partido, Luciano Bivar, ainda é possível buscar essa união, ele respondeu que sim. "Na política, tenho aprendido, tudo é uma construção. A gente não sabe quais vão ser os próximos passos. Esperamos que o partido efetivamente entregue os pedidos que foram feitos a partir da petição que foi assinada, do requerimento que foi apresentado, para que próximos passos possam ser planejados", disse. "Vamos ter que fazer nosso cálculo político para saber a melhor maneira de sair sem colocar os mandatos individuais em risco", afirmou sobe a permanência ou não dos parlamentares na sigla neste momento.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, minimizou nesta segunda-feira, 14, a mais recente crise do PSL. Ele afirmou que o problema é "contornável" e não vai "contaminar" a discussão de reformas no Congresso Nacional. "Só para morte não existe solução", disse a jornalistas, depois de participar de debate sobre reforma tributária na Band, em São Paulo.

"O PSL tem uma troca de farpas ali, mas não podemos dizer que isso contamina todo o Congresso Nacional. As reformas brasileiras estão muito acima de qualquer discussão. Os problemas dentro do PSL são pontuais e vamos resolver de maneira interna", afirmou.

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O deputado preferiu não comentar informação publicada nesta segunda-feira pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, de que um grupo de deputados do PSL fará pedido formal à direção do partido para que sejam detalhados os gastos da edição brasileira da CPAC, evento conservador que ocorreu em São Paulo no fim de semana. "Eu desconsidero a Folha. Prefiro ler outra fonte", afirmou o deputado.

Depois de participar do debate da Band, Eduardo afirmou que a reforma tributária é "urgente", pois colocaria o Brasil no trilho da prosperidade, da geração de emprego e do aquecimento da economia. No entanto, evitou responder a uma pergunta sobre a proposta do governo federal para o tema. Ele apenas sorriu e encerrou a conversa com jornalistas.

Na semana passada, o ministro Paulo Guedes, da Economia, disse que a reforma tributária, se tratada com urgência, pode terminar "mal feita", e afirmou que, após a reforma da Previdência, a prioridade será o pacto federativo. Antes, o ministro costumava dizer que a reforma tributária era a prioridade do governo depois da Previdência.

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), usou o Twitter, nesta segunda-feira (14), para afirmar que agora, com o país sendo governador pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), muitos perderam o medo de falar o que acreditam. 

Segundo Carlos, quando o país era governado pelo PT as pessoas eram “perseguidas e boicotadas” caso tivessem posturas contrárias às da esquerda. 

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“Alguém se lembra como era a mídia, as universidades, os debates políticos no passado? As pessoas eram hostilizadas, perseguidas e boicotadas caso tivessem posições diferentes da esquerda! Ainda é assim em alguns casos. A diferença é que muitos perderam o medo de se posicionar”, escreveu o vereador.

“Perceberam que eram maioria e passaram a enfrentar o sistema que os calou! Agora os responsáveis por nos calar por décadas bancam os democráticos a favor do diálogo e os isentões compram e ajudam a limpar esse passado e jogar esse autoritarismo no colo da direita”, acrescenta o filho do presidente da República.

Carlos Bolsonaro ainda dispara contra os que vem chamando de isentões e os políticos de partidos de esquerda chamando-os de “idiotas úteis”.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou as redes sociais, nesse fim de semana, para publicar uma foto em que ironiza a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Na imagem, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) veste uma camiseta em que a sigla é traduzida como Liberdade, Armas, Bolsonaro e Trump. 

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Ao compartilhar a foto, o parlamentar escreve: "O conceito de LGBT foi atualizado com sucesso por uma equatoriana que mora na Argentina e me deu essa camisa aqui no Brasil." E ainda pergunta se os internautas haviam '"curtido" a mudança. A foto causou uma reação crítica da comunidade LGBT. 

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<p>Nesta segunda-feira (14), o cientista político Adriano Oliveira volta a falar sobre a briga que o presidente vem tendo com o seu partido, o PSL. Para Adriano, esse embate só tende a prejudicar a figura de Bolsonaro, principalmente quando ele pede auditoria dos gastos do partido, como o fez no último final de semana. Os seus filhos, Flávio e Eduardo, são responsáveis pelos diretórios do partido no Rio e em São Paulo. Se o pedido do presidente se concretizar, a auditoria pode encontrar problemas que vão afetar o presidente, se houver discordâncias nas contas geridas pelos seus filhos.&nbsp;</p><p>O cientista aponta que o principal motivo desse desgaste é o interesse de Bolsonaro sobre o fundo público de campanha do partido, do qual ele quer controle, mas que é administrado pelo presidente do PSL, Luciano Bivar. Apesar dos desafios que o país tem, o presidente está desde a semana passada gastando tempo com as divergências com Bivar. Adriano vê isso como presságio de maiores problemas para o Brasil.</p><p>O programa Descomplicando a política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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Em meio à escalada verbal entre dirigentes do PSL e o governo Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, ontem, que o Brasil não tem um grande partido conservador que levante as bandeiras deste segmento ideológico.

