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 Na noite desse domingo (9), moradores de sete cidades no Interior de Minas Gerais deixaram as casas após um alerta de alto risco de rompimento da barragem da hidrelétrica da Usina do Carioca, em Pará de Minas.

A solicitação para deixar imediatamente a região a cerca de 83 quilômetros de Belo Horizonte foi emitida pela Defesa Civil junto à Prefeitura. Um posto de saúde foi disponibilizado perto da igreja para receber os desabrigados.

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As autoridades estimam que o rompimento atingiria as cidades de Pará de Minas, Pitangui, Onça de Pitangui, São João de Cima, Casquilho de Baixo, Casquilho de Cima e Conceição do Pará.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um dos bombeiros que auxiliaram na evacuação informa que o nível do Rio São João iria subir 60 metros, com o risco de 99% de rompimento.

Ele ainda diz que áreas urbanas não serão atingidas, mas as proximidades do Rio Pará e São João, logo abaixo da barragem, seriam devastadas.

Com a continuidade das chuvas que caem na região, o prefeito Elias Diniz destacou que o rompimento da Usina do Carioca poderia acarretar um efeito dominó nas barragens de Britos e Itaúna.

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A semana começou trágica no bairro de Sambaituba, bairro da zona rural do município baiano de Ilhéus. No domingo (26), os moradores acordaram com a água invadindo ruas e casas. As fortes chuvas que caíraam no estado  provocaram a cheia do Rio Almada, que margeia a região, e transformaram Sambaituba em um bairro parcialmente submerso. O barco se tornou o principal meio de transporte no local. 

Nesta sexta-feira (31), a enchente está recuando, mas as casas mais próximas do rio estão com a água na altura do telhado. Em outras ruas, onde a água também chegou próximo às telhas das casas, ela já abaixou. Na maior parte do bairro ainda se anda de barco ou com a água, no mínimo, no meio da canela.

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“A minha rua se encontra com nível de água alto. Da minha casa eu não pude retirar nada, porque à medida que ia chovendo, a água subia muito rápido, o nível se elevava muito rápido. Então, saímos de lá com a roupa do corpo”, conta Thainara Santos, 26. Ela, o marido e o filho de 7 anos estão abrigados em uma escola local. Ela agora espera as águas abaixarem para ver o que pode salvar dos móveis e eletrodomésticos.

De muitas casas ainda só se vê o telhado. Aos moradores de casas de dois andares, restou a mudança para o pavimento superior, junto com os móveis do primeiro andar. Mas muitos não tiveram essa opção. Um morador da cidade, ao perceber que a água tomou as ruas mais próximas ao rio, foi até o local para oferecer ajuda. Encontrou um casal de idosos e os ajudou no resgate e na retirada de alguns dos móveis. Quando retornou, deparou-se com a própria casa já tomada pela água. Foi a vez dele precisar de ajuda. E isso aconteceu com frequência.

“O que está nos mantendo alimentados e vestidos são as pequenas ONGs [organizações não governamentais], é a solidariedade do povo. O povo é que nos ajuda”, disse Thainara. Ela e outros moradores relataram à Agência Brasil que a enchente trouxe à tona uma solidariedade entre os moradores. Muitos ajudando os outros na retirada dos móveis, a salvar o que pode ser salvo e acolhendo quem teve sua casa submersa.

“A gente está passando uma situação muito difícil com a enchente. Desde domingo que estamos ilhados, sem poder sair. Muita gente desabrigada. Mas tem muita gente ajudando, helicópteros trazendo comida para a população e o povo está se virando como pode”, disse José Carlos Nascimento, 51.

José Carlos também precisou deixar sua casa, onde a água invadiu e subiu cerca de um metro. Com a trégua da chuva e o lento recuo das águas, ele confia em uma melhora do cenário nos próximos dias. “As águas começaram a baixar. Espero que daqui uns quatro ou cinco dias a gente esteja em uma situação mais confortável”.

Não bastasse a fúria da natureza contra o bairro simples de Ilhéus, a ação de ladrões traz uma preocupação extra àqueles que precisaram deixar suas casas. Saqueadores estão aproveitando as casas vazias para roubá-las. “A nossa situação é lastimável, estamos isolados, ilhados. E além do medo de chover novamente, do nível da água elevar, temos o receio das nossas casas serem arrombadas, porque é o que está acontecendo aqui em Sambaituba”, acrescenta Thainara.

Alimentos, cobertores, dentre outros itens, estão chegando. Helicópteros do Corpo de Bombeiros e da Marinha chegam ao município para levar doações. A prefeitura também tem colaborado com cestas básicas e quentinhas, mas alguns moradores reclamam da lentidão do poder público local em oferecer apoio, além da burocracia. Isso porque o governo municipal decidiu fazer um cadastramento das famílias que necessitam de ajuda e muitos moradores estão sem os documentos, que ficaram nas casas tomadas pela água.

Prefeitura

A prefeitura informa que o formulário a ser preenchido pelos moradores “visa mapear a situação da população afetada e de maior vulnerabilidade, seu perfil e suas necessidades mais urgentes, para prover subsídios e ofertas socioassistenciais”. A reportagem questionou a prefeitura de Ilhéus sobre as providências a respeito da assistência emergencial aos moradores, bem como a possíveis auxílios aos que perderam móveis e eletrodomésticos, além de providências em relação aos saques denunciados pelos moradores. Mas até o fechamento desta matéria não recebeu resposta.

Em um boletim divulgado pela prefeitura de Ilhéus na última terça-feira (28), o município tinha 946 pessoas desabrigadas acolhidas em 18 escolas municipais que recebem as pessoas que tiveram que sair de casa e que dependem de um abrigo provido pelo poder público. Somente em Sambaituba são 330 pessoas acolhidas na escola local.

O município tem recebido doações de alimentos, itens de higiene, dentre outros. Segundo a responsável da prefeitura pelo recebimento das doações, a coordenadora de projetos da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, Luana Messias, existe necessidade de alimentos, colchonetes, itens de higiene pessoal, material de limpeza e medicamentos como dipirona, loratadina e paracetamol.

