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Você sabe o que é feito com os dados que você cadastra na internet? Seu e-mail, nome completo, endereço, documentos ou até mesmo o número de CPF solicitado na farmácia? Sabe para onde vão as informações? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor na última sexta-feira (18), chega para garantir que todos os cidadãos brasileiros saibam, exatamente, para onde vão suas informações pessoais e o que empresas de todos os tamanhos estão fazendo com elas.

Para jogar uma luz sobre esse assunto ainda tão pouco explorado, mas tão importante, o LeiaJá conversou com Raquel Saraiva, advogada, mestre e doutoranda em Ciência da Computação e Presidenta e do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec).

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“Eu considero a LGPD uma vitória da sociedade civil. Porque a gente, enquanto usuário de tecnologia e enquanto consumidor, é justamente quem sai perdendo quando os dados pessoais são usados para fins abusivos”, diz Raquel Saraiva. Ela também explica que lei chega justamente para proibir esse tipo de prática.

“A LGPD vai regular o tratamento dos dados pessoais, ela conceitua o que é dado pessoal e faz a regulação desse mercado, para que a gente enquanto consumidor tenha a possibilidade de brigar, de exigir, de se defender quando a gente se sentir prejudicado”, acrescentou.

O que são dados pessoais?

De acordo com a LGPD, dado pessoal é “a informação relacionada à pessoa natural identificada ou identificável”, ou seja, todas as informações que identificam diretamente alguém ou que podem levar a esta identificação com a combinação de dados chave. Dentro da lei é possível encontrar outras subdivisões como Dados Sensíveis, por exemplo, que precisam de ainda mais proteção e com os quais se identificam a origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato, entre outros detalhes do cidadão. 

De acordo com Raquel, uma das formas em que a LDPD se propõe a proteger os dados dos consumidores é a transparência. “Se uma empresa está vendendo [seus dados] para outra empresa como, por exemplo, a farmácia que pede o CPF para dar o desconto, se ela está vendendo meu documento para qualquer outra companhia ela tem que pedir autorização para fazer isso, que é o que chamamos de ‘consentimento", explicou.

Com a vigência da Lei Geral de Proteção de dados, companhias de todos os tamanhos, tenham suas sedes no Brasil ou não, agora também são obrigadas a mostrar, de forma clara, para onde vão os dados coletados e por que eles foram necessários para aquele serviço. Para se adaptarem, as empresas precisam ter cláusulas de privacidade, dizendo aos cidadãos o que elas fazem exatamente com os dados coletados, incluindo as farmácias.

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Crianças, adolescentes e as redes sociais

Plataformas como Tik Tok, Twitter, Twitch e YouTube estão entre as preferidas dos jovens. Tanto que, de 2019 para cá, os donos dessas redes precisaram rever suas políticas de privacidade e uso de inteligência artificial para lidar melhor com este público. Para o YouTube, o Google tornou mais rígidas os conteúdos veiculados e proibiu vídeos que induzissem, mesmo que indiretamente, crianças a se interessarem por jogos ou brinquedos. 

As redes do Facebook são proibidas para menores de 13 anos, mesmo com o consentimento dos pais. Há diretrizes que seguem a COPPA (Ato de Proteção Online à Criança, na sigla em inglês), uma lei de proteção à vida privada das crianças na internet. No Brasil, essa proteção ganha o reforço da LGPD que exige que a coleta de dados infantis só pode ser feita com o consentimento específico de seus responsáveis legais. 

Além disso, as empresas não podem armazenar essas informações ou repassá-las para outras pessoas assim como não é permitido condicionar o consumo de jogos, aplicativos e outras ferramentas com base nos dados captados. 

A chave está no consentimento 

Para todos os pedidos, seja de cadastro para pegar o cartão de consumo no bar ou para começar a usar um aplicativo no celular, a empresa terá que explicar o porquê precisa daquela informação. Além disso, caso você não concorde com o uso, ou desista de fazer parte de uma rede social, por exemplo, pode pedir para que todas as suas informações sejam excluídas em definitivo. 

“Se ela não excluir você pode entrar com uma ação judicial e caso haja algum dano, exigir reparação”, afirma a advogada. Ela diz que as sanções só serão aplicadas a partir de agosto de 2021, mas que já é possível fazer uma denúncia. “Ela começa com advertência, depois poderá ser obrigada a reconhecer publicamente que houve vazamento de dados [por exemplo], até uma multa de 2% do faturamento da empresa”, explica.

Raquel também cita que é preciso ter um pouco mais de senso crítico na hora de aceitar as permissões de um aplicativo. “Se eu tenho um app de lanterna e ele pede para acessar os meus contatos, é claramente abusivo. Não é possível que uma lanterna só funciona se ela tiver acesso aos meus contatos”, disse.

Quando é possível usar os dados sem pedir permissão

Mas como tudo na vida, existem exceções. É possível que órgãos públicos ou privados tenham acesso aos seus dados  - sem o seu consentimento -, mas só quando isso for indispensável. Ou seja, para cumprir uma obrigação legal, executar uma política pública, defender direitos em processo, prevenir fraudes e crédito, preservar a vida e a integridade física, entre outras situações.

“A LGPD não vai impedir as empresas de tratarem esses dados, ela regula o mercado para que haja transparência nesse processo e para que a gente possa questionar quando se sentir abusado. E tudo isso protegendo um direito fundamental que é um direito à privacidade”, afirmou Raquel.

Por trás do misterioso codinome APT41, esconde-se uma nuvem de "hackers": entre eles, cinco chineses acusados esta semana nos Estados Unidos de atacar empresas, ou espiar governos e opositores.

Mas o que sabemos exatamente sobre este grupo, conhecido pelos serviços de Inteligência? Está vinculado ao Estado chinês, como afirmam alguns especialistas? Ou atua de forma independente, motivado exclusivamente pelo lucro?

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A seguir, cinco perguntas para entendê-lo melhor:

- Quem são? -

Os cinco membros acusados são todos antigos, ou atuais, funcionários da Chengdu 404 Network Technology, uma empresa de segurança cibernética que realiza testes de invasão para pessoas, ou empresas, para verificar a vulnerabilidade de seus computadores.

Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, porém, a empresa serviria, na realidade, para fazer "hacking".