"Antes de chegar ao poder político você tem uma série de debates que duram às vezes décadas. No Brasil, as coisas se inverteram. Nós temos um presidente conservador, mas não temos uma grande imprensa conservadora, uma grande universidade conservadora, não temos também um grande partido conservador, que se diga conservador com as suas bandeiras levantadas. Temos o PSL, sim, mas estamos passando por uma fase onde a gente está se identificando", disse Eduardo.

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O deputado fez a afirmação em entrevista coletiva antes da abertura da CPAC (Conservative Political Action Conference) Brasil, a versão brasileira do maior evento conservador dos EUA.

Questionado sobre a escalada verbal entre as diferentes facções do PSL, em especial os ataques do senador Major Olimpio (PSL-SP), que hoje disse que os filhos do presidente agem como "príncipes" no partido, Eduardo evitou alimentar a controvérsia.

"Eu não faço parte da família real, não sou príncipe. Discordo dele, mas acho que esses assuntos do PSL devem ser tratados de maneira interna. No momento, em que eu estiver atrapalhando o próprio presidente vai puxar a minha orelha", disse o deputado.

Sobre as divisões internas na direita, Eduardo admitiu a possibilidade de um racha no segmento. "Ao contrário do que acontece com a esquerda, onde os debates acontecem e eles conseguem segurar internamente qualquer tipo de desavença, a direita faz isso publicamente. Então pode parecer um racha, talvez até seja, mas ao final, se houver um segundo turno eu, assim como todos da direita, votaria contra o PT novamente", disse o deputado.

Setores da direita que apoiaram a eleição de Bolsonaro estão descolando do governo por considerarem que o presidente age para desarticular a Lava Jato e os mecanismos de combate à corrupção para proteger o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), investigado por movimentações financeiras atípicas.

Acompanhado da Matt Schlapp, presidente da American Conservative Union (ACU), entidade que organiza da CPAC nos EUA, Eduardo disse que o evento, realizado pela primeira vez no Brasil, pode ser o embrião de uma organização conservadora com presença em todos os países do continente americano.

"Essa ascensão da direita, que é uma resposta à direita, é porque estamos também nos organizando. Estou falando com Matt, (Mateo) Salvini. Mas Brasil ainda está muito atrasado", disse o deputado. "O Brasil é a metade de América do Sul. O que ocorre aqui reverbera nos últimos países da região. O próximo passo é criar essa organização", completou.

Eduardo ainda elogiou o discurso do pai na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Ele disse que a ONU tem se afastado de seu propósito. "Tem se tornado praxe grupos minoritários que têm usado a ONU para, de cima para baixo, obrigar países a adotarem políticas como a ideologia de gênero, passando por cima dos Congressos Nacionais."

Schlapp, que também participou do evento, endossou as críticas de Eduardo a organismos multilaterais. "Organismos internacionais não podem dizer ao povo americano o que devem ou não fazer", disse Schlapp, acrescentando que veio ao Brasil para ver "o que está acontecendo" aqui. "Eu quero que os brasileiros tomem suas próprias decisões", afirmou.

Schlapp disse, ainda, que os conservadores não são "globalistas". "Essas políticas globais estão nos prejudicando, nossas crianças, nossas famílias. A politização das nossas crianças é um problema", completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois de recomendar a um militante que "esquecesse" o PSL, o presidente Jair Bolsonaro pediu ontem ao presidente nacional do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), uma relação completa de fontes de receitas, despesas e funcionários, além da descrição das atividades dos dirigentes partidários custeadas pela própria legenda.

O objetivo é usar os documentos, que devem ser apresentados em um prazo de cinco dias, para promover uma auditoria independente. Apoiado por 20 deputados federais e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o pedido do presidente marca um novo capítulo na crise instalada dentro do partido.

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Conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro e um grupo de parlamentares decidiram pedir uma auditoria nas contas do PSL para avaliar como foram utilizados os recursos públicos recebidos por meio do Fundo Partidário. A medida tem como foco Bivar, com quem Bolsonaro trava um duelo nos últimos dias pelo controle do partido. Ao se referir a Bivar, o presidente disse nesta semana que o deputado "está queimado para caramba" no seu Estado.

"Uma superficial verificação das prestações de contas do partido demonstra que as mesmas sempre são apresentadas de forma precária, sem a apresentação de documentos simples, de técnica contábil básica, como balanço anual de receitas e despesas, o que exige da Asepa (Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Superior Eleitoral) a recorrente recomendação de diligências para complementação", diz o texto.

Na sequência, diz que "a contumaz conduta pode ser interpretada como expediente para dificultar a análise e camuflar possíveis irregularidades, ou seja, comportamento discrepante com a moralidade que a Constituição Federal exige de qualquer gestor de recursos públicos".