Uma conta bancária foi criada pela prefeitura especificamente para receber as doações financeiras de quem puder doar. Segundo a prefeitura, esses recursos serão convertidos em materiais necessários para as pessoas vulneráveis. Banco do Brasil Agência 0019-1, Conta Corrente 81998-0, CNPJ 13.672.597/0001-62. Pix: sefaz@ilheus.ba.gov.br.

Os moradores de Xi'an vivem um confinamento quase total por um pequeno foco de Covid-19 que os obrigou a suspender reuniões familiares, prejudicou as provas de fim de ano e deixou as ruas vazias nesta cidade da região central da China.

A medida drástica foi adotada porque a China persiste com a estratégia de 'zero covid' antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que acontecerão em fevereiro.

As ruas da cidade ficaram vazias, com filas apenas nos postos de teste de Covid-19, e zonas residenciais isoladas.

A histórica ex-capital, um destino popular para turistas estrangeiros antes da pandemia, iniciou um isolamento na quarta-feira, depois que mais de 200 casos de coronavírus foram detectados em dezembro.

Wei, moradora de Xi'an, lamenta que por culpa dos confinamentos não consegue encontrar o marido, que vive em Pequim, há vários meses.

"Pequim teve um foco há algum tempo, e agora Xi'an tem um foco, o que impede nossas viagens", disse Wei.

Na China, apenas um caso de Covid-19 pode provocar ordens de confinamento e restrições de deslocamentos.

O confinamento acontece em um momento difícil para os estudantes da cidade que sonham com uma vaga na universidade: as provas de admissão estão programadas para a próxima semana.

"Foi uma semana de ansiedade", disse uma estudante que pediu anonimato.

"O centro das provas pede dois certificados negativos impressos e feitos nas últimas 48 horas. Mas agora os postos de testes próximos entregam apenas resultados eletrônicos, o hospital está isolado e o local das provas não atende o telefone", explicou.

E ela não sabe como chegará ao local das provas com as estradas bloqueadas.

A imprensa local exibiu imagens dos moradores em uma corrida aos mercados para comprar alimentos e outros produtos quando o confinamento foi anunciado na quarta-feira.

O jornal estatal Global Times afirmou que Xi'an enfrenta "um enorme teste em sua capacidade de governança".

Muitas autoridades locais na China foram destituídas depois que o governo central considerou que administraram de maneira equivocada os focos de covid.

Em Xi'an, agentes de turismo pediam aos visitantes que apresentassem testes negativos de covid antes do último foco da doença. As pessoas que chegam de trem à cidade precisavam provar que não estavam infectadas.

- Aceitação e apoio -

A China registrou menos de 5.000 mortes na pandemia, contra mais de 800.000 nos Estados Unidos.

Muitos moradores se resignaram a acatar a ordem de permanecer em casa, diante da insistência do governo de manter a estratégia de 'zero covid'.

"O confinamento tem que acontecer", declarou Sun, moradora de Xi'an que revelou apenas o sobrenome.

Ela disse à AFP que suspeitou que o confinamento seria anunciado porque mora em um bairro no qual vários casos foram detectados. E disse que vai continuar trabalhando de casa.

A China, primeiro país a registrar casos de Covid-19, reduziu os contágios ao mínimo com a estratégia repetida de suspender os meios de transporte para isolar a localidade em que os contágios foram detectados e organizar milhões de testes.

Vários moradores afirmaram à AFP que se consideram mais bem preparados para o confinamento quase dois anos após o início da pandemia. E acreditam que medidas extremas permitem conter o surto.

"Todos vimos o confinamento de Wuhan. Naquela época nada era certo, mas desta vez não estamos em pânico e confiamos no governo", disse Wei, morador de Xi'an, em referência aos 76 dias que Wuhan passou em isolamento no início de 2020.

Isolar Xi'an é uma "contramedida que devemos fazer na fase inicial, o mais cedo possível", declarou à AFP Yuan, uma intérprete e mãe de dois filhos que mora na cidade.

Ela disse que todo o seu complexo residencial será submetido a testes de covid pela terceira vez desde o início do foco em Xi'an.

Com as escolas fechadas, seus filhos terão aulas pela internet.

"Comparado com Wuhan, acredito que nosso confinamento não será muito longo", disse.

Em Mayfield, arrasada pelos tornados do fim de semana, os moradores dizem que sua fé cristã os impulsiona a limpar os escombros, coletar suprimentos e transformar suas igrejas em refúgios para aqueles que ficaram sem casa, após uma das tempestades mais devastadoras na história dos Estados Unidos.

A pequena cidade no sul do estado de Kentucky faz parte do chamado "cinturão da Bíblia", uma faixa do sul do país onde a vida é voltada para a igreja.

No domingo, moradores dessa cidade de 10.000 habitantes mencionaram sua fé como uma força motriz para seguir em frente e se ajudarem mutuamente a limpar os escombros deixados pela passagem dos tornados.

Vanessa Cooper, de 40 anos, estava tentando resgatar o que podia do apartamento de sua mãe, do qual agora restam apenas duas paredes em pé.

Perto dali, três amigos despejaram os escombros retorcidos, enquanto Cooper vasculhava entre os móveis danificados.

"Algumas pessoas da minha igreja vieram ajudar (...) Significa muito para mim", disse, acrescentando que não poderia ter feito tudo isso sozinha.

A solidariedade é algo natural nas comunidades pequenas, afirma Cooper, quando uma vizinha perguntou se precisava de algo.

- "Não tenho nada" -

Sentado em uma cadeira em frente ao que restou de sua casa, Marty Janes olhava o vazio sem compreender, enquanto os voluntários trabalhavam ao seu redor.

Não muito longe do centro de Mayfield, seu bairro foi devastado pelo tornado. Uma árvore caiu em sua varanda, o teto desabou, e as paredes foram arrancadas.

"Estou arrasado. É impressionante", diz Janes à AFP.

Ficou preso nos fundos de sua casa, enquanto sua esposa Theresa estava no quarto, quando o teto caiu.

Depois de seu resgate pelos bombeiros, o casal ficou separado durante dois dias enquanto Theresa estava hospitalizada, conta Janes com lágrimas nos olhos.

Não queria que sua esposa visse os danos em sua casa, agora inabitável.

"Não tenho nada", desabafou este homem de 59 anos, que conseguiu recuperar apenas uma foto antiga de sua graduação universitária e duas bandeiras americanas, que colocou na frente da casa em ruínas.

