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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, minimizou nesta segunda-feira, 14, a mais recente crise do PSL. Ele afirmou que o problema é "contornável" e não vai "contaminar" a discussão de reformas no Congresso Nacional. "Só para morte não existe solução", disse a jornalistas, depois de participar de debate sobre reforma tributária na Band, em São Paulo.

"O PSL tem uma troca de farpas ali, mas não podemos dizer que isso contamina todo o Congresso Nacional. As reformas brasileiras estão muito acima de qualquer discussão. Os problemas dentro do PSL são pontuais e vamos resolver de maneira interna", afirmou.

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O deputado preferiu não comentar informação publicada nesta segunda-feira pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, de que um grupo de deputados do PSL fará pedido formal à direção do partido para que sejam detalhados os gastos da edição brasileira da CPAC, evento conservador que ocorreu em São Paulo no fim de semana. "Eu desconsidero a Folha. Prefiro ler outra fonte", afirmou o deputado.

Depois de participar do debate da Band, Eduardo afirmou que a reforma tributária é "urgente", pois colocaria o Brasil no trilho da prosperidade, da geração de emprego e do aquecimento da economia. No entanto, evitou responder a uma pergunta sobre a proposta do governo federal para o tema. Ele apenas sorriu e encerrou a conversa com jornalistas.

Na semana passada, o ministro Paulo Guedes, da Economia, disse que a reforma tributária, se tratada com urgência, pode terminar "mal feita", e afirmou que, após a reforma da Previdência, a prioridade será o pacto federativo. Antes, o ministro costumava dizer que a reforma tributária era a prioridade do governo depois da Previdência.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou as redes sociais, nesse fim de semana, para publicar uma foto em que ironiza a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Na imagem, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) veste uma camiseta em que a sigla é traduzida como Liberdade, Armas, Bolsonaro e Trump. 

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Ao compartilhar a foto, o parlamentar escreve: "O conceito de LGBT foi atualizado com sucesso por uma equatoriana que mora na Argentina e me deu essa camisa aqui no Brasil." E ainda pergunta se os internautas haviam '"curtido" a mudança. A foto causou uma reação crítica da comunidade LGBT. 

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Em meio à escalada verbal entre dirigentes do PSL e o governo Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, ontem, que o Brasil não tem um grande partido conservador que levante as bandeiras deste segmento ideológico.

"Antes de chegar ao poder político você tem uma série de debates que duram às vezes décadas. No Brasil, as coisas se inverteram. Nós temos um presidente conservador, mas não temos uma grande imprensa conservadora, uma grande universidade conservadora, não temos também um grande partido conservador, que se diga conservador com as suas bandeiras levantadas. Temos o PSL, sim, mas estamos passando por uma fase onde a gente está se identificando", disse Eduardo.

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O deputado fez a afirmação em entrevista coletiva antes da abertura da CPAC (Conservative Political Action Conference) Brasil, a versão brasileira do maior evento conservador dos EUA.

Questionado sobre a escalada verbal entre as diferentes facções do PSL, em especial os ataques do senador Major Olimpio (PSL-SP), que hoje disse que os filhos do presidente agem como "príncipes" no partido, Eduardo evitou alimentar a controvérsia.

"Eu não faço parte da família real, não sou príncipe. Discordo dele, mas acho que esses assuntos do PSL devem ser tratados de maneira interna. No momento, em que eu estiver atrapalhando o próprio presidente vai puxar a minha orelha", disse o deputado.

Sobre as divisões internas na direita, Eduardo admitiu a possibilidade de um racha no segmento. "Ao contrário do que acontece com a esquerda, onde os debates acontecem e eles conseguem segurar internamente qualquer tipo de desavença, a direita faz isso publicamente. Então pode parecer um racha, talvez até seja, mas ao final, se houver um segundo turno eu, assim como todos da direita, votaria contra o PT novamente", disse o deputado.

Setores da direita que apoiaram a eleição de Bolsonaro estão descolando do governo por considerarem que o presidente age para desarticular a Lava Jato e os mecanismos de combate à corrupção para proteger o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), investigado por movimentações financeiras atípicas.

Acompanhado da Matt Schlapp, presidente da American Conservative Union (ACU), entidade que organiza da CPAC nos EUA, Eduardo disse que o evento, realizado pela primeira vez no Brasil, pode ser o embrião de uma organização conservadora com presença em todos os países do continente americano.

"Essa ascensão da direita, que é uma resposta à direita, é porque estamos também nos organizando. Estou falando com Matt, (Mateo) Salvini. Mas Brasil ainda está muito atrasado", disse o deputado. "O Brasil é a metade de América do Sul. O que ocorre aqui reverbera nos últimos países da região. O próximo passo é criar essa organização", completou.

Eduardo ainda elogiou o discurso do pai na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Ele disse que a ONU tem se afastado de seu propósito. "Tem se tornado praxe grupos minoritários que têm usado a ONU para, de cima para baixo, obrigar países a adotarem políticas como a ideologia de gênero, passando por cima dos Congressos Nacionais."