Receita

O PSL deve receber só neste ano cerca de R$ 110 milhões de recursos públicos via Fundo Partidário, que é usado para bancar despesas do dia a dia das legendas, como aluguel de imóveis, passagens aéreas, realização de eventos e contratação de pessoal. Anualmente, o TSE analisa as prestações de contas para saber se o dinheiro foi aplicado de forma correta.

Ainda de acordo com o texto, o partido também enfrenta dificuldades em relação à ausência de prestação de contas em diretórios estaduais, "sem contar Estados impossibilitados de receber recursos em razão de sanções sucessivas de suspensão do fundo partidário".

"O maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo, não tem condições de ser administrado, pois tem sanção de suspensão do Fundo Partidário até o final de 2019, o que acumulará com outras penalidades advindas de prestações de contas que ainda serão julgadas, cujas informações do órgão técnico são pela ausência de documentos básicos", diz o texto.

Procurado ontem, Bivar não foi localizado. Na última quinta-feira, Bivar disse que estava "feliz" com a preocupação que Bolsonaro demonstrou pela legenda. "Sim, nós vamos contratar tudo de auditoria que for possível, imaginável. Tudo, com certeza. Para a minha tranquilidade até. Já estamos (fazendo) auditoria da própria estrutura do partido (interna), e fora do partido também, já estamos fazendo", afirmou o deputado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal investigue o uso de supostos "laranjas" na prestação de contas de candidatos a deputado pelo PSL do Rio na eleição de 2018.

O pedido de abertura de inquérito policial foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pelo promotor eleitoral Francisco Franklin Passos Gouvêa, da 204ª Promotoria Eleitoral do Rio de Janeiro.

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Na denúncia, Gouvêa afirma que existem "indícios de eventual prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral", que trata de falsidade ideológica eleitoral e caixa 2.

O promotor suspeita de irregularidades na prestação de contas de pelo menos três candidatos que disputaram a eleição no Estado: os suplentes de deputados federais Raquel Niedermeyer (Raquel Stasiaki) e Clébio Lopes Pereira "Jacaré" e o deputado estadual Marcelo Ferreira Ribeiro (Marcelo do Seu Dino).

A denúncia foi recebida pelo juiz Rudi Baldi Loewenkron, do TRE-RJ, em 24 de setembro. Agora, cabe à Polícia Federal fazer a investigação. O procedimento no TRE tramita em segredo de Justiça.

Em junho, em reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, Raquel afirmou à Justiça Eleitoral que uma mulher chamada Luzinete distribuiu santinhos de sua campanha voluntariamente. A mulher, no entanto, garante ter recebido dinheiro pelo serviço.

De acordo com a mesma reportagem, Jacaré afirmou à Justiça Eleitoral ter usado um veículo Santana durante a campanha. Mas o dono afirma que o veículo nunca foi usado nessas circunstâncias.

Já Marcelo do Seu Dino afirmou à Justiça Eleitoral que Rian Rosa trabalhou voluntariamente distribuindo panfletos durante sua campanha. Mas o próprio Rosa afirma ter recebido R$ 50 por dia, segundo o "JN".

A suspeita do Ministério Público Eleitoral do Estado do Rio é de que tanto a distribuição de panfletos como o aluguel de veículos tenham sido pagos com dinheiro arrecadado ilegalmente. Por isso, os candidatos teriam declarado à Justiça Eleitoral não ter pago nada pelos serviços.

Defesas

O presidente do PSL no Rio de Janeiro é o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Ele não é investigado nesse caso. Em nota, Flávio afirmou que "cada candidato tem responsabilidade individual por suas contas eleitorais e presta informações à Justiça Eleitoral".

O texto segue: "A presidência do partido afirma que é contra qualquer tipo de irregularidade e que não compactua com quem comete fraudes ou está à margem da lei. Se confirmada qualquer irregularidade, o partido tomará as medidas cabíveis".

A reportagem procurou os três investigados, na tarde desta sexta-feira. Em nota, o deputado Marcelo do Seu Dino afirmou que "todas as contas referentes ao processo eleitoral de 2018 foram devidamente apresentadas e entregues ao Tribunal Regional Eleitoral com total transparência e legitimidade".

"Digo ao nobre juíz Rudi Baldi Loewenkron que investigue os fatos e apure toda e qualquer denúncia e que toda investigação não fique apenas ao PSL, mas em todos os outros partidos. Que haja transparência para todos", pede o parlamentar.

A reportagem não conseguiu localizar os dois suplentes de deputado federal.

O deputado federal Daniel Silveira e o estadual Rodrigo Amorim entraram no Colégio Pedro II sem autorização e fizeram imagens de alunos e trabalhos escolares tidos pelos parlamentares como “produção de militância esquerdista” Sem autorização, os deputados Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, ambos membros do Partido Social Liberal (PSL), entraram no Campus São Cristóvão do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, instituição de natureza federal, para fazer o que chamaram de “vistoria”.

A ação criou confusão com a reitoria e motivou protestos e vaias dos alunos, que aparecem em um vídeo gritando palavras de ordem: “Por Marielle, quero justiça, não aceitamos deputado da milícia”. Os deputados são conhecidos por terem depredado uma placa com os dizeres “Rua Marielle Franco”, feita em homenagem à vereadora do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), assassinada no dia 14 de março de 2018. 

