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aplicativo e-Título poderá ser baixado somente até as 23h59 deste sábado (28), informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (25). A ferramenta digital dá acesso a uma série de serviços projetados pela Justiça Eleitoral para facilitar o voto. 

Neste domingo (29), 57 municípios escolhem, em segundo turno, os prefeitos. E somente poderá utilizar o e-Título quem já tiver se cadastrado na ferramenta até a véspera. O cadastramento só voltará a ficar disponível na segunda-feira (30).

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No dia da votação, o e-Título pode servir como documento oficial de identificação para o eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. A ferramenta permite também ao eleitor checar a localização da seção eleitoral, que pode ter mudado devido a remanejamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O e-Título também permite justificar ausência às urnas no dia da votação, caso se encontre fora de seu domicílio eleitoral. Nesses casos, o aplicativo se vale do georreferenciamento presente nos celulares. Com a medida, a Justiça Eleitoral quer dispensar o eleitor de realizar o procedimento presencialmente.

Falhas

No primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro, o e-Título apresentou falhas. Muitos eleitores reclamaram por não conseguir justificar a ausência por meio do aplicativo.

Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse que a instabilidade se devia aos downloads e cadastros de última hora, que sobrecarregaram o sistema. 

Segundo dados da Justiça Eleitoral, até o primeiro turno o e-Título havia sido baixado cerca de 16 milhões de vezes. O Brasil tem cerca de 148 milhões de eleitores aptos a votar.

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A pandemia do novo coronavírus teve um forte impacto na prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. O medo da contaminação atrasou tratamentos e prejudicou o diagnóstico precoce. É o que mostra uma pesquisa realizada este ano pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia). A procura por cirurgias eletivas urológicas caiu pela metade durante a pandemia.

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Ao todo, foram ouvidos 766 urologistas associados à SBU. Desses, cerca de 90% afirmaram que houve uma redução em 50% das cirurgias eletivas, e 54,8% relataram que as cirurgias de emergências diminuíram pela metade. O atendimento ambulatorial e nos consultórios médicos tiveram uma redução ainda maior, de 80%.

A preocupação em incentivar os homens a procurar um especialista é antiga e aumentou durante o período de pandemia. "O medo de contrair a covid-19 e os tabus que envolvem a realização dos exames preventivos podem ser fatores que levam os homens a não procurar por auxílio médico. O assunto ganha destaque neste Novembro Azul, justamente para lembrar os homens sobre a importância de cuidar da saúde", alerta a oncologista clínica Paula Sampaio.

O urologista João Frederico Andrade, do Centro de Tratamento Oncológico – CTO, destaca um dado importante: "No Brasil, os homens vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres. Uma das razões é que os homens são mais negligentes com a própria saúde e, no caso do câncer de próstata, essa negligência muitas vezes resulta em um diagnóstico tardio”.

O câncer de próstata é uma doença silenciosa. Em 95% dos casos, só apresenta sintomas em estágio avançado. Portanto, a avaliação periódica é fundamental. “As chances de recuperação ultrapassam os 90% quando a doença é diagnosticada precocemente”, assegura o especialista. “Homens negros e aqueles cujo pai ou irmão teve câncer de próstata devem visitar anualmente o especialista a partir dos 45 anos. Os demais, a partir dos 50 anos”, completa o médico.

Clirdemar Vasconcelos, de 67 anos, descobriu o câncer de próstata por acaso. Em junho de 2015, numa mudança de emprego, ele fez exames admissionais- um dos exames foi o PSA, que identificou alterações. O médico do trabalho recomendou ir a um urologista, onde confirmou o diagnóstico de câncer de próstata.

Até esse exame admissional, ele nunca tinha feito exames preventivos para câncer de próstata. Como ele sempre trabalhou no interior e vinha pouco a Belém, consultas médicas não eram prioridade para ele. Hoje, ele afirma que nunca faria isso, se pudesse voltar no tempo. “Agora, eu aconselho meus parentes e amigos a se cuidarem. O meu filho, de 39 anos, já começou a fazer os exames anuais.”

Clirdemar acredita que teve sorte, porque mesmo sem cuidar da saúde e descobrindo o câncer de próstata por acaso, a doença estava em um estágio inicial. Ele fez o tratamento com radioterapia e quimioterapia.

Em junho deste ano, ele completou os cinco anos de acompanhamento e controle. Mas, por causa da pandemia, a última consulta foi apenas em setembro, quando recebeu alta. A comemoração foi em casa, apenas com a esposa. “Graças a Deus,  tudo correu bem e hoje posso contar minha história e ser um exemplo para os outros homens, para que não deixem de cuidar da saúde”, finaliza Clirdemar.

As sociedades médicas aproveitam o Novembro Azul para falar não só de câncer de próstata, mas também de outros aspectos importantes da saúde do homem. “É muito mais difícil convencer um homem do que uma mulher sobre a necessidade de ir ao consultório médico periodicamente, mesmo que não esteja sentindo nada. Por isso, temos que aproveitar quando ele vai para falar sobre a saúde masculina de forma integral”, destaca o urologista João Frederico Andrade.

Também é importante ficar atento aos principais sintomas da doença, que só aparecem, porém, em 95% dos casos, quando já está em fase avançada. São eles: dificuldade para urinar, sangue na urina ou no esperma, diminuição do jato da urina e maior frequência de idas ao banheiro.

A estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer) é de 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022. Cerca de 15 mil homens morreram em 2018 devido à doença.

Prevenção 

Alimentação saudável - rica em frutas, verduras, legumes e grãos e cereais.

Manter o peso ideal.

Praticar atividades físicas regularmente.

Não fumar.

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer) é de 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022. Cerca de 15 mil homens morreram em 2018 devido à doença.

Da assessoria do CTO.

 

A ONU alertou, nesta sexta-feira (6), que Burkina Faso, Sudão do Sul, nordeste da Nigéria e Iêmen estão a um passo de cair na fome devido ao agravamento dos conflitos e à difícil distribuição de ajuda alimentar nessas áreas.

Uma parte da população desses países já se encontra em "situação crítica de fome" e pode em breve entrar em fome se as condições "se agravarem ainda mais nos próximos meses", segundo relatório da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

No entanto, esses quatro países estão longe de ser os únicos onde os níveis de insegurança alimentar aguda estão atingindo novos patamares globalmente.

Outros 16 países, incluindo a Venezuela, correm alto risco de aumentar os níveis de fome aguda, alertaram os autores do relatório das duas agências das Nações Unidas.

“A crise macroeconômica, agravada ainda mais pelos efeitos socioeconômicos das medidas relacionadas à pandemia de covid-19, será particularmente preocupante para a Venezuela”, afirmam a FAO e o PMA.

Os autores do relatório também estão preocupados com a situação de risco alimentar que os imigrantes venezuelanos enfrentam em países vizinhos, como Colômbia, Equador ou Peru.

A Venezuela está imersa desde o final de 2015 em uma crise econômica, política e social que obrigou cerca de 5 milhões de venezuelanos a deixar seu país, segundo dados do Alto Comissariado da ONU publicados no início do ano.

Pesquisas realizadas pelo PMA também mostram que na Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua os níveis de consumo de alimentos pioraram desde o início da pandemia de covid-19, com 2,2 milhões de pessoas que podem cair em uma situação grave de insegurança alimentar, em comparação com os 1,4 milhão em 2019.

"Estamos em um ponto crítico com consequências catastróficas", afirmou Dominique Burgeon, diretor da Divisão de Emergência e Resiliência da FAO, em um comunicado à imprensa. "Este relatório é um apelo claro para uma ação urgente", acrescentou.

A situação de catástrofe-fome é a mais grave das cinco fases utilizadas pelo sistema de Classificação Integrada de Segurança Alimentar em Fases (CIF) para indicar os graus de insegurança alimentar.