Os amigos vieram ajudá-lo a limpar, mas a tarefa é imensa. Jovens voluntários fiéis da igreja também foram ao resgate, cortando as paredes internas com serras e limpando os cômodos com mobílias agora inutilizáveis.

Diante de uma grande quantidade de pessoas sem casa, vários locais de culto agora servem de refúgio.

Para Randy Guennel, encontrar abrigo na igreja foi um milagre. Este aposentado de 79 anos sobreviveu dois dias com sua esposa doente em casa.

No domingo, escreveu "preciso de ajuda" em uma caixa de pizza e a colocou na caixa de correios.

"Algumas pessoas maravilhosas desta igreja pararam e nos trouxeram para cá", conta à AFP, afogando-se em soluços.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro convocou nesta quarta-feira (24) todos os moradores da cidade com mais de 6 meses de idade a se vacinarem contra o vírus Influenza, causador da gripe. Segundo a secretaria, foram aplicadas 1.139.877 doses da vacina em 2021, o que equivale a 55,7% do público-alvo na cidade.

"Atenção, cariocas! Isso é uma convocação. Se você ainda não se vacinou contra a gripe, vá hoje mesmo ao posto de saúde mais próximo garantir a sua dose. Todas as pessoas com 6 meses de idade ou mais podem se vacinar", disse a secretaria em seu perfil no Instagram.

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O município enfatiza que quem faz parte do grupo prioritário da campanha de gripe e ainda não se vacinou deve procurar os postos imediatamente para se proteger contra a doença. São considerados prioritários crianças com 6 meses ou mais, trabalhadores ou profissionais de saúde, gestantes, puérperas e idosos.

Para receber a vacina, a população deverá procurar as clínicas da família e centros municipais de saúde, que estão abertos de segunda a sexta, das 8h às 17h. O imunizante será aplicado até o fim do estoque disponível.

A partir desta terça (16), moradores de dez comunidades do Recife poderão ser vacinados contra a Covid-19 em uma ação itinerante da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Confira a programação da semana.

Para receber o imunizante, o morador precisa levar documento de identidade com foto aos locais escolhidos pela pasta, entre às 8h e 12h, junto com comprovante de residência e a documentação específica do grupos prioritário, caso faça parte. 

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Quem não tiver comprovante de residência ou de domicílio eleitoral, poderá utilizar uma autodeclaração de residência, que foi elaborada especificamente para esta ação.

Em seguida, as equipes vão fazer o cadastro das pessoas no Conecta Recife e aplicar o imunizante na mesma hora, sem necessidade de agendamento. O levantamento da Sesau aponta que mais de 20,5 mil doses foram aplicadas em 114 localidades selecionadas por critérios de vulnerabilidade social.

Confira a programação:

Terça-feira (16):

- Comunidade da Travessa do Gusmão - Habitacional Travessa do Gusmão, bairro de São José (ponto de Referência: em frente ao Abrigo Irmã Dulce);

- Comunidade Ninho das Cobras - Rua João Sales de Menezes, Várzea.

Quarta-feira (17):

- Comunidade Saramandaia - Rua Compositor Mário Griz, Peixinhos (próximo à USF Professor Francisco Areias, em Frente ao campo);

- Comunidade Nossa Senhora - Rua 19 de Abril, Monteiro (por trás do Edifício Porta D'água);

- Comunidade Passarinho Baixo - Rua Galo de Campina, 155, Passarinho (no Conselho de Moradores Passarinho Baixo);

- Igreja Batista Missionária La Paz - Rua André Vidal de Negreiros, 78, Pantanal, Cohab ;

Quinta-feira (18):

- Comunidade Camburão - Rua da Vitória, 340, Água Fria. 

Sexta-feira (19):

- Comunidade Sítio do Rosário - Rua Chagas Ferreira, 36, Dois Unidos;

- Comunidade do Pacheco - Rua Arealva, 48, Tejipió (na Igreja Batista de Tejipió, próximo à Praça Pacheco);

- Comunidade Ilha do Destino - Capela Nossa Senhora do Carmo, Boa Viagem.

Na manhã desta quinta-feira (21), manifestantes bloquearam a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, pela suspensão da ordem de despejo de cerca de 300 famílias da Ocupação 8 de Março, na Zona Sul da capital. Com faixas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o grupo atravessou a via e promete reunir mais pessoas para um ato em frente à Prefeitura do Recife.

Um dos assessores jurídicos das famílias, o advogado Rafael Lopes, explica que o terreno localizado na Rua Frei Casanova, próxima à Avenida Barão de Souza Leão, foi ocupado no início de setembro. O local pertence a uma incorporadora imobiliária, mas acumula dívidas há anos.

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"O imóvel tava há mais de 30 anos ocioso, sem cumprir destinação social alguma, que tem mais de R$ 300 mil de dívida de IPTU", descreveu.

Embora o desuso indique certo abandono, a empresa solicitou ordem de reintegração de posse um dia após a chegada dos moradores. Desde então, os ocupantes lutam para garantir o direito fundamental à moradia e pela suspensão de ordens de despejo positivada até o fim do ano pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso.

"Esse é um ato das famílias para reivindicar e chamar atenção. De outra forma eles não conseguem diálogo. O movimento conseguiu com a articulação política abrir algumas mesas de diálogo com a Prefeitura, mas não teve sucesso, simplesmente não prospera. A Prefeitura não apresentou nenhuma via de solução", comentou o advogado, que confirmou a marcha do ato até a sede na tentativa de ser recebido pelo Prefeito João Campos (PSB).

Ameaçados de serem retirados nesta sexta (22), os moradores da Ocupação 8 de Março cobram políticas de planejamento de habitação municipal.

Após cobrança de moradores, a Prefeitura do Recife anunciou prazo para requalificar a Praça Heróis da Restauração, no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. Há cerca de um mês, o LeiaJá enviou denúncias de abandono à gestão, que prometeu encaminhar a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) para uma vistoria na mesma semana. Populares alegam que não viram a atuação de técnicos no período.

