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A Secretaria de Defesa Civil do Recife (Sedec) realizou, nesta terça-feira (28), um treinamento com moradores do Alto do Eucalipto, no bairro do Vasco da Gama, zona norte da cidade. A atividade buscou preparar a população para evacuação rápida e eficiente em caso de riscos ocasionados pelas chuvas. A ação também será feita em outros cinco bairros da capital até o dia 12 de abril.

No treinamento, os moradores foram instruídos a observar o alerta enviado por mensagem de texto (SMS) no telefone celular. Além disso, agentes com apitos orientam o caminho que deve ser seguido até o Ponto de Encontro e Acolhimento. Os habitantes do Alto do Eucalipto devem se dirigir ao Centro de Vivência Cristã (CVC), localizado na Rua Alto do Eucalipto, número 1932.

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A atividade fez parte da Ação Inverno 2023 e contou com a participação dos demais órgãos que compõem o Sistema de Proteção e Defesa Civil: secretarias municipais de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos (SDSDHJPD), Governo e Participação Social (Segov), Saúde (Sesau), Política Urbana e Licenciamento (Sepul), CTTU, SAMU e Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE).

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Programação dos simulados

30/03 - Jardim Monte Verde, Cohab/Ibura de Cima

04/04 - Córrego do Leôncio Rodrigues, Dois Unidos

05/04 - Jordão Baixo

11/04 - Sítio dos Macacos, Dois Irmãos

12/04 - Coqueiral

O Brasil tem 3,9 milhões de pessoas que vivem em 13.297 áreas de risco. Dessas, quatro mil localidades são classificadas como de “risco muito alto”, de deslizamentos e inundações, por exemplo. Já o número de áreas classificadas como de “risco alto” é de 9.291. Os dados podem ser visualizados no painel do Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia. 

Os estados mais impactados são Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Um dos motivos é o fator geológico de relevo, explicou o coordenador executivo do Programa de Cartografia de Áreas de Risco Geológico, Julio Lana, geólogo pesquisador do Serviço Geológico (SGB). 

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“Esses estados têm grande parte do relevo caracterizado por áreas bastante montanhosas, os municípios estão parcialmente assentados sobre terrenos inclinados, morros e regiões serranas e naturalmente são áreas sujeitas a processos de instabilização de encostas - os deslizamentos. Além disso, são estados que têm [áreas] hidrográficas consideráveis, com rios bastante importantes e grandes terrenos ocupados nas margens desses rios, o que sujeita a população a sofrer com os eventos de inundação”, disse Lana.

Acrescentou que outro fator é que o mapeamento feito pelo SGB envolve mais municípios nesses quatro estados impactados.

“Esse trabalho contemplou cerca de 1.600 municípios no Brasil. Não são todos os municípios brasileiros que foram contemplados. E, dentre os estados que têm maior número de cidades mapeadas, estão justamente Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. É interessante destacar que eles têm o maior número de áreas de risco e consequente população nessas áreas justamente porque têm o maior total de cidades mapeadas em comparação com outros estados”, salientou. 

Prevenção de desastres

O Serviço Geológico do Brasil disponibiliza o mapa online para prevenção de desastres. O mapa apresenta a localização e algumas características de área propensas a serem afetadas por eventos adversos de natureza geológica, como deslizamentos, inundações, enxurradas, fluxo de detritos, quedas de blocos de rochas e erosões. 

O mapeamento é feito para caracterizar as áreas sujeitas a perdas ou danos decorrentes da ação de eventos de natureza geológica, destacou o coordenador. “Quando esse mapeamento é finalizado ele é enviado para a Defesa Civil e outras instituições do poder público, responsáveis por tomar medidas de prevenção, como, por exemplo, realizar as ações de monitoria, alerta, desenvolver políticas públicas para promover o ordenamento territorial, ou seja, para evitar que novas áreas de risco surjam nesses municípios. São as principais medidas de prevenção que esperamos que sejam tomadas em decorrência do mapeamento”, afirmou Lana. 

O mapa não contempla a totalidade das cidades  brasileiras, e, sim, as 1.600 cartografadas até o momento. Assim, podem existir áreas sujeitas a desastres em localidades ainda não mapeadas pelo Serviço Geológico.

