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O Facebook chegou a um acordo preliminar em um processo contra a empresa com um pedido de indenização por permitir a terceiros, incluindo a empresa Cambridge Analytica, acesso aos dados privados de usuários.

De acordo com um documento judicial apresentado na sexta-feira em um tribunal de San Francisco, o Facebook afirma que prepara um "princípio de acordo" e solicita a suspensão do processo por 60 dias para "concluir o acordo por escrito e apresentá-lo ao tribunal".

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A rede social não informou o valor nem os termos do acordo na ação coletiva.

Procurada pela AFP, a Meta - matriz do Facebook - afirmou que "não tinha comentários para compartilhar neste momento".

O acordo foi anunciado depois que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e a ex-diretora de operações Sheryl Sandberg, que anunciou sua demissão em junho após 14 anos na empresa, foram convocados a prestar depoimento no tribunal em setembro por este caso.

Em um processo iniciado em 2018, usuários do Facebook acusaram a rede social de violar as regras de proteção da privacidade ao compartilhar seus dados com terceiros, incluindo a empresa Cambridge Analytica, ligada à campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

A Cambridge Analytica - que interrompeu as atividades a partir desta data - coletou e utilizou, sem consentimento, os dados pessoais de 87 milhões de usuários do Facebook por meio de um acesso concedido pela plataforma.

A informação obtida foi usada para desenvolver um software e influenciar os eleitores americanos a favor de Trump.

Em julho de 2019, as autoridades federais anunciaram uma multa de 5 bilhões de dólares ao Facebook por "enganar" os usuários e determinaram uma supervisão independente da gestão de dados pessoais.

Desde a explosão do escândalo da Cambridge Analytica, o Facebook removeu o acesso aos seus dados de milhares de aplicativos, restringiu a quantidade de informações disponíveis para os desenvolvedores em geral e facilitou para os usuários a configuração das permissões para compartilhar dados pessoais.

Dvmt/ag/yow/fp

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, multou o Facebook em R$ 6,6 milhões por vazar dados de usuários brasileiros. A notificação está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (23). A empresa poderá ter a multa reduzida em até 25% se decidir por não recorrer da decisão.

A Senacon explica que, em 2018, dados de usuários da rede social foram repassados à Cambridge Analytica, uma consultoria britânica de Marketing Político contratada para a campanha eleitoral do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

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Segundo o órgão, "estima-se que, na época, os dados de mais de 87 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo 443 mil brasileiros, tenham sido compartilhados para recebimento de conteúdos relacionados a Trump".

A investigação da Secretaria concluiu, naquele mesmo ano, que o compartilhamento ilegal de dados ocorria por meio da instalação do 'This Is Your Digital Life', um aplicativo de teste de personalidade. "Por apresentar falhas ao informar sobre as configurações de privacidade, a Senacon entendeu que o Facebook cometia prática abusiva com os usuários e, por isso, aplicou a multa de R$ 6,6 milhões".

Em julho deste ano, a própria Senacon anulou a condenação para garantir a ampla defesa do Facebook. Porém, segundo a Secretaria, a empresa continuou a afirmar que não houve quaisquer indícios de que dados dos brasileiros tenham sido transferidos à Cambridge Analytica e que, portanto, não haveria que se falar em mau uso ou exposição indevida dessas informações.

"As alegações não foram aceitas pela Senacon, que voltou a estabelecer a multa de R$ 6,6 milhões", diz em nota.

O valor deverá ser recolhido em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Na última sexta-feira (23), o Facebook divulgou um comunicado fornecendo novas informações sobre o caso Cambridge Analytica. Em um acordo com a Procuradoria Geral do Distrito de Columbia, a empresa resolveu tornar público um documento de setembro de 2015, em que funcionários do Facebook discutem a raspagem de dados públicos. A decisão foi tomada para evitar confusões a respeito do caso, já que envolvia relatos não confirmados de acesso ou coleta de dados públicos de nossos produtos por meios automatizados.

