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Rrepresentantes de movimentos de luta por moradia fizeram um gesto de apoio à candidatura de Marília Arraes (PT) e João Arnaldo (PSOL) para Prefeitura do Recife. Os militantes fizeram um encontro com Marília e João na sede do PSOL-Recife, no bairro da Boa Vista, centro do Recife, nessa quarta-feira (25).

Lideranças do PSOL também estiveram presentes na agenda, como as co-deputadas estaduais Jô Cavalcanti, Katia Cunha e Joelma Carla, do mandato coletivo Juntas, a vereadora eleita do Recife Dani Portela, todas do PSOL, e o presidente municipal do partido, Severino Alves. 

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A reunião contou com representantes do Movimento Urbano dos Sem-Teto; do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST); do Movimento e Luta por Moradia de Pernambucano; do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas; e do Movimento Metropolitano por Moradia Popular.

Victoria Genoino, da coordenação do MTST, reforçou o compromisso do movimento com a candidatura de Marília. "Todos sabem do nosso compromisso com as lutas institucionais. Pela moradia no centro. Só no bairro de Santo Antônio tem mais de cem prédios desocupados. Também precisamos ressaltar a importância de mulheres nesse espaços de luta", disse.

Para João Arnaldo, o reencontro com os movimentos foi significativo. "Estamos reafirmando o resgate de um projeto de habitação popular. Estamos essencialmente dizendo que temos um projeto de cidade para construir juntos. Esse espaço representa muito mais que um encontro com lideranças, mas quais lideranças vão caminhar com a gente", defendeu. 

"Precisamos reacender a esperança na população. A atual gestão acabou com todas as agendas sociais na cidade. Vamos buscar soluções juntos e cada momento de conquista, vamos celebrar juntos. Vamos fazer a gestão mais democrática e popular que já teve no Recife", disse João Arnaldo.

Marília Arraes reforçou que o encontro tem o simbolismo de um desejo por uma sociedade mais justa.: "Entrei na política junto com meu avô, Miguel Arraes. Por todo o Recife há lugares onde ele lutou pela moradia das pessoas. Hoje em dia esse legado de perdeu. A gestão do PT deixou vários habitacionais em andamento, e a atual gestão deixou vários parados", disse a candidata a prefeita do Recife. 

"Se contenção de encostas e habitação digna fossem políticas de estado, talvez a gente hoje estivesse evoluindo em outros temas. Precisamos colocar isso na cabeça das pessoas, para que ninguém precise passar por esse tipo de situação precária no futuro. Nossa candidatura é a única, com competitividade, com um compromisso verdadeiro com as pautas populares", concluiu Marília Arraes.

A eleição presidencial do Santos terá seis candidatos, um número recorde no clube. O prazo para inscrições das chapas se encerrou no último domingo, chegando ao fim com os registros dos nomes de Fernando Silva, Milton Teixeira Filho, Ricardo Agostinho, Andrés Rueda, Rodrigo Marino e Daniel Curi como participantes.

A votação para definição do novo presidente do Santos está agendada para 12 de dezembro. O clube definiu duas formas para a participação dos sócios na eleição. Eles poderão votar presencialmente, na Vila Belmiro ou na sede da Federação Paulista de Futebol, ou de modo digital, algo inédito na história da equipe.

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O presidente eleito do Santos comandará o clube no período de 2021 a 2023. O vencedor vai suceder Orlando Rollo, que está à frente da gestão desde o fim de setembro. Inicialmente, ele assumiu o cargo interinamente, pois José Carlos Peres foi afastado pelo Conselho Deliberativo - a decisão se deu por gestão temerária, em função da reprovação das contas de 2019.

A definição dos conselheiros, porém, precisavam do aval dos sócios, algo que ocorreu no último domingo, com apoio de 93% dos participantes da Assembleia Geral Extraordinária, que aprovaram o impeachment. Agora, os associados do Santos votarão novamente, mas para definir o novo presidente do clube.

Confira quais são os candidatos à presidência do Santos:

Chapa 1 - O Santos Pode Mais

Presidente: Fernando Silva

Vice: Reinaldo Guerreiro

Fernando Silva foi consultor de futebol do Santos em 2010 e 2011, sendo considerado o "homem-forte" da gestão do departamento de futebol do então presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Em 2014, disputou a eleição presidencial do clube, mas perdeu, assim como em 2001. Ele é CEO da PW Tech, startup com atuação nas áreas de saúde e saneamento no Brasil.

Chapa 2 - Tradição e Inovação

Presidente: Milton Teixeira Filho

Vice: José Macedo Reis

Milton Teixeira Filho é advogado e empresário. Ele é filho do ex-presidente santista Milton Teixeira e irmão do também ex-presidente Marcelo Teixeira, que nesse momento comanda o Conselho Deliberativo.

Chapa 3 - Transforma, Santos

Presidente: Ricardo Agostinho

Vice: Ronald Monteiro

Ricardo Agostinho é publicitário. Ele iniciou sua carreira profissional na diretoria comercial da afiliada da Rede Bandeirantes em Vitória (ES). Hoje atua na área de varejo da indústria farmacêutica. Ele não possui cargos na gestão do Santos em seu currículo.

Chapa 4 - União pelo Santos

Presidente: Andrés Rueda

Vice: José Carlos Oliveira

Andres Rueda foi membro do Comitê de Gestão do Santos durante a presidência de Peres, mas entregou o seu cargo alegando discordâncias em relação ao atual mandatário. Ele foi o segundo colocado na eleição presidencial de 2017. É aposentado do ramo de comunicações.

Chapa 5 - Renova Santos

Presidente: Rodrigo Marino

Vice: Ademir Quintino

Rodrigo Marino é profissional do ramo de transportes. Ele é sobrinho de José Rubens Marino, que exerceu a vice-presidência de futebol, sendo dirigente do time campeão paulista de 1978, da primeira geração dos "Meninos da Vila".

Chapa 6 - Santos da Virada

Presidente: Daniel Curi

Vice: Ariovaldo Feliciano

Daniel Curi é já foi conselheiro por quatro mandatos, além de ter presidido a Comissão de Inquérito e Sindicância de 2015 a 2017 e ocupado a 1º Secretário da Mesa do Conselho Deliberativo de 2018 à agosto deste ano. É advogado especialista em gerir crises financeiras em empresas e associações.

A vitória do democrata Joe Biden contra o republicano Donald Trump na eleição dos Estados Unidos deu espaço a uma disputa entre políticos brasileiros pelo domínio da imagem do líder moderado capaz de derrotar, em 2022, o presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, a busca pelo "Biden brasileiro" despertou articulações, conversas de bastidores e mesmo debates nas redes sociais.

A realidade de Washington, porém, pode não se transpor a Brasília. Nenhum dos que hoje se apresentam como presidenciáveis reúne as principais características do perfil ou da trajetória de Biden. Há 48 anos na vida pública, o presidente eleito é um conhecedor profundo do Legislativo e centrista convicto que acumula uma imagem conhecida pela sociedade norte-americana. Além dos mandatos em série como senador e dois como vice-presidente (2009-2017), havia disputado as prévias presidenciais do Partido Democrata em 1988 e 2008.

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"Um cara mais da política, né? Olha, não surgiu, não", avalia o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao pensar nos traços comuns entre nomes na corrida pelo Planalto e o democrata. "Tem que aguardar. Não é o João Doria, não é o Luciano Huck. O Ciro Gomes não tem esse perfil (agregador)", afirma, avaliando que o cenário eleitoral de 2022 começa a se consolidar na virada do ano. Interlocutor de Bolsonaro, Kassab aposta que o esforço para a implantação de uma frente unificada contra o presidente não deve vingar.

Esse é o receio de lideranças de oposição ao Planalto. Embora se fale na formação de "frentes" para 2022, até agora, interesses partidários e personalismos bloquearam as composições e mantiveram o cenário de 2018, com a polarização entre Bolsonaro e o PT. Há dois anos, houve grande número de candidatos se apresentando como alternativas às duas campanhas, mas que não atingiram 5% dos votos válidos. O único a desgarrar desse grupo foi Ciro Gomes (PDT), com 12,5%.

Dirigentes partidários e cientistas políticos avaliam que contra Bolsonaro devem se definir uma ou mais composições de centro, entre partidos à direita e à esquerda, como DEM, MDB, PDT, PSB, PSDB, Podemos, Rede, PV, e pelo menos mais uma na esquerda, com PT, PSOL e PCdoB. Nessas frentes, já estão explícitas as resistências à participação dos desiludidos do bolsonarismo, como mostraram as reações adversas a conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck. Ambos não têm partido.

De Biden se esperam atitudes previsíveis, observam analistas. Sua vitória é produto de uma campanha plebiscitária do desempenho de um governo mal avaliado, em que se votou menos no democrata e mais contra Trump. Ele sempre encarnou a imagem de "homem comum". Por anos deslocava-se de trem de casa ao Senado. Vem de família simples e que enfrentou dificuldades financeiras. Ainda teve a vida marcada por tragédias, com a morte da primeira mulher e de filhos.

A ideia do "plebiscito" aproxima-se do que ocorreu em 2018 no Brasil, quando eleitores de Bolsonaro justificaram a escolha pelo candidato como um veto ao retorno do PT ao poder.

Uma frente ampla de centro precisa ir além de uma aliança eleitoral, segundo o cientista político Antônio Lavareda, para o que ele chama de "confederação dos insatisfeitos". Ele avalia que as forças de centro poderão mais uma vez amargar uma terceira posição. "Ou se junta o maior espectro da sociedade ou não consegue sobrepujar o presidente e a base dele", disse. "A aliança terá que ter lógica centrípeta, vir em nome de um candidato ‘mais Biden’", completa. "Ela só tem chance de êxito se liderar uma confederação mais social, com professores, funcionários públicos, o agronegócio, industriais, trabalhadores, Igreja Católica, segmentos evangélicos, gays, negros, índios, ecologistas."

Lavareda observa ainda a capacidade do governo de negociar cargos e benesses para formar uma base ampla, num sistema político pulverizado. "A grande diferença e a dificuldade de se encontrar um Biden no Brasil é o nosso sistema partidário. Fragmentado, o campo da oposição não tem mecanismos de atração e cooptação como o governo, uma magnetização."