A principal reclamação era sobre a falta de limpeza do laguinho no centro da Praça, que acumulava peixes mortos e afastava visitantes pelo mau cheiro. Nessa terça-feira (19), a equipe do LeiaJá foi ao local e viu que os peixes foram retirados. No entanto, muita sujeira ainda boia na água, ocupada por uma tartaruga e poucos peixes que sobrevivem à poluição.

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"Esse rio aí eu pegava beta e pilato, hoje não se pega mais nada. Se você entrar ali vai pegar uma doença porque é sujo", disse o motorista José Paulino ao recordar a infância ao longo dos 58 anos no bairro.

"Aquele 'riachozinho' era mais cuidado, tinha mais peixinhos e agora a gente vê que não tem”, descreveu a pensionista Marta Almeida, que teme a proliferação de mosquitos da dengue. Ela costumava levar os netos para aproveitar o espaço, mas deixou de ir, e agora as crianças só reveem os balanços a caminho da escola.

Plantado ao lado do parquinho, um coqueiro torna a diversão perigosa pelo risco de os cocos caírem na cabeça de quem se aventura nos brinquedos. Para Marta, a pandemia aumentou o descaso com o local: "ficou mais difícil".

"Com a pandemia esse descaso aumentou muito mais", confirma José Paulino. Devido às limitações de locomoção, ele conta que prefere contemplar a Praça dentro do carro. "O pessoal ainda vem porque aqui é sossegado, mas se fizer uma ampliação melhor, todo mundo vai ficar mais tranquilo", sugere.

Após uma longa reforma, a Praça do Heróis da Restauração foi entregue em 2010 como um dispositivo para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região. Um espaço de Academia da Cidade foi instalado e, mesmo sem aparelhos de musculação, recebe alunos para atividades físicas.

A mureta da quadra poliesportiva sofre com profundas rachaduras e uma caminhada na pista de cooper pode resultar em um acidente por seus desníveis. Postes enferrujados, bases de antigos postes quebrados e vergalhões de ferro expostos também aumentam o risco dos adeptos aos exercícios.

"Tem uma estrutura, mas não é o que a gente via antes. Não tinha essa estrutura, mas tinha muita gente que vinha", reforça Marta.

Inaugurada com a intenção de garantir Saúde, a maioria das lixeiras está quebrada, alegam os populares. Outro perigo sanitário se dá pela recorrência de animais soltos no local, que deixam fezes e urinam por toda área. A reportagem localizou um cavalo e os visitantes afirmam que a cena é comum.

Prefeitura anuncia período para requalificação

Em nota, a Emlurb informou que vai repor as lixeiras, que são alvo constante de vandalismo e também “vai programar uma ação de limpeza no lago para retirada dos resíduos descartados no local de forma incorreta pelos usuários da praça", pontuou em outro trecho.

A Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife garantiu que as obras de reparos no polo do Programa Academia da Cidade (PAC) Heróis da Restauração “estão previstas para começar ainda em novembro”.

Já sobre as quadras poliesportivas, a Sesau destacou que já faz um levantamento das necessidades de manutenção destes espaços para iniciar os trabalhos de requalificação.

Com relação aos animais soltos, a Sesau "esclarece que o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) recolhe, diariamente, animais de vários portes, em locais públicos de diversos pontos da cidade, quando há risco à saúde pública. No entanto, o órgão tem dificuldades para encontrar os bichos no mesmo local de quando recebe a denúncia".

A pasta também pediu a colaboração dos donos de animais, “para que busquem a castração de cães e gatos, evitando, assim, o aumento na população desses bichos, e não deixem os animais soltos, para evitar maus tratos e acidentes”.

Para registrar queixas relacionadas a questões sanitárias nesse e em outros espaços públicos do Recife, a Prefeitura disponibiliza a Ouvidoria do SUS, pelo telefone 0800.281.1520, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e o próprio site da gestão, em qualquer horário.

 Uma pesquisa realizada pelas organizações Casa da Mulher do Nordeste e Visão Mundial, ao lado do Grupo Espaço Mulher, revelou que 67,6% dos moradores da comunidade de Passarinho, na Zona Norte do Recife, não têm acesso a atividades de lazer. Os dados do estudo embasaram uma reunião, realizada na Câmara dos Vereadores nesta quarta-feira (29), em que lideranças da comunidade voltaram a reivindicar políticas públicas de promoção ao esporte, lazer e segurança.

“A nossa comunidade falta muitas políticas públicas, e é por isso que estamos em luta desde 2015. Tudo que temos na comunidade é luta e fruto das moradoras e lideranças, e esse ano trazemos a segurança pública, o lazer e o esporte como central para a vida das mulheres e dos nossos jovens. Pedimos que os gestores olhem para a nossa comunidade”, disse Edclea Santos, liderança do Grupo Espaço Mulher.

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O estudo também indica que 50% dos entrevistados não praticam esportes em suas horas livres. Vale ressaltar ainda que a maior parte dos respondentes (83,3%) não está satisfeita com as condições dos espaços de sociabilidade da comunidade.

Dentre os demais aspectos avaliados, chama a atenção o baixo nível de escolaridade dos moradores, dos quais 47,2% não concluíram o ensino fundamental. “Nas entrevistas realizadas com o Espaço Mulher, as representantes ressaltaram como a carência educacional na comunidade, a falta de escolas que possam abrigar os/as moradores, tem sido um ponto constante de reivindicações e insatisfação coletiva”, diz trecho do levantamento.

Pandemia

Durante a pandemia de Covid-19, um grupo de 27,8% moradores declarou ter testado positivo para a doença ou ter apresentado sintomas. Desses, apenas 10,2% realizaram o exame e receberam o diagnóstico positivo, enquanto a porcentagem que obteve resultado negativo foi de 17,6%. A maior parte dos entrevistados (61,1%) disse que não foi infectada pelo novo coronavírus.

Ainda em relação ao período de crise sanitária, a porcentagem de 40,7% dos moradores da comunidade de Passarinho declarou ter recebido, de forma exclusiva em seu grupo residencial, o auxílio emergencial do governo federal. Por outro lado, 12% dos entrevistados tiveram o próprio benefício somado ao de outro morador de sua residência, enquanto 18,5% declararam que não tiveram seus lares, de forma geral, contemplados pela política pública. Outros 28,7% informaram que não contaram com o auxílio, embora alguém da mesma casa tenha recebido o recurso.