Quando essa fase extrema é declarada, significa que as pessoas já começaram a passar fome, observa o relatório.

A Polícia Federal emitiu alerta sobre a presença de domínios falsos na internet que atraem usuários para o cadastro da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) social gratuita, com o objetivo de coletar dados e aplicar golpes financeiros. Os diversos endereços eletrônicos têm sido compartilhados por meio do WhatsApp, SMS e redes sociais. Segundo as autoridades, a fraude já é cometida dessa forma desde 2017, mas criminosos têm aperfeiçoado as formas de captar dados.

Nos sites utilizados, o internauta é induzido a preencher um cadastro com suas informações financeiras e pessoais e, em alguns casos, é expedido um boleto de pagamento falso. Ao acessar o site fraudulento, a vítima deve fornecer seu nome completo, data de nascimento e estado no qual reside, depois é induzida a compartilhar o link com outros dez amigos ou grupos no WhatsApp, disseminando o golpe.  

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Embora o programa de CNH social exista, ele só está disponível em alguns estados e com restrições. Porém, os golpistas dizem que as supostas inscrições têm validade em todos os estados e não mencionam nenhuma restrição sobre quem pode receber o benefício.

Ainda segundo a PF, o objetivo dos criminosos, além de coletar as informações para aplicar novos golpes, pode ser também a venda de informações pessoais das vítimas. O Brasil está entre os cinco países com mais vítimas de phishing – golpe em que o criminoso engana a vítima para conseguir dados pessoais, como senhas de banco. 

Segundo a empresa de segurança digital PSafe (fabricante de antivírus de celular) a fraude já pode ter alcançado cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil. Um de cada oito usuários de internet no Brasil (13%) acessaram, entre os meses de abril e junho de 2020, ao menos um link que direcionava a páginas falsas e com potencial risco de golpe. O índice está bem acima da média mundial (8,26%) do mesmo período.

A hospedagem dos sites falsos estão utilizando os seguintes endereços que já foram bloqueados: https://detran.cnh-e.net, https://social.cnh-e.net, https://cnhsocial.net.br, https://cnh.oficial-social.com/inscricao.html

A CNH social gratuita está disponível em apenas alguns estados do Brasil, e possui restrições. As inscrições não ocorrem anualmente, e os candidatos devem ter alcançado a maioridade e finalizado o ensino médio para se cadastrar. Para mais informações, procure os canais do Detran e Sest/Senat em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo,  Paraíba, Maranhão, Minas Gerais e Amazonas. Cada estado apresenta um programa equivalente, com regulamento específico. Consulte-o.

Como evitar o golpe?

1. Só faça algum cadastro para ter direito a CHN Social no site oficial de DETRAN dos respectivos estados;

2. Nunca clique em links enviados por e-mail, WhatsApp, Facebook ou SMS sob hipótese alguma, é sempre melhor apagar;

3. Não forneça senhas de banco e nem efetue nenhum cadastro fornecendo dados financeiros ou pessoais em sites que se dizem ser dos DETRANS estaduais, nem mesmo pelo telefone;

4. Os DETRANS não enviam mensagens ou links pedindo dados, senhas ou informações pessoais dos correntistas e não envia links por e-mail ou WhatsApp para as pessoas fazerem inscrições na CNH Social;

5. Não compartilhe links duvidosos com seus contatos sem antes saber se são autênticos – você pode estar sendo usado por bandidos para espalhar o golpe e prejudicar outras pessoas, inclusive seus parentes;

6. Cuidado com o imediatismo de mensagens tais como: ”Último dia para fazer a inscrição na CHN Social”, “Não perca essa oportunidade”, “Faça seu cadastro agora. Quase sempre tais conteúdos querem fazer com que as pessoas não pesquisem a veracidade das informações na página oficial dos DETRANS estaduais;

7. Ao acessar qualquer página, verifique se existe um cadeado cinza no canto superior esquerdo da página – isso atesta que sua conexão não foi interceptada e que o site está criptografado para impedir golpes;

8. Veja a grafia do endereço da página. Elas têm que ter o HTTPS onde o “S” corresponde a uma camada extra de segurança, ou as terminações, .com.br, .gov.br ou sigladoestado.gov.br; exemplo, em Pernambuco é pe.gov.br;

9. Nunca baixe programas piratas para o celular ou computador, tais sites costumam ter a maior concentração de vírus;

10. Instale um bom antivírus em seu celular ou computador e tenha o sistema operacional do seu celular e computador atualizados;

11. Qualquer dúvida, ligue para o DETRAN do seu estado. O teleatendimento em Pernambuco é feito através do telefone (81) 3453-1514, que funciona das 07h30 às 17h30.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para potencial chuva forte e ventos intensos na tarde deste sábado, 24, na Grande São Paulo. O risco se estende até o fim da noite.

Na capital, a previsão do Inmet é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

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Além da região metropolitana, áreas como Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Sorocaba e Presidente Prudente podem ser afetadas. O instituto prevê um volume de chuva entre 20 e 30 mm/h, com ventos de 40 a 60 km/h.

Em nota divulgada às 14h54 deste sábado, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE) prevê tempo instável com pancadas de chuva, sobretudo entre o fim da tarde e a noite.

O CGE adverte que podem ocorrer pontos de maior intensidade, com descargas elétricas e rajadas de vento. A situação climática aumenta o risco de alagamentos e queda de árvores.

A chuva deve voltar no domingo, 25, e o solo encharcado liga o alerta para possíveis deslizamentos de terra.

As dores musculares, cansaço e bolhas nos pés figuram entre os sintomas que podem indicar que uma pessoa está infectada com a COVID-19. Os sinais podem se manifestar de formas diferentes conforme a idade e características de cada paciente.

Esta foi a conclusão obtida por um grupo de pesquisadores britânicos, que entregou o resultado de seu estudo ao Grupo Consultivo Científico para Emergências (SAGE, na sigla em inglês), que, por sua vez, os transmitiu às autoridades do país, informa o tabloide Daily Mail.

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Entre as conclusões transmitidas, os pesquisadores afirmam também que até uma terça parte das pessoas com COVID-19 não mostra sintomas, ainda que possam ter a mesma probabilidade de transmitir o vírus a outras pessoas.

Um documento preparado pelo Grupo Consultivo de Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes (NERVTAG, na sigla em inglês), apresentando em 17 de setembro, salientou sintomas como a perda de olfato e paladar, febre, dor no peito, dor muscular, voz rouca, diarreia, delírio e bolhas nos pés.

Além disso, o grupo também referiu as erupções cutâneas no rosto e pescoço como indicadores altamente específicos da COVID-19 nos sete dias anteriores a um resultado positivo do teste.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores se basearam em dados do aplicativo Covid Symptom Study (uma base de dados de milhões de usuários que relataram sinais da doença e os resultados de seus testes), assim como no estudo The First Few Hundred sobre os primeiros pacientes com a doença na China.

Contudo, com o intuito de evitar um grande aumento do número de testes e uma possível sobrecarga para os hospitais do país, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido não incluirá estes novos sintomas em sua lista oficial.

Da Sputnik Brasil

Com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19, as pessoas se mantiveram conectadas nas redes sociais por mais tempo. Isso resultou em problemas como aumento de ansiedade e também gerou novos hábitos de consumo e relacionamentos.

O estudante André Maia disse que está entre as pessoas que ficaram a maior parte do tempo no celular. Ele contou que teve problemas de ansiedade por tentar imaginar o dia em que o isolamento social iria acabar.

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“Eu passava basicamente o dia inteiro no celular, da hora que eu acordava até a hora de ir dormir. Não era a única opção, mas era a mais viável para ficar próximo das pessoas que faziam parte da minha rotina, porque via como um tipo de tratamento, como uma fuga do que estava acontecendo no mundo”, relatou.