Esses relatos poderiam ser confundidos com as violações de políticas feitas por Aleksandr Kogan, o desenvolvedor de aplicativos que vendeu dados de usuários do Facebook para a Cambridge Analytica. "O Facebook não tomou conhecimento de que Kogan vendeu dados para a Cambridge Analytica até dezembro de 2015. Esse é um fato que testemunhamos sob juramento, que descrevemos aos nossos principais reguladores e que sustentamos", afirma Paul Grewal, Vice-presidente Jurídico da empresa.

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 De acordo com a companhia em setembro de 2015, um funcionário do Facebook compartilhou rumores vindos de um concorrente da Cambridge Analytica, que alegou que a empresa de análise de dados estava fazendo uma coleta de dados públicos. Ou seja, mesmo se seu perfil na rede social fosse fechado outras pessoas poderiam ter acesso a ele. 

Ainda segundo a empresa, um engenheiro chegou analisar essa suspeita, mas não encontrou evidências de raspagem de dados. Apenas em dezembro de 2015 é que foi identificada a primeira indicação do envolvimento de Kogan. O incidente que envolveu a venda não autorizada de dados para a Cambridge Analytica.

"O caso Cambridge Analytica foi um erro para nós, e temos trabalhado muito para endereçar  a situação. Aprendemos muitas lições que nos ajudarão a nos tornar uma empresa mais forte no futuro", encerrou Grewal.

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), parte do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), instaurou nesta semana dois processos contra o Facebook no Brasil - as ações envolvem, respectivamente, o uso indevido de dados de usuários pela consultoria Cambridge Analytica e a atuação de hackers dentro da rede social para prejudicar brasileiros. Segundo apurou o Estado, o caso corre em segredo de Justiça e pode render multas de até R$ 18 milhões à empresa comandada por Mark Zuckerberg.

Segundo nota publicada pelo MJSP, o Facebook tem até dez dias para apresentar sua defesa administrativa. Além da instauração dos dois processos, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) notificou o Facebook a prestar esclarecimentos em um terceiro caso, no qual teria utilizado dados recebidos de aplicativos parceiros, como frequência cardíaca e ciclo menstrual dos usuários. Procurado pelo Estado, o Facebook disse que "está à disposição para prestar esclarecimentos" ao Ministério da Justiça e à Segurança Pública.

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Nos processos, foram arrolados a matriz do Facebook nos EUA e sua filial no Brasil, Facebook Serviços Online Ltda.

O primeiro diz respeito ao uso da ferramenta Facebook Login, utilizada pela consultoria política Cambridge Analytica para extrair dados de usuários da rede social. A empresa atuou na campanha de Donald Trump à Presidência americana, em 2016 - o caso, revelado há cerca de um ano, levou o Facebook à sua maior crise.

Já o segundo processo diz respeito à ação de hackers na plataforma para roubar dados pessoais de usuários no País, tais como nome, e-mail, número de telefone, locais visitados e buscas.

Para o advogado Bruno Bioni, fundador da Data Privacy Brasil, os processos mostram a importância do tema da proteção de dados e ressaltam a relação contratual que existe entre usuários e redes sociais.

"Não é necessário pagar por um serviço para configurar uma relação de consumo", diz Bioni. "Ao abrir os processos, a Senacon dá indícios de que encontrou danos à coletividade de consumidores brasileiros."

O Facebook recebeu ontem sua primeira multa por ter permitido o uso ilícito de dados pessoais de 87 milhões de usuários da rede social pela consultoria Cambridge Analytica. Órgãos reguladores do Reino Unido anunciaram uma multa preliminar de cerca de US$ 664 mil - a máxima permitida nesse caso.

De acordo com a autoridade independente de proteção de dados do Reino Unido, a multa foi aplicada após a descoberta que o Facebook não tinha uma proteção de dados forte em 2016 e ignorou sinais que poderiam levar a empresa a impedir que a Cambridge Analytica tentasse manipular a opinião pública durante o referendo sobre o Brexit em 2016.

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A divulgação da multa e dos motivos para aplicá-la rompe com o método adotado pela autoridade britânica, que usualmente não revela suas descobertas iniciais sobre os casos em investigação. O órgão avisou que deve anunciar nova atualização sobre o caso em outubro.

Por meio de comunicado enviado à imprensa, a diretora global de privacidade do Facebook, Erin Egan, disse que a empresa "deveria ter feito mais para investigar as denúncias sobre a Cambridge Analytica e tomado providências em 2015".