De cada 100 hectares construídos de favela entre 1985 e o ano passado, cerca de 15% foram em áreas de risco, conforme estudo do MapBiomas sobre a urbanização das cidades, realizado com base em imagens de satélite. As áreas informais totalizaram 106 mil hectares. Regiões de risco são caracterizadas por condições inadequadas de moradia e maior suscetibilidade a desastres ambientais, bem como falta de acesso a serviços públicos básicos.

Nesses 37 anos, a malha urbana do País cresceu 2,5 milhões de hectares, resultando na perda de 558,5 mil hectares de formações vegetais naturais. O crescimento urbano, frente ao aumento populacional, é inevitável, mas é preciso pensar na maneira como essa urbanização se dá, a fim de reduzir a precarização da vida humana e impactos ambientais, destaca o levantamento do MapBiomas, projeto que reúne universidades, organizações ambientais e empresas de tecnologia. As imagens de satélite mostraram que a ocupação urbana em áreas de risco, no geral, aumentou três vezes entre 1985 e 2021. Considerando favelas, o avanço foi maior, de 3,4 vezes.

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A ocupação de áreas de risco ocorre de forma desproporcional e se concentra em algumas cidades. Apenas 20 respondem por 36% do crescimento urbano nesses locais dos últimos 37 anos. Salvador (BA), Ribeirão das Neves (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE), São Paulo (SP), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG) são as seis primeiras da lista.

Áreas de risco, de acordo com o engenheiro ambiental Edimilson Rodrigues, membro da equipe Áreas Urbanas do MapBiomas, são localidades nas quais não existem condições adequadas para moradia, como encostas e locais com alta declividade. Essas regiões podem ser mais suscetíveis a inundações e mais afetadas por desastres ambientais, explica o pesquisador.

"Salta aos olhos perceber que, depois de tanto tempo e com avanços da política urbana brasileira, ainda exista insuficiência de atendimento de habitação e política urbana adequada que atenda toda a população", afirma ele.

Rodrigues indica que as ocupações nessas regiões são fruto de uma política urbana inadequada, que, em suma, empurra a população para essas áreas, onde o preço da terra é mais barata. "A população não ocupa arbitrariamente esses locais. Lacunas de políticas (urbanas e habitacionais) impõem essa necessidade."

Além da falta de acesso a serviços básicos, como educação, saneamento e transporte, por exemplo, a população que vive nessas regiões é afetada desproporcionalmente pelas alterações do clima. "Estudos mostram que existe uma sobreposição entre as populações que vivenciam esse tipo de vulnerabilidade social, como populações sujeitas às mudanças climáticas de forma mais aguda", acrescenta o engenheiro.

As consequências do avanço das construções sobre áreas de risco podem ser nefastas. Ele cita Petrópolis (RJ) como um "exemplo típico" desses perigos: fortes chuvas que castigaram o município em fevereiro e março, com desabamentos e inundações, causaram mais de 240 mortes.

VEGETAÇÃO NATURAL

Nos últimos 37 anos, a malha urbana do País saltou de 1,2 milhão de hectares para 3,7 milhões. Boa parte dessa urbanização ocorreu em áreas de uso agropecuário (67,8%). No entanto, 22,2% delas se tratavam de formações vegetais naturais.

Só os Estados de São Paulo e Rio, localizados na Mata Atlântica, perderam quase 38 mil hectares de vegetação nativa para a expansão urbana. Cada um perdeu, respectivamente, 26.655 e 10.982 hectares.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Prefeitura de Camaragibe, no Grande Recife, determinou, na segunda-feira (30), a saída imediata de todas as famílias que moram em uma área de risco situada próxima às ruas Califórnia e Bela Vista. O mesmo também foi determinado para famílias que moram no trecho da Avenida Pernambuco, embaixo do Alto do Padre Cícero. A medida, de acordo com a gestão, segue orientações da Defesa Civil municipal, que realizou inspeção técnica na área com o apoio do estado e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

As famílias que serão realocadas viviam em residências sob risco de desabamento em decorrência das chuvas que ainda caem na cidade. Os moradores são aconselhados a ir para a casa de parentes ou para os abrigos disponibilizados pela prefeitura nas escolas municipais Carmelo Orrico Lapenda (Bairro dos Estados) e o Cemei Vivendo e Aprendendo (Celeiro). 

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“Nossas equipes já alertaram reiteradamente as pessoas para que elas saiam de suas casas. Há uma grande rachadura em uma barreira perto dessa localidade”, pontuou a secretária de Defesa Civil de Camaragibe, Kátia Marsol. 