Os Estados Unidos também acusaram dois supostos cúmplices da Malásia, que dirigem a empresa SEA Gamer Mall. Este site malaio vende dinheiro virtual usado em vários jogos on-line.

- Quem são as vítimas? -

O grupo invadiu computadores de centenas de empresas e organizações de todo mundo, incluindo o setor das telecomunicações, a indústria farmacêutica, os programadores de software, ONGs e universidades.

Seu objetivo era coletar dados pessoais, enviar pedidos de resgate (utilizando um programa de sequestro, ou "ransomware"), ou fazer "cryptojacking" - um método para controlar computadores a distância e produzir moedas virtuais, como bitcoins.

Acredita-se que o APT41 introduziu softwares malignos nas redes de empresas americanas, ou asiáticas, em uma associação internacional de combate à pobreza, ou em sites de autoridades indianas e vietnamitas.

Algumas empresas de videogames de Estados Unidos, França, Japão, Singapura e Coreia do Sul também foram supostamente alvo de ataques.

- Como fizeram? -

O arsenal é muito extenso: do "phishing" (roubar informações pessoais) a técnicas mais elaboradas, nas quais o "hacker" acessa discretamente um software em processo de desenvolvimento (os computadores dos clientes que usam esses softwares estão, então, à mercê dos "hackers").

Os dois malaios teriam pedido a seus funcionários que criassem milhares de contas falsas de videogames para armazenar a moeda e os itens virtuais roubados pelo APT41.

Este saque foi vendido a jogadores reais por dinheiro real, segundo os documentos da Justiça americana.

- Estão vinculados ao governo chinês? -

Não há certeza, mas, segundo a empresa de segurança cibernética americana FireEye, existem indícios.

O APT41 coletou, por exemplo, informações sobre ativistas pró-democracia em Hong Kong e sobre um monge budista no Tibete, dois territórios chineses onde Pequim enfrenta uma certa instabilidade política.

Muitas das atividades do grupo parecem, no entanto, motivadas apenas por interesses financeiros. Um dos "hackers" teria considerado chantagear vítimas ricas durante uma conversa on-line.

As acusações americanas não demonstraram qualquer vínculo comprovado com Pequim.

- Onde estão agora? -

Os cinco "hackers" chineses permanecem em liberdade e é pouco provável que sejam levados à Justiça nos Estados Unidos.

Já os dois malaios foram presos em seu país na segunda-feira. Washington pede sua extradição.

O Twitter anunciou nesta quinta-feira (17) que trabalha para reforçar a segurança das contas de organizações e personalidades políticas dos Estados Unidos, bem como de veículos e jornalistas, antes das eleições presidenciais de novembro.

As contas em questão terão que usar senhas robustas e serão incentivadas a usar o método de dupla autenticação, considerado mais seguro para o usuário. Outras mudanças estão previstas para as próximas semanas, entre elas uma melhora na forma de detectar atividades suspeitas, o reforço das proteções de identificação e mais agilidade na recuperação de contas.

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As contas em que as medidas serão aplicadas são as de políticos americanos, responsáveis pelas campanhas presidenciais, partidos políticos e candidatos eleitorais verificados pela rede social. As contas de grandes grupos de imprensa e jornalistas que cobrem política também receberão uma notificação informando sobre as mudanças.

O anúncio é feito em um contexto de preocupação crescente com investidas de hackers contra o Twitter e outras redes sociais, a um mês e meio das eleições presidenciais americanas.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou sugestões de protocolo na retomada das atividades no setor de transporte escolar. As recomendações trazem os principais cuidados que devem ser tomados para manter a segurança dos clientes e colaboradores.

O Sebrae ressaltou que os empreendedores do segmento do transporte escolar tiveram que se reinventar, e em muitos locais, estão com a atividade econômica totalmente parada. Em muitos estados, o isolamento social começa a ser flexibilizado e os profissionais da área precisam cuidar de uma série de adaptações para garantir a segurança dos clientes, dos colaboradores e de toda a população a partir do momento que as escolas voltarem a funcionar. 

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Já em relação às medidas de segurança que devem ser tomadas, o Sebrae informou que todos os pais, passageiros e colaboradores do transporte devem usar máscaras e fiscalizar o uso adequado da peça. O empreendedor deste segmento além dos cuidados básicos, como: higienizar constantemente o veículo; fornecer álcool em gel para os passageiros ao entrar e ao sair do veículo; utilizar e cobrar a utilização de máscaras; até mesmo controlar/aferir a temperatura dos clientes ao entrar no veículo (evitando transporte de pessoas febris ou que estejam contaminadas com a Covid-19); terá certamente que se adequar e constantemente revisar seu veículo (sua ferramenta de trabalho) a uma nova realidade de convivência com o vírus. As rotinas de limpeza precisam ser redobradas e muito mais atenção deve ser despendida na desinfecção de superfícies e pontos comuns ao toque.

Sobre a higienização do transporte escolar, o Sebrae mencionou que o ideal é que uma limpeza geral com desinfecção seja feita antes e depois de cada turno, pela manhã, tarde e noite. Além de certificar se os procedimentos de limpeza e desinfecção sejam seguidos de maneira consistente e correta, o empresário deve incluir o fornecimento de ventilação adequada quando produtos químicos estiverem em uso.

Também foi indicado que as portas e janelas permaneçam abertas ao limpar o veículo. Ao limpar e desinfetar, os indivíduos devem usar luvas descartáveis compatíveis com os produtos utilizados, bem como qualquer outro EPI necessário, de acordo com as instruções do fabricante do produto. Recomenda-se também o uso de uma bata descartável, se disponível.

“Para superfícies duras e não porosas no interior do veículo, como assentos rígidos, apoios de braços, maçanetas, fivelas de cinto de segurança, controles de luz e ar, portas e janelas e puxadores, limpe com água e sabão se as superfícies estão visivelmente sujas, antes da aplicação de desinfetante (que pode ser solução com água sanitária ou álcool 70%). Já para superfícies eletrônicas tocadas com frequência, como tablets ou telas sensíveis ao toque usadas no veículo, remova a sujeira visível e desinfete seguindo as instruções do fabricante para todos os produtos de limpeza e desinfecção. Se nenhuma orientação do fabricante estiver disponível, considere o uso de toalhetes ou sprays à base de álcool 70%. As luvas e qualquer outro EPI descartável usado para limpar e desinfetar o veículo devem ser removidas e descartadas após a limpeza”, divulgou o Sebrae, em nota.