Durante a pandemia houve um aumento exponencial no número de usuários e horas gastas nas redes sociais. Segundo dados da consultoria Kantar, a pandemia influenciou um aumento de 76% no número de usuários do WhatsApp, e de 40% do Facebook e Instagram, apenas no período da pesquisa. A pesquisa mostra, também, que entre março e abril houve um aumento de 33% do uso da rede social TikTok no mundo.

André disse que está utilizando bastante as redes sociais para lidar com os dias de isolamento, já que o sentimento de angústia tomou conta de sua vida. Além disso, informou, as atividades remotas causaram uma estranheza a ele por não ter aquele contato físico com as pessoas.

"Ficava pensando 'Quando vão aprovar uma vacina?', 'Quando eu vou poder encontrar as pessoas de novo?'. Isso era muito angustiante. Na faculdade, a gente aprendeu a estar todos os dias numa sala de aula com professor, com as pessoas ao nosso redor. E aí do nada tem que passar a assistir aula diariamente on-line, não é a mesma coisa, mas era a única opção. E o Home Office, onde a gente, apesar de tudo, tem que se manter produtivo, e isso nem todo dia é possível, porque ninguém é de ferro", afirmou.

André confirmou os dados da pesquisa: abusou das redes sociais. "Eu uso muito Instagram e o Twitter, porque na falta de interação de contato pessoal, a gente busca essas redes sociais para se conectar com amigos, família etc. E também uso a Netflix, assisto uma série ou um filme para esquecer o que está acontecendo, e evitar notícias ruins", conta o estudante.

De acordo com a psicóloga Danielle Almeida, as pessoas ficaram muito mais tempo reclusas, e isso permitiu que passassem mais tempo nas redes sociais, em aplicativos de séries e filmes. Um tempo maior na utilização da internet e dos aparelhos eletrônicos implica alguns malefícios pelo uso excessivo, como problemas de visão, por causa do tempo diante da tela do aparelho.

"Em virtude da pandemia, nós passamos um tempo maior utilizando a internet e os aparelhos eletrônicos. Com isso, nós temos alguns malefícios, problemas com relação à visão, em virtude do excesso do uso dos aparelhos, e também ao aspecto físico da coluna. A gente começa a perceber essas dificuldades, por passar a maior parte do tempo sentado e deitado. Com isso, o corpo em algum momento acaba reclamando", assinalou a psicóloga.

Segundo Danielle, no aspecto psicológico, há o problema da reclusão. "As pessoas passam a ficar em casa, criando uma zona de conflito e não uma zona de conforto. Então, você começa a perceber que os comportamentos são outros, a ausência do abraço, do beijo e do aperto de mão, por isso a pessoa desenvolve uma depressão, uma ansiedade, e até manias de limpeza", explicou.

Compras pela internet

As compras on-line aumentaram até 40% com o impacto do novo coronavírus. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico informa que as lojas virtuais registraram alta de mais de 180% em transações nas categorias de alimentos e saúde.

Já a pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, realizada pelo Instituto Locomotiva, revela que uma média de 40% dos entrevistados que frequentam lojas físicas de livrarias, perfumarias, lojas de departamentos, entre outros, pretendem não fazer mais compras nesses espaços, optando por compras pela internet.

O economista Nélio Bordalo analisa que isso foi um efeito da pandemia, refletindo as limitações impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos governos à população.

"Por causa do lockdown, no Brasil e no resto do mundo, as pessoas optaram por compras on-line. As lojas que atuavam no e-commerce tiveram um faturamento além da média, principalmente porque o comércio tradicional não estava podendo funcionar. A projeção para 2020 é que a receita e o faturamento do comércio eletrônico no Brasil girem em torno de R$ 11 bilhões. Em comparação com o ano passado, nós tivemos ao todo, R$ 75 milhões", informou.

Segundo Nélio, as empresas começaram a praticar as vendas por comércio eletrônico como uma questão de sobrevivência. Ele acredita que, após a pandemia, as empresas que atendiam somente fisicamente deverão começar a ofertar as duas modalidades.

"Eu vejo com bons olhos essa mudança do varejo para as vendas no e-commerce, porque o mundo todo está utilizando esse artifício. Sim, isso altera um pouquinho a estrutura, a logística. Essa comercialização exige uma redução no custo operacional das lojas físicas, e as empresas deixam de pagar aluguel, pois não têm muito custo com energia, nem com empregados. O comércio eletrônico tem uma estrutura mais enxuta. É uma tendência que o Brasil certamente vai acompanhar", disse.

Como tudo na internet exige cautela, o economista alerta para o aumento de novos golpes também. "O consumidor tem que ficar atento a essa situação. Tem que ter cuidado com relação aos pagamentos dos fornecedores através do comércio eletrônico para também evitar qualquer tipo de golpe", alertou.

A estudante Erika Castro é uma das pessoas que não compravam pela internet, mas que agora está aproveitando a pandemia e comprando bastante em lojas virtuais. "Eu não costumava fazer compras on-line, mas eu comecei a partir da quarentena. Como eu não podia sair e eu precisava comprar, então eu comecei a comprar sapatos, fazer compras no mercado, frutas e verduras, enfim eu comecei a comprar muita coisa. Eu gosto muito de comprar pessoalmente, de tocar naquilo que eu vou comprar, mas os benefícios do comodismo, de estar em casa e poder receber as coisas é um ponto positivo", comentou.

Por Ana Caroline Barboza, com o apoio de Cristian Corrêa.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde alertou nesta quarta-feira que a Covid-19 continuará a se espalhar mesmo com uma vacina e exortou os países a se prepararem para imunizar a população sem baixar a guarda com as medidas tomadas até agora para conter as infecções.

Carissa Etienne, diretora da Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que além dos cientistas descobrirem uma vacina "eficaz" e "solução durável" contra a Covid-19, os países devem "ser realistas" sobre seu escopo imediato.

“Este vírus continuará a se espalhar e as pessoas continuarão a ficar doentes, mesmo quando uma vacina for distribuída”, disse em uma entrevista coletiva.

“Portanto, não podemos colocar todas as nossas esperanças apenas nas vacinas. Como tantas vezes acontece na saúde pública, não há solução mágica”, ressaltou.

Etienne pediu que se continuasse a confiar nas diretrizes impostas para minimizar a propagação do vírus: testes diagnósticos, rastreamento de contato e quarentena, bem como distanciamento físico, lavagem frequente das mãos e uso de máscaras em público.

“Peço aos países de todo o mundo a se prepararem para uma vacina contra o coronavírus, mas também a serem realistas, sabendo que essas preparações não substituem tudo o mais que devemos fazer para salvar vidas hoje”, enfatizou.

O ator Pierre Bittencourt usou as redes sociais para levar uma reflexão aos seus seguidores e comemorar por estar a cinco anos sem o consumo de álcool. Atualmente Pierre trabalha no elenco da "Praça é Nossa", mas ficou famoso por interpretar Mosca na novela Chiquititas, exibida no SBT entre 1997 a 2001. 

Em um longo desabafo o ator escreveu: "Essa semana completei cinco anos livre de álcool. É para comemorar? Sim, pois numa sociedade onde o consumo de álcool é mais do que liberado, considero uma vitória. Os benefícios que essa 'vida careta' me trouxe foram inúmeros. Mas, durante o processo, encontrei alguns desafios. É aí onde eu quero chegar, meus amigos... Algumas pessoas não conseguem beber socialmente e têm dificuldade em controlar palavras, ações e atitudes quando estão sob efeito de álcool. Já ouvi dizer que o álcool extrai a essência da alma. Para mim, faz sentido. Portanto, apenas reflita, gostaria que pensasse na intenção que você coloca, em tudo na sua vida, a começar por uma postagem nas redes sociais". 

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Ainda na publicação Pierre levantou questionamentos sobre o consumo do álcool e de usar a bebida como desculpa para os erros cometidos. 