Buscam continuam 

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco continua buscando por uma vítima desaparecida na Comunidade do Areeiro, em Camaragibe. A informação foi atualizada pela corporação na manhã desta terça-feira (31). O trabalho é coordenado pela major Karla Lessa, e integrado às Forças Armadas e integrantes da Prefeitura de Camaragibe. 

No município, ao menos seis pessoas morreram após deslizamentos na localidade conhecida como Córrego do Desastre, no Alto de Santo Antônio e, também, no bairro dos Estados, na manhã do sábado (28). 

LeiaJá também: Mais informações sobre a chuva em Pernambuco 

--> Governo reconhece situação emergencial em 14 cidades de PE 

--> Saiba como ajudar as vítimas das chuvas em Pernambuco 

--> Camaragibe abre escolas para desabrigados pela chuva 

O governador Cláudio Castro (PL), do Rio, esteve nesta quarta-feira, 16, em diversas áreas de Petrópolis que foram atingidas por fortes chuvas. Ele prometeu investimento para tentar tirar moradores de áreas de risco e levá-los para lugares mais seguros, garantindo que as verbas serão do caixa estadual, mesmo que não venha ajuda federal.

"O Governo do Estado vai entrar com o que for necessário. Não será por falta de recursos que deixaremos de fazer as obras necessárias. A prioridade total é para pessoas que estejam em áreas de risco. É duro, mas vamos retirar as pessoas desses locais. Teremos uma postura corajosa para fazer o que for necessário, doa a quem doer", disse.

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Castro disse que até o final da tarde desta quarta-feira a Defesa Civil havia contabilizado 78 mortes. "Foi a pior chuva na região desde 1932. Temos 372 pessoas desabrigadas nas 89 áreas atingidas, com 26 deslizamentos. Mais de 180 moradores estão sendo acolhidos nas escolas e com acesso a psicólogo. Foram 21 pessoas resgatadas com vida, o que nos deixa feliz por termos chegado a tempo", explicou.

O governador aproveitou para elogiar o trabalho dos agentes estaduais e bombeiros. "Não podemos deixar de agradecer a esse espírito solidário que presenciamos aqui. Algumas prefeituras mandaram seus agentes e outras pessoas vieram voluntariamente", disse.

Ele afirmou que houve um grande investimento na região Serrana do Rio, na área de contenção de encostas, nos últimos anos, mas que ainda não é o suficiente. "O que a gente tem de entender é que existe uma dívida histórica e também o caráter excepcional dessa chuva, a maior desde 1932. Existe o déficit e que sirva de lição para a gente agir de forma diferente."

Castro também prometeu mais obras, para minimizar o impacto, e disse que o sistema de vigilância ajudou a alertar os moradores da região, caso contrário a tragédia teria sido ainda pior na opinião dele. "A questão das sirenes funcionou muito bem. A Defesa Civil conseguiu salvar muitas vidas com a manutenção dessas sirenes", comentou.

Diante da tragédia ocasionada pelas fortes chuvas na Bahia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu a criação de uma Lei de Responsabilidade Social para atender comunidades em áreas de risco.

Em publicação no Twitter, Mendes não citou o nome dos gestores públicos, mas disse que essa legislação deve deixar clara a responsabilidade de cada um. Além disso, o ministro pontuou que é preciso tratar a agenda como uma prioridade. Enquanto o Estado enfrenta dias amargos, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), está curtindo férias em Santa Catarina.

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"Os desastres na BA reiteram a importância de termos uma lei de responsabilidade social com métricas objetivas de atenção básica às comunidades em áreas de risco e um regime claro de responsabilidade dos gestores públicos. É hora de tratar essa agenda com prioridade", escreveu o ministro do STF.

Na Bahia, já foram registradas 21 mortes e 471 mil pessoas foram afetadas com a tregédia. No Estado são 136 cidades em situação de emergência. 

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A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) de emitiu um alerta para a possibilidade de chuvas fortes no Recife. A previsão é válida para as próximas 24 horas. Por isso, famílias que moram em áreas de risco devem ficar atentas.

A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelo telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento 24h. A orientação é que, em caso de necessidade, moradores de locais de risco procurem abrigos seguros.