A aplicação da multa representa a primeira grande repercussão negativa para o Facebook do escândalo sobre o uso ilícito de dados pessoais de usuários da rede social pela Cambridge Analytica.

Desde que as revelações sobre o caso vieram à tona, em março, o Facebook virou alvo de críticas e seu fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, foi convocado a depor tanto no Congresso americano como no Parlamento Europeu. Além disso, investigações sobre a empresa nos EUA foram intensificadas. Contudo, houve poucas consequências práticas.

O governo dos Estados Unidos começou a investigar a participação do Facebook no escândalo de uso de dados de usuários da rede social pela empresa de consultoria política Cambridge Analytica. Agora, além do Departamento Federal de Investigações (FBI) outros três órgãos federais investigam o escândalo. As informações fizeram as ações da empresa despencarem nesta terça-feira, 3, diminuindo o valor de mercado do Facebook em US$ 12 bilhões.

A rede social entrou na mira dos órgãos federais depois de reportagens mostrarem que tecnologias da rede social permitiam a divulgação de dados de usuários, sem autorização, para terceiros. Investigações dentro e fora da companhia dão conta de que informações de 87 milhões de usuários da rede social foram usadas ilegalmente pela consultoria Cambridge Analytica, contratada para fazer campanha eleitoral para Donald Trump.

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Na última segunda-feira, 2, o Facebook anunciou que a empresa estava sendo investigado também pela SEC, nos Estados Unidos. O jornal Washington Post disse que a Comissão de Valores Mobiliários e a Comissão Federal de Comércio também estão investigando a participação das duas empresas no uso de dados de 71 milhões de americanos.

Até então, as investigações estavam concentradas na consultoria e como ela usou os dados dos usuários da rede social. O jornal americano apurou, no entanto, que nos últimos dois meses as investigações passaram a mirar as responsabilidades do Facebook no caso.

Parte das investigações se concentra na alegação de que a rede social foi enganada pela Cambridge Analytica, discurso sustentado pelos executivos do Facebook, como o presidente da empresa, Mark Zuckerberg.

Especula-se que a outra linha de investigação avalia a falta de atenção da rede social em suas próprias regras. As investigações identificaram que os termos de uso do aplicativo usado pela Cambridge Analytica para coletar dados indicava que as informações poderiam ser usadas para fins comerciais.

A venda de dados de usuários do Facebook é considerada uma violação total das regras da empresa, mas ainda não está claro se a rede social se atentou para o regulamento do aplicativo.

Reflexo. Autoridades do Facebook defendem que a empresa diminuiu as possibilidades de coleta de dados de usuários por meio de aplicativos em 2015.

As declarações do Facebook, no entanto, não foram suficientes e as ações da empresa despencaram 2% um dia depois da publicação da reportagem. Com isso, o Facebook chegou a registrar perda de US$ 12 bilhões em avaliação de mercado.

A rede social chegou a perder 18% do seu valor uma semana depois que foram divulgados o escândalo envolvendo os dados de usuários e a Cambridge Analytica, mas recuperou os ganhos, marcando alta de 27% desde então.

A consultoria Cambridge Analytica, pivô da polêmica de uso indevido de dados do Facebook, encerrou todas as suas operações nesta quarta-feira (2).

"Nos últimos meses, a Cambridge Analytica foi objeto de numerosas acusações infundadas e, mesmo com os esforços para corrigir as informações, foi denegrida por atividades que não apenas são legais, mas amplamente aceitas", diz um comunicado da empresa.

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No entanto, a consultoria afirma que está conduzindo "investigações independentes" sobre o caso, direcionadas por Julian Malins, advogado condecorado pela rainha Elizabeth II.

"Minhas descobertas refletem o completo espanto da equipe em assistir aos programas e ler as notícias sensacionalistas que a imprensa tem publicado sobre a companhia em que trabalham", disse Malins.

"Nada do que eles ouviram ou leram era reflexo do que faziam na empresa", acrescentou.

A sociedade ainda aponta que, apesar da "inabalável confiança de que seus empregados agiram eticamente e dentro dos termos da lei", os "ataques midiáticos afastaram os patrocinadores e apoiadores da companhia".