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Embora tenha chamado a Polícia Federal, a reitoria da escola ainda acompanhou os deputados em uma caminhada pela escola. Silveira e Amorim fotografaram e filmaram trabalhos escolares que consideraram “produção de militância esquerdista”, além de terem produzido imagens expondo os rostos dos estudantes que protestavam.

Em um vídeo publicado nas redes sociais do próprio deputado Daniel Silveira, o professor Oscar Halac, reitor do Colégio Pedro II reforça que a visita não pode ser feita sem aviso prévio se o gestor da instituição não está sob sindicância e afirma que levará o caso à Justiça Federal. “Todos os parlamentares serão sempre muito bem recebidos aqui no Colégio Pedro II e todos que vierem com uma segunda intenção de tentar achar aqui algum motivo para minorar a ação pedagógica e didática do estatuto do Colégio Pedro II irão sair daqui com a certeza de que tudo isso não passa de um movimento. Esse sim de hostilidade contra a maior e melhor escola pública da América Latina”, comenta Halac.

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Deputados da oposição usaram as redes sociais para manifestar apoio ao Colégio Pedro II e criticar a ação dos governistas. “Dois deputados que ficaram conhecidos por quebrar a placa em homenagem a Marielle invadiram o Colégio Pedro II para "fiscalizar" se havia algo com conteúdo político ali. Felizmente, a reação de estudantes e professores foi exemplar em rechaçar esse absurdo”, publicou a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol).

Em seu twitter, Daniel Silveira tentou justificar a ação: “Segundo o ‘campeoníssimo’ reitor, não podemos vistoriar SEM AVISAR. Acho que ele TEME que venhamos a intervir no seu conteúdo de produção de militância esquerdista”, comentou, marcando ainda o Ministro da Educação, Abraham Weintraub na publicação.

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Estimulado pelo presidente Jair Bolsonaro, um grupo de deputados do PSL vai pedir ao partido que promova uma auditoria de suas contas para avaliar como foram utilizados os recursos públicos recebidos por meio do Fundo Partidário. A medida tem como foco o presidente nacional da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PE), com quem Bolsonaro trava um duelo nos últimos dias pelo controle do partido. "Vamos pedir uma auditoria nas contas do partido dos últimos cinco anos", afirmou o presidente nesta quinta-feira, 10, em visita ao jornal O Estado de S. Paulo.

Filiado ao PSL desde março de 2018, Bolsonaro escolheu a sigla para disputar as eleições com a expectativa de que pudesse também determinar os rumos da legenda. Mas, desde a vitória nas urnas, enfrenta dificuldades para fazer valer seus projetos internos. Na terça-feira passada, ele escancarou o conflito quando pediu a um militante do partido que esquecesse o PSL e afirmou que Bivar estava "queimado para caramba".

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A resposta foi imediata. Além de declarar que o presidente já havia decidido deixar o partido, Bivar ameaça retaliar o presidente por meio de seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado pode ser destituído do cargo por decisão da liderança do partido, que tem a prerrogativa de indicar seus representantes nas comissões. Em outro lance, Bivar marcou uma convenção nacional extraordinária do partido para o dia 18 com o objetivo de reduzir a força de bolsonaristas na legenda.

Sobre as ameaças, Bolsonaro disse que o acusam de flertar com a ditadura, mas que o comando do partido é quem agiria dessa forma ao ameacar deputados do seu grupo com a perda de cargos. Segundo o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP), a liderança do PSL na Câmara assinou nesta quinta-feira a retirada de cargos comissionados, o desligamento de participação em comissões especiais e a vice-liderança de oito parlamentares do partido. Sobre Eduardo Bolsonaro e a deputada Bia Kicis (DF), que é vice-presidente da CCJ, Bozella disse que estão sob avaliação.

O presidente disse ainda que tem lido sobre o assunto na imprensa e nas redes sociais e que, caso a destituição de Eduardo seja confirmada, será "impublicável" o que ele pensa a respeito.

Receita

De 2014 a 2018, quando ainda era uma legenda nanica, o PSL recebeu R$ 29 milhões de recursos do Fundo Partidário - usado pelas legendas para gastos com salários de funcionários, viagens e aluguel de sede, entre outros. Inflada pelo bolsonarismo, a sigla se tornou uma superpotência neste ano e a estimativa é de que, ao todo, tenha R$ 110 milhões até dezembro.

Sobre eventual desfiliação do PSL, Bolsonaro deixou a possibilidade em aberto. Enquanto advogados tentam encontrar uma saída jurídica para que o presidente e seu grupo político deixem o partido, aliados acompanham de perto a criação de uma espécie de frente conservadora que pode resultar em novo partido.

Uma das preocupações de Bolsonaro é evitar a perda de mandato dos deputados que o acompanhem numa eventual mudança de legenda. A troca é vedada pela regra de fidelidade partidária, mas há exceções.