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Agentes da Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho estão realizando um recadastramento das famílias que vivem em áreas consideradas de risco na cidade. Segundo informado pela assessoria de comunicação (Secom), "esse é um trabalho de prevenção do município para poder oferecer uma resposta mais rápida em casos de emergência". Com isso, conseguem também manter atualizados todos os dados de cada morador dessas áreas, "permitindo um melhor planejamento das ações paliativas", pondera a Secom.

Através dos cadastros, a Defesa Civil diz que será capaz de monitorar, avaliar e encaminhar as necessidades destas áreas para as secretarias que fazem parte da Comissão de Defesa Civil Municipal. A gerente da entidade, Ana Sandra, informou que “além do cadastramento dos 'moradores de risco', também serão registrados os (passíveis) de alagamento”. O trabalho foi iniciado na região de Ponte dos Carvalhos, mas todas as regiões do Cabo, segundo Ana Sandra, serão atendidas.

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A assessoria ainda informa que moradores que identificarem suas residências como zona de risco, mas não tiveram suas residências recadastradas, podem solicitar a ação através do número: 0800 281 8531.

Com informações da assessoria

O Promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro disse em entrevista coletiva no fim da tarde de ontem (11) que o Ministério Público (MP) não vai promover ações de desocupação de imóveis construídos de forma irregular em áreas de risco do município de Guarulhos, na grande São Paulo. De acordo com o MP, a informação que está circulando entre os moradores de bairros que possuem construções clandestinas situadas às margens, encostas e leitos de rios da região é falsa.

“A desocupação só irá ocorrer depois que a prefeitura remover as pessoas que moram nesses locais para moradias dignas que não ofereçam riscos ou pague locações sociais que não firam o meio ambiente. Nossa intenção é proteger vidas”, declarou Castro. Uma empresa terceirizada foi contratada pela prefeitura da cidade em 2004 para fazer o levantamento desse tipo de residência e mapeou 99 núcleos habitacionais em áreas de risco. Dez anos depois, o Ministério das Cidades solicitou ao Serviço Geológico do Brasil o levantamento das áreas de risco que, por sua vez, indicou a existência de 91 regiões desse tipo.

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“Em nenhuma delas os moradores dessas ocupações são réus. Ou seja, nenhum morador está sendo processado pelo MPSP. As ações são contra a prefeitura local e o que pedimos à Justiça é que os ocupantes dessas áreas sejam transferidos para locais seguros para que a integridade física delas seja preservada. Hoje esses imóveis ensejam risco de morte”, disse o promotor. Dados preliminares da prefeitura apontam a existência de 12 mil pessoas morando em áreas de risco na cidade.

A Prefeitura de Guarulhos deve realocar as famílias desapropriadas por conta de uma decisão judicial a pedido do Ministério Público (MP). No entanto, segundo o secretário de Justiça João Carlos Pannocchia, a administração municipal solicitará junto ao MP um prazo maior para o cumprimento da decisão. Isso porque existem 61 ações civis contra o município com liminares para serem cumpridas em 180 dias, totalizando 80 mil pessoas a serem desapropriadas.

“Nós pretendemos primeiro ir ao Judiciário. Se eles não quiserem resolver a situação vamos ao MP tentar um ajuste para que dentro do nosso plano habitacional tenhamos um cronograma. Não vamos conseguir em 180 dias. A ideia é conseguir alongar esse prazo dentro de um cronograma de seis a 10 anos”, explicou Pannocchia.

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Segundo Pannocchia, o plano habitacional prevê a doação de um terreno para que as famílias construam suas moradias. Dessa forma, a prioridade será para aquelas famílias que residem em áreas de risco. “Essas pessoas já deveriam ter sido retiradas, mas não o foram por motivos variados e talvez o principal é que não tinha onde alocar essas pessoas de forma decente”, disse.

Em nota, a Secretaria de Habitação informou que há 700 áreas irregulares, tanto públicas quanto particulares. O Plano Habitacional prevê conjuntos ou lotes sociais, mas esta proposta deverá ser homologada junto ao MP.

Recomeçar. Reconstruir. Nos municípios da Mata Sul pernambucana, as consequências das chuvas, uma vez mais, foram devastadoras. Assim como em 2010 e em 2012, inúmeros imóveis foram engolidos pela água enlameada dos rios que transbordaram. A reportagem do LeiaJá visitou algumas das principais cidades atingidas: Sirinhaém, Rio Formoso, Barreiros, Água Preta, Palmares. Em todos os locais, tristeza e esperança caminham de mãos dadas. A hora é de varrer a lama e a dor para fora de casa, retomar a rotina. Mas mesmo que a chuva passe, certas marcas dificilmente se apagarão.