A Cambridge Analytica era uma consultoria britânica especializada em análise de dados e estratégia de comunicação. A empresa foi acusada de usar dados de usuários do Facebook indevidamente, obtidos por meio de um aplicativo desenvolvido por um acadêmico. A companhia teve como cliente a campanha presidencial de Donald Trump. 

Da Ansa

O governo do Brasil notificou o Facebook a se explicar sobre o uso ilícito de dados de usuários brasileiros pela consultoria Cambridge Analytica. O pedido foi feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon).

O Facebook terá 10 dias para responder questionamentos do governo, como o número de brasileiros afetados com o compartilhamento irregular de informações - segundo a rede social, dados de 443 mil usuários brasileiros podem ter sido obtidos pela consultoria. A Senacon quer saber também se os dados foram compartilhados com outras empresas sem o consentimento dos brasileiros. A empresa terá ainda que explicar o que está fazendo para contornar o problema.

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Caso o Facebook não responda no prazo estipulado, a Senacon pode instaurar processo administrativo contra a empresa e aplicar multa que pode chegar a R$ 9 mi.

Além disso, uma comissão especial da Câmara dos Deputados que trata da proteção de dados pessoais aprovou ontem a convocação do Facebook para debater o impacto da coleta de dados pessoais pela empresa Cambridge Analytica. Os deputados decidiram realizar um seminário para debater o assunto, que também terá especialistas e membros de ministérios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Facebook acredita que os dados de até 87 milhões de pessoas foram indevidamente compartilhados com a consultoria política Cambridge Analytica - número muito maior do que o anteriormente divulgado. Deste total, pelo menos 443 mil eram brasileiras. O chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, admitiu a culpa e informou que continuará a liderar a rede social.

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (4), ele disse que havia assumido anteriormente que, se o Facebook oferecesse ferramentas às pessoas, era em grande parte responsabilidade delas decidir como usá-las. Mas ele confessou que foi errado em ter tido uma visão tão limitada.

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"Não estamos apenas construindo ferramentas, mas precisamos assumir total responsabilidade pelos resultados de como as pessoas usam essas ferramentas também", informou, em coletiva de imprensa. Zuckerberg também anunciou que uma auditoria interna descobriu um novo problema na rede social.

Atores mal-intencionados abusavam de um recurso que permitia que os usuários procurassem uns aos outros digitando endereços de e-mail ou números de telefone na caixa de pesquisa do Facebook. Como resultado, as informações de perfil público de muitas pessoas foram copiadas e correspondidas a detalhes que haviam sido obtidos em outros lugares.

As estimativas de quantos dados foram expostos foram reveladas em um blog pelo diretor de tecnologia da empresa de tecnologia, Mike Schroepfer. A BBC também descobriu que o Facebook agora estima que cerca de 305 mil pessoas instalaram o questionário "This Is Your Digital Life", que tornou possível a coleta de dados. A estimativa sugerida anteriormente tinha sido de 270 mil.

O Facebook enfrentou críticas intensas depois confessar que sabia há anos que a consultoria política Cambridge Analytica, empresa de dados ligada à campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016, coletava dados de milhões de usuários.

Mas agora o Facebook está tomando medidas para restringir quais dados pessoais estão disponíveis para desenvolvedores de aplicativos de terceiros. A empresa vem perdendo valor de mercado desde então. Mark Zuckerberg será ouvido em audiência no congresso dos EUA na próxima quarta-feira (11) sobre o uso e a proteção de informações dos usuários da plataforma.

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O Facebook anunciou que vai expandir seu programa de recompensas de bugs, normalmente reservado para vulnerabilidades de segurança que permitem que hackers ataquem a rede social, para incluir aplicativos que fazem uso indevido de dados de usuários.

"O programa de recompensas de bugs do Facebook será expandido para que as pessoas também possam nos reportar caso encontrem o uso indevido de dados por desenvolvedores de aplicativos", disse o vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook, Ime Archibong, em um post no blog.

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Tudo isso ocorre depois que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prometeu auditar todos os aplicativos de comportamento suspeito e limitar a quantidade de informações que os desenvolvedores podem acessar.