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Ponto de lazer na Zona Oeste do Recife, a Praça Heróis da Restauração, no bairro de Areias, pode ser um risco de dengue aos frequentadores. Movimentada por famílias que aproveitam a Academia da Cidade e a quadra de esportes, o centro do espaço é demarcado por um laguinho acumulado por lixo e peixes mortos.

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Localizada na Rua Ipojuca, populares reclamam da falta de limpeza da Praça, especialmente diante da água parada com indício de contaminação. Eles alertam para o risco de contrair dengue e outras arboviroses como zika e chikungunya, e cobram a limpeza do dispositivo.

Questionada sobre o prazo para iniciar o serviço no espaço, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que o local vai receber uma equipe de vistoria nesta semana. Sem confirmar data, a empresa acrescentou que "ações adequadas" serão programadas após a análise dos profissionais.

Confira a nota na íntegra:

“A Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informa que irá mandar uma equipe ao local até a próxima semana para realizar uma vistoria e programar as ações adequadas”.

Na noite dessa terça-feira (21), três tremores de terra foram registrados em Pernambuco e assustaram moradores de Caruaru, no Agreste. Mais cedo, outros dois eventos foram identificados em uma cidade da mesma região e no Grande Recife.

O Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis-UFRN) verificou que o primeiro evento foi registrado às 0h27, no município de Moreno, no Grande Recife, com magnitude de 1.7.

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O segundo tremor ocorreu às 13h04, em Agrestina, com a mesma magnitude. A cidade foi a última em que eventos sísmicos foram captados em Pernambuco, no dia 12 deste mês.

Outro abalo ocorreu próximo ao fim da terça, dessa vez em Caruaru, por volta das 23h49. A movimentação foi de 1.9 e chegou a ser percebida pelos moradores, entretanto, não houve relato de feridos em nenhum dos casos.

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O Laboratório Sismológico segue monitorando a atividade sísmica em Pernambuco e na região Nordeste do país em tempo real.

Uma cidadezinha suíça admitiu nesta quarta-feira (25) ter subestimado a gravidade de um recente ataque cibernético, após tomar conhecimento pela imprensa de que os dados de todos os seus moradores foram expostos on-line.

A pitoresca localidade de Rolle, às margens do lago Genebra, admitiu na semana passada ter sido vítima de um ataque de "ransomeware" (sequestro cibernético de dados) e que a informação em alguns servidores administrativos ficou exposta.

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O governo municipal da cidade, de 5.400 habitantes, disse inicialmente que a ação afetou apenas uma pequena quantidade de dados e que tinha backup de toda a informação.

No entanto, uma investigação publicada nesta quarta-feira pelo jornal Le Temps revelou que o ataque, detectado pela primeira vez em 30 de maio, na verdade foi "maciço".

O jornal citou um especialista não identificado em cibersegurança na darkweb que disse ter levado apenas 30 minutos para acessar milhares de documentos municipais de Rolle.

O periódico destacou que os documentos "são pessoais e extraordinariamente sensíveis".

A prefeitura admitiu na noite de quarta-feira, em um comunicado, que "subestimou a gravidade do ataque (e) os usos potenciais dos dados".

Disse que "admite com humildade certa ingenuidade em lidar com a darkweb e os ataques de malwares", e que criou um grupo de trabalho para enfrentar a situação.

Não foi informada qual tipo de informação foi exposta, mas o Le Temps publicou que seus jornalistas viram folhas de cálculo com dados de todos os moradores, incluindo nomes, endereços, datas de nascimento, números de identidade ou permissões de residência e em alguns casos, afiliação religiosa.

Sete em cada dez moradores do Complexo da Maré, entrevistados em uma pesquisa sobre saúde mental disseram ter medo frequente de que uma pessoa querida seja atingida por um tiro. O estudo das organizações não governamentais (ONGs) People’s Palace Projects e Redes da Maré sobre saúde mental mostra que o receio está relacionado à frequência com que esses moradores se veem expostos à violência: 44% relataram que estiveram em meio a um tiroteio nos 12 meses anteriores à entrevista, e 32% passaram por isso mais de uma vez.

Além de presenciar tiroteios, os moradores também contaram com frequência que viram pessoas feridas pela violência. Chega a 17% a proporção de entrevistados que testemunharam alguém ser baleado ou assassinado no ano anterior à pesquisa, e um quarto dos moradores disse ter presenciado um espancamento ou agressão física.

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A pesquisa foi realizada entre 2018 e 2020 e ouviu 1.411 moradores da Maré acima de 18 anos. As respostas dos entrevistados indicam que a violência já atingiu seu círculo social, uma vez que um em cada quatro relatou que alguém próximo já foi baleado ou assassinado. No caso de 13% dos entrevistados, mais de uma pessoa próxima foi ferida ou morta pela violência armada.

Os pesquisadores avaliam que essas experiências produzem traumas, afetam a saúde mental e reduzem a confiança dos moradores nas instituições. Segundo o estudo, 55,6% dos moradores estão sempre com medo de alguém próximo ser atingido por uma bala perdida, 15,3% sentem esse medo muitas vezes, e 14,1%, algumas vezes. Somente 8,7% disseram não ter esse medo, e 6,3%, raramente.

Quando perguntados sobre si mesmos, metade dos moradores (50,2%) afirmou que sempre tem medo de ser atingido por um tiro. Apesar de 67,3% dizerem que não têm medo de circular na Maré, 55,1% afirmam já ter sentido medo de falar o que pensam ou sentem no complexo de favelas.

"A discussão sobre saúde mental de moradores de favelas e periferias, no contexto da violência a que esses territórios são submetidos, é urgente e fundamental" avalia Eliana Silva, diretora da Redes da Maré. A ONG promove, a partir de hoje (23), a 1ª Semana de Saúde Mental da Maré, a Rema Maré, que vai até 28 de agosto. Entre as ações previstas estão a distribuição do Guia de Saúde Mental da Maré e intervenções artísticas.

Depressão e ansiedade

A pesquisa mostra que um terço dos moradores enfrenta impactos da violência em sua saúde mental. Os problemas mais comuns são episódios depressivos (26,6%) e ansiedade (25,5%). Entre as pessoas que estiveram em meio a tiroteios, 12% relatam pensamentos suicidas.