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Depois de um sábado bastante chuvoso e um domingo nublado e com algumas pancadas de chuva, a promessa é de mais precipitações nas próximas 24h na Região Metropolitna do Recife. Essa é a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

O orgão alerta para a necessidade de atenção por parte de moradores de áreas de risco. A Apac reforça que equipes da Defesa Civil do Recife estão em prontidão e podem ser acionadas por meio do telefone 0800 081 3400. A ligação é gratuita e a Central de Atendimento funciona 24h.

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que no domingo, 13, foi até Franco da Rocha prestar solidariedade às vítimas de enchentes, investiu nos últimos três anos 8% do orçamento previsto para intervenções em áreas de risco. Dados da execução orçamentária publicados no site da Prefeitura mostram que durante o período de seca - considerado o mais seguro para realização de obras de contenção -, a estimativa era gastar R$ 484 milhões, mas só R$ 39,4 milhões foram de fato liquidados.

A destinação de recursos para evitar enchentes também ficou aquém do previsto durante os três primeiros anos da gestão Haddad. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico, foi investido R$ 1 bilhão, ante R$ 2,7 bilhões orçados - o que representa 38% do total.

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De acordo com a Prefeitura, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não foram repassados pelo governo Dilma Rousseff, o que explica o baixo investimento. Apesar disso, a gestão Haddad afirma que ampliou os investimentos na área de drenagem, na comparação com 2011 e 2012, os últimos anos do governo Gilberto Kassab (PSD).

IPT

São Paulo tem 407 áreas de risco, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de 2010. No total, 26 das 32 subprefeituras constam do mapa. Somados, esses locais compreendem 13,5 km2, o que corresponde a 0,9% do território da cidade. Das áreas identificadas, 176 estão na zona sul, 107 na zona norte, 100 na zona leste e 24 na zona oeste.

A regional que concentra o maior número de locais com possibilidade de escorregamentos é a Subprefeitura de M’Boi Mirim, na zona sul, com 50 endereços. Foi lá que, na madrugada de sexta-feira, houve um deslizamento de terra que atingiu quatro casas, deixando quatro pessoas feridas no Jardim Ângela. Outras 28 pessoas ficaram desabrigadas e foram cadastradas para atendimento emergencial.

A gestão Haddad diz ter removido 12 mil pessoas de áreas de risco de 2013 pra cá. Nos últimos três anos, foram distribuídos 22,9 mil folhetos e 3.180 cartazes em todas as subprefeituras atingidas. O material dá informações, segundo a Prefeitura, sobre como proceder durante e depois de situações de enchentes, prioritariamente nas áreas de riscos alto e muito alto (R4) que, em 2010, reuniam ao menos 115 mil pessoas.

No início de 2013, no entanto, Haddad chegou a anunciar que firmaria um novo acordo com o IPT para monitoramento diário das áreas de risco. O contrato não vingou e, agora, a Prefeitura oferece capacitação para 144 técnicos municipais de diversas áreas assumirem a função. Além da atualização do mapa das áreas de risco geológico, o governo promete fazer o primeiro levantamento das áreas na capital de risco hidrológico (para inundação).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cinco localidades vão receber mutirões da Operação Inverno 2015 neste sábado (9). A iniciativa da Defesa Civil do Recife visa proteger as áreas de risco para o período de chuva, além de alertar a população sobre os cuidados necessários.

Desta vez, os locais contemplados são UR-10, na Cohab; Alto Jardim Progresso, em Nova Descoberta; Rosa Selvagem (Jardim Teresópolis 2), na Várzea; Córrego da Fortuna, em Dois Irmãos; e Córrego do Deodato em Água Fria. Nestes pontos serão feitos serviços de limpeza, colocação de lonas plásticas, remoção de entulhos, ações de monitoramento, capinação e roçagem.

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Operação – Em dois meses de atuação, a Defesa Civil já realizou 36 mutirões, resultando em 22.574 vistorias técnicas para monitorar a situação dos imóveis situados em áreas de risco. Foram instaladas 5.827 lonas plásticas, concretizadas 164 palestras educativas em escolas municipais e visitadas 10.612 residências com o objetivo de conscientizar os moradores. 

Com informações da assessoria.