Entre elas, está a saída do parlamentar por justa causa. Segundo o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga, que tem orientado Bolsonaro, uma das justificativas que os deputados poderiam usar para convencer a Corte Eleitoral seria a "falta de transparência com o uso da verba do partido".

Questionado pelo Estado sobre a possibilidade de auditoria nas contas do PSL, Bivar disse estar "feliz" com a preocupação do presidente com a legenda. "Sim, nós vamos contratar tudo de auditoria que for possível, imaginável. Tudo, com certeza", ironizou o dirigente, incluindo o período de Bolsonaro.

Ao comentar o crescimento do PSL, que hoje tem 53 deputados, Bolsonaro afirmou que a legenda só elegeu uma bancada grande no rastro de sua popularidade, mas que o PSL ainda não soube se aproveitar da nova estatura para se tornar grande e orgânico. O presidente chegou a comentar que muitos parlamentares não teriam condições de serem eleitos se não tivessem colado sua imagem à do então candidato do PSL à Presidência.

Reeleição

Bolsonaro também comentou sobre as eleições de 2022. Citando novamente a possibilidade de tentar a reeleição - e contando com uma segunda vitória -, brincou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ficar com ele até 2026.

Mas também aproveitou para alfinetar dois de seus eventuais adversários em 2020, os governadores João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC). O presidente disse que ambos venceram as eleições em seus Estados após defenderem seu nome para presidente. Doria chegou a usar o bordão "BolsoDoria" na campanha, mas, neste ano, disse que nunca esteve alinhado com o hoje presidente.

Em tom de brincadeira, Bolsonaro afirmou ainda que espera que todos os candidatos em 2022 sejam "felizes", colocando o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nessa lista. "Torço para que seja verdade", ironizou, completando que agora o ex-juiz já conhece o dia a dia da política em Brasília. /

Bivar

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), marcou uma convenção nacional extraordinária do partido para o dia 18 com o objetivo de reduzir a força de bolsonaristas na legenda. O encontro vai referendar uma mudança no estatuto da sigla que reduz a influência de deputados e senadores no diretório nacional - grupo responsável por eleger o presidente da sigla.

O atual mandato de Bivar à frente do PSL vai até o dia 29 de novembro. Ele está no cargo há 25 anos, desde a fundação do partido. Segundo parlamentares, a mudança no estatuto foi um dos principais motivos da crise entre o dirigente e Bolsonaro.

A convenção extraordinária foi marcada na terça-feira passada, dia 8, mesmo dia em que Bolsonaro disse a um apoiador para "esquecer o PSL". No encontro, o partido vai confirmar o aumento no número de integrantes do diretório nacional com poder de voto - passará de 101 para 153.

Pela regra anterior, mais da metade desses cargos (56 dos 101) estava destinada aos deputados e senadores eleitos. Agora, a proporção deve passar a ser de pouco mais de um terço (56 de 153). Todos os novos dirigentes são ligados a diretórios controlados por Bivar e aliados.

A mudança foi aprovada em janeiro, antes de a maioria dos atuais parlamentares assumirem seus mandatos e, portanto, quando ainda não tinham poder de voto. "Nós já estávamos eleitos. O Bivar deveria ter nos consultado em janeiro", afirmou o deputado Filipe Barros (PSL-PR), da ala bolsonarista da bancada.

Influência

A influência de Bolsonaro no PSL se dá principalmente por meio de deputados. Há cerca de um mês, um grupo de parlamentares liderado por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP) chegaram a articular a criação de um novo estatuto que abriria caminho para retirar Bivar da presidência da sigla.

"É um movimento político que fortalece Bivar", afirmou o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), que transita entre os grupos divergentes no partido.

Oficialmente, dirigentes do PSL afirmam que a convenção é pró-forma e servirá apenas para colocar em práticas as regras aprovadas em janeiro e homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um grupo de blogueiros que ocupam cargos comissionados em órgão do próprio Governo Federal e outras instituições como a Câmara dos Deputados atuam como uma espécie de "milícia virtual bolsonarista". É o que apontam conversas reveladas em reportagem da revista Crusoé deste fim de semana.  

De acordo com a publicação, o grupo é comandado pelo blogueiro Allan dos Santos. As mensagens sugerem que estrategicamente, eles agem contra ministros e autoridades do próprio governo, além de veículos de imprensa e personalidades da oposição. 

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Um dos exemplos citados pela revista é do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais que teria atuado para tirar Carlos Alberto dos Santos Cruz do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência. A estratégia, segundo a matéria, deu certo. Santos cruz foi demitido em junho.  

Em outra mensagem até os ministros Sergio Moro e Paulo Guedes foram alvos de ataques. “A direita tem que se unir agora. Senão os liberais (Guedes) e tecnocratas (Moro) além de alguns militares que são positivistas demais e nada anti globalistas vão deixar de lado a pauta conservadora”, dizia uma das mensagens, atribuída a Otávio Oscar Fakhoury, tesoureiro-geral do PSL de São Paulo.