Os efeitos da exposição à violência também são frequentemente físicos, já que há relatos de sintomas como dificuldade para dormir (44%), perda de apetite (33%), vontade de vomitar e mal-estar no estômago (28%) e calafrios ou indigestão (21,5%). Também há impactos relatados em doenças crônicas, como hipertensão arterial.

O cotidiano de violência se traduz ainda em prejuízos às atividades dos moradores e no acesso a serviços públicos. Segundo a pesquisa, 26,5% da população tiveram algum problema no trabalho, escola ou universidade, devido a situações de violência na Maré nos 12 meses anteriores à entrevista.

Bem-estar

A pesquisa sobre saúde mental também buscou entender que atividades os entrevistados procuram para o seu bem-estar. Os pesquisadores constataram percentuais acima de 80% para a satisfação dos moradores com as relações familiares e amizades. Para os responsáveis pelo estudo, redes de apoio formadas por pessoas como familiares e vizinhos são fundamentais para lidar com adversidades, incluindo a violência.

A prática religiosa foi relatada por 71% dos moradores, sendo os católicos (30%) e os evangélicos pentecostais (28,5%) os maiores grupos. Já o esporte faz parte da vida de 46% dos adultos da Maré, destacando-se a caminhada (28,4%), o futebol (23,6%) e a ginástica e/ou musculação (18,7%).

Sete em cada dez entrevistados afirmaram conhecer ao menos um espaço cultural no complexo de favelas, mas só 18% afirmaram frequentar algum deles ao menos uma vez por mês.

Dentro de casa, as formas de cultura mais consumidas (ao menos uma vez na semana) são televisão (92,5%), música na internet (67,2%), vídeos na internet (64,3%), música por outros meios (46,3%), filmes ou séries na internet (44,8%), filmes ou séries em outros meios (44%), escrita (26,7%), leitura de livros de papel (25,6%), leitura de livros digitais (9,1%) e pintar (3,2%).  

Fora de casa, os moradores relataram com mais frequência que fotografaram (27,9%), ouviram música ao vivo (15,8%), dançaram (15,7%) e cantaram/tocaram instrumentos (10,3%).

Com a pouca quantidade de postos de vacinação na periferia - apontada em reportagem do LeiaJá - a prefeitura do Recife afirmou que têm disponibilizado transporte gratuito aos centros do 'Plano Vacina', por meio de parceria com aplicativos de transporte. Porém, as informações sobre o uso desses ‘vouchers’ não são claras. Falta mais transparência sobre quem foi beneficiado e quantas viagens doadas foram utilizadas.

Questionada pelo LeiaJá, a prefeitura do Recife afirmou que são duas as parcerias que estariam ajudando no transporte para locais de vacinação. Segundo a gestão municipal, a parceria com a Uber - firmada pelo Governo de Pernambuco - seria para facilitar o deslocamento das cidadãos comuns para os pontos de vacinação, enquanto que a parceria com a 99 Táxi seria para voluntários que atuam nos pontos de imunização.

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Nossa equipe também tentou informações para detalhar os números e entender a efetividade destas parcerias na busca pela imunização de moradores de periferia. A prefeitura informou ao LeiaJá que “dados sobre a quantidade de viagens devem ser apuradas com a empresa”.

E o que diz a 99?

A 99 Pop explicou que doou aproximadamente 20 mil vouchers ao Recife no valor unitário de R$ 30. Entretanto, afirmou que não detém os números finais da iniciativa e enfatizou que a responsabilidade sobre a logística e o destino final das doações é da prefeitura do Recife.

"Em Recife, no caso do transporte de profissionais da saúde, as corridas doadas auxiliam no deslocamento até os centros de imunização”, pontuou a 99 em nota.

E o Uber?

Moradores do Recife e também das cidades de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Camaragibe também teriam sido beneficiados por vouchers da Uber, que firmou parceria com o Governo de Pernambuco.

O LeiaJá buscou a empresa para obter dados das viagens gratuitas ofertadas à capital. A plataforma comunicou que doou 120 mil códigos de R$ 25 para o “público idoso” dos cinco municípios do Grande Recife.

Perguntada sobre o quantitativo de corridas realizadas, a Uber respondeu que não abre os dados de quanto já foi utilizado em viagens. "A empresa só divulga o dado geral de doação que é de 480 mil viagens", afirmou.

A Uber detalhou que as viagens são doadas diretamente aos governos e o uso fica a critério de quem recebeu.

Os vouchers da Uber estão sendo usados?

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco não especificou as corridas feitas na capital e informou que esses dados são de responsabilidade do Uber.

O órgão afirmou que o aplicativo não doou determinado número de corridas, e sim, cupons com o desconto total de R$ 200 mil no serviço.

Na época do anúncio, o apoio foi descrito pelo secretário Geraldo Julio como essencial para avançar com a campanha estadual.

"De fevereiro para cá, já foram feitas 3.337 viagens, o equivalente a R$ 39.033 dos R$ 200 mil. Ou seja, foram utilizados apenas pouco mais de 20% da doação", estimou a secretaria em nota.

Desencontro de informações

O próprio material de divulgação da parceria com a Uber apresenta divergência, ao apontar que foram garantidas "7.500 viagens gratuitas de ida e volta". Neste caso, o número de corridas disponibilizadas pelo preço de cada cupom ficaria em R$ 187.500, menos do que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico afirma ter recebido.

Sem considerar as áreas em que a Uber não costuma atender e as limitações na estrutura dos bairros mais vulneráveis, o material da parceria chega a acrescentar que "é muito importante que o local de vacinação escolhido para fazer o transporte seja o mais perto possível da residência do idoso. Assim, ninguém se prejudica e todo mundo se imuniza".

Vacina em casa

A Secretaria de Saúde afirmou também que pessoas acamadas estão sendo visitadas por enfermeiros e técnicos de enfermagem para a aplicação em domicílio. Segundo a prefeitura, 9.254 pessoas receberam uma dose em casa. Destas, 6.938 concluíram o esquema de proteção com as duas doses ou com a dose única da Janssen.

Sem plano para pontos de vacinação em periferias

Por hora, sem intenção de expandir os pontos para áreas de difícil acesso, a prefeitura do Recife entende que descontos em restaurantes, lanchonetes e em outros estabelecimentos, pode fazer com que a população mais carente receba as duas doses.