A Operação Inverno completa dois meses nesta quinta-feira (14). A ação da Secretaria Executiva de Defesa Civil (Sedec), que tem por objetivo proteger moradores de áreas de risco das chuvas, realizou 22.574 vistorias técnicas neste período. Também foram realizadas 164 palestras educativas em escolas municipai e 5.827 pontos de risco foram cobertos com lonas plásticas para reduzir o impacto da chuva.

Desde março a Sedec faz visitas à residências do Recife com o objetivo de conscientizar a população sobre as práticas seguras que devem ser adotadas de modo a evitar acidentes durante o período chuvoso. Aos sábados, mutirões reúnem diversos serviços em diferentes localidades de risco da cidade. Bairros como Jordão, Vasco da Gama, Ibura, Linha do Tiro, Várzea, Nova Descoberta, Cohab, Dois Unidos e Coqueiral foram contemplados. 

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Neste sábado (16), mais cinco localidades vão receber a atividade: UR-10, na Cohab; Alto Jardim Progresso, em Nova Descoberta; Rosa Selvagem (Jardim Teresópolis 2), na Várzea; Córrego da Fortuna, em Dois Irmãos; e Córrego do Deodato, em Água Fria. De acordo com a Sedec, a realização desses mutirões durante a manhã dos sábados são importantes para reforçar as atividades feitas diariamente. 

A aplicação da geomanta impermeabilizante está em execução nas localidades de Lagoa Encantada, Ibura e Córrego do Eucalipto. Além disso, estão em andamento 15 obras do programa Parceria nos Morros, no qual a Prefeitura disponibiliza acompanhamento técnico e material de construção e os próprios moradores entram com a mão de obra. Essas ações de aplicação de geomanta impermeabilizante de PVC e do programa Parceria nos Morros também terão continuidade ao longo da Operação Inverno.

Com informações da assessoria

Em reunião promovida nesta quarta-feira (18), representantes do Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CBMPE) definiram os últimos ajustes da Operação Inverno 2015. As ações começam a ser colocadas em prática no próximo dia 25 de março, através da realização do mapeamento de risco.

De acordo com o coronel Manoel Teles, no momento em que a Defesa Civil emitir o alerta informando a possibilidade de precipitações acima de 30 mm, o CBMPE acionará a primeira fase de resposta deixando as equipes de sobreaviso, ativando-as para emprego operacional, na existência da precipitação esperada.

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“Dessa maneira, fazemos uso racional dos recursos financeiros, logísticos e, principalmente, humano. Ou seja, deixamos as equipes em estado de alerta e as ativamos efetivamente quando as chuvas forem intensas”, afirmou o Subcomandante Geral do CBMPE.

Ainda conforme o coronel, em um curto espaço de tempo será possível mobilizar até sete equipes na Região Metropolitana do Recife (RMR), integrando-as à força operacional da Corporação. "O Corpo de Bombeiros está preparado para ativar até sete viaturas extras para atendimento exclusivo às inundações, deslizamentos e desabamentos decorrentes de fortes chuvas que ocorram na Região Metropolitana", concluiu.

Com informações da assessoria

A Defesa Civil do Recife divulgou, nesta quinta-feira (31), a implantação de uma manta impermeabilizante em 100 pontos de riscos nos morros da cidade. Mais resistentes que as lonas, a geomanta é de PVC e foi colocada em localidades como Lagoa Encantada, Ibura de Baixo, Córrego do Curió, Vila dos Milagres, Alto do Maracanã e Córrego do Euclides. 

O material tem maior durabilidade e garantia de cinco anos e é revestida com uma camada de proteção mecânica de cimento e pigmento na cor verde. Este tipo de manta já foi utilizado para manter a estrutura de corte e impermeabilidade em obras de canais na Bahia. Aprimorado, foi elaborado com o intuito de ser colocado nas encostas com o objetivo de evitar possíveis deslizamentos de barreiras. 

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De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil, Adalberto Freitas, a nova tecnologia foi instalada, primeiramente, nos pontos mais críticos que foram identificados pelas equipes da secretaria. “É uma solução temporária que apresenta maior eficácia que a lona plástica e fará a proteção das encostas enquanto a Prefeitura trabalha para executar as obras de contenção“, explicou.