"É mesmo necessário mostrar a todos que através do álcool você é mais feliz? Será que sexta-feira, obrigatoriamente é o dia de 'socializar bebemorando' com os amigos? Enfim, tem muitas outras questões por trás de uma simples socialização, mas sobre vazios, medos e afins fica para outra postagem. Nesse momento, gostaria apenas de refletir sobre como uma simples foto pode incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Sendo que, outras pessoas, podem não ter o mesmo discernimento que você tem ao consumir bebidas alcoólicas... Será que você tem tal discernimento mesmo?? Quantas vezes já não foi dito: 'Ah, mas eu tava bêbado', como desculpa pra determinadas cag*das já feitas?", disse Pierre.  

Na postagem, o ator pede pelo consumo consciente e finaliza alertando que o alcoolismo pode causar danos irreparáveis. "O alcoolismo não é brincadeira, não é fácil de lidar e o álcool não deveria ser tratado como objeto de desejo de socialização... Apenas reflita, imagine uma vida sem discussões, brigas, gritaria, confusão e tudo que envolve o mundo que você tanto reclama! Se cada um começar a realmente fazer a sua parte, tenho certeza que podemos começar um mundo novo, bem melhor do vivido até agora. Não tô pedindo pro mundo parar de beber. Apenas convido a refletir sobre o incentivo/apologia ao consumo. Quer chapar, quer se drogar, se matar? Tudo bem! É uma escolha sua. Só não precisa convencer o amiguinho que essa é a solução para todos os problemas e que a felicidade mora numa garrafa de cerveja! O alcoolismo pode trazer danos irreparáveis. Seja consciente, não incentive!"

Os contágios do novo coronavírus aumentam em ritmo vertiginoso na Índia e o segundo país mais populoso do mundo superou nesta quarta-feira (16) a marca de cinco milhões de casos, no momento em que a OMS traça uma panorama pouco optimista sobre a evolução da pandemia e alerta para a situação difícil na Europa.

"Isto é pior que qualquer ficção científica sobre pandemias", afirmou na terça-feira no Parlamento britânico o doutor David Nabarro, um dos seis enviados especiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Covid-19.

"É realmente sério, não estamos nem na metade do caminho, estamos no início", completou, de acordo com agência britânica Press Association.

Na Índia, o avanço dos contágios é vertiginoso: um milhão de novos casos em apenas 11 dias, mas os números reais podem ser muito maiores. O país, com população de 1,3 bilhão de pessoas, é o segundo do mundo com o maior número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram mais de 6,5 milhões de contágios.

O número total de mortes por coronavírus no país asiático superou nesta quarta-feira 82.000, menos da metade dos 195.000 óbitos registrados nos Estados Unidos, mas há vítimas fatais da covid-19 que nunca serão incluídas nas estatísticas indianas, alertam os analistas.

O novo coronavírus já matou quase 930.000 pessoas no planeta, de acordo com um balanço da AFP com base em números oficiais dos países. América Latina e Caribe, a região mais afetada, registram 312.071 mortes e mais de 8,3 milhões de contágios.

A pandemia provoca cenas inéditas, como o atípico e solitário grito de independência do México protagonizado na terça-feira pelo presidente Andrés Manuel López Obrador. O ato central da festa pátria, que normalmente concentra milhares de pessoas na praça pública mais importante do país, Zócalo da Cidade do México, aconteceu sem a presença da população e com um minuto de silêncio em memória das vítimas do coronavírus.

- Europa deve tomar decisões -

Na Europa, a situação piora: na sexta-feira passada, a OMS registrou no continente 53.873 novos casos em um dia, um recorde.

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, disse que é hora de tomar decisões difíceis para proteger os mais vulneráveis e manter as aulas dos mais jovens.

"A Europa vive aquele momento em que começa uma estação em que as pessoas voltarão a estar em locais fechados (...) Como podemos manter esses dois princípios: proteger os vulneráveis da morte e levar nossos filhos de volta à escola?" questionou.

"O que é mais importante: que os nossos filhos voltem às aulas ou que os bares e discotecas estejam abertos?", questionou Ryan.

A França fechou mais de 80 escolas desde o retorno do ano letivo há 15 dias pela detecção de casos de coronavírus, anunciou o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez um apelo nesta quarta-feira aos países do bloco pela construção de uma "União Europeia (UE) da saúde" ante a pandemia de covid-19, que evidenciou a necessidade de uma cooperação mais estreita e de uma harmonização da maneira de administrar emergências.

Nos Estados Unidos, a pandemia ganha um tom cada vez mais político. No país com o maior número de mortes do mundo, cientistas denunciam uma pressão "sem precedentes" sobre as instituições de saúde pública por parte do presidente Donald Trump, envolvido na campanha para tentar a reeleição em novembro.

"Interferir assim no funcionamento científico das agências não tem precedentes", declarou à AFP William Schaffner, membro do conselho editorial do boletim dos Centros para a Prevenção e Controle de Doenças (CDC), uma publicação fundamental para as autoridades da saúde pública.

A comunidade científica e a oposição democrata criticam o esforço de Trump para obter o anúncio precipitado de uma vacina antes das eleições de novembro.

Na terça-feira à noite, o presidente afirmou que a vacina poderia estar pronta em "três semanas, quatro semanas", uma previsão extremamente otimista.

- Mais pobres, mais desnutridos -

As consequências econômicas da pandemia não param, uma sucessão permanente de notícias ruins.

"É uma situação terrível, um problema de saúde que está fora de controle e que afunda o mundo não apenas na recessão, mas em uma contração econômica gigantesca que vai dobrar o número de pobres, de desnutridos, levar milhões de pequenas empresas à falência", disse Nabarro, da OMS.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), uma agência da ONU, o setor perdeu 460 bilhões de dólares de faturamento no primeiro semestre devido à pandemia.

Nesta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) afirmou que a recessão mundial será de 4,5% este ano, menos severa que o previsto, graças à reação rápida e consequente dos Estados, mas que a recuperação em 2021 será menos intensa que mostravam as previsões anteriores e ficará por volta de 5%.

A pandemia também provoca diferenças entre classes sociais e raças. Um estudo publicado esta semana nos Estados Unidos pelos CDC mostra que as crianças, adolescentes e adultos jovens de minorias hispânicas, negras e indígenas são proporcionalmente muito mais vulneráveis à covid-19 que as pessoas brancas.

Dos 121 mortos pelo coronavírus menores de 21 anos nos Estados Unidos entre fevereiro e julho, 45% eram hispânicos, 29% negros e 4% indígenas ou nativos do Alasca.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, só neste ano já foram registradas cerca de 669 ocorrências de incêndios em edificações no Estado. Na Região Metropolitana de Belém, esse número chegou a 412, seguido por Santarém, com 34, Marabá, que registrou 30, Altamira e Castanhal, com cerca de 25 situações. Na RMB, por exemplo, a corporação estima um aumento de 2,74% do número de casos em relação ao ano passado, enquanto em Santarém há um aumento de 9,68%.

Os Bombeiros informam que as principais causas de incêndio ainda estão relacionadas aos chamados fenômenos termoelétricos em aparelhos eletroeletrônicos, como curto-circuito, sobrecarga de energia e instalações elétricas em mau estado de conservação.

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O executivo da área de Segurança da Equatorial Pará, concessionária de energia do Estado, Alex Fernandes, faz um alerta para a situação. “A gente tem que começar lembrando que as instalações elétricas internas de qualquer imóvel são de responsabilidade do cliente e somente um profissional habilitado deve ser chamado para fazer os reparos nessas fiações. É de extrema importância que essa manutenção seja realizada a cada cinco anos”, ressalta o executivo.

Além dos cabos elétricos que podem ficar deteriorados com a ação do tempo, há também a necessidade de cuidados com alguns hábitos do dia a dia, que se não forem feitos de forma correta podem causar prejuízos e acidentes graves. Um exemplo é o uso de benjamins com vários aparelhos ligados, o que pode causar superaquecimento e incêndios.