Schlapp, que também participou do evento, endossou as críticas de Eduardo a organismos multilaterais. "Organismos internacionais não podem dizer ao povo americano o que devem ou não fazer", disse Schlapp, acrescentando que veio ao Brasil para ver "o que está acontecendo" aqui. "Eu quero que os brasileiros tomem suas próprias decisões", afirmou.

Schlapp disse, ainda, que os conservadores não são "globalistas". "Essas políticas globais estão nos prejudicando, nossas crianças, nossas famílias. A politização das nossas crianças é um problema", completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, participa nesta sexta-feira, 11, da edição brasileira da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em São Paulo. O CPAC é o maior evento conservador dos Estados Unidos, onde a primeira edição aconteceu em 1973, e ocorre pela primeira vez no Brasil.

Durante coletiva de imprensa na abertura do evento, Eduardo elogiou o discurso do pai na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, e disse que a ONU tem se afastado de seu propósito. "Tem se tornado praxe grupos minoritários que têm usado a ONU para, de cima para baixo, obrigar países a adotarem políticas como a ideologia de gênero, passando por cima dos Congressos Nacionais", afirmou o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro.

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O presidente da American Conservative Union (ACU, União Conservadora Americana em inglês), Matt Schlapp, que também participa do evento, endossou as críticas de Eduardo a organismos multilaterais.

"Organismos internacionais não podem dizer ao povo americano o que devem ou não fazer", disse Schlapp, acrescentando que veio ao Brasil para ver "o que está acontecendo" aqui. "Eu quero que os brasileiros tomem suas próprias decisões", afirmou.

Schlapp disse, ainda, que os conservadores não são "globalistas". "Essas políticas globais estão nos prejudicando, nossas crianças, nossas famílias. "A politização das nossas crianças é um problema", completou.

A família do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem tentado impulsionar de toda forma a candidatura do governo brasileiro para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Um dos sinais disso é um projeto de lei que foi apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) prevendo a criação do “Dia da OCDE” no país. 

O texto chegou à Câmara dos Deputados no dia 1º de outubro, mas foi devolvido pela Mesa Diretora ao parlamentar. Ou seja, a matéria foi descartada e não vai entrar em processo de tramitação. A devolução, de acordo com informações do site da Casa, aconteceu porque o projeto feriu um dos artigos da Lei nº 12.345/2010, que estabelece critérios para a criação de datas comemorativas no país. 

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O artigo quarto da legislação mencionada observa que para a criação de uma nova data comemorativa é necessário que o projeto de lei seja subsidiado por consultas e/ou audiências públicas. O que não é o caso da proposta de Eduardo para a criação do Dia em alusão ao chamado “clube dos países ricos”. 

Ao justificar sua proposta, o filho do presidente faz referência ao pedido formalizado em 2017 para o ingresso do Brasil na OCDE e ressalta que tal oportunidade possibilitará que o país e a organização “trabalhem juntos com o intuito de ampliar a eficiência e a transparência das políticas públicas”. 

“Quando for aceito, o Brasil passará a ter voz e voto, influenciando, sobremaneira, nos debates globais e no estabelecimento e revisão de padrões da organização. Como símbolo da conjugação de esforços entre os Poderes Executivo e Legislativo para a acessão do Brasil àquela organização internacional, propomos o Dia da OCDE no Brasil”, argumenta. 

O projeto previa que a data seria celebrada em 1º de outubro. No despacho de devolução da proposta, a Câmara dos Deputados também ressalta que Eduardo Bolsonaro poderia recorrer da decisão no prazo de cinco sessões plenárias após a última terça-feira (8), quando o texto foi publicado em Diário Oficial.

Coincidentemente ou não, nessa quinta-feira (10) a entrada do Brasil na OCDE foi destaque no noticiário nacional. Isto porque, os Estados Unidos priorizou dar apoio ao ingresso da Argentina e da Romênia no “clube dos países ricos”. O Brasil não foi mencionado no documento entregue à instituição pelo governo americano, o que fez surgir a afirmação de que o presidente Donald Trump não havia cumprido a promessa de endossar o ingresso brasileiro. 

Com a repercussão, que colocava em xeque a afinidade criada entre Trump e Jair Bolsonaro, o chefe do Executivo americano negou que teria recuado e reforçou o apoio que já havia declarado publicamente em março, quando Bolsonaro visitou  Washington. 

O presidente brasileiro, por sua vez, chegou a declarar que o momento do Brasil na OCDE chegaria na hora certa. 

A disputa pelo controle do PSL pode levar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a perder o comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, considerada essencial para alavancar sua "candidatura" de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Isso porque parlamentares ligados ao presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), cobram a retirada de cargos dos deputados que ameaçam deixar o partido.

Nesta quarta, dia 9, a deputada Alê Silva (PSL-MG), que faz parte do grupo dissidente, perdeu a vaga que tinha na Comissão de Tributação e Finanças. Ela vinha fazendo críticas públicas à legenda.

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A retirada de cargos dos deputados na Câmara foi discutida em reunião da bancada na noite de quarta. Em declaração ao site G1, o deputado Junior Bozella (PSL-SP), da ala "bivarista", defendeu a punição. "O partido é sério, é uma instituição e tem regra. Então, aquele que descumprir e atacar a imagem da instituição, automaticamente sofrerá algum tipo de punição, com certeza", disse.