Para incentivar a conclusão do esquema vacinal, criou o Passaporte Recife Vacina, com os benefícios garantidos aos que já foram imunizados contra a Covid-19.

Total de vacinados no Recife

Ao todo, 1.237.614 pessoas estão aptas ao imunizante na capital, mas só 422.827 pessoas tiveram o esquema vacinal garantido. Dados atualizados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) mostram que o Recife acumula 145.838 casos e 5.067 mortes relacionadas à pandemia.

Os locais de vacinação contra a Covid-19 no Recife funcionam todos os dias, das 7h30 às 18h30, mediante agendamento.

Os centros informados pela Prefeitura são:

- Sest Senat (Porto da Madeira)*;

- Porto Digital (Bairro do Recife);

- Unicap (Boa Vista)*;

- Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos*;

- Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro;

- Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo;

- Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro*;

- Ginásio Geraldão, na Imbiribeira*;

- Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Tamarineira*;

- Parque da Macaxeira, na Macaxeira*;

- UPA-E do Ibura;

- UniNassau, nas Graças.

*representam pontos híbridos que atendem como centro e drive-thru.

Os locais exclusivos na modalidade drive-thru são:

- Fórum Ministro Artur Marinho - Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá;

- Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira;- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária;

- Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife;

- BIG Bompreço de Boa Viagem;

- BIG Bompreço de Casa Forte;

- Carrefour (Torre).

Na noite dessa quarta-feira (21), mais dois moradores de Fernando de Noronha testaram positivo para a Covid-19. Ao todo, 723 casos e cinco mortes relacionadas à doença já foram registrados na ilha

Os novos pacientes cumprem quarentena domiciliar, informa a Administração, que acompanha o quadro clínico de outros três infectados.

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Os dados da pandemia em Noronha indicam que 641 casos ocorreram por transmissão local e 82 foram confirmados em turistas. Desse total, 715 pessoas conseguiram se recuperar da Covid-19. 

Apresentações de música ao vivo com até três integrantes foram liberadas em bares e restaurantes, que permanecem abertos até a meia-noite.

Em meio à crise sanitária, o protocolo de segurança para a entrada de pessoas no arquipélago ocorre mediante apresentação do exame negativo feito 48 horas antes da viagem. Também é necessário deixar uma cópia do laudo no desembarque em Noronha. Quem já teve a infecção deve apresentar o teste realizado de 20 dias a 90 dias antes do embarque.

A Prefeitura de Olinda avança, nesta sexta-feira (16), o seu plano de vacinação contra a Covid-19. Moradores do município a partir dos 37 anos podem agendar, pela internet, para receberem a imunização.

Segundo a gestão municipal, há 13 pontos de vacinação distribuídos pelo município, cujos endereços estão disponíveis no site da Prefeitura. Olinda possui, ainda, o reforço do Expresso Vacina, um ônibus estruturado para o processo de imunização que, às terças e quintas-feiras, das 8h30 às 16h, visita um bairro à procura de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose. Confira o “vacinômetro” do município.

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 O coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste, da comunidade homônima localizada na Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife, está em campanha para arrecadar alimentos ou doações financeiras para famílias em situação de miséria. A pandemia de Covid-19 vem pressionando a renda familiar de muitos moradores, que perderam seus empregos ou já eram trabalhadores informais.

“As pessoas da comunidade que vivem em vulnerabilidade continuam sofrendo por não ter como trabalhar, ambulantes não podem sair para ganhar seu pão de cada dia. A vacina já existe, e não chegou a metade da população. O governo atual não tem um pingo de consciência, e quem sofre com isso? Por isso, nós do Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste estamos voltando com nossa campanha de arrecadação de alimentos. Não podemos ficar parados enquanto as pessoas da nossa comunidade passam necessidade”, diz o texto do coletivo.

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Interessados em colaborar podem transferir dinheiro via pix, através da chave do celular de número (81) 98378-1489, bem como para a seguinte conta poupança:

Caixa Econômica Agência: 3018

Conta: 805218042-0

Operação: 1288

Ilka Martins de Oliveira

CPF: 021.610.814-46

Também é possível doar diretamente os alimentos, combinando o procedimento com o coletivo através do direct do Instagram @caranguejotabaiaresresiste. Através deste canal, aliás, é possível acompanhar a rotina de entregas das doações.

Mais 11 casos do coronavírus foram confirmados em Fernando de Noronha, subindo para 414 o total de registros da doença no local. Os novos pacientes são moradores e trabalhadores da ilha; eles cumprem quarentena em isolamento domiciliar.

O último boletim, divulgado nessa quinta-feira (28), também confirma mais três curas clínicas entre os pacientes infectados; 52 pessoas ainda permanecem em quarentena na ilha e quatro em hospitais de referência no Recife; 357 estão curadas. Do total de casos registrados na ilha, 333 foram locais e 81 importados. A primeira morte ocorreu na última sexta-feira (22).

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A Vigilância em Saúde da ilha reforça a importância de serem mantidas as medidas de prevenção ao novo coronavírus. O uso das máscaras é indispensável para todos que precisarem circular pelas vias públicas.

Ao sentir qualquer sintoma de um quadro gripal, o morador deverá comunicar à Vigilância em Saúde da ilha, relatar o quadro e seguir as orientações recebidas. A equipe de saúde deve ser acionada pelos números: 3619-0956 / 99488-4366

Com informações da assessoria

Moradores de vários bairros de Teresina estão há três dias sem energia elétrica devido à queda de quase 300 árvores ocorrida na noite de 31 de dezembro, quando foi registrada uma forte chuva com ventania na capital do Piauí.

Na noite desse sábado (2), alguns moradores do bairro Água Mineral interditaram a Avenida Duque de Caxias em protesto contra a demora na volta da energia. Na manhã deste domingo, 3, a via estava liberada, mas outras ruas foram interditadas. A Polícia Militar foi chamada e atendeu sete ocorrências no sábado, mas ninguém foi detido.

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Ainda neste domingo, começou a circular em grupos de Whatsapp um convite para um protesto em frente à distribuidora de energia do Piauí, a Equatorial, na próxima sexta-feira, 8, contra os serviços prestados pela empresa.