Confira algumas orientações sobre segurança:

- Usar protetores de tomadas sempre que estiverem fora de uso para evitar a exposição de crianças pequenas ao risco de contato com a eletricidade.

- Desligar o disjuntor no quadro de distribuição, antes de qualquer serviço que envolva o contato com a eletricidade em casa.

- Não fazer uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos conectados à tomada durante tempestades e vendavais.

- Manter sempre limpos os ventiladores para que não haja acúmulo de resíduos, travando e gerando superaquecimento do aparelho.

- Evitar o uso permanente de benjamins, extensões e ts, preferindo a instalação de novas tomadas.

- Chamar sempre um profissional qualificado, que entenda os perigos e riscos da eletricidade, para realizar serviços no imóvel.

- Ao sair de casa, trancar as portas de todos os cômodos, pois caso ocorra um incêndio, na ausência de pessoas, as portas servirão como barreiras, retardando a propagação do incêndio.

Serviço

Em caso de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado mediatamente, pelos números 190 e 193.

Com informações da assessoria da Equatorial Pará.

 

O Rio de Janeiro retornou, no primeiro minuto de hoje, ao estágio de atenção, depois de quase cinco meses no estágio de alerta. A cidade havia entrado em estágio de alerta em 16 de março, devido ao aumento de casos de Covid-19.

O Rio tem um sistema de cinco estágios de vigilância que podem ser usados tanto para eventos meteorológicos quanto para situações de crise, que vão do estágio de normalidade (quando não há ocorrências que afetem o cotidiano) até o estágio de crise (quando há uma ocorrência muito grave ou de grandes proporções), passando pelos estágios de mobilização (segundo menos grave), atenção e alerta (segundo mais grave).

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De acordo com as regras, com a mudança do estágio, os cidadãos devem continuar usando máscaras, evitando aglomerações e higienizando bem as mãos.

Também hoje começou o avanço para Fase 6A de retomada de atividades econômicas na cidade, o que permite, entre outras atividades, o funcionamento de museus, galerias de arte e de exposição, bibliotecas, parques de diversão e centros culturais,  cursos de profissionalização e capacitação e a reabertura de casas de festas infantis.

Com o crescimento da importância e visibilidade da inteligência artificial (IA) estão aumentando também as preocupações com as consequências negativas da utilização dessas tecnologias. Diante dos riscos e efeitos prejudiciais, governos, pesquisadores, associações civis e até mesmo empresas vêm discutindo os cuidados e medidas necessários para mitigar esses resultados prejudiciais.

O arco de riscos e perigos é diverso. Para além do tema mais notório do futuro do trabalho, possíveis complicações vão da discriminação de determinados segmentos até a própria mudança da noção de humanidade e da prevalência desta sobre as máquinas, passando por ameaças à privacidade e danos na organização de mercados e abusos no emprego de armas.

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A inteligência artificial envolve processamento complexo que demanda uma grande quantidade de dados para sua eficácia. Por isso, o funcionamento adequado destes sistemas, e eventuais ganhos advindos, pressiona por uma coleta crescente de informações. Tais soluções podem amplificar a já forte preocupação com a proteção de dados pessoais.

Em agosto do ano passado, foi tornado público que o Google trabalhava em um projeto (Project Nightingale) pelo qual coletava dados de milhões de pacientes dos Estados Unidos por meio de acordos com empresas sem que essas pessoas soubessem. O Google é uma das empresas de ponta nesse campo, utilizando inteligência artificial em diversos produtos, do mecanismo de busca ao tradutor, entre outros.

O Facebook, outro conglomerado importante no emprego de aplicações com inteligência artificial, também vem historicamente aprofundando formas de coleta de informações de usuários. Em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos em abril de 2018, o diretor-executivo, Mark Zuckerberg, admitiu que a empresa coleta dados inclusive de quem não é seu usuário.

Pesquisa do Pew Research Center divulgada em 2019 com cidadãos norte-americanos apontou que cerca de 80% dos ouvidos estavam preocupados com sua privacidade e sentiam-se sem controle de suas informações pessoais frente a empresas e aos governos. Já outro estudo, da Unysis, colocou o Brasil como sexto país em que os cidadãos estão mais receosos em relação ao acesso às suas informações online.

Essas preocupações vêm ensejando a aprovação de leis em diversos países, como o regulamento geral da União Europeia, cuja vigência iniciou em 2018, e a Lei Geral de Proteção de Dados ( lei brasileira Nº 13.709), que entrará em vigor em agosto deste ano. Mais de 100 países já possuem legislações deste tipo, um mapa global pode ser visto no levantamento da consultoria DLA Piper.

Discriminação

Uma vez que os sistemas de inteligência artificial vem ganhando espaço em análises e decisões diversas, essas opções passam a afetar diretamente as vidas das pessoas, inclusive discriminando determinados grupos em processos diversos, como em contratações de empregados, concessão de empréstimos, acesso a direitos e benefícios e policiamento. Uma das aplicações mais polêmicas são os mecanismos de reconhecimento facial, que podem determinar se uma pessoa pode receber um auxílio, fazer check in ou até mesmo ir para a cadeia.

Na China, uma ferramenta chamada SenseVideo passou a ser vendida no ano passado com funcionalidades de reconhecimento de faces e de objetos. Mas a iniciativa mais polêmica tem sido o uso de câmeras para monitorar atos e movimentações de cidadãos com o intuito de estabelecer notas sociais para cada pessoa, que podem ser usadas para finalidades diversas, inclusive diferenciar acesso a serviços ou até mesmo gerar sanções.

No Brasil, soluções deste tipo vêm sendo utilizadas tanto para empresas como o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) como para monitoramento de segurança por câmeras, como nos estados do Ceará, Bahia e Rio de Janeiro. Neste último, no segundo dia de funcionamento, uma mulher foi presa por engano, confundida com uma fugitiva.

Em fevereiro de 2018, dois pesquisadores do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) e da Universidade de Stanford, Joy Buolamwini e Timnit Gebru, testaram sistemas e constataram que as margens de erro eram bastante diferentes de acordo com a cor da pele: 0,8% no caso de homens brancos e de 20% a 34% no caso de mulheres negras. Estudo do governo dos Estados Unidos, publicado no ano passado, avaliou 189 ferramentas deste tipo, descobrindo que as taxas de falsos positivos eram entre 10 e 100 vezes maior para negros e asiáticos do que para brancos.

Os questionamentos levaram estados e cidades a banir a tecnologia, inclusive São Francisco, a sede das maiores corporações de tecnologia do mundo; e Cambridge, onde fica o Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A Comissão Europeia anunciou, no início do ano, a possibilidade de banir o reconhecimento facial, tema que está em debate no bloco. No Brasil, ao contrário, há dois projetos de lei obrigando o reconhecimento facial em determinadas situações, como em presídios.

Projetos de inteligência artificial podem promover a discriminação também em políticas públicas. Na província de Saltas, na Argentina, a administração local lançou uma plataforma tecnológica de intervenção social em parceria com a Microsoft com o intuito de identificar meninas com potencial de gravidez precoce a partir da análise de dados pessoas, como nome e endereço.

“Além dos métodos estatísticos serem malfeitos, a iniciativa tem presunções sexistas, racistas e classistas sobre determinado bairro ou segmento da população. O trabalho é focado em meninas, somente, presumindo que os garotos não precisam aprender sobre direitos sexuais e reprodutivos. Temos que tomar cuidado para que segmentos já segregados não sejam mais discriminados sob uma máscara de opções neutras da tecnologia”, observa a diretora da organização Coding Rights e pesquisadora do Berkman Klein Center da Universidade de Harvard, Joana Varón, que elaborou um artigo sobre a experiência.