A declaração foi criticada por Eduardo Bolsonaro, que foi ao Twitter dizer que o deputado fala "merda". O filho do presidente comanda o Diretório Estadual do PSL em São Paulo. Ele substituiu Bozella, que entrou em atrito com o grupo ligado a Bolsonaro.

Além da comissão presidida por Eduardo, o PSL também comanda outras duas comissões: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com Fernando Francischini (PSL-PR), e da Fiscalização, com Léo Motta (PSL-MG). Os dois, porém, não fazem parte do grupo que ameaça deixar o partido.

Carta em apoio a Bolsonaro

Após a reunião de quarta-feira da bancada, um grupo de 19 deputados do PSL ligados a Bolsonaro divulgou uma carta em desagravo ao presidente, principal estrela da sigla, mas que discute a possibilidade de deixar a legenda. O documento cobra "novas práticas" da atual direção da sigla, mas diz que a ala bolsonarista da bancada "não perdeu a esperança" de que seja aberto um "canal de diálogo".

Na carta, parlamentares não falam em deixar o partido, mas, em reservado, alguns tratam o documento como uma espécie de ultimato. Na manhã de quarta, Bivar disse ao Estadão/Broadcast considerar que o presidente já decidiu pela saída do partido.

"Quando ele diz a um estranho para esquecer o PSL, mostra que ele mesmo já esqueceu. Mostra que ele não tem mais nenhuma relação com o PSL", afirmou.

Em entrevista ao site O Antagonista, Bolsonaro disse que não sairá do partido de "livre e espontânea vontade". O presidente tenta encontrar uma saída jurídica para deixar o PSL sem que parlamentares de seu grupo percam mandato por infidelidade partidária.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro tornou-se um dos assuntos mais comentados no Twitter na tarde desta terça-feira (8), após publicar uma mensagem acompanhada de uma foto do craque português Cristiano Ronaldo com a grafia de seu nome escrita errada.

Na publicação sobre seu posicionamento contra o aborto, o filho do presidente Jair Bolsonaro usou uma foto que inclui o empresário da Apple, Steve Jobs, o personagem "Chaves" e o atacante da Juventus. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o nome do atleta, que aparece como "Cristiano Robaldo". "Mãe de Cristiano Robaldo tentou abortar e se arrependeu: 'Se a vontade de Deus é que esta criança nasça, que assim seja", diz a frase atribuída à imagem do português.

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A declaração creditada à mãe do astro da Velha Senhora, porém, é verdadeira. Segundo o livro "Mãe Coragem", Dolores Aveiro afirmou que, na época em que ficou grávida, chegou a pensar em abortar.  Na postagem, Eduardo ainda ressalta que "o aborto não livra a mãe de um fardo, mas pode sim livrá-la da oportunidade de ter uma família incrível".

A gafe do indicado para assumir a embaixada do Brasil em Washington provocou diversas reações nos usuários, que criaram memes e piadas com o erro cometido. O assunto viralizou e assumiu os trends topics do Twitter em questão de minutos.

Da Ansa

Quase três meses depois de ter sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos, ainda não oficializada pelo Executivo, está longe de ter os votos necessários para ser aprovada no Senado. Uma atualização de levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, mesmo depois de fazer "campanha" na Casa, o filho "03" do presidente tem apenas 15 dos 41 votos necessários - mesmo número registrado em agosto.

Um terço (27) dos 81 senadores consultados pelo Estado disse que vai votar contra a indicação. Além destes, oito afirmaram estar indecisos e 31 optaram por não responder. Foi o caso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A assessoria do senador - que tem trabalhado pela aprovação do deputado - afirmou que ele aguardará o resultado da sabatina para tomar sua decisão.

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Na primeira edição do placar, no início do agosto, Alcolumbre informou que não iria votar, ainda que o regimento permita. Naquele momento, o levantamento do Estado apontava que havia 15 votos declarados a favor da indicação e 29 contra. Outros 36 senadores não revelaram como votariam - 29 não quiseram responder e 7 se declararam indecisos.

Os números dos dois levantamentos são semelhantes - além da posição de Alcolumbre, a única mudança foi a migração de dois senadores declaradamente contrários para o grupo dos que não revelam o voto.

Caso seja oficializada a indicação, Eduardo terá de ser sabatinado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Os membros da comissão então decidem, em votação secreta, se aprovam ou não a indicação. Uma vez aprovado, o nome do indicado é encaminhado para apreciação do plenário da Casa, também em votação secreta. São necessários ao menos 41 votos favoráveis.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista ao Estado, que a indicação de Eduardo ainda não tem data para ser oficializada. "Deixa passar a votação da reforma da Previdência. Não tem pressa não", disse. Em agosto, após a divulgação do levantamento do Estado, Bolsonaro afirmou que aguardaria o "momento certo" para oficializar a indicação. No sábado, 5, ele minimizou o fato de, hoje, não ter os votos suficientes. "Ele se prepara melhor para enfrentar a sabatina, caso ele mantenha a ideia de ir para lá. Pra mim seria interessante."