“Eu canso de dizer: quem ganhou a eleição não foi a pessoa do JB, nem Mourão, nem os militares. Quem ganhou a eleição foi uma onda, um movimento (como diz o Steve Bannon), um levante conservador!”, continua.

O senador Major Olimpio (PSL-SP) disse nesta sexta-feira, 11, que o presidente Jair Bolsonaro foi "agudo" nas palavras que dirigiu ao comandante do PSL, Luciano Bivar, e "entristeceu" o líder da sigla. Nesta semana Bolsonaro disse a um apoiador para esquecer o partido e trocou farpas com Bivar.

De acordo com o senador, o partido está trabalhando para acertar as diferenças e afirmou que Bolsonaro tem sido mal informado por membros do PSL, que claramente têm projetos políticos e de comandar o partido.

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"Mas o PSL é o único partido que vota 100% com o presidente. Essa base não pode sofrer fissuras pelos problemas internos do partido", disse o senador antes do inicio da cerimônia de formatura da turma de policia ostensiva, no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, onde se encontra também o presidente Bolsonaro

Major Olimpio, que é também líder do PSL no Senado, voltou a defender o afastamento do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para que ele possa se defender da acusação do Ministério Público de Minas Gerais de desvio de recursos públicos.

"Já disse e repito que se fosse o Marcelo Alvaro, me afastaria do cargo para me defender", disse. Perguntado sobre o que pensa sobre uma eventual auditoria no partido, o senador disse que "qualquer partido político, que recebe dinheiro público, não pode recusar uma auditoria".

<p>Nesta sexta-feira (11), o cientista político Adriano Oliveira analisa a possível saída do presidente Bolsonaro do seu atual partido, o PSL. O assunto foi bastante discutido nessa semana por causa de algumas declarações, e Adriano aponta algumas questões. Para ele, a saída seria prejudicial para o partido (que perderia o apoio bolsonarista para as eleições municipais de 2020), mas também para o presidente, cuja ação, se se concretizar, poderia gerar um grande escândalo. Ou ainda, perder o apoio do congresso, já que ele não teria mais a bancada o PSL, além de continuar sem ter o controle sobre os recursos públicos do partido - um dos motivos da sua vontade de sair do PSL.&nbsp;</p><p>Outra questão abordada pelo cientista é proposta de reforma administrativa que Paulo Guedes, Ministro da Economia, via entregar. Ela seria positiva para a economia do país, mas Adriano vê com desconfiança e dúvida se a reforma atingiria os membros do poder judiciário e do ministério público, onde há os maiores salários.</p><p>O programa Descomplicando a política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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Após críticas públicas ao PSL e atritos com o líder da sigla, Luciano Bivar, o presidente Jair Bolsonaro foi convidado nesta quinta-feira, 10, a integrar o Patriota, partido do qual já foi "pré-filiado" no passado.

Antes da campanha de 2018, Bolsonaro chegou a ser apresentado como candidato à Presidência pelo Patriota, então chamado de Partido Ecológico Nacional - PEN. Mas a única ligação entre o então deputado e a sigla foi uma ficha "pré-datada", com a filiação marcada para o dia 10 de março de 2018, assinada por Bolsonaro. À época, ele afirmou que "deve ter casamento, mas ainda é um noivado".

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Bolsonaro queria ainda que o Patriota abrisse mão da ação movida pelo partido no Supremo Tribunal Federal contra o entendimento da Corte de permitir prisões de pessoas condenadas em segunda instância. Ele chegou a dizer que não queria ficar conhecido por pertencer a uma partido que "acabou com a Lava Jato".

O presidente queria que o seu ex-braço direito Gustavo Bebianno - que virou ministro, mas foi demitido - assumisse o comando durante a disputa, o que não foi aceito pelo presidente do partido, Adilson Barroso. Ele chegou a afirmar que Bolsonaro teria sido "envenenado" por Bebianno e que ele queria tomar o "partido inteiro para o grupo de Bolsonaro".

"Fiz das tripas coração para tê-lo com a gente, mudei o nome do partido, mexi no nosso estatuto, dei mais de 20 diretórios para o grupo dele. Mas você não pode ser convidado para entrar em uma casa e depois querer tomar ela inteira para você, expulsando seus moradores originais", afirmou o dirigente em janeiro de 2018.

Em dezembro de 2017, Bolsonaro passou a negociar com o PSL, partido pelo qual disputou e venceu a eleição.

Ainda sem destino certo, o presidente Jair Bolsonaro já tem um teto para dormir caso o casamento com o PSL, de Luciano Bivar, tenha de fato chegado ao fim. O presidente do Patriota, Adilson Barroso, afirmou que está disposto a esquecer do passado e retornar o relacionamento com o presidente.

"O Patriota está à disposição do presidente (Jair Bolsonaro)", afirmou Barroso. Depois de pedir a um apoiador para esquecer o PSL e dar sinais de que pretende mudar de partido, o presidente Jair Bolsonaro tenta encontrar uma saída para deixar a legenda sem que parlamentares de seu grupo percam mandato por infidelidade partidária. Um dos destinos cogitados seria o Patriota controlado por Barroso.