Pesquisador do Núcleo de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, Emmanuel Nunes de Oliveira prevê uma demanda pela experiência política. "Depois de Dilma Rousseff e Bolsonaro, o eleitor tende a pinçar alguém de dentro do sistema político e com experiência em administração pública." O professor de Ciência Política da USP José Álvaro Moisés também aposta num nome conhecido. "São os líderes com tradição democrática, com carreira e história dentro dos seus partidos e com folha de serviços para oferecer aos eleitores uma contraposição aos populistas", disse.

Por sua vez, o ex-ministro Roberto Freire, presidente do Cidadania, avalia que os políticos que despontaram no século passado não têm condições de atrair as novas gerações. "Quem imaginar que os protagonistas do século 20 vão ter vez em 2022 está equivocado. Em 2018, pensávamos que a aliança em torno de Geraldo Alckmin podia significar uma resposta para a sociedade. Mas ela não queria mais ouvir esses ‘sábios’ do passado", disse.

Freire pretende filiar Huck, quem ele enxerga como capaz de reunir centro-direita e centro-esquerda em único projeto. Apesar da disposição em agregar vozes distintas, Huck é um empresário do "show business", como Trump. Tem se movimentado politicamente sem o ônus de uma filiação partidária e evita o confronto direto com Bolsonaro.

Na corrida de 2022 estão os governadores João Doria (SP), Flávio Dino (MA) e Eduardo Leite (RS), todos sem longa trajetória na política. Por outro lado, a ex-ministra Marina Silva (Rede) não procura protagonismo entre opositores. Já Ciro Gomes (PDT), três vezes candidato ao Planalto, se esforça para aparar arestas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mantém a aposta no conflito.

História

O triunfo de um político com perfil moderado nos Estados Unidos pode inspirar um retorno ao passado brasileiro. Nos delicados momentos de transição do País, personagens de centro e experiência no Legislativo tiveram destaque, ainda que acidentalmente.

Em 1985, o ex-governador de Minas Tancredo Neves costurou uma ampla aliança que garantiu a vitória no Colégio Eleitoral, selando o fim da ditadura militar. Em 1992, Itamar Franco, vice de Fernando Collor, aglutinou forças suficientes para retomar a governabilidade pós-impeachment. Com passagem pelo Senado, o empresário José Alencar compôs chapa com Lula, em 2002, e o chancelou no setor produtivo.

O cientista político Fernando Pignaton aposta que reflexos de uma demanda por um "basta" a lideranças extremadas podem surgir das eleições municipais. "Há de se chegar a nomes que proponham transformação social por vias mais moderadas, com avanços seguros", observou. "Olhando para o Brasil, nos municípios as pessoas não querem prefeitos que sejam extremados."

O ex-deputado Miro Teixeira (Rede) afirma que só uma reformulação profunda no sistema partidário seria capaz de agregar projetos democráticos. "Quando você olha para organização partidária brasileira tem a sensação de estar na antessala do inferno", disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os candidatos Edmilson Rodrigues (PSOL) e Delegado Federal Eguchi (Patriota) vão disputar a prefeitura de Belém, no próximo dia 29. Edmilson teve 34,24% dos votos e Delegado Eguchi, 23,06% na eleição do último dia 15.

Edmilson comemorou o primeiro lugar na votação do primeiro turno. Destacou que esteve à frente em todas as pesquisas e que esse resultado serve de incentivo para o fortalecimento da campanha com vistas ao segundo turno. “Temos todas as condições para dar um passo firme e vencer as eleições”, disse.

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O Delegado Federal Eguchi saiu como azarão. As pesquisas o colocavam atrás de Priante (MDB) e Thiago Araújo (Cidadania). As urnas mostraram um outro cenário. O candidato afirmou que o Patriota está aberto a entendimento com todos os partidos para a disputa do segundo turno, “sem toma lá da cá e corrupção”.

Veja aqui o resultado das eleições em Belém.

 

 

Ídolo e xodó da torcida, o goleiro Vinícius, titular do Remo, será um dos 35 vereadores de Belém a partir do ano que vem. Eleito com 7.079 votos, pelo Republicanos, o jogador remista ficou entre os mais bem votados e começa a carreira na política aos 35 anos de idade.

A campanha, devido à pandemia, foi realizada toda pela internet. "A toda população de Belém, em especial ao Fenômeno Azul: muito obrigado! Tenham certeza que me dedicarei exaustivamente para recompensar com muito trabalho todo esse apoio. Obrigado!", disse o jogador em sua rede social.

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Vinícius informou que pretende conciliar suas atividades legislativas com a rotina de treinos e jogos. O goleiro, natural de Goiânia (GO), defende as cores azulinas há quatro temporadas. Ganhou dois títulos paraenses e tem a marca de mais de 100 jogos pelo Leão.

Líder e capitão do time, Vinícius aposta no acesso do Remo à série B do Brasileirão. "A gente vem evoluindo a cada ano, com muito, trabalho, foco e dedicação. Nesse ano temos condição não só de conseguir o acesso, mas o título também", disse, recentemente, em entrevista ao site do jornal O Liberal, de Belém.

Antes de atuar pelo Remo, Vinícius teve passagens pelo Vila Nova-GO, Criciúma-SC, Boavista-RJ, Duque de Caxias-RJ, Flamengo-RJ e Novo Hamburgo-RJ.

 

Para o mundo do esporte, a eleição municipal em 2020 é para ser esquecida. Ex-jogadores e dirigentes tentaram aproveitar a popularidade obtida no esporte para serem eleitos no cargo de prefeito ou vereador, mas a maioria fracassou. Casos, por exemplo, de Marcelinho Carioca e Ademir da Guia, no futebol; Tiffany, no vôlei; e Popó, no boxe. Mas há quem tenha tido êxito, como Alexandre Kalil e Marcos Braz.

Entre os que tentaram o cargo de prefeito estão o ex-nadador Luiz Lima, no Rio de Janeiro, e o ex-judoca João Derly, em Porto Alegre. O ex-lutador de boxe, Popó, saiu como vice de Celsinho Cotrim, em Salvador, e também não teve sucesso. Entre os candidatos a vereador em São Paulo, estão os ex-jogadores de futebol Marcelinho Carioca, Dinei e Ademir da Guia, e a medalhista olímpica no salto em distância Maurren Maggi.

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Todos os candidatos ligados ao esporte ficaram como suplentes. Ele poderão se tornar vereadores caso algum eleito não assuma ou deixe o cargo, mas mesmo assim, a uma lista por partido e eles não serão a primeira opção, necessariamente. Casos, por exemplo, dos ex-jogadores de futebol Carlinhos Bala (em Recife) e Paulo Rink (em Curitiba). A jogadora de vôlei Tifanny, em Bauru, e o ex-jogador de vôlei Rodrigão ficarão no "banco de reservas" em Praia Grande.

Uma das exceções é o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). O ex-presidente do Atlético-MG foi reeleito ainda no primeiro turno com 784.307 votos (63,36%), mas vale ressaltar que ele vem de uma reeleição, então sua popularidade como dirigente do Atlético-MG pode não ter pesado tanto como na eleição passada. Outro eleito é Marcos Braz (PL), vice diretor de futebol do Flamengo. Ele teve 40.938 votos.

Confira abaixo os candidatos à prefeituras:

Acelino Popó Freitas (Pros): ex-lutador de boxe - 1.578 votos - Salvador

João Derly (Republicanos): ex-judoca - 19.004 votos - Porto Alegre

Eduardo Bandeira de Melo (Rede): ex-presidente do Flamengo - 65.296 votos - Rio de Janeiro

Luiz Lima (PSL): ex-nadador - 180.336 votos - Rio de Janeiro

Fred Luz (Novo): ex-dirigente do Flamengo - 46.246 votos - Rio de Janeiro

Marco Antônio Lage (PSB): ex-dirigente do Cruzeiro - 33.141 votos - Itabira (MG) 2ª turno (sub judice)

Candidatos a vereador:

Carlinhos Bala (PP): ex-jogador de futebol - 1.884 votos - Recife

Serginho (PV): ex-jogador de vôlei - 1.829 votos - Belo Horizonte

Paulo Rink (PL): ex-jogador de futebol - 1.607 votos - Curitiba

Reginaldo Hollyfield (DEM): ex-lutador de boxe - 1.120 votos - Salvador

Rodrigão (PSDB): ex-jogador de vôlei - 997 votos - Praia Grande

Chico do Judô (PSD): presidente da FPJ - 948 votos - Mauá

Sandro Viana (PP): ex-velocista - 517 votos - Manaus

Nonato (Avante): ex-jogador de futebol - 409 votos - Belo Horizonte

Ana Amorim (Patriotas): ex-jogadora de handebol - 381 votos - Blumenau

Adriano Gabiru (PMB): ex-jogador de futebol - 283 votos - Curitiba

Tifanny (MDB): jogadora de vôlei - 266 votos - Bauru

Odvan (MDB): ex-jogador de futebol - 228 votos - Campos dos Goyatacazes

Marta de Souza (Patriota): ex-jogadora de basquete - 96 votos - Santo André

Sérgio Araújo (Avante): ex-jogador de futebol - 81 votos - Belo Horizonte

Marcelinho Carioca (PSL): ex-jogador de futebol - 7.571 votos - São Paulo

Maurren Maggi (DEM): ex-salto em distância - 6.226 votos - São Paulo

Marcelo Aparecido de Souza (DEM): árbitro de futebol - 4.251 votos - São Paulo

Diego Hypolito (PSB): ex-ginasta - 3.783 votos - São Paulo

Dinei (Republicanos): ex-jogador de futebol - 2.956 votos - São Paulo

Kelly (PTB): jogadora de basquete - 464 votos - São Paulo

Candidato a vereador não eleito (sub judice):

Ademir da Guia (MDB): ex-jogador de futebol - 744 votos - São Paulo

Com recorrentes casos de corrupção, que permeia entre partidos, há eleitores que não votam como protesto contra o sistema político brasileiro. No entanto, é difícil compreender quando o próprio candidato, que teoricamente investiu e brigou por votos durante a campanha, deixa de votar em si próprio. Em Pernambuco, o resultado das eleições indicou que as mulheres são maioria nesses casos e reforçou a desconfiança à prática de candidaturas ‘laranja’.