Desde que foi anunciada, em 11 de julho - dois dias depois de Eduardo completar 35 anos, a idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior -, a indicação do filho do presidente para o cargo mais importante da diplomacia brasileira foi alvo de críticas de adversários, que a classificaram de nepotismo e questionaram a qualificação técnica do deputado. "A questão que deve ser posta é se ele está à altura de um posto que já foi ocupado por Joaquim Nabuco", disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). "Eu acho que não está. Se ele não fosse filho do presidente, quem cogitaria nomeá-lo?", questionou.

Hambúrguer

Policial federal licenciado, Eduardo está em seu segundo mandato na Câmara. Quando questionado, ainda em julho, sobre seus atributos para o cargo, ele destacou sua atuação na presidência da Comissão de Relações Exteriores da Casa e o fato de ter feito intercâmbio. "Não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos", disse ele na ocasião.

No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou considerar Eduardo "um jovem brilhante" e disse que está "muito feliz pela indicação", o que foi visto por aliados como trunfo. Em agosto, a consultoria legislativa do Senado elaborou parecer afirmando que a indicação configuraria nepotismo. A Advocacia do Senado, no entanto, emitiu um parecer técnico contrário.

Em busca de votos, Eduardo está em "campanha". Ele tem atravessado o Congresso para fazer um corpo a corpo em conversas privadas com os senadores e já viajou duas vezes aos Estados Unidos - em uma delas, para uma "reunião simbólica" com Trump.

O tema, entretanto, ainda é controverso. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), da base aliada, critica a ausência de uma articulação na Casa para aprovar a indicação. Segundo ele, Eduardo "vai com uma vontade indomável de fazer um grande trabalho para se projetar, inclusive, politicamente". "É um posto de visibilidade muito forte."

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) critica o que chama de militância política em cargo institucional. "A alegação de que ele é amigo de Trump mostra uma visão completamente equivocada, até porque boa parte do que diz respeito à política externa norte americana passa pelo Congresso, que tem maioria democrata", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) “destila morte” ao andar armado. Ao criticar a postura do filho do presidente, o psolista fez referência ao fato de Eduardo ter ido ao hospital que o pai ficou internado no início do mês de setembro portando uma arma na cintura. 

Valente fazia um discurso na Câmara, na noite dessa terça-feira (1º), sobre o que chamou de “vergonhas” que o país estava passando interna e externamente. 

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“Eduardo Bolsonaro foi ao hospital visitar o seu pai com um revólver na cintura. Isso é coisa de gente que destila morte. Você destila morte. Isso é para gente que não quer construir um Brasil livre, nem soberano, nem democrático, nem com igualdade social”, alfinetou Ivan Valente.

Logo em seguida, Eduardo tomou a palavra e respondeu o psolista com um tom irônico.  “O milionário do PSOL veio falar aqui que eu fui visitar o meu pai no hospital portando um revólver. Primeiro, que não é revólver, é pistola. Não sabe nem a diferença de uma coisa e outra, depois quer legislar para o Brasil inteiro a questão das armas. Segundo: antes pistola na cintura do que cuecão cheio de dinheiro, como o Deputado José Rodrigues. Então, não quer ser esculachado em público, é só não andar com a cueca cheia de dinheiro. É só isso”, disparou Eduardo.

Ele mencionou José Rodrigues, mas na realidade se referia ao deputado José Guimarães (PT-CE) que na última segunda-feira (30) foi hostilizado durante um voo de Fortaleza para Brasília. Inclusive ao compartilhar vídeo da sua fala nas redes sociais, Eduardo reforça a confusão dos nomes e diz que Valente defendeu o “deputado cuecão José Guimarães”. 

Apesar da fala de Eduardo, na realidade quem foi flagrado pela polícia com US$ 100 mil escondidos na roupa íntima foi um ex-assessor dele, José Adalberto Vieira da Silva. 

O episódio aconteceu em 2005, Guimarães chegou a ser denunciado na época pelo Ministério Público Federal por suposto envolvimento com o caso, mas foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2012. 

Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) acolher tese que pode golpear a Lava Jato e anular pelo menos 32 sentenças, aliviando para 143 condenados, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/RJ) disse nesta sexta, 27, que a Corte "atropela o Congresso".

No Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro falou. "Neste cenário a cada decisão do STF que atropela o Congresso e bota adiante a agenda progressista (aborto, gênero, livrar corruptos da Lava Jato presos) mais pessoas vão para o radicalismo."

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Na sessão de quinta, 26, os ministros do Supremo decidiram que réu delatado tem direito a se manifestar em processo criminal depois do réu delator.

O STF ainda vai "modular" a decisão - definir exatamente o seu alcance -, na sessão da próxima quarta, 2, mas os investigadores já avaliam que a Lava Jato sofreu seu mais pesado revés.