Além disso, é necessário que seja criado um novo protocolo para o trabalho dos colaboradores. “Primeiro, deixe claro a todos que aqueles que apresentarem sintomas de contaminação pela Covid-19, devem ficar em casa e procurar ajuda médica. Estabeleça o uso de uniformes que devem ser colocados somente quando chegarem ao trabalho. Incentive uma postura mais contida, sem apertos de mãos, abraços ou gestos mais próximos. A pessoa que recebe as crianças/estudantes deve ser orientada a manter uma distância segura dos passageiros, no caso de haver formação de filas”, publicou o Sebrae.

“Tomados todos esses cuidados práticos em relação ao transporte e colaboradores, é a hora de restabelecer a relação de confiança que você tem com o seu cliente. Sim, ele já confia a você a missão de levar uma pessoa de sua família para a escola/faculdade, agora é necessário mostrar para ele que você e sua empresa são capazes de manter as orientações de segurança e que irão contribuir com a saúde da família dele. O fator de decisão emocional será capaz de direcionar o cliente a escolher retornar ao mesmo prestador de serviços de antes da epidemia, ou migrar para empreendedores que além de realizar os procedimentos, evidenciem estes protocolos aos clientes e/ou responsáveis, estabelecendo uma nova relação de consumo, potencializando o respeito pelas normas e atitudes proativas em prol da saúde das partes. Oportunidades surgem diante das dificuldades, cabe ao empreendedor, se atentar a estes detalhes, inovar, e fazer a diferença”, acrescentou o órgão. 

Confira, abaixo,  as dicas práticas mencionadas pelo Sebrae para o transporte, colaboradores e clientes: 

Para o transporte:

--> Siga sempre as informações oficiais. É possível que seja revista a lotação/quantidade de pessoas/estudantes por veículo (van/ônibus escolar), sendo provável que sejam readequadas as distâncias mínimas entre clientes/passageiros.

--> Forneça álcool em gel para os passageiros ao entrar e ao sair do veículo e cobre o uso de máscaras por todos.

--> Verifique a possibilidade de aferir/controlar a temperatura dos passageiros antes do embarque.

--> A limpeza geral com desinfecção do veículo deve ser feita antes e depois de cada turno, pela manhã, tarde e noite.

--> Dê preferência por usar as janelas abertas, com ventilação natural.

Para os colaboradores:

--> Disponha de álcool em gel 70% dentro do veículo para uso de todos.

--> Peça que seus colaboradores coloquem uniforme somente quando chegarem ao local de trabalho.

--> Ofereça luvas e demais equipamentos EPI para que eles realizem a limpeza e desinfecção do veículo.

--> Verifique a possibilidade de instalar uma barreira de vidro ou acrílico entre o motorista e os passageiros.

--> Oriente seus colaboradores para que mantenham um distanciamento seguro de aprox. 1,5m entre as pessoas.

--> Providencie borrifadores com álcool em gel 70 % para serem usados nas solas dos calçados de quem entra no veículo.

Para os clientes:

--> Restabeleça a confiança com o cliente para que ele entenda que sua empresa é capaz de transportar com segurança.

--> O fator de decisão emocional será capaz de direcionar o cliente a escolher retornar ao mesmo prestador de serviços de antes da epidemia, ou migrar para empreendedores que além de realizar os procedimentos possuem consistência nas medidas de segurança.

--> Na hora do pagamento, dê preferência às transferências bancárias. Caso use a maquininha de cartão, ela deve ser envolvida em papel filme e higienizada antes e depois da operação.

--> Use suas redes sociais para mostrar aos clientes como se preparou para enfrentar a pandemia.

Um vigilante do Hospital Barão de Lucena, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, foi baleado durante tentativa de assalto na manhã da segunda-feira (7). O funcionário já recebeu alta.

O segurança foi alvejado na perna em uma das entradas da unidade de saúde. Ele foi encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), também na Zona Oeste do Recife, unidade especializada em trauma.

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O vigilante passou por atendimentos e recebeu alta ainda na tarde da segunda-feira. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), todos os trâmites com as autoridades policiais ficarão com a empresa terceirizada responsável pela vigilância do hospital.

De acordo com  a SES, a direção do Hospital Barão de Lucena está em contato com o profissional e com a empresa para acompanhar o caso. O suspeito fugiu após o ocorrido.

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o comando da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi questionado sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina". Representantes da entidade evitaram citar o brasileiro nominalmente, mas reforçaram a importância da vacinação e garantiram que um imunizador para o coronavírus não será aprovado sem passar por todas as etapas clínicas necessárias. "Vacinas salvam vidas", pontuou a cientista-chefe do órgão, Soumya Swaminathan.

A pediatra indiana acrescentou que espera resultados de algumas pesquisas no fim deste ano. "Falando de forma realista, a segunda metade de 2021 é quando podemos começar a ver a doses sendo distribuídas para os países, para que comecem a imunizar suas populações", afirmou.

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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, assegurou que não endossará vacina que não tenha segurança e eficácia comprovadas. Ele criticou o movimento antivacina e destacou a importância da vacinação em massa para a erradicação da varíola e o combate ao ebola. "Todos nós esperamos ter uma notícia positiva sobre vacina ainda este ano", ressaltou, acrescentando que a prioridade inicial será a vacinação de profissionais de saúde e grupos de risco.

Tedros comentou ainda que há evidência de que corticoides podem ajudar no tratamento de pacientes de coronavírus entubados, embora tenham potencial efeito negativo em pessoas com a versão moderada da doença. "A OMS, portanto, recomenda o uso de corticoides apenas em pacientes que estejam severamente ou criticamente doentes", explicou.

A Uber anunciou, nesta quinta-feira (3), suas novas medidas de segurança para garantir viagens mais seguras para clientes e colaboradores. Uma das principais é a exigência da apresentação do RG ou da CNH para passageiros que não tenham cartão de crédito cadastrado e vão fazer a sua primeira viagem em dinheiro. Além disso, a empresa revelou novos protocolos para restaurantes que usam o Uber Eats, gravação de aúdio e a expansão de ferramentas como a detecção de paradas inesperadas, que passa identificar se a viagem termina antes do destino final.