Compra de votos, derramamento de santinhos e campanha no dia do pleito são algumas infrações eleitorais que, infelizmente, fazem parte da tradição nas urnas. Os candidatos com zero votos também já são conhecidos dos eleitores e deixam uma pulga atrás da orelha quanto ao financiamento de campanhas falsas. Em Recife e mais seis cidades da Região Metropolitana, 52 concorrentes não obtiveram votos, com destaque para Paulista.

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Independente de ideologia progressista ou conservadora, o fenômeno foi percebido com mais incidência em partidos de centro-direita. As mulheres comandam as candidaturas “zeradas” no Recife, Olinda, Paulista, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, que registraram apenas 13 candidatos homens sem voto.

Confira a lista dos candidatos zerados nos municípios da RMR:

Recife (4)

Fátima Pragana (PTC)

Marta Motoqueira (DC)

Maria Imaculada (PTB)

Inês Medeiros (PTB)

 

Olinda (7)

Irmã Conceição (PTC)

Ninah (DC)

Cláudia Alves (Avante)

Leide da Base Rural (Podemos)

Drulianne Santana (Avante)

Joana da Tabajara (Podemos)

Luanna Gregorio (Avante)

 

Paulista (16)

Di do Parque (PTC)

Zeza Rocha (PSOL)

Adriana Rodrigues (PP)

Almir Promete e Faz (PSL)

Ednildo Marcos (Podemos)

Eliude (PMB)

Geraldine Barros (DEM)

Zenilza Pereira (Podemos)

Débora Silva (PMB)

Michelle Vasconcelos (DEM)

Neidson Oliveira (Podemos)

Roseane (PMB)

Jonas Pereira (Podemos)

Lucimare Silva (Podemos)

Marlene Pereira (Podemos)

Rebeka Azevedo (Podemos)

 

Jaboatão dos Guararapes (8)

Maria Lucia (PRTB)

Madalena (Avante)

Sergio Araújo (DC)

Josiane Silva (PRTB)

Cláudia Viana (DC)

Rico de Santo Antônio (Avante)

Virginia Ferreira (DC)

Leda Barros (DC)

 

Camaragibe (5)

Careca Filho de Café (PSC)

Deyvison de Lima (Rede)

Ana Karolyne (PMB)

Juliana Lapenda (Rede)

Talita Guedes (PMB)

 

São Lourenço da Mata (2)

Lane (Cidadania)

Rodolfo da Balança (Cidadania)

 

Cabo de Santo Agostinho (10)

Silvio de Andrade (PCdoB)

Irmã Lúcia (Cidadania)

Abimael do Armazém (Solidariedade)

Miriam da Silva (Patriota)

Carlos Candeias (PSL)

Professora Lidia (Rede)

Angela Maria (PSOL)

Geynn Heyrr (Republicanos)

Rosilene (PSOL)

Tamires Barbosa (Republicanos)

Um número enorme de eleitores do candidato Josivan Xavier (PSB), que concorre a prefeito do município pernambucano de Sairé, no Agreste de Pernambuco, promoveu uma grande aglomeração pelas ruas da cidade neste domingo (15), dia da eleição municipal. 

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Vídeos mostram muitas pessoas vestidas de amarelo cantando e gritando mensagens de apoio a Josivan enquanto tomavam as ruas em cenas que lembram blocos de Carnaval. A atitude, que é proibida e recriminada pelas autoridades eleitorais como, por exemplo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), foi corroborada pelo perfil da militância do candidato no Instagram, @juventude40.saire

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Assim como todos os outros cidadãos brasileiros, os famosos também foram às urnas, neste domingo (15), eleger o prefeito e vereadores de suas respectivas cidades.

Babu Santana que participou do Big Brother Brasil 20, era sempre caçado dentro da casa mais vigiada do Brasil por Ivy. O artista foi diversas vezes votado sem ao menos um motivo coerente pela sister, agora resolveu brincar com a situação.

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Em sua rede social, Babu fez um comentário brincando com Ivy Moraes e os fãs, claro, adoraram e tiraram ainda mais sarro. No Twitter, o ator escreveu: "Pow, galera! Não dá para votar em mim hoje não".

O desempenho nas urnas do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que tenta se eleger pela sexta vez como vereador no Rio de Janeiro, servirá como um termômetro da aprovação de Jair Bolsonaro em seu reduto eleitoral. Diariamente, em publicações e transmissões ao vivo nas redes sociais, o presidente pede votos para o filho, a quem atribui a estratégia de comunicação que lhe deu a vitória nacional em 2018.

A mãe dos seus três filhos mais velhos, Rogéria Bolsonaro (Republicanos), também disputa uma cadeira na Câmara da capital fluminense, mas não tem o empenho do presidente. Segundo o Estadão apurou, o presidente se recusou a gravar um vídeo para a ex-mulher, apesar dos pedidos do senador Flávio (Republicanos-RJ) e do deputado Eduardo (PSL-SP), os dois outros filhos do casal.

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Com a dedicação total do pai, a expectativa no entorno do "Zero Dois" é que o parlamentar alcance aproximadamente 150 mil votos, um aumento de 40% em relação ao pleito anterior. Em 2016, em plena escalada da popularidade de Bolsonaro, que trabalhava para chegar ao Planalto, Carlos foi o vereador mais votado do Rio de Janeiro e o terceiro do Brasil com 106.657 votos, seis vezes mais do que em 2012, quando conquistou 23.79 eleitores.

"Na última eleição, ele (Carlos) foi o mais votado. Teve cento e poucos mil votos - mais do que uma candidata do PCdoB a prefeita. Se Deus quiser, este ano ele será reeleito. E a gente pede humildemente o apoio do pessoal do Rio de Janeiro para votar no Carlos Bolsonaro", disse o presidente nesta semana.

Em meio à expectativa de aliados de que consiga uma votação recorde, o próprio vereador se mostra cauteloso. "A eleição só se ganha quando se contam os votos", afirmou.

Ex-mulher

Apesar de estar pedindo votos para vereadores de diversas cidades nas suas "lives", que passaram a ser diárias, Bolsonaro, no Rio, só faz campanha para Carlos. Excluída, Rogéria usa fotos do ex-marido e de Flávio no material de propaganda. Nas redes sociais, costuma publicar imagens dos três filhos e tem como uma das bandeiras a defesa da família.

É essa a estratégia para Rogéria tentar voltar à Câmara do Rio após 20 anos. Eleita vereadora duas vezes, ela deixou a política após ser derrotada nas urnas em 2000. Na época, Bolsonaro estava brigado com Rogéria - já estava separado dela - e incentivou Carlos, então com 17 anos, a se candidatar. Ele foi eleito com 16.053 votos.

Agora, no mesmo partido de Carlos, Rogéria tentará se beneficiar de uma eventual votação recorde do filho. Para isso, precisará alcançar 10% do quociente eleitoral, conforme regra que passou a valer em 2018. Apesar da ausência de demonstrações de proximidade com a mãe nas redes sociais, pessoas próximas à família afirmam que a relação entre Carlos e Rogéria está bem. Procurada, a candidata não quis se manifestar.

Além de Rogéria, o amigo de longa data e ex-assessor Waldir Ferraz (Republicanos), que diz ter se candidatado com incentivo do presidente, também ficou de fora do "horário eleitoral gratuito" de Bolsonaro. Apesar disso, ele acha que pode ser eleito graças aos votos de Carlos. "Ele consegue puxar uns três ou quatro", disse o ex-assessor.

O esquema de segurança das eleições municipais deste ano no Rio de Janeiro conta com 8 mil integrantes da Polícia Civil e 22 mil da Polícia Militar (PM) nos 92 municípios do estado. O comandante da PM, coronel Rogério Figueredo, disse que o planejamento da área de inteligência e operacional da corporação, integrado ao da Polícia Civil, tem o objetivo de dar total segurança em todos os locais de votação, além de garantir o policiamento dos municípios, bairros e vias que dão acesso a esses lugares. Ele acrescentou que haverá ainda policiamento em áreas que chamou de sensíveis, como as das comunidades do Chapadão, da Pedreira, do Complexo do Alemão, da Maré, na zona norte, e do município de São Gonçalo, no Jardim Catarina e Salgueiro, na região metropolitana. 

"Dentro desse planejamento em áreas sensíveis disponibilizamos todos os nossos blindados para o dia das eleições com o total de 16. Temos também apoio de blindados da Polícia Civil, para chegar a esses locais. O objetivo da Polícia Militar nas eleições é trazer tranquilidade e dar a segurança para que todos cumpram sua cidadania”, afirmou.

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O coronel destacou que a Polícia Militar vai utilizar drones, adquiridos durante a intervenção federal na segurança pública do Rio, durante o governo Temer. "Os drones serão usados em áreas que foram mapeadas pelo setor de inteligência e estão disponíveis tanto para o Centro Integrado de Comando e Controle [CICC], quanto para o comandante da área que fizer o pedido de imagem em tempo real”.

Segundo o comandante, no CICC haverá representantes de vários órgãos que terão condição de tomar decisões rápidas, se for necessário. “Caso haja qualquer intercorrência, aqui trabalharemos integrados para solucionar qualquer problema".

Delegacias

Segundo o secretário estadual da Polícia Civil, Allan Turnowski, todas as delegacias policiais estarão abertas para eventuais registros de crimes eleitorais, que serão encaminhados à Polícia Federal, encarregada de apurar. A Polícia Civil terá viaturas à disposição tanto no TRE, para eventuais demandas que chegarem aos centros eleitorais, quanto nas áreas de milícias, especialmente na zona oeste, na Baixada Fluminense e no interior do estado. “Sempre trabalhando com o que a gente já tem de informação do tribunal, das nossas investigações e de eventuais necessidades que se façam presentes no dia da eleição. É um efetivo bem robusto, no sentido de ficar mais solto para poder ser utilizado durante o domingo”.