Os programas de recompensa de bugs pagam pesquisadores de segurança por reportar falhas técnicas aos sites e, em alguns cenários, oferecem até US$ 100 mil como prêmio. Especialistas dizem que a decisão do Facebook permitirá que mais pessoas, incluindo aquelas tecnicamente menos capacitadas, participem da iniciativa.

O Facebook está sofrendo uma pressão política e do público em geral desde que reconheceu que um aplicativo coletou dados de mais de 50 milhões de usuários e os compartilhou indevidamente com consultoria política Cambridge Analytica. As informações teriam sido usadas pela campanha do presidente americano Donald Trump para direcionar propaganda política.

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Sob pressão de legisladores e do público, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu testemunhar perante o Congresso dos EUA sobre o vazamento de dados pessoais de 50 milhões de usuários da rede social para a consultoria política britânica Cambridge Analytica. As informações foram obtidas com exclusividade pela rede de notícias CNN.

Fontes do Facebook disseram à CNNMoney que o CEO de 33 anos chegou a um acordo com o fato de que ele terá que testemunhar perante o Congresso em questão de semanas, e a companhia está atualmente planejando a estratégia para seu depoimento.

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Zuckerberg, porém, recusou nesta terça-feira (27) um pedido de legisladores britânicos para responder a perguntas sobre as práticas de privacidade da rede social e enviará dois representantes em seu lugar.

O Facebook vem enfrentando uma crise de confiança desde que foi revelado que a Cambridge Analytica, empresa de dados ligada à campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016, teria acessado informações de cerca de 50 milhões de usuários do Facebook sem o seu conhecimento. A rede social agora tenta restaurar a confiança do público.

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À medida que as pessoas continuam a excluir suas contas do Facebook, após a rede social permitir o acesso inapropriado a dados de 50 milhões de seus usuários, alguns internautas estão descobrindo que a empresa contém muito mais informações do que o esperado, incluindo o histórico de ligações e conteúdo de mensagens SMS. As informações são do site The Verge.

O Facebook dificulta que os usuários excluam suas contas, em vez disso, sugere que eles desativem temporariamente seu perfil - uma ação que deixa todos os dados pessoais nos servidores da empresa. Ao fazer isso, as pessoas podem baixar uma cópia de suas informações armazenadas.

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É justamente ao baixar este arquivo que os internautas percebem a quantidade de informações pessoais que a empresa armazena. Um usuário, o programador Dylan McKay, relatou que, para o período de outubro de 2016 a julho de 2017, seus registros continham os metadados de todas as chamadas de celular que ele realizou, incluindo tempo e duração, e também sobre mensagens de texto recebidas e enviadas.

Muitos outros usuários relataram desconforto ao descobrir que dados estavam sendo registrados pelo Facebook, incluindo os contatos de suas agendas, calendários e até datas de aniversário de seus amigos.

Em um comunicado enviado ao jornal britânico The Guardian, um porta-voz do Facebook explicou que sempre solicita aos usuários permissão para fazer o upload desses dados pessoais. A empresa observa que as pessoas podem interromper a ação qualquer momento e excluir as informações já armazenadas desativando a configuração no aplicativo Messenger.

O movimento de boicote ao Facebook, chamado #deletefacebook, decolou após as revelações de que a rede social havia compartilhado um perfil psicólogo mais de 50 milhões de usuários sem o consentimento explícito deles. Os dados mais tarde acabaram nas mãos da consultoria eleitoral Cambridge Analytica, contratada por Donald Trump nas últimas eleições dos EUA.

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Os investigadores britânicos deram por encerrada neste sábado (24) a batida na sede da Cambridge Analytica (CA) em Londres, a empresa acusada de usar sem permissão dados pessoais de milhões de usuários do Facebook para fins políticos.

"Nossos investigadores deixaram o lugar às 3h GMT (meia-noite, no horário de Brasília)", anunciou neste sábado o Information Commissionner's Office em nota à AFP. "Agora, teremos de avaliar e examinar os dados antes de decidir as próximas etapas e tirar conclusões", acrescentou.