"O que mais queremos é viver em harmonia sob o império das leis, mas o STF não tem deixado", postou Eduardo Bolsonaro.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) usou o Twitter, nesta sexta-feira (27), para questionar o uso de armas nas missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e se explicar por uma foto em que aparece fazendo arminha, gesto de campanha do pai e presidente Jair Bolsonaro (PSL), diante de uma escultura em defesa da paz, instalada em frente ao prédio da ONU, eem Nova York. 

A escultura foi erguida em 1985, pelo artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd, em homenagem ao artista John Lennon, morto a tiros cinco anos antes. Monumento chama-se “sem violência” e é uma arma com um nó no fim do cano. 

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Ao acompanhar a foto publicada nessa quinta (26), Eduardo escreveu: “As operações de paz da ONU acertadamente usam armas. Mas na entrada do prédio da ONU em NY fica essa escultura desarmamentista. Como todo bom desarmamentista eis a máxima "armas para mim, desarmamento para os outros".

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Fala rendeu críticas e ao rebate-las, Eduardo disse que “a escultura desarmamentista na entrada da ONU serve para depreciar o papel fundamental das armas na garantia da segurança, das liberdades e da paz”. “Ignoram o uso defensivo das armas de fogo”, disparou.

Logo em seguida, o parlamentar perguntou o que aconteceria se John Lennon estivesse armado quando foi morto. “O assassinato do John Lennon é o pano de fundo para calar os pró-legítima defesa que ousarem falar contra - quem poderia ser contra essa escultura, ainda mais em tempos de politicamente correto? O que aconteceria se John Lennon estivesse armado?”, indagou. 

Na ótica de Eduardo, que tem buscado apoios na indicação para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, a ONU deveria colocar em frente à sua sede armas usadas nas missões de paz da entidade. 

“Que tal botar na entrada da ONU os fuzis usados pelos founding fathers que garatiram - e garantem - a liberdade dos EUA fizeram dela uma terra tão próspera que séculos depois ainda atrai as pessoas a morarem neste país multicultural?”, perguntou. “As mesmas armas que o povo venezuelano clama para poder sair das garras de um narcoditador mas não tem, porque em 2012 uma lei os desarmou, em que pese sua constituição ter o art. 350. Ou as armas das missões de PAZ da ONU?”, emendou o questionamento. 

Por fim, Eduardo sugeriu que fosse acrescida ainda à escultura, as mãos do assassino de John Lennon “pois o revólver não atirou sozinho”.

O ex-deputado Jean Wyllys disparou contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por ter publicado uma imagem falsa da ativista ambiental, Greta Thunberg, nas redes sociais. Para Wyllys, a família do presidente Jair Bolsonaro (PSL) age como “uma máfia” e um a “organização criminosa que usa mentiras” como arma para destruir quem se opõe aos objetivos deles. 

“Eduardo Bolsonaro está fazendo contra Greta Thunberg o que sempre fez contra adversários na Câmara: MENTIR [sic] e falsificar. Estranha é a impunidade dele!”, escreveu Jean, em publicação no Twitter. 

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Eduardo Bolsonaro postou uma imagem em que Greta aparece confortável e em uma mesa farta dentro de um trem, enquanto crianças pobres a observam da janela. A imagem real foi retirada do Instagram de Thunberg, em um post feito em janeiro. Nela, a ativista aparece comendo em um trem, mas a janela reflete apenas árvores e não as crianças.

Greta fez parte de um grupo de 16 adolescentes que foi até a Cúpula do Clima na Organização das Nações Unidas, em Nova York, para denunciar o Brasil e outros países por não fazerem o suficiente para impedir o aquecimento global.

Na ótica de Wyllys, “a família Bolsonaro e o PSL agem como uma máfia, uma organização criminosa que usa mentiras, fake news, calúnias, falsificações e teorias conspiratórias como armas de destruição dos que contrariam seus objetivos”. 

Falsificação de vídeo

Ao falar da postura do filho do presidente sobre Greta, Jean relatou que Eduardo, em 2016, teria adulterado “criminosamente” um vídeo para mover um processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. 

“Processo que os demais canalhas aliados dele acataram! Havia, na origem daquele processo contra mim, não só UM CRIME [sic] comprovado pela polícia, mas algo kafkiano: como escroques e desonestos poderiam levar, para ser julgado ao Conselho de Ética, alguém que era ético e estava sendo acusado num processo fraudulento? O processo seguiu por um ano”, contou, reclamando também da atuação da imprensa.

“A homofobia social também esteve por trás da maneira como deputados e jornalistas silenciaram sobre (e pactuaram com) a violência que era aquele processo fraudulento contra mim no Conselho de Ética da Câmara, processo movido e acatado por conhecidos escroques da política”, salientou.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) publicou, no Twitter, uma imagem falsa da ativista ambiental Greta Thunberg, que vem sendo alvo de ataques na internet após discurso feito na Cúpula do Clima na Organização das Nações Unidas (ONU). O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou uma imagem em que Greta aparece confortável e em uma mesa farta, em um trem, enquanto crianças pobres a observam da janela. 

A imagem real foi retirada do Instagram de Thunberg, em um post feito em janeiro. Nela, a ativista aparece comendo em um trem, mas a janela reflete apenas árvores e não as crianças. O que mostra que a foto foi alterada. 