Milícias

O presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, reconheceu que a atuação das milícias é uma preocupação da Justiça Eleitoral para garantir segurança aos eleitores, mas disse que as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal já vêm realizando uma série de operações.

MP

importante saber que o Ministério Público Eleitoral (MPE) não trabalha no combate à milícia. O Ministério Público vai trabalhar na medida em que essa atividade criminosa causar impacto na vontade do eleitor”.

De acordo com a procuradora, dentro do MPE a identificação de possíveis crimes nessa área começa com a análise das candidaturas, para tentar afastar do processo pessoas impedidas pela legislação. A outra questão é um abuso eventual, em que algum candidato tenha sido beneficiado com emprego de violência ou fechamento de determinada comunidade, para evitar a presença de um virtual concorrente. A procuradora disse que ainda não é possível saber o total dos casos em avaliação.

O delegado Allan Turnorwski lembrou que eventuais casos de atuação do crime organizado no processo eleitoral podem levar à futura punição de candidatos. “Isso pode ter consequência futura e não só no dia da eleição no Rio de Janeiro”, disse.

Sobre a atuação de milicianos, o secretário afirmou que muitos são candidatos à reeleição e isso pode ter fomentado a atuação de outros integrantes fazer o candidato eleito. “De 40 dias para cá, junto com o TRE, nós estamos atentos. Hoje há uma força tarefa no estado, voltada para o combate específico das milícias, com uma estratégia bem definida de prisão e de asfixia financeira. A gente não trata a milícia só na questão eleitoral. A gente trata como um crime organizado e vamos ter uma série de ações não só no domingo, como após a eleição, de forma efetiva e concreta"..

Segundo o comandante da PM, se algum eleitor passar por constrangimento de violência, para que dê o seu voto a candidatos ligados ao tráfico ou a milícias, deve ligar para o número 190 que a Polícia Militar fará a abordagem necessária com relação à denúncia, que será encaminhada a uma delegacia. “Em nível de crime eleitoral, todos os policiais estão orientados a fazer a abordagem e, ocorrendo o crime eleitoral, conduzir a uma delegacia da Polícia Civil para registro de ocorrência. Nosso planejamento contempla tanto áreas de tráfico quanto de milícia.

Forças Armadas

Desta vez, as Forças Armadas não foram chamadas para reforçar a segurança pública. O presidente do TRE disse o governo do estado assegurou à Justiça Eleitoral que as forças de segurança do estado estão qualificadas para atender às demandas da eleição. “De fato, o que a Justiça Eleitoral apresentou como demanda relacionada à segurança pública foi atendida pela Polícia Militar, Polícia Civil, a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar também. A demanda por auxílio das Forças Armadas seria resultante do reconhecimento dessa incapacidade que hoje não existe. A Polícia Militar e a Civil, a Polícia Federal e a Rodoviária Federal, que são órgãos de segurança vinculados à União, têm plenamente condição de atender a essa demanda. Conversamos também com as Forças Armadas e essa é a nossa percepção”.

Para o desembargador, a no planejamento da eleição de 2018, quando houve atuação das Forças Armadas, é que naquela época o estado passava por um período de intervenção federal na segurança pública. “É preciso romper um pouco com essa ideia de que em toda eleição há necessidade de buscar o auxílio das Forças Armadas. O estado do Rio de Janeiro tem os seus problemas e as instituições, que ordinariamente atuam aqui, têm que resolvê-los e é isso que vai acontecer amanhã. 

As declarações foram dadas após a reunião realizada hoje (14) pelo TRE-RJ,com representantes das forças estaduais e federais de segurança pública do estado e do Ministério Público Eleitoral, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central da cidade. Eles analisaram o planejamento feito para as eleições municipais deste domingo. 

Claudio Brandão de Oliveira assegurou que amanhã os mais de 12 milhões de eleitores do estado poderão exercer o seu direito de voto com tranquilidade.

A poucas horas do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (15), das 7h às 17h, aqueles que ainda não escolheram seus candidatos a prefeito e a vereador podem pesquisar sobre os nomes que estão na disputa no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por meio da plataforma divulgacandcontas, os eleitores têm acesso a todas as informações, a partir de consultas por município, cargo e situação de cada candidato.

Além disso, é possível ter acesso a dados como número, partido, composição da coligação que o apoia – se for o caso –, nome que usará na urna, grau de instrução, ocupação, site do candidato, limite de gasto de campanha, proposta de governo, descrição e valores dos bens que possui, além de eventuais registros criminais.

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De acordo com o TSE, cada candidato tem sua própria página dentro do sistema, com informações gerais como nome completo, partido pelo qual está concorrendo, ocupação, nacionalidade e outros dados pessoais. Além disso, há informações de interesse público como o plano de governo, a declaração de bens do candidato e os valores que pretende gastar com a candidatura, bem como a prestação de contas com a arrecadação e os gastos durante a campanha.

Para acessar, basta escolher a região, em seguida, a Unidade da Federação e, então, a busca por município. Após visualizar a bandeira do município, é possível preencher no canto esquerdo o cargo que pretende consultar.

Situação

O acesso aos dados é livre para qualquer pessoa. A situação do registro do candidato também pode ser consultada, pois aparece ao lado da foto.

Segundo TSE, mesmo nos registros julgados aptos, podem aparecer situações como as de “cassado com recurso” e de “cancelado com recurso”. Isso ocorre quando o candidato teve o registro cassado ou cancelado pelo partido, ou por decisão judicial, porém apresentou recurso e aguarda nova decisão.

Já no caso dos considerados “inaptos”, aparecem os complementos: “cancelado”, quando o candidato teve o registro cancelado pelo partido; “cassado”; “falecido”; “indeferido”, quando o candidato não reuniu as condições necessárias ao registro; “não conhecimento do pedido”, para aquele cujo pedido de registro não foi apreciado pelo juiz eleitoral; e “renúncia”.

Prestação de contas

Em meio a muitos casos de denúncias de corrupção, a prestação de contas dos candidatos passou a ser uma das grandes preocupações dos eleitores. Pelo DivulgaCand é possível acessar também esse tipo de informação e saber de onde vêm as receitas dos concorrentes aos cargos eletivos.

Em entrevista pelo WhatsApp, Pedro Soares, candidato pelo PT à prefeitura de Ananindeua, defende o bilhete único no transporte público da cidade e obras de infraestrutura para incentivar o turismo. Secretário de Cultura em Ananindeua na primeira gestão do governo Hélder Barbalho, em 2005, Paulo Soares propõe a criação do primeiro Teatro Municipal e a construção de uma orla e porto na cidade pelo iio Maguari.

Quem é Pedro Soares?

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Eu sou pai, sou avô, sou empreendedor. Estou há 26 anos trabalhando no Curuçambá, como padeiro e na área de minimercado, e sou um sonhador. Eu acredito que através da política podemos transformar o mundo. É a partir da participação efetiva das pessoas que podemos transformar aquilo que está em volta da gente. Esse é Pedro Soares: um sonhador com a participação de todos na política.

Qual é o maior desafio que você vai levar para gestão em Ananindeua?

O principal desafio é a participação. Nós precisamos criar um hábito nas pessoas de participar da atividade política, de cobrar aquele que foi eleito, mas acima de tudo acompanhar execução dos projetos, os custos etc. Então, o principal desafio que vou levar pra minha gestão é a participação do cidadão.

Quais serão os planos da sua gestão para estimular a cultura?

Na verdade, o movimento cultural precisa de uma atenção diferenciada. Eu defendo que nós tenhamos no orçamento um valor fixo pra cuidar da cultura como primeira tarefa. Nós precisamos de um Teatro Municipal na cidade de Ananindeua. O município precisa melhorar a sua capacidade de arrecadação. Existe recurso nacional e estadual pra isso. Nós precisamos ajudar na qualificação do movimento cultural e precisamos recriar a Fundação Municipal de Cultura, que é o órgão que nos ajuda a acompanhar as organizações sociais e o movimento cultural para que haja captação de recursos.

Ananindeua carece de espaços públicos de lazer e turísticos. O Parque Ambiental Antônio Danúbio está abandonado e sem reformas há oito anos. O mesmo acontece em outras áreas da cidade. Quais seriam os investimentos da sua gestão para o turismo no município?

Dois registros importantes: o primeiro, fomos nós do PT que dirigimos a Secretaria de Cultura e Turismo no período em que ela foi fundada. O parque Antônio Danúbio na BR-316 foi instituído pelo secretário Felipe Bastos, do PT. O projeto do bosque seringal foi iniciciado na gestão de Felipe Bastos quando era secretário. Além do que já fizemos, estamos propondo a orla do município de Ananindeua, o projeto Ver-O-Rio. Precisamos ver um melhor local para restituir e construir a orla no município: Curuçambá, Distrito Industrial, Maguari, Icuí, 40 horas. São todos banhados pelo rio Maguari. Precisamos desse local apropriado para construção do porto, para que tenhamos um contato com a natureza.

Quais são as suas propostas para saúde no município, visto que há postos de saúde em que há pouco ou nenhum atendimento, onde faltam médicos e equipamentos?

Primeiro desafio da saúde é a transparência. Nós precisamos saber de forma clara quais os critérios que a atual gestão tem usado para distribuir o orçamento da saúde. Por que que o orçamento está sendo distribuído para hospitais vinculados a políticos? Essa transparência é importante ser dada. Segundo desafio é criar equipamentos públicos. Ananindeua precisa de um hospital de pronto atendimento para evitar que nossa população se desloque para Belém no PSM do Guamá ou PSM da 14. Quem necessita de um atendimento de emergência precisa ir para Belém. Nós precisamos de um hospital de referência, de um hospital materno-infantil para que nossas crianças possam nascer e serem cuidadas dentro do município de Ananindeua. E nós precisamos mais do que tudo utilizar a tecnologia em prol dos atendimentos. Não é justo que um pai ou uma mãe tenham que se deslocar de madrugada para filas se hoje tem opção de boleto bancário para pagar, tem a opção da internet e dos apps de smartphones para realizar questões simples como marcar uma consulta. Isso facilita a vida das pessoas. Um governo mais digital é necessário na área da saúde, mas também na gestão como um todo.