“Hoje damos mais um passo para aprimorar a identificação dos usuários em nossa plataforma. As pessoas que solicitarem sua primeira viagem em dinheiro terão de tirar uma foto do documento de identidade (RG ou CNH), além de passar pela verificação existente de CPF", explicou Erik Theuer, gerente geral de produtos da companhia.

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Ele também explicou como vai funcionar a gravação de áudio durante a viagem. Passageiros que não se sentirem seguros dentro dos veículos podem gravar o áudio da viagem antes ou enquanto ela estiver acontecendo. Ao fim da gravação a conversa poderá ser enviada para a Uber sem conhecimento do motorista e vice e versa.

Ainda sobre as viagens com o aplicativo de transporte, o U-ajuda, que já identificava quando o motorista fazia várias paradas antes do destino final, recebeu uma atualização para detectar quando uma viagem acaba antes do esperado. A ferramenta perguntará tanto ao passageiro, quanto ao motorista, se há algum problema que precisa ser reportado à plataforma. 

Uber Eats

Para entregadores que usam o Eats, foram adicionados conteúdos educacionais sobre segurança viária, elaborado em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo e consultores de engenharia de trânsito e análise de comportamento como a Hora H e a Talentos Agregados.  Já os restaurantes ganharam um checklist de medidas de higiene.

Os estabelecimentos cadastrados no Uber Eats precisam passar por uma lista de verificações para confirmar que seguem medidas sanitárias, como monitoramento da saúde dos funcionários e higienização de utensílios. Ter uma área para distanciamento físico, lugar para higiene constante das mãos, são alguns dos itens exigidos.

Após alguns meses de trabalhos paralisados, por conta da pandemia do novo coronavírus, a indústria nacional de filmes pornô também está retomando as atividades. As filmagens estão cheias de protocolos de segurança e grande parte das produtoras estão exigindo que os atores se submetam a testes da Covid-19 antes de gravarem as cenas.

O ator Tony Tigrão contou, em entrevista à revista Quem, como está sendo a volta ao trabalho. Segundo ele, o ritmo de gravações está intenso mas cercado de protocolos de segurança. “ Parece que estão com medo de ter que parar novamente e estão querendo deixar material guardado. Eu não paro. Desde que a gente voltou, já fiz umas 50 cenas”.

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Entre as medidas de segurança para a produção dos filmes, estão o uso de álcool em gel, uso de máscaras e distanciamento físico - embora os atores em cena continuem tendo contato. No entanto, grande parte das produtoras estão exigindo que os artistas se submetam ao teste da Covid antes de entrar no set. “Agora, além dos exames que sempre fiz, de 15 em 15 dias, de HIV, Sífilis e Hepatite, faço o da Covid-19. Também já fiz mais de 100 testes de HIV, e da Covid eu já fiz quatro exames e deram negativos. Soube de ator que deu positivo e nem estava tendo os sintomas. Fiquei e ainda estou com medo de pegar. Mas estou arriscando minha própria vida”, disse Tony. 

Câmeras de segurança de uma padaria flagraram um homem fugindo a cavalo após roubar dois queijos do local. O caso ocorreu na cidade de Luziânia, em Goiânia, Goiás, e só foi descoberto após um funcionário conferir o setor de frios e notar a falta dos produtos, na última quinta-feira (20).

Ao verificar o sistema de câmeras do estabelecimento, o proprietário da loja confirmou o roubo e registrou um boletim de ocorrência. De acordo com o portal G1, até a manhã desta segunda-feira (24) a polícia não havia identificado o suspeito.

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Nas imagens de segurança, o homem que comete o crime aparece usando um boné amarelo e uma camisa preta. Após sair do estabelecimento com os produtos, ele esconde na roupa e foge do local em um cavalo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta segunda-feira, 17, para impor limites à política de segurança pública do governador Wilson Witzel (PSC) de forma permanente, mesmo após a pandemia do novo coronavírus. O julgamento, que ocorre no plenário virtual da Corte, deve ser concluído até as 23h59 desta segunda-feira. A ferramenta permite que os ministros decidam sobre casos a distância, com apenas um clique, sem a necessidade de se reunirem pessoalmente ou por videoconferência.

O relator do caso, Edson Fachin, votou para limitar o uso de helicópteros nas ações policiais apenas para os casos de extrema necessidade. Fachin também quer que o Estado do Rio oriente seus agentes de segurança e profissionais de saúde a preservar todos os vestígios de crimes cometidos em operações policiais, com o objetivo de evitar a remoção indevida de cadáveres e o descarte de peças e objetos importantes para investigações. "A violação generalizada (aos direitos humanos) é a consequência da omissão estrutural do cumprimento de deveres constitucionais por parte de todos os poderes", observou Fachin, em um voto escrito de 81 páginas.

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O voto do relator ainda proíbe que as polícias civil e militar do Rio utilizem qualquer instalação educacional ou de saúde - como escolas, creches, hospitais ou postos de saúde - como base operacional para suas ações. Segundo o entendimento do ministro, a realização de operações policiais em regiões onde estejam localizadas escolas e hospitais deve ser absolutamente excepcional, especialmente no período de entrada e saída de estudantes das escolas. Em manifestação enviada ao STF, Witzel alegou que a política de segurança pública tem se mostrado eficiente e que obteve resultados relevantes como a redução do número geral de homicídios.

Até agora, os ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Rosa Weber acompanharam integralmente o voto de Fachin. "Ressalto a plena razoabilidade na determinação de restrições às operações policiais em perímetros nos quais estejam localizados escolas, creches, hospitais ou postos de saúde, de maneira a evitar-se uma desproporcional e inadequada exposição da vida, saúde e integridade física daqueles que procuram esses serviços públicos essenciais. Por fim, também me parece adequado a necessidade de manutenção e previsão de novos mecanismos que visem a redução da letalidade da atuação dos agentes de segurança, não havendo razoabilidade na exclusão, do cálculo das gratificações dos integrantes de batalhões e delegacias, os indicadores de redução de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial", observou Moraes, que já atuou como ministro da Justiça do governo Temer e secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O ministro Ricardo Lewandowski, por sua vez, acompanhou os colegas nesses pontos, mas abriu uma divergência pontual, ao votar para que o Estado do Rio de Janeiro seja obrigado também a elaborar, em um prazo máximo de 90 dias, um plano visando à redução da letalidade policial e ao controle de violações de direitos humanos.