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Na publicação, Eduardo Bolsonaro frisa uma das falas de Greta e ironiza: "'Vocês roubaram minha infância...' disse a garota financiada pela Open Society de George Soros". 

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Eduardo, que é cogitado pelo pai como futuro embaixador do Brasil em Washington, também faz referência no posta a George Soros. Uma teoria tem observado que Greta seria neta do filantropo, vilanizado por movimentos de direita.

Em Nova York, a ativista sueca responsabilizou os adultos pela falta de proteção ao meio ambiente. "Vocês roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias", disparou. Ela e outros 15 jovens estiveram na ONU para apresentar uma queixa contra cinco países, entre eles o Brasil, por não fazerem o suficiente para impedir o aquecimento global.

A líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoB), reagiu ao post de Eduardo e disse que Greta está promovendo a verdade. 

“O deputado que sonha com a Embaixada (que não vai ter) postou uma foto falsa para atacar uma jovem de 16 anos ativista ambiental. Ontem, um radialista usou das agressões mais baixas para atacar a mesma pessoa: Greta. Greta Thunberg está promovendo a verdade. E a verdade incomoda”, rebateu a comunista.

O subprocurador Augusto Aras disse hoje (25) durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que não entende como nepotismo uma possível indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Posso dizer, com tranquilidade, que a súmula que disciplina o nepotismo não o estende a agentes políticos. Em todos os estados e municípios, há filhos e parentes de primeiro e segundo graus ocupando cargos em secretarias de estado ou em secretarias de município, sem que isso atinja nenhum valor constitucional. Evidentemente, esta Casa é soberana e poderá decidir o que pensa acerca desse tema e merecerá o meu respeito”, afirmou.

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A indicação do deputado para a embaixada ainda não foi oficializada pelo presidente Jair Bolsonaro. Se for, passará por processo semelhante ao de Aras no Senado. Depois de sabatinado, Eduardo Bolsonaro precisará conseguir o apoio da maioria dos 81 senadores para ocupar o cargo, em votação secreta no Senado.

Manifesto

Questionado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), Aras admitiu que assinou sem ler na íntegra um manifesto da Associação de Juristas Evangélicos que defende "valores cristãos" e a "cura gay" e não reconhece famílias constituídas a partir de relações homoafetivas.

“Eu sou delegado de polícia há 27 anos, eu sou professor de direito há 20, estou senador da República. Eu tenho muito orgulho da minha família, eu tenho um filho. O senhor não reconhece a minha família como família? Eu tenho subfamília? Porque esta carta diz isso, senhor procurador. E diz mais: estabelece cura gay. Eu sou doente, senhor procurador?”, perguntou Contarato.

Aras argumentou que a única ressalva ao tema é que a Constituição disciplina essa questão de uma forma não contemporânea. “A nossa dificuldade aqui é meramente formal. No mais, os meus respeitos à vossa família, aos vossos filhos, que são tão iguais quantos os meus. E nem acredito em cura gay também”, disse o subprocurador.

“Eu me sentiria muito mais confortável, por mim e por meus amigos e amigas que têm casamento em todos os sentidos com pessoas do mesmo sexo, com uma legislação e com uma norma que eu não leia ‘homem e mulher’, mas leia ‘pessoa, cidadão, cidadã”, acrescentou Aras.

Royalties

Outro assunto abordado pelo indicado foi a questão da lei de royalties do petróleo, com a qual Augusto Aras se comprometeu a atuar com "cautela e cuidados devidos". Em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a suspensão de dispositivos da lei que preveem novas regras de distribuição dos royalties do petróleo, alvo de disputas entre estados e municípios.

"Eu espero cuidar do assunto com cautela e os cuidados devidos", comentou Aras. Ele ponderou que sua experiência o leva a ter "sensibilidade não somente com a folha do papel, mas, sim, além, buscar a natureza humana, o espírito do povo, o espírito do tempo para que possamos nos manifestar oportunamente, se assim ocorrer."

O subprocurador Augusto Aras fez uma avaliação de que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, para a embaixada brasileira em Washington, não configura nepotismo. Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira, Aras citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata sobre o tema com a interpretação de que a restrição não se estende a agentes políticos.

A indicação de Eduardo Bolsonaro, anunciada mas ainda não oficializada pelo presidente da República, se transformou em uma guerra de pareceres no Senado. O principal ponto de divergência entre técnicos legislativos é interpretar se o cargo de embaixador é uma indicação política ou de Estado. Ao longo dos últimos 11 anos, ministros do Supremo Tribunal Federal têm entendido que a nomeação de parentes para cargos de natureza política não se enquadra como nepotismo.

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"A súmula que disciplina o nepotismo não a estende a agentes políticos. Em todos os Estados e municípios, há filhos e parentes de primeiro e segundo grau ocupando cargo de secretaria de Estado, secretaria de município sem que isso atinja nenhum valor constitucional", declarou Aras. Ele reforçou que o Senado poderá decidir o que pensa em torno do tema e, batendo a mão em um livro com a Constituição Federal, prometeu respeitar a decisão dos senadores.