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Em 2017, ainda pré-candidato à Presidência, Bolsonaro desistiu de se filiar ao Partido Ecológico Nacional (PEN), que viraria Patriota, após não chegar a um acerto para o comando da legenda durante as eleições. O presidente queria que o seu ex-braço-direito Gustavo Bebbiano assumisse o comando durante a disputa, o que não foi aceito por Barroso.

Bolsonaro queria ainda que o Patriota abrisse mão da ação movida pelo partido no Supremo Tribunal Federal contra o entendimento da corte de permitir prisões de pessoas condenadas em segunda instância. A legenda entrou com a ação em setembro de 2016 contra a decisão, em uma ação declaratória de inconstitucionalidade. O partido foi assistido pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por representar políticos em ações criminais.

"Com o fim da Lava Jato, essa verdade terá um pai. E esse pai se chamará PEN", disse a época Bolsonaro. "Ou o partido descobre uma maneira de desistir da ação... A gente não pode entrar numa possível campanha presidencial sendo atacado como o partido que enterrou a Lava Jato", afirmou no final de 2017 o presidente.

Neste ano, uma ação do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), paralisou investigações ligadas a Lava Jato e a outras ações iniciadas a partir de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre elas processos relacionadas à lavagem de dinheiro por organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O presidente do Patriota afirmou que não falou com o presidente nos últimos dias, mas declarou que está disposto a sentar com Bolsonaro e aliados para discutir o comando do partido caso eles deixem o PSL.

"Tudo é possível (sobre a possibilidade de abrir mão do partido). O importante é articular uma maneira de ajudar nossa nação", afirmou completando: "Bolsonaro sabe muito bem que tem um partido retaguarda", afirmou Barroso.

Crise

Na quarta-feira, 9, reuniões de emergência entre "bolsonaristas" de um lado e "bivaristas" de outro tentavam encontrar caminhos para o impasse. Reunida na Câmara, a bancada do PSL divulgou uma carta em desagravo a Bolsonaro, pregando um canal de diálogo.

Assinado por 19 dos 53 deputados da sigla, o documento visto como um ultimato diz que "para que o partido contribua para o estabelecimento de uma nova política é preciso que a atual direção adote novas práticas, com a instauração de mecanismos que garantam absoluta transparência na utilização de recursos públicos e democracia nas decisões".

Além do controle do PSL, a disputa entre Bolsonaro e seus aliados e o grupo do Bivar também envolve dinheiro. O partido foi o mais votado nas eleições de 2018, e por isso terá, na próxima campanha, a maior fatia dos fundos públicos usados para financiar candidaturas - estimada em R$ 1 bilhão até 2022.

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta quinta-feira, 10, que não pretende deixar o PSL. "Eu já sou casado e você quer arrumar outra mulher para mim?", brincou o presidente, após ter sido questionado sobre para qual partido ele iria se saísse do atual.

Antes disso, depois de ter sido perguntado por repórteres sobre se iria mesmo deixar a sigla, o presidente afirmou que o seu partido é o Brasil. Depois, brincou novamente dizendo que o seu partido é a Apex, uma das entidades que promove evento do qual o presidente participou.

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Acompanhado de ministros, Bolsonaro participou do Fórum de Investimentos Brasil 2019, evento realizado em São Paulo e organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

O governo dos Estados Unidos se recusou a apoiar o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A informação é da agência de notícias Bloomberg. O comunicado foi feito pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, ao secretário-geral da OCDE, José Ángel Gurría. 

Em carta ele diz que a gestão dos EUA rejeita um pedido para discutir a ampliação do chamado “clube dos países ricos”. No documento, Mike Pompeo deixa claro que Washington apoia apenas as candidaturas de adesão da Argentina e da Romênia. 

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A postura não endossa o apoio público dado pelo presidente americano, Donald Trump, ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Durante visita do brasileiro aos EUA em março deste ano, os dois trataram do assunto e Bolsonaro declarou que o compromisso de apoio era o principal resultado do encontro entre eles em Washington.  

Outro sinal de apoio dos EUA para a entrada do Brasil na OCDE foi expresso em julho, pelo secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, durante uma visita a São Paulo.

“Os EUA continuam a preferir a ampliação a um ritmo contido que leve em conta a necessidade de pressionar por planos de governança e sucessão”, afirmou o secretário de Estado na carta, de acordo com a Bloomberg.

O presidente Jair Bolsonaro ainda não se posicionou sobre o assunto. 

A disputa pelo controle do PSL pode levar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a perder o comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, considerada essencial para alavancar sua "candidatura" de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Isso porque parlamentares ligados ao presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), cobram a retirada de cargos dos deputados que ameaçam deixar o partido.