Lewandowski quer que o plano contenha "medidas objetivas, cronogramas específicos e previsão dos recursos necessários para a sua implementação".

Um homem foi preso após ter rendido um vigilante da Catedral de Milão, no norte da Itália, nesta quarta-feira (12).

Segundo a polícia, o incidente ocorreu por volta de 13h (horário local) e durou alguns minutos. De acordo com uma primeira reconstrução, o homem estava sentado na escadaria do Duomo, mas se levantou e fugiu para dentro da catedral quando uma patrulha se aproximava para pedir seus documentos.

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Escondido perto do altar, o indivíduo foi abordado por um vigilante da igreja, mas o aguarda acabou surpreendido pelo homem, que o rendeu apontando uma faca contra seu pescoço. Policiais intervieram imediatamente e estabeleceram uma negociação para convencer o indivíduo a se entregar.

No entanto, durante um instante de distração, os agentes conseguiram desarmá-lo e imobilizá-lo. Levado para uma delegacia, o homem disse ser de origem egípcia, mas nascido em Londres, no Reino Unido. As causas da ação ainda estão sendo investigadas.

Da Ansa

O número de pessoas assassinadas no Estado de São Paulo no primeiro semestre chegou a 1.522. A quantidade de vítimas é 4% maior ante o mesmo período do ano passado e interrompe redução que ocorria ininterruptamente desde 2014. O crescimento surpreende, por ser em meio ao isolamento social no Estado desde o fim de março. No período, as ações policiais também se tornaram mais letais e bateram recorde.

Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. Dos homicídios, 719 foram na capital ou na Grande São Paulo; outros 803 foram no interior ou no litoral. A pasta diz que a alta é objeto de estudo e causa preocupação por ser o crime mais grave e representar vidas perdidas. Mas a gestão João Doria (PSDB) destaca que o Estado segue com a menor taxa proporcional do Brasil, abaixo de 7 por 100 mil habitantes.

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São Paulo diminui consistentemente os números de homicídio desde 2001. De lá para cá, só em três anos os assassinatos do 1º semestre superaram o do período anterior: 2009, 2012 e 2013. Foi, portanto, a 1ª alta semestral em sete anos. Ainda assim, o Estado permanece desde 2015 abaixo do patamar dos 2 mil casos.

Relatório da secretaria mostra que 85,6% das vítimas são homens e 12,9% são mulheres. Pardos e pretos respondem por 50,4% dos assassinados, além de 44,6% de brancos e 4,9% classificados como outros. A maior parte desses crimes é classificado como "conflitos interpessoais", que correspondem a 35,5% dos registros até aqui no ano; 87 registros foram definidos como feminicídio.

O secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, disse que a secretaria atua com operações para combater o crime. As grandes ações contra tráfico de drogas, por exemplo, tem efeito sobre os crimes contra a vida cometidos neste contexto. "Temos um trabalho muito forte para tirar arma de fogo de circulação", acrescentou Camilo.

Letalidade

Foram mortas 514 pessoas em ações da polícia de São Paulo no 1º semestre. É o maior patamar semestral de letalidade policial desde 2001, início da série histórica.

O número é 20,6% maior do que o registrado no 1º semestre de 2019. São contabilizados nesse indicador ações com pressuposto de legalidade, como nos casos em que os agentes reagem durante o atendimento de uma ocorrência.

Cabe à Polícia Civil, ao Ministério Público e à própria PM apurar se a morte de fato decorreu de intervenção legítima.

Das 514 mortes deste ano, 442 tiveram autoria de policial em serviço, enquanto nos outros 72 casos o policial estava de folga, mas ainda assim atendeu a um caso ou reagiu a um assalto, por exemplo. Em 97% dos casos, a morte é atribuída à PM, cuja característica da atuação tem ligação com o patrulhamento nas ruas. Nos outros 3%, o autor foi um policial civil.

"A alta na letalidade policial causa muito estranhamento, principalmente se considerarmos a queda nos crimes contra o patrimônio (durante a pandemia), já que uma parte da letalidade é atribuída a casos de roubo", disse Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os roubos contra residências, comércios e pedestres, por exemplo, caíram 8% no Estado no 1º semestre.

O coronel Camilo disse que a alta da letalidade encontra coerência "com o ambiente que estamos vivendo". Ele atribui a alta ao deslocamento mais ágil dos policiais até a ocorrência, o que elevaria a possibilidade de confronto. "A polícia está chegando muito rápido e pegando o infrator ainda durante a sua ação, no cometimento do delito, o que tem levado ao confronto.

Após quase cinco meses suspensa por conta da pandemia do novo coronavírus, a novela ‘Amor de Mãe’ terá suas gravações retomadas a partir do dia 10 de agosto, podendo sofrer alteração caso haja uma intensificação da doença no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor do núcleo de dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu, em entrevista ao Estadão, a volta ao trabalho será um processo cuidadoso devido a quantidade de profissionais envolvidos na equipe. “Será um processo delicado, pois envolve não apenas os atores, mas também técnicos, figurinistas, maquiadores, enfim, muitas pessoas e todas precisam estar sob segurança, por isso serão gravados no máximo dois capítulos por dia”, disse Silvio.

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Para o retorno, a emissora estipulou um protocolo de segurança que inclui a desinfecção diária dos estúdios, poucos figurantes, e o uso restrito de comida em cena. Para os atores, a instrução é de que cuidem dos seus figurinos e da sua própria maquiagem.

Ainda de acordo com Silvio de Abreu, os ensaios poderão ser retomados na segunda-feira (27). “Ricardo Waddington (diretor artístico) fez um cuidado trabalho ao lado de médicos na preparação e no teste desse protocolo”, explicou ele.

Um relatório produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, grupo de estudos sobre violência nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco, reuniu dados que demonstram como a população negra é a principal vítima da violência no País. Os negros (pretos e pardos) são 75% dos mortos pela polícia. Entre as vítimas de feminicídio, 61% são mulheres negras. Enquanto a taxa geral de homicídios no Brasil é de 28 pessoas a cada 100 mil habitantes, entre os homens negros de 19 a 24 anos esse número sobe para mais de 200.