Sua gestão terá políticas públicas voltadas às mulheres, principalmente na saúde feminina?

Nós vamos criar a Secretaria Municipal de Promoção de Políticas Públicas para as Mulheres e com as Mulheres. É muito importante que tenha um empoderamento político feminino nessa secretaria. Passaremos a ter um planejamento a médio e a longo prazos de políticas públicas voltadas para elas. Estamos propondo as creches para o município e a criação do Banco do Povo para as mulheres que são chefes de família. Estamos propondo o aumento do Bolsa Família que passará a ser, a partir da participação do município, de R$ 600,00 e, com isso, as mulheres que chefiam a família e que precisam cuidar de seus lares sozinhas terão um suporte extra.

Ananindeua está ranqueado como uma das cidades com o pior índice de saneamento básico do país, de acordo com a pesquisa do Instituto Trata Brasil em 2019. Quais são os seus planos para mudar esse cenário?

O nosso desafio com o saneamento básico tem muito a ver com a estrutura do município e da forma como ele acabou sendo ocupado. Nós precisamos de um planejamento habitacional, como retomar o programa Minha Casa, Minha Vida, que já beneficiou 20 mil famílias no município. Sem déficit habitacional e com uma legislação mais clara sobre as áreas que podem ser destinadas à habitação, nós cessamos a irregularidade habitacional no município. Resolvido o problema habitacional no município, nós teremos condições de cuidar da infraestrutura e zerar o déficit histórico e vergonhoso. Superar o atual modelo de jogar asfalto na lama para ganhar voto é essencial. Precisamos cuidar da macrodrenagem e da estrutura como um todo, para que só depois possamos pensar em pavimentação asfáltica. A prefeitura precisa criar o programa municipal de água, porque nós precisamos de água tratada nos bairros. Não podemos ficar esperando decisões somente da Cosanpa. O município precisa trabalhar com microssistemas de água por conjunto, por bairros, por áreas afins para que, com uma água de qualidade, um gerenciamento local pela própria comunidade com o apoio do poder público não possamos superar esse desafio do fornecimento de água.

A coleta de lixo também é um dos grandes problemas do município. Em muitas áreas da cidade, não é difícil encontrar grandes depósitos de lixo, ou falta de lixeiras ou caçambas para o descarte adequado, e isso pode implicar num início de um impacto ambiental. Quais são as suas propostas para isso?

Nós precisamos mudar o atual modelo para criar uma educação ambiental para reduzir a produção de resíduos. Além disso, precisamos criar um sistema de cooperativas por bairros para valorizar o trabalho daqueles que trabalham com reciclagem. O apoio na industrialização daquilo que pode ser reutilizado é essencial para que se veja uma redução significativa de lixo na cidade.

Quais são as propostas da sua gestão para o descarte e o tratamento de lixo do município, já que o Aterro Sanitário de Marituba será fechado em maio de 2021, por meio de decisão do Ministério Público em acordo com a empresa Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos e as prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba?

A questão do aterro sanitário depende da decisão metropolitana, porque é um consórcio de municípios. Eu falei recentemente com o candidato à prefeitura de Belém, Edmilson Rodrigues, em reunião sobre esse tema. Nós precisamos que os municípios possam pensar em conjunto em uma solução a médio e a longo prazos. A redução da produção do lixo é o grande desafio para que se reduza, também, a necessidade de grandes áreas para destinação desses resíduos. Então, o desafio é duplo, unificar a região metropolitana e reduzir a produção do lixo. A decisão não precisa ser somente dos prefeitos, mas também do governador.

Quais são as suas propostas para estimular a geração de novos empregos, sem perder terreno para a vizinha Belém?

A questão do desemprego não é somente local. O país estava em pleno emprego, tinha menos de 5% de desempregados. O período de 2003 a 2014 foi o melhor período para nossa economia. (Infelizmente, nós vivenciamos uma crise a partir do golpe de 2014, o país entrou em declínio na geração de emprego e renda). O que o município pode fazer hoje é ajudar na qualificação profissional de jovens para que eles possam ter um melhor acesso ao mercado de trabalho, e uma política local de financiamento. O Banco do Povo se tornaria uma ferramenta importante para gerar renda e emprego. Além disso, nós precisamos observar com mais atenção os grupos empresariais que vêm ao nosso município, exigindo uma contrapartida com a ocupação de mão de obra do nosso município. Por fim, a revitalização do Distrito Industrial, para que a infraestrutura, o acesso e o transporte possam ser facilitados, e também a criação de um porto e orla em Ananindeua para que possamos receber matéria-prima e exportar nossos produtos, porque o rio pode ajudar o desenvolvimento da cidade, e consequentemente na criação de emprego e renda.

Em agosto de 2019, Ananindeua foi reforçada com agentes da Força Nacional de Segurança e outras forças policiais, a partir do projeto "Em Frente, Brasil" do governo federal no enfrentamento da criminalidade violenta. O município foi um dos locais pilotos na implantação do projeto. Quais são as propostas da sua gestão para a segurança pública?

O PT assumiu a primeira Secretaria Municipal de Segurança Pública sob o comando do secretário Luís Freitas, que atualmente é o nosso coordenador geral de campanha. Foi na gestão dele que foi feito o primeiro concurso para compor a Guarda Municipal, e também foi implantado o sistema de vídeo monitoramento, portanto já temos acúmulo e experiência na atividade. Mas além da questão da força, temos que ter um registro importante, a partir do momento em que o governo do Manoel Pioneiro reduziu o serviço de vídeo monitoramento e congelou o sistema de concurso sem aumento da equipe de segurança pública acabou contribuindo para que o município se tornasse o mais violento da região Norte. Por isso o município foi selecionado para ser uma das cidades piloto do projeto, não por uma homenagem, mas por uma situação emergencial. Entendo que segurança pública não é somente o uso da força policial, precisamos investir em educação, melhorar a infraestrutura da cidade e a iluminação pública, implantar áreas de lazer e de esporte. Precisamos ter espaço para juventude. A partir do momento em que se faz um investimento integral em um ser humano, e a juventude se percebe como parte do esforço do município como um todo, automaticamente os índices de violência vão reduzindo.

No momento da pandemia, há uma necessidade da inclusão digital da população.  Quais as suas propostas para essa questão?

Tivemos recentemente, durante o governo do PT no Estado do Pará, um grande avanço em redes digitais, de torres, por exemplo, tivemos internet gratuita em praças públicas, em infocentros e em escolas públicas. Precisamos retomar esse projeto do Pará Digital, iniciado pela ex-governadora Ana Júlia Carepa, e fazer desse nível no município. O governo digital não é só possível, é uma necessidade para nos ajudar na transparência, na agilidade de serviços, de obras públicas, na educação, na saúde. O governo digital é uma necessidade e é um compromisso nosso.

Quais são os outros projetos da sua gestão para a educação no município de Ananindeua?

Universalizar o ensino fundamental, criar redes de escolas de tempo integral e ampliar o número de creches no município. Também pretendo desvincular a gestão das unidades de educação do município com os políticos. A idéia é manter o mérito e as capacidades técnicas para além das indicações políticas, e democratizar, de forma transparente, a gestão de recursos de cada unidade escolar com a participação direta dos pais e técnicos da educação.

O BRT Metropolitano está em andamento na BR-316, e com isso poderia movimentar políticas públicas para outros tipos de mobilidade urbana. Quais são as propostas da sua gestão para melhorar o transporte público dentro da cidade? 

A construção de uma via, a partir do viaduto do Coqueiro, na Guanabara, até a Alça Viária, passando pelos bairros Águas Lindas, Júlia Seffer, Águas Brancas e Aurá, é uma de nossas propostas para integrar o lado direito da Rodovia BR-316. Precisamos trabalhar um preço diferenciado para os nossos ônibus em Ananindeua. A distância entre os bairros é menor do que a distância dos ônibus que saem daqui de Ananindeua para Belém. Então, o município precisa de um tarifa própria, e hoje a integração do cartão é complicado, pois o usuário tem que ter um passe para andar em Ananindeua, outro para andar em Belém. Precisamos integrar esses dois sistemas de cobrança para que possamos ter uma tarifa proporcional à distância que o usuário percorrer, porque não é justo que alguém que vai percorrer pequenas distâncias pague o mesmo valor de alguém que percorre longas distâncias. E também temos como proposta implantar o ar-condicionado nos ônibus, isso não é um luxo, é uma necessidade do nosso município. Nós precisamos dos ônibus confortáveis para que o usuário tenha desejo e confiança no transporte público, ao invés de um desejo de mais carros, o que acaba piorando ainda mais o sistema de trânsito.

Quais serão os projetos para acabar com a informalidade e estimular o empreendedorismo? 

O empreendedorismo é um dom muito forte na nossa cidade de Ananindeua, faz parte de nossa cultura, então não vamos acabar com ela integralmente. O Banco do Povo é uma ferramenta importante, porque ele organiza e financia o empreendedor, dá qualificação e formação. Esse projeto pode auxiliar nossos empreendedores. A ideia é pegar a capacitação, a organização e o crédito do Banco do Povo, associando e dando atenção aos beneficiários do Bolsa Família. Ampliar esse programa para que o valor suba para R$ 600,00, e com isso pegar essa pessoa que está no programa social e elevá-lo ao empreendedorismo. 

Falando do Auxílio Emergencial, qual será o seu compromisso com os benefícios sociais, a fim de dar oportunidade às pessoas mais carentes do município?

Temos um compromisso com quem recebe Bolsa Família. Vamos fazer a alteração do valor da bolsa para R$ 600,00 para que o recurso possa possibilitar uma dedicação melhor para quem recebe uma qualificação, e o segundo compromisso é encaminhar essas pessoas para que, a partir da política de organização e de qualificação do Banco do Povo, nós possamos ter o financiamento dos empreendimentos e da capacidade, de acordo com o perfil de cada um, tanto individual, quanto empreendimentos coletivos, cooperativas para que um período curto de tempo, essas pessoas não precisem mais da ajuda emergencial da Bolsa Família.