A energia começou a ser restabelecida em alguns bairros ainda durante a madrugada do dia 1º de janeiro, mas até o meio-dia deste domingo, 3, ainda havia bairros sem energia, principalmente na zona norte da cidade.

A jornalista Márcia Cristina, moradora do conjunto União, próximo à avenida que foi interditada, gravou um vídeo na tarde de sábado mostrando a situação em sua casa, quando a energia ainda não havia retornado.

"O ar condicionado e a TV não funcionam. A energia ou falta 100% ou fica oscilando. Congelador, geladeira e demais eletrodomésticos não funcionam. E comecei a jogar alimento fora. Extrema falta de respeito com o consumidor", afirmou a jornalista, que passou o réveillon no escuro, prejudicando a ceia que fez em casa para receber os amigos.

A professora universitária Juliana Paz, moradora do bairro Aeroporto, ficou sem energia total durante 24 horas, mas até o meio-dia deste domingo a energia ainda não estava totalmente restabelecida. "Só voltou uma fase. O ar condicionado não está funcionando. Só não queimaram os demais eletrodomésticos porque desliguei na hora da chuva", disse. Ela reclamou que sempre que chove falta energia, mas que dessa fez foi pior.

"A Equatorial precisa aumentar seu contingente para essas situações imprevistas, como chuvas. Teresina é uma cidade que cresceu muito. Os carros da Equatorial que existem atendem às necessidades de todos os bairros da cidade? Tenho certeza que não", reclamou a professora.

A empresária Lia Nery não abriu sua empresa no sábado, 2, como previsto, pois somente na tarde de ontem é que a energia foi restabelecida. "Vários clientes nos mandaram mensagem, mas não conseguimos atender", lamentou.

Em nota, a Equatorial Piauí, responsável pelo fornecimento de energia na capital, informou que permanece com 82 equipes de atendimento emergencial em campo neste domingo e no Centro de Operações para reestabelecimento do fornecimento de energia em Teresina. "Quase 300 colaboradores estão empenhados na recuperação da rede elétrica na capital, trabalhando em tempo integral desde o início das ocorrências", disse a nota.

A empresa explica que há registro de, pelo menos, 280 árvores que caíram sobre a rede em decorrência do temporal da noite do dia 31. Segundo a Equatorial, isso corresponde a 90% das ocorrências registradas desde o início da chuva.

A empresa justifica que a demora no restabelecimento da energia ocorre porque os trabalhos de recuperação têm alta complexidade e tempo de recomposição maior. "Diferentemente do atendimento emergencial em condições típicas, nesta situação há a necessidade de reconstrução da infraestrutura de redes que foram destruídas pelo evento climático registrado", completa a nota.

Segundo ainda a Equatorial, até o momento ainda estão sem energia total álbuns bairros na zona Norte. Nos bairros Santa Clara e Itaperu, afirma a empresa, existe uma área de transformação afetada (região atendida por um transformador da Distribuidora), impactando um total de 311 clientes da região onde o fornecimento ainda não foi restabelecido. Contudo, o atendimento já está sendo realizado por equipes da distribuidora.

A falta de energia em Teresina quando chove é bastante comum há vários anos. No segundo semestre de 2018, quando a Equatorial assumiu o serviço no Piauí, em substituição à Eletrobras (estatal do governo federal), a nova empresa prometera melhorar a qualidade dos serviços.

Procurada, a Equatorial afirmou também que, desde que chegou ao Piauí, em outubro de 2018, tem investido na melhoria da qualidade da energia. Em abril de 2020, a Equatorial conseguiu um financiamento de R$ 643 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento será usado melhorar os serviços da empresa.

NOTA COMPLETA DA EQUATORIAL:

A Equatorial Piauí esclarece que, conforme compromisso firmado, concluiu o restabelecimento do fornecimento a 100% das ocorrências coletivas registradas em Teresina nos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro, após as fortes chuvas, ventos e raios que atingiram a Capital. Tais ocorrências são aquelas cujo mesmo ponto de defeito na rede afeta o fornecimento a mais de um cliente.

A força tarefa realizada pela Distribuidora segue agora tratando os casos isolados e pontuais registrados. Há 82 equipes de atendimento emergencial em campo, sendo 15 de manutenção pesada, e quase 300 colaboradores estão empenhados na recuperação da rede elétrica na capital, trabalhando em tempo integral desde o início das ocorrências.

As fortes chuvas geraram severos danos à rede elétrica. Em toda a capital, há registro de, pelo menos, 280 árvores que caíram sobre a rede. Isso corresponde a 90% das ocorrências coletivas registradas desde o dia 31.

Em função da gravidade dos danos causados ao sistema elétrico, os trabalhos de recuperação tiveram alta complexidade e tempo de recomposição maior. Diferentemente do atendimento emergencial em condições típicas, nesta situação houve a necessidade de reconstrução da infraestrutura de redes que foram destruídas pelo evento climático registrado.

O fornecimento de energia também foi prejudicado pela alta incidência de raios e objetos metálicos lançados sobre a rede, como placas e outdoors, como registrado no bairro Primavera, na zona norte da capital.

A Equatorial Piauí reforça aos clientes que, caso ainda exista algum problema pontual, registrem solicitação nos canais da Distribuidora. Para atendimento aos clientes, estão disponíveis a Central 0800 086 0800, o site e aplicativo da Equatorial Energia. Também é possível informar falta de energia utilizando a Clara, atendente virtual da Distribuidora que atende pelo número (86) 3228-8200, por mensagem no Whatsapp.

Fernando de Noronha confirmou mais 12 casos da Covid-19 e estima que 24 pessoas seguem contaminadas pela Covid-19. Sem registro de óbitos na ilha, o boletim emitido nessa terça-feira (15) também informa que seis pacientes foram recuperados.

A Administração aponta que dos novos casos, 10 são de moradores e trabalhadores do arquipélago, enquanto os dois restantes são de turistas. Todos apresentam sintomas leves e já cumprem quarentena.

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Ao todo, 279 pessoas foram contaminadas pela pandemia em Noronha, sendo 228 casos locais e 69 considerados importados. Com a atualização, o índice de curas clínicas sobe para 273.

 

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