A Defesa Civil do Recife emitiu uma nota sobre as fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana (RMR) nesta quinta-feira (26). Das 4h às 10h, o índice pluviométrico registrado foi de 110 mm, o equivalente a 28% do previsto para todo o mês de junho. Ao todo, 70 ocorrências foram encaminhadas à Central de Atendimento da Defesa Civil, desde a meia-noite. 

Há deslizamentos de barreira, sem feridos, no Ibura, Lagoa Encantada, Água Fria e Passarinho. Os pontos de alagamentos são inúmeros; canais transbordaram nas localidades de Rio Morno e Linha do Tiro. Equipes técnicas atuam para atender às ocorrências e intensificar o monitoramento nas áreas de risco. 

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A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) havia emitido um alerta, nesta quarta (25), no qual previa chuva acima de 50 mm. De acordo com a entidade, a previsão é de que as chuvas continuem ao longo do dia. Moradores de locais de risco devem ficar atentos e, caso necessário, entrar em contato pelo telefone 0800 081 3400. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia. 

Uma nova ferramenta de monitoramento pluviométrico será instalada, na manhã desta terça-feira (13), em mais um ponto do Recife. Às 9h30, a Prefeitura implanta o aparelho para medir a quantidade de chuva, na Escola Municipal de Água Fria. Atualmente, há 31 equipamentos espalhados em diferentes áreas da capital pernambucana. 

A ação faz parte do projeto Pluviômetro nas Comunidades, iniciativa pela qual outros 18 aparelhos semiautomáticos já foram instalados nos últimos meses em locais como Linha do Tiro, Alto da Telha, Bola na Rede, Santo Amaro e Casa Amarela. Segundo a Prefeitura do Recife, mais 15 equipamentos deste tipo devem ser adquiridos a partir de um acordo da gestão municipal com o Governo Federal. 

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Segundo o secretário-executivo da Defesa Civil do Recife, Adalberto Freitas, os novos instrumentos são formas de “aprimorar o nosso monitoramento e também as nossas ações preventivas e emergenciais”, com o intuito de colher “informações detalhadas sobre a situação das chuvas, principalmente nas áreas de risco”. 

Previsão de chuva até agosto – Em entrevista exclusiva ao Portal LeiaJá, o chefe da seção de previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia no Recife, Ednaldo Correia de Araújo, garantiu que o Recife será a cidade pernambucana com maior incidência de chuva durante o inverno. 

São previstos, até agosto, dias com chuva superior a 100 mm, o que deve deixar população e órgão competentes em alerta com a possibilidade de deslizamentos de barreiras e pontos de alagamentos.

As fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife (RMR), somadas à possibilidade de tempestades nas próximas horas, deixaram as secretarias de Defesa Civil das principais cidades da região em alerta. Nesta terça-feira (29) a Defesa Civil do Recife confirmou a realização de 288 vistorias técnicas em áreas de risco.

Há 78 pontos de risco na cidade, nos quais foram colocados 19.400 metros quadrados de lonas de plástico. Até as 17h, houve registro de um deslizamento de barreira de pequenas proporções na localidade de Pantanal, no Barro, sem feridos. Áreas com maior risco, apontadas pela Defesa Civil, são Jordão, Vasco da Gama, Lagoa Encantada, Alto Santa Terezinha e Jardim Monte Verde. Equipes de prontidão podem ser acionadas pela população pelo telefone 0800 081 3400. O atendimento é gratuito e funciona 24h.

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Em Olinda, segundo a Defesa Civil do município, nenhuma ocorrência grave foi registrada; foram contabilizados 17 pedidos de colocação de lona, quatro para corte de árvores e dois para vistoria em imóvel e barreira. Segundo a Prefeitura, equipes estão responsáveis pela limpeza de canais, galerias, canaletas e caixas coletores, com o intuito de evitar alagamentos. Obras de contenção de encostas estão sendo realizadas na Rua Bernardino de Melo, em Águas Compridas, na Rua da Carolina, no Córrego do Abacaxi, e na Rua Quadrante, no Alto da Conquista. 

Os trabalhos de prevenção também estão sendo realizados em Jaboatão dos Guararapes. Após registro de chuvas de 38 milímetros, nesta terça (29), a Defesa Civil local listou 22 ocorrências, mas sem deslizamento de barreiras. Técnicos foram mobilizados para bairros como Muribeca, Candeias e Cajueiro Seco. Outros problemas causados pela chuva, como infiltrações e parte elétrica comprometida, serão verificados pela Defesa Civil para encaminhamento de soluções. 

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