A analista de políticas para América Latina da organização internacional Eletronic Frontier Foundation, Veridiana Alimonti, ressalta questões a serem observadas nas decisões automatizadas. Os parâmetros dos modelos são construídos por um humano, que tem concepções e objetivos determinados. E seu emprego em larga escala traz riscos ao devido processo em decisões que afetam a vida das pessoas a partir de sistemas que muitas vezes não possuem transparência tanto no seu desenvolvimento quanto na sua aplicação.

“É preciso que haja resposta a medida em relação a esse tipo de decisão. É preciso ter dimensão do impacto que isso tem e salvaguardas de direitos que precisam ser protegidos, seja antes na escolha da ferramenta ou para ter pessoa específica que possa ter condição de revisão e que seja efetiva, e não que simplesmente se crie um processo em que essa reclamação leve a uma nova análise pelo sistema”, argumenta.

Concentração

A capacidade de influência a partir dessa gama variada de decisões é ainda maior quando um determinado agente possui poder de mercado. Na área de tecnologia, grandes conglomerados dominam seus nichos de mercado e lideram a adoção de inteligência artificial, como Microsoft, Amazon, Google, Apple e Facebook nos Estados Unidos; e Tencent e Alibaba na China.

O Google possui mais de 90% do mercado de buscas e mais de 70% do mercado de navegadores, bem como controla a maior plataforma audiovisual do mundo, o Youtube. O Facebook alcançou 2,5 bilhões de usuários e controla os três principais aplicativos do mundo: Facebook, FB Messenger e Whatsapp, além do Instagram.

Quanto mais participação de mercado e mais usuários, mais dados são coletados. E se essas informações pessoais são consideradas por entidades internacionais como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Fórum Econômico Mundial (FEM) um ativo econômico chave, quem controla amplas bases passa a deter uma vantagem competitiva chave, podendo reforçar seu domínio e prejudicar concorrentes.

“Essa nova economia parece muito mais tendente à concentração e centralização. É muito mais difícil vencer barreiras monopolistas neste setor do que em outro. Essa monopolização dos dados significa uma monopolização da capacidade de monetizá-los e gerar novos avanços tecnológicos com base neles. A disputa pelos dados é uma disputa central e parte considerável destes serviços está fazendo pelo mundo todo”, analisa o professor de sociologia econômica da Universidade Federal do Ceará Edemilson Paraná.

Armas autônomas

Um dos riscos objeto de atenção mais forte tem sido o crescimento de armas inteligentes, como drones e tanques autônomos, descritas como a terceira revolução das guerras após a pólvora e as armas nucleares. Entre 2000 e 2017, eles subiram de 2 para mais de 50 em todo o mundo. Os países que mais desenvolvem essas máquinas são Estados Unidos, Israel, Rússia, França e China. Tais aparelhos elevam os riscos das decisões autônomas, uma vez que essas passam a envolver a decisão sobre vida e morte de indivíduos.

Em 2015, mais de mil pesquisadores da área de inteligência artificial e especialistas como o falecido físico Stephen Hawking, o co-fundador da Apple Steve Wozniak e o cérebro por trás da Tesla e da SpaceX Elon Musk assinaram uma carta aberta cobrando que as Nações Unidas banissem o uso de armas autônomas como drones. Uma campanha foi criada para essa finalidade, chamada Parem os Robôs Assassinos, advogando pela proibição da produção e do uso de armas totalmente automatizadas. Em fóruns internacionais e nas Nações Unidas, governos discutem a regulação ou o veto ao emprego dessas tecnologias, ainda sem conclusão.

Esse conjunto de riscos, contudo, vem provocando uma atenção relativa das empresas que lidam com inteligência artificial. Levantamento da McKinsey de novembro de 2019 apontou também que 40% das companhias ouvidas identificam e priorizam os riscos relacionados a essa tecnologia. Os impactos negativos que mobilizam maior atenção das empresas ouvidas foram a cibersegurança (62%), cumprimento da lei (50%), privacidade (45%), explicabilidade (39%), reposição de força de trabalho (35%), reputação organizacional (34%) e tratamento justo (26%). Na comparação entre utilizadores intensos de inteligência artificial e demais setores, a preocupação com parâmetros no uso de dados ocorre em 76% dos primeiros e 18% dos segundos. A garantia de mecanismos de explicação foi relatada por 54% dos primeiros, contra 17% do segundos.

Princípios éticos

Esse amplo conjunto de riscos e polêmicas ensejou a ampliação do debate sobre os cuidados e medidas a serem tomadas para mitigar tais ameaças e potencializar o uso de máquinas inteligentes para finalidades adequadas. Centenas de pesquisadores subscreveram um documento chamado Princípios de Asilomar, em referência ao local onde uma conferência foi realizada sobre o tema, na Califórnia em 2017.

O texto afirma princípios como segurança, responsabilidade, privacidade e benefício da sociedade. Pontua também cuidados como explicação e capacidade de auditoria em caso de decisões, falhas e desvios (inclusive no campo jurídico), respeito aos valores e direitos humanos, compartilhamento dos benefícios e ganhos econômicos promovidos por máquinas inteligentes, controle humano e não-subversão das dinâmicas humanas.

Nos últimos anos, empresas de tecnologia também apresentaram suas balizas. A Microsoft, por exemplo, lançou seus princípios: imparcialidade, confiabilidade, transparência, privacidade e segurança, inclusão e responsabilidade. O Google também anunciou valores e diretrizes para o desenvolvimento dessas tecnologias: benefício social, mitigação do reforço de vieses, segurança, transparência, incorporação de princípios de segurança no seu desenho técnico, expressar parâmetros científicos de ponta e ser disponibilizada para usos de acordo com esses princípios.

O principal relatório sobre inteligência artificial no mundo (AI Index, elaborado pela Universidade de Stanford) registrou em sua edição de 2019 que 19% das empresas ouvidas pelo levantamento relataram alguma medida para promover a explicabilidade dos seus algoritmos. Outras 13% informaram atuar para lidar com problemas como vieses e discriminação, buscando formas de amplificar a equidade e o tratamento justo de seus sistemas.

Governos e organismos internacionais também entraram na discussão. Em abril do ano passado, a Comissão Europeia divulgou diretrizes para uma inteligência artificial centrada nas pessoas. Elas reforçam a relevância da participação e o controle dos seres humanos, com objetos técnicos que promovam o papel e os direitos das pessoas, e não prejudiquem estes.

Uma orientação complementar é a garantia de que os sistemas considerem a diversidade de segmentos e representações humanas (incluindo gênero, raça e etnia, orientação sexual e classe social, entre outros) evitando atuações que gerem discriminação.

Segundo o documento, os sistemas de inteligência artificial devem ser robustos e seguros, de modo a evitar erros ou a terem condição de lidar com estes, corrigindo eventuais inconsistências.

Ao mesmo tempo, o texto destaca a necessidade de assegurar a transparência dos sistemas, bem como a garantia de sua rastreabilidade e explicabilidade, para que não haja dificuldades na compreensão de sua atuação. Essas soluções técnicas devem assegurar a privacidade e o controle dos cidadãos sobre seus dados. As informações coletadas sobre um indivíduo não podem ser utilizadas para prejudicá-lo, como em decisões automatizadas que o discriminam em relação a alguém.

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) defende que a inteligência artificial deve beneficiar as pessoas e o planeta ao promover crescimento inclusivo, desenvolvimento sustentável e bem-estar. O desenvolvimento deve respeitar as legislações e os direitos humanos, valores democráticos e a diversidade, com salvaguardas como permitir a intervenção humana quando necessário.

A OCDE reforça a importância da transparência e da explicabilidade de modo que pessoas possam entender o funcionamento e as decisões tomadas e questioná-las se desejarem. Tais tecnologias devem ser seguras e não oferecer riscos para as pessoas; e os indivíduos, as empresas e as organizações por trás deles devem ser responsabilizados se for o caso.