Qual a mensagem que você pode transmitir para os eleitores?

A nossa mensagem para o próximo domingo é a expectativa e a fé que temos no povo. A fé de que nós merecemos uma mudança de gestão de um mesmo grupo que está governando nossa cidade há três décadas, e que nesse período de governo não deram conta, nem respostas para necessidade da nossa população. Então, é uma esperança de que a fé seja maior que a corrupção, os interesses pessoais, e que possa nos ajudar a assumir o nosso destino e assumir a nossa cidade. O futuro depende do voto de cada um de nós. 

Por Cristian Corrêa. Com apoio de Ana Caroline Barboza.

 

A pandemia da Covid-19 não mudou apenas a data das eleições deste ano, mas impôs novas regras e recomendações por parte da Justiça Eleitoral. Os quase 148 milhões de brasileiros que vão às urnas neste domingo (15), para escolher os próximos prefeitos e vereadores de suas cidades, devem estar atentos, por exemplo, ao uso de máscaras.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu uma nota informando que os eleitores só poderão para entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras faciais e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar. A distância de 1 metro entre eleitores e demais pessoas presentes às seções também deverá ser mantida. Além disso, de acordo com a Justiça Eleitoral, o mesário poderá solicitar que o votante retire a máscara apenas para uma melhor identificação.

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Outro item considerado importante para a hora do voto é a caneta e o eleitor deverá levar a sua própria para registrar a assinatura na local da votação. A recomendação do TSE tem como objetivo evitar ao máximo o compartilhamento de objetos e, assim, o risco de proliferação da Covid-19. Em caso de esquecimento, entretanto, haverá canetas nas seções que devem ser devidamente higienizadas. 

Fora as máscaras e canetas, os eleitores também devem comparecer às seções eleitorais portando um documento oficial com foto (carteira de identidade, de trabalho, de motorista, certificado de reservista, passaporte ou carteira de categoria profissional reconhecida por lei). Um novo método de identificação, para quem já fez o cadastro da biometria, é o aplicativo e-Título, mas o TSE recomenda que seja baixado antes do momento da votação para confirmar que o documento eletrônico já vem com a foto do cidadão. O título de papel não é obrigatório levar.

Em entrevista feita via whatsapp, a candidata à prefeitura de Ananindeua Lívia Noronha, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), fala sobre os desafios de ser a única mulher negra concorrente. Com projetos sociais que beneficiam mulheres e uma plataforma de medidas preventivas para combater a covid-19 no município, Lívia se vê como porta-voz de muitas mulheres que visam conquistar seu espaço não só na política institucional como no mercado de trabalho. 

Quem é a candidata Lívia Noronha?

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Sou bacharela e mestra em Filosofia, fui professora substituta do curso de Filosofia da Uepa (Universidade Estadual do Pará), colaboradora do curso de Educação do Campo da UFPA (Universidade Federal do Pará), depois de ser professora do ensino médio e de cursinhos por muitos anos. Tenho 30 anos, sou mãe da Suellen e do Rudá. Sou educadora popular há nove anos. Em 2019 idealizei e me tornei coordenadora do cursinho (R)Existência, o primeiro cursinho do Pará cujo público prioritário é formado por pessoas trans, mulheres negras e moradores de periferia. Sou feminista e militante do movimento negro.

Como surgiu o interesse de candidatar-se à prefeitura de Ananindeua?

Nunca planejei essa candidatura. Fui convidada por membros do diretório municipal a me pré-candidatar, e aceitei porque o município nunca teve uma candidata mulher negra, além de ter um histórico de revezamento de oligarquias na prefeitura. Eu não poderia perder a oportunidade de levar essa representatividade necessária e urgente ao município, como porta-voz do programa de governo do PSOL, nem poderia deixar de apresentar opção ao município, que tem agora a chance de eleger um governo participativo e verdadeiramente popular.

Quais os seus projetos para ajudar outras mulheres do município, caso seja eleita?

O programa do PSOL tem entre as suas principais premissas a garantia às mulheres do básico direito à vida com autonomia, de modo que esse segmento, historicamente oprimido, possa ocupar plenamente os espaços públicos e de decisão como sujeitas ativas, a começar pelo exercício dos seus direitos sexuais e reprodutivos que envolvem a garantia de que possa decidir sobre o seu próprio corpo. Além da assistência em saúde às mulheres em situação de aborto legal, o direito de viver a maternidade com plenas condições. Destaco como principais propostas do nosso programa de governo, específicas para as mulheres: 1. Ofertar crédito, formação e fomento inseridos no Plano Municipal de Economia Solidária e Popular; 2. Ampliar a oferta de vagas em creches e escolas de educação integral, além de criar creches noturnas e que atendam filhas e filhos de estudantes do EJA; 3. Defender a criação e fortalecimento de centros de atenção às mulheres vítimas de diferentes tipos de violência com atendimento de saúde, psicológico e serviço social, regionalizados, próximos às DEAMs, além de abrigos, em casos específicos de violência doméstica.

Alguns ônibus em Ananindeua estão sucateados. Que projeto será implantado pelo seu mandato que possa oferecer aos usuários do transporte coletivo condições melhores?

Nós defendemos que o transporte coletivo seja minimamente confortável, com ar-condicionado e linhas que atendam toda a população de Ananindeua, o que seria compatível com o valor atual da passagem. A partir de diálogo com a população e os empresários, buscaremos oferecer aos munícipes transporte coletivo de qualidade, e propomos também garantia do transporte coletivo por 24 horas nos bairros mais populosos e com ligação com as Uuiversidades públicas (federal e estadual), além de disponibilizar o Passe Livre em determinados horários em finais de semana para que a população tenha acesso ao direito à cidade e à cultura, visto que a mobilidade urbana não deve ser voltada unicamente para o trabalho; e o Passe Livre estudantil nos ônibus, com cartão digital disponibilizando quatro viagens por dia ao estudante e até 48 viagens por mês.

Com a pandemia do novo coronavírus, que projetos serão implantados para assegurar o atendimento gratuito em postos de saúde e hospitais de urgência e emergência?

É prioridade pra nós ampliar o alcance da Estratégia Saúde da Família (ESF) para todos os territórios ainda não atendidos por equipes habilitadas para implementá-la. Construir o Hospital Municipal, com 150 leitos. Fortalecer a política de urgência e emergência, melhorando a qualidade da assistência das UPAS e implantando serviços de urgência 24 horas de baixa complexidade nas unidades básicas de saúde e aumentando o número de novas ambulâncias do SAMU. Implantar o Centro Municipal de Especialidades para a realização de consultas e exames em cardiologia, ortopedia, endocrinologia e urologia, identificadas e encaminhadas pela Atenção Básica; Além de Fortalecer a política de saúde mental, aumentando a cobertura dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o que será importantíssimo para o momento pós-pandemia, em que muitas pessoas estão vivendo luto, e sendo acometidas por ansiedade, depressão etc.

Que medidas serão implantadas no seu governo que possam garantir o acesso às aulas remotas das escolas do ensino público para crianças, adolescentes e jovens de Ananindeua?

A era digital chegou para poucos em Ananindeua e as desigualdades digitais foram amplificadas entre as crianças e adolescentes em idade escolar neste período de pandemia, com a interrupção do funcionamento das escolas e a impossibilidade de oferecer aulas on-line à grande maioria dos alunos de escolas públicas. Nossa cidade está repleta de famílias com filhos em idade escolar, que enfrentam sérios empecilhos para o acesso à internet: a incapacidade para comprar um computador e para garantir o pagamento da manutenção dos equipamentos e dos serviços de conexão em âmbito domiciliar; ou a capacidade de fazer uso, quando muito, de ferramenta muito limitada, como o telefone celular, agravado pelo compartilhamento entre todos os membros da família. Para quase toda a população infantil e de jovens  é praticamente nula a possibilidade de realizar atividades escolares, culturais e sociais que dependem de conectividade.  Diante dessa realidade, nossa candidatura vem anunciar sua disposição para enfrentar as desigualdades digitais  e promover e garantir o direito de acesso e uso seguro da internet a todos. Propondo: incentivar e difundir a cultura digital através da instalação de equipamentos de Wi-Fi livre e gratuito em espaços públicos da cidade, como praças, escolas municipais e outros pontos existentes nos vários bairros, sempre oferecendo aos usuários sinal e conexão de qualidade; e liberar créditos 4G para todos os alunos da rede municipal de educação.

Que medidas serão adotadas no seu governo para ampliar a prevenção ao novo coronavírus nas ruas da cidade?

Há diversas medidas que poderiam ser tomadas hoje, e houve recurso suficiente pra isso, embora boa parte da população de Ananindeua não tenha visto: a distribuição de máscaras e álcool 70º, reforço às unidades de saúde, sanitização de espaços públicos, por exemplo. Mas, em janeiro de 2021 será preciso adotar medidas que sejam avaliadas e aprovadas pela Secretaria de Saúde, pensando as especificidades do momento, para atender às necessidades da população.

Quais são os projetos sobre saneamento básico?

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), dos 100 municípios mais populosos do país, Ananindeua é o que detém os piores indicadores de saneamento básico e, segundo o Instituto Trata Brasil, o município dispõe de apenas 2,05% de acesso ao serviço de coleta de esgoto e apenas 32,63% dispõem de água encanada em casa. Essa realidade é histórica no município, entra governo, sai governo e não novas expectativas não são criadas para a população. Por isso, propomos: buscar a universalização dos serviços de saneamento geridos pelo poder municipal, de acordo com as diferentes realidades dos bairros e ilhas, através do planejamento e gestão integrados às políticas de desenvolvimento urbano, priorizando a expansão e tratamento dos esgotos, a universalização do abastecimento de água e da coleta de esgotos, bem como a implantação efetiva da tarifa social para as famílias carentes; implantar sistema de poços profundos e/ou de captação superficial em cada distrito, considerando suas condições ambientais específicas; implantar estações de tratamento de esgoto em cada distrito e iniciar o projeto de separação de toda rede de esgoto da rede de drenagem pluvial; implantar sistema de coleta, destinação e tratamento de esgotos sanitários em áreas não atendidas pela Cosanpa; criar sistema de tratamento de esgoto integrado a um programa de preservação da bacia do rio Maguari.