Meio ambiente

No meio ambiente, Augusto Aras foi lembrado pelo relator da indicação na CCJ, Eduardo Braga (MDB-AM), do discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU. O subprocurador defendeu um alinhamento entre desenvolvimento econômico, proteção ao meio ambiente e distribuição igualitária dos recursos naturais aos cidadãos. "Nós temos aí sim desenvolvimento sustentável, a proteção ao meio ambiente, e temos enfim não um discurso vazio ou desnecessário, mas temos um discurso científico, didático e técnico."

Lava Jato

Sobre a Operação Lava Jato, o subprocurador defendeu o cerne da operação, mas criticou o que apontou como excessos. Ele citou que experiências anteriores à investigação, como os casos Satiagraha e Banestado, não foram bem-sucedidas. "É um modelo passível de correções, esperamos que possamos fazer juntos", declarou, defendendo uma atuação tanto interna no Ministério Público quanto no Congresso.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou o Twitter para rebater declarações da Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e aproveitou para alfineta-lá pedindo que devolvesse o que chamou de “dinheiro roubado” do Brasil. 

Ao lembrar da recente defesa que o presidente Jair Bolsonaro da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, Bachelet afirmou, em entrevista a uma TV chilena, que sente "pena pelo Brasil". 

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Eduardo Bolsonaro, por sua vez, disparou: “Não precisamos de pena. Apenas devolva o dinheiro roubado, Sra. alta comissária dos direitos humanos da ONU”. 

Apesar de não dar detalhes sobre que dinheiro tratava, Eduardo citava o fato do Brasil, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ter concedido empréstimos com descontos, considerados irregulares, para o Chile e outros países durantes os governos Lula e Dilma. 

Dois meses depois de ter o nome mencionado pelo pai e presidente Jair Bolsonaro (PSL) como o próximo embaixador do Brasil nos Estados Unidos (EUA), Eduardo Bolsonaro (PSL) ainda não teve a indicação oficializada. O clima no Senado, segundo apurou o LeiaJá, não é dos mais receptivos diante desta possibilidade e o governo tem tentado driblar essa resistência.

Na próxima semana, Eduardo deve viajar com o pai para Nova York, onde Bolsonaro fará o discurso de abertura da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (24). A expectativa, de acordo com informações de bastidores, era de que após essa viagem o presidente formalizasse a indicação, contudo, ainda não há confirmações quanto a intenção do presidente.

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Um fato que pode postergar mais a oficialização é a estremecida na liderança do governo no Senado, atualmente ocupada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Bezerra colocou o cargo à disposição de Bolsonaro depois que ele foi alvo, nessa quinta-feira (19), de mandados de buscas e apreensão da Polícia Federal em investigação sobre pagamento de propinas a partir de contratos em obras federais no Nordeste.   

O clima na Casa Alta, de acordo com o senador Humberto Costa (PT-PE), é de incertezas para indicação, uma vez que membros de partidos aliados ao presidente já se colocaram contra Eduardo Bolsonaro como representante do Brasil em Washington.

“Há uma campanha forte. O que temos visto é que o presidente do Senado, os líderes do governo têm trabalhado fortemente pela candidatura dele [a embaixador]. No entanto, não existe uma certeza de que vão aprovar. Há uma dissidência forte dentro da própria base do governo, vários partidos independentes que não aceitam a ideia e é por isso que o governo está no jogo forte de toma lá dá cá”, observou o petista. 

Na avaliação de Humberto, “Bolsonaro vai sair enfraquecido” com a indicação. “Se ele não mandar a indicação é um sinal de fraqueza, se ele mandar e for derrotado é uma derrota com todas as letras e se ele mandar e ganhar, vai ganhar com pelo menos 30 votos contra. Ninguém, normalmente, vota lá contra indicados a embaixador e cônsul”, considerou. 

Apesar disso, o próprio Eduardo disse recentemente que estava otimista e o pai não recuaria diante da nomeação para a embaixada brasileira nos EUA. “Acredito que se (a sabatina) fosse hoje, eu conseguiria a aprovação. Estou confiante. Eu não contei os votos, mas meu instinto, meu faro, e a conversa que estou tendo com os senadores têm sido positiva, inclusive de senadores que não declararam votos, aqueles neutros e indecisos”, chegou a afirmar em entrevista no último dia 10.

Atuação de Eduardo na Câmara e foco na campanha

Em julho, quando foi anunciado pelo pai, Eduardo iniciou uma movimentação de intensas articulações, mas e, neste período, como vem sendo a atuação dele como deputado federal? 

De acordo com o site da Câmara foram realizadas 31 reuniões plenárias, entre ordinárias e extraordinárias, desde 11 de julho, quando o pai anunciou que o nomearia embaixador do país em Washington. Além de um mês de recesso parlamentar. Neste período, ele não registrou presença em apenas três sessões extraordinárias e, apesar de em muitas delas estar presente, deixou de votar em 14 itens [entre requerimentos e destaques].