Joana Varon, da Coding Rights, contudo, pondera que muitas empresas pautam uma agenda de ética e inteligência artificial de modo que tais diretrizes não atrapalhem seus negócios.

“Este debate de ética e inteligência artificial acaba levando a uma interpretação de que a simples autorregulação das empresas seria suficiente. Devemos falar é de direitos humanos e nas relações de poder existentes na sociedade”, advoga.

Uma abordagem mais forte emerge também nas discussões sobre políticas públicas e regulação do tema, objeto de outra reportagem desta série.

O câncer de pulmão tem grande relação com o tabagismo, que é responsável por cerca de 157 mil mortes todo ano no Brasil. Atualmente, o câncer de pulmão é o que mais mata no mundo, aumentando a preocupação dos médicos com a conscientização para o Dia Nacional do Combate ao Fumo.

Segundo o oncologista Sandro Cavallero, 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo tabagismo, e o risco de um fumante desenvolver a doença pode ser 150 vezes maior do que um não fumante. “A probabilidade de desenvolver o câncer por um cigarro é diretamente proporcional à quantidade de cigarros que a pessoa fuma por dia, assim como o tempo pelo qual ela já está fumando”, explicou.

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Além disso, o tabagismo é responsável por um número muito elevado de mortes no Brasil. De acordo com o oncologista, embora o mundo esteja passando por uma pandemia, todas as doenças merecem destaque. “Nesta pandemia já morreram mais de 100 mil pessoas. O tabagismo mata o equivalente a uma pandemia todos os anos na nossa vida. É uma pandemia ocorrendo todos os anos no Brasil e no mundo”, alertou Sandro.

O especialista explica que, embora existam muitas medidas no mundo e no Brasil proibindo propagandas e colocando anúncios nas carteiras de cigarros, e isso tenha diminuído a incidência da mortalidade do câncer de pulmão, os números ainda são altos. “Um único produto ser responsável por uma pandemia todos os anos, é simplesmente inadmissível a permissão do livre comércio dessa mesma substância”, afirmou.

De acordo com Sandro, na fumaça do cigarro existem aproximadamente quatro mil substâncias, e dessas, pelo menos 60 podem causar câncer. Além do câncer de pulmão, o tabagismo também está relacionado com outros tipos, como o câncer de cavidade oral, faringe, pâncreas, fígado, rim, colo de útero, e até mesmo leucemias. “Existem estudos que dizem que 30% das mortes ocasionadas por câncer são causadas pelo tabagismo. Ou seja, se não existisse tabagismo, 30% de mortes seriam evitadas todos os anos”, ressaltou.

Há também dúvidas sobre o fumante passivo, aquela pessoa não fuma mas convive com um fumante, ser mais afetado pela fumaça do cigarro do que o fumante. O oncologista explica que o fumante passivo tem risco de 15% a 20% de adquirir câncer, mas está longe de ser igual ao fumante ativo. “Essa crença que fumante passivo acaba sendo pior que o fumante ativo é completamente errônea.”

Com o abandono do tabagismo, há um aumento de preocupação para que o paciente não tenha uma recaída. Sandro exemplifica algumas medidas necessárias para a diminuição da possibilidade de o paciente voltar a fumar: evitar contato com fumantes, ter uma excelente alimentação, rica em frutas e verduras, tomar bastante água, praticar atividade física, para que melhore a capacidade respiratória, e ficar em lugares arejados. “Todas essas medidas ajudam tanto a diminuir o risco da recidiva quanto o pulmão se reestabelecer de uma maneira mais eficaz”, finalizou.

Por Quezia Dias.

Além das vítimas e dos danos estruturais em residências e prédios, as explosões ocorridas na área portuária em Beirute, no Líbano, nesta terça-feira (4) podem causar uma outra crise grave no país: a falta de alimentos.

O alerta foi feito pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) nesta quarta-feira (5) porque diversos silos foram destruídos com o incidente de ontem e se teme que "em curto prazo, haverá um problema no abastecimento de farinha para o Líbano".

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"Tememos que uma grande quantidade das reservas do grão no porto foram atingidas ou destruídas com a explosão. Os estoques foram gravemente danificados e tememos que, no curto prazo, teremos um problema com a disponibilidade da farinha", disse o responsável por Emergências da FAO, Dominique Burgeon, em entrevista à agência francesa AFP.

Um outro dano grave será o aumento dos preços dos produtos, que já estavam muito elevados antes da explosão por conta da séria crise econômica no país. Segundo dados do Programa Mundial de Alimentos da ONU, a inflação dos itens alimentares foi de 109% entre os meses de setembro de 2019 e maio de 2020.

Já a fundadora da ONG Food Blessed, Maya Terro, lembrou que o Líbano importa 80% de toda a sua alimentação e a principal porta de entrada desses produtos é, justamente, o porto de Beirute.

Uma informação dada pela empresa de importação e exportação Mena Commodities, e que foi repercutida pela mídia local, dá conta que os silos que estavam no porto continham cerca de 85% do estoque de cereais de todo o país.

O ministro da Economia e Comércio do Líbano, Raoul Nehme, destacou que todos os grãos que não foram destruídos também serão inutilizados e descartados porque estão "contaminados" pelo nitrato de amônio - que é apontado com a principal causa das explosões. No entanto, Nehme garantiu que as reservas nacionais de alimentos ainda são capazes de abastecer o população.

Porém, a ONG Save the Children alertou que, mesmo antes da tragédia, quase um milhão de pessoas na área metropolitana de Beirute dizia não poder comprar com regularidade produtos de primeira necessidade - incluindo comida - por conta das graves dificuldades econômicas da profunda recessão e por causa do lockdown imposto pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda conforme a entidade, entre essas pessoas, estão também 500 mil crianças. "Começaremos a ver crianças morrendo de fome antes do fim do ano", alertou o vice-diretor da Save The Children no Líbano, Jad Sakr.

Da Ansa

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Carlos Porto, encaminhou um Alerta de Responsabilização ao Secretário de Saúde do Estado, André Longo, sobre possíveis irregularidades em um contrato para aquisição de 30 mil testes em (PCR-Tempo Real) de Covid-19 em Pernambuco. Carlos Porto é o relator das contas da Secretaria Estadual de Saúde em 2020.

A contratação, que possui valor global de R$ 5,7 milhões, surgiu a partir da Dispensa Emergencial LACEN nº 13/2020, cuja empresa vencedora foi a Genomika Diagnósticos S/A.

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A compra feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), vinculado à SES, foi analisada pela equipe técnica da Gerência de Auditorias da Educação do TCE. O aviso de chamamento público da dispensa foi publicado no Diário Oficial do dia 28 de março deste ano, estabelecendo um valor unitário de R$ 190,00 para cada teste.

A auditoria verificou que até a data do fechamento do relatório preliminar, em 10 de julho, a Secretaria tinha repassado à empresa R$ 1.424.050,00 (quase 25% dos R$ 5.700.000,00 contratados). Entretanto, até 6 de julho, o LACEN não havia registrado qualquer informação sobre a despesa no Sistema de Informações LICON do TCE.

Um levantamento efetuado pela equipe técnica em sites governamentais, levando em conta consultas a bases de sistemas de compras, concluiu que o preço contratado (R$ 190,00) estava acima da média de mercado praticada no país, e era 45% superior ao valor máximo encontrado (R$ 131,00).

Notificada a prestar esclarecimentos, a administração do LACEN informou que não foi realizada pesquisa de preços, dada a urgência da situação, e que não havia outro laboratório em Recife que dispusesse do teste para detecção da Covid-19 naquela ocasião, mas que a empresa contratada havia apresentado notas fiscais dos valores praticados junto a outros compradores.