Qual o seu maior objetivo com a sua candidatura ao cargo de prefeitura de Ananindeua?

A primeira coisa que pensei quando fui candidatada era mostrar às mulheres e pessoas negras da periferia que nós podemos ocupar o espaço da política institucional. O primeiro objetivo é a conquista dos nossos direitos. Meu objetivo principal é a construção de projetos coletivos feitos para ecoar as vozes de quem sempre falou e nunca foi ouvido. Esse é meu principal objetivo.

Qual o maior desafio de ser uma candidata mulher ao cargo da prefeitura de Ananindeua?

O maior desfio é o fato de que sou a única mulher e que sou a primeira mulher negra a candidatar-se e temos que enfrentar o machismo e racismo que formam uma outra violência que é diferente e hoje temos um candidato da direita que copiou do nosso slogan. Quando alguém se apropria da ideia de uma mulher mostramos que o machismo está grande ainda.

Que projetos serão adotados pelo seu mandato voltados para jovens do município?

É essencial que o governo municipal corresponda a diversidade e heterogeneidade do mundo jovem, uma vez que não existe uma juventude uniforme, e sim várias juventudes, compostas por homens e mulheres, negros e negras, indígenas, brancos e brancas, além do público LGBTQI+. Por isso, propomos: criar canal de diálogo com as universidades públicas para ampliação ou criação de Campus Universitários; criar centro especializado de atendimento à educação especial à juventude; criar um centro cultural de capacitação profissional voltado pra juventude; ampliar o Curso Municipal Preparatório para Enem para os bairros periféricos; propor um projeto de lei para o Passe livre estudantil nos ônibus, com cartão digital disponibilizando quatro viagens por dia ao estudante e até 48 viagens por mês; criar o Programa Municipal de Estágio profissional remunerado nas repartições públicas do município, com encaminhamento para o mundo do trabalho através de parcerias com empresas da região metropolitana, entre outras propostas.

Por Lucas Valente e Suellen Cristo.

 

A China enviou nesta sexta-feira (13) felicitações a Joe Biden por sua eleição como presidente dos Estados Unidos, quase uma semana depois do anúncio da vitória do candidato democrata.

"Respeitamos a escolha do povo americano. Enviamos nossas felicitações a Biden e a (vice-presidente eleita, Kamala) Harris", declarou o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

Muitos líderes mundiais parabenizaram o ex-vice-presidente de Barack Obama ainda no dia 7 de novembro, quando a vitória foi anunciada, mas a China aguardou até esta sexta-feira para reconhecer sua vitória, alegando que desejava aguardar os resultados definitivos da eleição.

O presidente Donald Trump não admitiu a derrota. O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores reiterou nesta sexta-feira que o resultado da eleição americana seria "confirmado de acordo com as leis e procedimentos em vigor nos Estados Unidos".

A lentidão da reação chinesa pode levar alguns analistas a acreditar que Pequim apostava na reeleição de Trump, percebido na China como alguém que enfraqueceu seu país e o Ocidente, apesar de ter contribuído amplamente para enfraquecer as relações entre as duas potências, ao iniciar, por exemplo, uma guerra comercial.

A votação do primeiro turno das eleições municipais 2020 será realizada no domingo (15), no horário de 7 às 17 horas, em todo o país. Mais de 17 mil urnas eletrônicas serão utilizadas, em cerca de 18 mil seções eleitorais, em todo o Estado do Pará. Só na capital paraense são utilizadas 2.759 urnas eletrônicas (veja informações completas sobre a eleição aqui).

São esperados mais de 5,7 milhões de eleitores para eleger representantes ao cargo de prefeito e vereador. Este ano, foram recebidas 23.273 registros de candidaturas no Estado.

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A maior novidade deste ano é que não será utilizada a identificação biométrica do eleitor, em função do risco de contágio pelo novo coronavírus. O cidadão deve comparecer para votar munido de documento oficial com foto - ou com o e-Título no celular - e uma caneta para assinar o caderno de votação. O uso de máscaras e a higienização das mãos (antes e após digitar os números dos candidatos na urna eleitoral) são obrigatórios.

Para tornar a votação mais segura, sem aglomerações, além de ser acrescida mais uma hora para a votação, os eleitores com idade superior a 60 anos terão prioridade no horário de 7 às 10 horas. O eleitor com idade inferior a 60 anos que comparecer para votar nesse horário preferencial não será impedido de votar, mas deverá aguardar em fila separada até que todos os eleitores com 60 anos ou mais, já presentes ou que cheguem à seção, tenham votado.

O eleitor com febre no dia da votação ou diagnosticado com Covid-19 nos 14 dias anteriores à data da votação não deve comparecer para votar. É obrigatório que, até 60 dias após o respectivo turno de votação, o eleitor apresente ao juiz requerimento de justificativa (comprovada) de ausência nas urnas. No caso em questão, a comprovação se faz com atestado médico, assim como ocorre com pessoas internadas na data do pleito por qualquer motivo de saúde.

O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e maiores de 70 anos. É proibido entrar na cabine de votação com telefone celular, máquina fotográfica, câmera de vídeo, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto.

Recomendações gerais para os eleitores no dia das eleições

Se apresentar febre, não saia de casa.

No transporte até o local de votação, mantenha distância de, no mínimo, 1 metro das outras pessoas em filas e evite entrar em veículos cheios.

Mantenha distância de, no mínimo, 1 metro das outras pessoas dentro dos locais de votação. Evite contatos físicos como abraços e apertos de mão.

Respeite a marca de distanciamento nas filas e nas seções eleitorais (sinalizadas no chão).

Se possível, compareça sozinho ao local de votação. Evite levar crianças e acompanhantes.

Permaneça no local de votação apenas o necessário para votar.

Use máscara desde o momento que sair de casa até a volta.

Nos locais de votação, não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija retirar a máscara.

Mostre seu documento oficial com foto ou E-título, esticando os braços em direção ao mesário. Ele verificará os dados a distância.

Se houver dúvida na identificação, o mesário poderá pedir que o eleitor dê dois passos para trás e abaixe brevemente a máscara.

Higienize as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

Do site do TRE Pará.

O governo da Geórgia, que é comandado pelo Partido Republicano, negou nesta quarta-feira (11) a existência de fraudes nas eleições para presidente dos EUA no estado.

Com cerca de 99% da apuração concluída, o presidente eleito Joe Biden lidera na Geórgia, um histórico reduto republicano, com pouco mais de 14 mil votos de vantagem sobre Donald Trump.

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"Não há indicações de fraudes eleitorais", garantiu o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, em entrevista à CNN. Como a diferença entre Biden e Trump no estado é de apenas 0,28 ponto percentual, haverá uma recontagem manual dos votos.

A legislação estadual determina que o perdedor tem direito de pedir uma nova apuração quando a vantagem do vencedor é inferior a meio ponto percentual. A imprensa americana ainda não projetou um vitorioso na Geórgia, de forma que Biden, que já conta com 279 dos 538 votos no colégio eleitoral, não precisa do estado para chegar à Casa Branca.

No entanto, a campanha de Trump já anunciou que também pedirá uma recontagem no Wisconsin (10 delegados), outro estado onde o democrata venceu por margem estreita. 

Da Ansa

O candidato à prefeitura de Ananindeua Allan Bittar (Cidadania), por meio da sua assessoria de comunicação, concedeu uma entrevista para o portal LeiaJá via whatsapp. O candidato fala sobre seus projetos para o município caso seja eleito. Entre os temas estão: mobilidade urbana, saúde e empregabilidade para jovens, além do desafio de enfrentar uma candidatura que terá que lidar com os impactos da pandemia do novo coronavírus, levando em consideração seus impactos na área da saúde e economia, assim como enfrentar as dificuldades na educação e na redução de casos de covid-19 no município.

Os casos de covid-19 vêm aumentando em Ananindeua, nos últimos meses. As eleições serão realizadas no domingo (15).

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A mobilidade urbana é alvo de queixa de muitas pessoas. Quais as suas propostas para mudar esse cenário?

Vamos chamar os empresários, donos de empresas de ônibus, para juntos fazermos a melhor condição de transporte no munícipio, traçando novas rotas, otimizando as frotas e incentivando a renovação dessas frotas para quer os ônibus tenham melhores condições de transporte, com segurança, conforto e ar-condicionado. Também vamos disponibilizar para a população um aplicativo para que possam ver, em tempo real, onde o ônibus está. Isso vai facilitar a vida de todos, que poderão se dirigir até à parada de ônibus apenas no tempo em que o ônibus estiver passando, ajudando também na segurança.

Sobre a infraestrutura de Ananindeua, quais as providências que o senhor irá tomar para mudar o quadro de muitas ruas esburacadas?

Ananindeua está extremamente esburacada pelo abandono e pela falta de qualidade do material que é aplicado. Precisamos fazer asfalto com qualidade e não apenas asfalto eleitoreiro, isso precisa mudar. Também é preciso ter drenagem no nosso município.

Quanto à saúde em tempos de covid-19, o que podemos esperar para os postos de saúde caso o senhor seja eleito?

Vamos fortalecer todas as unidades básicas de saúde. Vamos investir na saúde da família, que é o que está faltando. Não podemos ficar com uma unidade de saúde sem médico por quase um ano. Vamos investir na saúde básica e também vamos construir um hospital público, primeiro hospital público de Ananindeua, para atendimento de urgência e emergência e com atendimentos e exames especializados. Nós vamos resolver o problema da saúde em Ananindeua.

Se o senhor for eleito, quais as medidas que serão tomadas para afastar os jovens do desemprego?

Nós precisamos trabalhar em políticas para os jovens, que hoje não existem. Vamos trabalhar com a qualificação e capacitação dos jovens e, junto com a classe empresarial, ouvir as demandas, as necessidades e assim direcionar o jovem para o primeiro emprego. Vamos levar cursos profissionalizantes para dentro das escolas públicas e assim facilitar o acesso para todos.

Diante do quadro da pandemia, quais mudanças serão feitas para os postos de saúde darem conta dos casos de covid-19 no município?