"Meninos negros das periferias aprendem a ter medo da polícia desde pequenos. Sabem que podem ser alvos de abordagens injustificadas, revistas humilhantes, prisões ilegais, agressões verbais, flagrantes falsos e algumas vezes espancamentos e morte", descreve o relatório. "Em fevereiro de 2020, o vídeo de uma abordagem policial a um jovem de 16 anos no bairro de Paripe, em Salvador, obrigou o próprio governador, Rui Costa, a condenar publicamente a ação policial. As imagens mostram que o PM dá murros e chutes no rapaz, que usava cabelo no estilo black power, afirmando: "Você pra mim é um ladrão. Você é vagabundo! Olha essa desgraça desse cabelo. Tire aí (o chapéu), vá! Essa desgraça aqui. Você é o quê? Você é trabalhador, é, viado?'", narra o texto.

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Para os analistas, as operações policiais violentas em áreas onde predominam populações negras e as abordagens ao "elemento suspeito cor padrão" são difundidas e interpretadas por parte da sociedade como ações de combate ao crime e não como política pública altamente racializada.

"A construção histórica de um estereótipo racializado que configura o 'criminoso' guarda conexão com a ideia das classes perigosas do início do século passado e com o projeto civilizatório eugênico de embranquecimento do país e de eliminação física do outro", afirma o relatório.

A Rede de Observatórios da Segurança é um projeto do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) lançado em 28 de maio de 2019 sob coordenação geral da cientista social Silvia Ramos. Entre 1º de junho de 2019 e 31 de maio deste ano, os pesquisadores analisaram notícias divulgadas pela imprensa e informações difundidas pelas redes sociais em busca de relatos sobre violência e segurança pública nesses cinco Estados. Dos 12.559 registros, apenas 50 se referiam ao racismo ou à injúria racial. O relatório faz crítica à imprensa por raramente registrar a cor das vítimas.

"O racismo é o motor do funcionamento pleno das instituições herdadas de um país escravista, de uma elite colonial, e essas instituições agem conferindo desvantagens e privilégios a partir da raça", afirma o texto. O relatório também analisa outros temas relacionados à criminalidade e segurança pública, como violência contra mulheres e operações policiais.

"O número assombroso de operações e patrulhamentos nos Estados traduz uma abordagem da segurança pública em que políticas de prevenção, Inteligência e investigação foram virtualmente abandonadas em favor de práticas de policiamento repressivo nas ruas, onde impera a lógica do flagrante. A produtividade policial é aferida pelo número de prisões e apreensões de drogas", diz o relatório.

Citando livro do antropólogo e especialista em segurança Luiz Eduardo Soares, o texto afirma que "esse sistema orienta o policial para as operações nas favelas e periferias, onde os policiais batem suas metas prendendo diariamente jovens negros portando ou comercializando pequenas quantidades de drogas no varejo. Assim se desenvolve uma onerosa e inútil estratégia de guerra às drogas, que na prática é uma guerra contra as periferias, e que enche as prisões de pequenos vendedores do tráfico, fortalecendo as facções".

Analisando mais de 7.000 textos, a Rede constatou que a palavra "investigação" aparece apenas 373 vezes e "inteligência", só 25 vezes.

Feminicídio

A violência contra a mulher foi outro tema abordado pelo relatório da Rede. "Ao todo foram computados 1.408 casos dessa natureza nos cinco Estados monitorados. Estes casos distribuem-se entre tentativas de feminicídio/agressões físicas, feminicídios, violência sexual/estupros, homicídios, agressões verbais, tortura, sequestros, balas perdidas, cárcere privado, ameaças/coação, tentativas de homicídio e outros. Juntos, feminicídios e tentativas de feminicídio correspondem a 68,8% deste total - 454 e 516, respectivamente", relata a Rede.

"As informações disponíveis sobre a motivação de todos os casos de violência contra mulher, nos cinco Estados, mostram 319 casos motivados por brigas, 123 por término de relacionamentos, 68 por ciúmes e 28 por crime de ódio - aquele praticado contra uma pessoa por ela pertencer à determinada etnia, cor, origem, orientação sexual e, neste caso, identidade de gênero. A maior parte dessas agressões é praticada por pessoas próximas: 466 casos por companheiros e ex-companheiros; 152 por namorados e ex-namorados; e 68 por outros familiares", segue o texto.

Segundo o relatório, um "caso de feminicídio barbaramente emblemático ocorreu em maio de 2019, no bairro do Cajá, em São Lourenço da Mata, Pernambuco. Débora Maria Sales da Silva, de cinco meses, foi espancada até a morte pelo seu pai, Augusto Silva da Cruz. A mãe da vítima, que também sofria violência pelo companheiro, contou que o marido não aceitava o fato de a criança ser menina. O Conselho Tutelar local já havia recebido denúncias de agressão e maus-tratos contra a criança.

O Palácio do Planalto pretende gastar R$ 615.644 na aquisição de quatro picapes 4x4. Os veículos serão usados para reforçar a segurança de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão, de seus familiares, titulares de órgãos essenciais da presidência e de outras autoridades ou personalidades.

A Presidência destaca no edital que o objetivo é prover meios de transporte às equipes de segurança de instalações que atuam na segurança dos Palácios Presidenciais e da Granja do Torto, "oferecendo mobilidade ágil e eficiente no atendimento de diversas atividades afetas à segurança". Entre as atividades citadas está atendimento aos casos imprevistos de tentativas de invasão às cercanias das instalações em tela.

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De acordo com o texto, o quantitativo se baseia no Plano de Investimento em Veículos (PIV) do Departamento de Segurança Presidencial, que contempla aquisições para os anos de 2019 e 2020, e em tratativas com a Secretaria Especial de Administração da Presidência da República e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Atualmente, diz o edital, são usados veículos administrativos que não possuem as características ideais às atividades de segurança de instalações, "não havendo histórico de aquisição desse tipo de veículo." O pregão terá início às 9h30 do dia 24 de julho.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa, nesta segunda-feira (13), 30 anos de existência. Feito para garantir a proteção dos jovens desde a primeira infância e auxiliar juridicamente em casos contra a integridade (física e moral) dos pequenos, o marco regulatório tem esbarrado em uma mudança significativa para os nossos tempos: a tecnologia. Com o aumento do acesso infantil às plataformas digitais, o texto, escrito em 1990, precisa urgentemente conversar com os problemas da geração atual. 