Órgão independente responsável pela proteção de dados, o ICO obteve na sexta-feira um mandado de busca e apreensão emitido por um juiz da alta corte de Londres. "Trata-se apenas de uma parte de uma investigação mais ampla sobre o uso de dados pessoais com finalidades políticas", explicou um porta-voz.

A Cambridge Analytica é acusada de usar sem autorização os dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook para influenciá-los a favor de Donald Trump na campanha presidencial de 2016.

A Mozilla, empresa mais conhecida por seu navegador Firefox, disse que está suspendendo a publicidade paga com o Facebook devido a preocupações com privacidade de dados. A decisão foi tomada após alegações de que a consultoria política Cambridge Analytica teve acesso inapropriado a informações de 50 milhões de usuários da rede social.

"Esta notícia nos levou a olhar mais de perto as atuais configurações de privacidade padrão do Facebook, já que apoiamos a plataforma com nosso investimento em publicidade", escreveu a diretora comercial e jurídica da Mozilla, Denelle Dixon.

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"Embora acreditemos que ainda há muito a aprender, descobrimos que suas configurações padrão atuais deixam o acesso aberto a muitos dados, principalmente em relação a configurações de aplicativos de terceiros", continuou a executiva.

A Mozilla parece ser a primeira grande empresa a retirar sua publicidade do Facebook em meio ao escândalo da Cambridge Analytica. A empresa de consultoria política trabalhou para a campanha de Donald Trump em 2016, usando dados do Facebook para criar perfis de eleitores.

A Mozilla disse que considerará retomar os anúncios no Facebook se a empresa aumentar a proteção dos dados dos clientes, como prometeu Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.

"Quando o Facebook tomar uma ação mais forte sobre como compartilha dados de clientes, reforçando especificamente suas configurações de privacidade padrão para aplicativos de terceiros, consideraremos retornar", informou a Mozilla.

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Autoridades israelenses anunciaram nesta quinta-feira a abertura de uma investigação sobre as atividades do Facebook, após a polêmica em torno do uso indevido de dados pessoais de milhões de usuários por uma empresa britânica.

A agência israelense para a proteção da privacidade indicou em um comunicado que "informou o Facebook sobre a abertura de uma investigação sobre suas atividades após informações sobre a transferência de dados pessoais do Facebook para Cambridge Analytica".

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De acordo com um comunicado do ministério da Justiça, a agência também indicou que investigava "a possibilidade de outros ataques ao direito de respeito pela privacidade dos israelenses".

O escândalo da Cambridge Analytica, acusada de ter usado dados de usuários do Facebook para desenvolver um programa que permitia direcionar mensagens específicas aos eleitores, causou reações em todo o mundo.

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, quebrou seu silêncio na quarta-feira e reconheceu que a empresa cometeu "erros" e deveria fazer mais para resolver o problema.

"Temos a responsabilidade de proteger seus dados e, se não pudermos, não merecemos atendê-los", escreveu Zuckerberg.

Fechar a conta, ser mais cauteloso com as autorizações dadas ao Facebook, acionar a Justiça. Seguem abaixo as opções para o usuário da rede social após a revelação do caso Cambridge Analytica:

- Fechar a conta

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A primeira opção, a mais radical, à qual alguns internautas recorreram, incluindo um dos co-fundadores do aplicativo de mensagens WhatsApp comprado pelo Facebook: desconectar.

A operação, antes difícil, é agora relativamente fácil. O usuário deve clicar sobre o triângulo preto na parte superior da página, selecionar a guia "configurações", "gerenciar conta", então ir em "saber mais" sobre "desconexão", ou "desativação" (supressão) da conta.

A desconexão da conta permite retornar à sua conta intacta em caso de remorso, deixando uma presença mínima na Internet: "seu perfil será desativado e seu nome e fotos não serão mais exibidos na maioria de suas publicações", mas algum conteúdo como mensagens trocadas com amigos, permanecerão acessíveis a terceiros, explica o Facebook.

Opção mais radical: desativar, ou seja, excluir permanentemente sua conta. Esta opção deixa o usuário invisível no Facebook, mas "pode ​​ser necessário até 90 dias" para excluir tudo o que foi postado.