Vamos seguir as orientações da OMS e vamos ouvir a população e empresários e adotar as melhores medidas de prevenção para a saúde da população.

E enquanto à educação pública durante a pandemia?

A educação não pode parar. Precisamos incentivar cada vez mais os alunos a estarem na escola, mas, durante a pandemia, vamos disponibilizar tecnologias para que os alunos não percam o ano letivo e possam estudar de casa, em tempo real.

Diante da realidade de aumento de casos de covid-19 no Estado do Pará, como o senhor pretende contornar essa situação no município de Ananindeua?

Vamos trabalhar e fortalecer as unidades básicas de saúde e disponibilizar medicamento para todos e acompanhamentos on-line por meio de aplicativos, através de tecnologia. Vamos trabalhar com as recomendações e orientações da OMS (Organização  undial de Saúde) e do município para diminuir os casos de covid-19. Na hora que for disponibilizada a vacina, vamos comprar e disponibilizar para todos, dando prioridade para os grupos de riscos.

Por Lucas Valente e Suellen Cristo.

 

 

 

O portal LeiaJá Pará abriu espaço para que os eleitores conheçam um pouco mais sobre os candidatos à prefeitura de Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém.

Nascido e criado em Ananindeua, o candidato Carlito Begot, filiado ao Partido Social Democrático (PSD), já foi vereador por oito anos pelo município e está concluindo o mandato de vice-prefeito. “Pelo BEM de Ananindeua” é o tema da campanha de Begot.

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Quem é Carlito Begot?

Carlito Begot é um homem de 53 anos, filho de uma família humilde e com Deus e a família à frente. Trabalhei de jardineiro, vendedor de ovos e operador de máquinas pesadas. Sou empresário, hoje. Bem-sucedido em cima da ética, moral e transparência. Carlito Begot é isso, pai de família honrado, homem sério, e que se tornou um homem público.

Qual é a sua plataforma política?

Sempre gostei muito de construir e de trabalhar. Na minha candidatura, as pessoas diziam: “O senhor trabalha em Águas Lindas limpando as ruas, doando brinquedo e levando as pessoas em hospitais, o senhor poderia ser político”. Devido eu ser vendedor, tive conhecimento de toda Ananindeua, por nascer e me criar aqui.

Qual sua motivação para se candidatar à prefeitura de Ananindeua?

Como vice-prefeito, não tive a oportunidade de, por exemplo, nomear um secretário. Estive presente em todo o mandato do atual prefeito, mesmo vendo a admistração com vários erros e eu sem poder optar. Fui motivado a me candidatar porque muitos dos meus projetos foram engavetados e, como prefeito, terei a oportunidade de executá-los.

Quais seus ideais de campanha?

Reconstruir essa cidade, melhorar a autoestima da população e fazer com que o dinheiro público seja bem investido na área da saúde, não que as outras áreas não sejam importantes também. Mas a saúde é o maior problema de Ananindeua. Temos o desafio do Ananindeua rumo aos 100 anos, que planejamos executar nesses 23 anos que faltam.

Ananindeua foi conhecida por muito tempo como cidade dormitório. As pessoas moravam no município mas trabalhavam, estudavam e tinham seu lazer em outros lugares. Quais são suas propostas para mudar esse status?

Quero dizer que Ananindeua ainda é uma cidade dormitório. É triste. Existe emprego e geração de renda? Existe. Mas não existe carinho, amor, respeito com a população, principalmente com o primeiro emprego. Em Ananindeua, vai inaugurar uma grande loja. Tenho certeza que o empresário já era pra ter sido recebido pelo prefeito, e que os empregos fossem priorizados às pessoas de Ananindeua. O mínimo que o poder público pode fazer é criar linhas de crédito e oportunidades para o empresário se sentir bem no município. O Distrito Industrial de Ananindeua precisa ter um apoio meu, é um compromisso meu. É um bairro rico. Vamos investir também nas linhas de ônibus para o Distrito e dar segurança para que eles rodem e que os empresários invistam aqui. Cadê o emprego do Distrito Industrial? Bairros das proximidades, como o Icuí e Curuçambá, serão beneficiados se o Distrito Industrial voltar a funcionar, com implantação de empresas e cursos técnicos profissionalizantes. Você, jovem, quando chega um final de semana, quase não tem opção de lazer na cidade. É compromisso meu de fazer a juventude e as famílias se orgulharem de morar em Ananindeua, de chegarem nas praças e terem o que ver, baterem um papo, marcarem um encontro e se sentirem seguros.

O seu tema de campanha é “Pelo BEM de Ananindeua”. O que lhe move a fazer o bem?

É a minha criação, índole e caráter. Tenho como princípio: Deus, Pátria e família. Ananindeua é minha pátria. Tenho princípios básicos na minha vida. E quero uma oportunidade. Muitos já vieram, receberam oportunidades e depois agiram diferente.

Um dos pilares da sua campanha é a área da saúde. O que você considera do cenário atual da saúde e quais suas propostas para mudar isso?

Primeira coisa a se fazer é o “feijão com arroz” que não está sendo feito: quebrar convênios com os hospitais particulares. O dinheiro que vem do SUS é pra atender a baixa e média complexidade. É obrigatório deixar o posto de saúde da famílias e as UPAs funcionando. O que sobrar desse investimento pode ser destinado aos hospitais particulares, sem problema nenhum. Uma obrigação que tenho com a população é a transparência de mostrar que chegou dinheiro do SUS e que os pilares da saúde estão funcionando.

E na área da educação? O que o senhor pretende executar?

Precisamos desenvolver a educação. Alguns relatos que ouço é que algumas crianças chegam na escola sem tomar café da manhã, a primeira refeição. É compromisso meu garantir merenda escolar de qualidade e incentivar as hortas do Curuçambá e do Abacatal para contribuírem. Vamos trabalhar em parceria com estes produtores pra que, em vez de eu comprar de fora, vou comprar deles. Se for preciso, vamos incentivar eles a criarem um CNPJ. Dentro do nosso projeto, temos também a ideia da Escola Cívico Militar. Vamos melhorar os prédios das escolas, colocando ar-condicionado em todas as escolas. Vamos, também, criar convênios com as igrejas para criar creches nos anexos dos templos. Iremos trabalhar todo o nosso funcionalismo municipal da educação, principalmente os professores, por meio de cursos e a equivalência salarial.

Quais são suas propostas sobre a transparência pública, especialmente sobre os gastos públicos e prazos de resolução de obras?

Esse dinheiro é seu, não sou só eu que devo vigiar, mas a população também. É obrigado colocar uma placa com o valor da obra e dizendo o que vai ser feito. É o mínimo, seja numa praça ou no estádio municipal, que está há oito anos parado, abandonado. Quantos jovens não precisam de um espaço daquele num final de semana? É compromisso meu retomar essas obras. Não sei se vou conseguir fazer todo, mas vou limpar, murar, vou preparar, fazer a pista de atletismo. Se Deus quiser, vão aparecer deputados federais, estaduais e senadores que queiram fazer essa parceria com a gente.

O que diferencia o senhor dos outros candidatos?

A minha índole e caráter, e algo fundamental: nasci e me criei em Ananindeua. Eu sou filho da terra. Eu amo essa terra. Vou brigar por ela. Não vou deixar pessoas vindo de fora, e se dando bem em várias áreas, principalmente na saúde, acabar com o município. São 24 anos de atraso. Eu quero transparência com o dinheiro público para que as pessoas possam se orgulhar da nossa cidade.

Para finalizar, quais são suas palavras aos eleitores?

Acompanhei uma eleição que teve há 30 anos, onde a população elegeu um senhor que era relojoeiro e se chamava Fernando Corrêa. Ele ganhou a eleição aqui numa bicicleta, com uma bíblia na garupa e andando de casa em casa, mostrando que naquele momento tinha que tirar aquele grupo político que estava instalado. A população olhou os candidatos e escolheu um filho da terra, um homem que era digno, honesto, de caráter e princípios. Precisamos de mudança e convoco a todos, através um pedido humilde, de um irmão, como amigo. Vamos todo mundo votar e exercer cidadania por quatro anos. Você tem um bem precioso, uma arma na sua mão, por uma melhor saúde, por uma educação de qualidade, saneamento com água potável e iluminação pública. Vai ter um filho da terra, verdadeiramente, na administração pública, com transparência, pelo bem de Ananindeua.

Na última quarta-feira, dia 4 de novembro, o candidato Carlito Begot foi acusado de sequestrar e torturar uma mulher de 44 anos no bairro do Curuçambá, durante uma caminhada. Veja na íntegra a nota de repúdio publicada pela assessoria do candidato:

A campanha “Carlito Begot 55” vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à estratégia baixa e repugnante adotada pela coligação adversária, com a propagação de notícias falsas (Fake News) contra a candidatura de Carlito Begot à prefeitura de Ananindeua.

Causa ainda mais tristeza a exposição de uma senhora vulnerável (tão vítima quanto Carlito Begot) para o intento reprovável daqueles que fazem a política da baixaria e, em razão do notório crescimento da campanha do 55, se veem desesperados pelo fato de que haver´segundo turno em Ananindeua.

Carlito Begot é um profundo defensor das mulheres, marido e pai de quatro filhas, tem como princípio fundamental de vida a defesa inarredável do combate a qualquer forma de violência de gênero e na luta contra o machismo estrutural ainda tão presente na nossa sociedade.

Propõe no seu plano de governo, inclusive, a criação da Secretaria Especial de Mulheres, com a função de garantir a elas uma política integral de proteção, promoção, atendimento, assistência, profissionalização, renda etc.

É crime previsto no art. 339 do Código Penal dar causa à instauração de investigação policial contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente, punível com pena reclusão de dois a oito anos, e multa.

Não vamos ceder às baixarias, às mentiras, nem mesmo às calúnias. O povo de Ananindeua conhece Carlito Begot que é filho da terra, nascido e criado no município.

Seguiremos firmes rumo ao inevitável segundo turno e à vitória do bem contra o mal; da humildade contra a arrogância; da militância aguerrida contra os que cantam vitória antes do fim do jogo”.

Por Lorena Beltrão.

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