De acordo com gerente de segurança da informação, Wellensohn Gomes, o estatuto não prevê o aliciamento de menores via chat ou mesmo uma punição para quem criar desafios virtuais que ponham em risco a integridade física da criança. Um exemplo recente foi o “homem Pateta”, um perfil humanizado do personagem da Disney que enviava vídeos, textos, áudios e até realizava chamadas de vídeo para propor desafios e incentivar crianças a cometerem suicídio. 

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“O artigo 241 do ECA fala de apresentar, produzir, vender, armazenar informações das crianças, inclusive na rede mundial de computadores. Em alguns cenários a gente encontra problemas relacionados à criança no qual o Estatuto não consegue enquadrar”, diz Gomes. “Por exemplo, um perfil falso nas redes sociais que faça alienação com a criança, mas não armazena a foto dela, não divulga, somente conversa e alicia psicologicamente o artigo não prevê isso. Para esse cenário é preciso que a Lei se adeque ao mundo que vivemos”, explica.

O especialista em segurança da informação critica o único artigo do ECA que se refere à internet. De acordo com o estatuto, apenas quando houver divulgação ou armazenamento de imagens infantis em contextos sexualizados é que o ato será tipificado como crime. Porém, com o aumento do uso de redes sociais e plataformas como TikTok, Twitter, Instagram, WhatsApp, entre outras, criminosos podem encontrar formas diferentes de causar danos aos pequenos, como no caso dos “desafios”, como o da Baleia Azul ou da Boneca Momo.

Confira o vídeo e veja dicas para proteger seus filhos digitalmente

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Regulação internacional e redes sociais

“Hoje, com a transformação digital, as nossas crianças, os nossos filhos, precisam estar cada vez mais conectados. Eles são nativos digitais. Eu não consigo ocultar a tecnologia dele, porque já vem de berço. Essa roupagem do ECA que é de 1990 precisa acompanhar isso, fazendo as modernizações e atualizações para o mundo que vivemos”, afirma Wellensohn, que é pai de Júlio César, de 7 anos. Em casa, o garoto só pode acessar jogos e ver vídeos em plataformas digitais após cumprir todas as tarefas e, ainda assim, fiscalizado por um adulto.

De acordo com o gerente de segurança da informação, empresas como Instagram, Facebook, Twitter, que provém serviços de redes sociais, são regidas por uma lei chamada COPPA (Children's Online Privacy Protection Act ou Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças, em tradução livre). “Essa Lei rege a privacidade da criança online, uma criança menor de 13 anos não pode ter uma conta nessas redes, a não ser que o pai autorize com seus próprios dados”, explica Gomes. 

A Coppa é uma lei internacional, vigente desde os anos 2000, aplicada à coleta online de informações pessoais pertencentes à crianças menores de 13 anos por pessoas ou entidades sob jurisdição dos Estados Unidos. Ela também inclui crianças fora dos EUA, se a empresa estiver sediada no país norte-americano - como no caso do TikTok, por exemplo - e exige que sites incluam em suas políticas de privacidade formas de buscar o consentimento verificável de um dos pais ou responsáveis

Para Whellensohn essas diretrizes também precisam se aplicar ao ECA. “O Estatuto da Criança e do Adolescente é um conjunto de leis de 1990. Quando essas Leis foram criadas e aplicadas na prática, a gente não vivia o mundo totalmente digital. As leis precisam mudar, elas precisam se adequar aos ambientes que vivemos”, completa.

Desde o mês de junho a atriz Deborah Secco decidiu abrir espaço nas suas redes sociais para dar voz a mulheres negras e projetos sociais. Nesta sexta-feira (3), a conta da atriz no Instagram questionou: “O que você já deixou de fazer por ser mulher?”. A provocação recebeu diversas participações.

A ação é parte do projeto da historiadora Jamine Miranda, que tem como objetivo dar visibilidade às mulheres, na luta por uma sociedade melhor.

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Foram diversos comentários e depoimentos de mulheres em poucos minutos, contando situações vividas. “Já deixei de praticar esporte à noite na minha cidade”, “Usar roupa curta, falar palavrão, me esquivar de rodinha de homens”, comentaram algumas seguidoras sobre o que elas já deixaram de fazer.

Uma outra seguidora da atriz relatou: “Não fui estudar fora pq meu pai disse q eu era mulher, e filha dele não vai estudar fora não, pra não ficar mal falada. Meu irmão foi!”, disse ela.

Nessa quarta-feira (1º), o LeiaJá e o projeto Vai Cair No Enem realizaram mais uma live do programa “Quando passar... Como será o mundo após a pandemia?”, discutindo o retorno às aulas presenciais nas escolas brasileiras. A transmissão teve participação de Cláudio Furtado, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); Rozana Barroso, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); Fred Amancio, secretário de Educação e Esportes de Pernambuco; e Fernando Melo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe). 

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Durante a live, o membro do Consed, Cláudio Furtado, que também é secretário de Educação e Cultura da Paraíba, afirmou que não é possível determinar ou prever quando as unidades de ensino do país irão retomar as atividades presenciais. “No Brasil, a gente tem diferentes momentos em cada estado, em uns estados a curva descendente, em outros acelerando ou interiorizando a questão da Covid, então estabelecer uma data para a volta é complicado”, disse ele.  

Apesar disso, Cláudio explica que o Conselho elaborou um protocolo com orientações de segurança para a reabertura das escolas, baseando-se em experiências internacionais e recomendações de órgãos de saúde. “O Consed resolveu fazer uma diretriz, um protocolo de volta baseado em vários documentos internacionais, traçando tanto questões de biossegurança, como questões do ponto de vista pedagógico (...) A pandemia começou na China, depois mudou o epicentro e veio para a Europa; vários desses países passaram por situações similares e daí você tem uma curva de aprendizado”, afirmou Cláudio.

LeiaJá também

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O presidente chinês, Xi Jinping, promulgou nesta terça-feira (30) a polêmica lei de segurança nacional para Hong Kong, segundo a qual os crimes de segurança nacional podem ser punidos com prisão perpétua e a justiça chinesa será competente nos casos mais "graves".