No entanto, algumas atividades do Facebook não armazenadas na conta pessoal do usuário "persistirão", como mensagens enviadas a um amigo, avisa o Facebook.

De acordo com especialistas em dados como Nathalie Devillier, da Grenoble School of Management, não se deve descartar a possibilidade de que o Facebook retenha dados de algumas pessoas, se houver um pedido das autoridades americanas para a Segurança Nacional.

- Reforçar sua vigilância

Outra opção é verificar suas configurações de privacidade e saber a extensão do conhecimento que o Facebook tem de sua vida pessoal, solicitando à plataforma que comunique todos os dados que possui.

Esta última tarefa é fácil e rápida. Você precisa clicar no pequeno triângulo preto na parte superior da página, na guia configurações e no link "Fazer o download dos seus dados". Após algumas verificações de identidade, os dados são enviados rapidamente na forma de um arquivo zip.

O arquivo permite ver as fotos, vídeos postados, mensagens trocadas com os amigos, aplicativos instalados, eventos "curtidos" e em que data, amigos apagados e em que data, anúncios em que você clicou.

Nem sempre é fácil descriptografar. Por que uma página na guia "HTML" da pasta menciona "anunciantes com seus dados", enquanto o Facebook garante que não fornece a seus clientes informações que permitam uma identificação pessoal?

Sem pedir seus dados, a página https://www.facebook.com/about/privacy/ fornece uma riqueza de informações, infelizmente difíceis de analisar, sobre o uso de dados pelo Facebook. A partir desta página, é possível agir sobre certos parâmetros de publicidade, através do parágrafo "difundir e avaliar propagandas e serviços", e da palavra-chave "controlar".

Por exemplo, decidir se o critério da situação amorosa pode ser usado para lhe enviar - ou não - um anúncio!

- Processar o Facebook

Para alguns especialistas, como os da associação francesa para a defesa dos usuários de Internet Quadrature du Net, não se deve pedir aos usuários que se retirem do Facebook, muitas vezes útil, mas partir para a força jurídica. "Devemos poder usar o serviço sem estarmos sujeitos a um monitoramento do Facebook", explica Arthur Messaud, do Quadrature du Net.

A associação lançará em breve uma ação coletiva na França contra o Facebook, aberta a usuários da Internet. Será baseada nas disposições do Regulamento Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que entra em vigor em 25 de maio e altera o equilíbrio de poder em favor dos internautas, disse ele.

"Exigimos a pura aplicação da lei, isto é, que o consentimento dos internautas" ao uso de seus dados pelo Facebook e seus parceiros "não seja forçado", explicou. O Facebook deve ser forçado, por exemplo, a pedir a seus usuários um acordo explícito para a exploração comercial de dados, estimou.

O Facebook também deve solicitar o consentimento explícito dos usuários antes de "filtrar e priorizar o conteúdo", ao qual eles têm acesso. Nos Estados Unidos, os escritórios de advocacia americanos anunciaram que apresentaram ações coletivas.

A britânica Cambridge Analytica havia formado uma parceria com o publicitário André Torretta, com mais de 20 anos de experiência em campanhas políticas, para a criação da CA Ponte. Anunciada no fim de 2017 e constituída oficialmente no mês passado, a empresa estava com tudo pronto para começar a prospectar clientes para representar para as eleições brasileiras de outubro. Torretta afirmou nessa terça-feira, 20, porém, que agora o projeto será suspenso.

O publicitário contou ao Estado que, ao longo do ano passado, negociou com a Cambridge Analytica uma parceria para uso da tecnologia de segmentação de mensagens da britânica por aqui. Segundo ele, no entanto, o serviço de envio de mensagens em redes sociais que se mostrou eficaz pela CA na campanha de Donald Trump não poderia ser replicado por aqui.

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Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, ponderou o publicitário, os perfis de usuários de redes sociais não são tão bem definidos. No entanto, Torretta e a CA já tinham chegado a um sistema "tropicalizado" para garantir o envio de informações a determinados perfis de eleitores brasileiros, com um discurso adaptado conforme o posicionamento do destinatário, de moderado a radical.

Embora o acordo com a britânica agora esteja suspenso, o publicitário disse que pretende continuar de atuação em marketing político nas próximas eleições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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