Os números mostram a presença maciça de Eduardo no plenário. Entretanto, no fim do mês de agosto, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) chegou a chamar Eduardo de “deputado fantasma” e a afirmar que o parlamentar, ao invés de participar das votações e discussões na Câmara, estava preocupado apenas em angariar votos favoráveis dos senadores e nas articulações da sua eventual campanha de embaixador do Brasil nos EUA. Na ocasião, o filho do presidente rebateu. 

O LeiaJá ouviu outros deputados federais sobre o assunto que confirmaram, apesar da presença, que Eduardo tem investido na campanha pela aprovação do seu nome. 

Em reserva, um parlamentar que tem apoiado as propostas do governo Bolsonaro, disse que, “de fato, Eduardo deu uma mergulhada nas articulações para embaixada”, apesar do seu mandato ser proativo, inclusive nas comissões da Casa.

“Justiça seja feita a situação dele é difícil. Por ele ser filho, quando ele fala, de certa forma fala o presidente da República. Está trabalhando bem, mas o sentimento que permeia no congresso é que foi um erro ser indicado”, avaliou o deputado federal. 

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) revelou que chegou a perder o sono diante dos ataques virtuais que sofreu dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, na noite dessa quinta-feira (19), o democrata ponderou ter um relacionamento pessoal apenas com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) e o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e, ambos, são educados e respeitosos com ele. 

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"Na relação pessoal, não posso reclamar, sempre são educados e respeitosos. Na internet, o negócio fica um pouco mais agressivo. No início eu sofria, ficava sem dormir, [pensava] 'como posso estar apanhando desse jeito, eu estou ajudando o governo nas reformas e não paro de apanhar’", desabafou.

O presidente da Câmara disse que depois percebeu a postura dos filhos de Bolsonaro como um método de fazer política. "Com o tempo a gente vai vendo que tem o mundo deles: quanto mais radical, vai ficando cada vez menor. Com o tempo você compreende que aquilo é um método. O método de um ambiente radical que você precisa dar carne aos leões todos os dias", salientou. 

Rodrigo Maia já foi alvo de provocações dos filhos do presidente nas redes sociais. O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), já usou diversas vezes o Twitter para alfinetar o democrata. Em abril, por exemplo, um episódio gerou desconforto entre eles e resultou em uma troca de farpas públicas entre Jair Bolsonaro e Maia.  

O deputado federal Raul Henry (MDB-PE) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para protestar contra a decisão do Governo Federal de autorizar a importação de 750 milhões de litros de etanol americano e “despejá-los” no Nordeste, exatamente no período da safra da região, cuja produção é de 2,2 bilhões de litros. “A importação autorizada representa mais de um terço da nossa produção anual”, afirmou em discurso nessa quarta-feira (11).

Raul destacou o desenvolvimento da indústria sucroenergética nordestina, a despeito das adversidades geográficas e climáticas. Atualmente, a região conta com 60 usinas e 300 mil empregos diretos. “Empregos vitais para o mínimo de estabilidade socioeconômica da densamente povoada e socialmente vulnerável zona-da-mata nordestina. Não é justo, nem correto, que, diante de tantas adversidades, o Governo Federal queira impor ainda maiores sacrifícios ao povo do Nordeste”, acrescentou.

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De acordo com o deputado, tal decisão terá um custo de renúncia fiscal de 270 milhões de reais, mesmo ciente de que o Brasil é autossuficiente em etanol e que o país vive a maior crise fiscal da sua história. “O único objetivo é apenas agradar ao presidente americano Donald Trump, que está com excedente de produção depois da insana guerra comercial com a China. Uma articulação feita pelo filho do Presidente que quer ser embaixador [Eduardo Bolsonaro] e que atropelou o Itamaraty e o Ministério da Agricultura”, alertou.

Com o objetivo de reverter tal situação, o parlamentar fez um apelo ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para colocar em votação o mérito de um decreto legislativo, apresentado nessa terça (10), neste sentido. “Esse decreto vai barrar essa insanidade e reestabelecer um mínimo de altivez ao nosso país. Não aceitamos mais atitudes de insensibilidade e preconceito contra a economia e o povo do Nordeste”, concluiu.

*Da Assessoria

A deputada federal Carla Zambelli (PSL) remou contra a maré de críticas destinadas ao deputado federal Eduardo Peixoto (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), por ter ido visitar o pai no hospital e posado para uma foto com arma na cintura.

A parlamentar compartilhou a imagem em seu perfil oficial no Twitter e debochou dos comentários feitos pelos críticos do deputado e endossou apoio ao ato de Eduardo Bolsonaro em andar armado.

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“Nossa, que grave! Um policial federal com arma na cintura! Kkkkkkkkkkkk É isso aí, Eduardo Bolsonaro! Oprime mais, que tá pouco!”, escreveu Carla Zambelli, que é uma fiel apoiadora da política do armamento.

O comentário feito pela parlamentar rendeu mensagens de apoio e desaprovação. “Está correta, Carlinha! Você é uma deputada sensata! Também não vejo problema algum”, escreveu uma internauta. Já outro seguidor da deputada fez críticas: “A senhora não acha que armas incitam violência? É assustador essa política de vocês”.

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