De acordo com o relatório técnico, os argumentos não justificam a ausência de cotação de preços, que poderia ter sido realizada junto a fornecedores em outras unidades da federação, ainda que o objetivo fosse o de comparar os valores envolvidos. Com a irregularidade, o sobrepreço potencial identificado seria de R$ 1.800.00,00, considerando as quantidades contratadas, o que equivale a 45% do somatório do valor de mercado dos produtos a serem adquiridos, caso a compra seja completamente executada.

A análise do TCE observou também que, na hipótese de o saldo de R$ 4.275.950,00 vir a ser pago - o que pode acontecer a qualquer momento, segundo o auditor - o superfaturamento poderia chegar a R$ 3.150.700,00.

ALERTA - Considerando os fatos apontados pela auditoria, o relator recomendou que o secretário André Longo deixasse de comprar insumos sem a realização de uma ampla pesquisa de preços e que revisse o contrato com a empresa Genomika Diagnósticos S/A, de modo a adequar o preço contratado à realidade de mercado. A Secretaria de Saúde teria cinco dias, a partir da notificação, para informar o cumprimento da decisão, mas o titular da Pasta pediu prorrogação do prazo para enviar a resposta ao TCE, o que foi acatado pelo conselheiro Carlos Porto.

*Do site do TCE

A Polícia Federal em Pernambuco (PF) emitiu um alerta sobre um novo golpe para clonagem de WhatsApp. Segundo a instituição, o golpista finge estar fazendo uma pesquisa para o Datafolha sobre a Covid-19.

Ao final da pesquisa por telefone, o criminoso informa que foi enviado ao celular via SMS um código com seis dígitos. Quando a pessoa repassa os números, o WhatsApp é clonado. 

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De acordo com a PF, após isso, os bandidos passam a aplicar golpes financeiros acessando a agenda telefônica das vítimas para entrar em contato com pessoas próximas e solicitar dinheiro emprestado. As desculpas são diversas e vão desde que o limite de transferência acabou ao carro quebrou e precisa de dinheiro urgente.

A PF alerta que o Datafolha tem realizado algumas pesquisas por telefone, mas em nenhum momento são enviadas mensagens de confirmação para o celular. 

No golpe, o criminoso cadastra indevidamente o número de telefone do usuário em outro celular e, após esse processo, um SMS contendo um código de liberação de acesso é enviado ao celular da vítima, que é induzida a fornecer o número.

A PF recomenda que o usuário faça a ativação de confirmação em duas etapas, nas configurações do próprio aplicativo; nunca forneça ou envie o código de ativação sob nenhuma hipótese; e leiam as mensagens que recebem, pois quando o código é enviado o texto diz que se trata de uma autenticação de segurança.

Caso o WhatsApp tenha sido clonado, a polícia recomenda: instalar o aplicativo o mais rápido possível, pois é possível que o golpista ainda não tenha colocado a senha enviada pela vítima; enviar um email para support@whatsapp.com informando seu número no formato internacional (+55 9 xxxx xxxx) solicitando bloquear o WhatsApp ou relatando o ocorrido na opção de ajuda no app; entrar em contato com a operadora do celular e solicitar a suspensão temporária da linha telefônica e, em seguida, ir em uma loja autorizada e pedir transferência do número para outro chip; informar nas redes sociais que sua conta foi clonada; e ir em uma delegacia fazer o Boletim de Ocorrência.

Abaixo uma das tentativas de golpe divulgada pela polícia:

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Pelo menos 14 grandes cidades da Itália entraram em alerta vermelho para a onda de calor que atinge o país neste sábado (1º), informou o boletim diário do Ministério da Saúde.

De acordo com os dados, os municípios Bolonha, Bolzano, Brescia, Campobasso, Florença, Frosinone, Latina, Perugia, Pescara, Rieti, Roma, Turim, Verona e Viterbo estão no patamar máximo da escala de risco, podendo registrar temperaturas até 40ºC.

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Na Sardenha, a expectativa é de que a temperatura atinja um recorde de 45ºC, depois dos 42ºC ultrapassados em Iglesias, a cidade mais quente da região.

O chamado nível "vermelho" é atribuído a áreas com "ondas de calor" e que apresentam "condições de elevado risco por três ou mais dias consecutivos", podendo comportar efeitos negativos para a saúde da população, especialmente os mais vulneráveis, como idosos.

Segundo a previsão, no domingo (2), 12 cidades estarão em alerta, incluindo Ancona e Palermo. Neste fim de semana, a Itália se dividiu entre temperaturas de ebulição, tempestades e deslizamentos de terra, já que em algumas partes do país o mau tempo provocou caos e evacuação de pessoas, como em Tirol do Sul. 

Da Ansa

A cidade de Tóquio registrou um aumento importante de casos de coronavírus e está em alerta máximo, anunciou nesta quarta-feira (15) a governadora da capital japonesa, Yuriko Koike.

"Os especialistas acabam de afirmar que a situação das infecções está em um nível 4 em uma escala de 4, o que significa que parecem aumentar", afirmou Koike durante uma reunião sobre a pandemia.

O alerta "vermelho" na cidade, onde vivem 14 milhões de pessoas, que chegam a 37 milhões quando considerada a área metropolitana, não provocará o fechamento de lojas ou a suspensão de eventos, no momento.

De acordo com os especialistas, o aumento de casos é registrado sobretudo entre os jovens e as principais áreas de infecção envolvem os estabelecimentos noturnos, os locais de trabalho e também as famílias.

O estado de emergência no Japão decretado em abril e maio não implicou um confinamento como o decretado em outros países, já que a lei não permite a aprovação de medidas coercitivas para que a população permaneça em casa.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, suspendeu no fim de maio o estado de emergência a não parece muito favorável a decretá-lo novamente devido à recessão econômica.

As fronteiras do país, no entanto, permanecem fechadas e o Japão nega a entrada em seu território dos estrangeiros procedentes de mais de 100 países, incluindo aqueles que têm visto de residência permanente.

Mas o número de casos diários aumenta e Tóquio registrou na semana passada a média de 243 contágios a cada 24 horas.

O Japão não foi um dos países mais afetados pela pandemia e até agora registrou 22.500 casos e 1.000 mortes. Apesar do aumento de casos, Tóquio não registra mortes provocadas pela COVID-19 há três semanas.

A "ameaça" de uma segunda onda de contágio de Covid-19 é "real" - advertiu o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, que pediu a seus compatriotas de férias nas ilhas Baleares (Espanha) que respeitem as medidas de proteção.

Spahn manifestou, em especial, preocupação com a situação na ilha espanhola de Mallorca, a principal do arquipélago das Baleares, lugar habitual de férias para vários alemães. Não à toa é conhecida como a "17ª região" da Alemanha, que conta com 16 Estados federados.

Os alemães representam 27% dos turistas nas Baleares, um arquipélago onde o turismo contribui para 35% do PIB.

"As imagens que vimos neste fim de semana da ilha preferida dos alemães, Mallorca, me preocupam", declarou Spahn em uma entrevista coletiva organizada pelo órgão alemão de vigilância epidemiológica, o Instituto Robert Koch.

"Precisamos ter cuidado para que as Baleares não se transformem em um segundo Ischgl", disse o ministro, referindo-se a uma estação de esqui austríaca que se tornou, no inverno passado, um importante foco europeu de contaminação da COVID-19.

Vários vídeos mostram dezenas de alemães, ou britânicos, eventualmente embriagados, festejando nas ruas de Mallorca sem máscara e desrespeitando a distância física de precaução.

"A ameaça de uma segunda onda é real", frisou Spahn, que teme uma nova alta de casos na Alemanha, com o retorno dos turistas de suas férias no exterior.

Até esta segunda-feira, a Alemanha registra 198.963 casos oficiais de infecções de Covid-19 (+159 nas últimas 24 horas) e 9.064 óbitos (+1), de acordo com o Instituto Robert Koch.

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