Nesta quarta, dia 9, a deputada Alê Silva (PSL-MG), que faz parte do grupo dissidente, perdeu a vaga que tinha na Comissão de Tributação e Finanças. Ela vinha fazendo críticas públicas à legenda.

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A retirada de cargos dos deputados na Câmara foi discutida em reunião da bancada na noite de quarta. Em declaração ao site G1, o deputado Junior Bozella (PSL-SP), da ala "bivarista", defendeu a punição. "O partido é sério, é uma instituição e tem regra. Então, aquele que descumprir e atacar a imagem da instituição, automaticamente sofrerá algum tipo de punição, com certeza", disse.

A declaração foi criticada por Eduardo Bolsonaro, que foi ao Twitter dizer que o deputado fala "merda". O filho do presidente comanda o Diretório Estadual do PSL em São Paulo. Ele substituiu Bozella, que entrou em atrito com o grupo ligado a Bolsonaro.

Além da comissão presidida por Eduardo, o PSL também comanda outras duas comissões: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com Fernando Francischini (PSL-PR), e da Fiscalização, com Léo Motta (PSL-MG). Os dois, porém, não fazem parte do grupo que ameaça deixar o partido.

Carta em apoio a Bolsonaro

Após a reunião de quarta-feira da bancada, um grupo de 19 deputados do PSL ligados a Bolsonaro divulgou uma carta em desagravo ao presidente, principal estrela da sigla, mas que discute a possibilidade de deixar a legenda. O documento cobra "novas práticas" da atual direção da sigla, mas diz que a ala bolsonarista da bancada "não perdeu a esperança" de que seja aberto um "canal de diálogo".

Na carta, parlamentares não falam em deixar o partido, mas, em reservado, alguns tratam o documento como uma espécie de ultimato. Na manhã de quarta, Bivar disse ao Estadão/Broadcast considerar que o presidente já decidiu pela saída do partido.

"Quando ele diz a um estranho para esquecer o PSL, mostra que ele mesmo já esqueceu. Mostra que ele não tem mais nenhuma relação com o PSL", afirmou.

Em entrevista ao site O Antagonista, Bolsonaro disse que não sairá do partido de "livre e espontânea vontade". O presidente tenta encontrar uma saída jurídica para deixar o PSL sem que parlamentares de seu grupo percam mandato por infidelidade partidária.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) convidou, nesta quinta-feira (10), as pessoas a conhecerem a Amazônia. Durante o discurso na abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo, o presidente não deixou seu lado irônico ofuscado e convocou: "conheçam a Amazônia. Vocês não serão queimados, com certeza".

Entre os meses de agosto e setembro, as queimadas na floresta amazônica predominaram o noticiário nacional e internacional. O tema, inclusive, dominou a fala de Bolsonaro na abertura da reunião da cúpula na assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York depois que ele recebeu críticas de líderes internacionais sobre a condução do problema. Na ocasião, o presidente declarou que a Amazônia está “praticamente intocada”. 

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Nesta quinta, Jair Bolsonaro reforçou sua defesa diante da floresta. "Muitos jornais e televisões não  mostram a realidade. É uma área lindíssima, quase totalmente preservada. Essa terra é patrimônio do Brasil. A Amazônia não é o pulmão do mundo, isso está cientificamente comprovado", argumentou. 

"Queremos explorar a nossa Amazônia de forma sustentável. Fazer com o que ela tem de bom sirva para nós e para a humanidade. Esse Brasil é simplesmente fenomenal, não é por que eu sou brasileiro", acrescentou o presidente. 

Ao repercutir, nesta quinta-feira (10), o que chamou de “novela” do PSL diante da eventual saída do presidente Jair Bolsonaro do partido, deputada estadual de São Paulo Janaína Paschoal, que é da mesma legenda, fez uma brincadeira e disse que “com Bolsonaro no poder não há tédio”. 

“Vejo toda essa novela como um excelente ‘case’. É compreensível que o drama dê um nó na cabeça dos analistas, muito acostumados à dinâmica petista. Vamos aguardar cenas do próximo capítulo. Uma coisa é certa: com Bolsonaro no poder não há tédio”, escreveu a parlamentar no Twitter.

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Além disso, Janaína levou a discussão por uma tese que sempre defendeu: a de candidaturas avulsas.  

“Essa crise em torno da permanência do Presidente da República no PSL tem um lado muito bom. Escancara que já passou da hora de permitirmos as candidaturas avulsas”, observou.

“Se o Presidente sair, vários colegas estão decididos a segui-lo. Mas não podem! Uma lei ultrapassada e escravocrata os obriga a permanecer na legenda. Ocorre que esses colegas só entraram no PSL por apreço ao Presidente. É justo isso? É correto isso? Vejam que não estou falando de fundo eleitoral, nem em tempo de TV. Estou apenas falando na liberdade de ir e vir”, acrescentou a deputada.

Antes de se filiar ao PSL, Janaína Paschoal argumentou, diversas vezes, que gostaria de se candidatar a um cargo público sem precisar estar filiada a algum partido. Contudo, a lei eleitoral não permite tal postulação. 

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