Essa lei, considerada pelos críticos uma forma de silenciar a oposição e minar a autonomia do território, também prevê a criação de uma agência de segurança nacional na antiga ex-colônia britânica.

Ignorando os apelos dos países ocidentais, o Parlamento nacional aprovou o texto, um ano depois das grandes manifestações na ex-colônia britânica contra a influência do governo central.

O texto será incorporado à "Lei Fundamental" que serve desde 1997 de mini-Constituição em Hong Kong e entrará em vigor ainda nesta terça-feira, anunciou a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam.

Durante uma cerimônia por ocasião do 23º aniversário da devolução da antiga colônia britânica à China, Lam a qualificou nesta quarta de "fato mais importante nas relações entre o governo central e Hong Kong desde a retrocessão".

A nova lei será uma "espada" que paira sobre as pessoas que afetam a segurança nacional, disse o Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau logo após a sua promulgação.

"Para a grande maioria dos residentes de Hong Kong essa lei é um espírito guardião de suas liberdades", acrescentou.

Com este texto, o governo central quer garantir a estabilidade e acabar com os protestos do ano passado, neste território de 7,5 milhões de habitantes. Ele também espera parar o movimento de independência.

"Isto representa o fim de Hong Kong como era conhecido em todo o mundo. Com poderes ampliados e uma lei mal definida, a cidade se transformará em um #estadodepolíciasecreta", tuitou Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia Hong Kong, cujo partido político Demosisto anunciou a dissolução nesta terça-feira.

"Ao final de várias deliberações internas, decidimos pela dissolução e interromper todas as atividades como grupo dadas as circunstâncias", afirmou o Demosisto no Twitter.

- Agência de Segurança Nacional -

Esta lei permite reprimir quatro tipos de crimes contra a segurança do Estado: atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras.

Nesse âmbito, a China continental pode lidar diretamente com casos em três situações: se são casos complexos de interferência estrangeira, se os casos são "muito graves" e se existem "ameaças sérias e reais" contra a segurança nacional.

"Pouco importa que a violência tenha sido usada ou se tenha existido a ameaça de usá-la, os líderes ou autores de crimes graves serão condenados à prisão perpétua ou a um mínimo de 10 anos de prisão", declara a nova lei.

Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos haviam alertado para o risco de que a lei possa ser utilizada para calar as vozes críticas a respeito de Pequim, que recorre a leis similares para esmagar a dissidência no continente.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, ameaçou Pequim com novas represálias.

Os Estados Unidos "não ficarão de braços cruzados enquanto a China engole Hong Kong com sua boca autoritária", disse.

Antecipando-se à promulgação da lei, Washington anunciou nesta segunda-feira o fim das vendas de equipamento sensível de defesa a Hong Kong para evitar que "caia nas mãos" do exército chinês, ao que a China reagiu anunciando que adotará "represálias" por esta decisão.

O governo de Donald Trump já tinha anunciado na sexta-feira restrições de vistos para funcionários chineses acusados de "por em suspeita" a autonomia do território. A China respondeu nesta segunda com uma medida similar contra os cidadãos americanos "que se comportam mal", criticando a lei.

A UE criticou a adoção da lei. "Lamentamos esta decisão. A lei pode afetar gravemente o elevado nível de autonomia de Hong Kong e ter um efeito prejudicial sobre a independência do Poder Judiciário e o Estado de direito", declarou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Em um comunicado conjunto, 27 países pediram na sede do Congresso de Direitos Humanos da ONU que a China reconsidere a lei.

- Mudança radical -

O compromisso alcançado entre Reino Unido e China para a devolução de Hong Kong em 1997 foi o de que a ex-colônia prosseguiria com certas liberdades, assim como com autonomia legislativa e judicial, durante 50 anos, no que foi denominado "um país, dois sistemas".

Os moradores de Hong Kong têm liberdade de expressão, liberdade de imprensa, uma justiça independente e um sistema capitalista.

A fórmula foi o pilar da transformação da cidade em uma plataforma financeira mundial, ancorada em sua segurança jurídica e nas liberdades políticas que não existem no continente.

A região está dirigida por um governo local cujos membros estão subordinados a Pequim, devido a um processo de seleção que afasta as figuras da oposição.

A partir de agora parece difícil que os cidadãos de Hong Kong possam organizar grandes manifestações, já que as autoridades da ex-colônia proíbem as reuniões com mais de 50 pessoas devido à epidemia de COVID-19.

As férias de verão de 2020 na Itália serão muito diferentes para os turistas locais ou estrangeiros. Depois de um longo período de lockdown por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), apesar da vontade de sair, é preciso organizar um período de estadia seguro, especialmente, nas questões sanitárias.

Por conta dessas novas preocupações, as viagens de carro até os destinos de descanso devem ser escolhidas pela maior parte dos italianos - bem como a opção pelo aluguel de casas ao invés de reservas em hotéis com muitas pessoas.

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Por isso, a Polizia Postale - órgão criado para investigar crimes na internet - e a União Nacional de Consumidores (UNC) uniram forças e criaram um guia com oito dicas para não cair em golpes durante esse período.

Confira quais são:

1 - Buscar por imagens realísticas, completas e não visivelmente editadas. Para isso, eles aconselham usar sites ou motores de busca para comparar as imagens de quem oferece a residência e as que estão disponíveis em outros portais;

2 - Pegar sempre a descrição total e detalhada do imóvel;

3 - Buscar contato através de mais de um canal, como e-mail, chats e um número de telefone fixo. Nessas conversas, pedir mais detalhes e fotos do imóvel e fazer perguntas mais aprofundadas sobre ele;

4 - O preço do imóvel deve ser adequado ao local. Desconfie sempre de preços muito baixos;

5 - Encontrar-se com o negociante. Se possível, se encontrar com quem está oferecendo o aluguel para verificar documentação ou, até mesmo, fazer uma visita prévia;

6 - Confirmar valores antes do depósito;

7 - Nunca enviar documentos pessoais;

8 - Efetuar pagamentos apenas por depósitos bancários ou métodos de pagamento que permitem rastreio. Em caso de golpe, será possível tentar reaver o dinheiro pago. 

Da Ansa

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